24 maio 2010

Jornalisticamente, o PAC 2 - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Como, numa das últimas postagens divulgada aqui no blog, o graduado economista-professor da UFRJ, Adriano Pires, foi um tanto quanto econômico e tímido ao dissertar sobre o PAC 2, mais confundindo que esclarecendo ao, ironicamente, tachá-lo de “PAC-Petrobrás”, tendo em vista os vultosos investimentos que contemplam tal sigla (esquecendo-se, propositadamente ou não, dos derivativos e desdobramentos dos produtos e utilidades resultantes da sua cadeia produtiva), vamos tentar “dissecar”, em rápidas pinceladas, o PAC 2, até mesmo para que os freqüentadores do blog tenham uma visão mais abrangente do programa. Aos números.
Como é de conhecimento público, a “previsão” de investimentos do PAC 2 é de R$ 1,5 trilhões, só que em duas etapas distintas: R$ 958,9 bilhões (no período 2011-2014) e R$ 631,5 bilhões (após 2014). Os focos são logística, energia e núcleo social-urbano, divididos em seis grandes eixos: 1) Cidade Melhor, 2) Comunidade Cidadã, 3) Minha Casa Minha Vida, 4) Água e Luz para Todos, 5) Transportes e 6) Energia. Confiram abaixo.
CIDADE MELHOR (R$ 57,1 bilhões): saneamento (expansão da coleta e do tratamento de esgoto e ampliação do tratamento de resíduos sólidos - R$ 22,1 bilhões); prevenção de áreas de risco (controle de enchentes e inundações recorrentes, drenagem e contenção de encostas em áreas de risco - R$ 11,0 bilhões), mobilidade urbana (implementação de sistemas de transporte público coletivo nos grandes centros urbanos, via metrô, VLT, BRT e corredores de ônibus - R$ 18,0 bilhões); pavimentação de vias urbanas - R$ 6,0 bilhões). COMUNIDADE CIDADÃ (R$ 23,5 bilhões): criação de 500 Unidades de Pronto Atendimento-UPA (R$ 2,6 bilhões); 8.694 Unidades Básicas de Saúde-UBS (R$ 5,5 bilhões); construção de 6.000 creches e pré-escolas (R$ 7,6 bilhões); construção de 10.116 quadras esportivas nas escolas com mais de 500 alunos (R$ 4,6 bilhões); praças do PAC: serão criadas 800 unidades (R$ 1,6 bilhão); 8.883 postos de policiamento comunitário (R$ 1,6 bilhão).
MINHA CASA MINHA VIDA (R$ 278,2 bilhões): construção de 2 milhões de unidades habitacionais, privilegiando famílias com renda de até R$ 1.395,00 (R$ 71,7 bilhões); Financiamento SBPE (de longo prazo, para aquisição de imóveis novos e usados e reformas de unidades habitacionais) garantindo o acesso à casa própria e dinamizando o setor imobiliário (R$ 176,0 bilhões); urbanização de assentamentos precários (água, esgoto, drenagem, saúde, educação, esporte, lazer, lazer e regularização fundiária – R$ 30,5 bilhões).
ÁGUA E LUZ PARA TODOS (R$ 30,6 bilhões): universalização do acesso à energia elétrica, com previsão inicial de 495 mil ligações (R$ 5,5 bilhões); água em áreas urbanas através da expansão do abastecimento via construção de adutoras, estações de tratamento, reservatórios, substituição de redes de distribuição e modernização dos sistemas de medição (R$ 13,0 bilhão); recursos hídricos (desenvolvimento da agricultura irrigada, revitalização de bacias, além da criação de uma carteira de estudos e projetos visando atender às demandas da infra-estrutura hídrica (R$ 12,1 bilhões). TRANSPORTES (R$ 109,0 bilhões): expansão do sistema rodoviário, através da duplicação, pavimentação, restauração, conservação, acessos aos portos, contornos e travessias urbanas (R$ 50,4 bilhões); expansão da malha ferroviária através da construção de ferrovias de bitola larga, implantação de trens de alta velocidade, revisão do modelo regulatório e estudos e projetos de integração multimodal (R$ 46,0 bilhões); aeroportos (expansão da capacidade do sistema aeroportuário, através da ampliação ou construção de novos terminais, pistas, pátios e torres de controle, visando assegurar condições de segurança operacional - R$ 3,0 bilhões); portos (ampliação, recuperação e modernização dos portos, aumentando a competitividade das exportações brasileiras - R$ 5,1 bilhões) ; hidrovias (ampliar e melhorar a navegabilidade dos rios brasileiros, através da dragagem, derrocagem e sinalização - R$ 2,7 bilhões; equipamentos para recuperação de estradas vicinais – R$ 1,8 bilhão.
ENERGIA (R$ 1.089,0 bilhões): R$ 136,6 bilhões para geração de energia elétrica, com prioridade para as fontes competitivas, renováveis e de baixa emissão de carbono (dentre as quais dez usinas hidrelétricas, modelo plataforma, e mais 44 hidrelétricas convencionais, além de investimentos em energias eólica, nuclear e gás natural); R$ 37,4 bilhões para transmissão de energia elétrica, via grandes interligações (22.765 km) e linhas-reforços regionais (13.921 km); R$ 875,1 bilhões serão destinados à ampliação da produção de petróleo e gás natural, compreendendo: R$ 711,4 para pesquisas exploratórias, perfuração de poços, construção de plataformas e desenvolvimento da produção; e R$ 163,7 para a exploração da camada do pré-sal, com a compra de 28 sondas para exploração e perfuração em águas profundas e 8 FPSOs para produção); à indústria naval serão disponibilizados R$ 36,7 bilhões para a construção e ampliação de estaleiros, plataformas e novas embarcações; para a ampliação da participação dos combustíveis renováveis na matriz energética serão destinados R$ 1,0 bilhão; R$ 1,1 bilhão se destinarão à promoção de medidas visando a eficiência energética (melhoria da iluminação pública com lâmpadas de última geração, redução da emissão de gases efeito estufa, substituição de equipamentos obsoletos, aquisição de novos equipamentos); R$ 0,6 bilhão serão alocados em novas pesquisas minerais.
Não custa lembrar que todas as ações acima mencionadas geram emprego, produzem renda e significam reinserção social.
Alfim, só um lembrete: por motivos óbvios (indisponibilidade de espaço) não há condição de detalhar o documento “PAC 2” (em nosso poder) que em suas 98 páginas, através de tabelas, gráficos e texto, pormenoriza (região por região), todas as obras previstas no programa: aeroportos, ferrovias, portos, rodovias, plataformas, hidrovias, estaleiros, eclusas, fontes hídricas, contornos, variantes, dragagens, conexões, prolongamentos, rebaixamentos, acessos e por aí vai.
A Casa Civil da Presidência da República, à frente a Ministra Dilma Rousseff, esteve à frente da coordenação e supervisão do programa.

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva
Fonte: Governo Federal



13 comentários:

  1. Antonio ALTANEIRA fco: da rocha sp24 de maio de 2010 13:49

    pela a fonte já dar pra se desconfiar da sua veracidade . pois os tal pac só existe no papel mostrem alguma grande obra entregue do governo lula do tal pac. este pac é apenas moedas de propaganda do seu governo e algumas obras comessa mais ainda não terminou só promessa o lula vai colocar a placa no terreno ainda com apenas projeto e mais nada.esta é a verdade. cader a transposição do rio são francisco que durante este governo de 8 anos não andou se o Ciro gomes fez um canal parecido em menos tempos. a trans nordestina cader tem algum trem trafegando nela. é isso ai.

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  2. Vixe!

    Só pela última frase do texto, a gente vê logo de onde saiu essa "informação" tão idônea...

    DM

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  3. kkkkkkkkkk

    Fonte um tanto quanto duvidosa não???

    Prefiro acreditar no economista tão competente e reconhecido.

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  4. Dihelson,
    A dúvida não foi esclarecida: por qual razão mesmo o artigo do professor da UFRJ - que já estava com o "prazo de validade vencido" (mudado de página) - voltou para o primeiro lugar da fila (topo da página principal), dias depois, e somente após uma nossa postagem mostrar os verdadeiros detalhes do PAC 2 ???

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  5. Mariano,

    O Artigo do professor foi trazido à tona por causa da sua ARDILOSA maneira de agir dentro do Blog, esperando que ele descesse pacientemente, para depois querer trazer as suas "verdades". Nunca aja de Má Fé, pensando que os outros são idiotas. Os dois artigos agora estão próximos e o leitor não precisa ficar procurando a que você se refere na abertura do seu texto.

    Antigamente eu pensava que serpentes só poderiam ser mulheres. Hoje, rodeado de serpentes, eu vejo que estava enganado. Bobinho aqui não existe, meu filho...

    Dihelson Mendonça

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  6. É, lembro de ter lido aqui no Blog que artigos pertinentes voltariam à página principal já que a falta de espaço tem levado bons artigos para outras páginas bem rapidinho...

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  7. Pois é, Matheus,

    Passei 3 horas durante a madrugada só revirando os últimos 2 dias remanejando as postagens tentando extrair o que de melhor se pode ver nos últimos dias para cá. Hoje estamos mudando de rumo, como você pode ver na primeira postagem, da nova regra durante o período eleitoral. E vai ficar melhor ainda.

    Um Abraço,

    Dihelson Mendonça

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  8. Matheus,
    Depende do que se entenda por pertinencia (que alguns confundem com conveniência).

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  9. Pois é... Não achas pertinente recolocar na página principal, junto ao teu, um artigo que citaste?

    Não só pertinente como coerente, pois quem ler o teu vai poder construir um ponto de vista próprio lendo o que tem ideias opostas às suas, não sendo, assim, alienado com uma só visão sobre o tema.

    Abraços

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  10. Matheus, você percebeu toda a jogada. Na verdade, ele esperou que o artigo contrário descesse e maldosamente empurrou o outro. A única coisa que fiz para balancear a opinião pública foi mostrar o outro lado da moeda, coisa que ele ficou P. da vida, porque quer monopólio no assunto. Ardiloso não...

    Só que eu manjo essas coisas de longe, cara!

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  11. Matheus,
    O nosso artigo foi elaborado com base no artigo do tal professor (portanto, uma postagem subsequente ou após a dele), até mesmo porque não poderíamos, temporalmente, postar algo que se colocasse "antes" da fonte inspiradora; assim, o correto mesmo seria que não houvesse
    "remanejamento" nenhum, de nenhuma postagem (deixar que a coisa fluisse sequencialmente, sem perigo de sofrer qualquer solução de continuidade). Pois não ???

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  12. Muito ardiloso, meu caro Dihelson...
    rsrsrs

    José Nilton,
    O fato é que a sua postagem só aconteceu quando a do professor estava há umas duas paginas depois da principal... Realmente não consideras justo que o artigo que te inspirou estivesse junto ao teu para que o leitor pudese construir um ponto de vista sem se deter à uma só visão (no caso a sua)?

    Pela pessoa inteligente e culta que és, acredito que sabes que não foi errado o que o Editor do blog fez... Até porque ele agiu segundo as regras da comunidade.

    Abraços

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  13. Dihelson Mendonça27 de maio de 2010 03:50

    Matheus, é perdido continuar discutindo isso. Eu já conheço. Ele vai até 2030 discutindo.

    Abraços,

    DM

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