28 julho 2010

Fundação Araripe Informa - Maurice Durozier ministra oficina "O teatro é outro" para alunos e professores do curso de teatro da URCA


O ator e diretor francês Maurice Durozier volta ao Ceará para uma nova edição da oficina "O teatro é o outro". Integrante do Théâtre du Soleil (Paris, França) está novamente no Cariri. As oficinas de Durozier revelam a abordagem mais dinâmica do Theâtre Du Soleil, como ressalta o próprio, tendo entre as bases os princípios de teatro coletivo com grandes grupos de pessoas, distinguindo tal direcionamento como escolhas também estéticas e políticas. A improvisação e a experimentação de estados emocionais dos atores na cena também pousam na essencial relação com o outro. Essa noção de partilhamento é prioritária para Durozier que passa à cena teatral as minúcias que envolvem a relação plena com o outro, sejam os artistas que dividem a atuação, sejam também o próprio público espectador.

SOBRE MAURICE DUROZIER

Maurice ingressou no Théâtre du Soleil no começo dos anos 80 para o ciclo shakespeariano e em 1988, tendo como companheiro de aventura o grande Georges Bigot, passou três meses entre Fortaleza e o Cariri, trabalhando com 60 atores locais, a convite da então secretária da Cultura do Ceará, Violeta Arraes. No começo dos anos 90, deixa o Soleil para criar a própria companhia, "Les Voyageurs de la Nuit", na qual escreve, dirige e atua. Em 2002, retorna ao grupo em busca de um reencontro com as fontes de seu trabalho.

Durozier faz parte de uma família de cinco gerações de saltimbancos. Para o ator e diretor francês, "o teatro é um espelho onde as pessoas podem se ver. Através dele, um pobre se identifica com um rico e um rico com um pobre. Nele fica marcada a identificação do Homem com o próprio Homem; e essa identificação existe porque dentro de cada um existe basicamente as mesmas coisas, a essência humana é a mesma e todos se parecem. O Teatro evidencia isso, coloca num ator um movimento, uma emoção, um sentimento que não lhe é próprio, mas sim ao personagem; elementos que depois ficam sendo do intérprete e, possivelmente, também do espectador. Essa identificação existirá sempre", como referenciou em entrevista em Fortaleza no ano de 2008.

REALIZAÇÃO:
Fundação Araripe / Escola de Artes Reitora Violeta Arraes Gervaseau Dias 30 e 31 de julho - Barbalha-CE

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