xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 05/01/2010 | Blog do Crato
.

VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 24.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

05 janeiro 2010

Nossos Parceiros - Mercadinho Matos

O Mercadinho Matos firmou-se na cidade como um locais preferidos pelos Cratenses para fazerem as suas compras. Bons preços, excelente atendimento, e variedade. Produtos sempre novos, longe do prazo de vencimento. Tudo em: Cereais, enlatados, perfumaria, biscoitos, bebidas e frios em geral. MERCADINHO MATOS - O Prazer de comprar bem pelo melhor preço da cidade, com entrega em Domicílio. Rua Dr. João Pessoa, 73 - Fone (88) 3521-3893 - Crato - CE.

roda

Variedade...


IMG_5343


Qualidade dos Produtos...


IMG_5353

Dona Almina Arraes, uma das primeiras clientes do Mercadinho Matos:

IMG_5395

Na foto Abaixo: Os proprietários: Aluísio e Adiê

IMG_9021


mercadinho matos

Mercadinho Matos - A Sua melhor Compra !

EM CARTAZ: "A COMÉDIA DA MALDIÇÃO"



JANEIRO DE 2010

DIAS 06 (qua) e 07 (qui), às 19h30min
DIA 09 (sab), às 17h e 20h (duas sessões)
LOCAL: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) - Juazeiro do Norte-CE

DIAS 12 (ter), 13 (qua) e 14 (qui), às 19h
LOCAL: Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBNB) - Sousa-PB

DIA 28 (qui), às 19h
LOCAL: Teatro Violeta Arraes - Casa Grande - Nova Olinda-CE

ENTRADA GRÁTIS - INDICAÇÃO: 12 ANOS


SINOPSE:


Num pequeno povoado do interior nordestino, a linda jovem Ana Expedita, louca de paixão pelo Vigário Felizberto, vale-se de uma infalível simpatia para conquistar o coração do amado: serve-lhe café coado no fundo da calcinha. Com ele amancebada, é condenada à terrível maldição de virar Mula-sem-cabeça.

Sabendo da desgraça da filha, a rica viúva Fantina encarrega os homens da cidade da tarefa de descobrir como desfazer o encantamento e ganhar muita riqueza. É aí que Tandô, antigo namorado da viúva, se transforma em herói! Mas a menina não podia ver batina e...


ELENCO:


Cacá Araújo: Tandô
Carla Hemanuela: Zulmira e Mãe Luzia
Charline Moura: Irmã Francilina e Ladra
Jardas Araújo: Cantador
Jéssica Lorenna Gonçalves: Cibita
Joênio Alves: Dono da Bodega
Jonyzia Fernandes: Ana Expedita
Joseany Oliveira: Beata Carmélia e Leide Zefa
Josernany Oliveira: Brincante da Mula
Márcio Wilson Silvestre: Vigário Felizberto
Orleyna Moura: Viúva Fantina
Paulo Henrique Macêdo: Fotógrafo Jorjão
Tio Bibi: Padre Sebastião

MÚSICOS:

Lifanco (Violão e Viola)
Walesvick Pinho (Percussão)
Vinicius Pinho (Percussão)


TÉCNICA:


Texto e Direção Geral: Cacá Araújo
Assistência de Direção: Orleyna Moura
Cenografia: Artesão França
Sonoplastia: Cacá Araújo
Iluminação: Danilo Brito
Maquiagem: Carla Hemanuela e Joênio Alves
Figurino: Orleyna Moura e Carla Hemanuela
Guarda-Roupa: Luciana Ferreira
Operação de Som: Lillian Carvalho
Operação de Luz: Danilo Brito
Pesquisa e Arranjos Musicais: Lifanco
Produção Executiva: Mônica Batista
Produção Geral: Sociedade Cariri das Artes

ESTE ESPETÁCULO É PARTE DO PROJETO CENA BRINCANTE, DESENVOLVIDO PELA SOCIEDADE CARIRI DAS ARTES /CIA. CEARENSE DE TEATRO BRINCANTE – PONTO DE CULTURA DO BRASIL, COM PATROCÍNIO DO MINC/GOVERNO FEDERAL, SECULT/GOVERNO DO CEARÁ E SECULT/PREFEITURA DO CRATO

Intolerância Religiosa afeta 70% da população mundial

Quase 70% dos 6,8 bilhões de habitantes do planeta vivem em países com severas restrições estatais e hostilidades sociais à liberdade religiosa, segundo o Pew Research Center, centro de pesquisas com sede em Washington, que analisou as restrições à religião em políticas de Estado de 198 países e territórios, bem como as hostilidades contra indivíduos, organizações e grupos sociais.


Arábia Saudita, Paquistão e Irã encabeçam a lista de nações com a pior situação no geral, enquanto Oriente Médio e África do Norte são as regiões com as maiores restrições governamentais e sociais, segundo o informe, que inclui 99,5% da população mundial. América do Norte e América do Sul estão entre as zonas com menores níveis de restrições governamentais e sociais, diz o estudo publicado em dezembro.

Dos 25 países mais habitados do mundo, as maiores limitações estão no Irã, Egito, Indonésia, Paquistão e Índia, enquanto os menores obstáculos são encontrados no Brasil, Japão, Estados Unidos, Itália, África do Sul e Grã-Bretanha. Às vezes, as duas variáveis não seguem lado a lado. “Vietnã e China, por exemplo, mostram grandes restrições governamentais à religião, mas quanto às hostilidades sociais estão em um nível moderado ou baixo”, diz o estudo. “Na Nigéria e em Bangladesh, registra-se o padrão contrário. As hostilidades sociais são altas, mas caem para moderadas com relação às ações do governo”, acrescenta o informe.

O estudo utiliza dados de 16 organizações estatais e não-governamentais, incluindo a Organização das Nações Unidas, o Departamento de Estado norte-americano e a defensora dos direitos humanos Human Rights Watch. Entre as restrições estatais examinadas pelo Centro Pew estão as limitações constitucionais ou outras proibições contra a liberdade de expressão. A hostilidade social foi medida pelo terrorismo com motivos religiosos e a violência entre confissões de fé.

As restrições governamentais são relativamente baixas nos Estados Unidos, mas a hostilidade é maior do que em outras grandes democracias, como Brasil e Japão. A maioria dos países protege a liberdade religiosa em suas constituições ou leis, mas apenas um em cada quatro cumpre plenamente essas proteções legais. Em 75 nações, os governos limitam os esforços proselitistas das organizações religiosas, e em 178 (90% do total) os grupos religiosos devem se registrar em órgãos do Estado.

China e Índia, os países com maior população do mundo, também têm restrições extremas, mas com diferenças. As restrições governamentais são muito altas na China e entre moderadas e altas na Índia, enquanto a hostilidade social é de baixa a moderada na China e muito alta na Índia. “Também há países muito pequenos (com altos níveis de limitações), como Maldivas. Mas, vendo por esse lado, quanto maior o país multiplica-se a quantidade de problemas com os quais sua população deve lidar”, disse Brian Grim, pesquisador do Centro Pew, em entrevista à IPS.

Os primeiros lugares na lista de restrições governamentais ficaram com Arábia Saudita, Irã, Uzbequistão, China, Egito, Birmânia, Maldivas, Eritréia, Malásia e Brunei. As piores hostilidades sociais foram encontradas em Iraque, Índia, Paquistão, Afeganistão, Indonésia, Bangladesh, Somália, Israel, Sri Lanka, Sudão e Arábia Saudita. Israel tem uma pontuação alta no índice de hostilidade social. “As hostilidades sociais de Israel incluem atos de terrorismo relacionados com a religião e guerra de hostilidades com os palestinos”, explicou Grim.

A maioria dos países que apresentam níveis muito altos de restrições à religião compartilha uma particularidade, disse o pesquisador. “Eles tem em comum a característica de ter movimentos para definir o país religiosamente. As consequências da invasão dos Estados Unidos no Iraque foram a luta entre as facções islâmicas sunitas e xiitas” para determinar a identidade religiosa do país, afirmou Grim. A tendência geral é que os níveis mais altos de restrições governamentais ocorram no Oriente Médio e na África do Norte, seguidos de Ásia e Pacífico. Em geral, as limitações governamentais parecem ser menores na África subsaariana do que na Europa.

O vínculo entre religião e os temores gerados pela imigração, como revela o referendo de novembro na Suíça que proibiu a construção de minaretes, pode ser o fator principal dos níveis mais altos de restrições estatais no continente europeu.

Revista Fórum
04/01/10

Publicidade: CRAJUBATUR - Levando você onde o sonho pode chegar !



crajubatur

A Crajubatur leva você onde o sonho pode chegar !

Miami ( USA )

Miami

Oslo ( Noruega )

OsloSnow-1

Londres ( Inglaterra )

Londres_para_Turistas

CRAJUBATUR - Venda de passagens aéreas. No Shopping RESIDENCE, Loja 9B. Crato - CE.


DSC03853



Dsc03972


Shopping Residence - Loja 9B - Crato - CE
Patrocinador oficial do Blog do Crato

A fatoração existencial de Matriuska

Por Marcos Leonel

São poucos os títulos de livros que se permitem ao mesmo tempo a secura e o êxito. “Matriuska” é um deles. Esse é o título do livro de contos do caririense Sidney Rocha, cuidadosamente editado pela Iluminuras. Eis um sítio arqueológico encravado bem no meio do deserto cotidiano das altas tecnologias de mercado. De dentro dos dezoito pequenos contos brotam mulheres únicas, mas uma como contigüidade da outra, e todas carnavalizadas diante do inusitado que é o des-significado da vida.
A linguagem de Sidney Rocha é absurdamente adulta, adúltera, adulterada. A descontinuidade; a fragmentação; a vertigem; o desvão; o abismo; a circularidade dos labirintos; a plenitude do asfalto; a exoneração categórica do compartilhamento dos armários de rodoviária; a solidão esquizóide de uma camisinha desencolhida pela descompressão de um saco de lixo; a inutilidade premente e sem culpa da última vulgata desapropriada pelo sagrado em rota de fuga; e muito mais, além do fetiche, é claro, fazem parte do universo literário que brota aos punhados nos contos de “Matriuska”.

A sintaxe particular de Sidney Rocha na realidade não é única, ela é um desdobramento arquitetônico em fluxo que atravessa também a sintaxe de uma gama de outros desconstrutores, tais como, entre tantos, Robbe-Grillet, Claude Simon e Philippe Sollers. Mas, o que de fato isso importa? Nada. Mesmo porque a abordagem temática é outra e as intenções de descarnar o enredo até o osso passam necessariamente por outras vias. Restam aí, pois, a esfinge das pequenas narrativas como texturas refinadas da grande história e a dessacralização da eloqüência temática como fonte única da grande literatura.

O tema recorrente de “Matriuska” é a inserção da mulher no seu cotidiano, sem afetações heróicas ou humanistas. São sonhos, desilusões, desejos e fetiches, expostos sem truques teatrais ou arcabouços monumentais. Apenas o ser e o estar, sem maquinações de laboratórios ou defesas brilhantes de teses que não servem absolutamente para nada. A ambientação é urbana. Demasiadamente urbana. O livro tem cheiro de ferro, aço, vidro, plástico e asfalto. A cor predominante é o cinza chumbo do concreto. As arestas, as janelas, o riso tímido e os ruídos, ficam por conta do imenso tráfico de humanidade que existe em cada metrópole, mesmo que a província esteja registrada na carteira de identidade.

O sotaque de Sidney Rocha é extremamente simpático e envolvente. Suas pequenas histórias são rápidas, mas são duradouras. São novas trilhas abertas nesse emaranhado literário contemporâneo. São contos pequenos na quantidade de linhas, mas são enormes em seu feitio artístico. Os maneirismos de vitrine, as soluções programadas dos Best-sellers, os mistérios cinematográficos e nem as patéticas claquetes da chamada cultura alternativa você encontrará aqui. Também não espere a natureza ser salva, a corrupção ser extinta, o capitalismo ser desmascarado, o povo ser celebrado através do resgate das raízes culturais. Muito menos a confissão mirabolante dos sete anões no caso de estupro da panaca branca de neve.

Sugiro que a sua leitura comece exatamente pelo conto que dá título ao livro, exatamente na página 23. Quando a personagem começa retirar da bolsa todas as suas importâncias, o leitor é apresentado a um escatológico desfile de objetos e fetiches. Eis o valor de uma lembrança. Eis o ser inserido em sua significativa insignificância. É só um lampejo. É só um fôlego. A partir daí, então, você terá um universo inteiro aos seus pés, pois literalmente o seu mundo será colocado de cabeça para baixo. Esse é um livro próprio para quem tem o hábito da leitura. Mais definitivamente: é um livro impróprio para quem não largou o hábito e vive de antigas sagrações

O TREM:O Encontro de Jovens Casais e Sapecas Crianças-Por Wilson Bernardo.

O Trem esta de volta e que grata surpresa ele esta se tornando uma referencia de encontro de jovens senhores e senhoras acasalados pela antiga lembrança das antigas viagens de trem,além é claro mostrando aos jovens velhos casais de hoje,que só tem tempos para o chamado Forró Masopeseudomasoquismo e a velha velocidade do tempo regado a drogas e é claro a falta de se conhecerem realmente a mais tradicional dos manifestos do acasalo...Uma bela lua,andar de mãos dadas e flertar ao portão ao som de uma melodia sensivel aos sentimentos da alma.


A saída é uma festa,


Este não quis conversa estava em festa de lapinha


e um trilho na linha da vida e no encontro de um tempo possível e
Bons tempos possíveis de se voltar ao presente relembrando um passado
regado ao gostoso de se namorar em uma viagem de trem,
e na harmonia da vida futura não poderia faltar as crianças,e o trem,tem realizado o sonho de muitas,ao embarcarem pela primeira vez e aquela que ninguém esquecera jamais,e a felicidade de proteger a irmanzinha dos perigos do balancear,balançar o ninar.

o que com certeza nenhum pirulito é tão gostoso e insaciável como chupar o próprio dedo em uma viagem interminável de sonhos e alegrias,de se divertir sem esquecer o doce mimo,

enfim a contemplação de quem viaja esperando retornar ao antigo sonho de ser criança sem deixar de ser adulto.Convido a todos levem seus filhos e netos e se divertiram realizando assim o mais provável do ser humano r, que é reconstruir a humanidade com a formação de futuros seres humanos.

Wilson Bernardo(Texto & Fotografia)

Primeira chamada! Convite Exposição fotográfica e show!

Aguardo vocês!


Dupla humilhação.

Carta aberta à população (do Sindicato dos Garis e Varredores)

Garis de São Paulo são humilhados duas vezes

Não bastasse a frase desrespeitosa: “Que m …: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”, captada pelo áudio aberto no encerramento de uma saudação de Feliz 2010 de garis e varredores, no dia 31 de Dezembro de 2009, na TV Bandeirantes, hoje (4/01/10), ao tentar entregar uma carta à Boris Casoy e à TV Bandeirantes, os diretores do Siemaco foram mais uma vez humilhados.
Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis, sequer, assinar o protocolo de recebimento. Não autorizou, inclusive, que os diretores do Siemaco, o Sindicato dos Garis e Varredores, entrassem nas dependências da TV Bandeirantes.
Atitude que confirma que a desculpa de Boris Casoy não passou de uma formalidade e que prevalece o preconceito e o tratamento desrespeitoso com a categoria, com os seus representantes legais e com os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana de São Paulo.
Por isso, publicamos esta “Carta aberta à população”, em busca de atitudes menos preconceituosas e para insistir na adoção de hábitos democráticos. Pois, os garis e varredores de São Paulo queriam provar para a TV Bandeirantes e para Boris Casoy que não aceitam a classificação desrespeitosa: “O mais baixo na escala do trabalho”.
O preconceito e a afronta aos mínimos hábitos democráticos se confirmam pelas atitudes da TV Bandeirantes em não receber nossa carta de protesto e pelo tratamento desrespeitoso da jornalista Albertina, subordinada a Boris Casoy.
Eis a íntegra da carta que tentamos entregar ao apresentador Boris Casoy e que fomos obrigados a protocolar na TV Bandeirantes, que também não nos recebeu:


“São Paulo, 4 de Janeiro de 2010


De: Sindicato dos Garis de São Paulo
Para: TV Bandeirantes e Boris Casoy

Fazemos questão de registrar, formalmente, nossa indignação com a frase do apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes, no dia 31 de dezembro de 2009, quando afirmou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho”.
Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa Capital.
O esforço que os trabalhadores e trabalhadoras fazem, apesar de enfrentarem atitudes preconceituosas como a expressa por Boris Casoy, muito nos orgulha pois sabemos que somos parte integrante da preservação da saúde pública de nossa querida São Paulo.

Moacyr Pereira, presidente do Siemaco-SP, Sindicato dos Garis e Varredores de São Paulo.”

Postado por Darlan Reis Jr.

FOLIA DE REIS - REISADO ( 6 de janeiro ).


A Folia de Reis é uma festa religiosa de origem portuguesa, que chegou ao Brasil no século XVIII. Em Portugal, em meados do século XVII, tinha a principal finalidade de divertir o povo, enquanto aqui no Brasil, passou a ter um caráter mais religioso do que de diversão.
No período de 24 de dezembro, véspera de Natal, a 6 de janeiro, Dia de Reis, um grupo de cantadores e instrumentistas percorre a cidade entoando versos relativos à visita dos Reis Magos ao Menino Jesus. Passam de porta em porta em busca de oferendas, que podem variar de um prato de comida a uma simples xícara de café.A Folia de Reis, herdada dos colonizadores portugueses e desenvolvida aqui com características próprias, é manifestação de rara beleza. Os reciosos versos são preservados de geração em geração por tradição oral.
Os instrumentos utilizados são: viola, violão, sanfona, reco-reco, chocalho, cavaquinho, triângulo, pandeiro e outros instrumentos.
Os personagens somam doze pessoas e todos os integrantes do grupo trajam roupas bastante coloridas, sendo eles: Mestre, Contra-Mestre, os Três Reis Magos, Palhaço e Foliões.

1.O Mestre e Contra-mestre: donos de conhecimentos sobre amanifestação, são aqueles que comandam os foliões.

2.O Palhaço: com seu jeito cínico e dissimulado, deve proteger o Menino Jesus, confundindo os soldados de Herodes. O seu jeito alegre e suas vestimentas coloridas são responsáveis pela distração e divertimento de quem assiste à apresentação. Representando o Mal, usa geralmente máscara confeccionada com pele de animal e vai sempre afastado um pouco da formação normal da Folia, nunca se adiantando à "bandeira". Apesar de seu simbolismo, é personagemalegre, que dança e improvisa versos, criando momentos de grande
descontração.

3. Os Foliões: grupo composto de homens simples, geralmente de origem rural; são os participantes da festa que dão exemplo grandioso através de sua cantoria de fé.4.Reis Magos: os Três Reis Magos fazem a viagem da Esperança, certos de encontrarem sua estrela.


Até há pouco, podia-se ouvir ao longe ou, com sorte, encontrar, vindo de bairro distante, um grupo especial de músicos e cantadores, trajando fardamento colorido, entoando versos que anunciam o nascimento do Menino Jesus e homenageiam os Reis Magos. Trata-se, naturalmente, da Folia de Reis que, no período de 24 de dezembro a 6 de janeiro, Dia de Reis, peregrina por ruas à procura de acolhida ou em direção a algum presépio.
Com sanfona, reco-reco, caixa, pandeiro, chocalho, violão e outros instrumentos, seguem os foliões pela noite adentro em longas caminhadas, levando a "bandeira" (estandarte de madeira ornado com motivos religiosos), a qual tributam especial respeito. Vão liderados por mestre e contra-mestre, figuras de relevância dentro da Folia por conhecerem os versos - são os puxadores do canto.

"Era meia-noite em ponto
Bateu asa e cantou o galo
Bateu asa e cantou o galo..."

"Que Jesus dê vida e saúde
Só voltamos para o ano
Só voltamos para o ano..."

Os foliões cumprem promessa de, por sete anos consecutivos, saírem com a Folia e arrecadar em suas andanças donativos para realizarem anualmente, no dia 20 de janeiro, Dia de São Sebastião, festa com cantorias e ladainhas.Durante a caminhada, é carregada a "bandeira" do grupo, um estandarte de madeira enfeitado com motivos religiosos.
O ponto alto da festa se dá quando dois grupos se encontram.
Juntos, eles caminham em direção ao presépio da festa, o ponto final da caminhada.


"Ó di casa, ó di fora
Qui hora tão excelente
É o glorioso santo Reis
Qui é vem do Oriente

Ó de casa, ó de casa
Alegra esse moradô
Que o glorioso santo Reis
Na sua porta chegô

Aqui está santo Reis
Meia-noite foras dóra
Procurou vossa morada
Pedino sua ismola

Santo Reis e Nossa Senhora
Foi passeá em Belém
São José pediu ismola
Santo Reis pede também

A ismola que vóis dá
Nois viemo arrecebê
O glorioso santo Reis
É quem vai agradecê

Santo Reis pede ismola
Não é ouro nem dinhêro
Ele pede um agitoru
Um alimento pros festero

Sôr dono da casa
Vem abri as portaria
Recebê santo Reis
Com sua nobre folia

Sôr dono da casa
Alevanta e cende a luz
Vem a ver santo Reis
O retrato de Jesus

Paremo na sua porta
Com oro na balança
Aqui tamo a sua espera
Da sua determinança

Deus te sarve casa nobre
Nos seus posto tão honrado
Ande mora gente nobre
Que de Deus é visitado

Deus o sarve a luz do dia
Deus o sarve a claridade
Deus o sarve as três pessoa
Da Santíssima Trindade

Deus o sarve as três pessoa
Com a sua santidade
É três pessoa divina
Aonde nasce a divindade

O sinal da Santa Cruz
É principo de oração
É o principo desse canto
Desta rica invocação

Deus te sarve oratóro
É coluna que Deus fez
Hoje tá visitado
Do glorioso santo Reis

Deus te sarve oratóro
Cum todo seus ornamento
Deus te sarve as estampinha
E as image qu’estão dentro

Deus te sarve as image
As pequena e as maió
Numa rica divindade
Sincerra em uma só

Sôr dono da casa
Alegra seu coração
Arreceba santo Reis
Com todo seus folião

Santo Reis desceu do céu
Cortano vento nas asa
Vei pedi um agasaio
Para o dono desta casa
Santo Reis e vem girano
Cançadim do trabaio
Procurô vossa morada
Pra pedi um agasaio

Santo Reis veio voano
Nos are fez um remanso
Procurô sua morada
Pra fazê o seu descanso

Sôr dono da casa
Muito alegre deve está
Do glorioso santo Reis
Hoje vei lhe avisitá

Concluímo este canto
Fazeno o siná da cruz
Pade, Fio, Esprito Santo
Para sempre, amém Jesus".

"Santos Reis vai despedindo
Deixando muita saudade.
Vai deixando muita benção
Pro povo desta cidade."

Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país.
O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.

Na França, existe um costume antigo de consumir uma espécie de torta doce e recheada, a "Galette des Rois", em todo o mês de janeiro, e principalmente no primeiro domingo de janeiro, Dia de Reis.Ao comprar a galette em "Boulangeries" (padarias) ou "Pâtisseries" (docerias), o francês ganha duas coroas de papel. Essa tradição vem desde a época dos romanos, quando se colocava uma "fève" (fava) seca ou grãos de feijão dentro da torta para se escolher o "Rei do Dia".
Quem encontrar a fava na sua fatia, é eleito rei por um dia e tem até o direito de escolher a sua rainha. Atualmente, essa fava seca foi substituída por uma figura de porcelana.É, com certeza, uma comemoração muito popular que faz a alegria de crianças e adultos.A "Galette des Rois" francesa é preparada com massa folheada e recheada com um "Crème Frangipane" (creme de amêndoas), muito perfumado e delicioso, receita criada pelo pâtissier francês Pascal Regnault, especialista também em crepes, galettes e outras delícias francesas.
Na Itália e na Espanha, a galette é feita de pão doce em forma de coroa, decorado e recheado com frutas cristalizadas.
................................................

BOLO DIA DE REIS

200g de manteiga
200g de açúcar
200g de amêndoas em pó
4 ovos
75g de farinha de trigo
2 discos de massa folheada de 3ml de espessura
Fôrma de 22cm de diâmetro
2 ovos ligeiramente batidos para pincelar a massa

MODO DE PREPARO:

Bata em batedeira a manteiga com o açúcar e as amêndoas. Depois que a mistura clarear e crescer, junte aos poucos os quatro ovos, um de cada vez, sem parar de bater. Incorpore por último a farinha e bata mais um minuto, só para misturar.
Reserve na geladeira.

Montagem:

Coloque um disco de massa folheada na fôrma e espalhe por cima o creme. Coloque uma e cubra com o segundo disco de massa folheada. Pincele com ovo batido. Asse em forno pré-aquecido a 200°C, durante aproximadamente 25 minutos. Deixe esfriar, desenforme e sirva.
Rendimento : 10 porções
.....................................................

SIMPATIAS COM AS ROMÃS:


A romã é uma fruta considerada um símbolo da fecundidade pela quantidade excessiva de sementes. A abertura da romã é associada a defloração. Ela é um símbolo do amor, da vida e da morte. Na Roma Antiga, jovens recém-casados usavam coroas de ramos de romãzeira.
Na mitologia, Perséfone, após seu rapto, recusa qualquer alimento enquanto no reino dos mortos, mas ao saber de sua libertação, acaba comendo três sementes de romã que asseguram o seu retorno ao inferno e ao amante, por três meses a cada ano.
Essa descida ao mundo subterrâneo possui uma conexão com o aspecto transformador do feminino. A opção de Perséfone, simboliza o reconhecimento de que não é mais a mesma donzela guardada até então, ciosamente, por sua mãe.
1) No dia de Reis, coloque três caroços de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o Ano Novo.

2) No Dia de Reis, dia 6 de janeiro, pegar uma romã e retirar 9 sementes pedindo aos 3 Reis Magos, Baltasar, Belchior e Gaspar que nesse ano que se inicia você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro.Depois pegue 3 das nove sementes e guarde num saquinho, papel, oque der.
Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro.As outras 3 você engole e as últimas três que sobraram você joga pra trás fazendo o pedido que desejar. É infalível. Você pode não ficar rico, mas na sua carteira vai ter sempre algum dinheiro.


3) Coloque uma romã dentro de um saquinho de pano vermelho e ofereça aos 3 reis magos: Baltazar, Gaspar e Melchior. Pendure esse saquinho atrás da porta e deixe lá o ano inteiro.

4) Coloque três caroços de romã dentro da carteira para ter dinheiro durante o ano novo.

5) Retire 9 sementes de uma romã e peça aos 3 reis magos, Baltasar, Belchior e Gaspar, que neste ano que se inicia você tenha muita saúde, amor, paz, dinheiro. Depois pegue três das nove sementes e guarde em um saquinho, papel, o que der. Essas sementes ficarão dentro da carteira para nunca faltar dinheiro.As outras três sementes você engole e as últimas três que sobraram você joga pra trás fazendo o pedido que desejar.

É infalível! Você pode não ficar rico, mas na sua carteira vai ter sempre algum dinheiro.
FONTE:foidessejeitoqueouvidizer

Notícias do Crato para o Dia 05 de Janeiro de 2010



Programa Bolsa Família em Crato retorna suas atividades normais próximo dia 11

O Governo Municipal do Crato em parceria com a Secretaria de Ação Social e Coordenação do Programa Bolsa Família, encerrou suas atividades de 2009, no ultimo dia 24 de dezembro. As atividades normais irão retornar na próxima segunda-feira, dia 11, salientando que o recadastramento do Programa só começará a ser realizado no próximo mês de fevereiro.

Tradicional cortejo de Dia de Reis acontece em Crato

O município do Crato finaliza a programação para festejar Dia de Reis, no 6 de janeiro, com o tradicional cortejo dos grupos de tradição popular. O trabalho será coordenado pela Fundação Mestre Elói, através do seu presidente Catulo Teles. O desfile dos grupos de coco, reisados, banda cabaçal e a queima da lapinha, acontecem no final da tarde, na praça da Sé, saindo do Centro Cultural do Araripe, onde todos os anos os grupos inicialmente se reúnem. A festa é uma das mais tradicionais da região e conta com o apoio e infraestrutura da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude do Crato.

Secretaria de Cultura do Crato apóia o Cine Sesi Cultural

Com o propósito de fortalecer as práticas ligadas as produções do audiovisual e da arte cinematográfica no Cariri, o Cine Sesi Cultural iniciou ontem, segunda, dia 04 a oficina de Animação para Cinema (“STOP MOTION”) no auditório do Centro Cultural do Araripe. A oficina que terá duração de 20h/a – terminando na próxima sexta-feira, dia 8 - é gratuita e conta com o patrocínio do SESI, a parceria da Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude do Crato e com o apoio do Ponto de Cultura Carrapato Cultural.

A oficina está sendo ministrada pela equipe do instrutor de cinema Diego Mascaro, e objetiva repassar o método de produção “stop motion”, que é a técnica de animação na qual o animador trabalha fotografando personagens e objetos. Confeccionados em miniaturas, geralmente em massa de modelar, papel machê ou “bisqüí”, os modelos são movimentados e fotografados quadro a quadro. Estes quadros são posteriormente montados em uma película cinematográfica, criando a impressão de movimento. A idéia é fazer uma reflexão sobre a produção cinematográfica do Brasil, enquanto , de forma lúdica, criar, se produzir vários curtas de animação. Os resultados dessa atividade serão mostradas nos dias 19, 20 e 21 de março, em tela grande, no Centro Cultural do Araripe no Largo da RRFSA.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Isso é uma vergonha !


CASO BORIS CASOY: O destino acerta suas contas
Celso Lungaretti


Do "Observatório da Imprensa"



Na manhã de segunda-feira (4/1), as dezenas de postagens no YouTube referentes aos comentários que o apresentador Boris Casoy inadvertidamente fez sobre os garis no Jornal da Band já haviam sido vistas quase 1,2 milhão de vezes. A mais assistida estava na casa de 850 mil hits.
Se alguém ainda não sabe, o noticioso levou ao ar saudações de Ano Novo de dois simpáticos garis: um senhor branco já com cabelos brancos e um negro na faixa de 40 anos. Causaram ótima impressão, com seu ar digno e uma alegria que não parecia forçada. Depois, enquanto eram exibidas vinhetas, ouviu-se a voz de Casoy no fundo, comentando com a equipe:
"Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto das suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala de trabalho!"
No dia seguinte Casoy pediu "profundas desculpas aos garis e aos telespetadores da Band" pelo que escutaram em razão de um "vazamento de áudio" (na verdade, só ouviram isso porque ele disse...). Fê-lo, entretanto, de maneira burocrática e pouco convincente, não aparentando estar nem um pouco arrependido do desprezo aristocrático que manifestou pelos trabalhadores humildes. As postagens relativas no YouTube não somavam hoje nem 100 mil exibições.
Lembrei-me da rainha Maria Antonieta recomendando aos pobres que, se não tinham pães, que comessem bolos. Perdeu a cabeça. Casoy teve mais sorte, só quebrou a cara...
Fiquei matutando sobre o destino e seus contrapesos. Às vezes a mesma pessoa é brindada com a sorte grande num momento e tira o azar grande adiante. Ou vice-versa.
Casoy é elitista, racista, conservador e reacionário desde muito cedo. Um velho companheiro que com ele cursou Direito no Mackenzie me contou: aos 23 anos, Casoy era um dos líderes da al a jovem do Comando de Caça aos Comunistas, que tinha nessa faculdade um de seus focos principais.
Mais: nos idos de 1964, Casoy chegou a ser citado em reportagem da revista Cruzeiro como membro destacado da juventude anticomunista.
A quartelada o beneficiou, claro: foi homem de imprensa de um ministro do governo Médici e do secretário da Agricultura de São, Herbert Levy, outra figurinha carimbada da direita. Mas, nem tinha texto de qualidade superior, nem era uma figura agradável na telinha, portanto estava direcionado para uma carreira mediana no jornalismo, não fosse uma moeda que caiu em pé.



Sete anos
Isto aconteceu quando o comando do II Exército aproveitou uma frase imprudente do cronista Lourenço Diaféria (sobre mendigos urinarem na estátua de Caxias) para intervir na Folha de S.Paulo.
Os militares exigiram a destituição do diretor de redação Cláudio Abramo (trotskista histórico), o afastamento de alguns profissionais (demitidos ou realocados) e o abrandamento da linha editorial.
O proprietário Octávio Frias de Oliveira, que sempre se definiu como comerciante e não jornalista, negociou. Servil, aceitou até substituir Abramo por um homem de absoluta confiança do regime militar: Casoy, que editava a coluna "Painel" (sobre os bastidores políticos), então um espaço dos mais secundários no jornal.
Igualmente secundário era Casoy para os leitores da Folha e para os próprios militantes/simpatizantes da esquerda. Suas posições fascistóides eram ignoradas pela maioria.
Aí, como diretor de Redação, calhou de ser ele o principal defensor do jornal num episódio de reação à censura. Ou seja, sob palco iluminado, o lobo teve seu momento de cordeiro, o caçador de comunistas maquilou sua imagem para a de defensor da liberdade de expressão.
Sua carreira deslanchou. Depois de comandar a redação da Folha por sete anos (saiu para dar lugar ao filho do patrão), voltou a e ditar a coluna "Painel", cuja importância crescera nesse ínterim. Finalmente, tornou-se conhecido pelo grande público como apresentador do Telejornal Brasil, do SBT, entre 1988 e 1997.



Justiça divina
Novamente os fados o bafejaram. Numa emissora que investia pouco em jornalismo e não tinha reportagens para mostrar que, quantitativa e qualitativamente, chegassem nem perto das exibidas pela Rede Globo, o jeito foi deixar crescer o espaço do apresentador.
Casoy pôde, assim, atuar como um âncora à moda dos EUA, fazendo comentários catárticos sobre episódios de corrupção política (principalmente) que eram concluídos com um ou outro de seus bordões habituais: "Isto é uma vergonha!" é "É preciso passar o Brasil a limpo!".
Ou seja, para telespectadores da classe "C" e "D", ele passou a personificar o justiceiro que atirava a verdade na cara dos poderosos. É um público que, em sua ingenuidade, valoriza desmesuradamente essa justiça retórica e ilu sória, sem perceber que, depois do desabafo, continua tudo na mesma...
Assim, por novo golpe do destino, um comunicador azedo conquistou a simpatia dos pobres e dos muito pobres, ao expressar seu inconformismo impotente face às agruras que os atingem e eles são incapazes de compreender em toda sua extensão.
É fácil canalizar seu justo ressentimento contra os políticos desonestos. Tanto quanto é conveniente, para os poderosos, mantê-los na ignorância de que o maior vilão em suas sofridas existências atende pelo nome de capitalismo.
Servindo tão bem os interesses do sistema, Casoy atravessou as duas últimas décadas como um aclamado populista televisivo de direita.
Só teve alguns percalços ao exagerar na dose contra o governo Lula, mas seus pés de barro continuaram, tanto quanto possível, ignorados pelo grande público. Agora, um acaso revelou ao Brasil inteiro que indivíduo insensível e preconceituoso é, na verdade, Boris Casoy.
Alguns viram este episódio como um exemplo da justiça divina em ação. Quem sabe?

Afora o caso do terrorista Cesare Batisti, 2010 começa com mais dois abacaxis militares para Lula resolver



da Folha Online
Após as férias, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá resolver dois "abacaxis" na área militar, segundo Eliane Cantanhêde, colunista da Folha e da Folha Online.
Um deles refere-se ao Plano Nacional de Direitos Humanos, que cria a chamada "Comissão da Verdade", para apurar torturas e desaparecimentos durante o regime militar (1964-1985). De acordo com a colunista, "os militares acham que suas sugestões não foram consideradas e o plano ficou desequilibrado".
O Plano Nacional colocou em lados opostos o ministro Paulo Vannuchi (Direitos Humanos) e a cúpula militar do governo --apoiada pelo ministro Nelson Jobim (Defesa). Os comandantes do Exército, general Enzo Martins Peri, e da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, ameaçaram pedir demissão caso o presidente Lula não revogue alguns trechos do plano.
Outro abacaxi está relacionado ao projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que a Aeronáutica entregou a Jobim sobre o projeto de compra de 36 caças para a Força Aérea Brasileira.
O Gripen NG, da sueca Saab, foi o mais bem avaliado, e o F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, ficou em segundo lugar. A informação foi antecipada por Cantanhêde na Folha desta terça-feira.
A decisão pró-Rafale chegou a ser anunciada em setembro passado pelo Planalto, mas o governo brasileiro recuou depois da repercussão negativa na FAB e entre os concorrentes, já que a avaliação técnica não havia sido concluída.
No meio disso tudo, segundo Cantanhêde, paira ainda a possibilidade de o ministro Nelson Jobim não encerrar o primeiro semestre no cargo. "Ele está doido para ir para casa", completa a colunista neste podcast.
Fonte: Folha Online
Postado por Armando Lopes Rafael

Órfãos de Padre


Nos dias de hoje, a Igreja Católica atravessa uma “entressafra” de bons Padres. A percepção é mais latente no momento da missa onde a celebração sai de sua “rotina”, o sermão. Nesta hora é que se percebe a qualidade do celebrante. No caso do Crato, e por que não do Cariri, desde a transferência de Padre Raimundo Elias para Europa, milhares de fieis ficaram órfãos de Padre.

Particularmente, como freqüentador assíduo de suas missas, achei na época do anúncio de sua ida para o Doutorado na Espanha, muito difícil encontrar um Padre que o substituísse a altura, mas guardava dentro de mim a esperança de encontrar alguém que passasse o “básico”. Básico significa para mim: alguém com formação e estudo suficientes para ter o compromisso de previamente organizar um sermão, baseado nas leituras da missa e que através destas deixasse aos presentes, dentro de um limite de tolerável de tempo, uma palavra de reflexão de uso prático. Resumindo: deixasse mensagens que eficientemente acrescentassem algo de motivante e real na vida de cada um.

Este desabafo é de alguém que buscou insistentemente um pastor. Fui a muitas paróquias, às vezes, em horários diferentes só pra saber se havia outro celebrante. Nada! Encontrei discursos vazios, mal organizados ou desorganizados mesmo! Frases superficiais e pouco, ou pouquíssimo, acrescentadoras. Faltava até credibilidade no que era dito pelo tom de descompromisso com o qual por algumas vezes se “jogavam” os trechos bíblicos. Comecei a achar que o problema era comigo! Não estava sendo tolerante o suficiente ou estava buscando uma cópia que simplesmente não iria aparecer do dito Padre. Comecei então a perguntar aos amigos e conhecidos onde eles assistiam a missas e se haviam encontrado um bom Padre. A resposta era sempre: “estamos indo a missa, mas os Padres...”

Neste mundo contemporâneo de tantas necessidades a maior delas deve ser a do alimento da alma. Principalmente num país em desenvolvimento como o nosso, a missa ou a celebração religiosa que seja, acaba por ser a única oportunidade de reflexão orientada de grande parte da população. Sem dúvida, a responsabilidade é enorme e os prejuízos podem ser igualmente profundos. Espero que com esse depoimento, alguns Padres procurem buscar o desenvolvimento de suas habilidades de oratória e renovar seus estudos bíblicos, filosóficos e psicológicos tão importantes na orientação de seu rebanho. Espero ainda que jovens vocacionados ao sacerdócio compreendam que seu público está mais atento ao que é oferecido, e que é preciso muito mais preparo e conhecimentos para alcançar os corações do povo de Deus.


Dimas de Castro e Silva Neto

Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

Jobim adimite- Por Moisés Rolim

Em entrevista para a colunista Eliane Cantanhêde, da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL), o ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitiu a hipótese de o Brasil sofrer retaliação política dos perdedores do programa F-X2, de renovação de 36 caças da FAB (Força Aérea Brasileira). Participam da disputa a americana Boeing, a francesa Dassault e a sueca Saab --com os modelos F/A-18 Super Hornet, Rafale e NG Gripen, respectivamente.
Na entrevista, ele avisa que o Brasil tem de estar preparado para as possíveis retaliações políticas. "Pode haver questões políticas que você tem de saber administrar. Quando você faz opções, sempre pode ter problemas. Isso é risco de país grande, e só vamos ficar sabendo depois", disse ele à Folha.
Jobim disse ainda que chamou a Aeronáutica para mudar as regras da indicação técnica porque "a transferência de tecnologia passou a ser prioridade".
Ele afirma que a escolha do vencedor será do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deve anunciar a decisão em janeiro. "O presidente decide em janeiro e depois vem a negociação do contrato, que pode levar uns dois meses, como na Marinha."
Fonte: Folha de São paulo
Moisés Rolim(Colaborador do Blog do Crato)

Sobre o livro "Equador" - por Armando Lopes Rafael


Como não gosto dos escritos de José Saramago, e como este cidadão fez pesadas críticas ao escritor português Miguel Sousa Tavares, resolvi comprar e ler o livro Equador, escrito pelo último.
Grata surpresa!
O romance de Miguel Sousa Tavares nos transporta à então colônia portuguesa de São Tomé e Príncipe, por volta de 1905, onde traça um paralelo entre a vida mundana e consumista que já existia em Lisboa – a sede da metrópole – e a triste realidade da exploração semi-escrava, num ambiente atrasado e retrógrado das colônias portuguesas.

Quem adquirir este livro não se arrependerá.
Graças a ele, Miguel Sousa Tavares passou a ser comparado a Eça de Queirós, devido às criticas contidas em Equador à sociedade portuguesa do século XIX.
Jornalista muito popular em Portugal – mantém colunas na imprensa escrita e um programa televisivo na TVI – Sousa Tavares estreou tardiamente na ficção, com Equador, em 2003. Recentemente ele esteve no Brasil para lançar seu último romance, “No teu deserto”, durante o Festival do Livro de Parati. Ali, recebeu consagradora recepção por parte de intelectuais brasileiros e do público presente.
Sobre as críticas de que foi alvo por parte de Saramago, Miguel Tavares declarou: “José Saramago já disse que, por ele, tanto faz que eu vá para o Brasil ou para Marte. E eu respondi: tanto faz ao estado português para onde ele vá, pois ele não paga imposto. Tem a Fundação José Saramago, que é isenta e ainda ocupa um prédio histórico cedido pelo estado. Admiro a escrita de Saramago. Mas, como caráter, não o respeito. Estou cansado daquele papel que ele faz de consciência da humanidade, sempre com os ombros curvados”.
Disse tudo.

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Livro de Lira Neto ajuda ou atrapalha a reabilitação do Padre Cícero?


Leia a opinião de Dom Fernando Panico a respeito da repercussão da biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão para o processo de reabilitação canônica de Cícero Romão Batista

Ajudará? Atrapalhará?

Por Dom Fernando Panico
Bispo do Crato (*)

Mais um novo livro sobre Padre Cícero estava sendo escrito. Que surpresas ele nos reservaria? O advento de algo novo sobre Padre Cícero, pela experiência já vivida por este povo do Nordeste do Brasil, a quem me compete cuidar como Pastor, confesso, me deixava apreensivo.

Ainda mais quando foi o próprio Departamento Histórico da Diocese que disponibilizou todos os documentos ao escritor. Ainda mais quando sabemos que estes mesmos documentos já foram causa de muita polêmica, de muita leitura e escritura manipulada, de muito jogo de poder, de muita disputa pelo monopólio da verdade... como se a verdade pudesse ser monopolizada por alguém ou por um grupo.

O nosso desejo era, a nossa ansiedade era para que, em mais uma nova obra, pudéssemos descortinar mais um pedacinho da verdade... desvelar, mais um pouco, o que estava escondido... iluminar mais ainda esta nossa realidade de uma riqueza sem fim, mas muito complexa, intrincada, cujo emaranhado poderia levar para caminhos assustadores; uma realidade arrebatadora, mas delicada pois, em última análise estamos tecendo a fina renda do que foi a história de fé de um povo que lutou, e luta ainda hoje para, com a liberdade de filhos de Deus, visitar a Mãe das Dores e o Padrinho Cícero, no lugar sagrado: Juazeiro do Norte. No lugar que Jesus mesmo disse a Maria de Araújo, que queria que fosse um lugar de salvação para as almas. E é.

Que história este escritor escreveria? Como ele utilizaria os documentos? Um jornalista agnóstico.... que compromisso ele poderia ter com um assunto eminentemente religioso? Com um padre? Com os romeiros? Essas perguntas afligiam meu coração de Bispo. Também porque este livro, publicado por uma grande editora, poderia ter repercussão na Santa Sé onde se processa o pedido de reabilitação do Padre Cícero? Ajudaria? Atrapalharia?

As entrevistas dadas pelo jornalista antes do lançamento do livro não eram muito animadoras para meu coração. Dizia ele que sua intenção era escrever um retrato de um homem, nem santo, nem impostor... tanto que, originalmente, o livro deveria se chamar apenas “Cícero”. Que outros muitos conflitos, dentro e fora da Igreja, este livro causaria?

Já comecei a ler o livro e com muito interesse. A leitura é mesmo envolvente: a linguagem agradável, clara e me parece que faz bom uso da documentação. O meu tempo é que não é amigo e não me deixa ficar em companhia do livro o quanto eu gostaria.

Efetivamente estou tranquilo, pelo que li até agora, que o compromisso e a responsabilidade do autor são confiáveis. Mais do que isso, como jornalista sério, me parece que procura mostrar os dois lados da moeda. Não esconde o que (mesmo com o perigo de sermos anacrônicos) aos nossos olhos hoje poderia ser avaliado como um comportamento desabonador e, na mesma pessoa, mesmo que seja ou Padre Cícero ou Dom Joaquim, o lado bom do personagem.

Como eu dizia, numa história complexa com é a nossa em Juazeiro, é muito importante a preocupação de não fazer uma leitura unidimensional dos fatos, mas tridimensional ou até mesmo, holográfica. Isso se pode perceber.

Alguém me dizia: “quando eu lia o livro, parece que ouvi, em alguns momentos, o grito enraivecido de Dom Joaquim.” O fato de o autor ser agnóstico não o impede de relatar os fatos religiosos com acuidade e verdade. Não percebi, até agora, interpretações tendenciosas ou ideológicas. É mesmo um contador de história. Um bom contador de uma boa história.

(*) Texto originalmente lido por dom Fernando Panico durante o lançamento da biografia Padre Cícero: Poder, Fé e Guerra no Sertão em Juazeiro do Norte, em 2 de dezembro, no auditório do Centro Cultural Banco do Nordeste.


Postado por Armando Lopes Rafael

Edições Anteriores:

Abril ( 2017 ):

01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30