03 janeiro 2011

Terremoto de magnitude 7,1 atinge sul do Chile e lembra tragédia do ano passado


Um terremoto de magnitude 7,1 chacoalhou o sul do Chile neste domingo, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). O tremor levou milhares de moradores a saírem correndo para áreas mais altas, com medo de um possível tsunami, semelhante ao que devastou a costa do país no ano passado. Os serviços de emergência do Chile falaram que o tremor teve magnitude de 6,5. O terremoto aconteceu às 17h20 no horário local (18h20 em Brasília), na mesma região atingida por um forte tremor no ano passado.

Em 27 de fevereiro de 2010, um terremoto de magnitude 8,8 gerou um tsunami, que devastou cidades litorâneas, matou cerca de 500 pessoas, desabrigou 200 mil e destruiu a infraestrutura em boa parte do centro-sul do Chile. Não houve registros imediatos de mortes ou estragos graves neste domingo. Não foi divulgado alerta de tsunami, segundo Vicente Núñez, chefe da Agência Nacional de Emergência. "Não houve danos às pessoas nem danos às propriedades", disse Núñez. "Vamos continuar monitorando." "Dissemos às pessoas para voltarem às suas casas porque não há alerta de tsunami", disse Núñez.

O Centro de Alerta para Tsunamis no Pacífico com base no Havaí também disse que não era esperado um tsunami destrutivo ao longo do oceano Pacífico. Houve quedas na rede de energia e sobrecarga das redes de celulares na região de Araucania, epicentro do tremor, cerca de 600 km a sudoeste da capital, Santiago. Segundo o USGS, o epicentro foi a cerca de 70 km da capital da província de Temuco, que tem uma população de cerca de 250 mil pessoas. O tremor aconteceu a cerca de 17 quilômetros de profundidade, segundo o centro, e houve ao menos um tremor subsequente, de magnitude 5,0.

PÂNICO

Quando houve o primeiro tremor neste domingo, moradores de várias cidades litorâneas saíram correndo para longe do oceano, abandonando completamente lojas e centros de compra. Nas comunidades de La Araucania, Puerto Saavedra, Tolten e Teodoro Smith, estima-se que 50 mil pessoas fugiram para locais mais altos, segundo Núñez. Centenas de turistas passando o feriado de Ano-Novo nos resorts de Villarica e Pucon decidiram reduzir a viagem e seguir para o norte, enchendo estradas e postos de pedágios. O tremor foi sentido em várias cidades andinas do norte da Patagônia argentina, sem provocar vítimas ou danos, segundo a imprensa local.

As operações estavam normais na divisão andina da mina de cobre chilena Codelco, segundo um porta-voz. Um porta-voz da empresa estatal de energia ENAP disse que as operações também funcionavam normalmente após o tremor na refinaria de Bio Bio, que foi fortemente danificada pelo terremoto do ano passado.

DE SÃO PAULO
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS ( Folha.com )

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