14 maio 2010

A DESTINAÇÃO DO BRASIL - Po: Coronel Antonio paiva Rodrigues



Não vislumbramos líderes para comandar os destinos da nação brasileira. José Serra e Dilma Rousseff não reúnem cacife para governar uma nação grandiosa, mas com problemas sérios e incalculáveis. “Quando aprendemos a respeitar de verdade o pensamento dos outros, seus posicionamentos, embora os contestando quando entendermos que devam ser contestados, e até mesmo batalhando pelas nossas posições se acharmos necessário, conseguimos sinalizar com essa postura comportamentos verdadeiramentes democráticos e dentro daquela ética que nos foi ensinada nos bancos escolares”. “Não devemos julgar para não sermos julgados”. Em determinadas ações ou em diversas condições podemos usar esses ensinamentos, mas em outros a crítica se faz necessário e se reveste de bom alvitre. Aquilo que não anda bem e com problemas, com incentivos a desordem, a corrupção, e outros males não podem passar em brancas nuvens. Da mesma maneira como nos referimos ao “não julgueis para não serdes julgados”, devemos não comentar as fraquezas alheias. Quem busca diminuir os outros está tentando promover-se à custa da infelicidade dos semelhantes. Uma afirmativa muito oportuna, bonita e alvissareira, mas com destinação diferenciada.

A política doutrinária brasileira não se enquadra nas nuanças dessas afirmações, visto que um mar de lamas, um tsunami, maremotos e terremotos remontam o écran do parlamento brasileiro. Desvio de verbas, lavagem de dinheiro, corrupção desenfreada, mensalões, mentiras, falta de ética política, beneficiamento coletivo. Bem como o emprego ilegal de verbas de representação. Ninguém tem o direito de nos furtar o que trazemos dentro de nós. A nossa alegria, a nossa fé, a nossa esperança e a luz de uma vida digna que se insere em nossos espíritos. O povo brasileiro merece elogios, pois diante de tantos sofrimentos nunca perde o bom-humor. Um simples sorriso remove muitos obstáculos. A alegria segundo Baccelli é uma força que se propaga. Sorri e todos haverão de sorrir contigo. O sorriso espontâneo desarma os espíritos, flexibilizando o coração mais endurecido, enquanto o sorriso sarcástico enoda a figura humana de quem usa essa façanha ridícula como artimanha contra seus inimigos, ou mesmos seus adeptos. A ridicularização é o ponto forte nas atitudes políticas. Na época de eleição os candidatos a cargos eletivos só faltam beijar os pés dos eleitores, mas quando conseguem seus intentos deixam seus adeptos a ver navios.

A destinação do Brasil é incerta em todos os aspectos. Falta qualidade vida para a população, um combate intensivo a miséria e a pobreza, bem como um investimento total na Trindade Social. (Educação, Saúde e Segurança). Aliás, os governos que antecederam ao atual não investiram na Trindade e o atual parece desconhecer totalmente a importância e o valor dessa Trindade. Os escândalos financeiros fazem e rol da impunidade no Brasil. A impunidade indiferente a condição social deixa a opinião pública desamparada e de calças nas mãos. Nuvens negras sondam o Palácio do Planalto, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal. O clima político brasileiro está sujeito a terremotos, furacões, chuvas e trovoadas e já existem articulações marqueteiras para os fraudadores do erário brasileiro sejam reeleitos e continuem a mamar nas fartas tetas do governo. Os políticos brasileiros não fazem política e sim politicagem, a politicagem que pode ser definida como depreciativa, mesquinha, estreita, de interesses pessoais. O conjunto dos políticos pouco escrupulosos, desonestos.

O próprio presidente não respeita as leis, se aproveitando de sua posição para fazer o que é errado usando o horário político gratuito sem a autorização da justiça eleitoral. Mesmo sendo punido acha-se no direito de continuar no erro, usando sua posição para fazer propaganda política para a sua apadrinhada política e “futura sucessora”. Impressionante como as pessoas, de todos os níveis, perguntam e comentam sobre a situação política do momento, no Brasil. Há certa desorientação e inquietação generalizada. Quem está certo? Quem está dizendo verdades? Quem está se aproveitando da situação? Quem está, descaradamente, mentindo? No que vai dar tudo isso que está sendo dito e mostrado? As pessoas estão perplexas. Permitimo-nos aqui, neste espaço absolutamente livre e democrático, sem promessas nem esperanças de sacolões e mensalões, malas e malinhas, expor algumas ideias. Pesquisando alguns aspectos políticos resolvemos inserir algumas opiniões de internautas sobre a política brasileira. Uma senhorita de nome Liliane diz que outro dia ao observar um noticiário que homenageava a capital do Brasil, nossa Brasília, pelos seus 50 anos, fiquei admirada de forma até encantada quando mostraram alguns fleches de jovens reivindicando seus direitos de cidadãos cara a cara com a ditadura sem medo de se ferir.

Hoje temos o a democracia, podemos nos expressar livremente, porém muitos os jovens de hoje usam essa liberdade de forma vã, não vejo mais aqueles guerreiros em busca de um país melhor mais digno os políticos fazem o que querem roubam todo nosso dinheiro sem nenhum escrúpulo, e sem se preocupar com a justiça. Justiça? Aliás, onde está a justiça? Enquanto ficarmos vendo tudo que é nosso indo para os bolsos dos outros sem fazer nada, tudo vai ficar igual. Esse vai sempre ser de terceiro mundo! Só que os direitos dos jovens não são respeitados amigos como a amiga afirma. Talvez ela esteja se referindo a outro país que não o Brasil. A discriminação racial está aí, a pobreza também, as universidades públicas estão cheias de filhos de pais aquinhoados, enquanto outros pais menos aquinhoados fazem das tripas coração para pagar universidade particular para seus filhos. Essa situação precisa ser revista rapidamente. O escritor Augusto Amândio diz o seguinte: “Como primeira observação: a democracia dita representativa está tremendamente em crise e não é nada representativa, nem mesmo estatisticamente. Tanto em nível municipal, estadual como federal ela é uma aberração. Os que estão exercendo o poder Legislativo representam um número muito pequeno de eleitores.

Basta um exercício elementar de estatística, somando os votos dos que são vereadores ou deputados hoje “legítimos representante”, e veremos que essa soma de votos não alcança, em nenhum município ou Estado, os votos de 30% dos eleitores. Que representatividade é essa? São representantes de pequenos grupos de interesse e de pressão. E que, efetiva, garantida e eficazmente cobram ações dos eleitos para que seus interesses sejam plenamente atendidos. Sobre a qualificação dos eleitos: para ocupar qualquer cargo em empresas, escolas, associações, igrejas etc., exigem-se a comprovação de habilitação e qualificação, quando não também experiência. Para o exercício e ocupação de um cargo político nada disso é exigido. Qualquer um acha-se habilitado e qualificado. E concorre, usando dos meios de que dispõe: dinheiro, influência, mentira, calúnia, sabotagem, boicote, pressão, infidelidade, promessas mirabolescas, enganos etc. Que a consciência dos cidadãos: cidadania, hoje, mais que nunca, implica em participação. Para participar é necessário um mínimo de consciência e de conhecimento do que está acontecendo. Temos uma marca muito forte de alienação com relação à realidade política, à organização e funcionamento da sociedade. As pessoas preferem distância dessa realidade e não envolvimento, comprometimento e participação. Cada um pensa em poder aproveitar de alguma coisa para si, quer algum benefício próprio.

Se o eleitor não ganhar algum dinheirinho, ele não vota em candidato honesto e sério e pobre... Não conhecimento nem prática do princípio do bem comum. A característica mais forte é tirar proveito individual. Além disso, aqueles que se elegem (porque não são eleitos!) sentem-se como proprietários do bem público. Se um vereador, um deputado, um prefeito faz uma obra que beneficia a população, ele quer ser visto como alguém que, por iniciativa própria, como se o município ou o Estado fosse uma empresa particular sua, fez um favor à população, a coitadinha que não sabe se ajudar... Até festas de comemoração de aniversário de município são apresentadas como um presente do Poder Público à população. Que presente que nada! A população, sem saber, está pagando e pagando muito caro o show ou espetáculo de aniversário do município. Qual dos munícipes foi consultado se ele está de acordo que se faça esse tipo de comemoração. Ou somos governados por oniscientes? Ou gênios? Ou Adivinhos? Então, se hoje alguém se pergunta: por que a situação política está tão caótica, atrapalhada e desorientada, certamente, não é culpa da população.

Essa sabe muito bem quais são suas necessidades prementes e urgentes. Mas sabe também que não é escutada. Conseguiram cortar a garganta da população! Mas, aos poucos, a indignação começa a tomar corpo. E, não fiquemos admirados e surpresos! Se amanhã clamarmos por militares e sua força no governo e nas ruas! Muito oportuna a observação do amigo que veio justificar meus pensamentos e minhas ideias sobre a política atual brasileira. Devemos dizimar mensalões, acabar com a compra de votos, que o Conselho de Ética julgue os desviadores do dinheiro da nação com isenção e sem protecionismo como fizeram com o presidente do senado José Sarney que teve 11 processos arquivados, que as meias e as cuecas tenham a sua destinação específica, pois lugar de dinheiro é no banco. Que o governo tenha mais respeito com os aposentados e acabe com esse desconto imoral dos aposentos e dos inválidos para a Previdência Social. Que as obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) sejam concluídas. A situação do brasileiro é triste e de penúria. A maioria das crianças de hoje que vivem na marginalidade vão continuar na mesma, pois nenhum político e nenhum governo dão atenção a elas. Infelizmente!

ANTONIO PAIVA RODRIGUES-MEMBRO DA ACI- DA ALOMERCE – DA AOUVIRCE- DA UBT E DA AVESP

Um comentário:

  1. Muito bom seu texto.
    Esclarecedor.
    Parabéns vou indicar o teu blog.
    Bjosss.
    Sandra Galante.

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