xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 15/08/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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15 agosto 2010

Olha que lindo!!!!


O amor é pura mágica... Faz o tempo parar sem necessariamente parar... Leva-nos ao céu ao passo que nem os pés do chão tiram...
Torna tudo simples...
Faz impossível o acontecer...
Transforma, renova, espera, perdoa...
Fez-me depende da sua felicidade... Pois o que mais quero é te fazer muito feliz.

Fernanda Aires.

Como o meu amor é grande, Tão grande.......

Um bjo da vó Monkynha.

TRIUNFOS - Por: Dihelson Mendonça


Enquanto permaneço sentado na cadeira, nesta bela manhã do primeiro ano do resto da minha vida, da cozinha partem cheiros exóticos, e sons indefinidos, de mulheres a tagarelarem sobre a feitura do bolo. Ivan Lins, Tom Jobim e Chico, além de tantos outros, já se revesaram ali no toca CDs formando uma cantilena que já vem desde as 9 horas da manhã, enquanto cartazes, fotos e mensagens amanheceram misteriosamente espalhados por vários cômodos da casa, e que não estavam lá quando fui dormir. Olho um grande pôster com minha fotografia que alguém colocou bem aqui detrás do computador e contemplo minhas próprias rugas, como um espelho que leva ao passado. "Parece dezembro de um ano dourado"... A minha felicidade é tão completa como nunca estêve, e sinto uma aura morna de satisfação, como se dançasse a valsa da vida apenas com o espírito.

Olhando pelo retrovisor dos meus 44 anos bem vividos, posso crer que a felicidade nesta terra é possível e somente possível, se formos capazes de amar e sermos amados em reciprocidade ao máximo do nosso ser. Hoje eu paro a fim de perguntar qual o segredo de ter tantas pessoas maravilhosas ao redor. Mas será que sempre os tive ou mesmo os mereci ? Lembro-me de um tempo em que andava pelas ruas do Crato com olhos perdidos no chão, de tanta timidez. Tinha medo de encarar as pessoas. Tinha medo de tudo. Os grandes nomes dessa cidade me davam arrepios. Medo de falar em público, poderia congelar se alguém me encarregasse de dialogar com um desconhecido. Por ser de origem humilde, ao ser abordado numa festa social no Crato, sempre me perguntavam: De que família você é ? "Esmeraldo", "Abath", "Teles", "Alencar" ? - Não. Sou de Farias Brito, da família Mendonça, conhece ? --- NÃO.

Por outro lado, vendo com extrema preocupação o comportamento daquele jovem de futuro incerto, meus pais tiveram a inteligência de me matricular num curso de música, arte que eu já havia expressado uma forte tendência. Eles achavam que essa coisa de se apresentar em público iria me fazer bem, e conseguir vencer a gritante timidez. Foi então que numa tarde de março, com um bilhetinho de recomendação da grande amiga Lúcia Primo de Carvalho, e uma mão suada e gelada, que adentrei a antiga secretaria da SCAC - Sociedade de Cultura Artística do Crato. Lá comecei uma nova vida social, porque aprendi não só as aulas, sempre deliciosas, da professora Diana Pierre e da maestrina Divani Cabral, como também passei a ter contato com pessoas ilustres, cujo pensamento apenas de falar com elas, me aterrorizava: Huberto Cabral, que para mim, é uma celebridade; Neide Barreto, e tantos outros. Para compensar aquela extrema timidez, eu estudava. Sempre fui um entusiasta da leitura, e o primeiro da classe em qualquer classe. Em 1984 passei em décimo lugar no vestibular geral da Paraíba, e entrei para o curso de Engenharia Eletrônica, o que me fez conhecer muita gente em outras terras e aprender a me virar sozinho na vida.

Mas a música sempre falou mais alto e aquele encanto das platéias nunca me fez esquecer o misto de medo e prazer, pois do triunfo sobre o medo é que vem a glória; De fazer aquilo que nos é impossível. Assim, eu abandonei o curso de engenharia e me voltei apenas para aquilo que realmente gostava de fazer: Ser um Pianista.

Depois de muito viajar por esse país, de residir em diversas cidades, de conhecer centenas ou milhares de pessoas a ponto de ter até 10 "Robertos" e 20 "Solanges" na agenda do celular, é que eu vejo o quanto aquele garotinho tímido evoluiu socialmente desde então. Como alguém que tinha uma deficiência num braço, e através de um esforço extraordinário, conseguiu fazê-lo ficar muito melhor que o outro, e até de outros braços, é que sinto esse aperfeiçoamento.

Huberto Cabral, Divani, os Esmeraldo, os Abath, os Teles, os Pinheiro, os Alencar, os Brito, e outros tantos são hoje meus diletos amigos. Não tenho mais qualquer receio em dizer meu sobrenome MENDONÇA, nem explicar o que faço, porque já não me procuram saber se eu sou dos Mendonça do Iguatu ou de outro lugar. Eles hoje querem saber apenas se eu sou verdadeiramente o Dihelson Mendonça, o músico, fotógrafo, jornalista, porque ao invés de ir atrás de um nome de família tradicional, eu fui criar meu próprio caminho.

O que considero o meu maior tesouro não é qualquer conhecimento adquirido, coleção ou obras, mas a habilidade que fui adquirindo ao longo da vida em fazer novas amizades, de partilhar esses bens-comuns que são ao mesmo tempo, tão caros e tão "caros" e que chamamos de Amor e Amizade. Sem isso, nada valeria a pena. Se hoje eu sou amado ou odiado, eu só tenho a agradecer, porque em breve, não seremos mais do que partículas de pó, neste pequeno grão de pó chamado terra, num sistema solar pequeno, num braço de galáxia da Via-Láctea, ao lado de outros bilhões de estrelas e outras bilhões de bilhões de galáxias...

E se vocês me perguntassem o que mais importaria hoje, neste aniversário ?
Eu pararia para pensar...pensar...
Mas agora, vocês hão de me dar licença, porque uma pessoa a quem tanto amo, adentrou a sala carregando uma bandeja cheinha de bolinhos de macaxeira deliciosos. E a felicidade poderá está dentro de algum deles. A foto do triunfo poderá ser ganhar um simples bolinho. Depende de quem dá. E de como dá. Isso é muito. E isso, para mim, vale toda uma vida.

O Caminho é a gente que faz. Com a ajuda de uma Força Superior.


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Dihelson Mendonça

Zodíaco - Por: Emerson Monteiro

Na década de 70, Salvador fora contemplada com a agência mais luxuosa do Banco do Brasil. Construída na artéria principal do Comércio, Avenida Estados Unidos, defronte ao porto, é um prédio monumental, todo revestido de mármore branco, de nove andares, que, em 1977, abrigava em torno de 500 funcionários. No andar superior, situava-se o auditório e o restaurante, este palco do que irei agora narrar:

Escolhido para assistir o inspetor Mário Jofre, mineiro de quatro costados que inspecionava a CACEX da agência, lá um dia almoçávamos no restaurante, o que costumávamos fazer durante sua estada na Bahia. Ele havia pedido um bife mal passado, mas um único bife, que ocuparia o prato inteiro, acostumado a comer toda vez em que presenciei. mE enquanto esperávamos as refeições, aproximou-se um colega com quem desenvolvi rápida conversação a propósito de astrologia, horóscopo, essas coisas que, houve um tempo, me interessaram. O inspetor prestou alguma atenção ao assunto. Quando o colega se afastou, quis ele saber se eu possuía conhecimento de signos. Respondi que sim, apenas qualquer. Então veio perguntando à queima-roupa:

- Pois dia a qual signo eu pertenço? – isto na mesma ocasião chegava o garçom trazendo o prato repleto da carne que ele pedira.
- Bom, inspetor, pelo prazer que o senhor tem de comer carne quase viva, deve ser Leão – respondi no chute, sem muita demora.

Com a resposta, o homem quase esquece o alimento à sua frente, alardeando em voz alta as minhas qualidades de conhecedor de signos, etc., na maior das alegrias. Nisso, bem naquele movimento, vem chegando Brito, o gerente adjunto responsável pelo pessoal da agência, dotado da fama de austero, executivo competente, típico das empresas grandes. Mediante a cena, o inspetor se dirigiu a ele já contando da minha capacidade em adivinhar o signo das pessoas, propagando uma fama recém adquirida. Brito chegou calado e sentou à mesa conosco, sério, cara dura, sua característica, para, mantendo a pose, deflagrar:

- Sendo assim, diga qual o meu signo. - Imaginem a tal situação em que me vi, naquele momento, metido até o pescoço numa sinuca de bico.
Dentro de período curto, sem tergiversar, reuni os elementos que o juízo ofereceu e fui respondendo:
- Bom, deve ser Gêmeos ou Balança.

Quase no susto, vi a surpresa tomar de conta da fisionomia grave do gerente e escutei outra pergunta, agora admirada: - Por que Balança, por que Balança?
- Pelo seu jeito ponderado, equilibrado, de fazer o que faz – revidei, liberando a apreensão do imprevisto. Nessa hora, terminava a refeição e, temendo novas indagações, cuidei de saltar fora, alegando compromissos de urgência. Vejam só, nem eu sabia dessas minhas qualidades de adivinho, demonstradas ao acaso da situação.

Por: Emerson Monteiro

FELIZ ANIVERSÁRIO meu amigo, que esta data se repita por muitos e muitos anos!


Tudo Azul com Dihelson Mendonça

Ó mãos e mente iluminadas!

Arrastaí!: a volta de Miguel ao Crato.

Casa de Dona Benigna, mãe de Miguel Arraes (foto capturada do Cariricaturas)
Em 1979, após a Lei da Anistia ter sido aprovada no Congresso Nacional, centenas de exilados começaram a retornar ao Brasil, dentre eles os ex-governadores Leonel Brizola e Miguel Arraes. Lembro bem dessa época, pois ainda menino, despertava para a história política do país, com grande curiosidade pelas coisas  mais recente e próximas.

Lembro com nitidez dos acontecimentos daquela época. A volta do pluripartidarismo, com as siglas que eram anunciadas: PMDB, PDS, PP, PDT, PT e o então legalizado PCB. O debate  voltava a fluir, com a distensão do regime e os lançamentos editoriais que ajudavam a construir a memória da luta contra a ditadura. Um livro, particularmente, chamou-me atenção e ajudou na minha formação política: Carbonários, Memória de uma Guerrilha Perdida, de Alfredo Sirkys.

Melhor que o passado escrito era o passado que voltava ao vivo e em cores. Lembro, assim, com riqueza de detalhes, da volta triunfal de Miguel Arraes ao Crato, para reencontrar, depois de 15 anos, sua mãe, dona Benigna. Era sábado, por volta do meio-dia quando ele chegou à casa localizada no início da rua Dr. João Pessoa, que estava lotada de gente, espalhada pelo enorme jardim, pela sala, cozinha e quartos. Antes, ele percorreu algumas ruas em carro-aberto, à frente de uma carreata, saudado pelo povo.

Fui para este evento porque Arraes sempre foi um nome familiar. Meu pai, durante a permanência de Miguel Arraes no exílio, na Argélia, dava assistência à sua mãe e irmãs que residiam no Crato. Como era leitor assíduo de jornais e revistas, papai colecionava toda e qualquer referência a Miguel Arraes e repassava para elas. Quando retornou, Miguel Arraes, em cortesia, ofereceu ao meu pai o livro Jogos do Poder, de sua autoria, com dedicatória e agradecimento.

Tenho este livro sob a minha guarda. Bem guardado e com carinho.

O Dia dos Solteiros - Mônica Araripe


O Dia dos Solteiros é comemorado em 15 de agosto. Não sei quem inventou esta data, nem porque, mas dá pra dizer que é um contraponto ao Dia dos Namorados. Então, vamos lá ...
O melhor de se estar solteiro é estar disponível para se envolver com quem quiser.
O solteiro não deve satisfação pra ninguém; não tem hora pra chegar em casa, nem tem que dar explicações sobre onde e com quem estava. O solteiro pode planejar seus fins-de-semana e suas férias sem precisar pedir a opinião de ninguém. O solteiro pode ler seu livro, jornal ou revista
descansadamente. O solteiro pode ver seus filmes e programas de TV preferidos, sem ter que ouvir opiniões ou reclamações. O solteiro tem mais tempo para os amigos e para fazer o que gosta. O solteiro não fica olhando no relógio a cada minuto enquanto espera o companheiro(a); nem precisa correr quando está atrasado para
aquele encontro.

O solteiro não precisa fazer malabarismos para agradar o companheiro (a) todos os dias.
O solteiro não tem que ir naquela festa de família ou assistir aquele filme chato, só para agradar o companheiro (a).
O solteiro não tem sogra (este pode ser um bom argumento para se continuar solteiro).
O solteiro não precisa ouvir reclamações nem cobranças; nem precisa discutir a relação.
O solteiro não precisa agüentar discussões intermináveis, quando o relacionamento não vai bem.
O solteiro não tem nenhum motivo para sentir ciúme; nem precisa mentir ou inventar histórias.
O solteiro dorme e acorda sem ouvir roncos, nem receber cotoveladas e joelhadas durante a noite.
O solteiro faz sexo sem compromisso e sem obrigação.
O solteiro não se deixou enganar pelas armadilhas do amor e da paixão.
O solteiro não precisa gastar fortunas com telefonemas ou com as despesas da casa.
O solteiro não se preocupa com divórcio ou com divisão de bens.
Talvez o Dia dos Solteiros seja tão desprestigiado porque não tem interesse comercial. Afinal, solteiro não precisa gastar tempo e dinheiro para agradar o companheiro (a), nem tem que fingir que gostou daquele presente de grego.
Se tiver alguém aí querendo acabar com esta minha boa-vida de solteiro é só entrar em contato. Mas já vou avisando: tem que valer muito a pena para me fazer mudar de vida.
Autor: Não mencionado

Parabéns aos meu amigos(as) solteiros, mas posso dizer é muito bom não estar solteira.
Bjo grande.

Mônica Araripe

MESTRE RAIMUNDO ANICETO É HOMENAGEADO NO FESTIVAL TANGOLOMANGO 2010





MESTRE RAIMUNDO ANICETO É HOMENAGEADO NO FESTIVAL TANGOLOMANGO 2010


O Festival Tangolomango é um evento multicultural que acontece programação de palestras, oficinas, mostras audiovisuais, apresentações de música, teatro, circo e dança. Firmou-se como um espaço de divulgação e troca de experiências de iniciativas que promovem a democratização da cultura e comunicação.

Inspirado num fazer coletivo e integrado, grupos de várias partes do País se interpuseram durante três dias de trabalho e intercâmbio de experiências, efetivando-se no dia 7 de agosto de 2010 numa apresentação única e imperdível no anfiteatro do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza-CE.

Este ano, o Tangolomango homenageou dois Mestres da Cultura cearenses: Mestre Zé Pio e Mestre Raimundo Aniceto, do Crato, consolidando sua missão de não apenas prestigiar valores da cultura regional mas, sobretudo, de permitir o diálogo entre diversas expressões contemporâneas ou populares do fazer artístico.

Mestre Raimundo Aniceto, batizado Raimundo José da Silva, lidera a Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, a mais importante do país, em atividade há mais de meio século.

A Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto participou do evento através da Sociedade Cariri das Artes, e foi acompanhada pelo cineasta e produtor cultural Jackson Bantim, um dos mais ardoros combatentes em defesa da cultura popular no Cariri.

O folclorista, ator e dramaturgo Cacá Araújo, diretor da Cia. Cearense de Teatro Brincante e membro da Sociedade Cariri das Artes, reconhece na arte e sabedoria dos Irmãos Aniceto a profundidade da alma universal do povo caririense, o que a transforma num dos mais significativos símbolos do patrimônio imaterial da nação brasileira.










Que rei sou eu -- por Pedro Esmeraldo


Do tempo de minha infância lembro-me de uma música carnavalesca intitulada “Que rei sou eu: sem reinado e sem coroa, sem castelo e sem rainha, afinal que rei sou eu?”.

Nesse caso, confronto esta música carnavalesca com a posição dos políticos do Crato e seus filhos, que permanecem acomodados diante das fronteiras de comportamento injurioso provocado pelos inimigos número um desta cidade, que são os políticos carcarás que vem de fora e que aqui permanecem durante a campanha eleitoral. Antes, Crato era possuidor de um rei dinâmico, oportuno, vibrador, mas neste caso, após o início da década de oitenta, o rei cratense caiu no anonimato, sem castelo e sem coroa, sem reinado e sem rainha, afinal, quem exerceu essa posição de rei e deixou o Crato cair na bancarrota? O que o Crato possuía de bom foi surrupiado pelos piratas inimigos, astuciosos, manobristas, já que dominam esse povo com palavras entorpecentes a fim de levar o que a cidade tem de melhor qualidade. Esse rei enferrujado se desgastou pela força corrosiva do tempo.

Seus filhos (os da cidade), principalmente os políticos, acomodam-se e se despedem facilmente das canseiras políticas. Não enfrentam mais as poeiras dos corruptos eleitoreiros. São barrados por simples palavras lisonjeiras e fogem da luta e não enfrentam os desafios que ocorrem constantemente nesta cidade. São corroídos pela ganância de seus seguidores. Não possuem rainha que venha orientar e encorajar quando se defrontam com as dificuldades. Não há nenhuma manifestação contrária para que possam reagir contra os disparates pecaminosos, tudo isto estimulado pela fraqueza de seus auxiliares, o que com certeza, o rei destronado não substitui por motivos alguns e que ninguém possa entender.

É preciso que haja uma renovação de valores, colocando jovens autênticos e eficientes, que tenham disposição para o trabalho, principalmente trabalhando com amor ao Crato. Só assim poderá conseguir um rei autêntico, valente e que tenha boa vontade de trabalhar e esboçar coragem para trazer boas perspectivas e construir um novo castelo com reinado e com rainha.

Por Pedro Esmeraldo

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Mourão


Melito Sampaio Alencar e seus irmãos, Brigadeiro José Sampaio Macedo e Dr.Otacílio Macedo são responsáveis pelas melhores estórias do Crato. Todos muito inteligentes, dotados de um humor irônico, sarcástico.


Brigadeiro e Melito, protagonistas de muitas estórias.


O Melito contava suas piadas ou fazia suas presepadas extremamente sério. Não ria de forma nenhuma. Só interiormente! Costumava fazer ponto na Praça Siqueira Campos pela manhã. Era produtor, dono de engenho. O Brigadeiro era reformado da Aeronáutica, tendo sido o primeiro comandante da Base Aérea de Fortaleza. Participou da Revolução de 32, como legalista, combatendo as forças paulistas com ataques aéreos. Em 1934 comandou uma tropa de 54 homens que tentou prender o famoso Lampião. Chegou a travar tiroteio, sendo atingido no tornozelo, deixando-o com uma seqüela. Lembro-me, bem menino, tê-lo visto fazendo rasantes no Crato, dando “loops” e “parafusos”. Voava quase na vertical, parava o motor e o avião vinha caindo em parafuso. Era a chamada “folha seca”. Tudo isso em teco-teco! Aliás, o primeiro pouso de avião no Crato foi na década de trinta, pilotado pelo Brigadeiro.O avião ainda estava taxiando, quando populares correram para junto do avião. Um deles, parente do Brigadeiro, foi degolado pelo avião. Outra façanha do Brigadeiro foi estabelecer as bases para a implantação do Correio Aéreo Nacional, juntamente com o Marechal Casimiro Montenegro Filho. Enquanto o, então, tenente Montenegro vinha estabelecendo as bases do sul para o Ceará, o Brigadeiro fazia o percurso contrário. Também era produtor, no Crato, dono de engenho.

O Dr. Otacílio era médico, excelente orador e jogador profissional de baralho. Mas a sua grande vocação mesmo era o jornalismo. Patrono da cadeira nº 13 do Instituto Cultural do Cariri. Ficou famosa a entrevista que ele conseguiu com o Lampião, quando esteve em Juazeiro do Norte. Foi a melhor entrevista concedida pelo famoso cangaceiro. Os irmãos Macedo tinham mesmo uma tendência a envolver-se com o Lampião...

O interessante é que não se falavam entre si, mas não deixavam de participar das conversas, na praça. Com um detalhe: para se dirigirem um ao outro, precisavam de um “intérprete”. Caso o Brigadeiro quisesse dizer alguma coisa para o Melito, falava para o “intérprete”. Este repetia tudo, mesmo estando a uma distância de menos de meio metro um do outro. Em seguida o Melito respondia, e o “intérprete” repassava para o Brigadeiro...
O Luís conviveu muito de perto com todos eles. Recorda-se com muito carinho das estórias dos Macedo.

Lampião e Maria Bonita e parte do seu bando com o fotógrafo da Aba Film, Abrahão, que colheu as melhores fotos do famoso cangaceiro. As sandálias deles eram especialmente confeccionadas conforme desenho do Lampião. O solado era no formato retangular e sem salto. Com isto os rastreadores da polícia não sabiam precisar para qual direção se dirigia o bando...


HOMEM TÃO BOM...

O Brigadeiro Macedo, depois que se reformou da Aeronáutica voltou a morar no Crato, readquirindo os hábitos dos donos de engenho da região. Passou a usar as roupas típicas destes senhores: calça e camisa da mesma cor e tecido, geralmente azul. A camisa de manga comprida, com os punhos abotoados e colarinho também. Comprava as terras dos irmãos em dificuldade, principalmente do Dr. Otacílio. Comer na feira ou no mercado do Crato era um dos seus passatempos. Um dado curioso: ficou com pavor a avião. Todos o chamavam de Brigadeiro. Tornou-se tão popular que muitos pensavam que ele nem era da Aeronáutica. É tanto que um dia uma empregada sua disse:
- “Não sei por que é que chamam esse homem de brigadeiro. É um homem tão calmo, tão bom...”

ZÉ DOIDO

Logo após o golpe de 64, Castelo Branco foi fazer uma visita ao Cariri. Desceu no aeroporto do Crato, que ficava na Serra. Quando a comitiva se dirigia para a cidade, fez questão de parar numa curva, no alto da Serra, da qual se descortina todo o Vale.


A vista, do alto da Serra, que impressiona a todos.


É realmente uma visão deslumbrante! Acredito que deva ter se lembrado de uma crônica da sua prima, Rachel de Queirós, na revista “O Cruzeiro”, relatando seu encantamento neste mesmo local. Aliás, a minha mãe também gravou sua admiração para sempre, neste mesmo fantástico panorama, quando os caminhões que traziam as famílias dos meus pais, meu avô (Luis Martins) e Sr. Joaquim Bezerra entraram nesta curva, no recuado ano de 1937. Foi paixão à primeira vista, pelo Crato! O Presidente se hospedou na casa de um grande amigo do Luís, o promotor José Ribeiro Dantas. Era uma casa muito confortável, recém construída e que tinha plenas condições de recebê-lo, principalmente por ser o Crato, na época, bastante carente de hotéis. Na casa e em torno dela instalou-se todo um aparato militar de segurança.

O Brigadeiro Macedo resolveu visitá-lo. Foi chegando e entrando de casa adentro, não dando a mínima para as barreiras de proteção. Quando o Castelo Branco deparou-se com o Brigadeiro, exclamou:

- “Zé Doido!!! O que é que você tá fazendo por essas bandas?!?!.

- “Eu? Fabricando cachaça e vendendo sem selo!”

O ENTERRO

O Brigadeiro Macedo tinha uma fama de birrento, ruim. Ele não ligava a mínima. Até gostava. Tornou-se grande amigo do Chico Soares, conhecido como, ele próprio se dizia, o maior caloteiro do Crato. Na verdade, o Chico era um grande brincalhão e não se sabia o que de verdade tinha nessa fama de caloteiro. O Brigadeiro, justificava esta grande amizade dizendo que, já que falavam que ele não prestava, tinha que fazer amizade com quem não prestava também! Um dia estavam os dois na Praça Siqueira Campos, quando ia passando o enterro da primeira esposa do Professor José do Vale que, aliás, foi meu professor. Lembro-me que, ao atravessar a porta da sala de aula, já ia fazendo o sinal da cruz e rezando o “padre” nosso. A classe inteira, instantaneamente, ficava de pé e rezava com ele. A esposa do professor, também professora, era muito estimada. Uma multidão acompanhava o féretro. Os alunos dos diversos colégios, todos uniformizados, faziam parte do cortejo. O Brigadeiro perguntou para o Chico Soares:

- “Chico, será que no meu enterro vai ter tanta gente assim?”
- “Depende, Brigadeiro, se você for enterrado vivo!...”

AS APOSTAS

O Brigadeiro Macedo justificava muito bem a sua fama! Era muito político e um eleitor de carteirinha do Brigadeiro Eduardo Gomes, como não poderia deixar de ser! Na eleição para Presidente de 1950 apostou, com uma figura importante do Crato, que o Brigadeiro ganharia as eleições. A aposta foi de dez engradados de cerveja. Naquela época o engradado tinha 48 garrafas. Como foi o Getúlio quem ganhou, teve que pagar a aposta. Mandou, efetivamente entregar os dez engradados. Mas com um detalhe: esvaziou todo o conteúdo das garrafas em um tonel, estragando a cerveja. Botou numa carroça e mandou entregar, com um bilhete: “pode medir que tem o conteúdo de 480 cervejas...” Pagou, mas o desafeto não teve o prazer de beber!
Em outra ocasião ele apostou com o Dr. Macário de Brito. Era uma quantia em dinheiro. Ele perdeu. Mas, fez questão de pagar em dinheiro vivo. Saiu coletando moeda e dinheiro velho com tudo que era mendigo e feirante do Crato. Mandou entregar aquele saco de dinheiro velho e moeda. O Dr. Macário, lógico se recusou a receber dizendo que não tinha tempo para estar contando dinheiro velho e moeda. O Brigadeiro, então, depositou o dinheiro em cartório...

AVIÃO DE GRAÇA

O Brigadeiro José Macedo fez muita história no Crato. Era uma figura polêmica e não fazia questão de contemporizar. Não gostava nem um pouco do Padre Cícero. Por isso diziam que ele havia bombardeado o acampamento do Caldeirão, do Beato José Lourenço, apadrinhado do Padre Cícero. Nas conversas, na Praça Siqueira Campos, quando questionado, dizia irritado:

- “Que nada! Eu lá joguei bomba naqueles fanáticos! O que eu fiz foi dar uns vôos rasantes, dizer muitos desaforos e jogar uns panfletos. Naquele tempo os aviões nem carregavam bombas. Além do mais a topografia do local não permitia vôos para bombardeamentos”



Camponeses do Caldeirão. Só queriam viver em paz, produzindo e vivendo em comunidade. A elite dominante não admitia e foram dizimados. Receavam de um novo Canudos...

Por: Ivens Mourão - "Só no Crato" - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato para publicação - Proibida a Reprodução.

História do Crato - A Banda do Crato em 1922


A BANDA


O Crato tinha também a sua Banda de Música, financiada pela Prefeitura. No centro da Praça Siqueira Campos a banda fazia exibições, tocando maxixes, dobrados, valsas etc., para o entretenimento das pessoas. Fazia, também, apresentações na Praça Francisco Sá, a da Estação.
O Luís, ainda menino, costumava atrapalhar as apresentações. Simplesmente ia para frente da banda chupar tamarindo ou uma banda de limão. Os músicos dos instrumentos de sopro ficavam com a boca cheia d’água, impossibilitados de tocar...



Banda de Música Municipal do Crato no ano de 1922. Provavelmente alguns destes foram vítimas do Luís...Sentados, da esquerda para a direita: Vida, Laurentino Brandão, Nezinho, Mestre Emídio, Gerson Zabulon, Pedro Maia, Cidrone e João Zumba. Em pé, no segundo plano e na mesma ordem: Antônio de Lima, Joaquim David (Padim), José Júlio, Otávio, Liodório, João Lucena, João Listrano, Vicente Terto e Adriano. No terceiro plano, também da esquerda para a direita: Carimbé, Antônio Borges, Neguinho Feliciano e Raimundo Nonato.

Por: Ivens Mourão - "Só no Crato" - Proibida a Reprodução sem Autorização.

E o Brasil, quer o que com seu ensino superior? - Por: Nelmis Brave


E o Brasil, quer o que com seu ensino superior? (*) Nelson Valente Nos dois últimos governos inventaram índices, condições de oferta, Sinaes, Conaes, IGCs, CPCs, CCs AIEs (Avaliação Institucional Externa), produziram especiosos e detalhistas, senão ineficazes, instrumentos de avaliações, além de Enade, Enem, provinhas e provões, decretos-pontes, reformas universitárias, dilúvios de portarias ministeriais, micro (ou nano) regulatórias, enfim, uma parafernália de mudanças. Tudo muito bonito, mas efetivamente inócuo É um processo avassalador de modificações. Os governos brasileiros, federal e estaduais, têm alergia à ideia de órgãos autônomos, sejam agências reguladoras, sejam universidades, sejam conselhos educacionais. As universidades brasileiras não gozam de autonomia verdadeira. Acho que os políticos brasileiros pensam que autonomia seja equivalente à soberania.

Neste sentido, é de certa forma irônica observar que foi certa autonomia do Banco Central que deu ao Brasil a estabilidade da qual hoje se beneficia o país. Não se discute o ensino superior no Brasil, discute-se o acesso ao ensino superior, por isso, não existe uma política universitária, uma política educacional do ensino superior. Minha decepção nesse período é que não tenhamos discutido os objetivos do ensino superior no Brasil. Hoje, o Brasil é a 8ª, 9ª economia do mundo. Se pegarmos a lista de melhores universidades mundiais, não encontramos nenhuma universidade brasileira entre as 100 primeiras. Vemos alguma lá na 180ª posição, que são as paulistas, a USP, a Unicamp, seguidas pela UFRJ, UFMG. O Brasil nunca definiu se deseja ter uma grande universidade de qualificação mundial. A Coreia do Sul está lutando bravamente para constituir universidades de qualificação mundial. A China tem um plano de fazer 100 universidades de qualificação mundial até 2021. A Alemanha tem um programa de 2,5 bilhões de euros para a qualificação. O presidente francês deu autonomia para as principais universidades e exigiu que elas se qualifiquem. Portugal e Austrália também têm feito movimentos nessa direção. A Inglaterra tem pelo menos três universidades de classe mundial e os EUA tem um caminhão delas.

E o Brasil, quer o que com seu ensino superior? O Sistema S – Sesi, Senac e Sesc Há outra discussão relevante, sobre a natureza jurídica e a legalidade das Instituições de Educação Superior (IES) do Sistema "S": Sesi, Senac e Sesc. Essa discussão ficou complicada porque comprovamos que eles funcionam como IES privadas, pois cobram mensalidades a preços de mercado e hoje já possuem extensa rede nacional. Mas eles vivem de subsídio público e não oferecem serviços apenas para os trabalhadores de cada respectivo setor que contribui com parcela de sua folha de salários. Admitem todo e qualquer estudante que seja aceito. Estas IES do Sistema "S" são públicas ou privadas? Ou seriam semi-públicas ou quase-privadas, categorias estas que não existem no ordenamento legal brasileiro? Se é público, não deveria cobrar mensalidades.

Se é privado, não deveria se valer do dinheiro que é retirado da folha dos trabalhadores para montar as estruturas maravilhosas que têm. O MEC não se deu conta de que o estatuto deles não continha a possibilidade de abrirem faculdades e Centros Universitários, mas a possibilidade de oferta de educação profissional. Na educação profissional eles também cobravam e o MEC fez um acordo para o Sistema "S" dar gratuidade até 2011. Houve um ajuste. Mas esqueceram do ensino superior, que não faz parte do acordo. Somos a favor de que o Sistema "S" possa oferecer educação superior, mas a questão é quem vai pagar. Seria interessante que eles pudessem oferecer educação gratuita. Essa discussão está em aberto e é muito relevante.

Nelmis Brave é professor universitário, jornalista e escritor.

Exposição de Sérvulo Esmeraldo no Cariri - Reportagem: Elizângela Santos


O escultor cratense Sérvulo Esmeraldo, aos 81 anos, volta ao Cariri para expor individualmente ELIZÂNGELA SANTOS. A exposição fica em cartaz até 4 de setembro, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), em Juazeiro do Norte.

Juazeiro do Norte. O ponto de partida é de uma obra que tem quase 80 anos. E ele tem 81. O escultor cratense, Sérvulo Esmeraldo, pela terceira vez traz uma exposição individual para o Cariri. A primeira delas foi nos anos 50. Uma oportunidade aos artistas e estudantes da região, para conhecer o trabalho de caririense de projeção internacional. Formas geométricas e as vertentes abstratas fazem parte da exposição "Ocupação do Espaço", em cartaz desde o último dia 30 e vai até 4 de setembro, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN), em Juazeiro.

Sérvulo Esmeraldo é autor de dezenas de obras públicas ou integradas à arquitetura no Brasil, grande parte delas localizadas em Fortaleza, onde o artista reside e trabalha desde 1980. Na nova exposição estão quatro obras inéditas: "Ocupação do espaço", composta de cinco esculturas; "Cônicas", conjunto de cinco esculturas; "Prisma" e "Cubo", relevos virtuais; e mais quatro relevos recentes, realizados entre 2008 e 2010. À exceção de dois trabalhos, todos os demais são executados em aço inoxidável. Síntese do pensamento do artista cuja obra é marcada pela precisão, a exposição explora a relação do volume e do espaço, questão sempre presente na obra de Esmeraldo. Núcleo central da mostra, a série "Ocupação do Espaço" aborda a questão dispondo cinco volumes (tetraedros regulares) de diferentes dimensões num espaço delimitado.

Conciso, o autor ressalta no trabalho artístico. "O ato da criação é muito próximo do absurdo. Se lida neste momento com a inconsistência. Transformar a fragilidade da ideia em matéria é o que chamamos de arte". E questiona: "O que sabemos da arte nós, os artistas? Somos antenas? Recebemos o quê, de onde? Nosso ´saber´, nossa linguagem é um aprimoramento empírico. O talento é uma conjunção desses dados. Trabalhamos com o subjetivo, sem o compromisso da aplicação imediata. O que fazemos hoje é fruto de um pensamento muito anterior".

Alegria

O escultor não esconde a sua alegria de estar no Cariri. Ele lembra dos momentos em que visitava as feiras de Juazeiro, do contato com a arte da xilogravura daquela época. Era interessado pela gravura popular e relata a sua base de formação na região, como partida do seu trabalho. Mesmo do seu contato com os ex-votos, o impacto das formas simples, nada tem um tempo determinado dentro do processo de formação.

"O retorno ao Cariri me deixa muito contente, por estar fazendo essa exposição, pelo movimento cultural caririense, até em nível universitário", afirma o escultor. Haverá tempo para a análise e visita à exposição. Sérvulo explica que são obras de mais de 40 anos, algumas delas estavam em maquetes e foram ampliadas para volumes que ocupam muito espaço e dinamizam o entorno. A exposição foi contemplada no edital de ocupação do espaço do BNB. Há uma possibilidade de ser exposta no período da Bienal Internacional, em São Paulo, com convite de Max Perligero, para a galeria e pinacoteca cultural, no período da bienal. De Juazeiro provavelmente poderá seguir para o sudeste.

Segundo a curadora, Dodora Guimarães, o contexto da exposição tem um significado grande por Sérvulo estar com o seu trabalho na região. "E todo o seu trabalho fala muito dessa relação dele com a natureza". Ele afirma que a luz é determinante na construção do trabalho do escultor. Para ela, é importante que o trabalho dele seja exposto no Cariri e os artistas tenham outras referências da escultura, para que vejam a linguagem de muitas vertentes, não apenas figurativa, como uma das faces da escultura. Em setembro, está planejada a vinda da professora Ana Maria Beluzo, professora doutora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Universidade de São Paulo (USP). Ela falará sobre a obra dele. Ela coordena a mesa de estudos brasileiros sobre artes construtivas na América Latina, para o museu de Houston, que abriga uma das principais coleções de arte construtiva brasileira, nos Estados Unidos.

Retorno

"O retorno ao Cariri me deixa muito contente, pelo movimento cultural caririense"
Sérvulo Esmeraldo
Escultor

MAIS INFORMAÇÕES
Centro Cultural Banco do Nordeste - Cariri
(88) 3512.2855
Fax: (88) 3511.4582

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Blog do Crato

ALMANAQUE - Dia 15 de Agosto de 2010.


ALMANAQUE

* 1914 - É inaugurado oficialmente o Canal do Panamá.
* 1948 - É formada a República da Coreia a sul do paralelo 38 N.
* 1969 - É aberto o Festival de Woodstock.

Nasceram neste dia...

* 1195 - António de Pádua, santo português (m. 1231).
* 1769 - Napoleão Bonaparte, militar e imperador francês (m. 1821).
* 1825 - Bernardo Guimarães, escritor brasileiro (m. 1884).
* 1771 - Walter Scott, escritor britânico (m. 1832).
* 1925 - Oscar Peterson, pianista canadense (m. 2007).
* 1941 - Lou Perry, ator norte-americano (m. 2009).
* 1949 - Glória Maria, jornalista e apresentadora de televisão brasileira.

Morreram neste dia...

* 1728 - Marin Marais, violista, gambista e compositor francês (n. 1656).
* 1907 - Joseph Joachim, músico austríaco (n. 1831).
* 1909 - Euclides da Cunha ( foto ), escritor brasileiro (n. 1866).

Fonte: Wikipedia

Napoleão Bonaparte é o personagem do "Hoje na História" - Nascido em 15 de Agosto de 1769


HOJE NA HISTÓRIA - Napoleão Bonaparte

Napoleão Bonaparte (em francês: Napoléon Bonaparte, nascido Napoleone di Buonaparte; Ajaccio, 15 de agosto de 1769 — Santa Helena, 5 de maio de 1821) foi o dirigente efetivo da França a partir de 1799 e, adotando o nome de Napoleão I, foi imperador da França de 18 de maio de 1804 a 6 de abril de 1814, posição que voltou a ocupar por poucos meses em 1815 (20 de março a 22 de junho). Além disso, conquistou e governou grande parte da Europa central e ocidental. Napoleão nomeou muitos membros da família Bonaparte para monarcas, mas eles, em geral, não sobreviveram à sua queda. Foi um dos chamados "monarcas iluminados", que tentaram aplicar à política as ideias do movimento filosófico chamado Iluminismo (Aufklärung em alemão, Enlightenment em inglês, Siècle des Lumières em francês ou Ilustración em espanhol). As diretrizes do governo napoleônico nos territórios francos foram fortemente influenciadas pela noção de democracia herdada da Grécia Antiga, com notória utilização de instrumentos de democracia direta, através dos quais a própria população, reunida em praças da capital, votava para a tomada de decisões públicas, sobretudo nas áreas de saúde, educação e previdência. Napoleão Bonaparte tornou-se uma figura importante no cenário político mundial da época, já que esteve no poder da França durante 16 anos e nesse tempo conquistou grandes partes do continente europeu. Os biógrafos afirmam que seu sucesso deu-se devido ao seu talento como estrategista, ao seu talento para empolgar os soldados com promessas de riqueza e glória após vencidas as batalhas, além do seu espírito de liderança.

O governo do Diretório foi derrubado na França sob o comando de Napoleão Bonaparte, que, junto com os girondinos (alta burguesia), instituiu o consulado, primeira fase do governo de Napoleão. Este golpe ficou conhecido como Golpe 18 de Brumário (data que corresponde ao calendário estabelecido pela Revolução Francesa e equivale a 9 de novembro do calendário gregoriano) em 1799. Muitos historiadores alegam que Napoleão fez questão de evitar que camadas inferiores da população subissem ao poder.

Considerado herói por muitos e vilão por outros (cre-se que é o primeiro anti-cristo dos três previstos por Nostradamus), Napoleão é certamente uma das mais importantes figuras históricas da humanidade, tendo mais de 600 mil livros escritos sobre ele ou que ao menos o citam de maneira relevante, sendo a segunda figura humana mais estudada, depois de Jesus.

Um dos mais famosos generais dos tempos contemporâneos e um extraordinário estadista nascido em Ajácio, na Córsega, ilha do Mediterrâneo sob administração da França, desde o ano do seu nascimento, que deixou marcas duradouras nas instituições da França e de grande parte da Europa ocidental.

Filho de família pobre, mas dona de um título de nobreza da República de Gênova, estudou na academia militar de Brienne e na de Paris, saindo como oficial de artilharia (1785). Aderiu à Revolução francesa (1789), uniu-se aos jacobinos, serviu como tenente da recém-criada guarda nacional e transformou-se num dos principais estrategistas do novo sistema de guerra de massa. Fez uma carreira meteórica e se destacou pela originalidade nas campanhas militares. Capitão de artilharia na retomada de Toulon aos ingleses e foi promovido general-de-brigada (1793), o mais jovem general do Exército francês.

Após a queda de Robespierre foi detido sob acusação de ser jacobino, mas depois foi encarregado de dirigir a repressão ao levante monarquista de Paris (1795). Casou-se com Josefina (1796), viúva do general guilhotinado (1794) Beauharnais, e tornou-se o comandante-em-chefe do Exército nas campanhas da Itália, contra os austríacos (1795-1797), e do Egito, contra os ingleses (1796-1799). Quando da ocupação do Egito (1798) a expedição científica que o acompanhou incluía o astrônomo Laplace, o químico Bertholet, o físico Monge e o arqueólogo Denon. Em pesquisas arqueológicas foi descoberta a pedra de Rosetta, fragmento de estela, espécie de monolito de basalto negro, que apresenta um decreto de Ptolomeu V, em caracteres hieroglíficos, demóticos e gregos (196 a. C.), que Champollion usaria para decifrar os hieróglifos egípcios (1822) e está exposta no British Museum, em Londres.

Liderou um golpe de Estado (1799), instalou o Consulado e fez-se eleger cônsul-geral, apoiado em um plebiscito popular. Promulgou uma Constituição de aparência democrática. Organizou o governo, a administração, a polícia, a magistratura e as finanças. Tomou medidas despóticas e antiliberais, como o restabelecimento da escravidão nas colônias, e outras de grande importância econômica, como a criação do Banco de França (1800). Concluiu com o papa Pio VII a concordata (1801), que restabelecia a igreja na França, embora submetida ao estado.

Criou a Legião de Honra e o novo código civil, depois chamado Code Napoléon, elaborado por uma comissão de juristas com participação ativa do primeiro-cônsul. Essa medida de grande alcance tornou-se o maior feito jurídico dos tempos modernos, consubstanciou os princípios defendidos pela revolução francesa e influenciou profundamente a legislação de todos os países no século XIX.

O restabelecimento da ordem e da paz, bem como atentados frustrados de monarquistas, fizeram crescer a sua popularidade, que habilmente a utilizou para se fazer proclamar cônsul vitalício por plebiscito (1802). Coroou-se rei da Itália (1805) divorciou-se da imperatriz Josefina (1809) e casou-se com Maria Luísa, filha do imperador austríaco. Em guerra permanente contra as potências vizinhas enfrentou a coalizão de todas as potências européias e foi derrotado em Leipzig (1813). Depois de uma desastrada campanha na Rússia, foi derrotado pelos exércitos aliados adversários dos franceses e obrigado a abdicar (1814). Exilou-se na ilha de Elba, na costa oeste da Itália. No ano seguinte organizou um exército e tentou restaurar a monarquia, mas foi derrotado na Batalha de Waterloo, na Bélgica (1815). esse período ficou conhecido como o Governo dos Cem Dias. Preso pelos ingleses, foi deportado para a ilha de Santa Helena, no meio do Oceano Atlântico, onde morreu em 5 de maio.

Fonte: Wikipedia

CHRONICAS CARIRIANAS - Por: José Nilton Figueiredo


AS CIDADES DE FREI CARLOS

Já lá se vão 39 anos da publicação do livro A cidade de Frei Carlos**, reunião de trabalhos esparsos do pesquisador Pe. Antonio Gomes de Araújo, clérigo da Diocese de Crato, Ceará.

Para o pesquisador de hoje a leitura dos textos dizem menos em comparação ao muito que dizem os anexos do livro.

Outro dia estava pensando por que o Pe. Gomes desinteressou-se em aprofundar sobre as gêneses da formação histórica do Cariri à luz de novos documentos coligidos à custa da sofreguidão de um pároco de aldeia, movido pelo entusiasmo e perseverança em fechar uma compreensibilidade sobre o Século XVIII no quadrilátero sul cearense?

De onde olho, hoje, muito fácil seria tripudiar nas falhas e nos hiatos cometidos pelo Pe. Gomes, em parte pelo seu modo intransigente, panegírico na defesa da História providencialista, e em parte pela fragmentariedade mesma de documentos elucidativos, o estado da arte de nossos primórdios.

De jeito nenhum. Teremos sempre uma atitude de profundo respeito àquele que se superou na busca de periodizar e por as coisas no lugar em meio a lacunas, descontinuidades, brechas, abismos, ausências e silêncios das fontes sobre nossa gênese.

O professor de História Pe. Antonio Gomes de Araújo compreendeu desde logo o sentido do fazer histórico na suma relativista que repõe a verdade histórica. Poderia ter ficado no céu das interpretações de segunda mão de como teria acontecido por aqui os nossos primeiros dias. Contrariamente, desceu ao inferno dos arquivos longínquos e poeirentos para fazer valer o sentido heurístico da ciência histórica e contrapor verdades.

Foi nessa que tomou a dianteira sobre fatos e acontecimentos da História do Cariri escrita por um Antonio Bezerra, um Dr. Pedro Thebèrge, um João Brígido e por fim a um Carlos Studart Filho.

Mas eu falei dos apensos do livro “A Cidade de Frei Carlos”. Pois bem, algo intrigante. Após escrevê-lo Pe. Gomes ajunta documentos importantes em torno da figura maior de seu intento, o Frade da Ordem dos Capuchinhos Italiano, Frei Carlos Maria de Ferrara.

Lá está que frei Carlos chegou ao Nordeste em 1736. Em 1738 a Junta das Missões, organismo de administração bipartite entre a Coroa e as ordens religiosas, discutia em reunião a necessidade de situar uma aldeia para o capuchinho. E revela que em 1739 frei Carlos já enviara uma carta à Junta das Missões, em Pernambuco, na qual “reclama que faça o ouvidor do Ceará a medição para a aldeia dos Jenipapos e que se chame o Pe. Ezequias Gameiro que já foi missionário dos Canindé para incorporá-los na mesma Missão”. (p. 80). Há outra carta do dia 21 de outubro de 1739 enviada por representante dos Jenipapos ao governador de Pernambuco de igual solicitação.

Sabemos que esses Jenipapos e Canindé estiveram na ponta da segunda fase da Guerra dos Bárbaros, a partir de 1712. Que os Jenipapos foram parciais dos Feitosa na luta contra os Montes. Que as duas tribos por falarem a mesma língua foram aldeadas em Quixadá, nas imediações do que hoje é Banabuiú. Que dali por força de lei seguiram para formar corpo social na elevação da Vila de Monte-mor, o novo da América, Baturité, em abril de 1764.

Então, Frei Carlos andou por estes sertões do meio fundando aldeias que seriam futuras vilas e hoje cidades. Quando se instala na Missão do Miranda, em 1740, trouxe saldos deteriorados de várias etnias. Índios alquebrados submetidos que foram a tantos desassossegos e violências. De vez em quando se ausentava para animar outros aldeamentos.

Pe. Gomes ressalta esta epopéia de Ferrara. Mas não o faz de modo enfático e apologético como fizera ao repercutir Antonio Bezerra quanto aos começos históricos de nossa cidade sob a inspiração de Frei Carlos.

Deixa uma sensação de abandono de sua luta na árdua tarefa de esclarecer o passado e ao mesmo tempo de uma profunda humildade como escritor pioneiro, quando diz: “Estas NOTAS modificam ou anulam, confirmam, contrariam ou enriquecem passagens constantes do texto do trabalho, cabendo ao leitor a tarefa do confronto”. Valeu, Pe. Gomes!

Quase terminando, Gomes trata os franciscanos como uma só Ordem. Hoje sabemos que franciscanos e capuchinhos são de ordens diferentes, com objetivos desiguais quanto à catequese no Nordeste. Não chegaram por aqui ao mesmo tempo. Bem, mas aí já é outra História...

Terminando, comecei com a frase “Já lá se vão”. Aprendi com um grande mineiro, o jornalista fundador do Diário de Minas, de saudosa memória, Newton Prates, quando me pedia para datilografar suas memórias para o jornal. Pois é como mineiro, cauteloso, que inicio uma série de despretensiosos artigos sobre a nossa formação histórica.

*Antropólogo. Professor do Departamento de Ciências Sociais da URCA
E-mail: figueiredo.jnilton@gmail.com
** Faculdade de Filosofia de Crato. Coleção Estudos e Pesquisas. Volume V. 1971

A idade de ser feliz! - Por: Mônica Araripe


Existe somente uma idade para a gente ser feliz,
somente uma época na vida de cada pessoa
em que é possível sonhar e fazer planos
e ter energia bastante para realizá-las
a despeito de todas as dificuldades e obstáculos.

Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente
e desfrutar tudo com toda intensidade
sem medo, nem culpa de sentir prazer.

Fase dourada em que a gente pode criar
e recriar a vida,
a nossa própria imagem e semelhança
e vestir-se com todas as cores
e experimentar todos os sabores
e entregar-se a todos os amores
sem preconceito nem pudor.

Tempo de entusiasmo e coragem
em que todo o desafio é mais um convite à luta
que a gente enfrenta com toda disposição
de tentar algo NOVO, de NOVO e de NOVO,
e quantas vezes for preciso.

Essa idade tão fugaz na vida da gente
chama-se PRESENTE
e tem a duração do instante que passa.
desconhecido.

Parabéns!! td felicidade do mundo e que bom que você faz parte de nossas vidas.
Abraços,
Samuel e Mônica Araripe

O BLOG EM FESTA: QUEM QUER COMER DO BOLO, MANDE A CACHAÇA - Por Wilson Bernardo


FELIZ ANIVERSÁRIO, DIHELSON MENDONÇA

A intriga somente fortalece as amizades...Amar a todos, independente dos afazeres.

Um amigo incondicional, entender seu comportamental

sensibilidade e perfeição, regras e normas se desfazem

Valeu mano, pela sinceridade e as regras...

E como sempre nos dando aula sobre estética

A sua mulher preferida as teclas
Um grito suspenso no infinito das palavras

Mãos sensíveis ao tempo de BARchianas

Feliz aniversário, fraterno irmão.

Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Próxima semana: Cariri Cangaço 2010 mobiliza cinco cidades da região



Fonte: O POVO
A segunda edição do Cariri Cangaço começará na próxima semana e se estende por seis dias. O evento será realizado em cinco cidades - Juazeiro do Norte, Crato, Barbalha, Missão Velha e Aurora
Daniela Nogueira

Na próxima terça-feira, 17, a Região do Cariri dá início à programação do Cariri Cangaço 2010 - Coronéis, Beatos e Cangaceiros. É a segunda vez que o evento é realizado na região. A primeira foi em 2009. A abertura, neste ano, será feita no município do Crato, mas a programação chega também a outros quatro municípios do Cariri – Juazeiro do Norte, Barbalha, Missão Velha e Aurora. As conferências e as apresentações do Cariri Cangaço seguem até o domingo dia 22.

A solenidade de abertura do evento e a primeira das 16 conferências que serão realizadas serão no Salão de Atos da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Crato, a partir das 19 horas, na próxima terça-feira. Nesta edição, o número de inscrições, entre conferencistas, debatedores e participantes, soma 379 pessoas.

De acordo com o curador do evento, Manoel Severo, por mais que a maioria dos eventos da programação divulgada seja à noite, durante o dia os 79 pesquisadores participantes desta edição atuam em estudos. Eles realizam também visitas técnicas nos municípios da Região do Cariri.

Segundo o curador, um dos objetivos do Cariri Cangaço é promover a integração entre as cidades da região. “É uma iniciativa consolidada de um evento que integra a Região Metropolitana do Cariri e tem todas as cinco prefeituras trabalhando na mesma direção”, analisa Severo.

Ele cita que pesquisadores de 15 estados participarão do evento. E os estudiosos não discutirão só sobre o cangaço, mas abordarão temáticas relacionadas ao Nordeste.

Manoel Severo ressalta que os temas não têm uma vertente exclusivamente dedicada à história, mas funcionam também como um momento de entretenimento e lazer para toda a população. “Antônio Conselheiro, beato José Lourenço, o pacto dos coronéis são temas transversais que permeiam a cultura nordestina”, lista ele, referindo-se às abordagens que serão feitas durante o Cariri Cangaço.

Apresentações artísticas também farão parte da programação. “São todas voltadas para o folclore de nossa raiz, como os reisados, os irmãos Aniceto, que têm uma identidade forte com o nosso Cariri e com o nosso Nordeste”, frisa o curador. (Colaborou Amaury Alencar)

SERVIÇO
Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo site: www.cariricangaco.blogspot.com

SAIBA MAIS

O I Seminário Cariri Cangaço foi realizado em setembro de 2009, em quatro cidades da Região do Cariri - Juazeiro do Norte, Crato, Missão Velha e Barbalha.

O subtema da primeira edição foi “Lampião no Ceará - verdades e mentiras”.

É a primeira vez que o município de Aurora vira sede da programação.

A iniciativa da realização do evento é da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e das prefeituras dos municípios.

Foi lançado, durante o evento, um box com DVDs sobre o Cariri Cangaço 2009.

PROGRAMAÇÃO
17/8 (terça-feira)
> 19h: Abertura na Urca, no Crato.
> 19h30min – Conferência José Rufino, com Amaury Araújo (SP).

18/8 (quarta-feira)
> 9h: Conferências no Sítio Caldeirão do Deserto (Crato): Religiosidade, memórias e movimentos sociais, com Lemuel Rodrigues Silva (RN), e Antônio Conselheiro – Perfil, com Múcio Procópio (RN).

> 19h: Conferências:
Os coronéis e os mistérios do ataque de Lampião a Mossoró, com Honório de Medeiros (RN) e Theophanes Torres, com Geraldo Ferraz (PE).

19/8 (quinta-feira)
> 19h: No auditório Cerest, em Juazeiro do Norte, as conferências O pacto dos coronéis, com Renato Cassimiro (CE) e Lampião em Sergipe, com Alcino Alves Costa (SE).

20/8 (sexta-feira)
> 19h: Na Câmara Municipal de Missão Velha, conferências Delmiro Gouveia, com David Bandeira (AL) e Eloísa Farias (DF), e Coronéis do Cariri, com Bosco André (CE).

21/8 (sábado)
> 12h: No auditório do Salão Paroquial de Aurora, a conferência 80 anos da passagem de Lampião em Aurora, de José Cícero (CE).

22/8 (domingo)
> 9h: No auditório Cerest, em Juazeiro do Norte, as conferências Lampião no Agreste Pernambucano, com Antônio Vilela (PE) e As armas do cangaço, com Alfredo Bonessi (
CE).

Fonte: O POVO, 14-08-2010

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