xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 23/06/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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23 junho 2010

A Justiça de Deus na voz da História -- por Leopoldo Bibiano Xavier



Há mais de 118 anos, no dia 5 de dezembro de 1891, falecia num modesto hotel de Paris o Imperador D. Pedro II. Exilado, em consequência do golpe militar que implantou a República, ele nunca deixou de amar o nosso País, que dirigira com sabedoria durante 49 anos. A tal ponto o amava, que desejou ser sepultado junto a um pouco de terra que daqui levara.
Em carta à Princesa Isabel, na ocasião, o Conde Afonso Celso declarou: "A história de D. Pedro II, ainda é cedo para tentar escrevê-la. Daqui a cem anos, assumirá proporções legendárias".
Palavras proféticas. Até a prestigiosa revista "Veja" publicou ampla matéria sobre o nosso segundo imperador trazendo uma chamada na capa: "Dom Pedro II, o imperador que encarnava os melhores valores republicanos"
Nesses últimos cento e vinte anos, muito se fez para tentar apagar da memória histórica nacional a imagem do nosso Imperador: Atribuem a outros as grandes obras que realizou; têm como natural essa impressionante unidade nacional que ele consolidou; ignoram o progresso do nosso País durante o seu governo; passam uma esponja sobre quase todos os fatos bonitos de seu reinado. Para chancelar essa impressão negativa, apresentam sempre como um velhinho esse que envelheceu combatendo pela grandeza nacional.
Uma operação tão meticulosa não pode ser obra do acaso. Tudo indica que mãos interesseiras orientaram a rota para o olvido, depois de ter-lhe imposto a rota do exílio. Porém a verdade histórica não pode ser encoberta indefinidamente, e hoje os historiadores sérios atribuem a D. Pedro II o título de "O maior dos brasileiros", confirmando o que ele mesmo escreveu em um soneto, próximo de sua morte:

"Sereno aguardarei, no meu jazigo,
a justiça de Deus na voz da História".

Henrique Gurgel do Amaral Valente, meu avô – Por Dom Newton Holanda Gurgel (*)



Posso dizer que o conheci entre os anos de 1930-1954, ano de sua morte. Nossa primeira escola, de nossos irmãos e de muita gente da vila de Lages (hoje Acopiara), foi na sua casa. Com a sua filha, Lídia, minha tia e madrinha, aprendi muito. Era ela professora, como se dizia então,de 4ª. Entrança. Foi ela que me preparou para o Seminário. Ao concluir, com ela, o curso preparatório à Admissão, eu me julgava um doutor. Sabia tudo! Vou estudar no Seminário São José de Crato. Quando em março de 1937, ali cheguei, padre Montenegro, mestre de disciplina, fez um teste inicial, perguntando-me: “A rosa é bela”, quem é o sujeito. Respondi prontamente: A rosa. “Está aprovado”, disse ele, “Vai para o primeiro ano ginasial”.
A escola na casa de meu avô era assim: um verdadeiro curso preparatório de vestibular ao ginásio, ensinando até rudimentos de arte musical. Ali todos falávamos com relativa correção gramatical. Não se dizia, por exemplo, “pega ele”, “ontonte”, “gunverno”, “cravão”, e outras barbaridades. Minha avó porém era semi-analfabeta, mal ferrava o nome. Já o meu avô era um tipo versátil,conversador compulsivo, falava com desembaraço e, para mim, com muita sabedoria, vivacidade e pureza vernacular.
Certa vez, no fim das férias, fui até sua casa fora da vila, à margem do “rio” Quincoê , para me despedir e lhe perguntei: “Como o Sr. está de saúde, vovô?". Prontamente respondeu. “Vou bem ,mas como você sabe. “senectus est morbus” não é?. Só mais tarde, no decorrer dos estudos de Seminário, pude averiguar o alcance e veracidade do provérbio latino atribuído a Publius Terentius, que viveu antes de Cristo (AC). Meu avô era espirituoso! Um homem bem humorado, espontâneo e pronto a responder à qualquer provocação, especialmente dos adversários políticos. Estava sempre ao lado do vigário de Acopiara, padre João Antonio, sobretudo no tempo da LEC (Liga Eleitoral Católica) e em tudo mais o apoiava irrestritamente.
Do altar, aquele sacerdote fazia também uma campanha aberta e ardorosa contra a Maçonaria. E acontece, por ironia do destino, que as duas últimas filhas do meu avô terminaram casando com maçons. Foi o bastante para os seus adversários políticos lhe lançassem um susto: “Olhe aí, seu Henrique, o Sr. agora tem dois maçons na família”. Prontamente ele retornou ao interlocutor: "Isto é muito bom para você ficar sabendo que não é só sua família que tem gente ruim”.
Fervia a política, na aldeia, quando aportou ali uma boiada de gado zebu, que era novidade. Ficou encurralada no pátio da matriz para a venda de espécimes aos pecuaristas locais. Francisco Guilherme, seu genro, estava negociando um plantel de novilhotes para sua fazenda. Um deles tinha rajas no focinho que lembravam um pouco a fisionomia de Moreira Lima, candidato da oposição ao candidato da LEC para o governo do Ceará. Ele, meu avô, foi chegando e logo dizendo: “Compre não, Chico. Esse aí tem a cara do Moreira Lima”. Todos riram e o garrote foi substituído por outro.
Era assim avô: sempre alegre, otimista e criativo. Também muito “curioso” no fabrico de artigo de consumo doméstico, como farinha, rapadura e sabão. Certa vez o escutei falando de uma bebida de origem indígena - Mocororó - cajuína “artesanal”, que aprendera a fabricar com os nativos, no Siqueira, propriedade rural de sua família, hoje centro urbano em Fortaleza. Guardo também com carinho no arquivo da memória: mesmo sendo portador de uma incômoda hérnia inguinal, ele não se abatia. Gostava de andar pelas ruas soltando o verbo na sua natural loquacidade e envergando o seu uniforme cáqui.
Certa vez, estava eu vendendo cautelas de uma rifa em favor das Obras das Vocações Sacerdotais (OVS). Então o abordei em frente à nossa casa, ao lado da matriz. Imediatamente, notando minha timidez, ele empunhou a caneta e desembaraçadamente, apoiando-se na janela, firmou bela máscula caligrafia o seu sonoro nome: Henrique Gurgel Valente, pagando em seguida. São estes alguns retalhos , colhidos ao léu no acervo da memória que vão registrados acima,em homenagem àquele homem simples, de pequena estatura, mas gigante no espírito e na bela lição de vida que soube legar a posteridade.

(*) Dom Newton Holanda Gurgel, Bispo Emérito do Crato e neto de Henrique Gurgel do Amaral Valente.

Fidelidade acima de tudo – por Pedro Esmeraldo


Muitas vezes, nós nos enganamos, pois sempre procuramos dar guaridas aos distritos com prioridades e com “staff” para que eles viessem se agrupar ao quadro digno de progresso urbano, coisas que reúnem em si os caracteres que distinguem uma classe social de nossos tempos.
Maldita a hora em celebrar esses fatos de desenvolvimento desses distritos, pois sempre não nos compreendem e sempre em suas reivindicações, não retribuem com gratidão e solicitude de nobreza de uma sociedade justa e digna já que não fomos reconhecidos, pelo menos até agora, por todos os benefícios por eles recebidos.
Não nos compreendem e ainda praticam a insubordinação. É irrelevante e não nos reconhecem como verdadeiro pai de uma classificação distinta. Contaminados por conversas amaldiçoadas de falsos líderes políticos – onde predominam a corrupção – dizem que é bom para o Crato e a cidade não tem nada a perder. O povo, por sua vez, é ingênuo e acredita em conversas lisonjeantes desses políticos, que permanecem fustigando e dilacerando a cidade do Crato, já que desejam arrebatar o que temos de bom.
Não gostamos de ser repelidos pela ingratidão de um povo que só obteve grandes melhoramentos, dignos de uma sociedade merecida e trabalhadora. Ao mesmo tempo, não possui a compreensão expressiva.
Avisamos que temos desgosto desses filhos ingratos, visto que não procuram integrar-se ao meio e vivenciar de voz vibrante apregoando tolices contra a cidade-mãe, cometendo disparates aleatoriamente, ouvindo burrices de “alguns deputados malditos”, deixando de lado a reconhecimento de pessoas qualificadas da terra, pessoas evoluídas que trazem a paz, a união e o progresso.
Temos medo desses filhos ingratos porque são silenciosos. “Vivem tramando” baixo desempenho, trazendo toda a sorte de gaiatice zombeteira e se possível, praticam até atos embusteiros como foi feito ultimamente quando arrebataram um quinhão de terra do distrito de Santa F. Tudo isso com o conhecimento das autoridades, que fizeram “vista grossa” às pretensões desse povo, apoiado pelas autoridades legislativas, pois até agora, não tomam nenhuma providência séria a esse respeito.
Quiséramos que toda a população gritasse contra essas mazelas que ora estão acontecendo aqui no Crato. Mas não o faz. Prefere ficar quieta e não pratica nenhum movimento contrário.
Não aceitaremos de bom grado essas atividades desfavoráveis para nós, visto que não poderemos permanecer mutilados e a cidade parada, distorcida pelas artimanhas desses políticos maldosos e corruptos. Deveríamos transformar esses distritos em alguns aglomerados urbanos acoplados a esta cidade, visto ser aproximado da zona urbana e por certeza sairíamos contemplados em futuro próximo de um recanto elegante e de prosperidade, o que, por sua vez, melhoraria a sua situação urbanista e seria protegido pelas águas abençoadas das zonas metropolitanas do Cariri.
Não teríamos uma distribuição de pobreza e avançaríamos com fé e coragem para a magnitude urbana.
Cratenses: tomem cuidado com os abutres inimigos que estão ao nosso lado, buscando votos. Não se deixem enganar, não dêem atenção às suas conversas ardilosas que vem aqui buscar benesses e nada mais. Trazem esses políticos cratenses que são verdadeiros entreguistas e facilmente prejudicam o Crato com conversas ocas, dando tapinhas nas costas dizendo: somos amigos dos pobres. Não tenham medo deles, pois são o ópio dessa cidade. Quando lhe oferecer tratamento médico recusem, porque aqui no Crato tem o tratamento médico do SUS que é para servir a toda população do Crato.
Texto de Pedro Esmeraldo
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Veja o Coletivo Camaradas na TV Verdes Mares

Matéria veiculada na TV Verdes Mares mostra oficina de Tambores do Coletivo Camaradas, ministrada pelo artista pernambucano Vitor Brito. É só clicar no link abaixo para ver a matéria: http://tvverdesmares.com.br/cariri/Cariri/ong-resgata-tradicoes-africanas/?tv=cariri

Documentário contará história da Mestra Zulene Galdino

A mestra da Cultura Popular Zulene Galdino que desenvolve suas atividades na Vila Novo Horizonte no Crato terá o registro do seu trabalho transformado em documentário, através do Projeto “No terreiro dos Brincantes” desenvolvido pela Universidade Regional do Cariri – URCA, através da Pró-Reitoria de Extensão – PROEX e do Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho – IEC.


A Mestra Zulene, desde criança dançava quadrilha junina, tendo criado dois grupos, um de infantil e outro de jovens. Além da quadrilha, a Mestra mantém vivo outras manifestações na comunidade, como a lapinha, maneiro-pau e o grupo Cintura Fina.




O projeto “No Terreiro dos Bricantes” visa contribuir para memória social e afirmação da identidade e diversidade cultural das manifestações artísticas e culturais da região do Cariri. O projeto é desenvolvido através de registros audiovisuais e entrevistas com os mestres e mestras do saber popular na própria comunidade. Um dos objetivos do documentário é contextualizar a realidade socioeconômica dos brincantes. Deverão ser feitos 10 documentários, o primeiro que está em fase de finalização contará a história das mulheres do Coco da Batateira. O Projeto conta com 07 acadêmicos monitores. O primeiro registro na Vila Novo Horizonte será neste sábado, dia 26, a partir das 14h00.






Serviço:


Instituto Ecológico e Cultural Martins Filho - IEC


Pro - Reitoria de Extensão – PROEX/URCA


(88) 3102-1200

Viva São João na Roça... Viiiiiiiiiiiiiva! Por Pachelly Jamacaru





Fotos Pachelly Jamacaru
"Direitos Reservados"

Falando sobre a Copa II - Por Beto Fernandes

E conforme havia dito no primeiro texto sobre Copa do Mundo, estou de volta para falar um pouco sobre o assunto. O jogo do Brasil com a Costa do Marfim além de valer os 3 pontos, serviu para o reencontro dos nossos jogadores com um futebol mais solto, alegre e técnico (o verdadeiro futebol brasileiro) e para tirar a desconfiança sobre a equipe depois da pífia apresentação contra a Coréia do Norte. Aquela seleção amigos é a pior da Copa. Portugal enfiou sete e havia espaço para mais. Eis uma boa prova.

Taticamente a Costa do Marfim foi escalada de modo a inibir as progressões dos alas Michel Bastos e Maicon. O treinador “Zangão”, digo, Dunga, observou e concentrou a partida pelo meio com destaques para movimentação de Robinho, Kaká (que está melhorando, mas ainda longe do jogador excepcional que é), Elano e Luís Fabiano. Isso é bê-á-bá. Toda e qualquer equipe que quer ser campeã de uma competição precisa ter alternativa tática já que a técnica é individual e depende do dia de cada atleta.

Daniel Alves não tem como ser o 13º jogador. Ele tem vaga na equipe titular com qualquer outro treinador, menos com o atual. Em 1994 Raí era o craque, mas foi barrado por Parreira durante a Copa para dar lugar a Mazinho. Isso é história minha gente. No momento Daniel joga mais que Gilberto Silva, Felipe Melo e o próprio Kaká. Como ficar na reserva?

E a “bola da Copa”, a Jabulani (CELEBRAR), é ruim ou boa? Ninguém aguenta mais essa pergunta, principalmente via TV Globo. Não sou atleta, mas como todo bom brasileiro que gosta do palpite digo que deve ser boa tanto quanto qualquer outra. A questão não é de qualidade ou adaptação com a “pelota” (é o novo?!?) e sim de marketing. A Bola é produzida pela ADIDAS, patrocinadora da Copa da África. Os críticos que vestem a camisa amarela do Brasil, muito provavelmente, eu não estou afirmando, o fizeram porque a nossa Seleção é patrocinado pela Nike (concorrente direta da ADIDAS na fabricação de produtos esportivos).

Kaká, camisa 10 do Brasil, foi diplomático ao falar sobre a bola da Copa. E por quê? (pode perguntar um leitor mais atento). Patrocinado pela ADIDAS, quando do lançamento da bola em dezembro passado Kaká foi só elogios. Já Júlio Batista e Luís Fabiano, patrocinados da NIKE, detonaram. Num dos programas Central da Copa o jogador Marcelinho Carioca (ou seria já ex-jogador?) foi indagado pelo apresentador e disse que qualquer jogador profissional se adaptaria com a mesma em no máximo meia hora. Pode não ser tecnicamente dos melhores, é indisciplinado, mas Marcelinho tem uma virtude bem melhor que muitos dos jogadores que estão na Copa: chuta (a bola) bem.

O problema não é a bola, mas a forma como é tratada. Luís Fabiano tocou com o braço duas vezes no terceiro gol contra a Costa do Marfim e não reclamou. Quase furava a rede no primeiro gol e também não reclamou. E ai? Tomara que ele repita o sucesso na final da Copa com a bola Jo’bulani. O nome foi inspirado na cidade de Joanesburgo e é uma versão especial da Jabulani.

Vou encerrar sobre a boa bola da Copa senão podem dizer CALA A BOCA BETO. Sim, porque essa é a onda. É só no que se fala: Cala a Boca Galvão, Cala a Boca Tadeu Schmidt e Cala a Boca Dunga. Vamos no ater um pouquinho sobre o ótimo narrador Global. Galvão Bueno consegue agradar e desagradar aos torcedores com a mesma intensidade. Bela voz, dá a emoção adequada (consegue fazer isso na Fórmula 1, quanto mais no futebol que todos adoram), mas dá com os pés pelas mãos quando começa a comentar. Esse é o problema. Se apenas narrasse e deixasse os comentários para Walter Casa Grande, Júnior, Falcão, Arnaldo César Coelho ou José Roberto Wright ninguém pediria para ele CALAR A BOCA.

Narra futebol no rádio é uma coisa. Você cria e a imaginação do ouvinte, principalmente se não estiver no estádio, vai formando a imagem. Na TV há certas colocações que são redundâncias. Não adianta dizer que está acontecendo algo, quando as imagens mostram o contrário. Na partida contra a Coréia do Norte, por exemplo, Kaká estava inerte em campo e Galvão com sua emoção insistia para os telespectadores que o jogador estava “se recuperando”, “se superando”. Pelo amor de Deus. Foi o pior em campo, talvez a pior partida de sua carreira.

Estou gostando do desempenho das seleções sul-americanas nesta fase inicial da Copa. Uruguai, Argentina (até eles), Chile, Paraguai e nós estamos muito bem. Isso é o positivo desta fase. O negativo a entrevista (?) coletiva de Dunga após a segunda partida. Desequilíbrio puro. Não suporto certas coisas da TV Globo, mas o treinador foi deselegante e descortês com o jornalista Alex Escobar. Não combina com o Dunga acostumado a conquistas títulos. Já o vejo como um ótimo futuro ex-treinador da Seleção Brasileira.

Meu sonho para final: Brasil e Argentina. Jogo equilibrado, tenso, “catimbado”. Empate em zero a zero até os 15 minutos da segunda etapa da prorrogação. Nosso gol só nos últimos segundos. Como? Alguém chutaria a bola contra o banco de reservas dos “hermanos de la plata “. Como o treinador/torcedor Maradona é indisciplinado, nervoso estaria entrando em campo. A Jo’bulan bateria em sua cabeça (de vento) e caprichosamente iria ao ângulo superior esquerdo do goleiro Sérgio Romero. Brasil Hexa 1, Argentina, vice, zero.

Deixem-me acordar. Ainda temos Portugal, as oitavas, quartas, semifinais e a final, mas que seria o ápice, isso seria.

Até o próximo falando sobre a Copa.

Por Beto Fernandes

HOMENAGEM:Armando Lopes Rafael...Um Poema de Sé-Por Wilson Bernardo.

A SANTIFICAÇÃO!

É pelo santo que
Se beija o altar.

Roma!
Não se curva.
E meu Padim Ciço
Continua
Padre de pedestar.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Cobertura do evento Clubinho Trânsito amigo na Praça da Sé - (Evento Educativo para Crianças conhecerem melhor as leis de tráfego no Trânsito)

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Encontro de História no Cariri - Reportagem: Elizângela Santos


ENCONTRO ESTADUAL de História está acontecendo em várias cidades da região, com visitas aos museus - ELIZÂNGELA SANTOS.

Juazeiro do Norte. O XII Encontro Estadual de História do Ceará foi aberto, no Círculo Operário São José, nesta cidade, com conferência do presidente da Associação Nacional de História (Anpuh), professor Durval Muniz. Uma das principais bandeiras de luta dos historiadores de todo o País, que é a regulamentação do profissional de História, foi debatida na abertura, além dos novos desafios da Associação no País. Cerca de 700 pessoas se inscreveram para participar do encontro.

O evento tem como temática central "História: Políticas Públicas e Práticas Culturais". Debates, por meio de mesas redondas, sobre "Museus e historiadores: Espaços possíveis e necessários no Ceará", e "Arquivos Públicos e Privados no Ceará e no Nordeste: Experiências e Necessidades" foram realizadas na Universidade Regional do Cariri (Urca). Os participantes de seis cursos de História do Estado também estiveram presentes nos museus da região, vivenciando a prática e a teoria da realidade desses equipamentos. O presidente da Anpuh, no Ceará, professor Altemar Muniz, afirma que a intenção desse trabalho é reunir além dos arquivistas, arqueólogos, professores ligados ao ensino de História, livro didático, para que possam falar sobre a presença do historiador nessas áreas mais especializados. "A ideia é fazer com que o encontro possa debater e propor política pública para favorecer à profissionalização", diz. Sobre isso, destaca a importância da articulação da categoria.

O XII Encontro Estadual de História do Ceará será encerrado no próximo dia 25, com Simpósio temático, às 8 horas, fechando com conferência do Professor Iranilson Buriti e apresentação artística dos irmãos Aniceto. A finalidade foi abrir espaço para o debate acerca das temáticas pertinentes ao exercício profissional do historiador, bem como propiciar espaços para o intercâmbio e a interação de ideias, estudos e pesquisas.

MAIS INFORMAÇÕES: Associação Nacional de História (Anpuh) Site: www.ce.anpuh.org (85) 9624.3835

Elizângela Santos
Repórter do Diário do Nordeste

Colaboradora do Blog do Crato

Cristovam alerta para falta de engenheiros no país

[Foto: senador Cristovam Buarque (PDT-DF)]

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) registrou em Plenário na noite desta terça-feira (22) editorial do jornal Folha de São Paulo sobre as carências do país na área de engenharia. Para o parlamentar, os dados apresentados pelo jornal são a prova cabal da falência do sistema educacional brasileiro, cuja precariedade se manifestaria já no ensino fundamental.

- A educação de base não ensina ciência e matemática como deveria. Oaluno não consegue ter interesse pelas áreas técnicas - disse.

De acordo com a Folha, entidades do setor estimam que o Brasil perde US$ 15 bilhões por ano - ou 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) com falhas em projetos de obras públicas. A estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) é de que cerca de 150 mil vagas para profissionais formados em engenharia não terão como ser preenchidas até 2012.

A evasão nos cursos chegaria a 80%, e, segundo o diretor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), também citado no editorial, apenas 1 em cada 4 estudantes ingressa no mercado com formação adequada. Como resultado, as empresas seriam obrigadas a empreender em cursos de formação o que poderiam investir na produção.

- Estamos perdendo mercado e competitividade no mundo. Somos basicamente produtores de bens primários. Quando se trata de alta tecnologia, temos que importar - disse o senador.

Para Cristovam, "não tem futuro a economia que não tem engenharia".

Fonte: Agência Senado

Chuva em Alagoas: centenas de pessoas ainda estão desaparecidas

Em Alagoas, o número de mortos subiu para 29 e a Defesa Civil recontou o número de desaparecidos. Na segunda, foi anunciado que eram mil pessoas, mas muitas delas tinham saído de casa e ido pra outras cidades, por exemplo. Nesta terça, o número de desaparecidos está em 607. E, da mesma forma, ainda há esperanças de que mais pessoas deem notícia, reapareçam. A lista da Defesa Civil é feita com base nas informações de parentes logo depois dos temporais. Os repórteres Beatriz Castro e Tony Lins foram a uma das regiões mais destruídas e registraram o drama dos moradores. O Boeing da Força Aérea Brasileira chegou a Maceió de madrugada com 25 toneladas de alimentos. Pela manhã, os helicópteros levaram as cestas básicas. É só pelo alto que os locais mais atingidos conseguem receber ajuda. São mais de 80 mil moradores de 26 municípios à espera de comida, água, roupa, remédios. “Só deu para salvar a roupa do corpo, não salvei mais nada”, disse um morador. Nas ruas cobertas de lama e lixo em Santana do Mundaú, as cestas básicas são transportadas no lombo de burro. É o único jeito de atravessar os caminhos tomados por móveis, eletrodomésticos, colchões e escombros. Desde sexta-feira, famílias inteiras vivem da caridade dos moradores que ocupam os bairros mais altos. “Para falar a verdade, eu estava sem nada”, conta uma mulher.

Em meio a tantas perdas e desolação, as pessoas se esforçam para tirar a lama que invadiu as casas e para limpar o que a correnteza não carregou.

“Muito trabalho, peço a Deus que nos dê saúde para a gente continuar”, diz uma moradora. Na água barrenta do Rio Mundaú, mulheres lavam as roupas e os móveis. Em Santana do Mundaú, o rio que deu nome à cidade era como um cartão postal que atravessava o centro do município. No local onde ficava a principal rua do comércio, a fúria das águas levou quase tudo: dezenas de lojas, agências bancárias, lanchonetes, restaurantes. Para atravessar a ponte é preciso subir as escadas. O vai e vem é intenso, um sacrifício para os moradores. O maior problema são os que precisam de atendimento médico. Um pai ampara o filho que chora de dor. Situação mais dramática é a de Severina que tenta vencer o isolamento para dar à luz o primeiro filho.

No momento mais difícil e delicado, voluntários e bombeiros desceram escadas carregando Severina sentada numa cadeira. Ela já estava pálida, em trabalho de parto. Mas e mais gente apareceu para ajudar. Uma lição de solidariedade no meio do desespero que tomou conta da cidade. Muitas mãos carregam Severina. A ambulância já esperava e vai buscar socorro em outra cidade. A maternidade de Santana do Mundaú foi destruída. A água atingiu o teto e não há energia elétrica. Na tragédia, cada morador se torna um voluntário para reconstruiu a casa, a cidade, a vida. Infelizmente, Severina perdeu o bebê numa maternidade de Maceió.

Fonte: G1

Aos pés da Torre Eiffel, franceses assistem desclassificação

Os torcedores franceses demostraram sua decepção após a eliminação dos "Bleus" da Copa do Mundo de 2010. No terceiro jogo da fase de classificação a seleção francesa perdeu para a África do Sul por 2 a 1 e se despediu do mundial. Uma multidão se reuniu em frente à Torre Eiffel, onde acontece a Fan Fest parisiense, para assistir à partida em telões gigantes e esperar por um milagre que não aconteceu. Com um empate e duas derrotas, essa é uma das piores campanhas da França na história das Copas.

Fonte: EFE

FUTEBOL - Super-câmeras revelam que tem muito jogador metendo a mão na bola

Me engana, que eu gosto, diz o sorriso do arbitro francês depois de perguntar a Luiz Fabiano se ele matou a bola no peito ou no braço. Na primeira, Luiz Fabiano está de olhos fechados e só depois de a bola bater no braço ele vê para onde ela foi. Na segunda, é uma ajeitada para lá de suspeita. Tem tido muita mão na bola nesta Copa, que o juiz não viu ou viu, mas achou que não tinha que apitar. A França que não tem que reclamar, diz o torcedor, lembrando a ajeitada na mão de Henry que levou Les Bleux a Copa.

Quando o atacante é tosco, e deixa o juiz ver, é falta e cartão. No caso, do argelino, segundo cartão e expulsão. Graças a dezenas de câmaras e um super 'slow motion'. Essa Copa acontece também no âmbito fora do olho humano. Um excelente exemplo é a raspada na bola do jogador da Nova Zelândia no jogo contra a Itália. O que deixou o autor do gol na sequência em impedimento, mas o juiz não viu. Em compensação, procure à vontade que você não vai encontrar nada de errado em um lance de gol que o juiz anulou na partida entre Estados Unidos e Eslovênia e que teria decidido o jogo. Ninguém sabe até agora o que o juiz viu.

Fonte: g1

Prefeito do Crato garante que as ruas que estão sendo saneadas terão asfalto refeito



O Prefeito Samuel Araripe garantiu em entrevista a este repórter na noite do último dia 21, que no Crato, nas ruas aonde estão sendo feitos os trabalhos de troca de tubulação de água, e a consequente quebra do asfalto, será providenciada nova pavimentação para consertar os buracos. Ao mesmo tempo o prefeito disse que no projeto de saneamento já existia uma verba inserida e prevista para isso. Mostrando-se preocupado com as recentes perguntas do povo do Crato sobre o que seria dos buracos na cidade, Samuel se apressou em divulgar essa notícia, ao mesmo tempo em que reafirmou seu compromisso de deixar o município do Crato com todas as ruas calçadas ao término do seu mandato. Segundo Samuel "Quero investir ainda cerca de 50 milhões de reais no Crato, pois eu quero cumprir todos os meus compromissos de campanha. Minha carreira política não acaba aqui, e o Crato será modelo para o Ceará. Queremos nossa terra em destaque no Cenário Cearense e Brasileiro".

Reportagem:

Dihelson Mendonça
Foto: Wilson Bernardo

CRATO - Notícias do dia 23 de Junho de 2010

Semana do município realizada com inaugurações e ordens de serviços

Uma semana de festejos, com inaugurações e ordens de serviço, foi realizada em comemoração aos 246 anos do município do Crato. O prefeito Samuel Araripe abriu o calendário de festividades no dia 16 de junho, com a assinatura de várias ordens de serviço e entrevista coletiva à imprensa do município, além da participação da população, que fez reivindicações, críticas e também elogios ao governo do Crato nos últimos anos.

As comemorações alusivas à emancipação política foram encerradas nesta segunda-feira, dia 21, com solenidade oficial de encerramento, na Praça da Sé. Com um palanque armado de frente a praça, o prefeito do Crato com sua equipe de governo, acompanhou o desfile cívico-militar, hasteamento das bandeiras, execução dos hinos, com acompanhamento da Banda de Música do Crato, além do pronunciamento oficial do prefeito.

Samuel Araripe destacou a importância histórica do município do Crato, uma cidade que tem sido projetada para o futuro. O esporte teve destaque especial durante o encerramento, com a tradicional prova ciclística 21 de junho, com partida da praça da Sé. Também foi realizado jogo de Futsal, dentro da Copa 21 de junho.

O prefeito Samuel Araripe, dentro da pauta de reivindicações dos funcionários da limpeza pública do Crato, entregou 130 fardamentos e Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) para o funcionalismo, durante a solenidade de encerramento. O pelotão tático do Departamento Municipal de Trânsito também se apresentou.

Mais duas Unidades Produtivas são inauguradas em Crato

No último sábado foram inauguradas mais duas grandes Unidades de Inclusão Produtiva no município do Crato, por meio do trabalho desenvolvido pela Secretaria de Ação Social, beneficiando dezenas de famílias do bairro Seminário e da Batateira. A primeira foi a unidade de fabricação de peças íntimas, na Batateira, que hoje produz cerca de 100 peças por dia. O produto chega a ser comercializado no bairro, também capacitando vendedores, além de todo o município e cidades vizinhas. A Unidade funciona em prédio próprio e possui várias máquinas de costura. O trabalho contou com capacitação inicial de várias profissionais de costura para desenvolver o trabalho, por meio do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) da Batateira. Inicialmente, houve um trabalho de sensibilização junto aos moradores do bairro. A secretária Liduína Alves, destacou a disposição da Secretaria em apoiar as famílias, promovendo a inclusão social e proporcionando um complemento de renda. O vice-prefeito do Crato, Raimundo Filho, ressaltou o trabalho que vem sendo desenvolvido no Crato, na administração Samuel Araripe, proporcionando uma melhoria na qualidade de vida do cidadão. No Seminário, foi inaugurada na rua Coronel Luiz Teixeira, uma fábrica de produtos de limpeza. A própria comunidade se envolve, aprende a produzir e comercializa os produtos. Liduína destaca a iniciativa do projeto, como um meio que ensina as pessoas a buscarem o complemento de renda, capacitando para a produção. Mais dois bairros contam com unidades: a Vila Alta, com um salão de beleza, e o Muriti, com mais uma fábrica de desinfetantes.

Prefeito do Crato receberá prêmio no Senado Federal

Depois de receber o prêmio de melhor prefeito do Estado do Ceará, na noite desta segunda-feira, em Fortaleza, durante solenidade com autoridades de todo o estado, o prefeito do Crato, Samuel Araripe, seguirá para Brasília. No próximo dia 29 deste mês, estará sendo homenageado no Senado Federal, durante a 15ª Edição do Brasil América 2010, que agraciará as 100 personalidades públicas que mais atuaram na implantação de políticas públicas. Um dos importantes requisitos para esse reconhecimento é o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, por meio da administração. Samuel Araripe há vários anos vem sendo reconhecido pelo seu trabalho administrativo. Este ano, foi o mais lembrado, com 26 dos 28 votos para as personalidades reconhecidas. Em 2008 e 2009 esteve em segundo lugar na lista.


Prefeitura do Crato promove festejos juninos pelos bairros da cidade

O Governo Municipal do Crato em parceria com a Secretaria de Ação Social, está promovendo as comemorações juninas dos Centros de Referencia em Assistência Social- CRAS. Com muita animação, comidas típicas e arasta-pé os bairros cratenses festejam o São João de maneira divertida e pacífica. As festas começaram dia 16 no Muriti e desde então estão acontecendo em todos os CRAS da cidade, no dia 17 no Seminário, dia 19 na Casa de Acolhimento no Centro Social Urbano e ontem no CRAS da Vila Alta.

Amanha, dia 24 será comemorado o São João do – CRAS Batateira, na Quadra do CAIC às 18 horas. No dia 26 será a vez das comemorações do - ProJovem Adolescente na Quadra Bicentenário às 17 horas. Dia 28 será realizado o São João do Idoso na Quadra Bi-Centenário às 17 horas.

Governo Municipal do Crato

A JOGADA GLOBAL PREOCUPA O MUNDO - Por: Antonio de Paiva Rodrigues


A jogada pode ser considerada uma artimanha perigosa ou não. A jogada política pode ser articulada no écran do bem ou mal dependendo do articulador. Pode ser um atributo onde o orgulho está inserido com bastante rispidez, visto que normalmente o viés é o benefício próprio. Pode ser a pedra de toque para o conhecimento dos homens,bem como o sentimento da própria grandeza real, existente no íntimo de cada ser, mas transbordado ou desviado do seu verdadeiro curso. O ser humano é um imantador de ações dessa natureza. O nosso presidente apenas por uma palavra se apoderou dessa ação orgulhosa quando o presidente dos Estados Unidos da América do Norte (EUA) lhe desfechou uma brincadeira nominando-o de o “cara”. O presidente do Brasil assumiu esse papel e entrou em conflito com o EUA ao mediar à crise com o Irã.

A atuação brasileira reflete mudança na relação de forças entre as potências. “Em abril de 2009, em Londres, na descontraída sessão de fotos dos presidentes do G-20, o fórum que reúne as 20 maiores economias do planeta, o presidente americano, Barack Obama, abraçou o presidente Lula e falou alto, para os outros líderes que estavam por perto:” “Esse é o cara”. Depois o presidente volta com toda carga negociando com o Irã perturbando o sossego do presidente Obama. A estratégia para atuar no cenário internacional, porém, veio sendo construída desde que ele assumiu a Palácio do Planeta. Lula consolida sua liderança regional e tenta projetar o Brasil como ator em questões reservadas às grandes potências. Nesta trajetória coleciona vitórias e tropeços.

A energia nuclear, o enriquecimento do urânio tem se transformada na válvula de escape para determinados políticos e chefes de nações. Hillary Clinton chamou a diplomacia brasileira de ingênua e pediu “sanções duras” contra o Irã. O minério do urânio extraído da natureza só possui 3% de urânio puro.Dele obtém-se o óxido de urânio que tem dois átomos. Só o mais raro deles, o U-235, tem fins nucleares. Israel, arquiinimigo do Irã, já tem a bomba nuclear, jamais assinou o tratado e não provoca o mesmo tipo de reação no Ocidente. Será que esse povo não assimilou a desgraça que aconteceu na segunda guerra mundial, onde os Estados Unidos da América liquidou o Japão com duas dessas terríveis ameaças a humanidade, em Nagasaki e Hiroshima.

A bomba lançada em 9 de Agosto de 1945 em Nagasaki era maior do que a utilizada em Hiroshima. Por isso mesmo, recebeu o nome de «Fat Man». Será que o nosso presidente não se convenceu que mesmo dentro de casa existem problemas com as usinas atômicas de Angras que ainda não foram solucionados e já quer meter os pés pelas mãos e negociar um produto altamente nocivo para a saúde mundial? O engenho utilizado em Hiroshima utilizava urânio. Em Nagasaki foi utilizado plutônio e o processo era de implosão. A bomba era mais potente, mas, devido às características de Nagasaki, teve um efeito menos devastador do que em Hiroshima, provocando a morte de mais de 70 mil pessoas.

Dizem os especialistas que numa bomba desta extirpe a energia liberada corresponde a 21 mil toneladas de TNT. A bomba usada na segunda guerra tinha um comprimento de 3,2 metros, peso de 4,5 toneladas e um diâmetro de 1,5 metros e sendo o elemento principal o plutônio 239. “Nagasaki não era o alvo inicialmente escolhido para o lançamento da segunda bomba atômica. O bombardeiro B-29 chegou a sobrevoar a cidade de Kokura, mas não largou a bomba devido ao muito fumo. Mudou de rumo e seguiu para o segundo alvo: Nagasaki. Às 11.02 horas, largou a bomba carregada de plutônio. Na altura, Nagasaki tinha cerca de 240 mil habitantes.

A bomba provocou a morte a mais de 73 mil e feriu cerca de 80 mil. No dia a seguir à explosão da bomba atômica em Nagasaki, o imperador Hirohito declarou o fim da guerra. Senhor presidente não é isso que queremos para o mundo global e menos para o ser humano que se insere nesse mundo. Almejamos a paz, pois a violência das grandes cidades parece se enriquecer com as partes integrantes de uma bomba atômica. Visto que a violência está destruindo pessoas inocentes nas mesmas proporções das duas horrendas bombas que citamos nas entrelinhas desta matéria.

Somos a favor da paz e da não violência. O urânio pode ser enriquecido para fins mais benéficos do que maléficos. O orgulho senhor presidente quando não mata ajuda a matar. É a causa de queda, por tornar cega a criatura, com relação a seus deveres. O esforço é terrível chaga da alma humana, na qual gangrena e sufoca qualquer boa ação ou inspiração. A imprensa mundial, apoiando ou batendo na posição do Brasil, acabou dando elevada dimensão ao acordo com o Irã. Segundo a BBC do Brasil o Irã concordou em enviar urânio para ser enriquecido no exterior, como parte de um acordo negociado em Teerã entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, e o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan. O porta-voz do Ministério do Exterior do país, Ramin Mehmanparast, disse que o país vai enviar 1.200 kg de urânio de baixo enriquecimento (3,5%) para a Turquia em troca de combustível para um reator nuclear a ser usado em pesquisas médicas em Teerã.

O entendimento anunciado e assinado em frente a jornalistas em Teerã tem como base a proposta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA, órgão da ONU), do final do ano passado, que previa o enriquecimento do urânio iraniano em outro país em níveis que possibilitariam sua utilização para uso civil, não militar. O acordo como todos os outros têm seus fundamentos e pontos primordiais e o Irã notificará a AIEA sobre os detalhes do acordo em até uma semana. Se o acordo for aprovado pelo Grupo de Viena (Estados Unidos, Rússia, França e AIEA), o Irã vai enviar 1.200 quilos de urânio com baixo grau de enriquecimento à Turquia.

Tem outros detalhes o acordo, mas são vastos para inserirmos aqui, mas analistas acreditam que a adoção de uma proposta que segue as linhas do que foi negociado na ONU poderia esfriar os ânimos dentro do Conselho de Segurança da organização e evitar uma nova rodada de sanções, como defendem os Estados Unidos. Poucos minutos após o anúncio do acordo, Israel criticou o Irã, afirmando que Teerã está "manipulando" o Brasil e a Turquia. É um caso grave para as Nações envolvidas nas negociações, pois ao invés de investirem na paz estão instigando a violência. Pese nisso! O orgulho exarcebado pode embriagar as pessoas, e por mais sábias que sejam as palavras de um orgulhoso ou de um bêbado, elas serão ridicularizadas por causa do contra - testemunho de quem diz.

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE- DAUBT- DA AVESP E DA AOUVIRCE

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