03 janeiro 2011

Carta ao Armando Rafael. Por Alessandra Bandeira

Museu Nacional na Quinta da Boa Vista
Exposição Um Tiranassauro no Museu Nacional

Busto de Dom Pedro II

Dom João VI

Entrada do Museu Nacional


Caro mestre,

Estando eu em terras cariocas, tenho seguido um roteiro museológico intenso, numa dessas minhas andanças fui questionada por meu filho de 10 anos sobre o por quê dessas obras feitas pela monarquia terem uma durabilidade maior, totalmente diferente das atuais obras, tendo em vista que hoje a facilidade de se construir prédios e maior do que no período monárquico, sinceramente me encontrei sem resposta, mas comecei a ver que tens razão a monarquia só trouxe muitas beneficies a nossa sociedade. Em sua homenagem tirei essas fotos do Museu da Quinta da Boa Vista, uma herança maravilhosa deixada pelos nossos monarcas.

Postado por Alessandra Bandeira
Fotos Alessandra Bandeira

3 comentários:

  1. Alessandra:
    Saúde e Paz!

    Cumpro o dever de agradecer-lhe por sua gentileza. E o cumpro com profunda alegria d’alma. Você viu e sentiu -- na prática – o que todo brasileiro, medianamente informado deveria saber. Infelizmente tal não ocorre. A ignorância sobre o nosso passado glorioso é uma triste realidade nos dias atuais. Mesmo entre os que se julgam bem informados ou até formadores de opinião.
    Em parte essas pessoas não têm culpa, pois a História do Brasil, do modo como quase todos nós a estudamos, acaba sendo desinteressante, pesadona, desvinculada da realidade. E até falsa, muitas vezes. Quando visitamos um museu do porte do que você visitou, começamos a questionar o que nos foi passado nos bancos escolares.
    Pouca gente sabe, para citar um único exemplo, que qualquer pessoa no Rio de Janeiro, na época do Império, tinha acesso facílimo à presença do Imperador Dom Pedro II. Nem precisava de vestuário apropriado. Bastava apresentar-se no Palácio, declinar o nome, que era lançado num grande livro e penetrar naquelas salas abertas a todos.
    O rabino inglês Benjamin Mossé, de passagem pelo Rio de Janeiro, escreveu:
    “Cada um pode apresentar-se como quiser, de casa, de uniforme, de blusa, de roupa de trabalho; nem por isso deixa de ser recebido por Sua Majestade. O mais humilde negro em chinelos ou pés descalços, pode falar ao soberano”.

    Em depoimento escrito, o embaixador da Itália no Brasil afirmou; “O Imperador do Brasil era amado em todo o mundo, e era naquele tempo, juntamente com o Papa, a maior autoridade moral entre os homens de todos os países”
    Bons tempos aqueles que o Brasil era feliz e não sabia.
    Continue seus passeios cívico-culturais. E reparta conosco suas fotos e impressões.
    Armando

    PS – Mais bonito do que o Museu da Quinta da Boa Vista é o Museu Imperial de Petrópolis, o mais visitado do Brasil (são cerca de mil visitas/dia)

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  2. O Encontro de dois historiadores: Armando Rafael e Alessandra Bandeira.

    Um belo presente para o nosso querido Armando Rafael. Mas se fosse possível, querida ALE, ainda gostaria de conhecer ( e creio que centenas de pessoas que nos lêem ), gostariam de ler as suas fotos do museu imperial em Petrópolis...

    Abraços,
    Boas Férias no Rio

    Dihelson Mendonça

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  3. Armando,

    saúde e paz a vc tambem nobre mestre!

    De fato tenho visto com outros olhos a monarquia e o período, antes via a familia real como bonachões que so comiam e faziam orgias e farras, mas depois de ver in loco o legado deixado por eles, principalmente por Dom Pedro II, tenho a certeza de quão maravilhoso a monarquia foi e poderia continuar sendo.

    Meu querido Di, nossa que saudades, to aqui extasiada de ter visto as esquifes egípcias do acervo de Dona Teresa Cristina, um sonho! mas voltando a nossa realidade infelizmente o Museu de Petrópolis tem uma regra como os museus da europa, e expressamente proibido fotografar e filmar, então estou dividindo os que são permitidos, que podem não ter a mesma beleza , mas são tão ricos como o de Petrópolis.

    Por tanto não tem como dividir com vcs a beleza desse museu.

    Abraços,

    Alê

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