xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/08/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 agosto 2010

MEU PAI - Seu Mozin e o Dia de Todos os Pais – Por César Mouzinho


Joaquim Mousinho de Oliveira nome do meu inesquecível pai, essa homenagem vem de encontros reescrevendo nosso relacionamento quando pré-adolescente e adolescente no Crato, enquanto aqui atendo em psicoterapias individuais adolescentes que não respeitam seus pais, confesso que o meu veio Mozin mesmo depois de ter ido pro céu há vários anos é e sempre será o meu maior ídolo, só pra vocês terem ideia não tem Senna, Pelé, todos os Kenedys juntos; maior que seu Mosin, meu eterno veio do Cachimbão só Jesus Cristo. Meu pai, não gostava de toma uma caninha, seus amigos e contemporâneos diziam-me, “César, seu pai não gosto de uma pinguinha, come com farinha”. Meu velho do Cachimbão, para os amigos seu Mozin, para meus colegas veio Mozin, Meu pai tinha vários nichos de amizades no Crato: Mercearia do seu Caririzin, Bodega de seu Sadoque, Bar de seu Ivanildo, Elite Bar e o Redondo, taí pergunte para o seu pai o que era e onde ficava o Redondo? Mas, o que meu PAI mais frequentava era o Bar de seu Ivanildo e o Redondo. Dona Nair que nunca foi boba, cedo já me falava: “Cesinha depois das aulas do Diocesano passe lá no seu Ivanildo e traga seu pai”, ela sabia que o Cachimbão tomava uma e pagava a rodada para todos os amigos e seu Ivanildo tinha uma cadernetinha só pra anotar as pingas do meu pai, as quais eram pagas mensalmente. Bem, ou no seu Ivanildo ou no Redondo, era a minha área de atuação. Quando meu pai não estava em nenhum desses lugares, aí o estomago batia nas costa de fome, pois as aulas no Diocesano acabavam 11h40minmin. Chegar a casa 13hs, chegava morrendo de fome e quando era Baião de dois, alias o melhor baião de do mundo é o da minha mãe D. Nair, aí eu comia até as panelas. Ou nos dias de sábados quando meu pai ia pra Redondo, eu nunca tive conhecimento de alguém gostar de conversar tanto com seus amigos com seu Mozin, amigos ponha conversa e multiplica por dez.

Minha sorte era quando ela já tina pego a carne lá no seu Tonico, acho que da minha geração todo mundo comeu as carnes do seu Tonico. Lembro-me quando minha mãe colocando a mão em cima da carne e passava a faca e cortava ao mesmo tempo ela balbuciava “esse Tonico é um amigão, essa carne que ele me mandou é de primeira”.
Mas o reescrevendo a historia tem vários caminhos, quando eu encontrava o meu PAI, seus amigos falavam “aí Mozin a polícia da Nair chegou e eu falava” papai a mamãe mandou lhe chamar “na maioria das vezes nós saíamos do seu Ivanildo e seguíamos pro Redondo pra depois direto pra casa. Mas havia outros caminhos, passar no posto de seu Antônio Almino ou lá no seu Sadoque, meu Deus do céu aja conversa. E era nesses caminhos pra casa na Rua: José Alves de Figueiredo, na Vila Silvestre, eu recordo-me que nossos vizinhos eram seu Zé do For, a família do hoje Dr: Valdetário, Dona Anita, e a maior torcedora do Ceará no Brasil Dona Lilô Felipe, para quem eu ligo daqui de São Paulo após a vitória no Brasileirão. Ou para Rua: Padre David Moreira no pimenta que o meu pai sempre vinha com um dito popular e nesse ano de eleição e para nós aí no Crato Plesbicito a favor da Ponta da Serra dentre inúmeros ele perguntava-me: filho você sabe o significado do ditado popular: Voto de Minerva - Orestes, filho de Clitemnestra, foi acusado pelo assassinato da mãe. No julgamento, houve empate entre os acusados. Coube à deusa Minerva o voto decisivo, que foi em favor do réu. Voto de Minerva é, portanto, o voto decisivo. Conhecendo o meu Pai no dia 03 de outubro quando eu ligasse pra ele para conversarmos sobre os futuros eleitos ele me dizia: “Cesinha acabei de votar Sim no Plesbicito para Ponta da Serra se torna Um Novo Município” Artigo Especial do Dia dos Pais-São Paulo, 07/08/2010.

Por: Cesar Mousinho

DIA DOS PAIS - Por Maria Otilia

Comemorar o segundo domingo de agosto, não é apenas lembrar dos nossos pais. Até porque precisamos lembrar, ter respeito, carinho e atenção cotidianamente.
Esta data apenas simboliza um momento especial , para refletirmos de como nossos pais são importantes. Principalmente aqueles que são idosos, doentes e que na maioria das vezes estão a margem das famílias. Que são excluídos do seio familiar pela falta de um gesto de carinho, pela não qualidade de vida, por violência doméstica, abandonados em abrigos, etc.
Deixo aqui uma mensagem de carinho para o meu pai e todos os pais escritores e leitores deste blog.

Música : Pai

Fábio Junior

Pai
Pode ser que daqui a algum tempo
Haja tempo pra gente ser mais
Muito mais que doisPai e filho talvez
Pai
Pode ser que daí, você sinta
Qualquer coisa entre esses 20 ou 30
Longos anos em busca de paz
Pai
Pode crer eu Tõ bem eu vou indo
Tô tentando, vivendo pedindo
Com loucura pra você
Renascer
Pai
Eu não faço questão de ser tudo
Só não quero e não vou ficar mudo
Pra falar de amor pra você
Pai
Senta aqui que o jantar tá na mesa
ala um pouco, tua voz tá tão presa
Nos ensina esse jogo da vida
Onde a vida só paga pra ver
Pai
Me perdoa essa insegurança
É que eu não sou mais aquela criança
Que um dia morrendo de medo
Nos seus braços você fez segredo
Nos seus passos você foi mais eu, eu
Pai
Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no seu peito
Pra pedir pra você ir lá em casa
E brincar de vovô com meu filho
No tapete da sala de estar
Pai, pai
Você foi meu herói, meu bandido
Hoje é mais, muito mais que um amigo
Nem você nem ninguém está sozinho
Você faz parte deste caminho
Que hoje eu sigo em paz
Pai, paz.

Postado por Maria Otilia Moreira


Centro Cultural BNB Informa - Convite Museu Vivo com Hugo Linard


hugo linard museu vivo


Dia 11 de Agosto, às 19h30

Documentário resgata dança do Coco - Reportagem: Antonio Vicelmo


Além de mulheres e homens, a dança do coco tem envolvido também as crianças, no bairro Batateira, em Crato - ANTÔNIO VICELMO. O vídeo narra a história do grupo "A gente do Coco", nome do elenco de mulheres e homens que dançam coco

Crato. A comunidade do bairro Gisélia Pinheiro, conhecido como "Batateira", um dos mais pobres da cidade, tem um compromisso com a cultura popular. Será lançado, hoje, em frente à residência da Mestra Edite Dias, coordenadora do Coco da Batateira, o primeiro documentário do Projeto "No Terreiro dos Brincantes", desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri (Urca), com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho (IEC). O documentário narra a história do grupo "A gente do Coco", nome do elenco de mulheres e homens que dançam, cantam e tocam coco no bairro Gisélia Pinheiro. O filme, segundo o coordenador do projeto, Alexandre Lucas, contextualiza essa manifestação situada dentro da comunidade.

O sonho de mestre Edite é construir um terreiro no fundo do seu quintal que sirva de palco para os ensaios e apresentações. O grupo surgiu em 1979 dentro da sala do Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral), que foi criado e mantido pelo Regime Militar com o objetivo de alfabetizar jovens e adultos, visando "conduzir a pessoa humana a adquirir técnicas de leitura, escrita e cálculo como meio de integrá-la a sua comunidade, permitindo melhores condições de vida".

Muitos aprendiam a escrever somente seu nome. Dona Edite, uma das alunas, resolveu resgatar o coco, uma dança de influência africana e indígena, acompanhada de cantoria e executada em pares, fileiras ou círculos. No "A gente do Coco", as mulheres formam pares de cavalheiros e damas.

Alexandre Lucas lembra que há diferentes nomenclaturas para a dança, como coco-de-roda, coco-de-embolada, coco-de-praia, coco-do-sertão, coco-de-umbigada, coco-de-zambê.

Ele afirma que a dança surgiu no interior de Alagoas, provavelmente no Quilombo dos Palmares, onde se misturavam africanos e nativos. "A batida dos pés, das mãos, o pandeiro, o ganzá, o zambê e a voz fazem a música do coco, que é recriada em cada localidade", diz o coordenador do projeto.

Alexandre ressalta, ainda, a participação do militante da cultura popular, Eloi Teles de Morais, que foi considerado, segundo afirmações, um dos grandes incentivadores do grupo. A trajetória do "A gente do Coco" é ligada aos movimentos sociais, como a Associação de Mulheres e o Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do Crato.

Distribuição

O documentário será disponibilizado na Internet para facilitar o acesso. Alexandre Lucas enfatiza, ainda, que serão produzidos mais nove documentários e adianta que o próximo contará a história da Mestre Zulene Galdino, "numa mistura de sabedoria, esperteza e fantasia", complementa.

MAIS INFORMAÇÕES
Professor Alexandre Lucas
Crato/CE
(88) 9248.5255 / (88) 8847.6946
(88) 9977.2082

Antonio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato

A Luta para não fecharem o Sesi-Crato - Reportagem: Antonio Vicelmo


A sede do Sesi, em Crato, ocupa uma área correspondente a um quarteirão e é equipado com piscinas, auditório, cinema, salas de aula e quadras esportivas - ANTÔNIO VICELMO. A unidade do Crato deixa de atender a muitos profissionais da indústria, com ações de saúde, educação e lazer

Crato. Lideranças políticas, empresariais e comunitárias deste Município estiveram reunidas na sede da Associação Comercial e Empresarial. O objetivo é desencadear uma campanha contra a desativação das atividades do Serviço Social da Indústria (Sesi) na cidade. De acordo com informações do superintendente Regional do Sesi, Francisco das Chagas Magalhães, todos os serviços prestados pela unidade do Crato serão transferidos para Juazeiro do Norte.

A medida, segundo Magalhães, tem como finalidade "acompanhar a evolução da economia e o novo perfil da indústria cearense". Ele complementou dizendo que "a distribuição geográfica das empresas no Interior não é mais a mesma. Outras regiões despontam como novos polos industriais, enquanto outros locais passam por processo de adequação".

Com este argumento, a Superintendência Regional anunciou os encerramentos das atividades do Sesi do Crato, que atende a uma população de trabalhadores da indústria calculada em 10 mil pessoas, incluindo seus dependentes, nos setores de saúde, educação e lazer. A informação foi confirmada pelo gerente da Unidade do Crato, Eugênio Pacelli Coelho de Sá, esclarecendo que alguns dos 60 funcionários serão aproveitados em outras unidades.

Histórico

Criado em 1968, com a finalidade prestar serviços aos industriários e seus dependentes, o Sesi do Crato se integrou à cultura da cidade. "Equipado com piscinas, auditório, cinema, salas de aula e quadras esportivas, a Unidade do Crato, que ocupa uma área correspondente a um quarteirão, vem prestando relevantes serviços à região", afirmou o presidente da Associação Comercial e Empresarial do Crato, Marcos Parente.

O prefeito Samuel Araripe, que também participou da reunião, lembrou que o Sesi conquistou a confiança da sociedade regional graças a um trabalho ético e transparente, comprometido com a inclusão social. O lazer, a saúde e a educação são os pilares dos investimentos da instituição. Esta estrutura garante a presença constante da entidade na vida do trabalhador.

Por mais de 40 anos, a instituição tem se dedicado a atender aos trabalhadores da indústria com o máximo de atenção, zelando pelo seu bem-estar e saúde. "O Crato não pode perder este equipamento", disse o prefeito, garantido que vai manter contato com a direção do Sesi, visando à manutenção da Unidade do Crato. O prefeito argumenta que somente a Grendene possui mais de três mil funcionários que serão prejudicados com a centralização dos serviços em Juazeiro.

Remanejar

"Alguns dos 60 funcionários serão aproveitados em outras unidades do SESI, aqui na região"
Eugênio Pacelli Coelho de Sá
Gerente do SESI Crato

MAIS INFORMAÇÕES:
Serviço Social da Indústria (Sesi) - Avenida Padre Cícero, 1348
Crato-CE
(88) 3521.1301

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato

Piloto que lançou bomba em Hiroshima há 65 anos diz que não se arrepende


O capitão Theodore Van Kirk, tripulante do avião que lançou a bomba atômica sobre Hiroshima há 65 anos, se sente orgulhoso da missão, mas acha que esse tipo de arma não deveria voltar a ser usada nunca mais. Em entrevista por telefone à rádio colombiana "La W", Van Kirk foi perguntado se estava orgulhoso de ter cumprido com a missão encomendada a ele e aos outros dois tripulantes da aeronave Enola Gay, já falecidos. Ele respondeu: "absolutamente".

Efe/Peace Memorial Museum - 6.ago.45


Fonte: EFE

Eleições no Crato de antigamente - Por A. Morais



Praça Siqueira Campos - Crato.
Postagem dedicada ao amigo do Blog - Carlos Eduardo Esmeraldo.

No Crato tivemos campanhas politicas memoráveis. Grandes personalidades, Deputado Federal, Deputado Estadual, vice-governador, presidente da Assembléia Legislativa, Senador da Republica e por ai vai. Tudo isso o Crato já ofereceu ao Ceará. Temos muitas proezas contadas das nossas eleições e muitos exemplos de homens publicos. Numa delas, em décadas do século passado, Zé Tinino era candidato a Deputado Estadual. Num discurso emocionado, em cima de um palanque completo de grandes lideranças, Zé Tinino afirmava para uma platéia atenta e curiosa que: "Eu estou a poucos metros da Assembléia Legislativa do Ceará". Chico Soares, observando o movimento a certa distancia arrematou com um grito retumbante: "A 600 KMs mermo"!

Por: Antonio Morais

CRATO - Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Mourão


Prefeito Alexandre Arraes.

O Prefeito foi ao Rio de Janeiro, conseguiu os recursos, importou a turbina da Inglaterra e, no final de 1938, o Crato já tinha “luz de dia”. O Luís, por exemplo, ainda menino, não sabia para que é que servia “luz de dia”. No Ceará, apenas Fortaleza dispunha deste benefício. As turbinas da capital eram movidas a vapor, com combustível a lenha e bastante precárias. Alexandre Arraes, em uma outra iniciativa, comprou terras no Lameiro, contratou um agrônomo e iniciou a produção comercial de hortigranjeiro (hortaliças e frutas), tanto para ensinar a novos produtores como para o abastecimento da cidade. Iniciou a implantação de um horto florestal, para a produção de mudas. Foi o primeiro a introduzir a algaroba, melhorando a arborização da cidade.


Acima, a Coluna da Hora em duas épocas: 1938 e 2005. Abaixo Vicente Marques da Silva que moldou as 18 peças do Cristo Redentor. Ao lado a estátua da Samaritana, em foto recente.


Embelezou a urbe, com a construção de praças. A Praça Francisco Sá foi toda construída na sua administração. Contratou um artista italiano, Agostinho Balmes Odísio, que passou a morar na cidade, atraído pela fama do Padre Cícero. Foi ele o responsável pelo projeto da Coluna da Hora e pela belíssima escultura da Estátua do Cristo Redentor. Trata-se de uma escultura de seis metros de altura e nas mesmas proporções da estátua do Corcovado. Contou com a colaboração do imaginário cratense, Vicente Marques da Silva (1908 – 1994), responsável pela moldagem das 18 peças que constituem a estátua. Aliás, um outro membro da família, seu irmão, o Raimundo Marques da Silva é o autor da belíssima escultura da Samaritana, que também embeleza a praça. Faleceu de acidente automobilístico, no dia em que era inaugurada a sua escultura: 21 de junho de 1952. Quando da colocação da estátua no topo da coluna da hora, meu pai contou-me a seguinte estória: No momento em que os operários estavam se preparando para elevar a estátua do Cristo Redentor, o Prefeito Alexandre Arraes chegou ao local e se deparou com uma das suas peças mais pesadas presa às cordas que a elevariam até o topo. Questionou os responsáveis pela operação, se as cordas suportariam o peso, no que foi prontamente respondido:

- ‘Não se preocupe, Prefeito. As cordas agüentam, sim senhor’.

O Prefeito, não satisfeito com toda aquela certeza, determinou que fosse feita uma experiência com pedras, do mesmo peso daquela parte da estátua. Contrariados, os operários fizeram a mudança e iniciaram o içamento. Até os 5 metros, tudo bem. Os operários, com que aquele ar de: “eu não disse!” Seguiram içando. Lá pelos 10 metros... TUUMMM!!! As cordas se romperam e... sai de baixo! As pedras vieram ao chão! Alexandre Arraes olhou para todos, como a perguntar ‘E se fosse a estátua do Cristo Redentor?’. Reforçaram-se as cordas, fizeram outro teste e o Cristo está até hoje, de braços abertos, dando as boas vindas a todos que chegam à cidade do Crato. Na própria coluna existe uma placa com os seguintes dizeres: “Sede bem-vindo, nesta terra há lugar para todas as pessoas de boa vontade.”

Alexandre Arraes colocou em funcionamento uma fonte luminosa. Na coluna da hora instalou um relógio com quatro faces que ainda funciona normalmente, passados mais de setenta anos. Supervisionava pessoalmente a implantação dos jardins nas praças. O Luís recorda-se de tê-lo visto tirando os sapatos e meias para entrar nos canteiros e ensinar os jardineiros a adubarem e plantarem corretamente. Propiciou o abastecimento de água na cidade, com a construção das caixas d’água que recebiam água pura diretamente de fontes naturais da Serra. A infra-estrutura de energia e água possibilitou avanços que “só no Crato” existiam. Assim, a cidade dispunha de: “luz de dia”, água encanada, colégio para homens, colégio para mulheres, seminário, bispo, curso noturno profissionalizante, escola agrícola, horto florestal, cinemas, amplificadoras, rádio, jornal, shows dos principais artistas de rádio do país, coluna da hora, trem diário, hotéis, maior feira livre, aeroporto, hospital, maternidade, posto de puericultura, médicos com diversas especialidades, laboratório de análises clínicas, radiografia, praças arborizadas e com canteiros floridos, fonte luminosa, clube de divertimento igual aos da capital, banhos públicos na Nascente, cabaré da Glorinha, orquestra, escola de música, Banco do Brasil (o único num raio de muitos quilômetros), sorveterias com sorvete, picolé e bebida gelada. Com todas essas novidades, que não existiam em outras cidades do interior do Nordeste, nasceu a expressão “Só no Crato...” Ou seja, “só no Crato” tinha isso ou aquilo!. O Luís lembra-se de pessoas que vinham do Iguatu, distante 150 km, para conhecer e experimentar o sorvete ou o picolé. Brincava, dizendo que o gelo queimava! O comércio atacadista de grãos era o mais importante de toda a região, bem como o de rapadura. O próprio comércio do Crato era forte. A Sorveteria do Luís, por exemplo, vendia mais cigarros do que o Juazeiro do Norte todo. Os estabelecimentos de ensino atendiam jovens de diversos estados nordestinos, iniciando-se uma tradição que ainda hoje perdura.


Esta fonte substituiu a que tinha sido implantada pelo Prefeito Alexandre Arraes.

Por causa desta fama, embora nos anos seguintes perdesse essa hegemonia, a frase ficou no subconsciente do povo. O Luís estava administrando uma construção em Aracaju, Sergipe, na década de oitenta, quando ouviu um peão, no meio da obra, falar bem alto:
- “Só no Crato!...”

Por: Ivens Mourão
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Blog do Crato - Há 5 Anos mostrando o Crato na Internet

O Pensamento do Dia - Enviado por Mônica Araripe


A verdadeira amizade é uma pérolade valor inestimável.
Cultive a amizade.
Corresponda às gentilezas.
Não se encolha.Nem se afaste dos outros.
Aproxime-se.
Há muito de amor trancado em você.

Procure ser o amigo das horas difíceis. Dê demonstrações de sua amizade,mas não espere ser correspondido (a). Compreenda que nem todos são como você. Tolere as faltas dos seus amigos.
Tenha amizade pura e desinteressada. Não deixe que o tempo a consuma.

Não pode ser amigo,quem não AMA INCONDICIONALMENTE.

Texto do Livro Gotas de Esperança deLourival Lopes

Texto enviado por Mônica Araripe

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