14 outubro 2010

Dia do Professor - Hildeberto Aquino

ProfessoraDia 15 de outubro é o dia de um eminente injustiçado: O honorável professor! Fala-se tanto das classes dos excluídos, mas esquecem dessa, em especial. Parece que na cabeça dos nossos políticos administradores, secretários, diretores e até “colegas”, por ignorantes ou por sadismo, a importância de um educador não é compreendida e incorporada. A visão medíocre, apequenada, insensata de alguns dos que administram a classe e também a falta de reconhecimento dos próprios pais, não alcançam a relevância dessa nobre missão: EDUCAR! Fala-se muito em educação e de qualidade de ensino, mas descuram do principal responsável por elas:

O PROFESSOR! Esses são aviltados nas esferas federal, estadual e municipal, essa por especial. Os PCCR são elaborados como sistemas de força e não com o intuito de propiciar um estímulo gradativo e compensatório à carreira. Enquanto o mercado é cada vez mais exigente na capacitação, menos importância dão àqueles que poderiam ter um papel fundamental nesse processo; uma evidente inversão de valores! A abertura de todas as portas passa pelo educador! Cobram-lhes, acertadamente, um ensino de qualidade, mas as condições disponibilizadas são precárias ou inexistentes. Há um excesso de conteúdo inócuo nos currículos e há igual carência de aparato humano, material e tecnológico nas escolas. Percebe-se uma sobrecarga e muitos desvirtuamentos do seu papel específico que seria educar/ensinando, quando lhes incumbem de tarefas para as quais, maioria das vezes, sequer foram capacitados e não lhes é de competência, o que denota um prejudicial desvio de funções.

O horário de trabalho é muitas vezes estendido sem a correspondência pecuniária proporcional, numa visão doentia, escravista; sugam-lhes até a última gota de dignidade. As estruturas físicas das escolas deixam a desejar. Isto sem contar que a violência ou “bullying”, (termo em voga) também direcionada contra os educadores já está presente e se agrava nas escolas, decorrente da falta de disciplinamento familiar ou por excesso de leis por demais protecionistas e condescendentes com crianças e adolescentes desregrados, o que é um estímulo à marginalidade. Enfim, falta-lhes tudo e até lhes sobram as perseguições politiqueiras das quais muitos são vítimas. Para culminar os professores são iludidos com salários aviltantes, desestimulantes, comparáveis aos de trabalhadores na mais baixa faixa de renda laboral. Não é sem justificativa que já se observa uma crescente e preocupante carência de professores em todos os níveis. E assim caminha a educação no Brasil, sem melhores perspectivas. Não fosse a abnegação compensaria ser educador??? Parabéns!!!

Hildeberto AQUINO

Corretor e Articulista

Russas (CE)

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