03 janeiro 2011

Agora vai: Dilma vai privatizar novos terminais de aeroportos

Fonte: Folha de S.Paulo, 03-01-2011
VALDO CRUZ , DE BRASÍLIA / ANA FLOR , ENVIADA ESPECIAL A BRASÍLIA
A presidente Dilma Rousseff decidiu entregar à iniciativa privada a construção e a operação dos novos terminais dos aeroportos paulistas de Guarulhos e de Viracopos, dois dos principais do país. A medida faz parte de pacote que será baixado por meio de medida provisória,talvez ainda neste mês. O texto inclui também a abertura do capital da Infraero (estatal responsável pela administração do setor aeroportuário) e a criação de uma secretaria ligada à Presidência da República para cuidar da aviação civil --como a Folha antecipou em 2010.
A equipe de Dilma já conversou com empresas como a TAM e Gol, que manifestaram interesse na construção e operação de novos terminais. O prazo da concessão deve ser de 20 anos. O objetivo oficial do pacote é desafogar aeroportos que serão vitais para a Copa do Mundo de 2014. Assessores da presidente disseram à Folha que ela deu prazo de 15 dias para finalizar o texto. Segundo a Infraero, o governo federal precisa investir R$ 5,5 bilhões nos aeroportos ligados às 12 sedes da Copa. A avaliação dentro do governo é que a estatal não terá condições técnicas para, sozinha, bancar esses projetos. Durante o governo Lula, o ministro Nelson Jobim (Defesa) chegou a defender que a administração de todos os aeroportos fossem concedidas à iniciativa privada.
A ideia foi rejeitada por Lula e pela então ministra Dilma (Casa Civil). Ambos temiam o rótulo de privatizantes --o mesmo rótulo que o PT procurava impingir ao principal adversário na eleição, José Serra (PSDB). Na Casa Civil, Dilma sempre dizia preferir abrir o capital da Infraero, para que esta pudesse captar recursos e aumentar a capacidade de investimentos. No aeroporto de Guarulhos, o maior do país e principal centro de chegada de voos internacionais, o projeto da Infraero prevê R$ 1,2 bilhão de investimentos. A obra mais cara é a construção do terceiro terminal, orçada em R$ 700 milhões. Em Viracopos (Campinas), os investimentos previstos são de R$ 742 milhões. O novo terminal deve consumir R$ 690 milhões.
BRASÍLIA
A Folha apurou que um novo terminal para o aeroporto de Brasília também poderá entrar no pacote. A concessão dos terminais esvazia o plano de construtoras de construir um terceiro aeroporto nos arredores de São Paulo, em sociedade com as companhias aéreas. Havia o temor no Planalto de que um terceiro aeroporto roubasse potenciais passageiros do trem-bala. Já a nova Secretaria de Aviação Civil, ideia discutida na montagem da equipe de Dilma, vai retirar do Ministério da Defesa o controle sobre o setor, o que já está combinado com Jobim.

Postado por Armando Lopes Rafael
Comentário do postador: uma coisa é discurso de palanque para enganar os trouxas. Outro é quando existe decisão política do administrador para resolver o mau funcionamento de um serviço público.

4 comentários:

  1. Por oportuno, transcrevo a matéria abaixo – de Bruno Toranzo – publicada na “Folha de S.Paulo” de hoje:

    “Cuba marca meio século de ruptura com os EUA em meio à radical reforma econômica
    Consequência direta da nacionalização de empresas, o rompimento das relações diplomáticas entre Cuba e EUA faz 50 anos, em meio a um processo de reformas que deve reduzir o peso do setor público na economia. No dia 3 de janeiro de 1961, o então presidente Dwight Eisenhower, a pedido do Congresso, anunciou a ruptura.

    O motivo foi a revolução comandada pouco antes por um jovem advogado chamado Fidel Castro.
    Seu objetivo era transformar a ilha na primeira república socialista do hemisfério, tendo como principal parceira a União Soviética. No começo de 1959, Fidel assumiu o poder para, entre outras medidas, nacionalizar os setores econômicos e promover a reforma agrária, ações que aos poucos assustaram os americanos. Dois anos depois, veio o rompimento entre os dois países, nunca revertido.

    Em 2006, o debilitado Fidel saiu de cena. No ano passado, reconheceu que foi um erro "estatizar quase toda a atividade econômica". A afirmação justifica as recentes medidas econômicas adotadas pelo seu irmão Raúl, definidas como o início de uma abertura econômica. "Cuba percebeu que precisa se reinserir na economia global. A abertura é fruto de uma necessidade interior de modernização", disse à Folha Jason Tadeu Borba, professor de Ciências Econômicas da PUC-SP.
    "O fracasso econômico da ideologia bolivariana, liderada pela Venezuela, isola ainda mais o regime cubano", diz o historiador e professor da Unicamp Jaime Pinsky.

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  2. Nos próximos cinco anos, cerca de 1,8 milhão de cubanos devem ser transferidos para o setor privado. O governo cubano passou a apoiar a livre iniciativa e aumentou para 178 as categorias de trabalho em que se pode atuar por conta própria. Alguns profissionais poderão ter empregados que não sejam seus familiares. Crédito bancário será disponibilizado para os que queiram começar seu próprio negócio. Os trabalhadores terão de pagar impostos. No fim de outubro de 2009, as autoridades cubanas detalharam um novo sistema tributário.
    "Esses cubanos que vivem nos EUA guardam o mesmo sentimento dos tempos da Guerra Fria", diz Pinsky.

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  3. Muita coisa vai mudar. As pessoas precisam parar com aquele medo besta das privatizações. É preciso saber privatizar para melhorar os serviços.

    Tem gente por aí tão idiota que é a favor da estatização de tudo, como se o mundo caminhasse para trás, em direção a uma União Soviética Totalitária. Chega disso! O mundo é outro!

    Muita coisa precisa mudar. E o estado Brasileiro de Cuba, como vai ? Fidel está no fim, e o seu perverso e retrógrado regime também.

    Abraços,

    DM

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  4. Com isso o PT e a DILMA caem em CONTRADIÇÃO com tudo aquilo que pregaram.Agora cuidado para ele não privatizar também o pré-sal e a Petrobrás coisa que ela usou de arma na campanha contra JOsé Serra.Dilma #FAIL

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