13 janeiro 2010

URCA e a catequese dos ditadores.

Quando entrei na faculdade sempre achei estranho essa história de todo mundo que “pensa criticamente” ser de esquerda. Essa idéia me foi passada desde o ensino médio. O sujeito para ser crítico tinha que deixar de crer em tudo que liam nos jornais e passar a analisar a história de fato, como ela é, distinguindo as falsificações históricas que eles sempre diziam aparecer. Engraçado que por ficar desconfiado e por já estar abusado daquele verdade unida do discurso socialista resolvi pesquisar um pouco mais a fundo o outro lado da moeda. Foi com espanto e desgosto que nomes como von Mises, Hayek, Rothbard, Kirk, Muggeridge, Horowitz, Sowell, Babbit, Scruton, Peyrefitte, Jouvenel, Voegelin, Guénon, Nasr, Schuon, Lindblom, Rosenstock-Huessy, Rosenzweig, Kristol entre tantos outros. A cada livro que lia recebia referências de outros com demonstrações cabais da falta de ética socialista, das suas falsificações histórias, dos erros do marxismo, do desenvolvimento do gramscinismo na América latina, dos genocídios, das relações entre políticos e bandidos da pior espécie.
Na disciplina de história econômica não se pode ler um só livro dos autores mencionados acima, seja pela genialidade deles (onde muitos ganharam o Nobel em economia, mas isso não basta para os gênios da Urca). Percorri os departamentos onde se leciona a presente disciplina e o que se lê é uma agressão a mente do aluno que chega a universidade. Não há nenhuma possibilidade dele confrontar seus mestres socialistas uma vez que há uma paredão que isola a possibilidade de uma discussão democrática, seja em sala de aula, em seminários, palestras ou congressos. A tomada da cultura de uma forma geral (jornais, universidades, escolas, partidos políticos, ONG’s etc) é tática do senhor Gramsci, muito bem aprendida pela esquerda que a usa para sufocar qualquer outra Idea que venha a aparecer e que não esteja dentro deste bojo. Lá não se fala em Pol Pot, nem na relação de financiamento da Rússia ao Nazismo de Hitler, não se fala no Paredón de Cuba, nem no trabalho escravo da atual China.
Estive recentemente no Crato e em contato com alunos dos cursos de história, ciências sociais e geografia perguntei o que achavam da obra de Hayec e Von Mises por exemplo. Literalmente nenhum deles, nem mesmo os do curso de economia, onde se poderia ver isso de modo mais imediato, nunca ouviram falar. Perguntei novamente como eles poderiam rebater um fato histórico, sendo que eles são sabiam ele por completo, ou pior, não sabiam nem a metade dele? A maioria ficou calada e outra parte rebateu-me com respostas fugazes já solucionadas algumas deles desde o início do século XX. Ora, por que achamos um absurdo que algumas escolas usem aparelhos obsoletos que podem comprometer a qualidade do ensino dos alunos, podemos reclamar da falta de estrutura da maioria delas e ainda assim achar normal a desonestidade, a falsificação histórica, a falta de conhecimento e o palpite em vez de um profissional a frente da sala de aula? Não quero aqui vetar a possibilidade de que quem quer que seja tenha suas preferências políticas e seu direito de escolhê-las, mas sim a obrigação para com a verdade histórica antes de suas preferências.
O aluno que desconhece essa outra realidade poderia informar-se mais nos sites que em uma outra postagem já forneci, mas que agora mais uma vez disponibilizo: www.mises.org.br/, www.ubirataniorio.org/, www.institutoliberal.org.br/, http://www.puggina.org/, http://www.midiasemmascara.org/, http://www.oindividuo.com, http://www.icones.com.br/astra/filo/filo.html, http://www.meirapenna.org/, http://www.zubiri.org/, http://www.cottet.org/girard/index.en.htm, http://www.marioferreira.com.br/, http://www.geocities.com/Athens/Delphi/3380/rguenon.htm, http://www.artsci.lsu.edu/voegelin/l, http://mises.com, http://www.cubdest.org/, http://www.infolink.com.br/~paulofrancis/index.htm, http://www.geocities.com/edaydos/ . Aí está uma pequena lista que seria capaz de desmantelar i sono da maioria dos catequizadores socialistas que o governo paga do bolso do contribuinte para lecionar nas universidades brasileiras. Ficaria muito grato se um dia os alunos tivesse a oportunidade de estudar em uma universidade democrática de fato, já que na URCA, democracia...só a das esquerdas.

28 comentários:

  1. Na URCA que eu saiba, só tem dois professores que ministram a cadeira de História Econômica Geral. Esse que vos escreve e o Prof. Carlos Rafael.

    Peço ao senhor Antonio Sávio que esclareça a quem ele se refere. Se sou eu ou o outro professor. E peço também que apresente as provas do que afirmou neste blog.
    Se não provar nada disso, trata-se de uma acusação improcedente.

    Aguardo a resposta e espero que seja dada com celeridade.

    Leviandades e achincalhes serão repelidos.

    No mais, qualquer um que queira ter acesso às minhas aulas, afirmo que as portas estão abertas. Ou a consulta aos meus alunos.


    Atenciosamente,

    Prof. Darlan de Oliveira Reis Junior

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  2. Outra coisa: só um departamento oferece professores para a disciplina: o Departamento de História.
    Os outros cursos oferecem a disciplina, com os professores do Departamento de História.
    Pelo que vejo, o autor da denúncia não sabe a diferença entre Departamento e Curso.
    Se quiser, esclareceremos.

    Se quiser mais, oferecerei a ementa do curso.

    No mais, terrorismo barato não funciona.

    Prof. Darlan de Oliveira Reis Junior

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  3. E agora como é que ficamos. Vão haver resposta de parte a parte, mantendo-se as regras de um debate ou nâo?

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  4. Professor Darlan. Independente de qual seja sua cadeira a postagem não foi referida especificamente a você. Se sentiu-se ferido fique você a vontade para demonstrar que o que estou falando é mentira. Por acaso, há algum dos autores mencionados em minha postagem que estjam em suas fontes bibliográficas? Como disse CLARAMENTE no texto, não estou aqui para tentar convencer (ou converter) ninguém a respeito das minhas preferências ideológicas, mas simplesmente da obrigação de QUALQUER professor de QUALQUER deparrtamento assim como de QUALQUER curso ou disciplina em não ocultar fatos, autores, pensamentos, idéias e possibilidades de pensar diferente das esquerdas. Curiosamente a discplina LITERALMENTE IGUAL a de história econômica é a de geografia econômica, onde, pelo visto os professores que tive é que não sabiam muito a diferença entre elas. Quanto ao departamento que as fornece...seja qual for tem a simples obrigação de contar a história comod e fato é, e não como acham que deveria ter sido. Infelizmente o catecismo não está restrito unicamente a essa disciplina. Se o senhor Darlan quiser listo mais umas 5, e quando for ao Crato posso comprar as respesctivas apostilas e postar no blog comprovando o COMPROMISSO COM A OMISSÃO.Não pense o senhor que tenho qualquer coisa contra sua pessoa, que, por sinal nunca o ví pessoalmente, mas, me reservo o direito e a obrigação de intervir onde veja a imposição de doutrinas goela abaixo de quem infelizmente ainda não sabe se defendir disso. É sempre um prazer poder discutir DEMOCRATICAMENTE!

    Antônio Sávio Nunes de Queiroz.

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  5. O que houve aqui foram acusações. Não houve debate.
    Espero as provas do senhor Antonio Sávio.
    Se ele quiser, pode ter acesso à ementa, bibliografia, textos-base, autores.
    Mas antes, deve dizer a quem ele se refere.

    Como disse antes, só não vou tolerar acusações infundadas e generalizadoras.

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  6. Senhor Antonio Sávio, o senhor se referiu à disciplina de História Econômica Geral.

    Existe uma ementa.

    O senhor conhece essa ementa?

    Sabe quem a criou?

    Vou dar um exemplo. Quando falamos da economia de Atenas, no período arcaico, qual seria o autor que o senhor utilizaria?

    Ou quando se estuda a condição jurídica e social do escravo romano, ou a do camponês no século XI a.C. no Antigo Egito, qual seria a indicação bibliográfica? Qual o senhor sugere?

    Será que uma discussão que utiliza Fustel de Coulanges é muito radical e subversiva para o senhor? Ou só quando o autor é Marx e seus seguidores?

    Eu não tenho que provar nada, quem fez acusações sobre um catecismo socialista na CADEIRA DE HISTÓRIA ECONÔMICA foi o senhor. O senhor é quem cabe provar suas "acusações".

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  7. Por fim, mesmo que um professor escolha uma determinada referência bibliográfica, nada impede que o estudante leia outras referências.
    Pelo contrário, é uma obrigação do acadêmico de História procurar outras referências, questionar, debater. O que os estudantes de História não fazem, ainda bem, é ficarem posando de vítimas perseguidas pela "catequese" dos ditadores.

    Tenhamos mais respeito pela veracidade das coisas antes de fazer generalizações infundadas.

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  8. PARABÉNS!

    Ao professor Antonio Sávio por trazer assunto de importância fundamental para um debate. O que ele faz é um questionamento essencial ao ensino da História.

    Não irei me referir a essa ou aquela universidade, até porque não conheço o sistema adotado internamente pela universidade em questão, mas de forma mais geral,
    Como se sabe, a história é sempre contada pela versão dos vencedores.

    Agora, o que quase nunca se questiona é que o ensino da mesma PODE passar pelo mesmo tipo de parcialidade, de maniqueísmo, no momento em que as ideologias dos professores começam a pesar e preferir essa ou aquela versão dos fatos, incorrendo-se até na parcialidade de eliminar de vez alguns autores, a fim de dar prioridade a outros.

    Esse questionamento é importante, porque acredito que isso não se restrinja a essa ou aquela instituição de ensino, mesmo de ensino fundamental, mas a sociedade como um todo, está a mercê de educadores. E o Ser Humano é falho, transformando educadores em manipuladores e formadores de opinião. Sendo assim, a visão que temos dos fatos pode ser uma coisa totalmente distorcida do que realmente ocorreu, e ao bel prazer daqueles que escolhem essa ou aquela versão.

    Nunca paramos para pensar que isso é uma espécie de MÍDIA, e que um grupo de educadores que defendem certos posicionamentos políticos estariam a iludir e maquiar a história ?

    E dessa forma explica-se de maneira geral que as universidades brasileiras sejam palco para as manifestações comunistas e socialistas do passado. Lembrem-se que os grandes movimentos estudantis dos anos 60 e 70 começaram nas universidades. Porque ? Porque na universidade há uma maior disseminação de idéias socialistas. Sempre houve. Não foi à toa que a UNE foi extremamente perseguida pelo regime militar do Brasil.

    Agora, a minha pergunta aos eméritos debatentes, é: Até que ponto a corrente política de um educador pode ser usada para manipular ( mesmo a nível inconsciente ) a formação dos seus alunos ? Até que ponto permite-se que nossas convicções passem a dar preferência a um conjunto de autores, versões dos fatos, em detrimento de outros igualmente importantes ?

    Não seria interessante que se apresentasse uma plêiade de autores diversos e deixasse a formação da opinião a cargo dos próprios alunos ? Não seria essa uma atitude de maior transparência para a formação de bons profissionais ?

    Abraços,

    Dihelson Mendonça

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  9. Darlan, porque tanta indignação contra o professor Sávio, se ele nem sequer se referiu a você na matéria, e nem te conhece ? Agora você fala pela instituição toda, é ? Pensei que o Porta-Voz da URCA fosse outra pessoa. Porque tanta preocupação em correr em defêsa ?

    Que tal manter um debate saudável, produtivo, acerca do papel do educador na sociedade, e tentar se acalmar, já que você sequer foi citado ?

    Não faça terrorismo apenas porque o Sávio trouxe dados novos e importantes que merecem toda a atenção. Por acaso quer cercear o seu livre direito de expressão ?

    Dihelson Mendonça

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  10. Dihelson,

    Se você tiver o trabalho de ler o texto do senhor Antonio Sávio, verá que ele fala de "História Econômica", diretamente.
    Não estou defendendo URCA ou outra coisa. Estou falando da disciplina que ele citou.
    E essa disciplina tem dois professores como disse.


    Nem vou entrar no mérito das questões que você coloca agora.

    Para mim, o mais importante, neste momento é esclarecer sobre essa disciplina, já que ela é citada diretamente no texto.

    E tenha certeza, que a maioria dos professores da URCA oferece outras opções de leitura e tem uma postura de diálogo.

    O que é inaceitável é uma acusação sem dizer quem faz o tal cerceamento e impõe uma ditadura de pensamento. Quero saber no caso em
    Não fujamos disso, antes de esclarecer a questão, ok?

    E sobre manipulação meu caro, se você for entrar na questão até a raiz do problema, não caia no sofisma. Senão vai chegar ao ponto de dizer que os pais manipulam o pensamento dos filhos, mesmo querendo o seu bem.

    Sobre o terrorismo, acho que mais apropriado sobre isso é aquela postagem sua sobre o perigo de acabarem com a propriedade privada no Brasil, o tal perigo da "comunização".

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  11. Um pequeno exemplo, já que parece que você Dhielson, não quer entender.

    Eis o texto do senhor Antônio Sávio:

    "Na disciplina de história econômica não se pode ler um só livro dos autores mencionados acima, seja pela genialidade deles (onde muitos ganharam o Nobel em economia, mas isso não basta para os gênios da Urca). Percorri os departamentos onde se leciona a presente disciplina e o que se lê é uma agressão a mente do aluno que chega a universidade. Não há nenhuma possibilidade dele confrontar seus mestres socialistas uma vez que há uma paredão que isola a possibilidade de uma discussão democrática, seja em sala de aula, em seminários, palestras ou congressos."

    Ele percorreu os departamentos? E colheu esses depoimentos?

    Pois então, que se prove.

    Isso sim é uma atitude estranha. Mas como disse, não é possível que um professor que ministre essa disciplina, leia uma agressão gratuita dessas e fique calado.

    Por muito menos em relação à música, você se expressou com a justa indignação.

    Agora, não faça a sua posição política e ideológica estar acima do que está escrito nesse texto.

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  12. Darlan,

    Eu não coloco minhas convicções políticas acima do texto.

    Agora, eu não sei se você é um professor comunista, ou um comunista professor. Isso somente seus alunos podem responder.

    E quanto ao terrorismo, pra que mais terrorismo do que o MST e as invasões de terras, que você tanto defende com unhas e dentes, os destruidores de laranjais ? Com que moral alguém pode falar em terrorismo de direita no Brasil de hoje mesmo ?

    Aguardo ansiosamente pela postagem do Sávio.

    DM

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  13. Dhielon, sou professor efetivo da Universidade Regional do Cariri.
    Aprovado em concurso público de provas e títulos.

    Não devo favor a ninguém por ter entrado na URCA, a não ser aos meus pais que puderam me educar e aos amigos, professores e colegas que sempre me incentivaram.


    Ao acessar meu currículo lattes, poderá constatar o que faço em meu trabalho.


    Minhas convicções políticas ou ideológicas não dizem respeito a ninguém.
    Se sou comunista, liberal ou social-democrata, isso não muda nada nesse texto e o sentido que ali está explícito sobre uma disciplina ministrada na URCA.

    Vou repetir o que está escrito nesse texto:
    "Na disciplina de história econômica não se pode ler um só livro dos autores mencionados acima, seja pela genialidade deles (onde muitos ganharam o Nobel em economia, mas isso não basta para os gênios da Urca). Percorri os departamentos onde se leciona a presente disciplina e o que se lê é uma agressão a mente do aluno que chega a universidade. Não há nenhuma possibilidade dele confrontar seus mestres socialistas uma vez que há uma paredão que isola a possibilidade de uma discussão democrática, seja em sala de aula, em seminários, palestras ou congressos."

    Agora, toda vez que você é confrontado nas suas idéias e posições, passa para um ataque gratuito.
    Lamento que você tenha essa postura.

    Quase sempre divirjo do Prof. Armando Rafael, mas sempre tivemos um debate respeitoso. Quanto ao senhor Antonio Sávio, não o conheço e não estou brigando com ele.

    Já você, usa termos ofensivos aqui.

    Lamento profundamente e se ainda escrevo no Blog em que você é dono é por respeito aos demais leitores.

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  14. Professor Darlan, se acalme!

    Veja bem. Quem está fazendo ataques gratúitos é o senhor, que não admite ser confrontado nas suas convicções políticas esquerditas e nem religiosas. Sua agressividade é latente.

    Procure se acalmar, que debate se faz é com argumentos, não com nervosismo. Seria muito mais produtivo se a gente estivesse a debater o cerne do tema, ao invés de ficar cercando-o com esses comentariozinhos que não levam a nada.

    Vou parar por aqui, para não mais influir, visto que o senhor já está muito nervoso, e não quero ser rsponsável por alguma parada cardíaca.

    Saúde!

    Dihelson Mendonça

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  15. Dhielson,

    Não se preocupe.

    Como disse, as leviandades e os achincalhes não serão aceitos. Já a ironia e o sarcasmo não farão mal a ninguém, que fiquem registradas.

    No mais, apenas reagi a um texto que afirma haver um paredão na URCA e na disciplina de História Econômica. Só isso.

    Como sempre, que fez o julgamento aqui foi você mesmo.

    As digressões foram todas suas.

    Boa noite para você. E desejo para você o mesmo que desejaste para mim.

    Saúde e paz.

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  16. Saúde e Paz !

    Vamos ficar aguardando aí somente o que o Sávio tem a acrescentar.

    Abraço,

    Dihelson Mendonça

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  17. Parabenizo o Professor Darlan por tentar racionalizar o embate.

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  18. É, Negrito, antes do Darlan aparecer, o embate estava muito "Irracional" por aqui. E agora, ficou completo.

    Saudações.

    Dihelson Mendonça

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  19. ...o que não muda o foco da questão levantada muito RACIONALMENTE pelo Professor Antonio Sávio.

    Dihelson Mendonça

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  20. Quando a vaidade toma conta do ser humano nós temos o que temos por aqui. O professor Darlan, que por sinal em nenhuma hora foi mencionado em minha postagem sentiu-se ofendido, que no mais, é um direito dele, mas, provar que o que eu falo é mentira, após tanta violencia verbal por sua parte, ele ainda não provou. Repito que mencionei a disciplina de História Econômica e pouco me interessa o nome de quem quer que seja que esteja ensinando, o fato é que não existe uma visão parcial dos fatos dentro dela, seja dada pelo professor Darlan ou por qualquer outro professor. Acho que o senhor Darlan me tem como um menininho tolo ainda, e por isso mesmo ele próprio não percebe que quanto mais tenta defender-se mais aparece sua paixão, mais reluz sua falta de capacidade para um debate saudável assim como sua falta de respeito. Independente de sua bibliografia mestre Darlan o seu discurso é sempre poética a respeito de suas ideologias, quem quiser saber o que isso quer dizer por favor leia Aristóteles, a origem dos seus quatro discursos e lá verá que teremos o discurso poético, dialético, lógico e científico. O discurso do professor Darlan só é lógico quando o convém, jamais foi dialético e tampouco científico. Quando suas palavras já não são capazes de demonstrar pela lógica, ele, rapidamente inverte o foco do meu discurso: "Pelo que vejo, o autor da denúncia não sabe a diferença entre Departamento e Curso".
    Ora mestre Darlan, o foco da questão não é essa. Pela milésima vez tento voltar ao eixo principal do assunto: OS AUTORES QUE CITEI são vistos de que forma na URCA (e não só em sua disciplina, pois, que eu saiba, graças a Deus a urca não depende só do senhor para funcionar) ? É dado ao professor seja de história ou qualquer outra disciplina o direito de leciona-la ao seu prazer? Em nenhuma outra parte do mundo não, mas na URCA, onde NINGUÉM liga para isso, cada professor faz da sua verdade a verdade do mundo. Infelizmente estou em Teresina neste exato momento, mas, mesmo distante providenciarei a ementa de sua disciplina assim como cada apostila que for dada pelo senho. Saiba professor Darlan que, pela segunda vez eu falo, não absolutamente nada contra o senhor, mas no meu dever de cidadão, tenho a obrigação de intervir onde eu achar que é errado, denunciar quem eu acho que devo e submeter a provas aquilo que falo. Fique a vitade o senhor para provar que o que digo também é mentira!
    Abraços a todos.

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  21. Senhor Antonio Sávio, vamos por partes:

    1º) O senhor não precisa se preocupar em conseguir a ementa. Eu envio para o senhor por email.
    Lá tem a ementa da disciplia, que não é de minha autoria e o meu plano de curso, este sim, é meu.

    2°) Qualquer professor tem que seguir a ementa da disciplina que ele recebe. Agora, como ele vai ministrar o conteúdo, aí é ele quem decide. É o famoso direito de cátedra, que o senhor como professor, sabe bem o que é.

    3°)Meus alunos recebem a ementa do curso e o meu plano de aula e também as indicações bibliográficas. E não só nessa disciplina, mas em outras que eu ministro.

    4°)Eu não tenho "apostila". Estamos falando de um curso superior. Tenho a indicação para a leitura, a leitura mínima.
    Como a biblioteca da URCA deixa a desejar, parte dessa leitura eu deixo a cópia no serviço de xerox, para que os alunos possam ter.
    5°) Sou servidor público, meu serviço não é secreto. O senhor, ou qualquer outro cidadão, pode avaliá-lo. Mas tem que conhecer antes.

    6°) Também não tenho nada contra o senhor. Também não o conheço, a não ser pelos textos e debates que saem nos blogs.
    A questão é que por, sorte, azar, destino, ou seja lá como o senhor queira definir, foi feita uma REFERÊNCIA direta a uma disciplina, EXATAMENTE a disciplina de História Econômica.

    Ou o senhor quis generalizar, mas querendo isso, fez REFERÊNCIA DIRETA à disciplina que eu leciono, ou o senhor quis fazer mesmo essa REFERÊNCIA DIRETA. Aí, professor, eu tenho o direito de me defender e de me indignar, porque o senhor fala em "paredão" e "agressão". Mas o ofendido e agredido foi o professor de História Econômica, que por sorte ou azar, lê este blog. Eu sou um deles. E como é que fica?

    Não aceito que há uma tentativa de impor meu pensamento em sala de aula. Não aceito que tento manipular as mentes dos pobres universitários.

    Não existe no debate acadêmico essa caças às bruxas feita pelos marxistas. Quantos na própria URCA se definem como marxistas? Nem isso o senhor teria como dizer, quanto mais afirmar essa perseguição e essa "catequese dos ditadores".

    Por isso o tom da minha indignação.

    Que fique bem esclarecido.

    Passar bem.

    Prof. Darlan de Oliveira Reis Junior

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  22. Dois Centavos!

    Esse tema é muito interessante, e seria de uma importância imensa, se se pudesse provar por A+B que de fato, existe essa tal catequese a partir de ideologias dos professores. O Darlan disse algo importante numa das falas, que foi algo como "se não tivermos cuidado, chegaremos à conclusão que os Pais também impõe seus valores aos filhos". Decerto que sim!

    Os pais, os educadores colocam seus valores na cabeça dos alunos. Isso não viria a ser problema para um curso de Matemática, Física, Química, que são ciencias exatas, mas já no caso de disciplinas que dependem de interpretação, eu creio ( e aqui é opinião pessoal ), que qualquer professor não estará imune de influir no conteúdo, e até no comportamento geral dos alunos. O professor é antes de tudo, um mestre, pelos quais os alunos se baseiam.

    Resta saber até que ponto essa "influência" é uma coisa sutil, saudável ( lá vem novamente a questão do maniqueísmo Bem e Mal ) ou se é uma coisa involuntária, ou mesmo proposital.

    Essa questão tende a ser complexa até para analisar, porque seremos forçados a comparar com outras situações da vida, e a tendência é sair do foco. Pelo menos isso é o que eu acho, por enquanto. Talvez o Sávio possa trazer algo mais concreto para o debate que possamos analisar.

    Abraços,

    Saúde e Paz.

    Dihelson Mendonça

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  23. Eu encerro a minha participação nesse texto. Já dei valor demais à uma denúncia vazia e improcedente ao tratar da disciplina de História Econômica. Quanto aos outros cursos e disciplinas como Teoria do Pensamento Econômico, Geografia Econômica, Economia Política e afins, não posso afirmar nada, pois não pesquisei o assunto.

    Quem se interessar mesmo pelas questões da História (a disciplina) e quiser começar, sugiro a leitura da última obra de Marc Bloch antes de ser fuzilado pelos nazistas na Segunda Guerra Mundial: "Apologia da História, ou, O Ofício de Historiador".

    Ali sim encontramos as questões pertinentes ao nosso trabalho.

    Saudações acadêmicas.

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  24. Resposta primeiro ao Prof. Darlan. Talvez eu ainda não sido claro o bastante. Suas enumerações em 1º,2º,3º parecem um dízima periódica. Mas mesmo assim responderei cada uma delas:
    1º e 2º- Independente do Plano de curso ou da ementa, a responsabilidade da disciplina é do professor. Como bem disse, você poderia me mandar a mesmo por e-mail, porém, o contúdo das aulas e a forma como é passada este conteúdo é o que vale. Como disse, alunos do curso de história, geografia e ciências sociais abordam temas de problemática econômica com visial parcial do problema, ignorando os principais economistas do século XX. Se o senhor também quiser lhe mando por e-mail uma lista deles para que possa aborda-los em suas aulas. Mas infelizmente, segundo o senhor isso seria impossível, pois eles não estão nem em suas fontes bibliográficas e tampouco na ementa do curso.
    3º - Todos os alunos recebem as ementas dos cursos. Se não recebem podem facilmente achar nos seus devidos departamentos. O que se questiona aqui não é isso!
    4° - Todos os professores dixam suas indicações bibliográficas nas copiadoras, sendo que a maioria são partes fragmentadas de livros, o senhor sabe muito bem que a junção de todas essas partes (que justamente dão a idéia parcial da realidade) é chamada de apostila. Para se formar na urca raramente se lê um livro inteiro. Apenas fatias deles.
    5º - Nunca mencionei que você fosse ou deixasse de ser servidor público, seja da URCA ou do serviço secreto. Mais uam vez o assunto não é essa. E quanto ao dever de eu como cidadão poder fiscalizar, eu não abro mão, e nem deixarei de fazê-lo.]
    6º - Graças a Deus não temos nada contra o outro. A sorte de a disciplina que o senhor leciona ter sido mencionada por mim em meu texto não foi baseada no professor que ensina, apenas na necessidade de fazer o aluno progreddir no direito que ele tem a verdade histórica sem ocultação de conteúdo.
    7º - Eu generalizei e também fiz referência direta a disciplina em questão para exemplicar em uma o que ocorre em tantas outras. Independente de quem seja o professor da dsiciplina, seja na urca ou em plutão, o dever do professor é o mesmo e não cabe a ele moldar a história como ele deseja, mas sim fazer do aluno conhecedor dos fatos e deixa-lo julgar de acordo com suas capacidades. O tema em questão me deixou muito a vontade de provar o mais breve possível, aqui mesmo no blog, com documentos, como o que digo é verdade. Infelizmente isso requer um mínimo de tempo, já que estou em Teresina. Mas logo o farei com o maior prazer, sob o direito que tenho como cidadsão, assim como o dever que tenho para com a verdade (não a minha verdade, mas a verdade de fato) como ser humano. Mais uma vez digo que não quero podar seu direito de indiganar-se, mas o fato é que este sentimento não aparece apenas em você. Somos dois indignados, porém, eu de minha parte em momento algum em dou o direito de faltar-lhe com respeito.
    Antonio Sávio Nunes de Queiroz.

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  25. Eu ia encerrar o comentário sobre esse assunto, mas como Antonio Sávio voltou ao diálogo diretamente comigo, eis minha resposta.

    Antonio Sávio, você é uma pessoa inteligente e sabe muito bem o que se estuda em História Econômica.
    É História. Não é sociologia, não é geografia e não é economia.
    A dimensão é a economia.
    Agora, que definimos o objeto, talvez queira discutir os procedimentos metodológicos. Talvez seja um assunto para outro texto, quem sabe?

    Mas voltemos à questão.

    Todo o seu discurso sobre as várias visões da história, do pensamento etc etc é algo que ocorre. O que você não pode fazer, ou não teve a oportunidade, digamos assim, foi citar um caso concreto. Falou de generalidades.

    E nessa generealização afirmou que existe um "paredão" na disciplina de História Econômica. Não é uma ladainha. É uma afirmação sua.
    Não tem como você negar.

    Sobre os outros pontos,
    parece, segundo seu relato, que um "espectro ronda" a URCA.

    Venhamos e convenhamos. Na URCA há tanta pluralidade e convivência democrática que existe desde reunião do PSTU até eventos da Associação Bíblica Universitária.

    E não é bem lá onde se faz lavagem cerebral. Talvez existam outras instituições, com séculos de História, que façam isso muito bem.

    Sobre as disciplinas, se um dos autores que você cita, servir para o estudo de determinado assunto e o professor tiver acesso, ele será usado.
    As pessoas gostam de ler.

    Não julgue todos os estudantes da URCA como se fossem uma só coisa, uns coitados ou apavorados que só leem "apostilas" que os professores impoem. Os alunos da URCA são muito melhores do que essa imagem.

    Seria muito simplório se uma pessoa só lesse o que lhe agrada. Pelo que vejo, você lê GRAMSCI, MARX e outros autores. Não pense que as pessoas que tem posição política contrária à sua, não leem também o pensamento diverso.

    Sinceramente,

    Prof. Darlan de O. Reis Jr.

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  26. Professor Darlan, mais uma vez volto ao assunto. Parece-me que agora, de forma mais amena você respondeu-me bem e de forma mais objetiva. Não fiz em minha postagem nenhum comentário com a itenção de onfender ao senhor e nem a quem quer que seja. Quem me conhece sabe que sou uma pessoa pacífica, embora, como você mesmo já certamente percebeu, tenho minhas opiniões e as defendo até onde acho que possa ser proveitoso. No primeiro momento que achar que tenha me enganado, ou enfendido a você, peço de imediato desculpas sem nenhum problema, porém, acontinuo achando que essa pluralidade de pensamentos que o senhor diz ter na urca eu não vejo. Passei lá quatro anos assim como todos os alunos e o que falei foi após conversar com boa parte dos alunos. Se o senhor se sentiu atingido pelo fato de eu ter escrito o nome da dsciplina que por acaso (coisa que eu nem sabia) você leciona, eu imediatamente retiro-a, porém, isso seria o de menos, pois o fato que eu falei existe e não é coisa de minha cabeça. A proposta de um debate democrático foi a minha idéia e não a ofensa como o senhor pode estar achando. Ao contrário do que pensa, tenho-lhe respeito assim como tenho a todos que conheço ou não. Não estou aqui para difamá-lo tampouco a universidade, mas, apenas fazer um debate democrático de fato. Para o senhor ver que não sou o único que diz isso veja a postagem do Prof. Bernardo Megalço, que embora não cite nenhuma disciplina, diz com outras palavras o que eu disse. Eis a sugestão de leitura http://tarsoaraujo.blogspot.com/2007/10/opinio-prof-bernardo-melgao.html

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  27. Antonio Sávio, entendo sua posição.
    Acho ainda que do ponto de vista de uma visão de mundo que se impõe dentro da URCA é a do cristianismo. Seja na religião da maioria dos professores, seja na presença ostensiva de símbolos religiosos, seja na ocorrência de missas católicas promovidas pela Administração, enfim, a URCA está mais para o catolicismo do que para uma suposta ideologia marxista. E mais, do ponto de vista da pesquisa científica, dos estudos, a minoria da minoria, é, ou se diz marxista. E dentro desse grupo, pouquíssimos usam as categorias axiais do materialismo histórico.
    Outra questão que ocorre na URCA é a disputa entre grupos, mas isso passa longe de uma questão de marxistas versus outras teorias. É sim uma disputa pelo pequeno poder.

    Abraço.

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