xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 18/12/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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18 dezembro 2010

Mensagem de Otimismo para o Domingo - Por Maria Otilia


Mensagem de Otimismo

Deus tem uma resposta

Você diz: "Isso é impossível"

Deus diz: "Tudo é possível" (Lucas 18:27)

Você diz: "Eu já estou cansado"
Deus diz: "Eu te darei o repouso" (Mateus 11:28-30)

Você diz: "Ninguém me ama de verdade"
Deus diz: "Eu te amo" (João 3:16 & João 13:34)

Você diz: "Não tenho condições"
Deus diz: "Minha graça é suficiente" (II. Corintos 12:9)

Você diz: "Não vejo saída"
Deus diz: "Eu guiarei teus passos" (Provérbios 3:5-6)

Você diz: "Eu não posso fazer"
Deus diz: "Você pode fazer tudo" (Filipenses 4:13)

Você diz: "Estou angustiado"
Deus diz: "Eu te livrarei da angustia" (Salmos 90:15)

Você diz: "Não vale a pena"
Deus diz: "Tudo vale a pena" (Romanos 8:28)

Você diz: "Eu não mereço perdão"
Deus diz: "Eu te perdôo" (I Epistola de São João 1:9 & Romanos 8:1)

Você diz: "Não vou conseguir"
Deus diz: "Eu suprirei todas as suas necessidades" (Filipenses 4:19)

Você diz: "Estou com medo"
Deus diz: "Eu não te dei um espírito de medo" (II. Timóteo 1:7)

Você diz: "Estou sempre frustrado e preocupado"
Deus diz: "Confiai-me todas as suas preocupações" (I Pedro 5:7)

Você diz: "Eu não tenho talento suficiente"
Deus diz: "Eu te dou sabedoria" (I Corintos 1:30)

Você diz: "Não tenho fé"
Deus diz: "Eu dei a cada um uma medida de fé" (Romanos 12:3)

Você diz: "Eu me sinto só e desamparado"
Deus diz: "Eu nunca te deixarei nem desampararei" (Hebreus 13:5)
Autor Desconhecido.

Postado por Maria Otilia

Doce Natal - Cobertura Fotográfica - Dihelson Mendonça


Ontem, Sábado, dia 18, aconteceu a grande final do Doce Natal 2010, com a distribuição dos presentes às crianças carentes no Largo da RFFSA.

Um grande projeto para levar alegria, Brinquedos e Solidariedade às crianças carentes do município. O Doce Natal chegou ontem ao final. Desde o dia 06 de dezembro, essa imensa campanha visita hospitais, abrigo de idosos, cadeia pública, levando solidariedade e humanismo às pessoas. Ontem foi encenada novamente a peça natalina, a "Fantástica Fábrica do Doce Natal", com dezenas de atores mirins, no largo da RFFSA. Ontem, Sábado, aconteceu o Grand Finale, quando houve a distribuição dos brinquedos arrecadados. Trago algumas fotos que fiz na noite anterior.

DIHELSON MENDONÇA - Reportagem Fotográfica

As cores do Doce Natal vibram na escuridão da noite Cratense, trazidas no sorriso terno das crianças:

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Coreografias muito bem feitas e ensaiadas dão um toque profissional à festa:

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A peça "A fantástica Fábrica do Doce Natal fala da luta entre o Bem e o Mal, alertando para os bons costumes que devem sempre orientar a vida de todos os homens da terra:

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As crianças cantam, e cada figurante é essencial nesse imenso espetáculo

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E olha esse aí, que ainda arruma um tempo para fazer um gracejo...

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Muitos fotógrafos e cinegrafistas se acotovelam em busca do melhor ângulo:

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A cada nova dança, muitas surpresas e pura beleza!

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E olha quem apareceu na festa para dar uma "palhinha", o TIRULIPA, o filho do palhaço TIRIRICA, que deu um show à parte ! Bravo !!!

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Olha ele aí... nao deixa nada a dever ao pai em humor!

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O povo observa tudo como que hipnotizado...

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Uma criança percorre os braços dos adultos num vôo fantástico rumo aos céus...

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E aí está: Belíssima essa cena, que simboliza o nascimento do menino Jesus. Todos se emocionaram, e houve muitos aplausos!

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Quase ao final da festa, o prefeito Samuel Araripe posa para inúmeras fotografias. Aqui está uma delas:

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E a primeira Dama também...afinal, tudo trmina em alegria. Certeza que muitas famílias receberam amor e solidariedade. Parabéns, por mais um ano desta fantástica idéia chamada Doce Natal.

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Texto e Fotos: Dihelson Mendonça
Proibida a Reprodução, Salvamento e Reutilização sem autorização do autor.

Bom Dia, Crato ! - 18 de Dezembro - Madrugada de Chuva e baixas Temperaturas em Crato


Editada às 17:00


Meus queridos amigos, Bom Dia!
Uma grande chuva caiu sobre a cidade do Crato nesta madrugada e se estendeu desde 02:00 até às 05:00. Temperatura local, neste momento, 27.6 graus, mas na madrugada atingiu 25.4 graus, uma das menores dos últimos meses, só se igualando às de Julho. Umidade Relativa do Ar, 72.2%. Dia nublado, com chuvas a qualquer momento. Alguém ainda duvida de bom inverno ?

HOJE É A FESTA DE ENCERRAMENTO DO DOCE NATAL

Quero convidar a população do Crato para comparecer em massa, logo mais, no Largo da RFFSA, para a festa de Encerramento do Doce Natal, quando serão distribuídos milhares de presentes arrecadados pela campanha, para as crianças carentes do município. O Doce Natal é uma campanha promovida pela primeira Dama Mônica Araripe, que visa levar conforto, brinquedos e doações às famílias carentes do município. Participe. Leve a sua família hoje, às 17:00 ao Largo da RFFSA para a grande festa. Não fique de fora desta grande comemoração.

Bom Dia!

Dihelson Mendonça

Os cinemas do Crato - Por Emerson Monteiro


O derradeiro filme que vi num dos cinemas cratenses foi Dança com lobos, com Kevin Costner, no Cine Cassino, pertencente a Mário Correia, durante sessão noturna de meio de semana. Com isso, para mim se fechavam as cortinas dos históricos cinemas, nesta terra de cultura e educação. Ainda lembro com intensidade grandes filmes que vi no Cine Moderno, sessões das 16h dos sábados e domingos. As séries das 14h, no Cassino, no Moderno, superlotadas, gente em pé, corredores tomados, assobios, gritos, palmas, calor de saúna, suor de escorrer pelo pescoço, fachos dos projetores cruzando o escuro da sala, pessoas frenéticas em movimento constante quase a sessão toda, enormes fila na entrada, meninos vendendo revistas em quadrinhos, tabuleiros de bombons, carros de pipoca do lado de fora, ventiladores de coluna zoando alto, recepcionistas com laterna indicavam as poltronas vazias aos retardatários e a sonorização característica para abrir as cortinas (zuuuuuuuum, num sinal elétrico demorado), em preparação ao espetáculo, etc. A reforma do Moderno pelo seu derradeiro proprietário, Macário de Brito Monteiro, sucessor do tio Ormínio de Brito, foi acontecimento que marcou época e a história da cidade.

Depois, abriria suas portas em noite memorável o Cine Educadora. Um outro teatro de inolvidáveis películas trazidas a público. Na sua inauguração, exibiu Os cavaleiros da távola redonda, com Robert Taylor e Ava Gardner, onde não pude entrar por ter menos de 14 anos. Era uma sala confortável, cheia de janelas venezianas, de poltronas estufadas, espaçosa, um luxo só.

Já sumira o Cine Rádio, da Rádio Araripe, na Rua Nélson Alencar, onde assistira O cangaceiro, sucesso mundial do diretor brasileiro Lima Barreto, junto com meus pais. Também até 14 anos, mas acompanhado conseguira entrar com o coração aos pulos. Uma semana antes da idade mínima ainda cheguei a ser barrado na entrada do Moderno, para minha contrariedade. O Comissariado de Menores, ao qual depois pertenceria, funcionava com presteza e eficiência, terror da garotada ansiosa pelos filmes proibidos, sempre os mais procurados. Nesse meio tempo de salas de exibição maiores, uma experiência de cinemas menores aconteceu em paralelo. José Hélder França (o poeta Dedé França), na década de 60, chegara a iniciar, pelos bairros, rede alternativa que exibia filmes na bitola 16mm, no entanto a proposta durou poucos meses.

Lembro desses cinemas menores, um na esquina de cima do Colégio Diocesano (Rua Ratisbona), o Cine São Francisco, e outro no Bairro do Seminário, o Cine São José. Se a memória não me engana, houve também outro nas imediações da Igreja de São Miguel, na Rua da Cruz, ainda a ser confirmado pelos memorialistas. Em um dos armazéns existentes no final da Rua Santos Dumont, proximidade dos postos de Antônio Almino de Lima, quiseram, na primeira metade da década de 60, também montar um cinema em 16mm. Porém a tentativa frustrara nas primeiras sessões; a máquina emperrava após iniciada a projeção. Na primeira noite, recebemos saídas para a noite seguinte. Voltamos, eu e um operário de meu pai. De novo não passou da metade do filme. Retornamos na terceira e última noite. Pois, quando a máquina quebrou deu-se por perdido e até o dinheiro dos presentes eles devolveram.

Tenho notícias de outro cinema do Crato, que não cheguei a conhecer. Sei dele através dos escritos de Florisval Matos, o Cine Paraíso, que funcionou em prédio da Praça da Sé, no quarteirão onde ora existe a loja Hippie Chic e que antes abrigara a Cooperativa do Banco do Brasil e a Biblioteca Municipal.

Jackson Bola Bantim por sua vez nos informou que seu bisavô, Luiz Gonzaga de Oliveira (Gonzaguinha), nascido no Crato na segunda metade do século 19, fotógrafo, aqui acompanhou a visita de um grupo francês que exibia filmes pelo interior cearense. Interessado na nova arte, viajou a cavalo até Fortaleza, lá adquiriu um projetor e fundou, no prédio n.º 25 da Rua Miguel Limaverde, o primeiro cinema cratense, denominado Lanterninha Mágica, isso bem nos primeiros anos do século XX.

Eis, portanto, ligeiro apanhado da história das salas de cinema no Crato, anotada nesta fase em que aguardamos o retorno de um estabelecimento que corresponda, em nossa comunidade, ao progresso avançado da apreciada e resistente Sétima Arte no resto do mundo, pois no momento, para contrariedade dos muitos apreciadores, não há um único lugar de exibição de filmes em nossa cidade.

Por: Emerson Monteiro

CRATO - Notícias do Dia 18 de Dezembro de 2010


Prefeitura injeta 1,8 milhão na economia cratense com o pagamento do 13º salário dos servidores

A Prefeitura Municipal do Crato, por meio da Secretaria de Finanças, efetuou ontem o pagamento da segunda parcela do 13º salário dos servidores públicos municipais. Mais de R$ 1 milhão e 800 mil reais estão sendo investidos a mais na economia do município neste mês, já que todos os setores, com exceção da Saúde, receberam os seus salários. O secretário Olímpio Peixoto afirma que na próxima segunda-feira, o dinheiro da Saúde estará sendo depositado, já que havia a necessidade de complemento com recursos federais. A primeira parcela do 13º salário foi paga em julho deste ano.

Comunicado para proprietários de carros-pipa do município do Crato

A Coordenadoria da Defesa Civil, convida os proprietários de carros-pipa do município do Crato que desejarem se cadastrar para distribuição de água coordenada pelo Exército Brasileiro a comparecerem no próximo dia 21, terça-feira as 9 horas no Centro Administrativo da Prefeitura Municipal do Crato (Antigo Hospital Pediátrico) é importante que os carros-pipas estejam abastecidos. Maiores informações com Danielle ou Ranyelle na Secretaria de Agricultura, Pecuária e Recursos Hídricos do Crato, nos telefones: 3521 9400 e 88020668.

Secretária de saúde participa do lançamento da Caravana da Dengue no Cariri

A Secretaria de Saúde do Crato está intensificando o combate à dengue no município, além do trabalho permanente que acontece por meio dos ciclos de visitas aos domicílios durante o ano. São nas residências onde está localizado o maior número de focos. Na manhã de ontem, a secretária de Saúde, Nizete Tavares, participou do lançamento da Caravana da Dengue, pelo secretário de Saúde do estado, Arruda Bastos, que ressaltou a importância da participação dos municípios no combate dos focos e do mosquito. Segundo a secretária, é importante atender a esse chamado da campanha, mas o Crato que é considerado com risco muito alto, ainda não recebeu recursos complementares para o fortalecimento das ações. O município tem atuando para o enfrentamento com a conscientização da população, por meio da Mobilização Social. O trabalho tem sido desenvolvido nas escolas e comunidades, envolvendo também a Educação nesse processo. Dos 184 municípios cearenses, 41 estão classificados com risco alto de epidemia no próximo ano e 45 com risco muito alto. A reunião de Arruda Bastos contou com os secretários de saúde dos municípios e coordenadores e técnicos das Regionais de Saúde e aconteceu na sede do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest). Na macrorregião do Cariri, são classificados como de risco alto os municípios de Altaneira, Barbalha, Barro, Brejo Santo, Campos Sales, Cedro, Jardim, Jucás, Nova Olinda, Orós, Piquet Carneiro, Salitre e Santana do Cariri. Com risco muito alto estão classificados os municípios de Acopiara, Crato, Iguatu, Potengi e Tarrafas.

IV EXPOFAM iniciada ontem em Crato

Com o apoio do Governo Municipal foi Iniciada ontem em Crato, IV Exposição de Produtos da Economia Solidária de Base Familiar da Região do Cariri. EXPOFAM, A feira, que acontece no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti começa hoje e vai até amanhã é uma realização da Cooperativa de Crédito dos Trabalhadores Rurais da Microregião do Crato-SINTTROEC Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Orgânicos Ecológicos do Cariri, Universidade Federal do Cariri, Instituto Marista de Solidariedade, SESC, Ministério do Trabalho e Emprego e Secretaria Nacional de Economia Solidária.

Um dos objetivos da EXPOFAM é disseminar e apoiar a economia solidária no intuito de fortalecer suas organizações, dar visibilidade e afirmá-la como modelo de desenvolvimento sustentável solidário. Esse ano, o evento contará com oficinas sobre temas relacionados ao meio ambiente, agroecologia e reaproveitamento de culturas alimentares, apresentações culturais e o Seminário de Inauguração do Fórum Caririense de Economia Solidária e as exposições e comercializações de produtos da economia solidária e da agricultura familiar.

A Prefeitura do Crato convida a todos para visitar a IV EXPOFAM até amanhã, domingo, 19, a partir das 8 horas no Parque de Exposições Pedro Felício Cavalcanti.Participe, prestigie esse evento que traz cultura, negócios e trocas solidárias. E não esqueça, seja solidário leve um quilo de alimento não perecível para o Mesa Brasil.

Encerramento do Doce Natal acontece hoje no Largo da RRFSA

O Governo do Crato realizou no ultimo domingo, 12, a abertura oficial do Doce Natal 2010 na Praça da Sé. Com apresentação de bandas infantis, musical natalino, chegada do Papai Noel e show pirotécnico. Desde o dia 3 desse mês o Doce Natal vem disponibilizando ações de solidariedade e carinho no município do Crato. Ações como: Mão Amiga, Doce Ciranda Doce Cinema e a Fantástica Fábrica do Doce Natal foram assistidas por centenas de pessoas que apóiam o projeto filantrópico idealizado por Monica Araripe, primeira dama cratense. Hoje, com a presença do Papai Noel será realizado o encerramento da sexta edição do Doce Natal, no Centro Cultural do Araripe no Largo da RRFSA a partir das 17 horas com shows infantis e entrega dos presentes.

Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal do Crato
www.crato.ce.gov.br

Dr. Heládio, valorizando nossa arte!

E com grata satisfação que anuncio aqui a venda do quadro: FLORESTA DO ARARIPE.



Quem me deu a honra de adquiri-lo, foi o Dr. Heládio Teles Duarte, um fino apreciador da nossa arte, a arte do artista caririense.

Dr. Heládio presenteará a sua filha residente em Brasília.

Valorize o que nosso, você também!
Visite: www.pachellyjcomercial.blogspot.com
e veja nosso mostruário.

Pachelly J.

VIAJANDO PELA BR 116 - Claude Bloc

Coragem ou loucura?
- Claude Bloc -


Comprei a passagem. Vir ao Crato é sempre uma alegria e por isso o entusiasmo me privou da razão. Comprei, então, essa passagem às cegas. Não atentei para um detalhe importantíssimo: o roteiro.

Pois é, nessa bobeira acabei vindo pela BR 116. Jaguaribe, Icó... Chegando na cidade de Icó a chuva começou a engrossar. Buracos à parte até aí a viagem foi normal. Vim de “Executivo” que deveria ter um mínimo de paradas e um certo conforto. Acostumada com o “lombo” dos ônibus dormi até esse ponto.

Depois disso, um senhor começou a bodejar. Parece que na parada havia tomado “chá de chocalho”. Contou mil histórias de “unha de gato”, chuva, roça, caminhão atolado, Brejo Santo alagado... Eita, uma verdadeira enfieira de histórias intermináveis. Creio que em outra situação eu até tivesse gostado de ouvir aquilo, mas em plena madriugada, olhos pesados de sono e o frio tomando conta da gente, embaçando os vidros, realmente não dava pra aguentar. E não adiantava tapar os ouvidos...

O tal senhor desceu em Milagres. Mas aí o ônibus seguiu rumo a Brejo Santo. Saindo de lá ainda debaixo de chuva, foi a hora de passar por uns 5 km de estrada de terra, (desvio), ou melhor, de lama. Barro e piçarra. E a chuva caindo. O ônibus parecia um barco em alto mar, andando a uns 5 km por hora e bambeando para um lado e pra outro. Um martírio para quem tem trauma de atoleiro. Saindo de Fortaleza às 21:45, cheguei ao Crato às 8 da manhã. De Juazeiro ao Crato fui a única passageira. Crato? debaixo d’água. Rua José Carvalho um verdadeiro rio. Eu? De volta ao Crato.

Às 13:30h, na URCA, meu curso de Especialização. Depois de um baião com pequi.

Claude Bloc

O que temos feito de nossos Caminhos Por:Manoel Severo

Sabemos qual nosso caminho? Que caminho a seguir? Sabemos pelo menos onde queremos chegar? Rimos quando nos provocam dizendo: “Quando não sabemos onde queremos chegar, qualquer caminho serve...” Ou mesmo quando nos falam; que "todos os caminhos levam a Roma"...Porque todos os caminhos levam a Roma? O que deveríamos mesmo fazer mesmo em Roma?

São tantos os caminhos, todos eles acabam sempre nos levando a algum lugar, alguns nos proporcionam ir à frente, outros; nos fazem retroceder, há ainda aqueles que nos imobilizam, não nos deixam sair nunca... Nunca mais.

Que caminhos temos escolhido para nós?

Muitas vezes queremos que os caminhos nos tragam respostas, respondam as angústias de nosso coração, as incertezas de nossa alma... Ah... Isso não acontece, na verdade os caminhos nos mostram nossas próprias respostas, as respostas construídas não a partir de um único passo, mas as respostas construidas ao longo de uma vida... Ou de muitas, inúmeras vidas.

Como cobrar do caminho tamanha responsabilidade?

Como não saber e entender que quem acaba fazendo o caminho são os caminhantes? Somos bons ou maus caminhantes? Estamos caminhando? O que temos feito de nossos caminhos?

Por: Manoel Severo


Dr. Aglézio de Brito comenta a vinda de LULA ao Crato


"O Presidente Lula tem de ter cuidado para não se acostumar com esses tipos de festa e esquecer do estado de miséria que ainda predomina no Nordeste brasileiro. Ele deveria ter ido era à Batateira, à Grota, onde o povo nem sempre janta, ou mesmo almoça, por conta da monstruosa concentração da renda nas mãos de uma minoria inescrupulosa; concentação esta obtida, quase sempre, à custa da improbidade administrativa, da sonegação de tributos e de outras fraudes, vetores da espiral interminável da miséria nesta República aristocrática e perversa. "

Aglézio de Brito

Nota: O Presidente Lula veio sorrateiramente ao Crato nos últimos dias, onde se locupletou em um banquete nababesco, numa famosa chácara na parte rica do Crato, no pé de serra, com seus compadres, fugindo dos pobres e descamisados que o elegeram. Bem feito!


Cacá Araújo no Portal Vermelho - Postador por: Cacá Araújo


Em entrevista, Cacá Araújo fala de comunismo e arte no Cariri. A entrevista foi concedida ao Blog Coletivo Camaradas em 2009. Na conversa, cultura popular, comunismo, artes plásticas e política. Leia a seguir a entrevista na íntegra. Cacá Araújo Cacá Araújo foi aluno do dramaturgo Augusto Boal (falecido recentemente) , fundador do Teatro do Oprimido.

Quem é Cacá Araújo?

Comunista, professor, dramaturgo, ator, diretor de teatro, poeta, folclorista. Filho de José e Joselita. Pai de Diogo Stálin, Carlos Ângelo, Maria Isaura e Lilith. Guerrilheiro permanente em defesa da liberdade, da democracia e do socialismo.

Quando teve início seu trabalho artístico?

Há mais de vinte e cinco anos, no movimento literário, juntamente com os poetas Gênes de Alencar e Domingos Sávio Barroso, criando posteriormente o Grupo Artístico-Cultural poesia, Vida & Sangue, responsável pela edição de vários livros de poesia, em especial a Antologia Poetas do Cariri 1986, da qual participaram novos e consagrados poetas como Saraiva de Sá e Patativa do Assaré.

Quais as influências do seu trabalho?

Minha formação principal é baseada na militância política fundada no marxismo-leninismo, sem desconsiderar que me criei no meio da feira do Crato, alternando com longas estadas no Sítio Riacho Vermelho, de propriedade de meu avô, no Distrito de Santa Fé. Em decorrência disso, de ser orgulhosamente matuto do pé da serra, veio a natural influência das tradições populares, das histórias do campo, da alma sertaneja. Outra grande influência é a grande oportunidade e privilégio de conviver com os mestres do folclore local, como o Mestre Cirilo, Mestre Aldenir, Mestre Raimundo Aniceto, Mestra Zulene Galdino, Mestra Edite Dias e tantos outros.

Além de Marx, Engels, Lênin, Stálin, Amazonas e os nossos Mestres da Cultura Popular, outros como Brecht, Stanislavski, Augusto Boal, Dario Fo, Plauto, Aristóteles, Sófocles, Eurípedes, Ésquilo, Camões, Garret, Patativa do Assaré, Pedro Bandeira, Eloi Teles, Câmara Cascudo, Suassuna, Seu Joaquim Vicente, Júlia Doida, Miguel Preto, Capela, Sorriso, Incha Tetê, Tandô, entre muitos outros de ontem, transantontem e de hoje.

Como você vê a relação entre arte e política?

São partes de um todo indivisível, apesar de alguns tolos, imbecis e ou mercenários negarem. Arte é resultado da inventividade humana, que deriva de sua existência material, que por sua vez determina sua base espiritual e intelectual. Seu trabalho segue uma dramaturgia de afirmação cultural? Qual a relação da sua produção com a de Ariano Suassuna? Erguemos a mesma bandeira política da defesa da soberania nacional tendo a cultura popular como principal elemento identitário do país. As matrizes culturais que, caldeadas, formam a identidade nacional, revelam que nossas raízes são universais ao mesmo tempo em que manifestam a plural singularidade brasileira.

Em 1988, você foi aluno do dramaturgo Augusto Boal (falecido recentemente) , fundador do Teatro do Oprimido. Qual a sua opinião sobre a contribuição deste teórico no campo do fazer teatral? O Boal é a maior referência teatral das américas e um dos mais importantes nomes mundiais de todos os tempos. Seu teatro é verdadeiramente revolucionário porque propõe a inclusão do espectador no universo cênico, discutindo, analisando e protagonizando soluções na cena, como que ensaiando as transformações que a vida real exige.

Você trabalha com a metodologia do Teatro do Oprimido?

A poética do oprimido é um compêndio político de extrema significação para quem vê no teatro uma forma de manifestar a alma e os anseios populares. Em várias ocasiões trabalho com várias técnicas do TO, seja com grupos específicos (professores, estudantes e comunitários, por exemplo), ou mesmo no dia-a-dia do desenvolvimento dos atores de nossa companhia teatral.

Qual a contribuição do marxismo para o teatro?

O Marxismo é fundamental para a compreensão do mundo e suas implicações políticas, econômicas, sociais e culturais. Oferece o embasamento ideológico para que uma ação, inclusive o teatro, adquira conteúdo revolucionário e contribua na educação das massas para as necessárias transformações sociais.

Qual sua produção em dramaturgia?

Minha dramaturgia “brincante” é toda ela pontuada pela mitologia, causos, história e costumes regionais: “A Comédia da Maldição”, que apresenta o mito da Mula-sem-cabeça; “O Pecado de Clara Menina”, abordando relações de poder e matreirices sertanejas, inspirada em poema anônimo medieval ibérico; “As presepadas de Zé Ozébe”, sugerida pelo cordel A história do cavalo que defecava dinheiro, de Leandro Gomes de Barros; “a Donzela e o Cangaceiro” (premiada pela Bolsa Funarte de Estímulo à Dramaturgia 2007), que traz o mito da Caipora e aborda temas ecológicos; e “O Mapa da Botija”, comédia infantil de aventura que evidencia o mito do “Papa-Figo” e a lenda caririense da “Pedra da Batateira”. Tenho também textos que abordam temática urbana contemporânea, destacando-se: “Monólogos das Flores Violadas”, baseado em reportagens sobre casos de exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias federais do Ceará; e “Lágrimas no papel”, inspirado na história da militante comunista Helenira Resende, assassinada pela repressão militar na Guerrilha do Araguaia, em 1972.

Como você analisa a atual conjuntura de políticas públicas que vem sendo desenvolvida pelo Ministério da Cultura?

É a expressão prática da democratização de bens e meios de produção culturais, principalmente através do genial programa de Pontos de Cultura, além de outras não menos importantes ações desenvolvidas por meio de editais, patrocínios diretos, estímulo ao mecenato e criação de sistema nacional de cultura envolvendo a totalidade de estados e municípios.

Como você vê a produção teatral na região do Cariri?

Intensa e diversificada. Aqui temos excelentes dramaturgos, atores, encenadores, produtores. Mas a maior virtude do nosso teatro atualmente é o abandono dos clichês globais e da estética ditada pelos grandes centros urbanos do Sul e Sudeste, principalmente através de ações midiáticas criminosas, hegemonistas e preconceituosas. O produto teatral do Cariri tem que ter o aroma, o sotaque, o rebolado, o ritmo, a história, a cultura do nosso povo que, longe de se fechar na região, revela uma avassaladora universalidade. Entretanto, ainda há equívocos institucionais sérios, quando alguns órgãos, mesmo com dinheiro público, promovem um intercâmbio doutrinador e eliminador da auto-estima, quando desprestigiam a cena local. Justiça precisa ser feita ao excelente desempenho do Centro Cultural Banco do Nordeste, que, ao longo do ano, atua na formação de platéia através do gosto pela cena produzida na região, fazendo-a circular e ganhar sentido de existir. Isso tem dado excelentes resultados na qualidade da produção caririense, além de gerar renda para os grupos e companhias.

A Guerrilha do Ato Dramático Caririense é uma realidade. O que é e como surgiu a idéia deste evento?

A Guerrilha é um movimento em favor da diversidade, respeito e afirmação da identidade cultural brasileira, especialmente por destacar a dramaturgia e a encenação produzidas no Cariri cearense como fortes elementos identitários do nosso povo. Foi, portanto, pensado a partir do debate com atores, diretores, dramaturgos e produtores, como forma de valorizar a produção dramatúrgica, a encenação e a realização de espetáculos na região, posto ser necessária intervenção de impacto que abra espaços de difusão da arte e do artista caririense, nordestino, brasileiro. Esperamos, na continuidade desse processo, criar uma cooperativa de artes cênicas com o fim de garantir a unidade em defesa de ações formativas, difusão, desenvolvimento e, principalmente, reconhecimento aos artistas e suas produções.

Fonte: http://www.vermelho.org.br
17 de Novembro de 2009

Graciliano Ramos: Sem culpa formada nem acusações - Postado por Cacá Araújo


O levante de 1935 foi pretexto para uma feroz perseguição policial contra democratas e comunistas. Graciliano Ramos, que ficou quase um ano preso somente pela suspeita de apoiar a ANL, descreveu a experiência em Memórias do Cárcere. Depois dos levantes da ANL, em novembro de 1935, teve início uma onda repressiva intensa contra democratas, comunistas, intelectuais progressistas e todos aqueles que a polícia política considerasse inimigos do regime.

O escritor Graciliano Ramos, que a publicação, naqueles anos, dos romances Caetés e São Bernardo, já tornara uma celebridade, foi preso em 3 de março de 1936, sem acusação formal, interrogatório ou processo mas suspeito de envolvimento com a Aliança Nacional Libertadora. “O levante do 3º Regimento e a revolução de Natal haviam desencadeado uma perseguição feroz. Tudo se desarticulava, sombrio pessimismo anuviava as almas, tínhamos a impressão de viver numa bárbara colônia alemã. Pior: numa colônia italiana”, disse em Memórias do Cárcere, descrevendo o pesado clima da época e referindo-se diretamente ao nazismo e ao fascismo admirados por autoridades do governo brasileiro. A suspeita de envolvimento com a ANL foi suficiente para Graciliano ficar na cadeia, primeiro em Maceió e depois no Rio de Janeiro, até 13 de janeiro de 1937, na Ilha Grande, onde presos políticos eram alojados juntamente com criminosos comuns.

Graciliano deixou, mais tarde, um dos mais contundentes e humanos relatos sobre o cotidiano nas prisões do Estado Novo, Memórias do Cárcere que, em 1984, foi transformado por Nelson Pereira dos Santos num filme de contundente crítica às ditaduras. Em 1945, quando o Partido Comunista do Brasil voltou à atividade legal, no final do Estado Novo, Graciliano formalizou sua filiação e teve intensa atividade na organização dos escritores progressistas e avançados. Foi naquela época que escreveu Memórias do Cárcere, cujos primeiros manuscritos datam de janeiro de 1946 (o livro foi publicado sete anos mais tarde, em 1953).

No final da década de 1970, sua filha Clara Ramos, trabalhando em manuscritos deixados pelo Velho Graça, decidiu transformá-los no livro intitulado Cadeia, do qual o Vermelho publica o texto a seguir.

José Carlos Ruy, da Redação do Vermelho

Colônia Correcional: Ilha Grande

Graciliano Ramos

Tinham conseguido armar na cama vizinha um difícil mosquiteiro. Na manhã seguinte vi sentado nela um sujeito maduro, atraente, óculos grossos de miopia, a roupa de casimira pelo avesso.

- Bom dia, atirou-me risonho e lento.

Estava com desejo de conversar e logo se apresentou: Mota. Escorregamos depressa numa camaradagem fácil, tive realmente muito prazer em conhecê-lo.

- O senhor tomou parte na Aliança Nacional Libertadora, seu Mota?

- Não senhor – respondeu a criatura amável. Tinha as minhas simpatias. Sou admirador de [Luís Carlos] Prestes.

Vejam só. Porque simpatizava com a Aliança Nacional Libertadora – cadeia, braços cruzados, a roupa vestida pelo avesso, a cabeça baixa e sem cabelos. Pobre de seu Mota. A situação dele era com certeza a do Manuel Leal, meu amigo velho arrancado às Alagoas, metido no cárcere dos sargentos no quartel de Recife, depois na prisão de Manaus e agora ali a carregar tijolos. Mas Leal não tinha o sossego, a conversa amável de seu Mota. Andava irritado, sombrio, num desespero mudo, contido. Um dia essa mudez se quebrou e o infeliz, de volta do trabalho, suado, coberto de pó vermelho, dirigiu-se a mim, ríspido:

- Por que é que eu estou preso? Hem? Diga.
Estranhei, tive pena do homem a desabar em velhice rápida. Coitado. Não me parecia longe o tempo em que os tristes olhos hoje apagados no rosto murcho brilhavam muito vivos, os fartos anéis da cabeleira negra seduziam mulheres. Pobre de Leal. Provavelmente a decadência não era apenas física; o espírito devia estar em declínio também para ele me vir fazer tal pergunta.

- Que é que você quer que eu diga? Sei lá! Nem sei porque estou preso.

O meu antigo camarada engasgou-se, esteve um minuto a examinar-me com espanto e censura. Tomou fôlego e, de supetão:

- Você? Ora essa! Está preso porque é comunista. Sempre foi.

Declarou isso aos berros, sem ligar importância aos guardas e à polícia.

- Desde menino. Sempre foi. Ainda usava calças curtas e já lia essas coisas no balcão de seu pai. Mas eu? Que foi que eu fiz para estar aqui? Hem? Explique.
Cheio de piedade, não conseguia eximir-me ao desejo de rir ouvindo esse despropósito. Leal gritava a denúncia, provavelmente ignorando que ela me poderia ser funesta. Não repliquei, temendo encolerizá-lo ainda mais. Coitado. Não percebia a exígua significação das brochuras que li na infância; continham veneno, supunha, estava nelas a causa da minha desgraça. Tinham sido justos comigo. Pois não passara a vida a procurar sarna para me coçar? Com ele havia injustiça. Por quê? Responsabilizava-me:

- Diga. Por que me mandaram para aqui? Diga ao menos que é comunismo. Não sei. Nunca me meti com vocês, nunca li nada disso. Explique.

A aflição tornava egoísta uma pessoa amorável. Desequilíbrio, certamente. Vinham-me à lembrança o riso aberto de Leal, as anedotas de caixeiro viajante sem graça, narradas muitos anos atrás, quando ele se hospedava em nossa casa no interior. Que horrível decadência! Via-me obrigado a fazer a comparação, e isso me dava imenso desgosto. Não me ocorreu uma palavra generosa, capaz de minorar aquela angústia. Afastei-me em silêncio. Esquisito afligir-se um prisioneiro de tal modo, não achar sossego, alhear-se do meio, o pensamento fixo no exterior, em casos remotos. Esses viventes arredios ficam desagradáveis. Sentimos não poder auxiliá-los, distraí-los, receamos contagiar-nos, finar naqueles tormentos. Buscamos a companhia de sujeitos expansivos, esboçam-se camaradagens num instante desfeitas. As histórias de Gaúcho afugentavam-me o sono, seria agradável escutá-lo muitas horas. Infelizmente quebravam-se: vinha o momento de recolher, éramos forçados a calar-nos e o resto da narrativa se adiava para a noite seguinte.

- Imagine vossa mercê. Peguei um dia uma roupa nova bacana, azul marinho. Assentava no meu corpo e não foi para a muamba. Vesti-me nela e caí na rua. Pois veja que azar, na Lapa um sujeito do meu tope começou a espiar demais para mim e não deu tempo de pirar. Chegou-se e atacou: “- Moço, me desculpa. Onde foi que o senhor arranjou esse terno?” “- Pergunta muito bem, respondi eu. Comprei hoje por cem mil reis a um adelo da rua da Constituição, número tal.” “- Pois moço, juro que esse terno é meu. Foi roubado ontem.” Aí eu me ofendi e propus: “- O senhor quer ir comigo falar com o adelo, agora mesmo? É um negociante conhecido.” O tipo afrouxou: “- Não, não, posso estar enganado. Mas ia garantir que não estou. É o feitio, é a cor, é o tamanho.” Foi-se embora. E eu voei para casa. Um susto medonho, não sei como tive tanta calma. Tirei a roupa e disse à mulher: “Leva este diabo ao intrujão, dá sumiço a isto.” A gente não deve usar as coisas que rouba.
A conclusão vinha quase em forma de conselho: o ótimo ladrão parecia querer livrar-me de tais vexames. Também me agradava a figura tranquila de seu Mota. Apesar de ser vítima de uma iniquidade, pois não se envolvera em política, mantinha na prisão melhor humor. “- Bom dia”. Estava ali junto, emoldurado pelo mosquiteiro entreaberto, os óculos a faiscar. A voz nunca se alterava, e a afável saudação nos transmitia serenidade. Realmente só vi seu Mota zangar-se uma vez. Fazia uma semana que nos conhecíamos, e ele me narrava os seus começos. Fora secretário da prefeitura em Corumbá, ou Cuiabá, não me lembro. De fato quem se responsabilizava pela administração era ele, que o prefeito, coronel e analfabeto, não entendia de verbas.

- Esse matuto viajou para o Rio e lá ficou três meses. Dirigi o pessoal na ausência do homem e fiz boa arrecadação. Quando ele chegou, havia em caixa trinta contos, naquele tempo uma fortuna. Arrumei o balancete e dei ao prefeito a chave do cofre. Não faltou um tostão.
O meu vizinho interrompeu-se, um minuto se conservou absorto, o olhar distante, mergulhado nas suas recordações. Súbito inquiriu:

- O senhor acredita? Acha que eu entreguei esse dinheiro?

- Sem dúvida, seu Mota. Ora essa!

O ex-secretário da prefeitura de Corumbá teve um longo suspiro:

- Entreguei. Foi uma doidice. Com trinta contos nas mãos, e passei a outro esse dinheiro todo. É o remorso que me persegue na vida.

Seu Mota concluiu, exaltando-se:

- Eu era muito novo. E muito burro.

Fonte: http://www.vermelho.org.br

Charles Baudelaire: Os olhos dos pobres - Postado por: Cacá Araújo


Nascido em Paris em 9 de abril de 1821, Baudelaire foi um dos maiores poetas franceses de todos os tempos. Alguns o consideram um antecessor do parnasianismo, ou um romântico exacerbado. Pioneiro da linguagem moderna, impôs à realidade uma submissão lírica. Embora muito criticado, tinha entre seus admiradores homens como Victor Hugo, Gustave Flaubert, Arthur Rimbaud e Paul Verlaine. Tanto As Flores do Mal como Pequenos Poemas em Prosa (póstumos, 1869), do qual extraímos o fragmento desta edição, introduziram elementos novos na linguagem poética, fundindo opostos existenciais como o sublime e o grotesco. Baudelaire foi também um exímio tradutor da obra do poeta e contista norte-americano Edgard Allan Poe

Em sua buliçosa vida, registra-se também a participação na Revolução de 1848, na França. À época, ocorreram revoluções democráticas e populares em toda a Europa Central e Oriental. A Primavera dos Povos, como ficou conhecido esse período revolucionário, decorreu da existência de regimes autocráticos, de crises econômicas, de falta de representação política das classes médias e da dominação imperial. Foram revoluções de caráter liberal, democrático e nacionalista, iniciadas por membros da burguesia e da nobreza que exigiam governos constitucionais. Contaram com a participação em massa do nascente proletariado e dos camponeses, que faziam seu batismo de fogo nas trincheiras da luta de classes. A Primavera dos Povos foi um importante elo no processo de acumulação de forças que resultaria anos depois na Comuna de Paris (1871).

Charles Baudelaire influenciou direta e indiretamente as gerações posteriores de poetas, formadas no início do século 20 e marcou profundamente toda a moderna poesia ocidental. Os Pequenos Poemas em Prosa, também conhecidos como Spleen de Paris, são 51 poemas escritos em prosa poética. Foram criados entre 1855 e 1864. Quarenta deles foram publicados em diferentes Diários de seu tempo; os demais tiveram publicação póstuma, entre 1867 e 1869.

O título Pequenos Poemas em Prosa com freqüência vai seguido do subtítulo Spleen de Paris (que se assemelha a títulos de duas partes de As Flores do Mal: Spleen e Ideal e Quadros parisinos. Efetivamente, em vida, Baudelaire mencionou esta expressão para designar sua recopilação que completava à medida que se inspirava e com esta podia realizar publicações. O jornal Le Figaro publicou quatro partes pertencentes aos Pequenos Poemas em Prosa sob o título Spleen de Paris. Isto explica a estreita associação dos dois títulos.

Os olhos dos pobres é ilustrativo de como Baudelaire lidava com os contrastes, abordando com perfeição o recorrente tema do amor e da compreensão entre os seres humanos.

Os olhos dos pobres

De Le Spleen de Paris (Os Pequenos Poemas em Prosa)

Quer saber por que a odeio hoje? Sem dúvida lhe será mais fácil compreendê-lo do que a mim explicá-lo; pois acho que você é o mais belo exemplo da impermeabilidade feminina que se possa encontrar. Tínhamos passado juntos um longo dia, que a mim me pareceu curto. Tínhamos nos prometido que todos os nossos pensamentos seriam comuns, que nossas almas, daqui por diante, seriam uma só; sonho que nada tem de original, no fim das contas, salvo o fato de que, se os homens o sonharam, nenhum o realizou.

De noite, um pouco cansada, você quis se sentar num café novo na esquina de um bulevar novo, todo sujo ainda de entulho e já mostrando gloriosamente seus esplendores inacabados. O café resplandecia. O próprio gás disseminava ali todo o ardor de uma estréia e iluminava com todas as suas forças as paredes ofuscantes de brancura, as superfícies faiscantes dos espelhos, os ouros das madeiras e cornijas, os pajens de caras rechonchudas puxados por coleiras de cães, as damas rindo para o falcão em suas mãos, as ninfas e deusas portando frutos na cabeça, os patês e a caça, as Hebes e os Ganimedes estendendo a pequena ânfora de bavarezas, o obelisco bicolor dos sorvetes matizados; toda a história e toda a mitologia a serviço da comilança.

Plantado diante de nós, na calçada, um bravo homem dos seus quarenta anos, de rosto cansado, barba grisalha, trazia pela mão um menino e no outro braço um pequeno ser ainda muito frágil para andar. Ele desempenhava o ofício de empregada e levava as crianças para tomarem o ar da tarde. Todos em farrapos. Estes três rostos eram extraordinariamente sérios e os seis olhos contemplavam fixamente o novo café com idêntica admiração, mas diversamente nuançada pela idade.

Os olhos do pai diziam: "Como é bonito! Como é bonito! Parece que todo o ouro do pobre mundo veio parar nessas paredes." Os olhos do menino: "Como é bonito, como é bonito, mas é uma casa onde só entra gente que não é como nós." Quanto aos olhos do menor, estavam fascinados demais para exprimir outra coisa que não uma alegria estúpida e profunda.

Dizem os cancionistas que o prazer torna a alma boa e amolece o coração. Não somente essa família de olhos me enternecia, mas ainda me sentia um tanto envergonhado de nossas garrafas e copos, maiores que nossa sede. Voltei os olhos para os seus, querido amor, para ler neles meu pensamento; mergulhava em seus olhos tão belos e tão estranhamente doces, nos seus olhos verdes habitados pelo Capricho e inspirados pela Lua, quando você me disse: "Essa gente é insuportável, com seus olhos abertos como portas de cocheira! Não poderia pedir ao maître para os tirar daqui?" Como é difícil nos entendermos, querido anjo, e o quanto o pensamento é incomunicável, mesmo entre pessoas que se amam!

Fonte: http://www.vermelho.org.br

Lênin: Tolstoi, um grande artista - Por: Cacá Araújo


Morreu Leon Tolstoi. Sua importância mundial como artista e sua popularidade universal como pensador e pregador refletem, a seu modo, a importância mundial da revolução russa. Leon Tolstoi se manifestou como um grande artista desde os tempos do regime da servidão. Em várias obras geniais, escritas por ele no transcurso dos longos cinquenta anos em que se prolongou a sua atividade literária, pintou de preferência a velha Rússia anterior à revolução, que depois de 1861 ficou em um regime de semisservidão; pintou a Rússia aldeã, a Rússia do latifundiário e o camponês. Ao pintar esse período da vida histórica da Rússia, Leon Tolstoi soube apresentar tantas questões fundamentais em seus escritos, alcançou em sua arte tão grande força, que suas obras figuram entre as melhores da literatura mundial.

A época em que se preparava a revolução em um dos países oprimidos pelos senhores feudais foi, graças à forma genial com que Tolstoi a tratou, um passo adiante no desenvolvimento artístico de toda a humanidade. Como artista, somente uma minoria insignificante o conhece na Rússia. Para fazer efetivamente suas grandes obras patrimônio de todos, há que lutar contra o regime social que condenou milhões e milhões de seres à ignorância, ao embrutecimento, a um trabalho próprio de condenados e à miséria; há que fazer a revolução socialista.

Tolstoi não só escreveu obras literárias que sempre serão apreciadas e lidas pelas massas quando estas criem para si condições de vida humana, derrubando a opressão dos latifundiários e dos capitalistas; ele soube também descrever com força admirável o estado de ânimo das grandes massas subjugadas pela ordem de coisas desse tempo, soube também pintar sua situação e expressar os seus sentimentos espontâneos de protesto e indignação. Tostói que pertenceu, principalmente, à época de 1861 a 1904, refletiu com assombroso realce em suas obras – como artista e como pregador – as características da especificidade histórica de toda a primeira revolução russa, sua força e sua debilidade...

Olhem com atenção o que dizem de Tolstoi os jornais do governo. Choram lágrimas de crocodilo assegurando que têm em alta estima o “grande escritor”; mas, ao mesmo tempo, defendem o “santíssimo” sínodo. E os santíssimos padres acabam de cometer uma canalhice das mais imundas, enviando seus popes à cabeceira do moribundo, para enganar o povo e dizer que Tolstoi se “arrependeu”. Antes, o santíssimo sínodo havia excomungado Tolstoi.

Prestem atenção no que dizem de Tolstoi os jornais liberais. Eles se apressam com estas frases ocas, oficial-liberalescas, batidas e professorais sobre “a voz da humanidade civilizada”, “o eco unânime do mundo”, “as ideias da verdade e do bem”, etc. etc., pelas razões que Tolstoi castigava com tanta força e tanta razão contra a ciência burguesa. Os jornais liberais não podem dizer clara e concretamente o que pensam das idéias de Tolstoi sobre o Estado, a Igreja, a propriedade privada da terra e o capitalismo. Isso não porque a censura os atrapalha – pelo contrário, a censura os ajuda a sair da dificuldade. Eles não podem porque cada tese da crítica de Tolstoi é uma bofetada no liberalismo burguês; porque, por si, a valente, franca e implacavelmente dura concepção das questões mais candentes e mais malditas de nossa época por Tolstoi é uma bofetada nas frases estereotipadas, nos batidos subterfúgios e na falsidade escorregadia, “civilizada” de nossa imprensa liberal (e liberal populista).

Morreu Tolstoi, e se foi o passado da Rússia anterior à revolução, a Rússia cuja debilidade e impotência se expressaram na filosofia do genial artista e vemos refletidas em sua obras. Mas em sua herança há coisas que não pertencem ao passado. Pertencem ao futuro. Essa herança passa às mãos dos proletários da Rússia, que a está estudando. Daí virá a explicação às massas trabalhadoras e exploradas da significação da crítica que Tolstoi fez ao Estado, à Igreja, à propriedade privada da terra; e não o fará para que as massas se limitem à autoperfeição e a suspirar por uma vida santa, mas para que se levantem com o fim de lançar um novo golpe à monarquia czarista e à posse da terra por latifundiários, que em 1905 só foi ligeiramente quebrada e que deve ser destruída. Então se explicará às massas a crítica que Tolstoi fez do capitalismo, mas não o fará para que as massas se limitem a maldizer o capitalismo e o poder do dinheiro, mas para que aprendam a apoiar-se, em cada passo de sua vida e de sua luta, nas conquistas técnicas e sociais do capitalismo, para que aprendam a se agrupar em um exército único de milhões de lutadores socialistas, que derrubarão o capitalismo e criarão uma nova sociedade sem miséria para o povo, sem exploração do homem pelo homem.

Por Vladimir Ilitch Lênin - Fragmentos do texto de Lênin refletindo a morte de Tolstoi
Fonte: Publicado em 16 (29) de novembro de 1910 em “O Social-democrata”
http://www.vermelho.org.br

Hoje, Sábado - Encerramento do DOCE NATAL 2010 - às 17:00 no Largo da RFFSA


O Blog do Crato apóia essa iniciativa. Participe você também !

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VOTAÇÃO RELÂMPAGO -UMA VERGONHA NACIONAL-Por Maria Otilia

Durante anos e anos , nós funcionários públicos , professores lutamos por um piso nacional decente. Lutamos por um Plano de cargo e Carreiras justo. E sempre ouvimos as mesmas promessas: não há orçamento, não existem recursos, não tem como reajustar e ultrapassar 60% da folha. " Olhe a Lei de Responsabilidade Fiscal "... E por aí vai.... O mais engraçado é que quando se trata de aumentar os seus próprios salários , aqueles que se dizem nossos representantes, eleitos por nós trabalhadores, não existe esta Lei, aparece rapidamente orçamento e em uma ação relâmpago se aprova a grande imoralidade do aumento dos salários em mais de 61.8%. Isto apenas o salário do contra-cheque. Não colocamos aqui as demais vantagens pessoais da folha de pagamento. Lembrando ainda que a partir desta votação, as demais casas legislativas com certeza aumentarão as suas folhas de pagamento.
Cabe a nós eleitores, cidadãos, trabalhadores assalariados ,conhecer mais de perto cada político seja ele deputado federal,estadual ou vereador que votam ações como esta. Vamos denunciar, repudiar, sair as ruas para protestar, elaborar documentos exigindo que sejam também aprovados os nossos projetos de uma aposentadoria decente, de mudança de nível, de um piso salarial , de formação inicial e continuada, de uma política efetiva de valorização profissional, de concursos públicos sérios, de condições de trabalho digno.

(....)Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país (....)

Trecho da musica Meu País , interpretada por Zé Ramalho.

Postado por Maria Otilia

CARREATA:Massa Tricolor Caririense,Hoje Centro Cultural do Araripe-Por Wilson Bernardo.

Hoje concentração da Grande Carreata Tricolor,as 4hs da tarde,pelas principais ruas do Crato,estão convidados os tricolores de coração,com destino final no Crato Tênis Clube,com uma grande cervejada.Avante!Massa tricolor campeão do Brasil.

Meio ambiente e o futuro - Por José de Arimatéa dos Santos


Está em debate no Congresso Nacional a implantação de um novo Código Florestal. Assunto importantíssimo, pois dependendo do que for aprovado as florestas brasileiras e os rios estarão correndo sérios riscos devido a sanha dos desmatadores de plantão. É importante que toda a sociedade brasileira participe desse debate igualmente como o que ocorreu com a lei da Ficha Limpa. Assim, poderemos ver quem realmente defende o meio ambiente e quem simplesmente que auferir lucros em cima do desmatamento e assoreamento dos rios.
Acredito piamente que para o desenvolvimento da agricultura não é necessário derrubar nenhuma árvore mais. O que se faz necessário é preservar a amazônia e o cerrado, além dos outros vários biomas que ora estão desprotegidos e os inimigos do verde avançam ferozmente.
O Código Florestal verdadeiro deve ser o que preserva as florestas e as margens de rios. Aumentando as margens dos rios estaremos protegendo nossos mananciais e teremos água para o nosso consumo e a manutenção da vida de muitos seres humanos que necessitam do rio para a pesca e irrigação da lavoura.
O futuro da existência da vida depende dos nossos atos hoje. Defender a vida é a preservação das florestas e dos rios. Dessa forma se faz necessário e urgentemente que se tenham leis de proteção ao meio ambiente de uma forma que não se permita a derrubada das florestas para o plantio de monocultura e para o pasto. Quem defende o meio ambiente acredita que as margens de rios devam ser ampliadas. É mais do que necessário pensar e agir na defesa de um meio ambiente em que as árvores permaneçam em pé e os rios mais protegidos.

Foto: José de Arimatéa dos Santos

Afinal, é Permitido ou Proibido construir edifícios altos no Crato ?


Chapada do Araripe - Crato - Dihelson Mendonça


Alguns leitores estão aí no mural do Blog do Crato, perguntando SE ou PORQUÊ seria proibido construir edifícios altos em Crato. Antes de tudo, é bom que se esclareça uma verdade: Não é proibido construir edifícios altos em Crato, mas existem leis que regulamentam até que altura EM CERTAS ÁREAS da cidade esses edifícios podem ser construídos. Se de 2, 3 ou mais pavimentos.

O objetivo maior dessas leis é preservar nosso patrimônio maior, a Chapada do Araripe. Diversas pessoas têm raiva do atual prefeito do Crato, Samuel Araripe, por ter proibido construções muito altas próximas da Chapada. Esquecem que ali é uma área de preservação ambiental, embora muita gente inescrupulosa não faz a mínima idéia do que seja PRESERVAÇÃO AMBIENTAL, mesmo em pleno século XXI, quando o mundo todo luta para salvar o planeta, e assim, salvando a nossa própria civilização.

Alguns pensam que à força do Dinheiro, podem comprar tudo, até a consciência ecológica e a vida. Não é bem assim. Entendendo que certas áreas precisam ser preservadas, e evitar o que aconteceu na orla marítima, em Fortaleza, quando construíram na década de 80 inúmeros arranha-céus que bloquearam as correntes de ar que vêm do oceano para a cidade, a mesma coisa poderia acontecer no Crato. Se construirmos paredões de edifícios a uma certa distância da Chapada do Araripe, os danos ambientais serão gigantescos. Segundo projetos e leis formulados por especialistas, o Crato foi demarcado, e somente à partir de determinada distância da Chapada do Araripe é que se pode construir arranha-céus.

Estive entrevistando Dr. Nivaldo Soares, Secretário do Meio-Ambiente do Crato na semana passada sobre este assunto, e conversando por quase 1 hora, dentre os inúmeros aspectos abordados, um dos principais é essa preocupação em restringir em certas áreas, a construção de arranha-céus. Entretanto, o secretário nos comunicou que em muitas áreas da cidade, isso é permitido; Por exemplo, nada impede que no Centro do Crato sejam construídos. Não há qualquer restrição legal quanto a isso. Já no bairro do Seminário, em certas áreas onde circulam correntes de ar, somente edificações de até 2 ou 3 pavimentos. Na Vilalta, não há limite ( teórico ) de altura, por entender que a Vilalta já se encontra muito distante da Chapada e não prejudicaria os ventos ( embora, este repórter seja contra e ache que deveriam ser proibidos também ).

Na verdade, se todo mundo começar a construir edifícios indiscriminadamente no Crato, vai acontecer o fenômeno que hoje assombra a cidade de São Paulo: O aquecimento do centro. São Paulo, hoje em dia, não consegue "esfriar", porque ali gerou-se tanto calor que não há como se dissipar para as proximidades, então forma-se um núcleo quente, e permanente. As cidades do mundo moderno se preocupam com os projetos e com o fator ecológico. Existem projetos que racionalizam o uso do espaço, da terra, das águas. Não se pode pensar mais em crescimento desordenado de uma cidade, como em Juazeiro do Norte, por exemplo, sem projeto, onde ruas estreitas, que só cabem carroças, convivem em pleno século XXI com grandes avenidas, de forma caótica.

É preciso que comece a existir no cariri uma consciência ecológica, consciência do uso racional dos recursos naturais, e do mundo que queremos deixar para nossos filhos e netos. Quando o prefeito Samuel Araripe negou a construção de edifícios e de um conjunto habitacional no sopé da Chapada do Araripe a vários empreendedores de fora, tomou a decisão correta, porque embora foram ao gabinete oferecer vantagens ao prefeito e arrecadação de IPTU para o município, o prefeito entendeu que muito mais importante neste momento que uma mísera arrecadação, é que neste momento, possamos preservar o nosso maior patrimônio: A Chapada e a Floresta do Araripe. Isto não implica em reprovar o progresso. De forma alguma! Existem hoje inúmeras áreas no município, que por sinal, é muito extenso, em que podem ser construídos edifícios, conjuntos habitacionais e fábricas, e quem desejar construir nessas áreas, tem total aval da administração. O que não podemos fazer, é por força do "Vil Metal", destruir a única coisa que distingue o Crato de tantas cidades do nosso cariri, que já começaram a depredar o seu patrimônio ecológico.

Vamos construir, decerto. O Crato precisa crescer. Mas precisa crescer de modo ecologicamente correto, aonde a ganância de alguns não possa sobrepujar os grandes valores do nosso planeta e dos padrões de civilidade.

Por: Dihelson Mendonça
Assessoria de Imprensa
- Governo do Crato

Ecos do Salão de Outubro – Um recado para Edilma Rocha


O
ntem eu fui ao dentista. Ele me contou um fato interessante. Um casal português que, viaja pelo mundo, foi atendido por ele em seu consultório há cerca de um mês e, comentou que acabara de chegar do Crato, vindo do Recife e ficou encantado com a cidade. Visitou uma exposição de artes, viu espetáculos de danças, poesias, um movimento cultural que nada fica a dever aos grandes centros da Europa. Essa noticia é para Edilma Rocha e os parabéns de todos os cratenses pela realização do último Salão de Outubro.

Oswald Barroso: Sertão de Poesia - Postado por: Cacá Araújo


O Cedro que eu conheci no início dos anos oitenta do século passado ainda era o município de pequenos sitiantes produtores de algodão, com a usina de sua cooperativa agrícola, a escola técnica e várias indústrias em pleno funcionamento, além de um comércio muito ativo, ares de antigo centro ferroviário, lugar próspero, onde corria algum dinheiro na zona rural e se podia contratar um cantador de viola ou um sanfoneiro dos bons para uma noitada inteira.

Por Oswald Barroso*Talvez por isso, guardasse marcas da pequena Atenas cabocla que fora, espécie de São José do Egito cearense(1) , ou de Assaré de Patativa, já que naqueles sítios, apesar da faina intensa sobrava tempo para ouvir rádio e sonhar poesia.

Imagino que ali, durante a primeira metade do século 20, quando Idalzira nasceu, o cabra em vez de nascer chorando, como costuma acontecer, já nascia cantando, porque versejar era como falar. Então, veja lá, havia dentro de casa o pai João Bezerra, exímio poeta, e Joan ainda fala de um “Tio Clóidio” que na certa por ali andava. Além do mais, é preciso lembrar, o Cedro não por acaso ser berço de Geraldo Amâncio, um dos maiores cantadores brasileiros da atualidade, nascido exatamente nos meados dos mil e novecentos. Poesia, portanto, no meio em que Idalzira foi criada, era patrimônio familiar e comunitário, pra lá de literatura e arte, assunto cotidiano, jogo e divertimento, motivo para disputa, exibicionismo, duelo e desafio.

Sob inspiração das musas eram organizados torneios, festivais, com gêneros diversos de disputas, que incluíam perguntas e advinhas. Provas nas quais os contendores, homens ou mulheres, careciam mostrar poderes mágicos com as palavras, através de arranjos intrincados de sons, e arrotar valentia, como se estivessem manejando espadas invisíveis. Conforme o caso, precisavam fazer tremer o inimigo com versos indecifráveis e rimas terríveis, ou comover o coração das mais resistentes donzelas com a narrativa de romances enternecedores.

Talvez, principalmente, da intimidade do lar se nutrisse aquela poética, porque naqueles sítios de então, a vida se completava em rima. Digo pela forma como Idalzira fala de sua própria experiência: “Eu rimo quando estou triste/Para as mágoas espantar/Rimo quando tenho saudades/Pois é muito feio chorar/Rimo quando estou contente/Rimo quando estou ausente/Querendo te abraçar.” E de jogos e brincadeiras, as rimas se espalhavam por afetos, sentimentos, desejos, angústias, saudades, aflições, em conversas de salas, cozinhas, alcovas e alpendres principalmente. Demoravam-se em sessões nas quais a palavra falada, cantada de preferência, medida, exata, bem escolhida, era cultivada e cultuada, debulhada em cordéis, fabulada em histórias que narravam desde os mitos da origem dos tempos até a última novidade apregoada na feira ou ouvida no rádio.

Em sítios assim, orgulho maior é ser membro de uma prole de poetas, trovadores, repentistas ou especialistas outros do verso, como a família Bezerra de Idalzira. Não por acaso, Erivan, o caçula, perde completamente a modéstia para seguir a tradição, quando afirma sua pertença a esse clã. Diz ele, numa bela quadra: “Eu sou a pedra turquesa/Minha mãe é uma safira/Sou filho de Idalzira/Poeta por natureza.” E não está mentindo, pois se trata de uma família onde o cultivo da arte poética é bem herdado, estando justificada a admiração recíproca, embora, como afirma com autoridade Joan, o filho mais velho, a mestra indiscutível seja a mãe.

xxx

Visitei o Cedro, quinze anos depois de haver lá morado, dessa vez como repórter, e também Morada Nova, outro município onde havia do mesmo modo trabalhado como educador em cooperativas de pequenos produtores de algodão. Outra era a realidade. Distritos e sítios esvaziados, plantações abandonadas. Comércio mais ativo só no dia de pagamento dos aposentados. A população envelhecera, o interior definhara. No Cedro as poucas indústrias, casas de comércio maiores e centros educacionais haviam fechado. A juventude emigrara. Nos sítios, principalmente, estabelecera-se um sentimento de abandono na fala dos velhos.

Talvez por isso, a sensação que me veio ao ler a carta de Idalzira para Joan sobre o mote: “De uma casa cheia de gente/Só resta um gato e um cancão”, foi o de estar frente a uma nova “Triste Partida”, de um canto social, como o de Patativa do Assaré. Um canto de tristeza dos que ficaram e, porque não dizer também, dos que partiram. De uma família de sitiantes que vê seus filhos irem-se, um a um, às vezes para nunca regressarem. Por isso, o canto de Idalzira é geral e dói além de sua dor particular. É a dor do migrante e de sua terra, é a dor de dois terços do mundo. É a dor de um coração partido.

Mas a dor de Idalzira é também só dela e única, porque se foi Joan e depois, tão menino ainda, Erivan, o caçula. Logo ele. Nem adiantou o consolo da visita à residência universitária e o conselho ao filho, de colocar na parede uma gravura do sol brincando com a lua, no lugar da foto de uma mulher nua (na certa por causa da rima, pois ela queria certamente era que o filho colasse a gravura de uma santa). Nada preenche o vazio na casa após a partida dos filhos. Nem os bichos: “O cancão, meu grande amigo/Canta e pula sem parar/O gato fica a miar/Pensando que não lhe ligo/Porém baixinho lhe digo/Não tenha ciúme não/Que é grande meu coração/Amo a todos igualmente./De uma casa cheia de gente/Só resta um gato e um cancão...”

Se para quem fica o vazio não tem tamanho, para quem vai a dor tem a mesma proporção, como mostram esses versos antológicos de Joan: “Volto a pegar no papel/Pra mais uma vez escrever/Tentar assim combater/Esta saudade cruel/Que amarga como fel/Corrói o peito da gente/Dá uma dor tão pungente/Que quase eu dou razão/A quem mata a solidão/Em um copo de aguardente.”

"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente."

Fernando Pessoa

E o que é tão grande para uma mãe quanto o vazio de uma casa sem os filhos? Um vazio que nem a zoada de um cancão e de um gato, de madrugada pedindo comida, abala? O que pode preencher a espera de uma mãe solitária enquanto sonha em reunir a família no final do ano? A poesia, Sultão! Responderia a princesa Sherazade.

A maga Idalzira também é iniciada nesse segredo. Para preencher o vazio de seu mundo, armou uma dimensão de versos e rimas. Fez-se aranha rainha, lançou suas linhas e estendeu sua teia entre os caibros, ligando filhos e netos. Dor e solidão, distância e separação, espera e abandono tratou de encantar em poesia. Por carta novamente a prole dos Bezerra deu corpo ao Cedro do velho João. Fez reviver os romances de amor, o lirismo dos trovadores, mas também os torneios cavaleirescos, os desafios, as disputas, os repentes, o humor corrosivo, o sarcasmo até, a valentia, a pabulagem, a briga, a dor, a traição, o ciúme, a intriga (por que não?), todos eles ingredientes indispensáveis para uma cantoria cheia de suspense ou para um cordel repleto de imprevistos.

Na correspondência mantida entre Idalzira, filhos e neta, a vida se faz arte e a realidade se encanta em ficção. Entre afetos e notícias trocados por mãe e filhos, os poetas inserem ingredientes propositalmente artísticos. Primeiro são os filhos que, brincando, fingem querer suplantar a mãe na arte poética. Ela como resposta lhes dá um puxão de orelha: – Respeita Januário! Depois, Joan e Erivan disputam a atenção e o amor de Idalzira simulando brigar por ela. Tudo para impressionar a mãe. E saem por aí, trocando rima, se exibindo para Idalzira, travando desafios, fingindo que a luta é só de brincadeira, pra mãe não se chatear com a arenga dos filhos. Em seguida, vêm os desafios lançados dos filhos à mãe e aceitos para saudar com versos cada neto que nasce, cada filho que casa, cada novo acontecimento na família. Mais adiante, é Joan que, para chamar atenção, se mostra escandalizado com o casamento da irmã e inventa de fazer graça, transformando aquilo num fato extraordinário.

A verdade é que nessa correspondência poética, não se sabe em que direção vai o fingimento, se no sentido de fazer a dor parecer maior para torná-la mais eficazmente artística, ou se no sentido de fazê-la artística para que se torne mais suportável. Não se pode precisar se a queixa da mãe é um pretexto para fazer poesia ou se fazer poesia é uma forma da queixa não se tornar aborrecida (porque sempre com muito bom humor), ou seja, da queixa poder ser feita reiteradamente, isto é, de fingir estar usando o pretexto da queixa para fazer poesia, quando a mãe quer mesmo é se queixar da falta de notícias do filho. Daí vem o dito de Fernando Pessoa colocado na abertura desse texto.

Muitas são cartas comuns como as de mãe orientando o filho, aconselhando o filho que se candidatou a vereador, ou a do filho consolando a mãe saudosa, outras da mãe com críticas e comentários políticos, mas há até mesmo cartas inusitadas como a do filho dando conselhos à mãe, escrita por ele como se aconselhasse uma filha, com muito humor e descontração. Depois entra a neta Geórgia na conversa e mantém o nível poético da correspondência, agora entre avó, filhos e neta.

Afinal, são cartas que ajudam a transformar a saudade em arte, a dor em vida, a solidão em beleza. Cartas que viraram atração entre os amigos de Joan e Erivan, lidas para o coletivo de estudantes. Cartas que, acima de tudo, revelam um imenso amor entre os três, agora quatro, sentimento bem traduzido nesses versos de Erivan para a mãe: “Me despeço de antemão/Já com saudade no peito/Mas sinto que é o jeito/Pois o tempo é um balão/Voando de hora em hora/Minha vontade era agora/Lhe mandar meu coração.”

Por tratar-se de um livro de correspondência poética, entre uma mãe e os seus, a obra já teria assegurado seu interesse e sua originalidade. De quebra, Idalzira ainda nos brinda com uma série de sonetos e outros poemas, em que fala de sua vida, de seus sentimentos, de sua família, de seus alunos e de sua terra, o Cedro. Trata-se, além do mais, de uma crônica do cotidiano rural, de um rico testemunho dos costumes, da política, da vida nos sítios, dos valores morais e do imaginário de uma vila sertaneja, onde ainda havia tempo e espaço para traduzir o mundo em poesia.

(1) Município do Alto Sertão do Pajeú pernambucano, berço de tantos poetas e cantadores famosos, entre os quais Rogaciano Leite e os irmãos Batista, Lourival, Dimas e Otacílio.

* Oswald Barroso é professor universitário, poeta, dramaturgo e pesquisador da cultura popular

Fonte: PORTAL VERMELHO - http://www.vermelho.org.br/

I Fest Cariri Caribe - Por Emerson Monteiro


Acontece desde ontem (17/12) até 20/12 (segunda-feira), em Farias Brito CE, o primeiro festival de cinema denominado Fest Cariri Caribe (Audiovisual, Teatro, Música e Movimento), uma iniciativa do poeta e cineasta Rosemberg Cariry, filho do município, que envolve exibição e competição de filmes longa e curta metragens realizados no Brasil e em países da zona do Caribe, na América Central, este ano representada por Cuba, Venezuela e Porto Príncipe.

No decorrer da mostra na cidade, que comemora seus 74 anos de emancipação política, registram-se outras atividades culturais até o dia 20, dia do seu aniversário de autonomia. Além da exibição dos filmes, são realizadas palestras, oficinas, exposições, apresentações artísticas e, no final da tarde do dia 17, houve, pelas principais ruas da cidade, rico desfile de grupos artísticos e folclóricos, alguns deles dos municípios de Crato, Juazeiro do Norte e Barbalha, numa animação das mais intensas, ao som da Banda de Música de Farias Brito, marcando, com isso, a abertura do evento.

A realização do I Fest Cariri Caribe coube ao Governo Municipal de Farias Brito, na atual gestão de José Vandevelder, sob o patrocínio da Casa Civil do Governo do Estado do Ceará e apoio de Sereia Filmes, Associação Cultural Curumins do Sertão, Cineclube Inácio de Loyola e Cineclube Quixará das Artes, ambos de Farias Brito. Desde o primeiro dia, o festival mobiliza as escolas e as ruas, em clima alegre e participativo, que envolve os habitantes do lugar e sensibiliza pela beleza plástica e musicalidade. Numa participação intensa dos principais responsáveis pela iniciativa, Auxiliadora Nergino, Bárbara Cariry, Nailson Teixeira e Cíceros Clislones, somados a outros nomes dedicados à educação do município, as atividades desenvolvem as apresentações seguirão até segunda-feira, quando, à noite, ocorrerá a premiação dos filmes da mostra competitiva, a exibição do documentário Patativa do Assaré - Ave Poesia, de Rosemberg Cariry, e a festa popular Noite Caribenha, animada por grupos musicais de Farias Brito.

A proposta do festival ora em andamento teve bases limitadas do ponto de vista do investimento financeiro, e junto a uma comunidade de menor porte do Cariri, contudo objetiva, dentro de pouco tempo, se transforma em uma data importante do calendário do cinema no Ceará, o que segundo Rosemberg, também incluirá outras cidades da Região.

Filho de Farias Brito, Rosemberg Cariry instalou e mantém funcionando, em avenida central da cidade, um ponto que reúne casa de cultura e centro cultural, com biblioteca, filmoteca, acervo de artes plásticas e sala de cinema, onde funciona o grupo de teatro denominado Os Curumins do Sertão.

Postado por: Emerson Monteiro

ALMANAQUE - 18 De dezembro de 2010 - Por: Meirinha


ALMANAQUE


18 de de
zembro:

* 1916 - Fim da Batalha de Verdun.
* 1941 - Segunda Guerra Mundial: tropas japonesas invadem Hong Kong.
* 1961 - O distrito português de Damão é invadido e ocupado pelas tropas da União Indiana.

Nasceram neste dia...

* 1855 - Adolfo Lutz, médico brasileiro (m. 1940).
* 1943 - Keith Richards, músico britânico.
* 1946 - Steven Spielberg (na imagem), cineasta e empresário norte-americano.

Morreram neste dia...

* 1737 - Antonius Stradivarius, lutiê italiano (n. 1648).
* 1955 - Victor Brecheret, escultor brasileiro (n. 1894).
* 2006 - Joseph Barbera, cartunista e co-fundador dos estúdios Hanna-Barbera (n. 1911

Fonte: Wikipedia

NOTÍCIA DO PORTAL VERMELHO


Aconteceu em
18 de dezembro
Guerrilha da Sierra Maestra: ao centro, Fidel
1956 - Dia da Sierra Maestra
Os guerrilheiros cubanos que sobrevivem ao desembarque do Granma reúnem-se, na Sierra Maestra. A serra será o 1º núcleo da revolução vitoriosa em 1959.
1889:
Motim de praças, severamente reprimido, no Rio de Janeiro.
1915:
Sufocado levante de praças contra os baixos soldos na Vila Militar, Rio; 256 presos.
1940:
Decreto secreto de Hitler ordena que se prepare a invasão da URSS.
1972:
Auge do bombardeio do Vietnã do Norte pelos EUA.
1987:
Decreto de Sarney proíbe a pesca da baleia em águas brasileiras.
1987:
Comício por diretas em 88 reúne 15 mil no Rio de Janeiro.
1989:
Marines dos EUA invadem o Panamá, a pretexto de prender o ex-presidente Noriega. Mil mortos, 1.500 presos.
1997:
O oposicionista Kim Dae-jung elege-se pres. da Coréia do Sul, na esteira da crise asiática. Início do degelo entre as Coréias do Norte e do Sul.
2005:
Evo Morales, indígena aimará, sindicalista e dirigente do antiimperialista MAS (Movimento ao Socialismo), é o 1º presidente da Bolívia a se eleger no 1º turno, com 53,7% dos votos.
Evo

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