04 abril 2011

"Chaves" é um dos melhores programas humorísticos já produzidos, diz Dedé Santana


Dedé Santana, um dos mais bem-sucedidos humoristas do Brasil, foi membro do quarteto "Os Trapalhões", esteve em diversos filmes e produtos da trupe, como brinquedos e gibis. Dedé é um dos mais ilustres fãs do seriado, que, para ele, é "um dos melhores programas humorísticos já produzidos".

"Chaves" estreou no México em 1971, mas só chegou ao Brasil na década de 1980. Os personagens da série, criada por Roberto Gómez Bolaños, até hoje fascinam novas gerações de telespectadores.

O livro "Chaves: Foi sem Querer Querendo?" procura esclarecer a fonte do êxito desse marco da televisão brasileira. Além disso, o volume conta com biografia dos atores e um capítulo com curiosidades, além de enaltecer a contribuição dos dubladores brasileiros para o sucesso do programa. Abaixo, leia um trecho.

Atenção: o texto reproduzido abaixo mantém a ortografia original do livro e não está atualizado de acordo com as regras do Novo Acordo Ortográfico. Conheça o livro "Escrevendo pela Nova Ortografia".

"Se você é jovem ainda, jovem ainda, jovem ainda
Amanhã velho será, velho será, velho será!
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude que nunca morrerá!"

Música presente no episódio "As crianças estão cantando"

Não importa sua idade: em algum momento você assistiu, ao menos um trecho; e quando menos esperava, sem querer, querendo, estava rindo(...) Logicamente estamos falando dele, do garoto que mora no barril; do menino pobre que representa um pouco de cada nós - Chaves, de Roberto Bolaños, criador e criatura de um estilo que sobrevive à era digital e ao mundo imediatista do século XXI.

Um programa que consegue prender a atenção sem fazê-lo de fato. Que consegue ser bom, mesmo sendo ruim. "Chaves é um dos melhores humorísticos já produzidos. Chaves é eterno, a fórmula usada por eles é eterna, só muda a roupagem, e fará sucesso em qualquer lugar do mundo". A frase é dita por um fã ilustre, que aqui no Brasil é conhecido por Dedé Santana. "Não existe humor velho. Existe humor bem-feito", disse uma vez Chico Anísio.

Já sendo considerado um ícone na programação diária do SBT, Chaves passou a conquistar uma legião de fãs em todo o Brasil na década de 80. Desde os menores, passando por jovens e adultos, até os mais idosos, o seriado cativa por sua simplicidade na maneira de fazer humor.

A comédia representada por Chaves, de maneira incansável, mostrou que o seriado não seria apenas um momento ou uma moda, mas um estilo de humor que perdura até hoje. Todos esses anos serviram para conquistar o público brasileiro. Até mesmo humoristas brasileiros reconhecem e admiram seu trabalho. Em 1992, então com 12 anos, André Urbano voltava das aulas no horário do almoço. Uma rotina quase ortodoxa acompanhava o garoto à cozinha: antes de comer, antes de lavar as mãos (quando as lavava), ele sintonizava a pequena TV de 14 polegadas da cozinha no canal 4. Imagem ajustada, volume controlado, André podia, enfim, sentar-se à mesa e almoçar enquanto assistia a Chaves e Chapolin. O tempo passou, mas André não deixou de assistir às suas séries favoritas: "Para mim não importa se é reprise. Eu sei já vi o programa, mas mesmo assim, faço questão de vê-lo novamente, e rio como se fosse a primeira vez", diz. E ele não é o único. Por mais incrível que possa soar, André é apenas um entre muitos a fazer isso. Ele faz parte de um grupo de pessoas marcadas pela Geração Chaves.

Folha.com

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