xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/05/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 maio 2010

Das dores e das ruas - Por Carlos Eduardo Esmeraldo Filho


Pesquisa de dissertação de mestrado, realizada nos meses de agosto e novembro de 2009, intitulada “Necessidades de saúde dos moradores de rua: os desafios para as políticas sociais do município de Fortaleza-CE”, revela as condições de vida dessas pessoas e as implicações para a sua saúde.

Partindo dessas condições de vida, dos relatos das pessoas em situação de rua, das entrevistas realizadas e das experiências proporcionadas pela observação participante, foi possível perceber que as necessidades de saúde desse segmento vão muito além das mínimas necessidades básicas, como alimentação, higiene e tratamento de saúde, envolvendo, dentre outras, a necessidade de segurança física e psicossocial, a necessidade de ser visto como um ser humano digno de respeito, a necessidade de autonomia e a necessidade de acesso efetivo aos serviços públicos.

Uma dos importantes determinantes da saúde e da doença é a violência sofrida pelos moradores de rua, que afeta significativamente a qualidade de vida dessas pessoas e contribui para a manifestação de ansiedade, medo, nervosismo e insegurança diante dos perigos e das incertezas existentes na rua. Juntamente com o uso abusivo de drogas, a violência aparece como um problema vivenciado por boa parte os moradores de rua, expressando-se de várias formas, incluindo a violência da polícia e de vigilantes particulares sofrida pelos moradores de rua, preconceito e discriminação, a violência entre os moradores de rua (furtos, roubos, agressões e assassinatos) e a violência sexual sofrida pelas mulheres. Ser visto como um marginal, como sem valor na sociedade, é percebido como uma das piores formas de violência.

Dois relatos ilustram essa questão. Em uma das visitas à rua, chamaram atenção as implicações emocionais da agressão sofrida por um morador de rua, quando se encontrava à noite na “Praça do Banco do Nordeste”. Ele levantava a camisa e mostrava as marcas das agressões na costela. Mostrava, também, o Boletim de Ocorrência que tinha feito. Vigilantes de empresas particulares o haviam abordado na praça, por meio de violência física sem nenhum direito a defesa. Estava visivelmente transtornado, sua fala emocionada mostrava que o sofrimento decorrente da experiência vivenciada transcendia a dor física. Ele estava na rua em Fortaleza há apenas um mês. Era, portanto, a primeira vez que sofria uma agressão desse porte. Tentava superar o sentimento de impotência por meio da vontade de lutar contra seus agressores, de denunciá-los, de não aceitar facilmente a agressão. Repetia, constantemente, que a praça é pública, que qualquer pessoa pode sentar num banco e tomar uma dose de conhaque. Dizia-se trabalhador, repetia que não era um “vagabundo”.

Uma outra questão diz respeito à dificuldade de acesso aos estabelecimentos de saúde do município. De uma forma geral, os participantes da pesquisa apresentam-se insatisfeitos com o acesso, relatando que são mal atendidos e discriminados, especialmente pelo fato de serem moradores de rua, mal vestidos, não possuírem documentos nem endereço fixo e por chegarem desacompanhados. Um dos participantes entrevistados conta que certo dia, após ter sido agredido com um pedaço de pau na cabeça, dirigiu-se, todo ensangüentado, à delegacia de polícia para registrar a ocorrência, antes de procurar o serviço de saúde. Segundo ele, chegar ao hospital com um Boletim de Ocorrência era um recurso para não ser vítima de preconceito, mais especificamente, evitar não ser confundido com um criminoso. Não podemos negar que existem alguns serviços e profissionais de saúde que são mais preparados para lidar com essa população. No entanto, de uma forma geral, ainda há muitas barreiras de acesso para as pessoas em situação de rua.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo Filho
Trancrito do jornal "O Povo" caderno "Vida e Arte": p. 7; Edição de 02 de maio de 2010
Carlos Eduardo Esmeraldo Filho é psicólogo e Mestre em Saúde Pública, autor da dissertação de mestrado intitulada: "Necessidade de Saúde dos moradores de rua: desafios para as políticas sociais do municipio de Fortaleza"

Coisas da idade... Por Carlos Eduardo Esmeraldo

Quando a gente envelhece, tudo acontece... Uma senhora cratense que passava dos 65 anos foi a um conhecido médico ortopedista, queixando-se de fortes dores no joelho. Eram tantas as dores que ela já não podia subir e descer escadas. E as suas costumeiras caminhadas matinais pela praça defronte da maternidade foram interrompidas por vários dias, tamanhas eram as dificuldades que ela sentia quando andava. O médico lhe prescreveu alguns medicamentos antiinflamatórios e secções de fisioterapia.
Decorridos mais de um mês do tratamento prescrito, aquela cliente retornou ao ortopedista, queixando-se do resultado que estava muito demorado:
– Doutor, já faz mais de um mês que eu me trato e não vejo melhora neste meu joelho. Por que o meu joelho está demorando tanto a ficar bom se os jogadores de futebol arrebentam o joelho num domingo e no outro já estão jogando?
– É porque não existe nenhum jogador de futebol com mais de 65 anos.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo

SOM NA RURAL COMPACTO 07-08

Ψ Psicologia Jurídica IV- Ψ Ato Infracional Ψ Por João César Mousinho De Queiroz.


A Constituição Federal relaciona em seu art. 227 direitos destinados a conceder às crianças e adolescentes absoluta prioridade no atendimento ao direito à vida, saúde, educação, convivência familiar e comunitária, lazer, profissionalização, liberdade, integridade etc. Além do que, é dever de todos (Estado, família e sociedade) livrar a criança e adolescente de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Crianças e adolescentes possuem primazia em receber proteção e socorro em quaisquer circunstâncias, precedência no atendimento nos serviços públicos ou de relevância pública, destinação privilegiada de recursos públicos nas áreas relacionadas com a proteção à infância e juventude, programas de prevenção e atendimento especializado aos jovens dependentes de entorpecentes e drogas afins.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, estabelece um rol de direitos específicos dessas pessoas, bem como regras especiais para o jovem infrator. Considera-se criança a pessoa até 12 anos e adolescente aquela entre 12 e 18 anos.

Crianças e adolescentes possuem direitos próprios que estão previstos em diversos instrumentos internacionais e na legislação brasileira. No plano internacional, ressalta-se a Convenção sobre o Direito da Criança, aprovada pela ONU, em 1989, e em vigência no Brasil desde 1990; as Regras Mínimas das Nações Unidas para a Proteção dos Jovens Privados de Liberdade, aprovada pela ONU em 1990; Regras Mínimas das Nações Unidas para a Administração Juvenil e a Convenção Americana sobre os Direitos Humanos (Pacto de São José).

Ato infracional é a ação tipificada como contrária à lei que tenha sido efetuada pela criança ou adolescente. São inimputáveis todos os menores de 18 anos e não poderão ser condenados a penas. Recebem, portanto, um tratamento legal diferente dos réus imputáveis (maiores de 18 anos) a quem cabe a penalização.

A criança acusada de um crime deverá ser conduzida imediatamente à presença do Conselho Tutelar ou Juiz da Infância e da Juventude. Se efetivamente praticou ato infracional, será aplicada medida específica de proteção (art. 101 do ECA) como orientação, apoio e acompanhamento temporários, freqüência obrigatória em ensino fundamental, requisição de tratamento médico e psicológico, entre outras medidas.

Se for adolescente e em caso de flagrância de ato infracional, o jovem de 12 a 18 anos será levado até a autoridade policial especializada (antiga Delegacia de Menores). Na polícia, não poderá haver lavratura de auto e o adolescente deverá ser levado à presença do juiz. Ressalte-se que os adolescentes não são igualados a réus ou indiciados e não são condenados a penas (reclusão e detenção), como ocorre com os maiores de 18 anos. Recebem medidas socioeducativas, sem caráter de afinação. É totalmente ilegal a apreensão do adolescente para "averiguação". Ficam apreendidos e não presos. A apreensão somente ocorrerá quando for em flagrância ou por ordem judicial e em ambos os casos esta apreensão será comunicada, de imediato, ao juiz competente, bem como à família do adolescente (art. 107 do ECA).

A autoridade policial deverá averiguar a possibilidade de liberar imediatamente o adolescente. Caso a detenção seja justificada como imprescindível para as investigações e manutenção da ordem pública, a autoridade policial deverá comunicar os responsáveis pelo adolescente, assim como informá-los de seus direitos como ficar calado se quiser, ter advogado, ser acompanhado pelos seus pais ou responsáveis etc. Após a apreensão, o adolescente será imediatamente conduzido à presença do promotor de Justiça, que poderá promover o arquivamento da denúncia, conceder remissão-perdão ou representar ao juiz para aplicação de medida socioeducativa.

O adolescente que cometer ato infracional estará sujeito às seguintes medidas socioeducativas: advertência, liberdade assistida, obrigação de reparação do dano, prestação de serviços à comunidade, internação em estabelecimento, entre outras. Que será tema do meu próximo artigo.

Desde janeiro de 1990 quando iniciei meus atendimentos para menores infratores em psicoterapias individuais, grupais e para famílias com filhos em conflitos com a lei para os dias de hoje, poucas coisas mudaram em relação a pratica de ato infracional. O problema que envolve a prática de ato infracional por adolescentes é bastante complexo, demandando a análise de fatores variados como o contexto social, político, econômico e normativo. A falta de condições mínimas para viver dignamente como emprego, moradia, alimentação, saneamento básico, a precariedade da saúde e uma educação nada integralizadora, favorecem um ambiente de agressividade, delinqüência e atitudes anti-sociais.

A exclusão social também é responsável pela proliferação da violência, pois, uma vez excluídos do convívio social, os jovens não encontram alternativa senão a da delinqüência. O agravamento da crise econômica substitui as oportunidades legais de trabalho pelo tráfico de drogas e armas. Também podemos perceber que a dinâmica familiar, ao contrário de exercer um papel protetivo, amplia a vulnerabilidade emocional dos filhos e estabelece um modelo de interação inadequado que tende a ser reproduzido futuramente.
Famílias Disfuncionais, situações de alcoolismo e agressões físicas na infância, ausência afetiva, contribuem grandemente para o desenvolvimento anti-social mesmo nos jovens cuja situação econômica é confortável.

Segundo pesquisas, adolescentes expostos à violência doméstica relataram sentimentos de maior solidão, maior freqüência de conflitos com amigos e com maiores dificuldades nos relacionamentos.

O histórico dos adolescentes infratores nos anos 90 era na sua grande maioria oriunda de famílias carentes e disfuncionais e moradores da periferia e favelas. Maio de 2010 atendo adolescentes na Fundação Casa São Paulo Capital, (minoria)no meu Consultório,a Domicilio e no meu Trabalho Filantrópico com família constituída de pai, mãe e irmãos de classe média e média alta, moradores de bairros nobres e estudando em escolas particulares. Índice de 78% dos adolescentes envolvidos com drogas e os que estão cumprindo medida socioeducativas de internações homicidas e latrocídas 100% dependentes químicos do Crack.

Fontes: Livros,Fundação Casa (Antiga Febem)SP-Capital 02/05/10 Artigo XX– Ψ Psicólogo Jurídico Terapeuta Familiar. www.sosdrogasealcool.org

Uma universidade em clima de nuvens nada plácidas - Postado por Océlio Teixeira

O Sindicato dos Professores da Universidade Regional do Cariri promete reforçar mobilização com o objetivo de conquistar um direito mínimo da Instituição: concurso para novos docentes.

Faz tempo que a Urca não renova os quadros e o que se vê são várias cadeiras sem professor e os alunos no prejuízo. Esse tipo de situação, aliás, não é algo exclusivo dessa universidade estadual. Na Uece, com sede em Fortaleza, a pindaíba é maior.

Mas queremos chamar a atenção para o caso da Urca. No passado, uma universidade que ganhou dimensão estadual com Violeta Arraes e teve curso reconhecido nacionalmente, com nota A, na era de André Herzog. Hoje, sob o mando do reitor Plácido Cidade Nuvens, passa um ar de retrocesso. Uma pena.

Fonte: Blog do Eliomar de Lima

Mais uma da "óia" - Por: José Nilton Mariano Saraiva

"Direito de Resposta (Aos Editores da Revista Veja):
Na matéria “A farra da antropologia oportunista” (Veja ano 43 nº 18, de 05/05/2010), seus autores colocam em minha boca a seguinte afirmação: “Não basta dizer que é índio para se transformar em um deles. Só é índio quem nasce, cresce e vive num ambiente cultural original”. Gostaria de saber quando e a quem eu disse isso, uma vez que (1) nunca tive qualquer espécie de contato com os responsáveis pela matéria; (2) não pronunciei em qualquer ocasião, ou publiquei em qualquer veículo, reflexão tão grotesca, no conteúdo como na forma. Na verdade, a frase a mim mentirosamente atribuída contradiz o espírito de todas declarações que já tive ocasião de fazer sobre o tema. Assim sendo, cabe perguntar o que mais existiria de “montado” ou de simplesmente inventado na matéria. A qual, se me permitem a opinião, achei repugnante. Grato pela atenção,
Eduardo Viveiros de Castro (Antropólogo – UFRJ)".

1 comentário para “Direito de Resposta”
Jotavê disse: ( 02/05/2010 às 9:37 ) - Para quem não sabe, o maior antropólogo brasileiro vivo, e um dos maiores do mundo. Não tentem exagerar a importância que tem Viveiros de Castro para as ciências humanas – vocês não irão conseguir.
É um petardo bem no coração de uma revista que faz propaganda eleitoral, e não jornalismo, e que pretende, apesar disso, ser uma espécie de farol para a “elite intelectual brasileira”.
*******************
Pois é, a tal da VEJA continua em sua escalada suja de manchar reputações, acusar sem provas, investir contra pessoas sérias. Até quando ???
Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

ALMANAQUE e PREVISÃO DO TEMPO - Dia 02 de Maio de 2010


Bom Dia!

Após um longo e tenebroso verão, cá estamos nós de volta para anunciar que segundo os diversos sites de meteorologia do país, hoje irá chover no Crato à noite ( acredite se quiser ). Para mim, que fiz aqui como todos os dias o Plantão da Madrugada, o que posso dizer dos céus do Crato no dia de hoje, é que não há até o presente momento, uma só núvem no céu, corroborado aí pela foto do satélite, mostrando um céu claro. Hoje, Domingo, dia 02 de Maio de 2010, tive que rearranjar as diversas matérias do Blog. Trouxe alguns fatos marcantes da semana, notícias que foram destaque, e claro, as melhores reportagens, como a do Armando Rafael, recentemente publicada aqui. Estou pedindo a todos os escritores que redizam o tamanho dos textos. O nosso espaço está muito limitado na página frontal, e se pudermos fazer pequenas notas, ao invés de verdadeiras monografias, tanto melhor. Como já expliquei, o Google tem reduzido a quantidade de Bytes da página principal, para não sobrecarregar o sistema. Enquanto isso, Bom Domingo, divirtam-se saudavelmente, e curtam o grande sol e o calor que deverão se abater sobre o Crato no dia de hoje. Segundo o site climatempo, Sol com aumento de nuvens ao longo do dia. À noite ocorrem pancadas de chuva. Então, viva o Sol !

ALMANAQUE

Eventos históricos

1500 – Pedro Álvares Cabral parte para as Índias Orientais.
1945 – Segunda Guerra Mundial: os soviéticos conseguem capturar Berlim.
1997 – Tony Blair, do Partido Trabalhista, se torna Primeiro-Ministro do Reino Unido, pondo fim a 18 anos de governo conservador. Com 44 anos, ele é o mais jovem primeiro-ministro em 185 anos

Nascimentos

1660 - Alessandro Scarlatti, compositor italiano (m. 1725).
1772 - Novalis, poeta alemão (m. 1801).
1870 - William Seymour, pastor estadunidense, iniciador do Pentecostalismo (m. 1922).
1892 - Manfred von Richthofen, o Barão Vermelho, piloto de avião alemão (m. 1918).
1909 - Ataulfo Alves, compositor e cantor brasileiro (m. 1969).
1913 - Nigel Patrick, ator inglês (m. 1981).
1925 - John Neville, ator inglês.
1928 - Jigme Dorji Wangchuck, terceiro rei do Butão (m. 1972).
1929 - Édouard Balladur, político francês, primeiro-ministro de França entre 1993 e 1995.
1935 - Luis Suárez Miramontes, treinador de futebol espanhol.
1938 - Rei Moshoeshoe II do Lesoto (m. 1996).
1942 - Jacques Rogge, presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI).
1945 – Paco Bandeira, cantor de música popular portuguesa.
1949 - Tizuka Yamazaki, cineasta brasileira.
1950 – Fausto Silva, o Faustão, apresentador de televisão brasileiro.
1952 - Antônio Nóbrega, músico brasileiro.

Falecimentos

1519 – Leonardo da Vinci, artista e cientista italiano (n. 1452).
1857 – Alfred de Musset, poeta francês (n. 1810).
1884 - Adelino Fontoura, poeta, jornalista e actor brasileiro, Patrono da Academia Brasileira de Letras (n. 1859).
1932 - Juliano Moreira, médico psiquiatra brasileiro (n. 1873).
1957 – Joseph McCarthy, político estado-unidense, senador de Wisconsin (n. 1908).
1990 – Zé Trindade, comediante brasileiro.
1993 – Armando Bógus, ator brasileiro (n. 1930).
1997 – Paulo Freire, sociólogo e pedagogo brasileiro (n. 1921).

Fonte Wikipédia
Foto: Antonio Nóbrega
Colaboração no Almanaque: Alessandra Bandeira
Por: Dihelson Mendonça

Notícias do Cariri - COLUNA ARMANDO RAFAEL



HÁ ALGO NOVO NOS CÉUS DO CARIRI
E é avião de carreira! O Aeroporto Orlando Bezerra de Menezes (antigo Aeroporto Regional do Cariri) foi palco esta semana da mudança de nome nas aeronaves da antiga Oceanair que passou a se chamar Avianca (foto acima) . A Oceanair atuava no Cariri desde 2002, Agora foi incorporada a mais antiga companhia de aviação da América Latina, a quase centenária empresa colombiana Avianca. Que já anunciou para breve um vôo sem escalas entre Juazeiro do Norte e São Paulo.

O VALOR DO CARIRI
As palavras abaixo foram escritas pelo professor, Mestre e Doutor em Sociologia, escritor e renomado teatrólogo, Oswald Barroso: “Poucas regiões do Brasil têm, como o Cariri, uma natureza tão pródiga, uma história tão rica e uma cultura popular tão diversificada. Festas, folguedos, ritos, mitos, lendas, narrativas orais, artesanatos, mestres brincantes e de ofício, santuários e sítios sagrados, marcos históricos e conjuntos arquitetônicos, sítios naturais e redutos ecológicos, tradições culinárias, passeios e belas paisagens, feiras e mercados, enfim, um número infinito de possibilidades e atrações a serem exploradas. Junte-se a isto uma vida intelectual e acadêmica em pleno crescimento, com sólidas instituições públicas, universidades, artistas, escritores e um plantel de profissionais técnicos e liberais da melhor qualidade”.

LIVROS 1
Aviso aos professores, intelectuais e amantes da literatura. Ainda existem poucos exemplares para venda – na Cúria Diocesana, situada nos fundos do Palácio Episcopal, na Rua Teófilo Siqueira, em Crato – do último livro escrito por monsenhor Francisco Holanda Montenegro: “Fé em Canudos”, 239 páginas. Este livro resgata, para a posteridade, a espiritualidade de Antônio Vicente Mendes Maciel, mais conhecido como “Antônio Conselheiro,” líder do Arraial de Canudos, e mais uma vítima do regime republicano imposto ao Brasil, através do golpe militar de 15 de novembro de 1889. Embora se proponha apenas a resgatar o lado asceta de Antônio Conselheiro, esta obra pode, perfeitamente, ser incluída como um compêndio de História, porquanto leva o leitor a se interrogar: o que motivou o Exército brasileiro a promover um verdadeiro genocídio contra milhares de camponeses nordestinos...

LIVROS 2
Outro livro à venda na Cúria Diocesana de Crato é “A Missão Ibiapina”, de autoria do Padre Ernando Carvalho. Esta obra serve como fonte para pesquisa sobre a ação evangelizadora do grande missionário Padre Ibiapina, considerado por Gilberto Freyre como “a maior figura do clero brasileiro”.

PATRIMÔNIO HISTÓRICO DE CRATO
Quem percorre a estrada Barbalha-Arajara-Crato, em direção à última cidade, é surpreendido — cerca de cinco quilômetros, antes de chegar ao destino — quando avista, no lado direito, uma singela e respeitável capelinha (foto ao lado), típica dos templos rurais de antanho. Trata-se da Capela de São Sebastião do sítio Currais, erguida para atestar, às gerações futuras, uma grande graça concedida por Deus, à população daquela localidade, na segunda metade do século XIX.

A CAPELINHA
Sobre esta capelinha, vejamos o que escreveu o historiador Irineu Pinheiro, no livro “O Cariri”, a pagina 245: “Em 1862 prometeu o major Felipe Teles Mendonça erigir uma capela em seu sítio Currais, a uma légua do Crato, dedicada a S. Sebastião, se não morresse de cólera-morbo nenhum dos membros de sua família ou de seus moradores. Naquela época a epidemia do mal asiático abateu milhares de pessoas em todo o Ceará. Nada sofreram o major Felipe e os de sua casa e sítio. Em 12 de outubro de 1863, para cumprir o seu voto, pediu ao Bispo D. Luiz Antônio dos Santos licença para edificar a igrejinha, licença que lhe foi dada no dia 13 do mesmo mês e ano, depois de informação favorável do vigário Joaquim Aires do Nascimento. Mas só em 1888, após ter o segundo Bispo do Ceará, D. Joaquim José Vieira, confirmado a graça concedida por D. Luiz, foi erguida a capelinha e benzida pelo vigário do Crato, Antônio Fernandes da Silva”.

Por: Armando Lopes Rafael

Blog cobertor Curto - Cobre a Cabeça e descobre os Pés !

O Site Google ( que gerencia os conteúdos dos Blogs ), deveria cobrar caro e adiantado pelos serviços, mas jamais deveria deixar os Blogs da forma que estão atualmente. Como cobertor curto que cobre a cabeça e descobre os pés, a cada postagem que fazemos, uma desaparece lá embaixo, o que nos força a ter mais trabalho ainda para selecionar aquilo que é mais urgente e necessário para estar na página principal. Por isso, dou um conselho aos nossos leitores: Lá no final do Blog do Crato, clique no botão "Clique aqui para continuar com outras notícias" a fim de ler as outras matérias. Estou vendo uma maneira de me livrar do Google, transferindo o conteúdo do Blog para um dos nossos sistemas de hospedagem paga, a exemplo dos outros Blogs que mantemos, e da Rádio Chapada do Araripe Internet.

Dihelson Mendonça

O homem que matou o candidato - Por: Érico Firmo

A pergunta mais recorrente na política brasileira nas últimas semanas tem sido: por que Ciro Gomes não conseguiu ser candidato ? O que faltou ? Este Menu o convida, porém, a seguir pelo caminho oposto. A questão que norteará esta coluna é: o que Ciro tinha para ser candidato? A rigor, apenas e tão somente o seu capital de votos. Algo - é fato - nada desprezível, embora, supremo paradoxo, esse solitário trunfo tenha sido demonstrado justamente pelas mesmas pesquisas nas quais Ciro tanto bateu. É fato que ele ainda patinava por volta dos mesmos cerca de 10% de intenções de voto que teve nas duas eleições presidenciais que disputou, em 1998 e 2002. E embora tenha, nos últimos levantamentos, aparecido tecnicamente empatado com Marina Silva (PV), que jamais disputou a Presidência. A candidatura era, de todo modo, alicerçada em uma força pessoal de Ciro. Em seu carisma, naquilo que construiu em duas disputas pela Presidência.
Era pouco. Faltava muito. Faltava um projeto no qual a candidatura estivesse inserida. Era o projeto de Lula? O presidente renega. O projeto do PSB? Ficou demonstrado que não. Ciro não tinha apoio interno por não ter identidade partidária. Vale lembrar que faz menos de dois anos que Ciro virou as costas para a decisão do PSB em Fortaleza, capital do seu estado, e abraçou a candidatura da ex-mulher Patrícia Saboya (PDT), enquanto o partido estava com Luizianne Lins (PT). Carece, portanto, de legitimidade para pressionar a sigla. Ele sempre se pautou única e tão somente em projetos individuais. Não abraçou a bandeira do partido, nenhum dos muitos pelos quais passou. Não tem, portanto, o direito de cobrar que a sigla abrace suas bandeiras.
O Ciro que queria que o PSB lhe fizesse candidato a presidente é o mesmo que foi duas vezes candidato pelo PPS, um partido cultural e politicamente muito diverso de sua atual sigla. Não houve mudança de discurso, de projeto. É o projeto Ciro. Ninguém mais, senão o próprio e sua família, viu motivos para abraçá-lo. Até como decorrência da falta de projeto faltava motivos políticos para Ciro ser candidato. Faltava discurso a um partido bem alojado no atual governo, no qual o próprio Ciro tem ministro de sua cota pessoal e intransferível, o cearense Pedro Brito.
O argumento que Ciro tentou construir de que é o melhor e mais preparado para dar continuidade ao projeto Lula era insustentável. Afinal, Lula é a pessoa mais legítima para apontar quem considera mais indicado para dar continuidade ao seu trabalho. Pode até se enganar. Mas o eleitor não tem motivos para achar, a priori, que Ciro, mais que o atual presidente, tem credenciais para apontar o melhor caminho para dar prosseguimento ao projeto que tem efetivamente Lula como comandante e Ciro como mero colaborador. Além disso, a estratégia de Ciro era um equívoco e um sofisma. A ideia de dividir as forças governistas entre duas candidaturas apoiadas pelo presidente é estapafúrdia. Todo governo tem um candidato. É natural que ocorram dissidências & que dissidências são. É até comum que candidatos não apoiados pelos governos de plantão tentem surfar nas obras e na popularidade do governante. Mas seria um tanto exótico um governo dizer: ``Você pode votar nessa candidata, mas também tem aquele outro ali como opção``. Isso não ocorreu, ao contrário. O governo abraçou sua candidatura mais cedo que qualquer outro e com ênfase nunca antes vista. Nesse cenário, Ciro só poderia ser candidato se rompesse. Mas manteve seus carguinhos no Executivo e continuou conversando com Lula. Esquizofrenia política em estado puro.
Não conseguiu igualmente convencer quando disse que sua candidatura era boa para o partido, mesmo que saísse derrotado. A história mostra que a avaliação é relativa. Tomando como parâmetro a participação passada do próprio Ciro em campanhas presidenciais como fator para impulsionar o crescimento do partido, observa-se que o PPS, em 1998, quando ele foi candidato a presidente pela primeira vez, elegeu apenas os mesmos três deputados federais que trazia da eleição anterior. Em 2002, é fato, houve crescimento, chegando a 15 deputados. Mas o aumento ocorreu também em 2006, chegando a 22 deputados, quando o partido não tinha candidato próprio. Já a experiência do PSB mostra discreto crescimento da bancada federal na época em que lançou Anthony Garotinho em 2002, passando de 18 para 22 deputados federais. E o crescimento também se verificou em 2006 quando, sem candidato próprio, o partido elegeu 27 deputados. Acrescente-se o fato de que o trauma da experiência com Garotinho não torna o PSB o terreno mais fértil para um candidato presidencial pouco identificado com a legenda, ainda mais com o discurso de que mesmo a derrota pode ser bom negócio para a legenda. Naquele caso, definitivamente, não foi, embora Garotinho tenha acabado com cinco milhões de votos a mais que o próprio Ciro, então no PPS.
Além da falta de projeto, de discurso, de motivo e do erro de estratégia, ou justamente em função de tudo isso, Ciro não conseguiu apoios. Nem fora, nem dentro do partido. Até os cearenses que participaram da decisão do PSB votaram contra. E, talvez fator que explique todos os anteriores, faltaram qualidades ao candidato. Não na sua história, mas na sua trajetória recente. Os últimos quatro anos da vida política de Ciro foram jogados fora. Um fiasco. Foi parlamentar abaixo até da medíocre média. Sua participação nas eleições de 2008 foi pífia. Nas duas campanhas nas quais se envolveu, foi derrotado como grande cabo eleitoral de Patrícia em Fortaleza e, em Belo Horizonte, engajou-se para eleger Márcio Lacerda (PSB), seu ex-braço direito no Ministério da Integração Nacional. Era uma das eleições mais ganhas do País, numa aliança que envolvia do PT ao PSDB de Aécio Neves. Mas a disputa foi para um imprevisto segundo turno e quase Lacerda perde. Vitória com gostinho de derrota.
Ciro demonstra enorme frustração com o naufrágio de seu projeto presidencial. Está chateado com Lula, com o PT, com o seu PSB. Falta perceber que é ele próprio o maior culpado. Sua candidatura era insustentável, pautada unicamente em seu desejo pessoal de ser presidente. Para além do próprio ex-pré-candidato, não havia um motivo razoável sequer para que ele concorresse. Falta perceber que é o próprio Ciro Gomes o maior culpado. Sua candidatura era em si insustentável.

Autoria: ericofirmo@opovo.com.br
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

CRATO - Frei tem sonho místico com Padre Ibiapina - Reportagem: Antonio Vicelmo


Uma das Casas de Caridade criadas pelo Padre Ibiapina, localizada no Crato, ao lado da Rádio Educadora do Cariri. Uma estátua homenageia e lembra o seu fundador - FOTOS: ANTÔNIO VICELMO - FLÁVIO MORAIS, autor do livro "A sombra do laço" sobre o Padre Ibiapina, na Casa de Caridade do Crato. Frei Dilson Batista Santiago diz que recebeu uma mensagem do cearense Padre Ibiapina por meio de um sonho.

Crato. "Eu sou o Padre Ibiapina. Morri em conceito de santidade. Peço para você abraçar a minha causa". A solicitação foi feita, em sonho, pelo Padre Ibiapina ao frade capuchinho Dilson Batista Santiago que foi prefeito três vezes da cidade baiana de Itamaraju, localizada a 751 quilômetros de Salvador. O frade, que não conhecia, nem nunca ouviu falar sobre Ibiapina, uma vez que estudou e se ordenou na Europa, ficou impressionado com a visão em sonho. A imagem forte daquele padre de olhos negros não saiu da mente do frade que procurou o bispo de sua Diocese, em Eunápolis, Bahia, dom José Edson de Oliveira, que lhe deu mais informações sobre Ibiapina. O bispo explicou que ele foi um grande servo de Deus que nasceu em Sobral, no Ceará, em 1806 e morreu na cidade paraibana de Solânea, em 1883, deixando uma vasta obra social. Seu processo de canonização tramita no Vaticano.

A partir de então, frei Dilson começou a pesquisar sobre a vida de Ibiapina. Descobriu que o pai dele teve parte ativa na revolução de 1824, conhecida como Confederação do Equador, e foi fuzilado. O seu irmão mais velho, pela mesma razão, foi preso na ilha de Fernando de Noronha, onde morreu misteriosamente. Cada informação era mais lenha na fogueira da paixão do franciscano pelo sacerdote cearense.

Formação

Homem culto, filho de Francisco Miguel Pereira e Tereza Maria, Ibiapina formou-se em Direito, tendo ocupado cargos na magistratura e na Câmara dos Deputados. Decepcionado, abandonou a vida civil para seguir o catolicismo. Aos 47 anos, iniciou uma obra missionária, visitando várias regiões do Nordeste, erguendo inúmeras casas de caridade, igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas d´água, açudes e outras obras em quase todas as cidades do Interior.

Casas de Caridade

Uma destas Casas de Caridade está localizada no Crato, ao lado da Rádio Educadora do Cariri. Foi lá onde a beata Maria de Araújo foi enclausurada, na época do suposto milagre da hóstia transformada em sangue por Padre Cícero. Na capela da Casa de Caridade ocorreu a punição à beata, quando monsenhor Alexandrino aplicou 12 bolos de palmatória em Maria de Araújo. Foram 22 casas de caridade construídas no nordeste. A ideia de base destas residências religiosas foi o acolhimento das pequenas órfãs. Lá as meninas receberiam educação completa e seriam preparadas para serem boas esposas e mães de família. A educação nestas casas era tão boa, a cargo das irmãs que ficaram conhecidas por beatas, que muitas famílias pediram para que suas filhas pudessem participar da formação. Nas Casas de Caridade havia também a "roda de enjeitados" pela qual se recebiam as crianças, cujas mães não tinham condições para criá-las. Ao longo da leitura, o frade se identificava, em alguns pontos, com a história de vida de seu ídolo.

Milagre

Comovido com esta rica biografia, frei Dilson testemunhou, segundo conta, mais um suposto "milagre" dentro de casa. Uma irmã sua o telefonou dizendo que estava passando por uma gravidez de risco. O filho estava desenganado pelos médicos. Pediu, então, a sua ajuda em orações. Impotente diante do problema, frei Dilson orientou a irmã para que se compadecesse do Padre Ibiapina. A criança, condenada à morte pelos médicos, nasceu forte e sadia. Na avaliação do frade capuchinho, outro milagre teria ocorrido envolvendo uma religiosa que trabalha com ele na pastoral dos índios. Frei Dilson, segundo afirma, estava sendo ameaçado de morte por um fazendeiro da região. Numa aparição, em sonho, à religiosa Ibiapina tranquilizou-a, dizendo: "Não vai acontecer nada com o frade, eu estou ao lado dele, protegendo-o". Na semana passada, o sobrinho de frei Dilson cantou parabéns em sua festa de aniversário. Ao lembrar este fato, o sacerdote não se contém e chora ao telefone. Comovido, atribui a cura do sobrinho ao padre cearense e, mais uma vez, se compromete a dar continuidade ao seu trabalho missionário junto aos índios no Sul do Bahia, onde ele mantém três creches.

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato

Escola para crianças forma futuros vaqueiros - Reportagem: Antonio Vicelmo


No parque matulão, no Município de Jati, as crianças têm aulas sobre o esporte da vaquejada. Além de aulas teóricas, eles também praticam a modalidade, desde pequenos - FOTOS: ANTÔNIO VICELMO - Eloisa Vidal corre vaquejada e ministra aulas de primeiros socorros na Escolinha de Vaquejada, no Parque Matulão. A Escolinha de Vaquejada é uma ONG que forma jovens vaqueiros e contribue para inclusão social.

Jati. Enraizada na cultura nordestina, desde o tempo da colonização, a vaquejada se tornou o esporte mais popular do sertão. "A vaquejada tem cheiro de gado, gosto de baião de dois com paçoca e manteiga da terra", define o técnico em Ciências Agrárias, Kael Rocha, proprietário do Parque Matulão, um dos melhores parques do Cariri equipado com haras, pousadas e uma Escolinha de Vaqueiros, administrada por uma equipe multidisciplinar, formada por médicos, enfermeiras, técnicos agrícolas, veterinários e vaqueiros profissionais, que interage com as atividades das escolas convencionais. A matrícula dos meninos sertanejos na escolinha está na dependência de seu desempenho nas atividades escolares. Kael explica que é uma forma de incentivar o aluno a frequentar a escola. "A continuidade deles nas aulas de vaquejadas está condicionada às boas notas". Ao mesmo tempo, segundo afirma, "estamos formando futuros vaqueiros comprometidos com o meio ambiente, formação humanística e autoestima". O objetivo é também abrir as portas do parque para a visitação pública.

Para o médico veterinário Humberto Martins, que ministra aula sobre sanidade animal na escolinha, a iniciativa, além dos conhecimentos que são transmitidos, evita que o adolescente se enverede no mundo das drogas. "Aqui, eles estão praticando um esporte lúdico que complementa as atividades escolares", lembra ele, acrescentando que é também a valorização da cultura, uma vez que a vaquejada está no sangue do nordestino. "Se você perguntar a uma criança sertaneja o que é que ela quer ser quando crescer, ela responde: vaqueiro". Ao fazer esta observação, o encarregado do Parque Matulão, Antônio Edleudo da Silva apresenta o mais novo integrante da Escolinha de Vaqueiros. É Gabriel da Silva, que tem apenas cinco anos. Mesmo assim, ele "bate-esteira, isto é, ajuda o vaqueiro principal a derribar o boi. Gabriel não pensa noutra coisa, a não ser um dia ser vaqueiro". Os ídolos deles são Daíta e Yuri Rocha, dois irmãos, campeões de vaquejadas que ministram aulas práticas no parque. Yuri tem a receita para ser um bom vaqueiro. "Não pensem que é moleza. Para aspirar um prêmio da vaquejada exige-se muito treino, dedicação e força de vontade". Lembra que é um trabalho solidário. É necessário formar uma dupla. O esteireiro é aquele vaqueiro que tem como função conduzir o animal para uma determinada direção. O outro vaqueiro terá a obrigatoriedade de desequilibrar o boi segurando-o pela cauda, derrubando-o dentro da área demarcada. Existem pessoas que vivem de vaquejada em vaquejada, de cidade em cidade disputando prêmios e até se destacando com suas técnicas. Hoje vaquejada tornou-se um esporte conhecido e divulgado em todo o mundo. Existem clubes, associações de vaqueiros em quase todos os Estados do Brasil, calendários com datas marcadas e até grandes patrocinadores, dando apoio às vaquejadas que envolvem multidões. A Escolinha de Vaqueiros é uma Organização Não Governamental (ONG) que, segundo seus estatutos, tem como finalidade contribuir para a melhoria da qualidade de vida e inclusão social de crianças, jovens e adolescentes, por meio de atividades esportivas e de lazer nas escolas situadas em comunidades carentes do Estado. Objetiva ainda promover e ampliar a integração entre a escola e a comunidade, tendo como elo a vaquejada, um dos esportes mais populares do Nordeste. Outra preocupação é contribuir para a redução da violência e combate ao uso de drogas.

Antonio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Blog do Crato

MARISOL DOS SONHOS JUVENIS - Por Xico Bizerra


Eu sabia que não era verdade, que era apenas pabulagem. Ele mentia para me fazer inveja, só porque morava na capital e eu era um menino besta do interior. Chatice de menino chato. Tinha certeza que ele não vira, mesmo morando na Capital, o último filme de Marisol, em que ela volta de Madri pra sua aldeia natal. Curioso, perguntei-lhe como ela fizera a viagem, se de avião ou de ônibus. Ele baixou os olhos e num tom de voz quase inaudível, próprio dos inimigos da verdade, respondeu-me que fora de avião. Desconversou, mudou de assunto e fomos jogar bola.
Quando o filme passou no Crato, encantei-me com a volta de Marisol pra sua cidade. Embelezando o já naturalmente belo, suas madeixas amarelas e um vestidinho da mesma cor. O mar estava lindo, combinando com Marisol. Ela não enjoou na viagem e cantava como nunca.
Por Xico Bizerra

Entenda a Diferença entre TRISTEZA e DEPRESSÃO


Tristeza não é depressão. Você está Triste ?

Depressão é um termo que está na moda. De uma hora para a outra, esta palavra caiu no agrado popular e passou a ser usada para classificar toda e qualquer pessoa que enfrenta um momento de tristeza. Há, entretanto, grandes diferenças entre tristeza e depressão, pois enquanto a primeira é sinal de saúde, a segunda é sinônimo de doença. Com o avanço dos remédios anti-depressivos, a tristeza tornou-se um sentimento evitável e a cada dia cresce o número de pessoas que procuram tomar medicação para superar os momentos difíceis da vida. O ideal, entretanto, não é fazer a tristeza desaparecer com o uso de remédios. Isto porque, a tristeza não é uma doença e, sim, uma reação normal frente a uma situação de perda, decepção ou frustração.

Vivenciar a tristeza permite que o indivíduo elabore suas perdas e se reorganize internamente, podendo superar a fase de dificuldade de maneira saudável. A depressão, por outro lado, é um distúrbio cujas características vão muito além da tristeza. O indivíduo deprimido sente-se infeliz na maior parte do tempo, mesmo sem causa aparente. A pessoa perde a capacidade de apreciar situações que antes lhe traziam prazer, deixa de conviver com amigos e familiares, apresenta perda de concentração, pode ter ganho excessivo de peso, pode sentir dores pelo corpo e mostrar-se mais ansioso ou irritado do que o normal. Por todas estas características, a depressão é uma doença altamente incapacitante e que requer auxílio profissional para ser controlada.
“Por mais que o sentimento de tristeza seja penoso, ele é necessário para a superação das dificuldades”

A análise do funcionamento cerebral revela que a depressão envolve uma alteração do funcionamento neuropsíquico do cérebro, havendo um desequilíbrio dos neurotransmissores que regulam o humor. As causas deste mal não são bem conhecidas e acredita-se que fatores genéticos e ambientais (perdas e eventos estressantes) influenciem o desencadeamento do problema. Assim, o tratamento da depressão requer uma combinação de terapias medicamentosas e psicológicas, e ao suspeitar do problema, recomenda-se que o indivíduo procure imediatamente um psiquiatra ou psicólogo para diagnosticar o quadro. Como se nota, tristeza e depressão não são sinônimos. Por mais que o sentimento de tristeza seja penoso, ele é necessário para a superação das dificuldades. O mesmo não se pode dizer da depressão que, caso não seja tratada, pode comprometer toda a saúde física e mental do indivíduo.

Fonte: http://cyberdiet.terra.com.br

Concurso suspenso temporariamente.


O Concurso está suspenso por prazo indeterminado.
Para maiores informações, consulte a página oficial, a fim de saber quando iremos retoamr os ensaios fotográficos:

www.garotablogdocrato.blogspot.com

Obrigado por sua atenção.

Fatos & Fotos - postado por Armando Lopes Rafael


PATRIMÔNIO HISTÓRICO
Qual o prédio mais importante no patrimônio histórico de Crato? Sem nenhuma dúvida, a Catedral de Nossa Senhora da Penha. Ela teve seu início com a construção de uma capelinha de taipa e palha, concluída em 1745, por Frei Carlos Maria de Ferrara, no centro da Missão do Miranda, que deu origem a atual cidade de Crato. Daquela data até hoje o edifício da catedral de Crato foi sendo sucessivamente ampliado e dotado de novos melhoramentos. Ali se encontram valiosas imagens, adquiridas ao longo de 270 anos de existência daquele templo, dentre as quais uma de Nossa Senhora de Fátima, (ver foto ao lado, à direita) com um metro de altura, confeccionada com cedro brasileiro, em Portugal (por Guilherme Thedin, o mesmo escultor da imagem peregrina que percorreu o mundo na década 50 do século passado).

No forro da Sé Catedral existem valiosas pinturas, consideradas verdadeiras obras de arte. Duas dessas telas – uma representando a Assunção de Nossa Senhora e outra a Ascensão de Jesus Cristo – são de autoria do pintor Waldemar Garcia. (ver foto abaixo)

Outras duas telas, também localizadas no teto daquela igreja, são de autoria dos pintores Geraldo Benigno e José Davi da Silva, este último responsável pelas pinturas da catedral de Campina Grande.
Registre-se ainda, a existência, na catedral cratense, de uma Capela Batismal, bastante visitada por fiéis de todo o Nordeste, pois consta que naquele local foi batizado o famoso Padre Cícero Romão Batista, nascido em Crato em 24 de março de 1844.
Outras obras de arte de inestimável valor se encontram catalogadas no acervo da Catedral de Crato.

NOVA CAPELA DO SANTÍSSIMO
Neste domingo, dia 2 de maio, o padre Francisco Edmilson Neves Ferreira, entrega aos fiéis a recém construída Capela do Santíssimo Sacramento da Catedral de Crato, cujo projeto foi feito pelo arquiteto Waldemar Arraes Farias Filho. Naquela capela, após meticuloso serviço de recuperação, foram colocados dois objetos litúrgicos de grande valor. O primeiro é um sacrário do século passado – confeccionado em metal prateado cuja porta possui detalhes dourados – destinado à guarda das hóstias consagradas nas missas, as quais – segundo a doutrina católica – guardam o corpo e sangue de Jesus Cristo
O outro objeto recuperado foi uma antiga Lâmpada do Santíssimo, feita em metal dourado, onde estão incrustadas as figuras dos doze apóstolos. A finalidade dessa lâmpada – cuja luz vermelha fica constantemente acesa junto ao Sacrário – é indicar a presença real do Santíssimo Sacramento naquele recinto.
Complementam a nova Capela do Santíssimo da Sé cratense, dois vitrais, (ver foto ao lado à direita) um deles representando a imagem da Mãe do Belo Amor, a mais antiga devoção mariana do Vale do Cariri e o outro com a figura de São Fidelis de Sigmaringa, co-padroeiro da cidade de Crato. Os que ali forem orar encontrarão um local climatizado, dotado de iluminação adequada para um ambiente de recolhimento.

VIAGEM DO BISPO
Dom Fernando Panico embarca neste domingo, dia 2, para Brasília. Na 2ª feira, dia 3, o bispo de Crato concelebra – juntamente com 350 bispos brasileiros – uma Missa em memória da primeira Celebração Eucarística que marcou o início da construção de Brasília. A celebração ocorrerá no mesmo local aonde – em 3 de maio de 1957 – durante uma Missa o então presidente da República, Juscelino Kubitschek, implantou a cruz de Cristo no ponto mais alto do Planalto Central. A cruz original usada na primeira missa celebrada em Brasília será também utilizada na celebração desta segunda-feira. Na capital da República dom Fernando Panico ainda participará da 48ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, promovida pela CNBB, que acontece entre os dias 4 e 13 de maio, bem como do 16º Congresso Eucarístico Nacional que ali será realizado de 13 a 16 de maio. O bispo de Crato só estará de volta ao Cariri no próximo dia 17.
CELEIRO DE VOCAÇÕES
Por falar em dom Fernando Panico, quando ele assumiu a diocese de Crato, em 2001, sentiu logo o potencial das vocações religiosas no Cariri. Animado, externou seu desejo de tornar a sua diocese superavitária em sacerdotes e até enviar, num futuro próximo, religiosos caririenses como missionários para outras regiões do Brasil e do mundo. O bispo do Crato já viu realizado seu sonho. Hoje – diferente da maioria das dioceses brasileiras – a de Crato tem padres suficientes. Em quase nove anos, foram ordenados cerca de cinqüenta padres. Próximo dia 4 de agosto – dia consagrado a São João Maria Vianney, o Cura d’Ars, patrono dos padres – dom Fernando ordenará mais 3 sacerdotes. Um deles, o futuro padre Francisco das Chagas Alves, será cedido, como missionário, à diocese de Lábrea, no Amazonas, que tem carência extrema de sacerdotes.

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael
Fotos: Ricardo Magno Laet Rafael

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