12 abril 2011

ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Governo Dilma abriga 6,7 mil servidores sem concurso na 'elite' da burocracia


NE - Herança Maldita ?

31% dos cargos exercidos por quem tem função de chefia ou pela elite dos assessores do Executivo federal estão ocupados por não concursados, e 64% pelos servidores de carreira; postos mais cobiçados consomem R$ 100 mi de salários a cada ano.

SÃO PAULO - O retrato da máquina pública no início do governo Dilma Rousseff revela a existência de 6.689 funcionários não concursados nos cargos de confiança da Presidência e dos ministérios - o equivalente a quase um terço do total de postos preenchidos por nomeações. Destes, quase 500 estão nas duas faixas salariais mais altas do funcionalismo.

Dilma herdou da gestão Luiz Inácio Lula da Silva uma estrutura burocrática que permite a nomeação de cerca de 21,7 mil pessoas para cargos de confiança - os chamados DAS, exercidos por quem tem função de chefia ou direção e pela elite dos assessores da presidente, de ministros e de secretários.

Em fevereiro deste ano, 31% desses cargos eram ocupados por não concursados, e 64% por servidores de carreira, segundo dados do Portal da Transparência do governo federal. Há ainda uma pequena parcela de servidores cedidos por órgãos de outras esferas - do Legislativo, de governos estaduais e de prefeituras municipais, por exemplo.

Os postos DAS, que em conjunto consomem quase R$ 100 milhões por ano em salários, estão entre os mais visados pelos partidos que buscam acomodar seus representantes na Esplanada dos Ministérios. Mas não são os únicos: posições em empresas estatais, cujos diretores administram orçamentos até bilionários, são ainda mais cobiçados pelas legendas.

Daniel Bramatti, de O Estado de S.Paulo
Foto Ilustrativa

4 comentários:

  1. É uma vergonha, ainda se contratar servidores sem concurso público, mesmo para cargos importantes como se diz de confiança. O servidor de carreira em tese está mais preparado, pois passa pelo crivo da concorrência.

    E tu Dihelson é concursado???

    Gostei do blogdocrato no facebook!

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  2. Calazans, vejo que você se aborreceu com a notícia da sua querida presidenta. Cargos comissionados não exigem concurso, filho, em compensação são altamente temporários e não há qualquer segurança, mas há amplo amparo legal:

    "Cargo em Comissão também é chamado de Cargo de Confiança. Não há estabilidade caso o indivíduo escolhido não seja servidor público estável.O art. 37 incisos II e V CF determina que a escolha do indivíduo é livre, não há concurso, assim como a exoneração do cargo que também é livre. O critério de seleção é a “confiança” mas deve respeitar outros critérios como, por exemplo, ser brasileiro, estar quites com a justiça eleitoral, ter a escolaridade mínima exigida etc."

    Abraços,
    Obrigado sobre o Blog do Crato no Facebook, rs rs

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  3. De forma alguma amigo, sou hávido combatente ao CÂNCER do serviço público, que é essa estória de cargo de confiança, funções comissionadas, quinto constitucional, nepotismo descarado... Isso é um tumor que entra em metástase no serviço público.

    Lógico que tem as exceções, pouquíssimas.

    Nesse caso amigo, não tenho simpatia por esse tipo de proteção constitucional em defesa da administração pública. O Art. 37 incisos II e V como você bem mencionou, e vos digo, é uma vergonha nacional.

    Isso é que a nossa representação máxima legislativa nos dá de presente, ou melhor, presenteou-os.

    Pois bem sei Dihelson, como isso funciona, é nojento. E te digo, não são temporários não, velho, são quase vitalícios. Só basta a legenda perdurar no poder...conheço gente em minha repartição que está com esse tipo de cargo desde a sua criação em 1988. E aqui pra "nois"...é muita incompetência...mas vê lá o sobrenome!!!!!

    Fazer o quê... "sei não, só sei que foi assim."rsrsr

    Abração

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  4. Calazans,

    Nesse caso da "perduração" dos cargos comissionados, eu sou a favor de se for previsto um tempo muito grande, haver um concurso também, ou alguma outra coisa. A questão é que um cargo de confiança, poderia até se distinguir dos cargos comissionados ( que nem são de tanta confiança assim ), se alguém nomeia outro para um cargo de confiança, é porque logicamente, confia no trabalho, na competência e na relação de CONFIANÇA que aquele cargo vai exigir. Há certos cargos em que a confiança é até mais importante do que a formação geral, devido ao ponto altamente estratégico que representa. Mas como eu disse, se formos ver que mesmo esses cargos fossem se perpetuar, como esse exemplo dado por você de que por aí em Recife, tem gente que já vem nestes cargos desde 1988 ( imagina, 23 anos em cargos comissionados ? )...então...

    Abraço,

    DM

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