18 agosto 2010

Uma energia limpa - Por Emerson Monteiro


Esta semana soubemos que a usina de energia solar de Tauá, na região do Inhamuns, em breve iniciará suas atividades, notícia das mais promissoras para ampliar o desenvolvimento cearense. Nesse ponto aonde se chegou, nota-se que o futuro próximo da humanidade envolverá, sem sombra de dúvidas, a adoção dos meios alternativos de produção de energia através dos recursos naturais renováveis. Só em poucas áreas do mundo se apresentam condições tão favoráveis para viabilização da energia solar quanto o Nordeste brasileiro. O crescimento da tecnologia de aproveitamento deste tipo de riqueza demorou a chegar exatamente por conta da localização dos países ricos em áreas de menor intensidade de sol, lá no hemisfério norte da Terra. Os franceses, contudo, serviram de exceção devido a sua presença colonial em setores da África. Agora, porém, com os riscos descontrolados da poluição, motivados pelo uso da energia fóssil do petróleo e do esgotamento das fontes da energia hidráulica, os países desenvolvidos se veem na condição de iniciar, sem demora, o aperfeiçoamento da captação de outras energias, com destaque para energias solar e eólica. Nesta fase, os japoneses trabalham no aprimoramento das células de baterias solares, e grandes grupos empresariais e agências oficiais começaram a investir na pesquisa dos recursos renováveis para uso coletivo, o que pode ser sentido aqui no Ceará, com esta iniciativa na região dos Inhamuns.

Em uma escalada irreversível, a civilização parece apostar no bom senso ecológico, a fim de reparar as mazelas do progresso avassalador, isto quase fora de hora, devido às consequências dos excessos praticados e prejuízos ocasionados. Em breve, portanto, existirão formas novas de benefícios, na iluminação, nos transportes, fábricas, hospitais, cidades, campos, escolas, tudo graças aos favores do Sol e dos ventos.

Em face deste exemplo de mudança da matriz energética, desde que os poderosos queiram, com honestidade, purificar também seus hábitos de liderança e convivência, é de se imaginar, mesmo, tempos de esclarecimento e paz entre as nações. Livres da ganância que caracterizou o século XX e as guerras de conquista pela ampliação dos mercados comerciais e dominação dos territórios do petróleo para abastecer o avanço da tecnologia industrial, os capitalistas já dispõem das razões justas para alimentar a coletividade submetida aos seus caprichos. Com isso, o progresso humano concretizará de uma vez por todas as esperanças da oportunidade de paz que bilhões ainda hoje necessitam.

Por: Emerson Monteiro

Um comentário:

  1. Que Bons ventos o tragam, Emerson! Por postagem muito pertinente, atual, que bem merece ser comentada na Coluna do Armando Rafael também.

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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