16 setembro 2011

Deputada Eliane Novais defende afastamento do secretário estadual das Cidades, Camilo Santana por Corrupção

Na ocasião da sessão plenária desta quinta-feira (15), a deputada Eliane Novais (PSB) defendeu o afastamento do secretário Camilo Santana da Secretaria das Cidades. Ela citou que o relatório técnico da inspetoria do Tribunal de Contas do Estado (TCE-CE), em Pacajus, sugeriu a responsabilização do secretário, dentre outros gestores e funcionários, pelo chamado “escândalo dos banheiros”.

Para ela, o relatório do Tribunal foi mais isento do que o realizado pela Secretaria das Cidades. “Será que a presença do secretário não prejudicou o resultado da sindicância? Claro que sim, porque apresentou um resultado conveniente para o Governo, mascarando a responsabilidade do gestor atual da pasta, e por isso foi desmoralizado pelo relatório do TCE”, assinalou.

Eliane Novais disse “que é muito fácil condenar” apenas o servidor público da Companhia de Água e Esgoto do Ceará (Cagece), Fábio Castelo, e dois terceirizados da secretaria, como fez a sindicância. Segundo ela, “os secretários omitiram e/ou retardaram a tomada de contas especiais, além de assinar prorrogações de aditivos. Ela destacou que, apesar da não construção de kits sanitários, duas notas fiscais de uma construtora foram emitidas na prestação de contas à atual gestão da secretaria como se a obra tivesse sido realizada. A parlamentar criticou ainda a absolvição da deputada federal Jaqueline Roriz, acusada de quebra de decoro parlamentar ao ser flagrada em vídeo recebendo maço de dinheiro de Durval Barbosa, pivô do escândalo que levou à prisão o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda. Para ela, a não cassação do mandato, além de “macular a imagem do parlamento”, reforça nos brasileiros um grave sentimento de impunidade e de não seriedade com o legislativo.

Áudio da parlamentar

CORRUPÇÃO - Novais acredita que os casos de corrupção têm prejudicado a imagem do Brasil, que ocupa atualmente a 69ª posição, numa lista de 170 países, no ranking de percepção de corrupção elaborado pela ONG Transparência Internacional.

A pontuação dada ao País no relatório permaneceu a mesma de 2009, 3,7 numa escala de zero a dez, em que dez indica que os que ocupam a máquina pública são percebidos pela população como pouco corruptos e zero corresponde à percepção de corrupção disseminada.

Em aparte, o deputado Fernando Hugo (PSDB) criticou o julgamento antecipado do relator da investigação na Comissão de Fiscalização e Controle da Casa, deputado Dedé Teixeira (PT), que afirmou não haver culpa sobre o Governo do Estado. O petista deverá apresentar o relatório na próxima terça-feira (20).

Agência de Notícias da Assembleia Legislativa

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