21 junho 2011

BlogSAÚDE - Zumbido no Ouvido tem Cura ?


Um barulho quase que ( ou ) pemanente no ouvido, que atrapalha as atividades diárias e até o sono. Há alguns meses eu estou com esse problema terrível. Um som agudo que parece de uma TV antiga ligada.. finnnnnnnnn...permanente no ouvido esquerdo. Há dias em que melhora e outros em que piora horrivelmente. Está muito associado ao stress, no meu caso, mas ainda preciso fazer umas consultas. Estou abrindo este tópico na esperança de encontrar outras pessoas que assim como eu, sofrem deste problema, que muitas vezes é acompanhado de tonturas, dores de cabeça, de ouvido e um desconforto imenso.

PREFÁCIO

Cerca de 278 milhões de pessoas em todo o mundo são afetadas por esse mal que ataca cada vez mais os jovens. O tínitus, como é conhecido no meio científico é a sensação desagradável de ouvir um som que não existe no mundo real. Pode-se ouvir sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc. Pode ser temporário, mas pode durar dias ou tornar-se permanente. As causas são várias, assim como os tratamentos, entretanto a cura definitiva está longe de ser alcançada em todos os casos. Compreenda mais do Tínitus nesse excelente artigo:

O TINNITUS

Dá-se o nome de zumbido, ou ainda acúfeno, tinnitus ou tinido, a uma sensação auditiva cuja fonte não advém de estímulo externo ao organismo, é um sintoma associado a várias formas de perda auditiva. Ele pode ser causado por exposição prolongada a sons acima do volume limite para a saúde humana, 85 decibéis, acima do qual é possivel causar dano permanente na audição, e ainda outros problemas, como de circulação.

Conceito

A pessoa afetada reporta escutar uma zoeira na cabeça, ouve sons como sinos, zumbido, apito, campainha, cachoeira, cigarra etc.Pode ser temporária, mas pode durar dias ou tornar-se permanente. Estimativas americanas ressaltam que 12 milhões de pessoas apresentam Tinitus, e destes, pelo menos um milhão apresentam quadros tão significantes que interferem em suas atividades, pois apresentam dificuldade de ouvir, trabalhar e dormir. Um biótipo de portador de tinnitus, enquadra-o como introvertido, extremamente sensível, estressado, com tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.

O zumbido pode ser classificado de acordo com seu agente etiológico, em zumbidos de origem para-auditivas (geralmente de origem vascular ou muscular) e zumbidos originados no sistema auditivo neurossensorial.

Não existe cura específica ou definitiva para alguns tipos de zumbido (particularmente os de origem neurossensorial); alguns tratamentos são propostos, como o uso de aparelhos auditivos, medicamentos, terapias comportamentais e relaxamento, bem como o tratamento dos distúrbios das articulações temporomandibulares. É recomendado também, evitar álcool e fumo que podem piorar o quadro, o uso de protetor auricular se exposto a sons altos e o uso de placa de relaxamento intra-bucal diante de alterações nas articulações temporomandibulares, principalmente nos casos de perda de dimensão vertical de oclusão.

Dentre os zumbidos de origem para-auditiva, a literatura tem apresentado diversos trabalhos que relacionam as estruturas do ouvido médio e as estruturas mastigatórias, sendo que os distúrbios das articulações temporomandibulares, causados por exemplo por maloclusões, são apontados como causadores de determinados tipos de zumbido.

Causas

Várias são as causas que podem dar ensejo ao sintoma, tais como muita exposição a sons altos, outros problemas de saúde, tais como, alergias, tumores, problemas cardiovasculares, alterações na região do pescoço, inflamação do ouvido médio nas crianças, perda auditiva por doença das meninges ( meningite ), tumor cerebral, diabetes, e muito importante, problemas na área da coluna cervical. O uso de alguns medicamentos também podem causar Tinitus, tais como os pertencentes aos grupos dos diuréticos, antibióticos, cardíacos, e de combate ao câncer. É importante salientar que esta enfermidade deve ser tratada por uma equipe multidisciplinar (otorrinolaringologistas, dentistas, fonoaudiólogos, psicólogos, fisioterapeutas e musicoterapeutas) devido sua origem multifatorial. Diversos trabalhos relacionam os sintomas auditivos subjetivos à íntima relação anatômica e ontogenética entre o ouvido médio e estruturas mastigatórias (nos casos de perda da dimensão vertical de oclusão, má oclusão, deglutição atípica, apertamento de dentes, ranger de dentes, entre outras).

Num estudo mais recente, investigadores da Universidade da Austrália Ocidental (University of Western Australia) descobriram que o tinitus estava associado a um aumento de atividade nos neurónios onde os sons são processados. Este facto está ligado a alterações nos genes envolvidos na regulação da atividade desses neurónios. Isto significa que alguns canais de transmissão de sinais a certos neurónios estarão bloqueados, enquanto outros estarão mais excitados (abertos) que habitualmente, ao invés de abrirem e fecharem com normalidade.

O zumbido causa sofrimento?

Cerca de 17% da população mundial apresenta zumbido. A maioria relata o zumbido apenas como um incomodo, outros dizem que certas funções como o sono e a concentração estão prejudicadas. Em sua forma severa, que corresponde a cerca de 20% dos casos o zumbido causa sofrimento. É a queixa principal e frequentemente dramática na consulta médica. Em geral são pessoas acometidas também por outros transtornos, principalmente os de natureza psiquiátrica. O grau de desconforto, intolerância ou incapacidade quase sempre não estão relacionados com o grau de intensidade do zumbido. Os transtornos de humor (depressão, distimia) e ansiedade, frequentemente presentes, exercem fortes influências no agravamento do sintoma zumbido.

Zumbido tem causa?

Muitas causas de zumbido são conhecidas sendo que algumas são fáceis de identificar e tratar:

a) Otológicas: cera no conduto auditivo , otites, exposição a ruído, presbiacusia, labirintopatias.

b) Metabólicas : diabete, alterações nas taxas de trígliceridios e hormônios tireoideanos.

c) Cardiovasculares: anemia, hipertensão arterial, insuficiência cardíaca.

d) Neurológicas: doenças neurológicas (esclerose múltipla), traumatismo de crânio, sequelas de infecções neurológicas (meningite).

e) Farmacológicas: o American Physician’s Desk Reference lista mais de 70 medicamentos que podem ocasionar zumbido, entre eles: ácido acetilsalisílico (aspirina), anti-inflamatórios, certos antibióticos e alguns antidepressivos.

f) Odontológicas : disfunção da articulação temporomandibular (ATM) e do aparelho mastigador.

g) Vícios e maus hábitos alimentares: excesso de cafeína, álcool e fumo, sal, açúcar branco e gorduras.

h) Psicológicas: ansiedade, distimia e depressão podem estar envolvidas com zumbido. Muitas vezes é difícil diferenciar o que é causa ou consequência.

i) Zumbidos gerados por estruturas próximas ao sistema auditivo:são causadas por alterações nos vasos arteriais ou venosos, nos músculos ou na tuba auditiva. São divididos em vasculares (pulsáteis) e musculares (clipes). As principais causas são os tumores vasculares, as malformações vasculares, as contrações rápidas (involuntárias, rítmicas) de um ou vários grupos musculares.

O Estresse pode conduzir ao tinnitus ?

Sempre se tem reportado sobre esta conexão, Estresse e Tinnitus. De fato sobrecargas e exigências em excesso, podem pela via indireta, conduzir a um tinnitus. Hoje, nós já podemos falar sobre um tipo de portador de tinnitus. Ele é introvertido, extremamente sensível, estressado, tem tendência a pressão baixa, assim como um retesamento da coluna cervical.
Como o médico faz o exame?

A historia do paciente é o primeiro e o mais importante passo no diagnóstico. O tipo de zumbido, a maneira como é relatado, o desconforto que produz podem ser informações úteis na avaliação, sugerindo as prováveis causas. Após o exame físico, o médico solicita exames complementares: audiológicos, laboratoriais, eletrofisiológicos e de imagem, de acordo com cada caso. As informações obtidas da história e dos exames poderão determinar o diagnóstico etiológico (causa). Sabendo a causa aumenta a possibilidade de obter melhores resultados, pois vai ser possível tratar de modo específico a doença da qual o zumbido é apenas um sintoma. É claro que isso nem sempre é possível, mas com certeza as chances serão bem melhores do que ficar pensando “zumbido é tudo igual... é muito difícil..., não tem cura... não há nada que se possa fazer...”.

Como se trata?

Alguns casos de zumbido têm cura, enquanto outros casos são controláveis. Há o estigma de que o “zumbido não tem cura”. A maioria dos pacientes e profissionais acabam desanimando, sem que a possibilidade de cura seja avaliada. Tentar tratar, mesmo na incerteza, nunca é errado. Se a causa do zumbido for determinada e tratável, a solução é mais simples. Porém se não é possível atuar na origem do problema, existem outros caminhos para amenizar o ruído.

Tranquilizar o paciente: Dizer que o zumbido não é uma ameaça para a saúde. Assegurar que dificilmente vai piorar, pelo contrario, a tendência é melhorar. Incentivar a prática de medidas que promovem qualidade de vida: alimentação regrada, atividade física regular e equilíbrio psíquico. Palavras esclarecedoras e confortantes visam o desaparecimento da reação ao zumbido e a perda de sentimentos negativos associados.

Correções de vícios e hábitos alimentares: não fumar, ingerir cafeína e álcool moderadamente, evitar sal em excesso, doces e gorduras.

Medicamentos: vasodilatadores diretos, reguladores de fluxo sanguíneo, anticonvulsivantes, ansioliticos, antidepressivos.

Terapia de habituação: é uma terapia comportamental um retreinamento das vias auditivas (Tinnitus Retraining Therapy – TRT). Visa o desaparecimento da reação ao zumbido e a perda de sentimentos negativos associados. Consiste de dois princípios básicos:

1. Esclarecimentos e orientações: através de conversas, palestras, reuniões, trocas de experiência.

2. Terapia sonora (ou acústica): o principio básico é “EVITE O SILÊNCIO”. A finalidade é proporcionar um enriquecimento sonoro que pode ser feito através de quatro meios diferentes:

a) Uso de sons ambientais: é a maneira mais acessível e deve, de preferência, usar sons neutros, baixos e contínuos. Ex: Cds com som da natureza, músicas suaves, etc.

b) Geradores de som: esteticamente semelhantes aos aparelhos auditivos. A intensidade do som que eles emitem diretamente no canal do ouvido, deve ser regulado em intensidade menor do que a do zumbido, evitando-se mascará-lo, para seguir os preceitos determinados pela TRT. É um tratamento longo (12 a 18 meses) e requer o uso de um gerador em cada ouvido.

c) Aparelhos de amplificação sonora individual: frequentemente pacientes com zumbido apresentam também perda auditiva. Nestes casos, um aparelho auditivo pode ser utilizado para melhorar a audição e fazer o enriquecimento sonoro pela entrada de novos sons que antes não eram tão percebidos.

d) Gerador de som acoplado ao aparelho auditivo: são sistemas combinados que podem ser usados nos casos de perdas auditivas significativas e zumbido. São casos em que o acompanhamento de aparelhos facilita o processo de habituação.

A TRT é um tratamento longo (12 a 18 meses) que objetiva a diminuição da percepção do zumbido através do desaparecimento de reação ao incômodo e a perda de sentimentos negativos associados. Estimulação magnética transcrâniana:consiste na aplicação diária de estímulos magnéticos repetitivos de baixas freqüências na região temporal do cérebro durante uns 10 dias.

Acupuntura, hipnose: podem ser opções interessantes para alguns pacientes.
Estimulação elétrica da via auditiva: os estímulos são usados diretamente sobre as estruturas neurosensoriais da cóclea.

Fonte: Wikipedia e ABC da Saúde

Um comentário:

  1. Olá boa noite, minha mãe está com esse zumbido na cabeça há cerca de 3 anos, isso começou após tomar um antidepressivo, já consultamos em vários médicos, todos falam que não tem cura e acabam passando o Rivotril.
    Não sabemos o que fazer e quem procurar porque está cada vez pior e não tem mais qualidade de vida.

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