xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/12/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 dezembro 2009

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Na foto Abaixo: Os proprietários: Aluísio e Adiê

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O Velhinho e o Menino*

Por José Cícero
Devagarinho.
O velhinho
Despede-se de nós.
Relapsos dorminhocos
Bêbados de cerveja e vinho.

O velhinho,
Devagarinho
Com seus passos lentos
Leva consigo,
Entre outros trastes
Nossos bons
e maus momentos.

Devagarinho
O velhinho
Exausto,
Carrega sobre os ombros
Como em lombos de jumento
Angústias e sofrimentos
E outros maus bocados
Que vivemos.
Prestes a amanhecer
na curva do caminho
O velhinho
Encontra um menino
Destemido,
Trazendo consigo
Sobre as costas
Um cesto pesado
Cheio de sonhos
Que serão distribuídos
Um a um,
Como presentes
Nas nossas portas.

O velhinho
É o ano velho
Que vai indo.
E o menino
É o ano-novo
Prenhe de esperanças
Que vem chegando,
Iluminando o mundo
Com o seu sorriso.
O menino
Chega de mansinho
Com o amanhecer.
E sorrindo,
Como se um anjinho o fosse
Pronuncia: estou aqui!
A que todos dizem:
Seja bem-vindo!
Feliz Ano-novo...

(*) José Cícero:
In Minhas Metáforas cotidianas/09
Inédito

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Nigeriano usou poderoso explosivo químico em avião, indica investigação do FBI


A equipe do FBI (polícia federal americana) que investiga a tentativa de ataque a um avião que sobrevoava Detroit, nos Estados Unidos, encontrou traços de PETN (tetranitrato de pentaeritritol), um poderoso explosivo químico, no equipamento utilizado pelo nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab para tentar explodir a aeronave. O PETN destaca-se entre os explosivos químicos mais potentes, porém não pode ser utilizado em estado puro, devido a sua extraordinária sensibilidade. Este é o mesmo material escondido por Richard Reid em seu sapato para tentar explodir um avião que fazia rota transatlântica em 2001. Os agentes do FBI encontraram ainda o que pareciam restos de seringa perto da cadeira de Abdulmutallab.

Segundo relata o jornal "Washington Post", que cita autoridades federais, ele teria colado um material na sua perna e então utilizado uma seringa para misturar produtos químicos com um pó, já a bordo do avião. Segundo depoimento de testemunhas, Abdulmutallab acionou o dispositivo quando o voo 253 da Northwest Airlines descia rumo ao Aeroporto Metropolitano de Detroit. Algo deu errado e, em vez de uma explosão, ele causou um incêndio que feriu levemente duas pessoas e lhe causou queimaduras de segundo e terceiro graus.

As testemunhas disseram ainda, segundo o jornal "Telegraph", que o nigeriano foi ao banheiro na aeronave por aproximadamente 20 minutos antes de detonar o explosivo. Quando ele retornou à sua cadeira, disse que estava mal do estômago e se cobriu com um cobertor. Os passageiros ouviram então o que descreverem como fogos de artifício e fumaça. Ele foi então dominado por passageiros e tripulantes que apagaram as chamas com cobertores e extintores.

Eles relatam ainda que Abdulmutallab estava calmo e lúcido durante o incidente. Quando um tripulante perguntou o que ele levava no bolso, ele respondeu: "dispositivo explosivo".

O FBI está encarregado de investigar o incidente. Segundo as redes de TV ABC e NBC, Abdulmutallab estuda engenharia na University College London. Ele disse as autoridades que tem laços com a Al Qaeda e que viajou ao Iêmen para pegar o equipamento incendiário e instruções de como utilizá-lo. Interrogado pelo FBI, Abdulmutallab teria confessado seus vínculos informais com a rede terrorista Al Qaeda, embora a impressão inicial dos investigadores é de que ele agiu sozinho.

As autoridades, contudo, ainda têm que checar estas alegações e devem fazer muitos outros interrogatórios antes de determinar se as revelações do nigeriano são críveis. Sob custódia, Abdulmutallab está sendo tratado para queimaduras de segundo e terceiro grau em suas coxas, segundo autoridades americanas. A Casa Branca considerou o ato uma tentativa de ataque terrorista e o Departamento de Justiça indiciou o nigeriano por tentativa de ataque.

Com Associated Press
da Folha Online


O Ataque de Lampião a Uirauna - Pb Por:Sérgio Dantas



Alguns dos defensores de Uiraúna. Ao centro, de paletó escuro, Luiz Rodrigues. Na extrema direita, sentado, o Subdelegado Nelson Leite.


Uma vitória da inteligência sobre a força

Há meses Lampião sumira dos noticiários dos jornais. O ano de 1926 encerra-se sem grandes novidades sobre a horda do famoso cangaceiro de Vila Bela. Bem instalado e seguro no ‘coito’ da Serra do Diamante, do poderoso Coronel Isaías Arruda, Lampião sai da aparente inatividade apenas em fins de abril de 1927. Naquele fim de mês, o bandoleiro deixa o refúgio e pratica assaltos em pequenos vilarejos situados na região noroeste da Paraíba, entre os municípios de Cajazeiras e São José de Piranhas. São ataques rápidos, com vistas apenas ao saque. A proximidade desta parte da Paraíba com o valhacouto do ‘dono’ de Missão Velha facilita sobremaneira a ação do bando.

De fato, no dia 15 de maio daquele ano, liderando uma falange de cerca de trinta e cinco homens, Lampião se prepara para tomar de assalto a Vila de Belém do Arrojado - atual cidade paraibana de Uiraúna. Há dias que ‘olheiros’ residentes em sítios da fronteira já haviam sondado o vilarejo e o cangaceiro – decerto bem ciente das condições do lugar – crê que tem plena chance de sucesso na empreitada que pretende levar avante.

o Arruado de Belém situa-se junto à fronteira do Rio Grande do Norte e é então inexpressivo. Ali não há mais que cento e trinta casas e uma igreja singela. Comércio pobre ou quase inexistente. Também ali não está destacado sequer um contingente policial para manutenção da ordem ou para oferecimento de uma defesa – mesmo que acanhada – no caso de um eventual ataque de cangaceiros. A ‘ordem’ no povoado é garantida somente por um Subdelegado civil, o potiguar Nelson Leite. Apesar de reiteradas notícias sobre incursões de cangaceiros naquela parte da Paraíba nos últimos dias, o Governo do Estado parece ignorar os eventos propalados pelos jornais e pela boca do povo. Apesar de vários reclamos por parte de proeminentes de Belém, o Estado não enviara tropa regular para a localidade.



o início da tarde daquele dia 15 de maio, no entanto, o sertanejo Leonardo Pinheiro percebe a marcha de cangaceiros em direção a Belém. Sem demora, espora o cavalo e entra no povoado em sonoro alarde:

-“Vem cangaceiro por aí! Vem cangaceiro por aí! Parece que é Lampião e não está a mais que umas duas léguas!”

Enquanto a horda marcha em busca do vilarejo, Nelson Leite se apressa em organizar uma defesa. Sangue quente, cioso de suas obrigações, Leite parece disposto a sacrificar a própria vida na defesa da comunidade que lhe fora confiada.

Abandonados à própria sorte, os habitantes de Belém – incentivados por Nelson Leite - tratam de se armar e garantir a resistência do lugar. Civis são convocados e há mesmo os que comparecem voluntariamente para pegar em armas. Ao final do rápido recrutamento, chega-se à desanimadora soma de onze homens apenas. Um contingente ínfimo que tentará rechaçar um bando com cerca de trinta e cinco cangaceiros. Uma luta desigual – se considerarmos a proporção de três bandoleiros para cada defensor e a falta de experiência de guerrilha dos citadinos. Por volta das dezessete horas, finalmente, Lampião avizinha-se da Vila. O frágil agrupamento de casas lhe parece excessivamente frágil e torna-se ainda mais amiudado pela sombra da serra de Luís Gomes, não muito distante dali. “Um alvo fácil”, provavelmente terá pensado o poderoso cangaceiro. O desenrolar dos fatos, porém, lhe revelará um grave erro de prognóstico.


Em que pese a correria desenfreada que se seguiu ao alarma dado por Leonardo Pinheiro, os homens de Nelson Leite aprestam munição e armas. Tudo é feito com rapidez e disciplina.Ao mesmo tempo, mulheres, velhos e crianças – a seguir igualmente os apelos do Subdelegado – buscam refúgio na caatinga ou em sítios de familiares fincados nos arredores de Belém. Pequenos “tesouros” são previamente enterrados em lugares seguros. Potes de barro, caixas de papelão, latas de querosene: qualquer coisa serve como invólucro para as ‘economias’ adquiridas ao longo de anos de trabalho.

Em pouco tempo, os defensores se organizam e estão posicionados em lugares previamente definidos pelo Subdelegado. Dedos nervosos aguardam o desfecho do ataque. Uma testemunha registra os momentos iniciais do entrave:

“O ‘delegado’ Nelson Leite distribuiu uns homens nos pontos mais altos da rua principal, dois outros guarnecendo as laterais e três instalados no teto da Igreja. Quando Lampião entrou com o bando, pela ‘rua velha’, começou a fuzilaria”. (Sinforosa Claudina de Galiza, entrevista).

Nelson Leite, de fato, engendrara bom plano. Distribuíra os poucos rifles e fuzis disponíveis com os onze defensores. Repartiu com irrepreensível parcimônia a rala munição que tinha ao seu dispor. Os melhores atiradores foram destacados para pontos estratégicos. Na teto da igreja - prédio mais alto e com abrangente visão dos arredores - posicionaram-se Luís Rodrigues, Moisés Lauriano, José Teotônio e Joaquim Estevão. O tempo corre lento. Não há novidades. Até perto das oito horas nem sinal da sinistra patuléia de chapéu de couro. A espera alongada transforma as trincheiras em ninhos de ansiedade.


Matriz Jesus, Maria e José, Uirauna atualmente.

De súbito, Luís Rodrigues dá o alarma. Alguém se aproxima. O luar denuncia vultos sorrateiros. Homens armados aproximam-se do povoado pela ‘rua da Proa’. É o início da invasão. De pronto, grande incêndio ilumina a noite na pequena Belém. Grossas labaredas passam a consumir a casa de um agricultor e espalham-se rapidamente para um antigo curral e plantação de milho já há dias quebrado. O incêndio. Método infalível para incutir terror aos sitiados.

Josefa Augusta Fernandes, bem jovem à época do evento, anota a origem do fogaréu:

"Lampião começou destruindo a propriedade do finado João Gabriel, tendo em seguida tocado fogo nos currais e nas plantações de feijão e milho. O fogo serviu para alertar os homens da cidade, sendo que eles já estavam em posição nos principais pontos daqui”. (Maria do Socorro Fernandes, entrevista).

Não havia mais o que esperar. Ao primeiro grito de comando de Nelson Leite, trava-se pesado tiroteio. Lampião, decerto, não esperava semelhante reação. A fantástica fuzilaria oriunda da Vila lhe faz recuar. De efeito, os tiros vindos da rua da Proa tornam inviável uma entrada por aqueles lados.

Sem sucesso na primeira investida, o chefe de cangaço tenta confundir os defensores entrincheirados. Sob sua batuta, os bandoleiros passam a gritar, urrar como animais e a praguejar insultos e xingamentos aos defensores e suas famílias. A permear a gritaria, grossas baterias de tiros.

O rei-do-cangaço deseja tomar Belém. Tentará de todas as maneiras penetrar no vilarejo para vilipendiar suas casas e lhes extrair até o último ‘cobre’. Sem demora, ordena aos comandados a ‘abertura’ de uma linha de fogo pela lateral, com o fito de invadir a Vila pelo flanco oposto.

Nada, entretanto, parece gerar resultado prático. A posição privilegiada dos atiradores locados no telhado da igreja permite que tiros sejam disparados em todas as direções. A resistência agiganta-se com estrondos de repercussão fantástica e de curiosa origem. Nelson Leite improvisara – no pouco tempo que dispôs antes da consecução do ataque - algumas “ronqueiras” e logo começou a fazer uso dos artefatos. Os estrondos causados pelas bombas caseiras são assustadores e surpreendentemente surtem efeito. Um simples improviso que, ao que tudo faz crer, parece realmente ser a chave para uma vitória. (1)

Em pouco, qualquer objeto metálico em formato cilíndrico - e vazado pelo menos em um dos lados - torna-se invólucro para manufatura dos pesados rojões. Joel Vieira, com dezoito anos à época do fato, registrou em depoimento:

“Os que estavam no alto da Igreja, começaram a atirar de ponto e também para dentro da igreja, causando um eco que parecia canhão. O Subdelegado também tinha improvisado umas ‘ronqueiras’, feitas com pólvora socada dentro de latas, e de quando em quando estourava uma. Já estava escuro, e aqueles tiros davam a impressão que havia um canhão com a gente”.

No alto da igreja, Luis Rodrigues - artilheiro mais aguerrido – resolve acrescentar estrondos adicionais aos estampidos das ‘ronqueiras’ improvisadas pelo Subdelegado. Dessa forma, com o intuito de causar impacto ainda maior, começa a atirar quase em paralelo à lateral da nave do prédio sagrado. Estrondos fantásticos, causados pelo eco do salão quase vazio, dão ainda mais ânimo aos outros defensores entrincheirados no teto da igreja. Decide-se que alguns deles, alternadamente, passarão a atirar também para dentro da nave.

A estratégia funciona. Os estrondos se multiplicam. De fato, para quem está do lado de fora, resta a impressão de que algum tipo de canhão está sendo utilizado. Os cangaceiros, atarantados, mantém posição de cautela e não avançam. O escuro da noite enevoada pela fumaça dos disparos os impedem de enxergar, na verdade, o tipo de “arma” adicional que ora se usa na defesa do arruado. O engodo paulatinamente funciona.

No calor da peleja, porém, passos apressados denunciam silhueta humana esgueirando-se próximo à igreja. A escuridão da noite não permite distingui-la com precisão. Da torre principal um defensor atira. O civil Antônio Correia é atingido. Confundiram-no com um cangaceiro. Correia morre pouco tempo depois em razão do profundo ferimento à altura do pulmão. É a única baixa durante o combate.

Os cangaceiros não desistem e tornam a investir contra o território inimigo por uma ruela lateral à igreja. Lampião brada ordens aos seus homens. Todos, contudo, parecem hesitar em razão dos estrondos que continuam a reverberar entre as casas da pequena Belém.

Do lado dos defensores, um voluntário prontifica-se para preparar novas ronqueiras, de forma ininterrupta, servindo-se como espécie de municiador.

Dominado pela ira, Lampião manda reacender o fogo que arde tênue na propriedade de João Gabriel. O vento rapidamente espalha as labaredas em espantosa velocidade. As chamas consomem vacas e bezerros cativos no cercado contíguo a casa. Urros de dor de animais engolidos pelas chamas desenham dantesco suplício. Poucos escapam ao bizarro holocausto.


A derradeira tentativa de conquista do povoado fracassa. Com pesar, os cangaceiros reconhecem que não conseguirão penetrar em Belém.

O desconhecimento dos pontos de defesa, o espocar das “ronqueiras”, o ribombar de tiros reverberados pelo salão da igreja, a configuração física da vila, o cansaço da longa marcha até ali. Tudo parece sugerir uma retirada. Lampião não demora em perceber o malogro da empreitada:

- Vamos sair para economizar munição! – grita furioso.

Ainda se ouvem tiros por mais um quarto de hora. Aos poucos os cangaceiros se retiram do campo de luta. Disparos tornam-se esparsos. Ao compasso da retirada, a fuzilaria regride até reinar o mais absoluto silêncio. Lampião e seus homens deixam Belém em definitivo. É ainda Joel Vieira quem destaca:

“Eles tentaram muito, mas não conseguiram entrar. Antes das sete horas da noite, já tinham ido embora. No dia seguinte, o festejo foi grande, pois todos pensavam que ia morrer muita gente, mas não. Apenas um rapaz morreu vítima de uma ‘bala doida’ e caiu ali perto da Igreja. Tirando o incêndio na propriedade de João Gabriel, o prejuízo aqui foi pouco. Com pouco recurso, a gente botou Lampião prá correr!”.

E Lampião, de fato, jamais voltou a Uiraúna. Nos dias seguintes, um telegrama é enviado para as principais cidades do sertão do Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Anunciava-se a vitória de um povo contra o poderoso rei do cangaço. O Intendente local assinou o comunicado:


“Fomos atacados dia 15 famigerado Lampião. Resistimos cerrado fogo, bandoleiros recuaram. Vítima tiroteio Antônio”. (a) José Caboclo.

É a vitória inconteste de um sumário grupo de cidadãos contra quase quarenta cangaceiros. Uma vitória nascida da confiança de homens do povo; sertanejos comuns. Não houve – como aconteceu em Mossoró – um grande lapso de tempo para a preparação de uma defesa. Não houve reuniões; não se teve tempo para comprar armas modernas. Não havia sequer uma torre na igrejinha da cidade. Existia, apenas, a vontade de preservar os próprios lares.

Uiraúna se defendeu heroicamente, a exemplo da resistência mostrada pela pequena Nazaré, em Pernambuco, quatro anos antes. Uiraúna impediu a entrada dos cangaceiros de Lampião como faria a população sergipana de Capela, liderada pelo destemido Mano Rocha, três anos mais tarde.

A vitória do povo de Uiraúna foi obtida sem recursos, sem alarde e sem exploração midiática posterior. Vitória conseguida sem um ‘notável planejamento prévio’ e sem colóquios barulhentos. Vitória de um pequeno grupo de homens pegos de surpresa pelo maioral do cangaço. Vitória, porém, recheada de atos do mais real e verdadeiro heroísmo. Vitória, enfim, da inteligência sobre a força.

Sérgio Dantas

Sérgio Augusto S. Dantas é autor dos livros “Lampião no Rio Grande do Norte – A História da Grande Jornada” (2005), “Antônio Silvino – O Cangaceiro, o Homem, o Mito” (2006) e “Lampião: Entre a Espada e a Lei” (2008).

NOTA:
(1) s.f. – Ronqueira: “Cano de ferro, preso a uma tora de madeira e cheio de pólvora, o qual produz grande detonação quando se lhe inflama a escorva”. (Aurélio). As ronqueiras já haviam sido largamente usadas em revoltas populares, como na guerra de Canudos. N do A.

FONTES UTILIZADAS:
A União, edições de 17 e 18 de maio de 1927.
DANTAS, Sérgio Augusto de Souza. LAMPIÃO NO RIO GRANDE DO NORTE – A HISTÓRIA DA GRANDE JORNADA. Editora Cartgraf, Natal/RN. 2005. 452 pgs.
SOUZA, Tânia Maria de. UIRAÚNA NO ROTEIRO DE LAMPIÃO, in Revista Polígono, 1997, 158 pgs.
Entrevistas concedidas ao autor por Maria do Socorro Fernandes (2003), Joel Vieira da Silva (2001), Josefa Augusta Fernandes (2000) e Sinforoza Claudina de Galiza (2000).

Do Blog Cariri Cangaço, do nosso amigo Severo, em breve na Rede Blogs do Cariri

"Sherlock Holmes" alcança US$ 25 milhões de bilheteria na estreia


O filme "Sherlock Holmes", estrelado por Robert Downey Jr., alcançou US$ 24,9 milhões (cerca de R$ 44 milhões) em sua estreia no dia de Natal nos Estados Unidos, informou o site da revista "Variety". Dirigido por Guy Ritchie, "Sherlock" estreou em 3.626 salas, e sua arrecadação nas bilheterias superou as obtidas com "Alvin e os Esquilos 2" e "Avatar", ambos produzidos pela Fox. Nesta quarta-feira, "Alvin e os Esquilos 2" debutou em 3.656 salas nos EUA, arrecadando US$ 18,7 milhões (cerca de R$ 33,2 milhões), enquanto em sua estreia, "Avatar" arrecadou US$ 16,4 milhões (cerca de R$ 29 milhões) em 3.452 salas. Desde o lançamento, a ficção científica "Avatar", de James Cameron, já soma US$ 160 milhões (aproximadamente R$ 284 milhões), enquanto a animação "Alvin e os Esquilos 2" já totaliza US$ 41,4 milhões em arrecadação (cerca de R$ 73 milhões).

Fonte: Folha OnLine

Coluna de Filipe Santana - "Jornal Metropolitano" - edição 24/30 de dezembro de 2009


Arborização: salvem o meio ambiente!!!
O projeto de arborização implementado na cidade do Crato é de suma importância e deveria ser copiado por todas as demais cidades do Cariri, tendo em vista a importância de amenizar os efeitos causados pelo desenvolvimento e expandir os espaços verdes cada vez mais escassos nos centro urbanos. O meio ambiente é sem sombra de dúvida o assunto mais debatido no mundo e aproveitando a deixa, quem sabe seja à hora ideal para as autoridades do Cariri voltarem suas atenções para a Floresta Nacional do Araripe, as serras do Horto e de São Pedro, e as demais áreas verdes que vem sendo devastadas por ações irresponsáveis.

A URCA de costas para Juazeiro
É assim que uma parcela significativa da comunidade acadêmica vê a postura da Universidade em relação ao Juazeiro. Os mesmos se perguntam o porquê da ausência da instituição nos preparativos para a festa do centenário juazeirense e de outros debates relativos a cidade, quando esta deveria fazer jus a sua posição de destaque. A URCA abdicou do seu papel, voltando-se exclusivamente para disputas internas, que só deveriam acontecer mais próximas a eleição para reitor, as antecipou e apequenou-se.

Centro de Apoio aos Romeiros
Após uma longa espera de vinte anos parece que enfim o Centro de Apoio aos Romeiros será finalizado, na última segunda-feira (21) o governador Cid Gomes deu ordem de serviço para a conclusão daquele que será um grande avanço na política urbanística de Juazeiro. Contudo resta saber a quem caberá a missão de administrar o camelódromo, na disputa já estão concorrendo a Prefeitura Municipal e a Diocese, cabendo ao vencedor a responsabilidade pela nova ordenação do espaço público que tem como principal objetivo alocar os barraqueiros que ocupam desordenadamente as ruas da cidade no período de romaria.

Não tem pra ninguém
Não foi surpresa nenhuma os resultados apresentados pelo DataFolha para corrida a sucessão estadual, em qualquer cenário o governador Cid Gomes é o preferido dos cearenses. Após um infalível giro de inaugurações e ordens de serviço pela capital e interior, era de se esperar que Cid estivesse em alta com a população, tendo uma grande perspectiva de crescimento a medida que for entregando as demais obras que devem ficar prontas até julho de 2010. Contudo paira no ar uma apreensão quanto a composição política diante de resultados tão favoráveis ao governador.

Acima de todas as expectativas
A direção do Cariri Shopping divulgou que mais de 700 mil pessoas deverão passar por ali até o final do mês de dezembro. As campanhas promocionais seriam as grandes responsáveis pelo crescimento que supera em mais de 60% ao mesmo período do ano passado. Isso tudo após o anuncio da expansão do Cariri Shopping e algum tempo depois do mesmo ser desacreditado e condenado ao fracasso por muitos. Tais dados apontam para o profissionalismo e seriedade da nova gestão administrativa que vem imprimindo o seu estilo ao empreendimento e por causa disso colhendo bons frutos.

Postado por Armando Lopes Rafael


VÍDEO - Globo Repórter - Japão: Segredos da Vida Longa (04/12) - Para quem não viu...





Neste excelente programa da TV Globo, foi abordado o tema: Globo Repórter - Japão: Segredos da Vida Longa (04/12), num dos melhores programas já produzidos sobre o Japão e seus costumes exóticos. O Blog do Crato, com sua finalidade cultural, procurará sempre apresentar vídeos e reportagens edificantes, dos mais variados meios de comunicação que disponibilizarem para o público.

Atenção: Para evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pare antes o player da Rádio Chapada do Araripe Internet, localizado no canto superior direito, na entrada do Blog.

Uma produção da Rede Globo de Televisão.

Jovem iraniana assassinada pela ditadura é eleita personalidade do ano – postado por Armando Lopes Rafael



Neda Agha-Soltan, 26 anos, foi morta em junho durante manifestações em Teerã

O jornal britânico The Times escolheu como personalidade do ano a jovem iraniana morta durante as manifestações em Teerã após a reeleição do presidente Mahmud Ahmadinejad, em junho.
O Times afirma que Neda Agha-Soltan, 26 anos, se transformou em um "símbolo global da oposição à tirania" com as imagens que a mostravam sangrando até a morte durante os protestos da oposição, violentamente reprimidos pelo regime iraniano.
"Soltan se uniu ao protesto porque estava indignada com a forma como o regime havia 'roubado' a eleição presidencial", afirma o jornal na primeira página, que tem ainda uma fotografia dos manifestantes iranianos com faixas que mostram a jovem.
O regime dos aiatolás afirmou que a morte de Neda foi "preparada" para denegrir su imagem e acusou a imprensa estrangeira de ter fabricado a informação.
Milhares de opositores saíram às ruas do Irã durante uma semana em junho para protestar contra a reeleição de Ahmadinejad e denunciar fraudes na votação.
As manifestações foram proibidas depois que o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, deu apoio incondicional a Ahmadinejad.
O governo do Irã criticou em novembro a criação de uma bolsa de estudos em homenagem a Neda na Universidade de Oxford.
Fonte: AFP
Postado por Armando Lopes Rafael
Meu comentário:
Quando do covarde assassinato de Neda Agha-Soltan (teve um Chefe de Estado (coincidentemenmte também escolhido a “Personalidade do Ano”, pelo jornal “Le Monde”) que disse: “No Irã não houve fraude eleitoral , isso é coisa igual a briga das torcidas do Flamengo e Vasco”), pois bem, naquela ocasião, li num site português (http://gatovadiolivraria.blogspot.com/) um texto, do qual extrai o "excerto" abaixo:

“Lavemo-nos em lágrimas.

Sabemos que a cultura Pop do mundo ocidental está para a nossa sonolência como no Irã para a revolta desesperada de sua juventude em busca de liberdade.
De um lado, (no Ocidente geográfico) “afogamento completo” da reivindicação de outra ordem (da coisa política, de outro espaço social), do outro (no Ocidente deslocalizado), esperança de rompimento com a ordem existente; de um lado, adormecimento da potência do existente, do outro, problematização fundamental da existência humana; de um lado, conúbio geral com a ideia que o fim da humanidade é isto: estar com a ordem dominante das coisas (aceitação geral do homem-economizado e do homem-sem-desejo-político), do outro, vontade de recuperar o começo do mundo e do humano o que implica a abolição simbólica e política do velho mundo. De um lado, o reino humano a recuar ao nível sumário do sono, do outro o reino da barbárie a esmagar a revolta”.

As fotos de Heládio - por Armando Lopes Rafael


Apaixonado pelos sítios e terrenos que formam as faldas da Chapada do Araripe, Heládio Teles Duarte fez esta bonita foto da estrada Crato-Arajara-Barbalha depois que esta rodovia foi totalmente recuperada pelo Governo do Estado.
A alegria de Heládio é a mesma de todos nós, os habitantes deste Vale do Cariri, que amam e defendem uma das mais belas paisagens do planeta.
Foto: Heládio Teles Duarte
Texto: Armando Lopes Rafael


Nota fiscal eletrônica será obrigatória a partir de abril em todo o País

A Receita Federal vai fechar ainda mais o cerco à sonegação, a partir de abril, tornando a nota fiscal eletrônica, que já está em teste há quatro anos, obrigatória em praticamente todos os setores. A adaptação ao novo modelo pode ser um desafio para as companhias que não utilizam a ferramenta – mas os especialistas acreditam que as vantagens podem ser ainda maiores. O documento já é exigido de vários setores da economia, como bebidas, combustíveis e cigarros, passará a valer também para as empresas que atuam na indústria, no comércio ou na área de distribuição, incluindo micro e pequenas empresas.

- Em termos de arrecadação, mais de 80% das empresas estarão obrigadas a utilizar a nota fiscal eletrônica – disse ao O Globo o supervisor-geral do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) da Receita Federal, Carlos Sussumo Oda.

Fonte: Globo Online

EUA anunciam novas medidas para voos nacionais e internacionais


A secretária de Segurança Nacional dos Estados Unidos, Janet Napolitano, anunciou neste sábado um aumento das medidas de segurança nos aeroportos do país após o atentado fracassado de sexta-feira, e disse que haverá atenção especial aos voos internacionais. Em comunicado, Napolitano adverte que os passageiros que irão aos EUA procedentes de outros países podem enfrentar um aumento especial das medidas de segurança.

Segundo ela, "as medidas são preparadas para ser imprevisíveis e, portanto, os passageiros não devem esperar ver as mesmas em cada lugar". Após o ataque de ontem, que a Casa Branca qualificou de tentativa de atentado terrorista, o Departamento de Segurança Nacional pôs imediatamente uma supervisão para todos os voos nacionais e internacionais, para assegurar a segurança dos passageiros. "Também estamos trabalhando de perto com as autoridades federais, estatais e locais para iniciar medidas adicionais de segurança, assim como com nossos parceiros internacionais para melhorar a segurança nos aeroportos e nos voos", acrescenta o comunicado. A secretária de segurança nacional recomenda que as pessoas "continuem com suas viagens de férias que planejaram e que, como sempre, estejam em alerta para seu entorno e comuniquem às autoridades qualquer comportamento ou atividade suspeita".

Devido à grande atividade dessas datas, é recomendado aos viajantes que vão se deslocar dentro ou fora do país que "reservem um tempo extra para o check in e o embarque".

Napolitano aproveitou o comunicado para agradecer pelo comportamento dos passageiros e da tripulação do voo, que "reagiram de maneira rápida e heroica" em um incidente "que poderia ter tido consequências trágicas". Em paralelo, algumas companhias aéreas como a Air Canada iniciaram suas próprias medidas de controle para aumentar a segurança nos voos programados para estes dias.

da Efe, em Washington

Vem ao Crato? "Funk na rua e na escola - Garotada dança, bebe, usa drogas e transa em Escola de São Paulo"


DROGAS, BEBIDA, SEXO e FUNK DE RUA com Adolescentes - A Nova Cara do Brasil

Por Favor, Leiam esse Texto enquanto há tempo...

Nota do Editor: É triste, mas é verdade! É só uma questão de pouco tempo, e veremos aqui em Crato e nas pequenas cidades do Brasil, o absurdo que você vai ler algumas linhas abaixo. Em mais de 43 anos de idade, eu pude perceber que as coisas sempre pioraram no Brasil em termos de Educação geral do povo. A dura realidade das cidades brasileiras é que grande parte da nossa juventude já está perdida pela falta de educação que deveria começar em casa, com os Pais, mas isso não existe, porque os Pais também não receberam qualquer forma de educação. Os filhos logo se voltam para o mundo das drogas, da criminalidade, do Álcool e das banalidades como o Forró Eletrônico e o Funk de Rua ( foto ao lado ), como se fosse uma coisa absolutamente normal, ao invés de buscarem a Educação e Cultura. Leia essa matéria aterradora do que já é a realidade nos grandes centros, mas já acontece nas pequenas cidades do Brasil também. Aqui no Crato, em certas escolas, as crianças e adolescentes chegam a exigir dos professores que se liguem o som de Funk de Rua para eles curtirem. Só que o que vem com o Funk de Rua, a começar pela filosofia pregada nas letras... Drogas, Álcool e Morte! ( por: Dihelson Mendonça ).

Título Original: Funk na rua e na escola

Drogas, bebidas, sexo, pouca roupa, funk e uma garotada carente. Essa é a fórmula explosiva do baile funk realizado há seis meses nas madrugadas de sábado em frente à Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Isabel Vieira Ferreira, no Parque da Primavera, na Zona Sul da Capital. Quando o pancadão (apelido da festa) começa, os pátios da escola também entram na dança. Segundo líderes comunitários do bairro, o evento é organizado pelos traficantes das favelas da região - responsáveis por dar o sinal verde para o início do baile.

O colégio, que é chamado pelos funkeiros de transódromo, fica na Rua Orquídeas (veja o mapa), uma das vias onde ocorre a o baile. A outra é a Rua Bento José Borba. Os dois quarteirões são tomados por quase três mil jovens e crianças. As polícias Civil e Militar não conseguem acabar com a festa. A Subprefeitura da Cidade Ademar se isenta de responsabilidade e afirma que o caso é policial.

De acordo com moradores e líderes comunitários, o pancadão é organizado pelos traficantes das várias favelas da região e, justamente por isso, é difícil chegar aos organizadores. O lucro com a balada viria de duas fontes: da venda da cocaína e maconha para os jovens e do 'pedágio' que os traficantes cobram das dezenas de camelôs que vendem bebidas alcoólicas para a garotada. Cada ambulante paga de R$ 15 a R$ 20.

'É injusto, mas se não paga, não fica', diz um dos vendedores. 'Hoje, eles nem vieram buscar o dinheiro, mas é porque estão na moita já que a polícia esteve aqui antes da festa.' Parte das drogas seria trazida pelas centenas de motos que circulam no pancadão. 'A gente até evita olhar o que os motoqueiros estão fazendo, mas coisa boa com certeza não é', ressalta uma vizinha.

As festas começam pouco antes da meia-noite de sexta-feira e só terminam por volta das 6h do sábado. Na semana passada, a PM até tentou impedir o baile, mas depois que as quatro viaturas que vigiavam o local foram embora, a festa começou. A equipe de reportagem do JT participou do pancadão durante duas semanas, passando-se por funkeiros e entrando várias vezes na escola durante as madrugadas.

O baile sempre começa da mesma forma. O motorista de um carro com som potente estaciona em algum ponto das duas ruas, abre o porta-malas e liga o funk no último volume. Chegam as cachorras (as meninas da festa), na grande maioria menores de idade, e começam a dançar. Na semana retrasada, quem iniciou a festa foi Amanda, 13 anos, de shortinho apertado e miniblusa. 'Quanto mais a gente faz o 'créu' (música e coreografia funk), mas deixamos os meninos loucos', diz Patrícia, de 15, saia preta rodada curtíssima. A cada abaixada sensual, ela deixa a calcinha preta à mostra. Em uma mão, a maconha, na outra, uma lata de cerveja, que é repartida com outras três colegas.

Em 45 minutos, elas tomam 10 latinhas da bebida, que misturam com goles de batida, vodca e vinho, fornecida pelos colegas. Pouco à frente um casal, a menina de shorts branco transparente, simula um ato sexual enquanto dança. Outro grupo de garotas ocupa o portão da Emef e faz um 'trenzinho'. Aos poucos, outros carros, que vão de modelos caindo aos pedaços a novos, também estacionam nas ruas com som alto. A essa altura os vizinhos já colocaram cadeiras nos quintais para esperar o dia clarear. É impossível dormir.

'Ninguém é louco de reclamar, mesmo que a gente veja essa garotada se matando de tanta droga e transando com todo mundo. Mas o que me revolta mais é a escola compactuar com isso e deixar o portão aberto', diz uma moradora.

A escola, onde estudam 1,6 mil alunos, ganha papel de destaque à medida que a balada funk esquenta. Os pátios, que ficam às escuras, lotam. Além dos namoros apimentados, adolescentes e crianças ocupam a área para usar drogas, como eles mesmo dizem, 'no sossego'.

'A farinha (cocaína) é mais sossegada aqui', diz um garoto der 11 anos completamente fora de si. A garotada senta na mureta da escola para enrolar cigarros de maconha.Uma turma mais animada sobe no telhado do colégio. Outros invadem os muros, bêbados. A aposta dos que estão do lado de fora é acertar quem vai se espatifar no chão.

Outra finalidade da escola é servir como banheiro. Sem cerimônia, a galera (tanto moças como rapazes) faz xixi por todos os cantos. Grupos inteiros urinam juntos. É tanta urina que quando o dia amanhece, ela ainda escorre pela calçada.

Minientrevista com Marcos Antonio Gonçalves Gabriel, diretor da Emef Isabel Vieira Ferreira

O senhor tem conhecimento da utilização da escola durante os bailes funks para o consumo de drogas e bebidas alcoólicas, sexo e banheiro improvisado?

Não. Não sabia. Estou sabendo dessas coisas por você.

Mas da realização do baile funk o senhor sabia?

Não posso mentir que não sei da existência do baile funk porque os funcionários que moram no bairro comentam e as alunas do colégio também. Mas não moro aqui na região e assim que terminam as aulas vou embora. O baile acontece bem mais tarde, bem depois que as aulas acabam.

Mas o senhor nunca percebeu um volume de sujeira na escola acima da média na segunda-feira? A Emef é usada como banheiro durante toda a festa. Ninguém nunca reclamou do mau cheiro?

Não. A sujeira que tem na escola é a normal, que foi deixada pelas pessoas que usam a nossa quadra nos finais de semana. Existem pessoas que limpam a escola e nunca reclamaram disso. Na segunda-feira de manhã é o único dia que não estou aqui, mas tem assistente na escola e eu nunca recebi qualquer reclamação sobre isso.

Por que o portão da escola fica aberto na noite de sexta-feira?

Porque se deixá-lo fechado, eles arrebentam tudo. A escola fica aberta nos finais de semana para a comunidade, que é carente, usar a quadra. E olha que a nossa quadra é bem simplesinha, porém é muito utilizada. Nós não temos como fechar o portão.

Moradores dizem que o senhor é pressionado pelo tráfico para deixar o colégio aberto durante o baile. É verdade?

Não. Nunca sofri qualquer tipo de pressão nesse sentido. Apesar de a escola estar em um lugar complicado, temos um ótimo relacionamento com toda a comunidade.

O senhor não fica preocupado com essa utilização dos pátios do colégio durante o baile funk?

Pelo que você está me falando é preocupante. Mas a minha preocupação seria muito maior se os alunos estivessem usando drogas. Mas se isso acontece na hora do baile e ai eu não tenho como saber. Seria grave se isso acontecesse em horário de aula, o que não acontece. É preciso deixar claro que no funcionamento da Emef nada disso acontece.

O senhor pretende tomar alguma providência?

Vou conversar com os meus superiores. Mas não vejo o que posso fazer. Isso é um problema maior, social, que foge da escola.

Por: MARICI CAPITELLI, marici.capitelli@grupoestado.com.br
Copyright © Grupo Estado. Todos os direitos reservados.
Matéria publicada no Site Nossa São Paulo: http://www.nossasaopaulo.org.br
Fotos meramente Ilustrativas.

NE - Quanto tempo nossa juventude sadia ainda terá? Até quando os homens do poder não farão NADA, nenhum programa REAL para afastar nossas crianças desses perigos ? Até quando a mídia será cúmplice de todas essas coisas, no momento em que exalta a prostituição, o Alcoolismo, as Banalidades nas letras de bandas de Forró e do Funk de Rua ?


Termino aqui com um texto para reflexão, Bíblico, que bem reflete os dias de hoje, como os Últimos Tempos:

"Que ninguém vos engane de forma alguma. Há de vir, antes, a apostasia, há de manifestar-se o homem ímpio, o ser perdido, o adversário, que se levanta contra tudo o que tenha o nome de Deus, ou seja objeto de culto, chegando ao ponto de sentar-se ele próprio no santuário de Deus, ostentando-se como se fôra Deus." Tess, 2, 3-4.


Poesia feita com arte e sabor - Alex Pimentel - DN

ARTISTAS DE QUIXADÁ reúnem ingredientes como versos e doces para transformar o cotidiano de um logradouro público no centro de Quixadá. O músico Paulo Holanda e o poeta Marcos Marques inspiram jovens à participação. Proposta cultural esbanja criatividade, talento e sensibilidade como terapia para o cotidiano urbano

Quixadá. Nesses tempos de frenesi e violência urbana, um universitário encontra numa atividade lúdica, associando arte e culinária regional, uma interessante maneira de levar cultura e serenidade para as ruas de sua terra natal. "Cocada e poesia", o estudante de Letras da Faculdade de Educação Ciências e Letras do Sertão Central (Feclesc), Marcos Marques, junta esses dois ingredientes para atrair a atenção do público no Centro de Quixadá. Ao mesmo tempo expõe seus trabalhos e valoriza os artistas da cidade numa espécie de sarau público. Quem passar pela travessa Eudásio Barroso (antiga Tiradentes), nas manhãs das segundas, quartas e sextas-feiras se surpreende com a novidade. Além dos poemas, a maioria de autoria do próprio idealizador do projeto multicultural, e do doce caseiro, convidados apresentam seus talentos. O músico Paulo Holanda, o "Paulinho do Sax", é um deles. Foi o primeiro a acreditar na proposta. Ficou fascinado. Acabou se tornando parceiro do poeta. Juntos, anunciam as atrações culturais do dia. Também vendem cocadas, com poesias.

Oito meses após o início da experiência, a correria para levar o espetáculo para o calçadão continua a mesma. Além do apoio do músico, passou a contar com o auxílio da amiga Claudia Montenegro, na organização do sarau. Marques confessa: no início foi difícil; ainda não é fácil; no começo as pessoas olhavam desconfiadas, sem entender direito o que viam e ouviam. Agora, resistência apenas dos empresários. Muitos ainda não acreditam nas propostas culturais como investimento e contribuição social. A professora Lúcia Martins pensa diferente. Ela ficou encantada com a surpresa. Acostumada a ver sujeira e ouvir falar de brigas naquela passarela pública quando escurece, não imaginava se deparar com um coral natalino. Aguardou pacientemente a solução de um problema técnico. Percebeu o esforço do universitário e do músico, nos rostos e nas blusas encharcadas de suor. Valeu a pena. Ela apenas não entende como se costuma gastar milhões com "Big Brothers da vida" e se despreza o verdadeiro talento.

Esse também é o pensamento da corretora Sandra Queiroz. Além de sossego e de paz, a cidade carece de cultura. Poder conciliar e incentivar essas virtudes, mesmo que apenas por algumas horas, é um importante começo. É saudável para o corpo e para a alma. Para ela, quem ama a arte e respeita a vida pensa assim. Por esse motivo resolveu patrocinar a iniciativa, por meio de sua empresa, Sandra Leite Empréstimos. Além dela, a Motocedro, o Kanto da Moda, as Lojas Padres Cícero e a Porteirinha Pet Center apostam na novidade cultural.

Poesia

A relação com a fé e os tropeços da vida não escorregam à toa pelos dedos do poeta. Além de cocadas e poesias, dignidade e amizades, sinceras e positivas. Marcos agradece a professora e poetisa Fernada Kércia pelo auxílio na elaboração do projeto que ganha espaço nas ruas de Quixadá e também esteve na Quinta Cultural do Mercado dos Pinhões, na Capital, a convite da Secretaria de Cultura de Fortaleza (Secultfor).

"A cada instante" é uma dentre dezenas de poesias de Marcos Marques que destaca palavras filosóficas: "A cada instante / Me vejo como o Messias / Encontrando os doentes / Como doente seria".

TALENTO

"Nossas cocadas custam apenas R$ 1,00. As poesias, bom, arte não tem preço"
MARCOS MARQUES
Poeta e Universitário

Mais Informações:
Cocada e Poesia
Segundas, quartas e sextas-feiras
Calçadão da Travessa Eudásio Barroso
Centro - Quixadá, (88) 3414 4100

ALEX PIMENTEL
Colaborador do Jornal Diário do Nordeste

Como sair dessa na casa do Noel? - Por: Daniel Coriolano


Por quê? Pra que? Quando? Como? Estas permeiam o cotidiano de inúmeras crianças cuja faixa etária não me recordo (que me perdoem as professoras de pediatria). Uma fase do desenvolvimento das adoráveis criaturas, marcada pela curiosidade e uma etapa de retomada da criatividade infantil dos pais, detentores de grande imaginação, necessária para solução de questionamentos socráticos. É certo que há dúvidas tradicionais que desafiam a passagem do tempo e alojam-se, indubitavelmente, nos cérebros dos pequenos, e por tão frequente aparição, cursam no subconsciente de pais, respostas já formuladas em épocas remotas, altera-se apenas o modo de quem as conta.

"De onde vêm os bebês?" Tradicionalíssima! Não é privilégio de poucos depararem-se com esta, que para os que não desejam prolongar o assunto, colocam logo uma cegonha, um neonato enrolado em uma frauda ao bico do pássaro e um lugar de localização ignorada e dão por encerrado o papo. "Porque o céu é azul?" Tem-se que admitir que esta se apresenta com restritas possibilidades de respostas, confesso que eu, uma criança que já superou esta fase da vida, tenho apenas idéias vagas sobre o fato, algo relacionado aos gases, posição do sol e nada mais que isso. Inobstante, falar da criação do mundo como uma gravura sem o realce das cores primarias e colocar uma caixa de lápis de cor nas mãos do Criador pode ser uma alternativa passível de aceitação aos que vivenciam os desenhos animados.

Há situações também que adultos dão-se mal por mérito próprio. Não inventar estórias enquanto as dúvidas dos pequenos permanecem em quietude é garantia de não envolver-ser em situações embaraçosas. E uma dessas foi a motivadora desta singela crônica apresentada ao caro leitor, cuja paciência também está sendo posta à prova.

Eu visitava uma das residências do papai Noel, localizada aqui em minha adorável Juazeiro do Norte, uma casa de beleza e requinte digna de elogios. Cozinha montada com relíquias da evolução tecnológica: fogão à lenha e uma geladeira que foi lançamento no século que passou. Na sala de jantar louças e talheres postos à mesa davam um ar verossímil ao local. E uma bela árvore de natal, inerente, é claro. Em todos os vãos algo belo aos olhos dos visitantes, em sua maioria crianças acompanhadas por maiores juridicamente.

Um dos maiores, inquieto pelo silêncio do jovenzinho que o acompanhava ocupava-se a discorrer acerca de cada compartimento que eles adentravam

- Olha querido, aqui o papai Noel descansa depois de um longo dia de trabalho e também conversa com os duendes.

- Nossa!
O pequeno exclama.
-Veja, aqui neste quarto, junto a mamãe Noel, ele desfruta desta grande e confortável cama com boas noites de sono, exceto no natal, claro.

- Muito grande pai!

- Este outro quarto com estas duas camas pequenas e estes brinquedos no chão é dos filhos do papai Noel.

E o garoto:

- An? E papai Noel tem filhos?

Imagino que não. Mas pergunto:
Como sair dessa na casa do Noel?

Por Daniel Coriolano


O Amigo é um Lord - Por: José de Arimatéa dos Santos

Todo mundo tem amigo. Sei que não muitos, pois os verdadeiros amigos são poucos. Experimenta contar nos seus dedos os seus verdadeiros amigos e verá que são poucos. Não tem problema e não se aflija. São essas criaturas que sempre estão prontas pra nos ajudar e nunca quer nada em troca se não o agradecimento com a mesma reciprocidade. O amigo não precisa ser um humano. Além dos bichos humanos, podemos ter amigos na rica fauna que teimam em sobreviver nesse planeta tão mal cuidado por nós.

O amigo em foco nesse conjunto de letras e palavras é um cachorro. Ops! Não estou xingando ninguém! É um grande amigo de quatro patas e esse amigo já demonstrou amizade e companheirismo para comigo. Ele tem um gênio difícil e pouco sociável para quem ele não conhece. Esse talvez seja seu maior defeito(amigo também tem defeitos). Tudo bem! Não tem problema porque a amizade dele se sobrepõe a qualquer defeito. É amor mesmo! O verdadeiro amigo é o nosso amor. Amor fraternal que nos faz tão bem e eleva a nossa alma.

Já tive momentos difíceis na minha vida e como sou uma pessoa que guarda os problemas para si chorei muitas vezes e uma vez notei um olhar tristonho desse amigo meu para mim. Na hora captei que ele sentia o quanto eu sofria. Realmente a solidariedade desse cachorro me tocou profundamente. Veja bem que eu não gostava de cachorros.

Se eu saio e vou demorar converso com ele avisando que ele vai cuidar de casa. Ah! Mas quando volto para casa é uma alegria incrível por parte dele. Fica a me olhar e por esse olhar vê-se o quanto a amizade dele é sincera. Vou lá no lugarzinho dele e solto para ele dar umas voltas no quintal. Corre pra lá e pra cá. Depois vem na porta e fica me olhando. Alegria pura. Alegria que não tem preço e não se compra. Para mim esse meu amigo merece todas as homenagens e honrarias. O meu amigo além de ser lord é o Lord!

Imagem: Lord
Foto: Alexandre Costa dos Santos

Meia-Noite o Velox Abóbora volta ao Normal - Pode-se acessar os Blogs !


Pois é, minha gente!

Há 3 dias esse problema: Não se consegue acessar os Blogs do Blogspot ( Google ) pelo Velox a partir de uma certa hora do dia. O único horário em que se acessa é de madrugada e parte da manhã. O resto do dia as pessoas não acessam. Então, estou aproveitando essa "janela no tempo" para tentar postar algumas matérias.

Hoje no Crato foi um dia esquisito. Eu até pensei que ainda fosse sexta-feira, assim como muita gente, porque se confundiu com a ressaca do natal, que foi na sexta. O dia foi plácido, tranquilo, graças ao bom Deus, que já não aguentávamos mais tanto barulho dos mais exaltados que tiram o sossego do cidadão de bem porque não possuem educação nem uma política que possa coibir os abusos. Aliás, espero que neste ano de 2010, a administração Samuel Araripe possa agir com mais rigor e fazer valer as Leis do Silêncio e da Tranquilidade aqui no Crato ( Dr. Nivaldo, secretário de Meio Ambiente e Controle Urbano ), espero que controle mais o URBANO mesmo...

A estação invernosa já começa a se mostrar, e quase todos os dias está chovendo um pouco aqui no Crato.

Abraços,

Dihelson Mendonça



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