xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/01/2010 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 janeiro 2010

A estudante e a empregada doméstica. Por Darlan Reis Jr

Sempre parcial, sempre classista.
Já escrevemos e muitos já escreveram sobre o papel da mídia corporativa brasileira que age como um partido político, o Partido da Imprensa Golpista - PIG. E não é de hoje que o PIG age em nosso país. Se buscarmos tempos mais remotos, veremos que o PIG agiu para desestabilizar governos considerados "esquerdistas" como no caso do governo João Goulart.
Que a mídia corporativa é classista, despudorada e defende de forma escancarada seus interesses, todo mundo está cansado de saber. E que pratica o mais deslavado corporativismo como no caso do jornalista Boris Casoy e seu preconceito contra os garis, idem. A mídia que julga a todos se calou no caso do Bóris. Apenas um ou outro jornalista o criticou em seus sites e blogs.
Mesmo assim não é possível ficar calado. Agora com essa cobertura sobre as tragédias das chuvas. Vários brasileiros morrem ou se ficam vivos, perdem tudo o que trabalharam a vida inteira para conseguir. No entanto, as Organizações Globo como sempre, demonstraram seu caráter de classe, de elitismo e de preconceito na cobertura de duas mortes por causa das chuvas.

Duas coberturas distintas sobre duas mortes. De duas brasileiras. 
A primeira, a da estudante de classe media alta, Yumi Faraci.  Morta num deslizamento de terras em Angra dos Reis, na madrugada do dia 1º de janeiro de 2010. A Rede Globo se superou: matérias no Fantástico, vídeos da jovem, sua história de vida nesses 18 anos, seus gostos, seus amigos, até a família enlutada deu entrevista no horário nobre, em pleno Jornal Nacional. Seus amigos deram entrevistas e falaram que Yumi adorava cantar e que gostava à noite de ir olhar os planctons no mar.  No dia seguinte, no outro jornal global, aquele da manhã, apresentados pelo "Renato e pela Renata", a apresentadora Renata fez o discurso de que a morte de Yumi comovera todo o país. Sem dúvida, a morte de uma pessoa é algo que nos faz refletir a fragilidade da vida humana e lamentar tal perda. Mas a cobertura é diferenciada conforme a posição social .O que a Rede Globo fez em outro caso é de arrepiar. No dia 05 de janeiro de 2010, a empregada doméstica Shirley da Cruz Silva deu o "azar" de cair em uma galeria pluvial em Perus, Zona Norte da cidade de São Paulo. No caso da TV, foi divulgada pelo Jornal Hoje, a foto da empregada doméstica e foi citado o que aconteceu com ela. Eu sei, não há vídeo da empregada, afinal, ela é uma empregada doméstica e provavelmente não gravava vídeos de suas canções e viagens etc etc. Mas, e a cobertura da televisão? Expuseram a foto 3X4 da moça e só. Nenhuma reportagem com a sua família, nenhum amigo dizendo os seus gostos, sonhos, planos. Nada. Nenhuma cobertura especial. Nadinha de nada. Não dá para saber pela mídia.
O que a Rede Globo concedeu à memória da vítima do bueiro foi mostrar no dia 06, no jornal local de São Paulo, em uma matéria de 44 segundos, o que aconteceu com a moça. E nenhum comentário comovido das apresentadoras, sobre mais essa perda humana. Como a família se revoltou com a prefeitura, alegando que a boca de lobo, no site G1, também das Organizações Globo, foi divulgado em uma nota, um trecho que diz:  "Segundo tios e um primo da vítima contaram ao G1 nesta quarta (6), o acesso a essa galeria está aberto há mais de um ano. Procurada, a Secretaria das Subprefeituras informou que apurava o caso." 
Assim ficamos sabendo da morte da estudante e da morte da empregada doméstica. Ainda não entenderam que a diferença entre a casa grande e a senzala não pode mais existir.

BlogMúsica: Canções Inesquecíveis de Todos os Tempos !

A nossa canção de hoje, quase todos conhecem. É uma música belíssima do grande Neil Sedaka, um dos maiores compositores americanos. "Laughing in the rain". Sucesso absoluto, para ouvir e recordar:

Dica: Para evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pare antes o player da Rádio Chapada do Araripe, no canto superior direito do Blog.





Fonte: Youtube

Antonio Queiroz no Cariri Encantado desta sexta, 8 de janeiro


O programa Cariri Encantado tem como marca maior a pluralidade da música caririense. E, dentro dessa rica diversidade, às vezes é comum surgir algo singular (no sentido de especial, raro, extraordinário). É o caso, por exemplo, do músico Antonio Queiroz, que transita livre, leve e fagueiro por vários gêneros, ritmos e concepções musicais. Baixista e flautista, Antonio Queiroz fez ou faz parte de vários projetos musicais, dentre eles os grupos Dr. Raiz, Night Life, Glory Fate, Zabumbeiros Cariris, Post Scriptum e Na Estrada, além de ser músico acompanhante de vários intérpretes, como Geraldo Júnior e Camila Lenker. Isso tudo significa um balaio de influências, do regional ao universal, que faz funcionar uma verdadeira e poderosa usina sonora, incluindo ingredientes aparentemente díspares como rock’n’roll (do pop ao heavy metal), blues, reggae, baião, xote, xaxado e a genérica MPB.

Nesta sexta, 8 de janeiro, no programa Cariri Encantado, o ouvinte poderá escutar uma mostra dessa rica miscelânea musical e conhecer um pouco da vida e carreira desse jovem , porém respeitado músico caririense: Antonio Queiroz.

Roteiro do Programa
Todas as músicas que tocarão no programa têm a participação de Antonio Queiroz:

1. Cantoria de Reis (Antonio Queiroz e Júnior Boca), com Dr. Raiz
2. Para Lennon e McCartney (Lô Borges), com Rinaldo e Banda Na Estrada
3. O Sal da Terra (Beto Guedes), com Rinaldo e Banda Na Estrada
4. Caldeirão da Santa Cruz do Deserto (Dudé Casado e Hélio Ferraz), com Dr. Raiz
5. Estrela de Prata (Dudé Casado), com Dr. Raiz
6. Chuva de Janeiro (Geraldo Júnior e Beto Lemos), com Geraldo Júnior
7. Paixão de Abril (Geraldo Júnior), com Geraldo Júnior
8. Homens e Ratos (Valzinho) com No Divã
9. Have You Ever Seen The Rain (John Fogerty), com Night Life

O programa Cariri Encantado vai ao ar todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora AM 1.020 e na Internet pelo site cratinho.blogspot.com. O programa integra a agenda cultural do Centro Cultural BNB Cariri e é uma produção da revista virtual Cariricult.

Ficha técnica
Apresentação: Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.
Redação e seleção musical: Carlos Rafael Dias, José Flávio Vieira e Luiz Carlos Salatiel.
Apoio Logístico: Jackson “Bola” Bantim.
Participação Especial: Jorge Carvalho e Huberto Cabral.
Operador de Áudio: Iderval Silva e Antonio Vieira.

A Paz - Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

Passou a euforia da festa de Natal e entrada de Ano Novo com todos a brindar e comemorar a chegada de 2010, com muita alegria. Todas as pessoas, independentes de religião ou crença, se motivam a ter esperança e sonhar com um ano melhor do que o anterior. Não adianta ficarem lamentando os erros do ano que passou, estes servem para o crescimento pessoal. Sonhar e procurar fazer um projeto de vida para se conseguir melhores realizações em todos os sentidos, é o desejo de todos. Todos almejam um ano com mais paz. Paz que é fruto da justiça. E essa paz tão desejada devia ser estendida por toda a sociedade.

No plano pessoal entendemos por paz um estado de espírito, onde não existe o ódio, a desconfiança e sentimentos negativos. A paz no sentido social é quando se pratica uma convivência harmoniosa com as diferenças em uma comunidade. No sentido bíblico, paz não é somente ausência de guerras, mas é especialmente uma reconciliação do homem com Deus. Em Jesus Cristo encontramos essa paz. E Jesus disse: “Eu deixo para vocês a paz, eu lhes dou a minha paz” (João 14,27). No momento em que a morte de Jesus está para acontecer, ele fala de paz e alegria. Paz é a plena realização humana.

Ao celebrar a missa no dia 31 de dezembro, o Papa Bento XVI disse que: “A paz começa por um olhar respeitoso, que reconhece no rosto do outro uma pessoa, qualquer que seja a cor de sua pele, sua nacionalidade, sua língua, sua religião. Mas quem a não ser Deus, pode garantir, por assim dizer, a profundidade do rosto do homem?” Continuou o Papa: “Na realidade só se tivermos Deus no coração, estamos em condições de detectar no rosto do outro, um irmão de humanidade, não um meio, mas um fim, não um rival ou outro inimigo, mas outro eu, uma faceta do infinito mistério do ser humano”.

A paz é um dom de Deus e todos desejam alcançá-la. Fazer a vontade Dele nos leva a essa paz tão desejada e se estamos de bem com Deus ficaremos preparados para viver em paz. “Em Romanos 5,1, Paulo nos diz que: “Assim, justificados pela fé, estamos em paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, “busquemos sempre as coisas que trazem paz e edificação mútua”. (Romanos 14,19)

A humanidade precisa de paz. Portanto se o coração de cada ser humano se abrir e procurar a paz que vem de Deus ficará mais fácil termos esperança em um mundo mais humano.

Por Magali de Figueiredo Esmeraldo

A queda do muro (editorial do Jornal do Cariri)


Não. O tema do editorial não é o muro de Berlim. A questão é outra. A histórica Usina José Bezerra é vinculada a Secretaria de Infraestrutura do município de Juazeiro do Norte. Para esse local, a Prefeitura resolveu transferir os feirantes da Rua São Paulo e, para isso, começou obras no local, que teve um muro derrubado e danificado.
Esse singelo episódio ganhou contornos de crise política. Mais uma na já turbulenta administração municipal de Juazeiro do Norte, apesar do cavalheirismo do prefeito Santana, conhecido de todos por sua placidez. Agravou a situação o fato de que os proprietários do local da reforma não foram avisados de sua ocorrência e tomaram conhecimento dessa iniciativa do Poder Público somente após o incidente com o muro, que poderia ter gerado efeitos ainda mais desagradáveis como o ferimento de operários ou de transeuntes.
Desde logo, o JC informou seus leitores do ocorrido e sugeriu que o Município adotasse as medidas cabíveis, a saber, a recuperação da área e a devida cientificação de seu dono, providências que, por lei, todo inquilino está obrigado a levar a efeito.
A queda do muro gerou algumas consequências políticas e administrativas, além dos notórios efeitos arquitetônicos.
A primeira foi o mal-estar com o ex-governador Adauto Bezerra, personalidade política mais ilustre da História contemporânea de Juazeiro do Norte, que teve sua condição de locador desrespeitada e seus brios como líder da família atingidos, pois se danificou uma área que possui significado simbólico para todo o clã. Ao final, prevaleceu o bom-senso e a obra foi paralisada, além da reconstrução do muro da usina. Por mais que Adauto Bezerra pudesse invocar seus merecimentos como político e militar que escreveu parte da História recente do Brasil, ele simplesmente fez valer seus direitos como cidadão, igual a qualquer outro, que não poderia silenciar ante a invasão de sua propriedade.
A segunda consequência é administrativa. O povo de Juazeiro pagará pela destruição do muro, pela obra cancelada e pelo dispêndio com seu soerguimento. A Secretaria de Infraestrutura deve explicações à sociedade juazeirense. Equívocos dessa natureza não podem passar despercebidos dos órgãos de controle da Administração Pública.
De tudo, fica o reconhecimento da visão do prefeito Santana, que soube ouvir a imprensa, no caso o JC, e dar ao caso o desfecho mais adequado. As páginas do JC permanecem ao dispor do prefeito, independentemente de sua disposição em não mais falar ao jornal. É por meio da imprensa livre que se forja o diálogo respeitoso entre a sociedade e os governantes. A capacidade de interagir com a imprensa é uma qualidade dos líderes democráticos. Ainda que essa leitura da Democracia passe por uma ideia de Revolução.
Fonte: Jornal do Cariri
Postado por Armando Lopes Rafael

Farra dos shows beneficia prefeitos do Ceará - Postado por Océlio Teixeira

“Grandes beneficiados – incluive nas urnas – pelas festas bancadas com recursos federais de emendas parlamentares, prefeitos defendem as vantagens desse tipo de política como geradora de renda e de divulgação do município.“O São João de Maracanaú passou o de Campina Grande (PB) e o de Caruaru (PE)“, defendeu o prefeito de Maracanaú, Roberto Pessoa (PR).

O Município – segundo maior em arrecadação e quarto em população do Ceará – foi o que mais recebeu recursos para festejos em 2009 oriundos do Ministério do Turismo: R$ 2,17 milhões.

Em 2009, 68 municípios cearenses realizaram festas com os R$ 21,9 milhões mandados pelo ministério. Esse dinheiro, em grande parte, é garantido por emendas ao Orçamento da União destinadas por deputados e senadores. Para 2010, serão R$ 44,4 milhões só para festas no Ceará, garantidos por 19 parlamentares.

Como O POVO mostrou ontem, a Controladoria Geral da União (CGU) está de olho na prestação de contas desses eventos e já encontrou irregularidades – ainda não divulgadas.

Em Maracanaú, Pessoa -que é pré-candidato ao Governo do Estado – garantiu que essas festas foram licitadas e que geraram, em média, 200 empregos por evento.

Já o prefeito de Tejuçuoca, Edilardo Eufrásio(PSDB), alegou que existem recursos suficientes para outras áreas e que os destinados à cultura não podem ser realocados. Ele também argumentou que “suas” festas foram todas realizadas sob licitação.

O tucano defendeu ainda que um evento como o Tejubode pode ser distribuidor de renda, gerando cerca de 500 empregos. Se os recursos são muito elevados para essa finalidade? Edilardo defende que não. “Nós temos é que agradecer a Deus por este recurso, sem ele o município não conseguiria realizar as festas“, ressaltou.

Em Canindé, os R$ 500 mil vindos por meio de emenda do deputado Marcelo Teixeira (PR) foram comemorados pelo prefeito Cláudio Pessoa (PSDB). “Nunca antes uma banda como o Chiclete com Banana veio a Canindé”.

Mas nem sempre as festas são realizadas com recursos de fora. Para o Réveillon de Fortaleza, por exemplo, a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT), abriu crédito suplementar ao Orçamento do Município de R$ 448 mil, em 23 de dezembro de 2009. ( Giselle Dutra e Thiago Paiva, especial para O POVO)

Municípios que mais receberam recursos federais para festas em 2009:

Maracanaú: São João – R$ 1,8 milhão; Carnaval e Festival de Maracanaú – R$ 300 mil.

Iguatu: IV Iguatu Festeiro – R$ 600 mil; Iguatu Junino – R$ 300 mil; I Festival da Juventude – R$ 300 mil.

Tauá: VII Festberro – R$ 600 mil; XIV ExpoTauá – R$ 400 mil; Carnaval – R$ 150 mil.

Pedra Branca: – São João – R$ 700mil; Carnaval – R$ 350.mil.

Novo Oriente: II Festa do Caju – R$450 mil; Festejos Juninos – R$ 350 mil; Carnaval – R$200mil.

Tejuçuoca: VIII Tejubode – R$500 mil; 4º Festival de Quadrilhas – R$300 mil.

Fonte: Portal da Transparência – Controladoria Geral da União (CGU).

Obs: Os dados referentes ao final do ano ainda não estão disponíveis. A data que consta é a da última liberação do recurso pelo Ministério do Turismo. Esta é apenas uma lista de festas, não uma contabilidade de municípios irregulares, uma vez que estes não foram informados pela CGU.”

Fonte: Jornal O POVO, via blog do Eliomar de Lima

Nota do Postador: É a velha política do pão e circo(aliás, mais circo do que pão). É incrível como existe dinheiro para esses megashows com bandas de forró e grupos baianos que não tem nada a ver com as tradicionais festas juninas do Nordeste e, ao mesmo tempo, falta dinheiro pra investir nas atividades culturais e nos grupos de cada município. Ao invés de se ter uma política permanente de educação cultural, prefere-se investir nesse tipo de festa que em nada contribui para a formação cidadã das pessoas. É lamentável.

COMPOSITORES DO BRASIL



“Meu samba é a voz do povo
“Se alguém gostou eu posso cantar de novo”
João do Vale.

Postado por Zé Nilton

Devo dizer que considero João do Vale uma das figuras mais importantes da Música Popular Brasileira. Se é certo que em 1964-65, quando se realizou pela primeira vez o Show Opinião, os grandes centros do país tomaram conhecimento de sua existência e que lhe reconheceram os méritos de compositor, não é menos certo que pouca gente se deu conta do que ele realmente significa como expressão de nossa cultura popular.
Isso se deve ao fato de que João do Vale não é um compositor de origem urbana e que só agora se começa a vencer o preconceito que tem cercado as manifestações populares sertanejas. É verdade que em determinados momentos, com Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro, essa música conseguiu ganhar o auditório nacional, mas para, em seguida, perder o lugar conquistado. É que o Brasil é grande e diversificado. Basta dizer que, quando João do Vale se tornou um nome nacional, já atinha quase trezentas músicas gravadas, que o Nordeste inteiro conhecia e cantava, enquanto no Sul ninguém ainda ouvira falar nele.
Lembro-me da primeira vez que o vi cantar em público, em 1963, no Sindicato dos Bancários, no Rio, convidado por Thereza Aragão. Dentro de um terno branco engomado, pisando sem jeito com uns sapatões de verniz, entrou em cena. Parecia encabulado, mas, quando começou a cantar, empolgou o auditório. Era como se nascesse ali o novo João do Vale que, menos de dois anos depois, na arena do Teatro Opinião, faria o público ora rir ora chorar, com a força e a sinceridade de sua música e de sua palavra.
Autenticidade é uma palavra besta mas é na autenticidade que reside a força desse João maranhense, vindo de Pedreiras para dar voz nacional ao sertão. Mas não só nisso, e não apenas no seu talento, como também em sua cultura. Há gente que pensa que culto é apenas quem leu muitos livros. No entanto, se tivesse tido, como eu, a oportunidade de ouvir João cantar as músicas sertanejas que ele sabe, veria que ele é a expressão viva de uma cultura. De uma cultura que não está nos livros mas na memória e no coração dos artistas do povo.
Ferreira Gullar, em Nova História da Música Popular Brasileira, Ed. Abril, 1977]

João do Vale será a nossa atração de hoje no Programa: Compositores do Brasil.
Vamos falar um pouco de sua vida enquanto ouviremos:

Pisa na Fulô, de João do Vale, Silveira Jr. E Ernesto Pires, com Ivon Curi.
Sina de Caboclo, de João do Vale e Jocastro Bezerra de Aquino, com Nara Leão
Carcará, de João do Vale e José Cândido, com Chico Buarque
Peba na Pimenta, de João do Vale, João Batista e Adelino Rivera, com João do Vale
A voz do povo, de João do Vale, com Paulinho da Viola
Coroné Antonio Bento, de João do Vale e Luiz Wanderley, com Tim Maia
O canto da ema, de João do Vale, Ayres Vviana e Alventino Cavalcanti, com João do Vale e Jackson do Pandeiro
Na asa do Vento, de João do Vale e Luiz Vieira, com Caetano Veloso
Pipira, de João do Vale, com Nara Leão e João do Vale
Estrela miúda, de João do Vale, com Amelinha e João do Vale
Fogo no Paraná, de João do Vale, com João do Vale
Xote melaubico, de João do Vale, com Marinês

Quem ouvir, verá!

Programa Compositores do Brasil
Pesquisa, produção e apresentação de Zé Nilton
Todas as quintas-feiras, às 14 horas
Rádio Educadora do Cariri
Apoio. CCBN

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