11 maio 2010

Gasolina está 7% mais cara em postos do Interior do CE


Consumidor paga mais caro pela gasolina no Interior, onde há pequenas diferenças de preços entre os postos

Fortaleza. A gasolina comum no Interior está cerca de 7% mais cara que o mesmo combustível na Capital. Em Fortaleza, o preço médio chega a R$ 2,67. Em algumas cidades do Interior, atinge R$ 2,87. O preço do combustível em Limoeiro é considerado um dos mais elevados do Estado do Ceará. O monopólio comercial - até quatro postos chegam a ter um mesmo dono - é visto como a maior causa dos valores inflacionados. Em um posto no Centro da cidade o litro da gasolina comum é vendido a R$ 2,84, o diesel a R$ 2,10 e o álcool a R$ 2,07. Noutro posto de combustíveis, na saída da cidade, a gasolina comum está a R$ 2,87, o diesel a R$ 2,05 e o álcool a R$ 2,11. O município é entreposto comercial, rota de caminhões que seguem para Fortaleza ou para o sul do Estado e para as áreas fruticultoras na própria região jaguaribana, mas muitos motoristas evitam abastecer na cidade por causa do preço elevado do litro do combustível.

Cariri

A gasolina vendida no Cariri apresenta uma diferença de preço de um posto para o outro de até 16 centavos no litro. A mais cara é vendida a R$ 2,84 o litro e a mais barata é 2,68. A diferença de preço entre a gasolina comum e a aditivada é mínima. No máximo, três centavos. O mesmo ocorre com o óleo diesel e o álcool. O diesel custa entre R$ 1,97 e R$ 1,99 o litro. Na compra a prazo, há um acréscimo em torno de três centavos no litro. A maioria dos postos cobra R$ 1,98 pelo litro de álcool. Porém, há postos vendendo o litro até a R$ 2,10. Esta variação de preços, de acordo com os distribuidores, é motivada pelo custo operacional. Aqueles postos localizados na zona urbana, por exemplo, tem um custo operacional maior. "Quanto maior o pátio de atendimento, maiores as despesas com limpeza, funcionários e iluminação", justifica o proprietário de posto Palmeiral do Crato, Ricardo Biscúcia. De acordo com o Ministério Público, que entrou com ação contra os preços praticados na região, o Cariri consome o combustível mais caro do Interior. Esta elevação de preços é atribuída ao transporte do produto que é feito de trem ou caminhão-tanque de uma distância em torno de 600 quilômetros do Porto do Pecém para o terminal da Petrobras, no Crato. Por conta da pouca diferença nos preços dos combustíveis na região do Cariri e a grande concorrência entre os proprietários de postos, o trunfo de quem vive desse mercado está no serviço oferecido ao consumidor. Mesmo com a última alta nos preços, ano passado, o valor não chegou a ser repassado para o consumidor final. Os próprios donos de postos decidiram cobrir e isso, segundo o proprietário de posto no Crato, Fernando Lacerda, por algum tempo. Com a baixa nos combustíveis, voltou a pequena diferença.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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