03 junho 2010

Alguém quer comprar um Jornal ? - O LE MONDE está à venda !


Não uma edição de jornal, mas um jornal inteiro, com máquinas e tudo. Está à venda um dos maiores jornais do mundo. Meu questionamento é: Nessa nova era em que as informações precisam ser rápidas, chegar ao público com a maior rapidez de atualização, quem ainda vai se dar ao trabalho de imprimir as notícias em papel? Daqui que chegue até os leitores...altos custos de produção e distribuição, acaba se tornando um produto Caro e sem Utilidade. É por isso que eu sempre digo aos que duvidam: O Jornal impresso está com os dias contados. Haverá um ou 2 computadores com acesso à internet para cada habitante do planeta em muito breve. E informações ultrapassadas não serão moda. Refuto os argumentos daqueles que dizem que no tempo em que surgiu a TV, o Rádio não foi desbancado. Acontece que naquela época apenas houve uma substituição, um upgrade, se me permitem, de um veículo que já transmitia o áudio e passou a transmitir a imagem. Agora estamos diante da troca da MÍDIA, do meio de informação, a troca do papel pela tela eletrônica. A troca da velocidade de impressão pela velocidade instantânea da Internet. Acesso a internet há 16 anos. Acompanhei muitas empresas surgirem e desaparecerem. E o balanço que posso fazer disso tudo é que a internet será em breve a convergência de todas as outras mídia: Rádio, TV, Jornal. Porque é uma coisa cada vez mais barata, cada vez mais acessível, prazerosa, rápida e eficiente. E quem investe em informação e publicidade, precisa exatamente dessas qualidades. A informação quer rapidez a custos baixos!

Dihelson Mendonça

Jornal francês Le Monde está à venda

O jornal francês Le Monde, um dos mais importantes do mundo, foi oficialmente posto à venda nessa quarta-feira (2) em Paris. O anúncio foi feito em editorial de capa pelo diretor-executivo da publicação, Eric Fottorino, e confirma a perspectiva aberta em janeiro de 2008, quando do agravamento da crise do maior diário da França. Os futuros proprietários, que deverão injetar entre € 80 bilhões e € 100 bilhões em troca do controle acionário, terão de assinar um termo de compromisso garantindo a total independência editorial do periódico de centro-esquerda. A troca de mãos do Le Monde é desde já o maior movimento em curso no mercado editorial da Europa, e está mobilizando investidores da própria França, mas também da Itália, da Espanha e da Suíça. As ofertas deverão ser concretizadas até 14 de junho pelo conjunto do grupo Le Monde, integrado também pelo site lemonde.fr, o portal informativo mais frequentado do país, o jornal Le Monde Diplomatique, as revistas Courrier International, Télérama e La Vie e a gráfica da companhia, além de seus imóveis. A perspectiva é de que até 30 de junho o selecionado para liderar o processo de recapitalização do grupo seja conhecido.

A venda, nas palavras de Fottorino, marcará “uma virada histórica para Le Monde”, um jornal fundado pelo legendário jornalista Hubert Beuve-Méry em 1944 e controlado por seus funcionários desde 1951. “O Monde sofreu as consequências de tensões sobre sua tesouraria que o conduziram no ano passado a contrair um empréstimo bancário de € 25 milhões, condicionado por nossos credores – o banco BNP em primeiro lugar – à implantação de uma recapitalização”, informou executivo. Ainda de acordo com Fottorino, a empresa precisará reembolsar entre 2012 e 2014 um total de € 69 milhões em empréstimos contraídos dos grupos Publicis, La Stampa e BNP Paribas. Apesar do quadro adverso, a direção do grupo reafirmou seu otimismo sobre o futuro, em especial depois que o jornal conseguiu reverter, em 2009, os crônicos déficits, fechando o ano com um saldo de € 2 milhões, “sinal de um dinamismo editorial e de um retorno à melhor gestão”, segundo seu editor.

Em 2009, o jornal já havia demitido 130 funcionários, dos quais 70 jornalistas, assim como vendido títulos como a revista Cahiers du Cinéma, com o objetivo de reduzir o endividamento e enfrentar a queda das receitas publicitárias e das vendas. Como em grande parte do mundo desenvolvido, a circulação de jornais impressos vem em queda, mas o Le Monde se mantém na liderança entre os jornais generalistas do país, com 320 mil exemplares por dia – 40 mil dos quais no exterior. Apesar da crise, o futuro do diário parece assegurado. Se, de um lado, o grupo Lagardère, um dos maiores conglomerados da França e atual proprietário de 17% das ações, informou que não participará da seleção, investidores de pelo menos quatro países já anunciaram a intenção de fazer parte da recapitalização. Até o momento, a oferta mais concreta parece ser a de três investidores franceses, Pierre Bergé – ex-companheiro do estilista Yves Saint-Laurent e acionista do jornal Libération -, Matthieu Pigasse e Xavier Niel, os dois últimos empresários dos setores bancário e de comunicações.

Fonte: Agência Estado

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