xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 01/04/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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01 abril 2010

Mercadores de ilusões - Por Emerson Monteiro

A política acontece para suprir as carências da sociedade naquilo que diz respeito à administração dos bens coletivos, buscando o equilíbrio das desigualdades sociais e limitações individuais. No entanto, pouco acontece de tais previsões. Trabalhar, os políticos trabalham, uns, a grande maioria, em favor deles próprios, de seus grupos, corporações, familiares. Outros, número bem mais reduzido, esticam o pescoço na ânsia de cumprir os mandamentos dos ideais, alimentados anos a fio, sem, contudo, realizar o que desejam, por conta das restrições do quadro histórico e suas instituições carcomidas. Quando se aproximam os turnos eleitorais, o formigueiro se assanha, viajam que uma beleza as vedetes políticas, na procura desenfreada de reeleições, preservação de mandatos, garantia de sinecuras, um deus nos acuda.

O povo, que preserva a sabedoria fruto da experiência, afirma que gato escaldado tem medo de água fria, acredita descrendo, alimenta garantindo o seu, e exige contrapartida perante os discursos apresentados. O panorama do voto, portanto, torna-se negócio esquisito, sujos falando de mal-lavados, raposa cuidando de galinheiro, enquanto o sonho dos dias melhores fervilha no seio das gerações em largos pedidos de ética e esforços de modificação dessa roda pensa. Este ano de 2010 abre suas portas aos mercadores de ilusões da política nacional cheio de festa, em ano de Copa do Mundo. Ninguém traz estrela na testa, mas a responsabilidade cada dia aumenta mais diante das escolhas e das crises, sobretudo da moralidade pública. Caprichemos, pois, na mira ao selecionar os candidatos para sufragar, que tempo haverá para isto. Exercitemos a consciência dos tempos de transformação há tanto esperado por todos.

Vejam a Página 2 do Blog !

Amigos, nem o conteúdo inteiro do dia de hoje coube na página principal. Peço a todos que se acostumem a clicar lá em baixo em "Ler Postagens mais Antigas" ou clique aqui para continuar com outras notícias".

Abraços,

Dihelson Mendonça

Espelhos - Por : J. Flávio Vieira


Eric Arthur Blair... Este nome , caros leitores, não parece nos significar muito. Ele está estampado numa lápide simples - sem quaisquer outras maiores indicações- em um cemitério em Oxfordshire, ali aposta desde janeiro de 1950. Este senhor nasceu na Índia há exatos 107 anos e morreu de tuberculose, prematuramente aos 47 . Desvendado, porém, o pseudônimo atrás do qual se mascarava, George Orwell, facilmente nos orientamos. Trata-se de um dos mais visionários escritores do Século XX. A sua importância literária , certamente, não suplanta outros monstros sagrados do século como : James Joyce, Albert Camus, João Guimarães Rosa, Italo Calvino, Marcel Proust, Julio Cortazar, Jorge Luiz Borges. Existem, no entanto, alguns vieses que explicam não só a popularidade de Orwell, como a excelência de sua arte. Primeiro ,há que se exaltar o vigor dos seus ensaios e, antes que tudo, a profunda capacidade profética da sua visão política.

Nascido na Índia, em pleno regime colonial britânico, George, inclusive, fez-se agente da polícia na Birmânia, experiência que o pôs em contato com as mais terríveis formas de autoritarismo. Vivenciou, depois, a inescrupulosa experiência do nazifascismo, o que o levou a pular,rapidamente, para a extremidade oposta do totalitarismo, enveredando por uma experiência marxista-lenista. Lutou ainda numa milícia trotkista e anti-franquista, na Guerra da Espanha. Tantas experiências desastrosas, certamente, terminaram por forjar na sua alma uma aversão ao imperialismo e ao autoritarismo nas suas mais diversas manifestações. Orwell levou à sua arte esta desilusão ao escrever a fábula “Revolução dos Bichos”(1945) e, depois, um dos livros mais visionários do Século XX : “1984”, publicado , não por mera coincidência, em 1948 e traduzido já para 65 países.

Nele , George narra o sonho de uma humanidade futura, pós apocalipse nuclear. Um novo país, a Oceânia, engloba a Inglaterra, as ex-américas, as ex-Austrália e Nova Zelândia e parte da África. O líder máximo da nova Nação é o Grande Irmão, o Big-Brother, uma figura misteriosa, que ninguém vê, mas que controla a todos através das teletelas que estão espalhadas por todo canto e vigiam a todos os habitantes. A comunidade era controlada física e mentalmente através da Polícia das Idéias e não havia leis, mas regras que eram jogadas goela abaixo. O romance de Orwell é quase premonitório no que tange à quebra de toda a privacidade. O futuro mostrou que uma rede tecnológica imensa tem cindido todas as barreiras individuais : comunicações por satélite, Internet, filmadoras minúsculas, GPS, satélites espiões, há até a possibilidade de leitura do pensamento através de exames de ressonância magnética. Há um aspecto dessa profecia orwelliana, no entanto, que George não conseguiu ler no seu oráculo. Ele jamais imaginou que esta perda de privacidade poderia vir a ser interessante para muitas pessoas e, inclusive, passar a ser perseguida. Artistas se mancomunam com paparazzi ; pessoas comuns filmam-se em momentos íntimos e põem as fotos na Internet; mulheres instalam câmeras em casa e transmitem as imagens em tempo real para toda a rede mundial de computadores. Hoje, o mundo busca , a todo custo, alguns momentos mínimos de fama, a qualquer preço.

Recentemente desenrolou-se, por mais de dois meses, o Big Brother na sua décima versão. O chamado Reality Show foi criado por John de Mol , um milionário magnata da mídia holandesa. O nome BB, certamente, não é mera coincidência, sorveram-no do 1984 de Orwell. O programa , de audiência expressiva, mostra um grupo de homens e mulheres, previamente escolhidos, vivendo reclusos e filmados e gravados continuamente. Em tempos em que se escancarou completamente o buraco da fechadura, entendem-se os altos números do IBOPE. Este ano, muitas polêmicas se abriram. Toda uma trupe de coloridos assumidos teve acesso à casa. Inúmeros preconceitos foram abertamente expressos: homofobia, machismo, preconceito racial, informações deturpadas quanto o contágio da AIDS. Além de barracos eventuais , erros imperdoáveis emitidos em inúmeras informações e uma mal-educação reiterada por parte de alguns membros do BBB. Houve protestos, a Globo teve que , por ordem judicial, se retratar algumas vezes, reafirmando que as opiniões dos membros da Casa não eram, necessariamente, a opinião da emissora, embora ela servisse ali de amplificadora para muitas sandices.
Vamos refletir um pouco sobre a questão. Primeiro, no que se refere à responsabilidade da promotora do BBB. Acredito que a cúpula da emissora não tem opiniões tão retrógradas sobre muitas questões levantadas pelos participantes do Reality Show. Só que, no momento em que se promove um programa deste quilate, com regras claras e bem estruturadas, sabe-se que este risco existe, logo à emissora se deve imputar a responsabilidade de servir de um disseminador de verdades questionáveis e opiniões deformadoras e deturpadas.Em segundo lugar, há de se concluir que tudo que ali foi dito, em tempo real, não é muito diferente do pensamento médio do brasileiro comum. Basta ouvir papos em rodinhas de praia e mesa de bar. A homofobia ainda está bem sedimentada entre os brasileiros, o analfabetismo funcional é evidente, o machismo é arraigado, o preconceito étnico ainda é uma realidade. Como do outro lado da telinha, existe uma concorrência desleal em busca do trono; os homens usam muitas máscaras e as amizades ,a maior parte das vezes, se alimenta de conveniências.

O mais preocupante, no entanto, é que , no caso do BBB, a população é quem escolhe os vencedores. E quem ela manda para o trono ? Os carreiristas, os desonestos, os brutamontes, os mal-educados, os trapaceiros. Narciso encanta-se com a própria imagem no espelho. O problema maior é que quando a casa do BBB se estende por todo país, a votação se repete. Basta vir a eleição e elegemos um sem número de corruptos para assumir o cargo do Grande Irmão e do seu Ministério. Depois, nós mesmos nos pomos a reclamar dos desvios, das falcatruas, dos combinemos por baixo dos panos. Se a imagem refletida no cristal é feia, deve-se providenciar a plástica, não adianta apenas quebrar o espelho para resolver o problema.

Por : J. Flávio Vieira

BLOGAdivinhação:A MEMÓRIA DO FUTEBOL CRATENSE-Por Wilson Bernardo.

O Crato já teve bons tempos e bons frutos em seu futebol de várzea,o que logo em seguida despontava pelo futebol cearense,como cidade reveladora de talentos futebolisticos...
QUEM SABERÁ DIZER QUE TIME É ESTE,no final dos anos setenta e começo dos anos oitenta
CONHECIDO ATLETA QUE FEZ SUCESSO NO FUTEBOL e morreu parodiando Garrincha
E ESSE GAROTO MASCOTE,conhecido de todos no futebol cratense atual.
Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Secretário de Meio Ambiente Nivaldo Soares fala sobre o Plantio das Palmeiras no Crato


Nota do Editor:
Acompanhando os debates que têm sido realizados aqui no Blog do Crato em relação a uma polêmica gerada pelo Luiz Carlos Salatiel e Wilton Dedê, em que questionam se as novas mudas de palmeiras que estão sendo plantadas não agrediriam a flora nativa da região, Dr. Nivaldo Soares, secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano nos escreve sobre o assunto:

PROJETO DE ARBORIZAÇÃO/PAISAGISMO

Já dizia um mestre do paisagismo que a árvore é um poderoso símbolo, tão universal quanto ambivalente.

Em função dos comentários feitos neste blog sobre o projeto de arborização/paisagismo em execução em nosso município, informo aos comentaristas do assunto que as Palmeiras implantadas pelo projeto, não são da espécie Imperial.

É verdade que são exóticas, mas, adaptadas às nossas condições climáticas e de conformação bem diferente da Imperial, no que diz respeito, principalmente, ao porte. Enquanto a palmeira Imperial pode ir a mais de 30 metros de altura nenhuma das três espécies implantadas ultrapassam a altura de 10 metros quando atinge seu ápice de crescimento.

Em função do porte, espessura do caule, tipo de copa, folhas, ausência de frutos, ausência de princípios tóxicos, resistência a pragas e doenças, tolerância a poluentes e de aeração do solo, as espécies utilizadas no projeto apresentam características apropriadas para ruas, avenidas, canteiros centrais, rotatórias e espaços livres onde estruturas arquitetônicas e paisagísticas possam ser contempladas sem maiores dificuldades por serem colunares.

São apropriadas ainda, para espaços pequenos ou estreitos com presença de equipamentos urbanos como rede telefônica subterrânea, instalações hidráulicas e sanitárias, devido apresentarem sistema radicular pequeno e fino (fasciculado), e se encaixarem de forma harmoniosa, embelezando e valorizando ambientes mais diversos.

É verdadeira a afirmativa que devemos priorizar as espécies nativas, quando da arborização urbana, porem, temos que primeiro observar aspectos como, largura das ruas, largura das calçadas, altura das edificações, estilo das edificações, altura da fiação elétrica, todo o sistema hidro-sanitário, tipo de pavimentação, muros, postes de iluminação, natureza do trafego, entre outros. No caso especifico da sede do município do Crato, todos estes aspectos, salvo algumas exceções, se apresentam de forma impróprios ao uso das espécies nativas disponíveis, pois as mesmas apresentam porte (altura e espessura do caule) muito elevado, raízes muito volumosas e galhos que se quebram com facilidade.

Por fim, informo que o projeto em foco foi elaborado no final de 2008 pela Secretaria de Infra-estrutura do Município e tem como técnico responsável o Dr. Ricardo Marinho, um dos nomes mais reconhecido na área de paisagismo do nosso Estado.

Nivaldo Soares
Secretário de Meio Ambiente de Crato

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