08 agosto 2010

Mês dos pais - Por Emerson Monteiro

Conceituam-se as coisas para atender necessidades, de mercado ou de conveniência, mas conceituar transforma o simples no complexo e o certo no duvidoso, ou no sentido inverso, conquanto sirva de base ao andamento dos barcos, neste mundo de balcões em que a vida humana reverteu-se, num tempo de muita galinha e pouco ovo. Maio foi eleito o mês das mães, desde noivas a futuras mamães; a Maria, mãe de Jesus. Isso enquanto as flores perfumam os jardins e tudo parece corresponder, em termos de felicidade e harmonia.

Já o mês de agosto se tornou o mês dos pais, nos turnos de comércio, tempo de dar presente a quem paga os presentes o ano todo. Fase boa de fazer reflexões do que sejam os pais dessa era de mudança arregaçada em tudo, quando criar filhos virou ginástica imprevisível e de muitas posições, a perguntar quais os caminhos reais da estrada do futuro da família sob os maiores desafios de sobrevivência moral. Outros momentos prometiam melhores esperanças, sem querer lançar mais lenha na fogueira das vaidades humanas antigas. Ser pai envolve compromisso de mostrar resultados em forma do sucesso profissional e geração de emprego e renda, salvadas aparências e desenganos.

Nunca tantos habitaram a face da Terra, planeta enfumaçado e neutro aos valores da guerra dos compromissos. E os pais saem calados em busca do pão de cada dia no formato dos tempos modernos, comerciais, automáticos, industriais, digitais, acelerados. Aos homens que têm o mérito de cumprir tal missão de criar e manter os filhos e indicar as alternativas, cabe-nos olhar com bons olhos e vê-los quais cidadãos comuns, porém cobertos das cinzas da incerteza nos vagões de segunda, dados fatores que lhes restringem os passos, nos fardos familiares de outras exigências oficiais e pagamentos de impostos e taxas. Na roda viva desses meios, portanto, as correias dentadas do coração reclamam apoio a esses homens heróicos, nas armaduras de pais, mães ou filhos. A humana sociedade precisa abrir o sentimento ao pouco que isso corresponde nas promessas dos manuais. Iniciativas pedem coragem e criatividade, sem permitir falhas por conta do que virá depois, nas folhas de pagamento e permissões oficiais das filas e postos de saúde.

Vivam sempre todos os pais, enquanto andam conosco, e mais adiante na saudade dos que se foram, em sinal de reconhecimento à luta que travam contra a mesmice, em favor dos sonhos positivos.

Por: Emerson Monteiro
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