06 dezembro 2010

Arajara festeja sua Padroeira – Fotos: Heládio Teles Duarte / Texto: Armando Rafael

A devoção a Nossa Senhora da Conceição é a mais antiga tradição religiosa brasileira...
Desde 1646, há 364 anos, ela é a Padroeira da nossa pátria, pois naquele ano, Nossa Senhora da Conceição foi declarada – por Dom João IV, primeiro rei da dinastia de Bragança – como Rainha e Padroeira do Reino Português e de todas as suas colônias (aí incluída o nosso Brasil).
Em Portugal ela é venerada com o título de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa e no Brasil – mesmo após a nossa independência, em 1822 – ela continuou como Padroeira, agora com a denominação de Nossa Senhora da Conceição Aparecida.

Não existe cidade brasileira que não tenha pelo menos uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, cuja festa transcorre no dia 8 de dezembro. Arajara, distrito de Barbalha, é uma dessas localidades que tem a Virgem da Conceição como Padroeira. Pois foi ali que Heládio Teles Duarte, com talento e sensibilidade, fotografou o novenário da Imaculada Conceição.
Confira abaixo:
Fachada da Capela de Arajara, em noite de novena

A imagem de Nossa Senhora da Conceição é conduzida no andor, ao som da Banda Cabaçal


A Banda Cabaçal marca presença no louvor à Padroeira

Seu Neones Ribeiro tem 95 anos. Durante décadas – e até recentemente – ele deu assistência técnica ao relógio existente na torre da Capela de Nossa Senhora da Conceição, de Arajara. Na festa de 2010, ele não subiu mais na torre, mas não dispensou a cervejinha, como mostra a foto de Heládio.

A tradição dos leilões na festa da Padroeira de Arajara não arrefeceu. Leiloeira Boneca oferece mais uma prenda... quem dá mais?
Fotos: Heládio Teles Duarte
Texto: Armando Lopes Rafael

2 comentários:

  1. Poema à imagem de Nossa Senhora da Conceição -- por João Machado

    Moça bonita
    Mulher feminina
    Senhora divina

    Sossego cruzado de mãos sobre o peito
    Rosto de paz
    Corpo de mãe do aconchego
    Silenciosamente mística
    Criteriosamente humana
    Nem sob os pés nem sobre a cabeça
    Traços de rainha e verduga de serpente
    Apenas mulher
    Apenas humana
    Apenas mãos cruzadas sobre o peito sossegado

    Nenhuma palavra sobre quem te esculpiu
    Nenhum rastro do tempo que te erigiu
    Talvez, nem arte...
    Nem mesmo um estilo...
    Apenas o retrato calado
    escrito por mãos anônimas,
    de forma que o presente e o passado
    falam Deus em teu abandono.

    Nascida em além-mar?
    Atravessando oceano?
    Bobagem! Mãe é sempre porto!
    Moca bonita
    Mulher feminina
    Senhora divina
    Mãe serena
    sob o peito cruzado de mãos sossegadas.

    Tão real, só poderia ser anônima
    Tão divina, só alcançaria a arte
    Neste barco de trinta anos navegados.
    conscientes dos séculos de oceano encapelado,
    remamos na força dos teus passos
    ao sopro do Espírito
    e a ternura do teu abraço.
    Amém!

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  2. Parabéns aos dois: Ao Prof. Armando Rafael pelo excelente texto, que rende homenagens à N. S. da Conceição, e ao Dr. Heládio pelas belas fotos do evento.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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