08 agosto 2010

BNDES, banco de todos os brasileiros? -- Postado por Armando Rafael

Fonte: Folha de S.Paulo

Financiamentos do BNDES concentram crédito em 12 empresas
DE SÃO PAULO
As chaves do cofre bilionário do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estão nas mãos de dois gigantes estatais e um punhado de grupos privados que nos últimos anos se associaram a projetos de interesse do governo. Levantamento feito pela Folha com base nas operações divulgadas pelo banco revela que a Petrobras, a Eletrobras e dez grupos privados ficaram com 57% dos R$ 168 bilhões destinados a transações contratadas de 2008 até junho deste ano, informa reportagem de Ricardo Balthazar, publicada na Folha de S.Paulo, edição deste domingo. Entre os mais favorecidos pela instituição estão as três maiores construtoras do país, Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Odebrecht, que controlam investimentos em diversos outros setores da economia, a mineradora Vale, o grupo Votorantim e o frigorífico JBS. Além dos repasses que receberam diretamente do banco, alguns grupos foram beneficiados também como sócios de empreendimentos na área de infraestrutura e de companhias de outros grupos que conseguiram empréstimos da instituição.

Na avaliação do BNDES, a elevada concentração de sua carteira reflete o que se vê fora do banco: a taxa de investimentos do país é relativamente baixa e grandes empresas como a Petrobras são responsáveis pelos principais projetos em andamento. Mas os críticos que se incomodam com o favorecimento de grandes grupos acusam o BNDES de usar seu poderio para fortalecer empresas com amigos em Brasília em detrimento de concorrentes e dos consumidores.

Postado por: Armando Rafael

Um comentário:

  1. Enquanto isso, a mídia noticia que a Caixa Econômica Federal fez um novo empréstimo à Petrobras, em junho, de aproximadamente R$ 2 bilhões.O valor é o mesmo do financiamento feito pelo banco público à estatal petrolífera em novembro de 2008, no auge da crise financeira internacional, quando secaram as fontes de crédito no exterior. A Caixa, até o início da noite de ontem, não confirmava a nova operação.

    Operação turbinou créditos do governo federal A nova operação aconteceu no momento em que a Petrobras se prepara para fazer uma das maiores capitalizações do mundo, a fim de se fortalecer para investir na exploração da camada pré-sal. A transação está marcada para acontecer em setembro.Para isso, a estatal terá de convencer os investidores, sobretudo os estrangeiros, de que está preparada para enfrentar acidentes ambientais do porte da BP, cujo desastre no Golfo do México provocou o vazamento de milhões de litros de petróleo por quase três meses. Além disso, a capitalização acontecerá pouco antes das eleições de outubro e, na avaliação do mercado, isso pode prejudicar a estatal.

    A operação de empréstimo da Caixa Econômica Federal para a Petrobras turbinou o saldo de créditos concedidos pelo governo federal em junho.Sem citar abertamente o financiamento entre as estatais, o Banco Central (BC) mostrou ontem que, no mês passado, os estoques chegaram a R$ 34,7 bilhões, salto de 5,1% em relação a maio, levando a uma expansão de 9% no trimestre. Ao todo, o volume de crédito do setor público fechou junho com R$ 60,388 bilhões, com expansão de 4% no mês.

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