04 janeiro 2010

Água e óleo não se misturam - Por Pedro Esmeraldo

Se de nosso lado, partimos para luta com alegria e ufanismo é porque desejamos alcançar o crescimento com equilíbrio e melhoria de produtividade com aptidões técnicas, e tudo isto sendo aplicado em todas as atividades políticas.

Quando falamos que somos contra certos atos inócuos e decrescentes "que inibem o desenvolvimento" olhamos com bons olhos as maldades que ocorrem na cidade, pois somos perseguidos por pessoas indecorosas que "constantemente" vêem nos enganando "com tapinha nas costas" imitando gato e procurando esconder as unhas, visto que o maior desejo é empurrar o Crato para o atraso, fixando-se na corrente emergente da estrada sinuosa impulsionando para o atraso. Nós, os cratenses, não reagimos aos insultos e permanecemos numa via pactuai, procurando convencer que os cratenses também pertencem a mesma origem e podemos contribuir com a mesma qualidade de trabalho a fim de alcançarmos o nosso objetivo.

Avisamos, portanto, que não pertencemos a uma aldeia de índios para que venham nos atirar pedra constantemente, ameaçando esse povo que vive perseguido pelas artimanhas das cidades vizinhas. Somos fortes, não temos medo de enfrentar o barco e vimos contribuir com merecimento avantajado, não desejando cair no âmago do desespero. Mostramos que temos coragem de lutar com impetuosidade.

Prevenimos que cumprimos com a obrigação de defender a nossa terra, desincumbindo-se com esforço, com o intuito de proteger a cidade dessa política desvairada que afasta os seus verdadeiros líderes das atividades públicas. Deixam-nos esquecidos, devido a falta de apoio das autoridades de Fortaleza e permanecemos sem apetite e não temos coragem de investir atualmente no Crato. Notem bem, reclamamos o desinteresse pelas construções do Centro de Convenções e da estátua de Nossa Senhora de Fátima, que estão em marcha lenta, a passo de tartaruga, sem procurar apressar para enaltecer os ânimos do povo cratense.

Desejamos portanto, que o cratense seja mais esperto e não venha aceitar essa desigualdade acometida pelas autoridades de Fortaleza e que parece que estão esmorecida em investir no Crato e o seu desejo é ver o Crato amofinado, sem luta, deixando o povo esmorecido e sem esboçar nenhuma reação.

Pensando bem, se as autoridades se interessassem pelo Crato, ganharíamos limites favoráveis e estaríamos tão adiante que jamais poderíamos ser alcançados. Se os prefeitos passados, tivessem atividades políticas, não estaríamos sofrendo essa consequência desagradável, e os cratenses cruzariam uma linha de equilíbrio de progresso percentual.

Mas nada disso aconteceu! Esses prefeitos, excetuando-se Dr. Raimundo e o capitão Ariovaldo, de uma incompetência fora de série e não souberam administrar esta cidade com impetuosidade. Alguns deles foram pusilânimes, não olharam bem para o futuro. Houve tanta fraqueza desses homens que um deles teve hábito de colocar faixa com propaganda dizendo que seria o maioral: Um dia apareceu um senhor desejando investir no Crato com uma escola de ensino superior, solicitando do prefeito, um terreno para execução dessa obra universitária. Pasmem senhores, esse senhor negou o terreno para esse melhoramento, alegando que o diretor da faculdade não teria capacidade técnica de construir escola de nível superior no Crato e o Crato perdeu essa grande aquisição escolar e o povo cratense ficou andando em marcha a ré, mergulhado no caminho do atraso.

Agora mesmo, somos contrários a criação de outros municípios, já que não têm condições de jeito nenhum de se elevar à categoria de cidade. Olhem que esses pequenos municípios (sem estrutura) não marcham bem pelo caminho fértil do desenvolvimento. Acarretam a desordem administrativa, já que não têm condições de seguir as leis federais com pagamento salarial obrigatório e permanecerá com o pires na mão, pedindo ajuda ao poder central, que provocará o aumento de dívida interna, acarretando a alta de juros e a corrupção administrativa.

Para isto, publicamos aqui um recorte do Jornal Diário do Nordeste, do dia 10/12/09 na coluna de Neno Cavalcante, dizendo: Dos 184 municípios no Ceará, 162 estão na margem da lei, no que se refere ao preceito constitucional que nenhum trabalhador pode ganhar menos de um salário mínimo. O dinheiro só presta para as maiores esquisitices; principalmente para usufruto do prefeito. Não sobra nada para remunerar os funcionários com o mínimo de decência e de dignidade.

Notamos ainda, referente a área geográfica deste distrito, não tem condições de ser elevado a cidade. Também não devem invadir área de outros distritos, pois consideramos jogo sujo. Acontece também que nem toda a população é favorável e nem quer deixar de ser cratense e a maior parte diz: prefiro ser cratense do que ser serrano, outrossim, avisamos que o óleo não se mistura com água, devemos tomar cuidado para não esfarelar o nosso pensamento digno de bom cratense.

Artigo de Pedro Esmeraldo (publicado a pedido do autor)

3 comentários:

  1. Prezado amigo Pedrinho Esmeraldo, quero lhe agradecer por trazer, mais uma vez, essa discussão sobre a criação de novos município no Ceará, em especial, de Ponta da Serra, o maior distrito cratense, tanto em população como em prédios urbanos.
    Segundo o “PROJETO DE LEI COMPLEMENTAR Nº 09/09, que dispõe, na forma do Art. 18, § 4º, da Constituição Federal e do Art. 31 da Constituição Estadual, sobre os Estudos de Viabilidade Municipal, para a criação, incorporação, fusão e desmembramento de Municípios no Estado do Ceará e adota outras providências”, para que um distrito seja elevado à categoria de município tem que atender aos requisitos exigidos no seu artigo 2º, que diz:
    “Art. 2º - Nenhum município será criado sem a verificação da existência, na respectiva área territorial ou na área territorial a ser desmembrada, dos seguintes requisitos:
    I - população superior a oito mil habitantes; ( pelo censo de 2000, temos 8.234 habitantes
    II - eleitorado não inferior a quarenta por cento de sua população; ( Pelo resultado das últimas eleições, preenchemos este requisito)
    III - centro urbano já constituído, com número de prédios residenciais, comerciais e públicos superior a 400 (quatrocentos); ( Temos 712 prédios, segundo dados dos agentes de endemias)
    IV – estimativa de receitas: ( esses dados não temos como comprovar, pois, a Comissão de Triagem é que solicitará aos órgãos competentes)
    VI – existência de equipamentos sociais e de infra-estrutura compatíveis com as necessidades da população, tais:
    a) rede de distribuição de energia elétrica;( OK)
    b) sistemas de captação e abastecimento público de água potável e dispo-nibilidade para implantação dos sistemas de coleta e disposição final de esgotos sanitários e resíduos sólidos; ( OK)
    c) escolas de educação infantil, ensino fundamental e medio;
    d) posto de atenção primaria a saúde;(OK)
    e) estrutura de atendimento em segurança pública;( temos, há muitos anos, um posto policial, funcionando precariamente)
    f) sistema de telefonia pública, comercial e residencial; ( OK)
    g) edificações com condições para a instalação da Prefeitura e da Câmara Municipal;( o atendimento deste item se justifica nos 712 prédios existentes em nossa sede, dentre eles, 47 sobradinhos e dosi de três pavimentos, além de muitas residências, onde, logicamente, poderá abrigar, provisoriamente, as instalações da Prefeitura e Câmara Municipal)
    h) estabelecimento de venda a varejo de combustível para veículos e gás de cozinha; ( de acordo com o alvará de funcionamento, o Posto Ponta da Serra atende este requisito)
    i) posto de serviços dos correios”.( OK).
    Quero assegurar ao Pedrinho que, hoje, 80% da nossa população é favorável à nossa emancipação e que não necessitamos nos juntar a outro distrito para o atendimento das exigências da nova Lei, aprovada na Assembléia, em finais de novembro e que se encontra aguardando a sanção do Sr. Governador.
    Estamos preparados para o plebiscito, que será em todo o município, onde iremos contar com o sim, de no mínimo 50% mais um, do eleitorado cratense, inclusive, do amigo Pedrinho, do amigo Dihelson e de uma pequena parcela da elite cratense, que até lá, esperamos, mudarão de idéia.

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  2. Meu Caro Pedro Esmeraldo, com a devida licença do Sr. Antonio Correia Lima a quem eu tenho admiração pela sua frenética luta pela emancipaçao do distrito de Ponta da Serra, vamos ver como aconteceu com a emancipaçao do Distrito do Tururu, vinculada a cidade de Uruburetama. Depois de satisfeita todas as exigencias legais, tornou emacipado o distrito de Tururu e tivemos como prefeito a figura de um lider da comunidade. Cidadão de conduta ilibada, lider regional, querido e respeitado na região. Aconteceu que devido a sua idade avançada e a saude já um pouco comprometida, teve esse Sr. a ajuda dos filhos na administração da nova cidade.
    Nao há duvidas que o novo municipio
    teve um bom desenvolvimento nos seus dois primeiros anos de vida, mas a seguir com o tempo, começou a se travar lutas políticas pela lideraça do poder. Coisas esquisitas com o trato da coisa publica. Gente de fora que gastou uma vultosa soma para se eleger como prefeito e ai vem uma serie de descaso, coisas indegesta que TCM fica questionando e que sempre os donos do poder arranjam meios juridicos para deixar a coisa quieta. Ai vem uma pergunta que nao quer calar: Não seria mais um problema futuro para nossas autoridades digerir, resolver. Já faço parte da estatistica de brasileiros que já nao acredita na honestidade de nossos políticos. Aliás são todos honestos até que o video prove algo ao contrario.
    Diante de tantos interesses, sou contra a amacipaçao de Ponta da Serra. Contudo louvo a luta do Sr. Correia e como grande cidadão o Crato perderia mais um esteio para sua luta em busca da lideraça regional perdida ha tempos.
    Um forte abraço e continue na sua luta, firme em prol do nosso querido Crato.
    Jair Rolim

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  3. Prezado Jair Rolim, agradeço pela referência a minha pessoa. Gostaria de esclarecer ao amigo que esta luta não é só minha, é de muitas outras pessoas que formam a AMEPS - Associação do Movimento Emancipalista de Ponta da Serra, com mais de 70 associados, tendo à frente, a minha pessoa, o Dr. Francisco Alves Dionísio, Fernando José Valdevino de Brito, Mons. João Bosco Cartaxo Esmeraldo, Joaquim Valdevino de Brito Neto, Rosivan Leite, Luciano Pereira Leite, Ana Paula Brito Leite, Maria das Graças Valdevino de Brito, Valdemir Custódio, José Ildo da Silva, todos estes formam a diretoria.
    Fazem parte da entidade , como associados os seguintes líderes políticos: Antonio Leite, Henrique Leite, Antonio de Mano, Didi Morais, Guri, Raimundo Brasil, e outros.
    Contamos também com a participação de várias lideranças comunitárias do Distrito.
    Asseguro ao amigo que 80 da nossa população é favorável à emancipação.
    Todas essas pessoas lutam e acreditam que o novo município não será mais um TURURU.
    Respeitamos o pensamento do amigo, mas esperamos que até o nosso plebiscito o amigo possa mudar de idéia.
    Um forte abraço

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