12 junho 2010

Acabou o sonho do W.O de Cid Gomes


Após a reunião do PSDB que definiu lançamento de candidatura própria ao Governo, nessa noite de quinta-feira, entre tucanos havia só uma constatação: Cid Gomes tentou utilizar a mesma tática política implementada por ele quando da sucessão de Fortaleza em 2008. Naquela ocasião, o governador manteve-se silencioso em relação ao seu apoio à candidatura da ex-cunhada, senadora Patrícai Saboya. Pariou a dúvida, que permanece até o último momento e a surpresa de se conferir Cid Gomes na tv anunciando apoio formal à então candidata à reeleição Luizianne Lins, o que causou estragos imensos à postulação de Patrícia. Essa mesma tática, para observadores políticos, foi repetida pelo presidente Lula em relação ao então presidenciável Ciro Gomes. O socialista chegou até a transferir o título de eleitor para São Paulo incentivado pelo presidente, alimentando assim uma candidatura a presidente da República ou a governador.

Ao final, sem tempo e condições políticas para formar uma aliança em torno do seu desejo, Ciro Gomes viu-se obrigado a desistir da candidatura. Por último, no caso do Ceará, Cid, nos últimos 30 dias, conseguiu, com seu silêncio e isolamento, alimentar uma série de especulações em torno de sua aliança, o que causou nos tucanos, parceiros desde a primeira hora, embora derrotados na eleição, descontentamentos. Só que Cid se esqueceu que Tasso Jereissati, aquele moço que rompeu com os coronéis, vive hoje a experiência de quem sabe fazer articular e fazer o jogo político. Conclusão. Para quem sonhava com o W.O, Cid Gomes terá agora pela frente um ex-governador, no caso Lúcio Alcântara, e um tucano. Sem falar nos nanicos que podem não ter voto, mas incomodam e fazem barulho. Bom para a democracia, bom para o Ceará que, assim, poderá fazer o julgamento de projetos.

Por: Eliomar de Lima

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