01 junho 2010

CARIRI Grupo Uirapuru apresenta show com peças de barro

O grupo uirapuru foi criado ha mais de dois anos pelo artista plástico Tércio Araripe. Instrumentos musicais feitos de barro tornam inusitada, mas bela, a música do Grupo Uirapuru, de Cascavel.
Juazeiro do Norte. A música tocada de uma forma diferente. É do instrumento feito de barro que nasce o som do Grupo Uirapuru. O grupo se apresenta às 19h30 de hoje, no Centro Cultural Banco do Nordeste (CCBN - Cariri). Criado há mais de dois anos pelo artista plástico Tércio Araripe, por meio do Instituto Beija-Flor, ele, junto com adolescentes da comunidade, cria e desenvolve uma nova forma de se extrair sons e música. Mas a técnica não é nova no mundo. "Na verdade, a utilização do barro para fabricar instrumentos musicais remonta há cinco mil anos", lembra Tércio Araripe. Novidade mesmo ficou por conta da mudança de comportamento na hora de criar as peças artesanais. A comunidade, que já trabalha o barro para criar utensílios domésticos, passou a também criar os instrumentos da orquestra. E com o barro, é possível fabricar instrumentos musicais de percussão, de sopro e até de cordas, como viola, marimba e tambores. O resultado é um belo espetáculo musical no palco.

O grupo, que já esteve em Fortaleza no ano passado, agora chega a Juazeiro do Norte para uma única apresentação. Estará no palco caririense nesta terça-feira. E as novidades não param por aí. Eles vão levar o nome da comunidade onde vivem até o interior da Paraíba, na cidade de Souza, para outra apresentação por meio do Centro Cultural do Banco do Nordeste. Ainda programado para o grupo está uma apresentação no Sesc Senac da Praia de Iracema no dia 18 de junho. Em julho, o grupo se apresenta no palco principal do Theatro José de Alencar, em Fortaleza, para a gravação do 1º DVD. Também foi aberta, no fim de semana, no Centro Cultural, a exposição individual "Entre a luz e a linha", do artista visual carioca Bruno Jacomino, com curadoria da também carioca Beatriz Lemos. O artista e a curadora participam de uma troca de ideias sobre Artes Visuais com artistas, produtores, gestores culturais e demais interessados no CCBNB-Cariri, dois antes da abertura da exposição. Com entrada gratuita, a exposição fica em cartaz até o próximo dia 10 de julho, com visitações de terça-feira à sexta-feira e domingo, de 13h às 21h; sábado, de 14h às 22h.

Pesquisa e interação

Para realizar a exposição, Bruno Jacomino residiu nos últimos 15 dias em Juazeiro do Norte, com o objetivo de pesquisar e interagir com a cultura e a cena artística local. A curadora Beatriz Lemos, antes mesmo de Jacomino chegar ao Cariri, articulou uma rede de contatos entre os artistas, teóricos e gestores artísticos locais, para que estes participassem ativamente de residência do artista carioca. Além disso, ela acompanhou os últimos dez dias da residência artística e a montagem da exposição de Bruno Jacomino. Este período de vivência no Cariri cearense foi a base conceitual da exposição. Utilizando uma tecnologia improvisada, Jacomino articula relações entre corpo e máquina, para mencionar as práticas afetivas da sociedade atual. Suas instalações sonoras são carregadas de metáforas relacionais que estimulam os demais sentidos do corpo.

MúSICA

"Na verdade, a utilização do barro para fabricar instrumentos musicais remonta há cinco mil anos" - Tércio Araripe - Artista plástico

MAIS INFORMAÇÕES
Centro Cultural Banco do Nordeste - Cariri, Rua São Pedro, 337
Centro, Juazeiro do Norte
(88) 3512.2855

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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