xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 19/12/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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19 dezembro 2009

70% dos jovens de 13 a 15 anos já beberam - Postado por Océlio Teixeira


Conclusão é de pesquisa do IBGE com 63 mil jovens de todas as capitais; dos que beberam, 22% ficaram bêbados ao menos uma vez

Quase 9% dos entrevistados utilizaram drogas ilícitas e 30,5% já transaram; 24% não usaram preservativo na última relação sexual

POR: SAMANTHA LIMADA
SUCURSAL DO RIO

Sete em cada dez adolescentes brasileiros entre 13 e 15 anos já consumiram bebida alcoólica. O primeiro contato com o álcool foi entre 12 e 14 anos. Quase 9% já utilizaram drogas ilícitas e 24% não usaram preservativo na última relação sexual que tiveram.

É o que revela a primeira Pesquisa Nacional de Saúde do Estudante, feita pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde. Foram ouvidos 63 mil jovens do último ano do ensino fundamental, sendo 80% de escolas públicas e 20% da rede privada, em todas as capitais.

"Os números são esperados. Mas há duas questões: a primeira é que os pais devem dar exemplos positivos sempre e não apoiar o uso de drogas, lícitas ou ilícitas. Outra é que o governo deveria fazer campanha para mostrar os efeitos do consumo do álcool, como é feito com o cigarro", diz o pediatra Lauro Monteiro, editor do site Observatório da Infância.

"A pesquisa permite saber o que acontece e, assim, ajustar e aprofundar as políticas públicas", afirmou o ministro da Saúde, José Temporão. Segundo ele, para cada problema já existe uma política pública.

"A precocidade no uso do álcool está relacionada à propaganda massiva. Por isso defendo o projeto de regulamentação da propaganda desses produtos, em tramitação no Congresso", disse Temporão. O projeto prevê restringir a veiculação de cerveja e bebidas de menor teor alcoólico na TV das 21h às 6h. A medida já está em vigor para bebidas de maior teor de álcool.Dos que já ingeriram álcool, 22% ficaram bêbados pelo menos uma vez. Dentre os entrevistados, 18,7% relataram que, nos 30 dias anteriores à pesquisa, foram conduzidos por motoristas alcoolizados. "Isso mostra que é importante intensificar as operações da Lei Seca", afirmou Temporão.

Os entrevistados eram predominantemente menores de idade, mas 18,5% relataram já ter dirigido. O IBGE salienta que os dados sobre direção preocupam porque 43,5% das mortes de jovens de 10 a 14 anos ocorrem em acidentes.

Em São Paulo, um em cada dez jovens já experimentou maconha, cocaína e crack, entre outras drogas ilícitas. Dados de pesquisas internacionais fornecidos pelo IBGE apontam que 18% dos jovens aos 15 anos usaram maconha em algum período. No Brasil, já usaram drogas 10,6% dos meninos e 7% das meninas. Temporão disse ter acabado de liberar R$ 280 milhões para tratamento e prevenção ao consumo de drogas.

No que se refere a sexo, 30,5% dos que estão concluindo o ensino fundamental já tiveram relações. Entre os meninos, o percentual chega a 43,7%, contra 18,7% entre as meninas. O preservativo foi usado por 75,9% deles na última vez em que fizeram sexo.

Fonte: Folha de São Paulo

Datafolha: Dilma sobe seis pontos e Serra estaciona - Postado por Océlio Teixeira

Saiu o resultado de mais uma pesquisa presidencial do Datafolha. Dilma Rousseff subiu, eis a principal novidade.

Em agosto, a candidata de Lula amealhara 17% das intenções de voto. Agora, foi a 23%, isolando-se na segunda posição.

José Serra oscilou para cima. Foi de 36% para 37%. Mexeu-se dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos –para o alto ou para baixo. A distância que separa Dilma de Serra encurtou-se de 19 para 14 pontos percentuais.

Ciro deslizou um ponto para o alto. Tinha 14% e desceu para 13%. A lanterninha Marina Silva subiu quase tanto quando Dilma. Fou de 3% a 8%. Cinco pontos.

Num cenário em que o nome de Ciro é excluído da disputa, como Lula deseja, Serra vai a 40%. Dilma obtém 26%. Marina, 11%.

Devagarinho, a sucessão presidencial de 2010 vai ganhando os contornos de eleições anteriores: PSDB X PT.

Fonte: Blog do Josias

Delegacia de Polícia em Caririaçu - Por Beto Fernandes


O Governador Cid Gomes antenado com a chegada de 2010 (ano político) procura fazer sua agenda no Cariri cada vez mais positiva. Como parte do compromisso do Governo de Estado de entregar 50 delegacias, será inaugurada na segunda-feira, dia 21, às 16:00, mais uma unidade na Região. Agora será a vez de Caririaçu. O Secretário de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), Roberto Monteiro estará presente.

O valor investido na delegacia de Caririaçu totaliza R$ 952.372, sendo R$ 613.555 com a construção e R$ 338 mil com equipamentos. A unidade de policiamento estará bem equipada com microcomputadores, rádios portáteis, circuito fechado de tv, além de dois veículos modelo SRV, sendo um para a Polícia Civil e outro para a Polícia Militar.

Enquanto o Governador entrega uma delegacia em Caririaçu, o povo de Crato pede o funcionamento da Delegacia Regional de lá em tempo integral. Toda e qualquer ocorrência registrada na “Princesa do Cariri” à noite, continua sendo obrigatório o deslocamento para Regional de Juazeiro. É bom lembrar que a jurisdição de Crato é responsável por várias cidades que sequer têm delegado de carreira como Campos Sales, distante 150 quilômetros.

A Delegacia de Crato está encerrando seu expediente às 18:00h e a partir daí qualquer ocorrência passa a ser atendida por Juazeiro. Trata-se de uma nova estratégia (?) da segurança pública do Ceará. Vai entender...

Em tempo: deputados Eli Aguiar e Sineval Roque não há nada a comentar sobre esta questão? Penseeee!?!!

Da Revista do Beto com informações do Portal do Governo do Ceará.

Hoje tem Chico César na Rffsa!


Todo mundo lá!

Contraponto - Postado por Océlio Teixeira

Corredor dos gigantes

A Avenida Padre Cícero, que interliga Juazeiro e Crato, tem sido o endereço preferido pelas grandes empresas que vem se instalar no Cariri. A exemplo do Atacadão, Zenir e Macavi que já garantiram seu lugar, agora são os grupos Wal Mart e Pão de Açúcar que procuram terrenos para construir suas lojas. Paralelo a todos os investimentos vem acelerando-se o processo de valorização das redondezas e a especulação imobiliária já torna a avenida o metro quadrado mais caro da região, transformando em verdadeiros milionários quem possui um terreno nas imediações.

A caminho do centenário

Estão nas mãos do professor José Carlos, secretário de turismo e romaria de Juazeiro, os projetos para a construção das obras comemorativas do centenário da cidade, entre elas a praça do marco zero, o rancho popular e os portais, orçados em R$ 10 milhões. Porém, para concretizar tais projetos com maior facilidade é necessário conseguir a metade do dinheiro, para que o Ministério do Turismo financie a outra metade. Assim resta a administração municipal alavancar recursos junto ao Governo do Estado ou que estes sejam destinados pelos deputados federais via emendas parlamentares.

Sucessão da URCA

Está deflagrada a disputa pela reitoria da URCA. A Universidade vive um momento acanhado, muito aquém do que se espera da mesma, olhando apenas para seus próprios interesses e esquece-se do seu papel fundamental na sociedade. Muitos são os pretendentes, poucos os que efetivamente têm condições de promover as mudanças necessárias, a exemplo do Professor Mota, um dos pró-reitores, que é o próprio exemplo do fracasso da URCA.

Conferência de comunicação

Milhares de pessoas reúnem-se em Brasília para discutir a democratização dos meios de comunicação, respeito legal à liberdade de expressão, a livre concorrência como meio de desenvolvimento das telecomunicações entre outros. É a primeira Conferência de Comunicação (CONFECOM) que acontece de 14 a 17 de dezembro, debatendo problemas e soluções, visando elaborar e implementar políticas publicas capazes de promover avanço na cidadania da era digital.

Exemplo de cidadão

Mais do que um atleta, o jogador flamenguista Ronaldo Angelim é um exemplo de cidadania e humildade, talvez por isso tamanha e calorosa recepção em sua passagem por Juazeiro nos últimos dias. Sempre seguido de perto por uma legião de fãs, Angelim sabe ser grato a cidade que o revelou para o futebol e principalmente a todos aqueles que torcem por ele. Depois de visita ao presidente Lula em Brasília com a delegação do Flamengo, Ronaldo Angelim deve retornar a Juazeiro para realizar o tão esperado jogo beneficente que sempre promove na região do Cariri. Criando uma expectativa em torno de quem serão os jogadores convidados por ele para essa partida.

Comércio otimista

Por falar em expectativa, essa é a palavra que define bem os comerciantes da Região Metropolitana do Cariri em relação ao aquecimento do comércio nesse período. Com o bom momento da economia do país, associado ao aumento do poder aquisitivo da maioria das pessoas e a injeção de capital no mercado, é esperado que os centros comerciais e o shopping fiquem bastante movimentados nesse fim de ano. Para se ter uma idéia, somente a Prefeitura de Juazeiro injetou na economia local R$ 16 milhões referentes aos salários e décimo terceiro dos servidores públicos municipais, talvez esse seja um bom motivo para tamanho otimismo dos comerciantes da região.

Fonte: Blog do Filipe Santana (http://www.filipesantana.com.br/)

40 anos sem Marighella



Dossiê Marighella




Por Marlon Maciel e Pedro Venceslau



Eram 20 horas do dia 4 de novembro de 1969. Terça-feira. A redação dos jornais O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde (JT), na Rua Major Quedinho, região central de São Paulo, ainda estava vazia quando alguém da polícia telefona para avisar os jornalistas da morte de Carlos Marighella, líder da Aliança Libertadora Nacional (ALN). Caía, aos 58 anos, o comunista mais procurado pela ditadura militar no Brasil. A turma especializada na cobertura policial incluía Antonio Carlos Fon, Percival de Souza, Inajar de Souza e Valdir Sanches. Completavam a equipe os editores Fernando Mitre e Sandro Vaia, além do chefe de reportagem Fernando Portela.
O JT circulava à tarde e, por isso, havia pouco trabalho naquele horário na redação. Na ausência de outros repórteres, José Maria Mayrink, então redator de Internacional no Jornal da Tarde, foi deslocado para a Alameda Casa Branca, nos Jardins, a pedido do editor Marco Antônio Rezende. "O fechamento era feito entre as últimas horas da noite e a madrugada. Exceto uma seção chamada Resumo, da segunda página, que era fechada pela manhã, por volta das nove ou dez horas, quando era possível também fazer alguns acertos nas outras páginas. A maioria do pessoal deixava a redação entre quatro e cinco horas da madrugada e o jornal rodava depois do meio-dia", conta Mayrink, o primeiro repórter a chegar ao endereço indicado.
Aos 31 anos, o mineiro de Jequeri, que acumulava coberturas como a chegada do homem na Lua, a morte de Charles de Gaulle, a ocupação da República Dominicana pelas tropas da OEA, já se acostumara a situações de conflito. Passados 40 anos, o veterano repórter reconstituiu o episódio em entrevista à Fórum, por telefone, enquanto se recuperava de uma cirurgia feita em agosto, aos 71 anos de idade e 47 de profissão.
Mayrink, que conhecia Marighella "só das fotografias", partiu às pressas em um carro do jornal, enquanto o Corinthians vencia o Santos no Pacaembu. Foram trinta minutos entre o telefonema e sua chegada no local onde avistou o Fusca, placa de São Paulo 24-69-28. "A primeira cena que vi foi o Volks com as portas abertas. Dava para ver o corpo caído no banco de trás, sangrando pela boca. O quarteirão estava tomado por militares e policiais à paisana. É um lugar em que ninguém se identifica e por isso mesmo me chamou a atenção um homem dizendo ser agente do Cenimar (Centro de Informações da Marinha) e que era deles o mérito de localizar Marighella. Esses foram os detalhes que eu levei para o jornal". Essa passagem ele narra em Vida de Repórter (Geração Editorial), livro no qual considerou que esta havia sido sua grande reportagem. "Participei de episódios importantes, mas no JT, na época, foi essa a que mais me marcou. Era a primeira vez que saía para fazer reportagem em São Paulo. Não tenho dimensão do peso das minhas informações no conjunto da cobertura. Uma informação se somava à outra, trazida por outros repórteres". O detalhe: Mayrink acabava de completar onze meses no JT, depois de uma temporada carioca na sucursal do Jornal do Brasil, na função de redator, o que o obrigava a ficar no jornal "fazendo só trabalho de copidesque ou pesquisa interna". Estado de ebulição Era o auge da luta armada contra o regime militar. A violência se intensificava nas ruas com o sequestro do embaixador americano no Brasil, Charles Burke Elbrick, dois meses antes, no Rio de Janeiro. Dentro e fora das redações, o medo se espalhava. O país mergulhava em um dos momentos mais sombrios da sua história política. Dados da Comissão dos Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos no Brasil mostram que, entre 1964 e 1980, pelo menos 195 pessoas morreram e outras 129 foram consideradas desaparecidas. Sob a censura da Polícia Federal desde 1968, situação que se agravaria em 1973, o jornal não se viu diante de restrições no caso Marighella. "Porque era a versão da polícia. Não lembro se houve pressão para escrever a matéria, mas sim dificuldades em buscar o outro lado. Escrevi meu relato e passei aos editores", contou Mayrink. A notícia foi destaque no dia seguinte. A versão oficial seria mantida pelos jornais: o guerrilheiro morria em um confronto com a polícia durante um encontro com dominicanos, que posteriormente seriam acusados de terem entregado Mariguella. Mas os frades Fernando de Brito e Ivo Lesbaupin não foram apresentados aos jornalistas. "Não fomos apresentados para a imprensa em nenhum momento, nem naquele dia nem nos dias seguintes. Os únicos que estiveram conosco foram os policiais", afirmou Ivo, preso em 1969, aos 23 anos de idade, e mantido no cárcere até 1973. A revelação de que o Departamento de Ordem Política e Social (Dops), sob comando do delegado Sérgio Paranhos Fleury, montou uma emboscada para pegar Marighella apareceria treze anos depois com frei Betto, em Batismo de Sangue (Rocco). Outras contradições sobre as circunstâncias da morte surgiriam mais tarde em perícias que indicaram que o revólver do guerrilheiro não foi utilizado. Em 1996, o professor de Medicina Legal da Faculdade Nacional de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Nelson Massini, elaborou um parecer médico-legal, a pedido da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos e do Grupo Tortura Nunca Mais do Rio, no qual se concluiu que Marighella foi morto por um tiro no tórax a curta distância, depois de baleado três vezes. "O principal desafio era buscar outras versões além da oficial. Era difícil e dependia da iniciativa do outro lado. Embora tentassem, os jornais não conseguiam a confirmação de fatos. Isso aconteceu não só nos meses seguintes, mas nos anos seguintes. Estamos esclarecendo o caso até hoje, cada vez que se tem um novo depoimento. É assim que se faz história", considerou José Maria Mayrink. O trabalho de busca de novas informações, contudo, não bastou para evitar que o jornal fosse criticado pelos dominicanos, que se queixavam de terem sido tratados como terroristas. "Isso aparecia em títulos e manchetes. O jornal transcrevia a posição da polícia, mas não houve esse tipo de orientação; era uma questão de edição. O Estado e o JT sempre manifestaram ser contra a versão da participação dominicana nesse episódio. Embora o jornal tivesse denotado que Dom Hélder Câmara tinha tendência à esquerda, eles eram aliados contra a arbitrariedade e a censura", comentou o repórter. Diretor da Escola Dominicana de Teologia de São Paulo, frei Oswaldo Augusto Rezende Jr., de 65 anos, rejeita qualquer outra versão sobre a participação dos dominicanos na luta armada que fosse distinta da apresentada em Batismo de Sangue. Junto com frei Betto, ele foi o primeiro a conhecer Marighella. Logo, se tornaria uma das pontes entre os religiosos e o principal quadro da organização revolucionária. "Está claramente descrito ali. A única versão que vejo é essa. Não só para mim como para todos os dominicanos". Em 1969, Rezende se encontrava exilado na França. "Minha comunicação com os dominicanos no Brasil era muito difícil, só sabia o que saía na imprensa. Naquele dia, eu almoçava em Roma com uns italianos interessados em ajudar os dominicanos no Brasil contra a ditadura militar. À tarde, precisava partir para a Suíça e pedi a um desses amigos que verificasse o horário do voo. Quando ele voltou, estava lívido e disse que tinha acontecido algo grave no Brasil". As rádios acabavam de comunicar a morte de Marighella: "a primeira informação era de que ele tinha sido morto com Lamarca. Desconfiei, eles jamais seriam pegos juntos. Mas quando falaram da Alameda Casa Branca não tive mais dúvida". Joaquim Câmara Ferreira, o Toledo, também estava na França. Com a notícia, o número 2 da ALN seguiu para Roma, de onde partiria com Rezende para Cuba. "Estávamos arrasados. Tratava-se de saber o que fazer, e Toledo decidiu voltar imediatamente ao Brasil. Para ele, era uma questão ética tomar a responsabilidade que era dele", disse o frei. Toledo morreu sob tortura em outubro de 1970, após ser preso em São Paulo. Apertando o cerco No sábado, 1º de novembro, Toledo e Ivo vão ao Rio encontrar Sinval Itacarambi Leão, então diretor da Livraria Vozes, mas acabam presos no Catete, no domingo, dia 2, e submetidos a 48 horas de tortura. "Imediatamente fomos torturados pelo Esquadrão da Morte, comandado pelo delegado Fleury, no Cenimar, no Rio. Eles achavam que o Sinval fosse nosso contato com Marighella. A tortura foi muito forte. Quando você é preso como contato de Marighella, o negócio é diferente. A única coisa que ele dizia era: 'vocês são base-fixa do Marighella'", relatou Fernando. Sessões de espancamento e choque elétrico começaram no Rio e continuaram em São Paulo, no Dops, para onde foram levados no mesmo dia. "Houve algo de domingo para segunda. Em São Paulo, ficamos no Dops e eles [investigadores] vão ao convento de Perdizes e prendem todos sem o cuidado de manter a coisa em sigilo. Tanto que frei Betto soube no mesmo dia, lá no Rio Grande do Sul. Na terça, a prisão dos dominicanos já era notícia. Então, vem a pergunta: Por que Marighella foi até o ponto? O que aconteceu? Por que ele não sabia? No Dops, nos disseram que o Paulo de Tarso Venceslau [integrante da ALN e contato dos dominicanos] tinha entregado Marighella. Não acho que houve colaboração. Isso não é importante para mim até porque não foi uma pessoa só que falou, e a tortura é algo sobrehumano. Não acuso ninguém, mas tenho certeza, sem ter provas, de que outras pessoas falaram. Assim como eu falei. Não aguentei. Foi arrancado na tortura. Eu disse que recebia telefonemas de Marighella na livraria . Já Ivo disse que era no convento. Também dissemos números diferentes do ponto na Alameda Casa Branca", disse. Ivo Lesbaupin endossa o relato do antigo companheiro. "Houve, entre algumas pessoas da esquerda armada, alguns poucos que achavam que Paulo de Tarso Venceslau era o responsável, pois teria sido através de um papel (com um nome e um telefone) encontrado em sua posse que se teria chegado aos dominicanos. Nós, dominicanos, nunca concordamos com esta acusação. Conhecíamos Paulo antes da prisão e convivemos muito bem com ele durante o período de prisão e depois. É evidente que pessoas são presas a partir de alguma descoberta feita numa prisão anterior, seja com algum endereço ou telefone descoberto, seja sob torturas. Mesmo que tenha sido este o motivo próximo para a repressão chegar aos dominicanos, isto não o torna responsável pela morte de Marighella”, analisa. “Quem matou Marighella foi a repressão. Também alguns dentro da esquerda armada acharam que frei Fernando e eu teríamos colaborado porque a mídia da época divulgou esta versão. Mas esta suspeita durou poucos dias: pouco a pouco as pessoas que conheciam a atuação dos dominicanos foram levantando dúvidas cada vez mais fortes sobre a versão oficial divulgada pela mídia. É preciso lembrar que a ALN, representada por vários dos seus membros presos, nunca aceitou a versão da imprensa, de que tivesse havido qualquer colaboração de nossa parte", afirmou. Primeiro a escrever sobre o assunto, frei Betto enfatiza que nem tudo foi contado sobre a morte do comandante da ALN. "Por exemplo, a versão dos seus assassinos, a de quem o induziu a ir à Alameda Casa Branca, a dos agentes da CIA que operavam no Brasil etc. Eu, lá em São Leopoldo , fiquei sabendo no dia 2 de novembro de 1969 que os frades Fernando e Ivo haviam sido presos. Como ele, na capital paulista, ignorou isso até o dia 4?", questiona. Terça-feira, dia 4. À tarde, véspera da emboscada, frei Fernando é levado à Livraria Duas Cidades, administrada pelos dominicanos. "Antes de sair já diziam no Dops que o Marighella iria nos procurar. Só eu fui levado. Não levaram o Ivo. Por que só levaram um de nós?", acrescentou (Fernando, e não Frei Betto, certo? Retomar, para eliminar ambiguidade na frase). Já na livraria, o telefone toca. Fernando atende e recebe a senha "Ernesto". "Senti que era falso. Não era Marighella. A voz era do delegado Roberto Guimarães. De fato, foi feito um telefonema em nome de Marighella. Ele [Antônio Flávio Médici, da ALN] ligou, alguém da polícia interceptou, conversou com ele e, depois disso, o delegado ligou para mim na livraria. Era para parecer que foi traição, para dar fundamento à imprensa. Eles queriam desmoralizar os cristãos revolucionários, que estavam em ascensão", comentou Fernando. No mesmo dia, Fernando é levado de volta ao Dops. De lá, ele e Ivo são algemados e colocados em um Fusca, conduzido por um policial com destino à Alameda Casa Branca. "Fui sentado no banco do carona e Ivo foi atrás. Fomos deixados lá, dentro do carro. Pelo retrovisor, Ivo vê Marighella se aproximar e ser baleado. Somos retirados do carro e jogados no chão. Um terceiro homem é algemado com a gente. Era um policial, que queria ouvir o que conversávamos. Depois, soube que havia outros carros cheios de delegados e investigadores espalhados por lá, mas não posso dizer que houve tiroteio. Era a polícia atirando, atirando", relatou. Esgotado e faminto, frei Fernando sentia faltar a percepção. "Eu parecia um zumbi. Estava pairando como se aquilo que eu via e ouvia não me atingisse. Olhando e não vendo. Não estava no meu estado normal". Acusados de traição, os frades acabam na cela 5, a mesma em que estavam outros 17 integrantes da ALN. "Eles podiam ter nos matado, o que seria um prato cheio para a repressão", disse Fernando. Aos 73 anos, completados em outubro, há 13 vive ele em Sítio do Conde, antiga aldeia de pescadores e, agora, polo turístico de Conde, município baiano localizado na divisa com Sergipe. Lá, dedica-se ao "diálogo com as religiões, principalmente com o Candomblé" e à Casa de Cultura, fundada por ele, "que procura fazer uma educação de jovens e adolescentes através da arte popular". Hoje, o sociólogo Ivo Lesbaupin vive no Rio de Janeiro, onde nasceu. Deixou a Ordem em 1977 e passou a dedicar-se aos estudos em filosofia e teologia, voltados às questões de direitos humanos. Casou-se no início dos anos 1980 com Sarah, com quem tem dois filhos, atualmente com 24 e 19 anos. Professor aposentado pela UFRJ, Ivo exerce a função de secretário-executivo da Iser Assessoria, uma ONG que reúne cientistas sociais e teólogos. "Oferecemos pequenos cursos de formação e também preparamos subsídios para militantes de movimentos sociais, de comunidades de base, de pastorais sociais, onde nos solicitarem no Brasil. A minha parte é a análise da conjuntura nacional, movimentos sociais, poder local", explicou. Memória na mesa A revelação da ligação entre os frades e o movimento armado gerou prejuízos ao Convento de Perdizes, que se viu obrigado a interromper as atividades por 23 anos. Criado em 1943, funcionou como um centro de estudos de São Tomás de Aquino no Brasil até 1970, quando houve as primeiras prisões de membros da Ordem. Entre eles, os freis Betto e Tito de Alencar, dois dos quatro principais contatos com a ALN, ao lado de Ivo e Giorgio Calegari. "Tivemos grandes prejuízos, inclusive financeiros. Pôr alguém aqui era colocá-lo em perigo", descreveu Oswaldo Rezende. O trabalho foi retomado nos anos 1990. No último mês de agosto, a Escola Dominicana de Teologia de São Paulo promoveu o colóquio "frei Tito, 35 anos depois". "Memória do cárcere no tempo da repressão" e "frei Tito e os direitos humanos no Brasil" foram temas debatidos com a participação de Fernando de Brito, Sinval Itacarambi Leão, José Cardogna, frei Betto, Ivo Lesbaupin, frei Oswaldo Rezende e o ministro da Secretaria dos Direitos Humanos, Paulo Vanucchi. "Lembrar isso é preparar o futuro para que os jovens valorizem e trabalhem para melhorar a democracia", disse o diretor da instituição. Marighella, hoje
Nascido em Salvador, em 5 de dezembro de 1911, Marighella completaria 98 anos em 2009. Caso ainda fosse vivo, investiria na política atual? Que papel desempenharia? Integraria a base governista no Congresso? Militante pragmático do PT? Ministro do governo Lula?. Na opinião de Fernando de Brito, não seria nada disso. "Ele manteria sua liderança e carisma, e o desejo e a atividade para se ter uma sociedade justa e fraterna, com lugar para os excluídos. Com certeza, estaria militando na política. Não na oposição, como existe agora. Estaria lutando pelo povo. Em todos os casos, teria personalidade própria, por isso, demorou a deixar o Partido Comunista, porque queria que todo o partido tomasse uma posição revolucionária".
Já frei Betto prefere não fazer exercícios de futurologia. "Não tenho bola de cristal. Já vi, sobretudo nos últimos tempos, ex-militantes de esquerda defenderem Sarney e Collor, como vejo antigos companheiros coerentes com o princípio de que é preciso construir uma sociedade sem opressores e oprimidos. Pela coerência de vida de Marighella, acredito que, hoje, ele estaria na defesa das causas populares e contra alianças eleitoreiras". Disse ainda não imaginá-lo representando a base de apoio ao atual governo", embora acredite que ele estaria de acordo que, apesar de tudo, o Brasil e a América Latina são agora melhores com Lula do que sem ele, pelo apoio dado ao Mercosul, à Unasul, ao Banco do Sul, à Alba e, em especial, à soberania de Cuba", justificou. "A ação, para Marighella, significava sair da retórica", diz José Dirceu
José Dirceu conheceu Marighella em 1969, nas reuniões clandestinas em que ele fundou a ALN. Mais tarde, em 1969, foi um dos presos libertados devido ao sequestro do embaixador americano. O ex-ministro deu o seguinte depoimento à Fórum: "Carlos Marighella é parte da história brasileira. Ele queria uma ação militar e política, uma ampla frente para derrotar a ditadura e tirar o Brasil da independência norte-americana. Não era uma estratégia socialista. Marighella acreditava que a principal tarefa era a libertação nacional e o fim da ditadura, para retomar o fio da história interrompido pelo golpe de 1964. Além disso, pregava a criação de colunas guerrilheiras dentro de uma tática militar de guerra de movimento. Ação, para Marighella, significava sair da retórica e da propaganda e partir para a guerra. Para ele, aquele se opõe à ditadura tem que aceitar a guerra civil como meio de derrubar o regime militar, já que não existe outra saída senão a submissão à ditadura pura e simples, à espera de seu próprio esgotamento. Se estivesse vivo, Carlos Marighella, como qualquer um de nós, poderia estar no PT e participar de governos, seja do PT ou qualquer outro partido, já que era um homem de alianças e de unidade, sempre visando mudanças”. Líderes da ALN tinham que ser bons na ação Três dias antes do sequestro do embaixador americano Charles Elbrick, o comandante da ALN, Carlos Marighella, citou Danton para criticar, em uma tribuna de debate, o imobilismo da organização que ambicionava derrubar a ditadura pela via armada: "Audácia, ainda audácia, sempre audácia". Joaquim Câmara Ferreira, o segundo na hierarquia, ouviu calado. Sem saber de nada, Marighella foi ao Rio de Janeiro no mesmo dia da ação e ficou sabendo dela através dos jornais. Correu, portanto, um risco desnecessário de acabar preso e morto. A decisão de não comunicar o líder ilustra bem o radicalismo dogmático que permeou a mitológica Ação Libertadora Nacional. Foi durante um encontro da Organização Latino Americana de Solidariedade em Cuba, em 1967, que Marigehlla começou a traçar o esboço de uma organização político-militar totalmente compartimentalizada. A ideia era que a direção do grupo não fosse formada por burocratas, mas por militantes aptos a participar de ações armadas. Para crescer dentro da organização, portanto, era preciso saber atirar, explodir, pilotar e articular, não necessariamente nessa ordem. Com núcleos espalhados por vários estados, a liderança central, em São Paulo, dava autonomia tática para ações que fossem organizadas. O sequestro de Elbrick e a morte de Marighella levaram ao desmantelamento da espinha dorsal do grupo, mas a ALN continuou existindo de forma orgânica até 1980, quando foi criado o PT.


Leia mais sobre Marighella em um especial na página eletrônica da Fórum, http://www.revistaforum.com.br/.


Um Crime Real contra crianças britânicas


19/12/2009 - 14:01

Reino Unido vai se desculpar por crianças enviadas às ex-colônias


Por Mauro A. Silva
da BBC Brasil


O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, deve pedir desculpas pela participação do país no envio de milhares de crianças britânicas às ex-colônias no século passado. Sob o Programa de Migração de Crianças, que foi extinto há apenas 40 anos, crianças pobres foram enviadas para uma “vida melhor” em países como Austrália e Canadá.
Mas há denúncias de que muitas sofreram abusos e acabaram sendo enviadas a orfanatos ou a fazendas, onde serviram como mão-de-obra na lavoura. Segundo informações obtidas pela BBC, autoridades do governo estariam em contato com algumas vítimas para que o pedido de desculpas seja divulgado no Ano Novo.
Ao enviarem as crianças para fora do país, as autoridades mentiam que seus pais haviam morrido e que uma vida muito melhor as esperava.
Muitas famílias não sabiam que seus filhos, alguns com apenas 3 anos de idade, estavam sendo enviados ao exterior.
Agências de assistência social trabalhavam com o governo para dar um futuro melhor para crianças pobres nas ex-colônias e suprir estes países com “bom estoque de gente branca”. Em muitos casos, no entanto, as crianças eram forçadas a trabalhar, tendo sofrido abusos físicos, psicológicos e sexuais.
Em uma carta ao diretor do Comitê de Saúde, órgão ligado ao Parlamento britânico que investigou as denúncias, o premiê Gordon Brown disse que “chegou a hora” de o Reino Unido se desculpar pelos erros dos governos anteriores. “É importante que dediquemos tempo a ouvir as vozes dos sobreviventes e vítimas de políticas equivocadas”, disse o premiê.
Na segunda-feira (16), o primeiro-ministro australiano, Kevin Rudd, vai pedir desculpas pelos maus tratos sofridos por cerca de sete mil imigrantes britânicos no país. Rudd vai reconhecer o sofrimento de 500 mil crianças enviadas a orfanatos e a outras instituições de assistência social do país entre 1930 e 1970.


J. Flávio Vieira


CURIOSIDADES DA MÚSICA

Por: Joilson Kariri

Para criar suas músicas, Ludwig van Beethoven (1770-18270) despejava água gelada sobre a cabeça. Garantia que isto estimulava o cérebro. Beethoven era totalmente surdo quando compôs a Nona sinfonia. Ele sofreu perda parcial da audição aos 32 anos e aos 46 não podia ouvir mais nada.

Qual a diferença entre uma orquestra sinfônica e uma filarmônica? Todas as orquestras filarmônicas são sinfônicas. O adjetivo filarmônica, que vem do grego e significa "amante da música", representa as orquestras financiadas por sociedades privadas.

A classificação do timbre da voz humana, do mais agudo ao mais grave.


Masculino: tenor; barítono; baixo.


Feminino: soprano; meio-soprano; contralto.

A expressão rock´n´roll foi criada pelo disc-jóquei americano Alan Freed, em 1953. Ele se inspirou na letra de um antigo blue, que dizia: "My baby she rocks me with ateady rool" (Minha querida me embala com um ritmo constante).


O primeiro CD gravado em larga escala foi do pianista chileno naturalizado americano Claudio Arrau, onde continha músicas de Chopin, em 1982. No Brasil, o primeiro álbum foi Curare”, da cantora e compositora Rosa Passos, lançado em 1991.

  • O primeiro CD musical

O primeiro CD gravado em larga escala foi do pianista chileno naturalizado americano Claudio Arrau, onde continha músicas de Chopin, em 1982. No Brasil, o primeiro álbum foi Curare”, da cantora e compositora Rosa Passos, lançado em 1991.

  • A canção mais regravada no mundo

Essa é uma das discussões mais controversas e polêmicas do meio musical. Até hoje não existe um consenso. A princípio, oficialmente dá-se à “Yesterday” de Paul McCartney o título de a mais regravada, cerca de 6 mil versões diferentes, mas há quem diga que seja “Imagine” de John Lennon. Outra corrente defende a teoria de que “Feelings” do brasileiro Morris Albert seja a mais regravada.

Boas Festas I – Natal - Por César Mousinho.


A palavra 'natal' do português já foi 'nātālis' no latim, derivada do verbo 'nāscor' (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De 'nātālis' do latim, evoluiram também 'natale' do italiano, 'noël' do francês, 'nadal' do catalão, 'natal' do castelhano, sendo que a palavra 'natal' do castelhano tem sido progressivamente substituída por 'navidad' como nome do dia religioso. Já a palavra 'Christmas' do inglês evoluíu de 'Christes maesse' ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo. Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas neo-latinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 D.C.
O Natal é uma data em que comemoramos o nascimento de Jesus Cristo. Na antiguidade, o Natal era comemorado em várias datas diferentes, pois não se sabia com exatidão a data do nascimento de Jesus. Foi somente no século IV que o 25 de dezembro foi estabelecido como data oficial de comemoração. Na Roma Antiga, o 25 de dezembro era a data em que os romanos comemoravam o início do inverno. Portanto, acredita-se que haja uma relação deste fato com a oficialização da comemoração do Natal. As antigas comemorações de Natal costumavam durar até 12 dias, pois este foi o tempo que levou para os três reis Magos chegarem até a cidade de Belém e entregarem os presentes (ouro, mirra e incenso) ao menino Jesus. Atualmente, as pessoas costumam montar as árvores e outras decorações natalinas no começo de dezembro e desmontá-las até 12 dias após o Natal ou do dias de Reis, conforme os costumes. Do ponto de vista cronológico, o Natal é uma data de grande importância para o Ocidente, pois marca o ano 1 da nossa História.
Francisco amava as pessoas, desde o Papa imponente em seu palácio - e conheceu pessoalmente dois deles-ate os mendigos nas ruas, os ladrões nas montanhas, e principalmente os rejeitados, como os leprosos. Francisco amava os animais também. Ele amava os passarinhos. Muitas pessoas conhecem a história de como ele pregava para eles ao pousarem ao seu lado, e só iam embora quando ele os despedia. Ele amava os animais ferozes, ate mesmo o lobo feroz que aterrorizava as pessoas de Gúbio, na Itália, e que dizem ter sido domado por ele. Uma vez São Francisco implorou ao imperador que fizesse uma lei que se desse muita comida a todos os passaras e animais no Natal, para que eles também se regozijassem no Senhor. Um fato que nem todos sabem e que São Francisco de Assis foi o responsável por um dos mais famosos símbolos do Natal: o presépio. A idéia nasceu do seu desejo de tornar as grandes verdades do Espírito uma realidade para qualquer um. São Francisco de Assis montou, no Natal de 1223, o primeiro presépio, e hoje milhares de presépios são montados em igrejas, famílias, lugares públicos para celebrar o nascimento de Jesus e interpretar a nossa vida a partir dele. Por isso São Francisco de Assis, para sentir mais profundamente a mensagem do Natal, do nascimento de Jesus, idealizou o presépio, ou seja, a cena do ambiente onde Jesus nasceu. O primeiro presépio na celebração do Natal, em Greccio, na Itália no meio da floresta. A realidade do presépio faz penetrar em nós ensinamentos que constituem a doutrina de Jesus: pobreza, simplicidade, humildade, fé, docilidade, uma cadeia de ensinamentos para a vida cristã. Papai Noel - Sua origem está o bispo São Nicolau que auxiliava os pobres e, na época de Natal, saia às ruas - anonimamente - distribuindo presentes aos menores abandonados e saquinhos de ouro aos necessitados.Com sua generosidade estava atiçando a curiosidade do povo, o bispo passou a auxiliar clandestinamente as pessoas, colocando os presentes nas chaminés das casas. Este fato deu origem ao costume das crianças de deixarem meias nas lareiras à espera de presentes. Papai Noel tem um número muito grande de nomes, mas todos se referem à pessoa de São Nicolau que nasceu há muitos séculos atrás, no ano de 350 d.C., na Ásia. Sua cidade, Patara, era um porto muito movimentado. São Nicolau viajou muito antes de se tornar um bispo da Igreja Católica em Myra. Muitos milagres são atribuídos a ele, todos associados com a doação de presentes. Papai Noel Alemão: Na Alemanha ele é chamado de Kriss Kringle, termo cuja tradução literal é Criança do Cristo. Papai Noel Francês: Na frança ele é chamado de Pere Noel. Papai Noel Espanhol: Nos países de língua espanhola o bom velhinho é geralmente chamado de Papa Noel. Papai Noel Norte Americano: Santa Claus é o nome dele nos Estados Unidos e no Canadá. Papai Noel Inglês Father Christmas é o nome do bom velhinho em inglês, ele tem o casaco e barba mais longos. Papai Noel Sueco: Na Suécia Jultomten é o nome da famosa figura natalina. Papai Noel Holandês: Na Holanda, chama-se Kerstman. Papai Noel Finlandês: Na Finlândia, Joulupukki. Papai Noel Russo: Na Rússia, é chamado de Grandfather Frost ou Baboushka. Papai Noel Italiano: Na Itália, Belfana ou Babbo Natal. Papai Noel Japonês: Para os poucos cristãos do Japão ele é conhecido como Jizo.Papai Noel Dinamarquês: Na Dinamarca, chama-se Juliman. Aos cristãos revoltados com o consumismo do Natal, deixo a palavra com os psicólogos de Harvard, que vêm nos dizer o que, pelo menos para mim, é óbvio: dar presentes é bom. Natal é só uma época propícia para isso, não uma época consumista e que a figura do papai Noel ofusca o brilho do menino Jesus. Por razões que se perdem na aurora dos tempos, Natal sempre foi uma época de partilha. O ano inteiro deve ser assim, mas o Natal é uma data em que isto é comemorado e praticado. Quem não teve a oportunidade de partilhar ao longo do ano, tem a chance agora. Fontes: Bíblia, Google, Estadão e Folha de São Paulo. BOAS FESTAS Crato, Cariri, Brasil, Terra.
19/12/09 EU E MINHA ESPOSA HELENICE ESTAMOS COMEMORAMOS 25 ANOS DE CASADOS- BODAS DE PRATA– www.sosdrogasealcool.org

O ABANDONO DO PALÁCIO EPISCOPAL - Por Pedro Esmeraldo


Muita gente nos pede para descrever e expor motivos em relação ao abandono do palácio episcopal. À princípio, relutamos muito, pois consideramos como sendo propriedade privada e não temos o hábito de meter a colher em propriedade alheia.

Possuímos clara impressão que esse majestoso palácio episcopal pertencente a esfera particular, compete somente a diocese solucionar o seu problema e por isso temos de ficar por fora do problema, observando o desenrolar dos acontecimento quando ela, a diocese pode resolver e recuperá-lo instantaneamente, modernizando e transformando em museu sacro desta diocese.

Tempos depois, caímos em profunda reflexão, mudamos de idéia: notamos que a maioria do património diocesano é fruto de doação do povo a igreja de Cristo. Por isso esse povo tem o interesse de cobrar por que razão o nosso fiel pastor diocesano menosprezou esse património, sem dar a mínima satisfação ao povo do Crato, visto que, teem a satisfação de gritar, reclamar por esses descases desses erros e ao mesmo tempo, sejam solucionados com muita pressa esses problemas.

É de nossa obrigação colaborar com o digno pastor a fim de aumentar o património diocesano, procurando ajudar com muita fidelidade para melhorar com tecnologia moderna, esse prédio que está abandonado.
O antigo palácio episcopal foi construído por Dom Francisco de Assis Pires, baiano de nascimento, deixou um legado a todos os fiéis, pois esse digno pastor diocesano amealhou recursos próprios e construiu o palácio a fim de doar à diocese, com simpatia e com palavras simples, ficando a diocese mais beneficiada, e deixou o povo inebriado com o seu comportamento franciscano.

Ocorreu uma lacuna quando a criação da diocese do Crato não foi construído primeiramente o palácio episcopal (Monsenhor Montenegro).

A diocese do Crato foi criada sem nenhum património Dom Quintino, o primeiro bispo na sua simplicidade, fixou residência em casa cedida pela família Teles. (Os quatro Luzeiros de Monsenhor Montenegro).

Dom Francisco, o segundo bispo, começou a modelar esse património trazendo os seus bens, herdado do seu pai e construiu obra arquitetônica para a diocese do Crato.

E agora, todos sem alegria, veem com muita mágoa esse abandono desse palácio e ao mesmo tempo, imploram ao Sr. Bispo diocesano, pedindo que deixe de lado os atos supérfluos e venha reerguer novamente esse palácio, visto que consideramos um grande património da diocese, torando-se uma grande relíquia histórica, construída por Dom Francisco.

E agora, por que o Sr. Bispo não se afaste da pieguice e vem contribuir com mais vantagens, aumentando os bens patrimoniais, melhorando a qualidade espiritual, fugindo dos desregramento religioso e se dedicando exclusivamente a religiosidade dos fiéis.

Texto: Pedro Esmeraldo
Foto: Dihelson Mendonça


Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 19 de dezembro, sábado

- ATIVIDADES INFANTIS - CRIANÇA E ARTE

14h Teatro Infantil: Animartistas. 50min.

14h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa

O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min.

15h30 Contação de Histórias: Uma História Puxa a Outra, com Bete Pacheco (Juazeiro do Norte-CE)

Contar histórias é uma arte antiga, passada de geração a geração. Ouvindo histórias, desenvolvemos o gosto pela leitura, ampliamos nosso vocabulário e educamos nossa atenção, estimulando nossa imaginação de forma bem divertida. 60min.

16h Teatro Infantil: Animartistas.

17h Sessão Curumim: T'Choupi. 70min.

- CINEMA - CURSO DE APRECIAÇÃO DE ARTE

15h História e Estética do Videoclipe. 180min.

- ESPECIAIS - CINEMA - ARTE RETIRANTE

19h As Aventuras de Azur e Asmar.

Os meninos Azur e Asmar foram criados juntos pela mesma mulher, Jenane. Eles cresceram como se fossem irmãos, até serem separados. Amar cresceu ouvindo as histórias da mãe sobre a lendária Fada dos Djins e, quando se torna adulto, decide partir à sua procura, contando com a ajuda do andarilho Crapoux. É quando Azur e Asmar se reencontram, agora não mais como irmãos, mas como rivais na busca da Fada. Animação. Cor. Dublado. Livre. 2006. 109min.

Local: Sítio Carrapato, Distrito do Lameiro, Jaraguáfilmes. Fone: 88 9619 1898 / 9619 1897

- MÚSICA - ROCK CORDEL

19h30 Banda Los The Os.

Formada em fins de 2006 no Cariri, a Los The Os busca valorizar as raízes e o estilo moderno do rock'n'roll e do blues. Desse vasto repertório de blues e rock'n'roll, a banda também tem um projeto paralelo no qual faz cover da maior banda de todos os tempos: The Beatles, intitulado LOS THE BEATLES. Neste show a banda vai celebrar os 40 anos de Abbey Road (26/09/1969), 12° álbum dos Beatles. Este disco foi marcado pelo uso de novos recursos tecnológicos que estavam surgindo na época e é considerado por muitos um dos melhores. 60min.

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)

Falsas soluções em Copenhage? Postado por Darlan Jr.

"A Conferência em Copenhague não vem tratando sobre o clima e suas mudanças. Trata, sim, de uma avançada engenharia financeira para a consolidação e expansão do que se convencionou chamar capitalismo verde."

Por João Pedro Stedile *

"Isso se comprova facilmente pela vitória dos mecanismos de mercado sobre as propostas de fundos públicos, pelo avanço dos agrocombustíveis e dos transgênicos resistentes a um clima mais adverso. Tudo construído e legitimado pelo processo decadente da democracia representativa, na qual os povos de todo o mundo, diretamente afetados pelo aquecimento global e as mudanças climáticas, não têm voz.
Entretanto, no Clima Fórum, espaço paralelo ao oficial, construiu-se outra perspectiva. A compreensão de que o sistema tem que mudar, e não o clima, foi um dos consensos mais fortes. É necessária uma mudança estrutural em direção a um sistema que não tenha como seu único objetivo a acumulação privada, mas sim as necessidades humanas.
A Via Campesina Internacional, que congrega 148 organizações de 68 países, possui a mesma compreensão. A agricultura industrial capitalista tem imensa responsabilidade nas mudanças climáticas, seja pela utilização intensiva de insumos químicos, seja pela devastação florestal que promove. Somente a agricultura camponesa, com suas agroindústrias e distribuição de seus produtos, pode alimentar a humanidade com base em sistemas agroecológicos, que acumulam carbono e preservam o meio ambiente.
A COP15 tem como resultado uma colcha de retalhos de falsas soluções. Antes que a humanidade pague a conta destas aventuras capitalistas, a proposta popular de Copenhague precisa ser levada a cabo. Somente quando a humanidade se libertar dos interesses pelo lucro, poderá utilizar sua capacidade para consolidar sistemas urbanos e camponeses sustentáveis. Assim, teremos soluções reais para os atuais problemas ambientais."

* Publicado originalmente no jornal O Dia
(Matéria do Portal Vermelho)


"Nova Olinda: Fundação Casa Grande comemora 17 anos" – postado por Armando Lopes Rafael


Fonte: “O POVO”
C
om as bênçãos da tradicional cerimônia da renovação do Sagrado Coração de Jesus, a Fundação Casa Grande-Memorial do Homem Kariri, de Nova Olinda (a 543km de Fortaleza), comemora hoje, dia 19, aniversário de 17 anos. Para marcar a data, haverá também abertura da exposição fotográfica “Casa Grande: uma viagem aos encantos da Chapada do Araripe” e apresentação da banda cabaçal dos irmãos Aniceto.
Na Câmara de Vereadores da cidade, o idealizador do projeto, Alemberg Quindins, recebe o título de cidadão nova-olindense.
Quem explica as atividades desenvolvidas na ONG que virou referência de trabalho com arte e comunicação é a jovem Valesca Mourão, de 18 anos, desde os nove integrando a Casa Grande. Crianças, adolescentes e jovens da cidade produzem vídeos e programas de rádios, visitam biblioteca e gibiteca com cerca de três mil títulos e acessam Internet na casa que respira memória, ao abrigar também o Memorial do Homem Kariri.

“Tudo é gerenciado por nós, da recepção ao conselho cultural", conta Valesca, que é estudante de Artes Visuais na Universidade Regional do Cariri (Urca). Ela ressalta que muita coisa muda na visão de mundo de quem, através do Memorial, começa a conhecer um pouco sobre a história dos primeiros habitantes da região do Cariri. "É importante aprender a história do nosso lugar e saber o que acontecia antes de a gente nascer. Muita gente vive aqui e não sabe", pontua.
A estudante Emanuele Batista também integra as atividades da Casa Grande. Nove meses depois de receber o “uniforme”, momento em que o participante passa a contribuir na realização das atividades, ela já é recepcionista-mirim e auxilia na organização da biblioteca. “Venho sempre à tarde e nos fins de semana. Gosto de ler os livros clássicos, com histórias de princesa”, detalha. O próximo passo será a participação nos programas de rádio. “Ainda estou aprendendo”, diverte-se.

Identidade
Alemberg Quindins explica que os cursos da Fundação Casa Grande não têm intenções profissionalizantes. “Na verdade, a ideia é que, através dos meios de comunicação eles possam desenvolver a autoestima e a leitura crítica do mundo, não apenas como consumidores, mas como produtores”, observa. Já as ações do Memorial, segundo Alemberg, têm como objetivo a construção da identidade cultural dos participantes como cidadãos do Cariri.
Fonte: O POVO
Postado por Armando Lopes Rafael

"O movimento dos sem prestígio" – postado por Armando Lopes Rafael

Uma pesquisa do Ibope mostra que a maioria da população culpa o MST pelos conflitos no campo, crê que ele atrapalha a reforma agrária e é pernicioso para o país.
BANDITISMO
O MST consolidou sua péssima imagem ao protagonizar episódios como a queima de uma floresta na Bahia, em 2004

Uma história de 25 anos de banditismo e vandalismo transformou o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em uma das instituições mais repudiadas do país. Até a Câmara dos Deputados e o Senado, que vivem imersos em escândalos, contam com mais simpatia da sociedade. A primeira palavra que a população associa à sigla MST é "invasão", um crime tipificado no Código Penal. A segunda é "violência". A devastação da imagem da organização foi comprovada em uma pesquisa realizada em novembro pelo Ibope Inteligência.
O trabalho foi encomendado pela Confederação Nacional da Agricultura (CNA), para verificar o apoio popular à CPI do MST, instalada no Congresso para apurar delitos atribuídos à entidade. Constatou-se que, para a maioria dos brasileiros, o MST prejudica o desenvolvimento social, a economia, o emprego, os investimentos e mancha a imagem do Brasil no exterior. As respostas dadas por 2 000 pessoas às 32 perguntas do questionário transmitem uma mensagem clara: os cidadãos do país querem ordem e paz, e culpam os sem-terra pelos confrontos no campo. Nada menos que 54% atribuem os conflitos agrários ao MST.
A repulsa ao movimento não significa que a população não apoie algum tipo de reforma agrária. Ao contrário, os brasileiros a endossam. Acreditam, porém, que o MST se desviou desse objetivo. Para 66% das pessoas ouvidas, suas invasões de terra não visam a assentar famílias, mas apenas a pressionar o governo. Para uma parcela semelhante, os líderes da organização estão menos interessados em beneficiar as hordas de sem-terra do que em usá-las para aumentar seu cacife político. Os brasileiros creem que essa estratégia tem dado resultado. A maioria dos entrevistados afirma saber que o governo repassa dinheiro ao MST, e um terço deles diz que esses recursos financiam as invasões. Segundo o instituto, 19% acreditam que o movimento está vinculado ao PT. Outros cinco partidos também são mencionados, mas cada um deles por apenas 1% dos entrevistados.
A pesquisa mostra que a população condena de forma veemente os métodos empregados pelo MST. Setenta e oito por cento dizem que as invasões são a principal forma de atuação da entidade, e beira a unanimidade a parcela que considera essa prática criminosa. Não é por outro motivo que 72% são favoráveis a que o governo use a polícia para retirar os sem-terra das fazendas invadidas e 61% aprovam que essas ações sejam realizadas mesmo em casos nos quais há risco de enfrentamento. Sessenta e nove por cento dos entrevistados afirmam que os fazendeiros não têm direito de portar armas para se defender de sem-terras. Apenas 4% declaram que apelariam para seus próprios meios para expulsá-los, caso tivessem fazendas invadidas. A enorme maioria preferiria esperar que a Justiça lhe devolvesse as terras.
Fundado em 1984, o MST foi alinhavado uma década antes na barra das batinas de bispos da Teologia da Libertação, uma aberração que tentou enxertar marxismo na doutrina católica. Seus adeptos fundaram a Comissão Pastoral da Terra e abrigaram sob esse teto os radicais que, depois, formariam o grupo de baderneiros. Uma vez independente, o MST adotou integralmente a cartilha maoista. Em 1990, saiu do anonimato quando um de seus integrantes degolou um policial com uma foice, em Porto Alegre. Consolidou sua fama em 1996, ao sacrificar dezenove de seus membros em um confronto com a polícia paraense, em Eldorado dos Carajás.
No ano seguinte, marchou sobre Brasília, para demonstrar sua força. Seus líderes mantêm o MST na informalidade - ele não é constituído como entidade jurídica -, para que o movimento se mantenha o máximo possível fora do alcance da Justiça e, assim, possa continuar a promover invasões e depredações. No entanto, ao semear o pavor no campo, os sem-terra vêm colhendo a ojeriza dos cidadãos de bem, como comprova a pesquisa do Ibope Inteligência.
Reportagem de Leonardo Coutinho para a revista VEJA
Postado por Armando Lopes Rafael

Temos instituições fortes - por Mailson da Nóbrega

A imprensa é parte das instituições. No campo político, sua função é fiscalizar o governo, escancarar a corrupção e contribuir para o avanço institucional. No plano econômico, cabe-lhe auxiliar os mercados a avaliar riscos via acompanhamento dos indicadores e da ação do governo e dos políticos.
Aos olhos de muitos, a corrupção desvendada em Brasília é sinal de fragilidade institucional. Imagina-se que seus protagonistas ficarão impunes. E, como lembrou José Murilo de Carvalho, sem punição a corrupção compromete o "funcionamento do sistema democrático, na medida em que desmoraliza suas instituições". Como, então, falar em instituições fortes? Depende do conceito de instituições. No Brasil, elas costumam ser entendidas em sentido estrito: as normas que regem o sistema político e a democracia. Teriam a ver com a coisa pública: as leis, o regime, o governo, o Congresso, as instâncias do Judiciário, os partidos políticos.
As instituições derivam da interação social e por isso podem ser construídas. Evoluem ao longo do tempo, de forma gradual. É o que tem ocorrido no Brasil, em meio à grande expansão do eleitorado. Mesmo no sentido estrito, nossa jovem democracia se consolida, malgrado ainda não inibir a contento a corrupção. Uma das melhores definições de instituições é a de Douglass North. Para ele, instituições são as regras do jogo, formais ou informais, que alinham incentivos para ações de natureza política, social ou econômica. Outro estudioso do tema, Max Weber, aludiu ao papel desempenhado pelos ritos, pelos valores e pelas tradições da sociedade.
A imprensa é parte das instituições. No campo político, sua função é fiscalizar o governo, escancarar a corrupção e contribuir para o avanço institucional. No plano econômico, cabe-lhe auxiliar os mercados a avaliar riscos via acompanhamento dos indicadores e da ação do governo e dos políticos. As crenças também integram as instituições. Nesse campo, uma das mais importantes mudanças mentais da sociedade brasileira: a intolerância à inflação, principalmente entre os pobres.
Esse conjunto nos legou instituições fortes em um aspecto básico: a preservação das conquistas da democracia e da estabilidade econômica. Sua força deriva da capacidade de constranger os atores políticos a disputar o poder por meio das regras do jogo e a não promover rupturas que tragam de volta a inflação desembestada. O governo Lula é a grande prova dessa realidade. Movido por visões autoritárias, propôs a criação do Conselho Federal de Jornalismo e da Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual (Ancinav), que controlariam a atividade da imprensa e as relacionadas à cultura. A sociedade reagiu, e o Congresso rejeitou as propostas.
A blindagem contra a irresponsabilidade prevalece também na economia. As reformas dos anos 1980 e 1990, que contribuíram para o êxito do Plano Real, criaram incentivos à condução sensata da política econômica. O Banco Central adquiriu autonomia operacional. As ações no campo fiscal e monetário se tornaram previsíveis. Fruto de seu faro político e da intuição, que o guiaram pelo caminho correto, Lula percebeu o novo quadro institucional: a volta da inflação minaria sua popularidade e a confiança no Brasil. Apesar de ter prometido uma ruptura antes de chegar ao governo, decidiu manter e reforçar a política econômica herdada de seu antecessor.
Construímos, pois, fortes instituições, que são fruto de convicções democráticas da sociedade, da valorização da estabilidade econômica e da qualidade da imprensa. A esse conjunto se agregam os efeitos positivos do voto do analfabeto (os pobres agora votam), da sofisticação do sistema financeiro e da maior inserção do país na globalização. Por causa disso, o presidente Lula resistiu a pressões de companheiros, políticos, empresários e economistas em favor de medidas inflacionistas. Ele também não seguiu maus conselhos para buscar um terceiro mandato consecutivo, o que, em caso de sucesso, abalaria as instituições políticas.
Nossas instituições previnem aventuras políticas e o voluntarismo (eu quero, eu posso) na economia. Novos avanços são necessários para inibir práticas contrárias ao crescimento futuro da economia, como é o caso do recente renascimento de visões estatizantes e de ações que sinalizam gastos e endividamento público preocupantes. Seja como for, nossas instituições já nos acautelam contra a instabilidade política e econômica. Não é pouco. Por isso, são muito fortes.
Fonte: Veja
Postado por Armando Lopes Rafael

Contato com o Raimundo Bezerra Filho


Prezado Raimundo Bezerra Filho,

Comunico-lhe que recebi as fotos que seriam para uma matéria aqui no Blog do Crato, porém até o presente momento, não recebi texto algum, impossibilitando-me de publicá-la. Em face da necessidade de um documento informativo que dê suporte às fotos enviadas, aguardarei a chegada do mesmo, para que possamos dar seguimento à referida publicação. Outrossim, comunico-lhe também da possibilidade de publicação através do nosso amigo em comum, Wilson Bernardo, que também pode fazê-la a qualquer instante, não sendo isso qualquer subterfúgio ou desatenção da minha parte para com a referida matéria.

Um forte abraço,
Fico no Aguardo.

Dihelson Mendonça
www.blogdocrato.com
Email: blogdocrato@hotmail.com


A pergunta que não quer calar: A Quem Interessa o Restaurante Popular ?



A Burguesia Cratense toma o lugar, e os Pobres continuam sem Vez!

Visitando o Restaurante Popular do Crato por diversos dias, começo a me perguntar a quem interessa aquela instituição. Pelo que me consta, o Restaurante Popular é uma idéia excelente, para fornecer refeições por um preço mínimo para as classes menos favorecidas. Entretanto, não é isso que temos visto. O que se confirma lá, é a presença de pessoas de um poder aquisitivo elevado, comerciantes, estudantes de colégios particulares, e até gente de classe média alta, que toma o lugar de um pobre, de um menos favorecido.

Seria interessante a sociedade fazer este questionamento importante: Será que as pessoas que se alimentam no Restaurante Popular não teriam condições para fazer suas refeições em casa ? Será que essas pessoas assim fazendo não estariam tomando o lugar daqueles que realmente merecem e precisam daquele espaço ? Será que o espaço não está sendo usado pela classe média e Burguesa do Crato para o seu deleite, apenas como uma "parada para um lanche de 1 real" ? Será que a Prefeitura não estará pagando para alimentar quem já pode se alimentar em casa perfeitamente ?

E por fim:

Porque não se faz um cadastramento das pessoas que realmente necessitam se alimentar no Restaurante Popular ? Criar uma espécie de Cartão, de Ficha Cadastral, onde essas pessoas seriam examinadas ( inclusive o levantamento do poder aquisitivo ) para chegarmos à conclusão de que elas MERECEM de fato estarem ali ou não ? Este é um questionamento importante, no momento em que o município do Crato pode estar pagando ( E CARO ) para sustentar pessoas que poderiam muito bem dar sua contribuição e demonstrar bom senso, cedendo o lugar para os que realmente necessitam.

Restaurante Popular foi feito para os Necessitados!

Por: Dihelson Mendonça

Notícias do Crato para o Dia 19 de Dezembro de 2009



Encerramento do Doce Natal acontece hoje à tarde no Estádio Mirandão


O Governo do Crato, através da Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude, dentro das ações do Doce Natal convida todos para participarem do Encerramento do Doce Natal 2009, hoje, no Estádio Mirandão, a partir das 16h. Lá serão realizados shows musicais, com a presença do Papai Noel, bem como serão distribuídos os presentes que foram arrecadados durante toda a campanha. Esse ano o tema central foi: Adoção: adote uma praça, adote um animal, adote uma criança, adote uma família, adote uma postura cidadã, adote uma instituição. Há 5 anos, o projeto Doce Natal vem conquistando mais adeptos e conseguindo levar carinho, felicidade e momentos de alegria a muitos cratenses. Portanto, não esqueçam: Hoje, à partir das 4 da tarde no estádio Mirandão. Vá e leve a sua família. Faça uma criança Feliz.

Crato receberá prêmio Selo Verde 2009 próxima segunda-feira em Fortaleza

O Comitê Gestor do Programa Selo Município Verde divulgou na ultima quinta-feira, 17, em reunião no Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente CONPAM, os 27 municípios, dentre os 139 que se inscreveram no programa, que serão agraciados com o Selo Verde versão 2009. Os municípios participantes do programa passaram por três etapas de avaliação. Na primeira delas, a de Gestão Ambiental, as prefeituras receberam um questionário que avaliou o município em relação às questões de legislação ambiental, infra-estrutura, saúde pública, biodiversidade e educação ambiental. Este ano, 120 municípios devolveram ao Conpam estes questionários devidamente preenchidos. Logo que a análise destes questionários foi concluída, 34 municípios foram pré-qualificados e receberam visita dos técnicos do Comitê Gestor para confirmar as informações fornecidas nos questionários. A última etapa de avaliação foi a de Mobilização Ambiental. Nessa fase, foram analisadas as formas e os níveis de organização da sociedade civil, tais como: Conselhos Municipais, Associações, Audiências Públicas, Plebiscitos e Ações Compartilhadas. O programa, de iniciativa do Conselho e instituído há 6 anos, dispõe de três categorias de premiação: A, B e C. Até hoje, nenhuma cidade conseguiu obter a certificação selo categoria A. Este ano, cada município certificado receberá uma prensa enfardadeira como estímulo para a realização da coleta seletiva dos resíduos sólidos, um dos critérios avaliados pelo Programa. O município do Crato está na lista das cidades certificadas tendo ficado com a categoria B. Os municípios cearenses receberão o premio Selo Verde, na próxima segunda-feira, dia 21 na Federação das Indústrias do Ceará (FIEC), em Fortaleza às 19 horas.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com


O Amanhecer do Dia - Por: José de Arimatéa dos Santos


Acredito que não tem fenômeno mais bonito e interessante que o amanhecer do dia. Essa é a hora que começa mais um dia e muita das vezes nem se tocamos para fatos tão comuns e corriqueiros que durante toda a nossa existência acontecem. É, não não nos preocupamos devido a rotina do dia a dia e dos nossos compromissos com o trabalho ou com a nossa família. A rotina é inimiga de todos nós que trabalhamos. Abençoado trabalho nosso de cadia! Mas é um corre e corre que não percebemos as coisas mais simples que acontecem ao nosso redor.

Esses dias estava a perceber a quantidade de pássaros que invadiu as nossas cidades e isso é preocupante pelo lado da ecologia. O homem com o desmatamento está empurrando os pássaros para as cidades a procura de alimento e proteção para os seus filhotes. Estão acabando com as matas que é o local natural desses seres vivos. Falei nos pássaros por que no meu local de trabalho, a sala de aula, pude perceber ao ir até a porta da sala um ninho entre as telhas do corredor e as salas. Primeira aula, meus alunos fazendo as tarefas e eu percebia o barulhos dos pássaros na escola. Um frenesi só. Pensei, mas que fantástico! À tarde vi um filhote tentando voar pela primeira vez. Na hora ia passando um colega meu e quase pisou nesse filhote. Capengou para um lado e para o outro e daqui a pouco fez seu primeiro vôo. Vrum! Esqucemos muito que o planeta terra tem outros seres vivos e a maravilha da vida pulsa intensamente sempre.

E o amanhecer do dia representa mais um dia de vida para cada um de nós. E se temos saúde e disposição melhor ainda. Vamos trabalhar, estudar, caminhar, correr e se preparar para um dia bem proveitoso. Significa a nossa utilidade para o bem comum e sempre procurando através da nossa atividade se sentir feliz e transmitir alegria e contentamento naquilo que fazemos para os nossos semelhantes. É renovação da vida com o que tem de mais bonito no ser humano que é a esperança em dias melhores e mais profícuos. Mas o mais importante é a observação em tudo ao nosso redor e em como gira o motor da vida nessa fantástica relação dos seres vivos com o tempo. O amanhecer do dia...

Texto e Foto: José de Arimatéa dos Santos

Nasce a SOCIEDADE CATÓLICA.Apostolado em defesa da fé Católica.Por Moisés Rolim

A Sociedade Católica nasce no Brasil e já faz parte da vida de católicos na cidade do Crato que se reunem em várias paróquias levando consigo os ensinamentos da igreja e debatendo entre si.A Sociedade Católica é um apostolado em defesa da fé Católica e que vem mostrar aos povos as riquezas e os princípios cristãos segundo o catolicismo.Tendo como patrono santo TOMÁZ DE AQUINO (sacerdote e doutor da igreja), a sociedade se inspira na vida do santo preservando a verdade e a busca pelo que acredita.A Sociedade Católica tem como mestre na fé aquele que foi o maior Padre da Igreja Latina, e, nas palavras do Santo Padre, o Papa Bento XVI, foi “homem de paixão e de fé, de grande inteligência e incansável solicitude pastoral” (Audiência Geral do dia 09/01/2008). Santo Agostinho, nascido em Tagaste - África, em 353 d.C, foi Bispo de Hipona e proclamado Doutor da Igreja pelo Papa Bonifácio VIII no ano de 1298. O pensamento e doutrina de Aurélio Agostinho foram responsáveis não só por boa parte dos fundamentos teológicos da Igreja Católica, mas também por dar as bases de toda a cultura Ocidental, na qual estamos inseridos.
Entenda um pouco o que a SOCIEDADE CATÓLICA quer mostrar para as pessoas e o que ela pensa sobre a igreja.
I. A fé católica consiste, porém, em venerar um só Deus na Trindade, e a Trindade na unidade, sem confundir as pessoas, nem separar a substância; Pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho, outra a do Espírito Santo; Mas uma é a divindade, igual a glória, co-eterna a majestade do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Qual o Pai, tal o Filho, tal o Espírito Santo; incriado é o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo; imenso é o Pai, imenso o Filho, imenso o Espírito Santo; Eterno é o Pai, eterno o Filho, eterno o Espírito Santo. E, no entanto, não há três eternos, mas um só eterno; Como não há três incriados, nem três imensos, mas um só incriado, e um só imenso; Assim também o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente; E, no entanto, não há três onipotentes, mas um só onipotente. Como o Pai é Deus, assim o Filho é Deus, [e] o Espírito Santo é Deus; E, no entanto não há três deuses, mas um só Deus. Como o Pai é Senhor, assim o Filho é Senhor, o Espírito Santo é Senhor; E, no entanto não há três senhores, mas um só Senhor. Porquanto, assim como a verdade cristã nos manda confessar que cada pessoa, tomada separadamente, é Deus e Senhor; assim também nos proíbe a religião católica dizer que são três deuses ou três senhores.
II. O Pai não foi feito por ninguém, nem criado, nem gerado. O Filho é só do Pai; não feito, não criado, mas gerado. O Espírito Santo é do Pai e do Filho; não feito, não criado, não gerado, mas procedente. Há, pois, um só Pai, não três Pais; um só Filho, não três Filhos; um só Espírito Santo, não três Espíritos Santos. E nesta Trindade nada existe de anterior ou posterior, nada de maior ou menor; mas todas as três pessoas são co-eternas e iguais, umas às outras; De sorte que, em tudo, como acima ficou dite, deve ser venerada a unidade na Trindade, e a Trindade na unidade. Quem quer, portanto, salvar-se, assim deve crer a respeito da Santíssima Trindade.
III. Mas ainda é necessário, para a eterna salvação, crer fielmente na Encarnação de Nosso Senhor Jesus Cristo. A retidão da fé consiste, pois, em crermos e confessarmos que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus, porquanto gerado da substância do Pai antes dos séculos; homem, porquanto no tempo nasceu da substância de sua Mãe. É Deus perfeito, e perfeito homem, por subsistir de alma racional e de carne humana; É igual ao Pai segundo a divindade, e menor que o Pai, segundo a humanidade. Ainda que seja Deus e homem, todavia não há dois, mas um só Cristo; É um, não porque a Divindade se converta em carne, mas porque a humanidade foi recebida em Deus; É totalmente um, não por se confundir a substância, mas pela unidade de pessoa. Assim como a alma racional e o corpo formam um só homem, assim Deus e homem é um só Cristo. O qual sofreu pela nossa salvação, desceu aos infernos, ao terceiro dia ressuscitou dos mortos, E à cuja chegada todos os homens devem ressuscitar com seus corpos, para dar contas de suas próprias ações; E aqueles que tiverem praticado o bem, irão para a vida eterna; mas os que tiverem feito o mal, irão para o fogo eterno. Esta é a fé católica, e todo aquele que a não professar, com fidelidade e firmeza, não poderá salvar-se.

Fonte das 03 normas apresentadas:
www.sociedadecatolica.com.br
MOISÉS ROLIM( Em busca da noticia.Colaborador do Blog do Crato)



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