28 outubro 2010

CRATO - Por Alves de Oliveira

Tanto me afiz bela urbe, a tua natureza
Pelos meus respirada, exuberante e pura,
Que, ausente dos teus céus, nas horas de ternuras
Afloras-me ao cismar, bem fadada princesa.

Venho as auras haurir-te.
E ao ver-te, que leveza
Blandiciosa me invade, e se aviva, e perdura,
Sentindo-me ingressar na região da fartura.

Sentindo-me extasiar na zona da beleza.
E o Cristo Redentor, e as torres, e a serena
Verdura a emoldurar te...
Em fim, para que a pena

Deslize no papel, feliz, ágil, fagueira.
Basta-me a aparição, na tarde que se encerra
De uma casa a alvejar num côncavo de serra
Ou o simples flabelar de um leque de palmeira.

Comentario:
Encontrei este poema no Jornal Folha da Semana publicado em 1953 em homenagem ao centario do Crato. Estou postando tanto pela beleza poetica e literaria como pela curiosidade de obter informações do autor identificado apenas como : Alves de Oliveira.
A. Morais

Um comentário:

  1. Maravilha, Morais!

    Obrigado pelo resgate desse poema. Com certea, irá para nossa "ENCICLOPÉDIA DO CARIRI". Estou separando textos, catalogando trabalhos já publicados no Blog do Crato e outros.

    Abração,

    Dihelson Mendonça

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