27 novembro 2010

Do seriado “Coisas da República”: Contribuinte vai sustentar, a partir de janeiro, 6 "famílias presidenciais" – por Armando Lopes Rafael



O Brasil tem atualmente quatro ex-presidentes da República vivos: José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso. Cada um deles, depois que deixa a vida nababesca nos Palácios da Alvorada, do Planalto (foto abaixo) e na Granja do Torto, ainda tem direito a ter oito assessores e dois carros de luxo e um vencimento mensal na casa dos R$ 16.250,42. Os quatro ex-presidentes brasileiros ainda vivos custam aos cofres públicos mais de R$ 3 milhões por ano. Quando janeiro chegar a despesa vai aumentar, pois Luiz Inácio da Silva passará a integrar esse grupo privilegiado que vive à custa do contribuinte brasileiro.




Quando entrar para o grupo dos ex-presidentes da República, a partir de janeiro do próximo ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também vai contar com oito funcionários públicos a seu dispor. Lula e a família Silva terão direito a quatro seguranças e dois motoristas treinados pelo Gabinete de Segurança Institucional, além de dois carros oficiais. Lula, assim como os outros que o antecederam, também terá mais dois outros assessores. Todos os funcionários são pagos pela Presidência da República e lotados na Casa Civil e receberão gratificações além de seus salários básicos.

Nos países onde vigora a forma de governo monárquica o povo sustenta apenas uma família real. No Brasil – a partir de janeiro de 2011 – o povo brasileiro vai sustentar 6 famílias presidenciais (cinco de ex-presidentes e a família de dona Dilma Rousseff, nova ocupante dos Palácios da Alvorada (abaixo à esquerda) , do Planalto (foto acima) e da Granja do Torto, foto abaixo à direita)











Pensão de viúva de ex-presidente é de mais de 26 mil reais

Os presidentes não recebem nenhum tipo de pensão quando deixam o cargo. Em caso de morte, contudo, as viúvas têm direito a uma pensão equivalente às das viúvas de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). O valor é o mesmo do salário de um ministro do Supremo, atualmente R$ 26.723,13, e é vitalício.

Interessante é que três dos ex-presidentes ainda usufruem de outras fontes de renda, pois eles participam ativamente da vida política do País. Os dois primeiros (Sarney e Collor) são senadores da República, sendo Sarney presidente do Senado Federal. Itamar Franco também venceu as últimas eleições para aquela Casa Legislativa e assume o cargo de senador a partir de janeiro. O único que não tem mandato (e o único alvo de críticas) é o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Por: Armando Rafael

14 comentários:

  1. --- I ---
    O brasileiro é um dos povos mais MAL INFORMADOS do mundo.
    E até mesmo a pequena “elite” que tem acesso à Internet, TV e jornal e possui curso de graduação universitária não tem muita profundidade nos conhecimentos das formas de governo.
    É pena.
    Há alguns atrás, a revista “Time” publicou uma reportagem sobre o custo da Monarquia onde dizia a certa altura:
    “Uma das principais críticas à Monarquia consiste em dizer que ela é demasiado dispendiosa. Mas os Presidentes das Repúblicas também gastam muito e não estão aptos a governar como os Reis e Rainhas que para isso foram educados. E os Presidentes não são tão honestos como eles, desde os europeus até os asiáticos”.
    Tal afirmação, vinda de uma revista republicana, editada na maior República do Planeta torna-se por demais insuspeita...

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  2. --- II ---
    Por isto, afirmo – sem medo de errar – que mesmo brasileiros que têm acesso à Internet, TV e jornal e possuem curso de graduação universitária – desconhecem o abaixo:
    Por ocasião da independência da NORUEGA, quando o Parlamento votou a forma de governo a ser adotada, a Monarquia foi escolhida por 100 votos contra 4.
    Nansen, o presidente do Parlamento, justificou o resultado da votação dizendo:
    -- “Optamos pela Monarquia por 3 razões básicas: é muito mais barata, concede mais liberdade, além de ter mais autoridade para defender os interesses nacionais”

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  3. --- III ---
    Alguém já teve curiosidade para saber quando se gasta nas eleições presidenciais a cada 4 anos? Sabe quando milhões de reais foram gastos nas campanhas de Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva nas eleições de 2010?
    Sabe quanto se gasta a cada 4 anos na cerimônia de posse dos presidentes?
    Pesquisem e vejam quanto dinheiro poderia ter sido direcionado para a Segurança, Saúde e Educação Pública, que funcionam (quando funcionam) precariamente no Brasil.

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  4. Claro, os europeus não chegam a ter o grau de sadismo dos japoneses no quesito, mas ainda assim a monarquia inevitavelmente significa pegar uma geração em que todos os rebentos estão condenados a viverem numa espécie de prisão, atuando como uma força de propaganda, do período em que nascem a quando morrem. Isso sem contar os gastos que esta instituição acarreta.
    E numa monarquia constitucional, o rei não é uma mera figurinha, mas o chefe de Estado. Ele representa o país, e não são poucas atribuições. Por quê os eleitores devem ser privados de escolher aquele que irá representar seu país? Pode-se alegar que numa monarquia o culto à imagem é transferido do poder público para a familia real, mas francamente, não é isso que se vê nos países que ainda adotam a monarquia. Não me parece que os espanhóis ou os ingleses se preocupem menos com a imagem e a vida pessoal de seus governantes que os franceses ou alemães.
    Os defensores da monarquia são geralmente desonestos. Eles pegam meia dúzia de países europeus para tentar justificar um sistema(Convenientemente omitindo monarquias como Tuvalu, Nepal, Santa Lúcia, Marrocos, Granada, Jordânia, Arábia Saudita, Butão, Suazilândia, etc). O problema? Eles se esquecem do passado, quando muitos monarcas promoveram matanças em massa inomináveis - por exemplo, os dez milhões de mortos no Congo pelo Rei Leopoldo II da Bélgica ou as matanças incontroláveis do Império Turco-Otomano. Ou claro, do fato da Rússia tsarista no Século XX ser um dos países mais atrasados da Europa.
    Se você considerar que até o Século XIX o conceito de “Estado” ou “país” era em grande parte inexistente na África e que a maior parte dos países que foram colônias não adotariam a monarquia, fica fácil entender a concentração das monarquias no continente europeu. Claro que os monarquistas geralmente omitem da lista das cerca de 45 monarquias do mundo os trinta países que ficam no mundo em desenvolvimento. Aí fica fácil. Fala-se na Holanda, mas não na Arábia Saudita, uma das mais cruéis ditaduras do Oriente Médio.
    Por fim, tenho dificuldade de encontrar o que há de tão bom no período em que o Brasil foi uma monarquia. O grande sucesso de Dom Pedro II foi ter conseguido manter o país unido, a custa de muito sangue e violência. Não havia uma política industrial digna de nome, o Nordeste foi submetido a catástrofes humanitárias. Enquanto Dom Pedro II caçava borboletas e brincava com o telegráfo os americanos cruzavam o continente com ferrovias e construíam um parque industrial invejável.
    E claro, a escravidão vigorou por praticamente todo o período.(E a literatura da época demonstra como os estrangeiros ficavam assustados com a brutalidade em que ela era praticada no país).
    Nos países desenvolvidos, a monarquia é um grande obstáculo para a liberdade. Nos países em desenvolvimento ela não raro se transforma num instrumento de repressão brutal. Não é um sistema que deveria ser defendido por pessoas inteligentes.

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  5. Claro, os europeus não chegam a ter o grau de sadismo dos japoneses no quesito, mas ainda assim a monarquia inevitavelmente significa pegar uma geração em que todos os rebentos estão condenados a viverem numa espécie de prisão, atuando como uma força de propaganda, do período em que nascem a quando morrem. Isso sem contar os gastos que esta instituição acarreta.
    E numa monarquia constitucional, o rei não é uma mera figurinha, mas o chefe de Estado. Ele representa o país, e não são poucas atribuições. Por quê os eleitores devem ser privados de escolher aquele que irá representar seu país? Pode-se alegar que numa monarquia o culto à imagem é transferido do poder público para a familia real, mas francamente, não é isso que se vê nos países que ainda adotam a monarquia. Não me parece que os espanhóis ou os ingleses se preocupem menos com a imagem e a vida pessoal de seus governantes que os franceses ou alemães.
    Os defensores da monarquia são geralmente desonestos. Eles pegam meia dúzia de países europeus para tentar justificar um sistema(Convenientemente omitindo monarquias como Tuvalu, Nepal, Santa Lúcia, Marrocos, Granada, Jordânia, Arábia Saudita, Butão, Suazilândia, etc). O problema? Eles se esquecem do passado, quando muitos monarcas promoveram matanças em massa inomináveis - por exemplo, os dez milhões de mortos no Congo pelo Rei Leopoldo II da Bélgica ou as matanças incontroláveis do Império Turco-Otomano. Ou claro, do fato da Rússia tsarista no Século XX ser um dos países mais atrasados da Europa.
    Se você considerar que até o Século XIX o conceito de “Estado” ou “país” era em grande parte inexistente na África e que a maior parte dos países que foram colônias não adotariam a monarquia, fica fácil entender a concentração das monarquias no continente europeu. Claro que os monarquistas geralmente omitem da lista das cerca de 45 monarquias do mundo os trinta países que ficam no mundo em desenvolvimento. Aí fica fácil. Fala-se na Holanda, mas não na Arábia Saudita, uma das mais cruéis ditaduras do Oriente Médio.
    Por fim, tenho dificuldade de encontrar o que há de tão bom no período em que o Brasil foi uma monarquia. O grande sucesso de Dom Pedro II foi ter conseguido manter o país unido, a custa de muito sangue e violência. Não havia uma política industrial digna de nome, o Nordeste foi submetido a catástrofes humanitárias. Enquanto Dom Pedro II caçava borboletas e brincava com o telegráfo os americanos cruzavam o continente com ferrovias e construíam um parque industrial invejável.
    E claro, a escravidão vigorou por praticamente todo o período.(E a literatura da época demonstra como os estrangeiros ficavam assustados com a brutalidade em que ela era praticada no país).
    Nos países desenvolvidos, a monarquia é um grande obstáculo para a liberdade. Nos países em desenvolvimento ela não raro se transforma num instrumento de repressão brutal. Não é um sistema que deveria ser defendido por pessoas inteligentes.

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  6. --- 1 ---
    Meu caro Gladstone:
    Obrigado por seu comentário.
    Respeito o seu sentimento antimonárquico, que vejo com naturalidade, como uma exigência da democracia, a de que existam opiniões diversas. Como bem disse Mário Covas: “E para que eu me credencie a defender a minha verdade, começo por manifestar a humildade de saber que existem outras verdades e que elas são tão sustentáveis quanto as minhas e que a única razão pela qual um homem, um democrata passa a ter o direito de defender a sua verdade é exatamente o respeito que ele manifesta pela alheia”.
    Isto posto, permita-me contestar alguns posicionamentos colocados nos seus comentários acima.

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  7. --- 2 ---
    É um equívoco seu perguntar (numa monarquia) porque os “eleitores devem ser privados de escolher aquele que irá representar seu país? (SIC)
    Nas monarquias parlamentaristas constitucionais (caso da Espanha, Bélgica, Holanda, Inglaterra – e por extensão Canadá, Austrália, Nova Zelândia – Dinamarca, Suécia, Noruega, Japão, dentre outras) o povo elege: vereador, prefeito, deputados (estadual, federal) senador, governador. Só não escolhe o chefe do Executivo (no caso primeiro-ministro) que é escolhido pelos deputados e senadores. Ou seja, até o primeiro ministro também é escolhido indiretamente pelo povo.
    E creio que você – uma pessoa inteligente – não acredita nessa balela de que no Brasil o povo “escolhe” os candidatos a presidente. Vejamos um caso recentíssimo. Você conhece alguém que participou no processo da escolha da candidata de Dilma Roussef? Não. O eleitor apenas HOMOLOGOU aquela que foi escolhida unicamente por Lula. Num processo de cima para baixo. Até as cúpulas petistas que não queria Dona Dilma foram “escanteadas”. E não valeu o argumento interno de que ela nunca havia participado nem de eleição para síndica de prédio. Ela foi IMPOSTA ao eleitorado por Lula (nem ao PT ela pertencia, pois sempre foi filiada ao PDT) e terminou sendo eleita com 12 milhões de votos de maioria (dos quais mais de 11 milhões foram provenientes da sua maioria no Nordeste).

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  8. --- 3 ---
    Reproduzo outra acusação sua:
    “Os defensores da monarquia são geralmente DESONESTOS. Eles pegam meia dúzia de países europeus para tentar justificar um sistema (Convenientemente omitindo monarquias como Tuvalu, Nepal, Santa Lúcia, Marrocos, Granada, Jordânia, Arábia Saudita, Butão, Suazilândia, etc.)”. (SIC)

    Trata-se de outro equívoco seu.
    (Primeiramente, uma ressalva: peço-lhe que retire da lista acima TUVALU, GRANADA e SANTA LÚCIA que são monarquias parlamentaristas (e não absolutas) integrantes da “Commonwealth”, ou seja, a Comunidade Britânica de Nações, composta por mais de 30 países, espalhados em todos os continentes, e que têm a Rainha Elizabeth II como Chefe de Estado). Retire também o NEPAL que é REPUBLICA. BUTÃO é monarquia parlamentarista com animador progresso. SUAZILÂNDIA é uma monarquia parlamentarista, de origem tribal, encravada dentro da África do Sul, que a partir de 2005 teve promulgada sua constituição com a figura de Primeiro Ministro.
    Qualquer dúvida consulte o Almanaque Abril ou uma boa enciclopédia.

    Também não vou revidar chamando-o de “desonesto” (pois o conhecendo e respeitando-o, sei que você é uma pessoa honesta), mas qualquer pessoa medianamente bem informada (daí porque eu afirmei no meu artigo -- respeitosamente -- que “os brasileiros são muito mal informados”) sabe que os monarquistas brasileiros defendem (desde o plebiscito de 1993) uma “Monarquia Parlamentarista Constitucional”, ou seja, a continuidade da experiência brasileira de 1822 a 1889 – uma Monarquia com um 4º Poder, o Moderador, exercido pelo Imperador -- e não uma monarquia absoluta.
    Os monarquistas brasileiros não escondem, nem nunca esconderam que existem algumas “monarquias” que NÃO servem como modelo, por serem, na prática, “Repúblicas Coroadas” (embora menos cruéis do que ditaduras existentes na República Islâmica do Irã, na República de Cuba ou República da Coréia do Norte). Por isso o paradigma pregado é o da Monarquia Parlamentarista Constitucional. Onde existe liberdade, qualidade de vida, onde os serviços públicos funcionam, onde os corruptos são punidos, etc.etc.
    Quanto às monarquias absolutas (atualmente no mundo elas são: Arábia Saudita, Bahrein, Sultanato de Brunei, Catar e Jordânia) elas dificilmente terão continuidade em longo prazo, em face de erros pontuais, como: ausência de eleições e de Poder Judiciário, má distribuição de renda, baixa educação, etc.etc.

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  9. Este comentário foi removido pelo autor.

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  10. --- 4 ---
    E para não alongar muito, já que muitas opiniões são subjetivas (e os monarquistas não discutem opiniões subjetivas) fico com esta outra afirmação sua:
    “Por fim, tenho dificuldade de encontrar o que há de tão bom no período em que o Brasil foi uma monarquia”.
    Meu caro Gladstone (e digo caro com sinceridade, pois o fato de você ser ardoroso republicano não impede que convivamos harmoniosamente), um dos livros mais vendidos atualmente no Brasil é “1822”, de Laurentino Gomes (meu exemplar está emprestado ao Carlos, mas terei prazer em emprestá-lo a você também se lhe interessar), sintetiza o que foi o Brasil sob o reinado de Pedro II:
    120 anos já se passaram, e os contrastes entre o Brasil atual e o Brasil Império só tem crescido. No tempo do Império havia estabilidade política, administrativa e econômica; havia honestidade e seriedade em todos os órgãos da administração pública e em todas as camadas da população, havida credibilidade do Brasil no exterior; havia dignidade, havia segurança, havia harmonia entre os brasileiros.
    Os bons historiadores são unânimes em atribuir grande parte dessa invejável situação á existência entre nós de um governante do porte de Dom Pedro II.
    Respeito sua preferência pela República. Mas compare o Brasil Império com a República de hoje...
    Com apreço e respeito,
    Armando Lopes Rafael

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  11. PS --
    Ainda bem que Gladstone não contestou – uma única linha – sobre as informações das mordomias e a vidas nababescas do atual e dos ex-presidentes da República brasileira...

    Ele ainda escreveu:

    “mas ainda assim a monarquia inevitavelmente significa pegar uma geração em que todos os rebentos estão condenados a viverem numa espécie de prisão, atuando como uma força de propaganda, do período em que nascem a quando morrem. Isso sem contar os gastos que esta instituição acarreta”.

    A VERDADE:

    Substitua-se (no texto acima) a palavra “monarquia” pelas palavras “DITADURAS REPUBLICANAS”, estas sim, pegam não uma, mas várias gerações, condenando-as a viverem numa espécie de prisão, sustentada pela propaganda (enganosa).

    Que o digam os cubanos, os iranianos, os coreanos do norte, os vietnamitas, os habitantes das republiquetas africanas...

    Já na Inglaterra, Escócia, País de Gales, Espanha, Noruega, Suécia, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Canadá, Austrália, Japão, Nova Zelândia, para citar apenas estes (todos países que adotam a forma de governo monárquico) existem, e de forma transparente, reconhecidamente: imprensa livre, liberdades democráticas, pluralidade ideológica, direito de ir e vir, alto padrão de vida, serviços públicos que funcionam, dentre outros benefícios...

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  12. Cerca de 40 milhões de dólares. É quanto deve custar a festa de casamento do príncipe William, da Inglaterra, com a namorada Kate Middleton. A revista de celebridades Star, que divulga a informação com exclusividade, trata a cerimônia como "o casamento do século".

    fonte: VEJA on line


    Muito gasto para um bando de desocupados!

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  13. a) A manutenção da Família Real inglesa custa para cada cidadão britânico cerca de 35 centavos de libra por ano – ou seja, pouco mais de meio dólar por ano (conforme o sério e bem documentado almanaque “Quid”, de Dominique e Michele Fremy, editado por Robert Laffont, Paris). Nesse cálculo estão incluídas não somente a dotação recebida anualmente pela Rainha e demais membros da Família Real, mas também outras rendas hereditárias e privilégios seculares que se mantêm na velha Albion. Por exemplo: a Rainha recebe 300 mil libras anuais de rendimento do Ducado de Lancaster. O Príncipe Charles, herdeiro da Coroa, enquanto de Duque de Cornualha usufrui das rendas de cerras áreas no sudeste do país e na cidade Londres. Repito: tudo incluído, custa a cada cidadão britânico, por ano apenas 50 centavos do dólar.

    b) Quanto custa a Presidência, no Brasil? Algo próximo a US$ 12 (doze dólares) para cada contribuinte do imposto de renda, segundo se conclui dos dados divulgados pelo Tribunal de Contas da União.
    (observação: os gastos acima se referem só à manutenção da Presidência da Republica, sem contar os ministérios! Como ficou explicitado no artigo em tela, o Presidente do Brasil utiliza 3 (três) Palácios: do Planalto, do Alvorada e a Granja do Torto).

    c) Bom salientar que o esplendor da Corte inglesa reverte em benefícios para a economia daquela nação. Todos os anos, mais de 16 milhões de turistas (que renderam à Inglaterra cerca de 7 milhões de libras – mais de 300 vezes o total do custo de toda a Família Real (a mais cara do mundo) – visitam Londres em função da Monarquia. Somente o Palácio de Windsor recebeu o ano passado cerca de 3 milhões de turistas o que dá mais de 8 mil visitantes por dia!
    Bastante diferente de meia dúzia de gatos pingados que se postam no Palácio do Planalto para ver Lula descendo a rampa com sua pança e voz ronhenta, cena que desaparecerá dentro de um mês...

    Muito a propósito, a manutenção do Palácio de Buckingham custa apenas 23% do que consome a manutenção do Palácio do Planalto! Não se pode esquecer que a França mantém em atividade 12 (doze) palácios presidenciais!

    MORAL DA OPERETA: Não É por outra razão que os brasileiros são mantidos na ignorância de tudo, e desestimulados a olhar para o exterior, para o mundo, e, sobretudo desestimulados a comparar com o que temos aqui. Porque fatos são fatos. Os números sempre são frios, impessoais e precisos; não mentem. Se os brasileiros tiverem conhecimento deles e compararem, adeus República! Terminaria o mais abrangente e enraizado esquema de corrupção pública de que a Historia tem notícia, superior ao da finada União Soviética com o seu falido “socialismo real”...

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  14. Só complementando:

    Outros números fornecidos pela Organização das Nações Unidas, pela UNESCO, pelas embaixadas acreditadas em Brasília, e pelos Ministérios de Relações Exteriores dos países a seguir mencionados.
    A monarquia norueguesa custa US$1,58 (um dólar e cinqüenta e oito centavos) por ano a cada norueguês. Ou seja, um real e quarenta centavos. Idem, com relação a monarquia dinamarquesa. A sueca, a japonesa, a belga, a holandesa, a espanhola ficam nesse patamar, com variações inferiores a 10% (dez por cento), para mais ou para menos. Isto é apenas uma amostragem. As monarquias de Mônaco e Liechtenstein não chegam a custar US$1,00 (um dólar) por ano a cada um dos seus cidadãos. Idem, com relação ao Canadá, a Austrália, Nova Zelândia e outros países que formam a Comunidade Britânica de Nações que têm como Chefe de Estado a Rainha Elizabeth II.

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