xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/12/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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13 dezembro 2009

BLOGcampanha! Doe Sangue o HEMOCE agradece e seu futuro irmão amanhecerá-Por Wilson Bernardo.


AS SEMENTES DE DEUS...


Entrei numa loja e vi um senhor no balcão.
Maravilhado com a beleza do lugar, perguntei-lhe:
-Senhor, o que se vende aqui?
-Todos os dons de Deus.
-E custam muito? -voltei a perguntar.
-Não custam nada; aqui tudo é de graça.
Contemplei a loja e vi que havia jarros de amor, vidros de fé,
pacotes de esperança, caixinhas de salvação, muita sabedoria,
fardos de perdão, pacotes grandes de paz e muitos outros dons de Deus.
Tomei coragem e pedi-lhe:
-Por favor, quero o maior jarro de amor de Deus, todos os fardos de perdão,
um vidro grande de fé, para mim e para toda a minha familia.
Então, o senhor preparou tudo e entregou-me um pequenino embrulo que
cabia na palma da minha mão.
Incrédulo, disse-lhe:
-Mas como é possivel estar aqui tudo que eu pedi?
Sorrindo, o senhor me respondeu:
-Meu querido irmão, na loja de Deus não vendemos frutos,
só, sementes. Plante-as!

Wilson Bernardo (Fotografia & Parábolas)

Pororoca Power

Todos sabem que a hidrelétrica de Belo Monte (PA), como as em construção no rio Madeira, é um desastre ambiental. Apesar de todas as dúvidas sobre sua capacidade de geração firme e outros aspectos técnicos, a obra está sendo vendida como a salvação do setor elétrico brasileiro, com as alcoviteiras das empreiteiras interessadas entoando a batida ameaça de que ou se constroi a usina ou serão construídas termoelétricas ou nucleares. Como se essas não fossem mais limpas e menos impactantes que hidrelétricas amazônicas.

A corrente dominante na política energética brasileira, que parece só saber fazer hidrelétricas e a contragosto começa a abrir espaço para a geração eólica, lembra o setor musical da Bahia, que não consegue superar o axé music e impõe este castigo ao país, embora haja muita coisa de valor produzida por lá.

É uma pena que por aqui não se cogite em testar seriamente novas turbinas e geradores que prometem aproveitar o confiável poder das marés. O litoral entre o Amapá e o Maranhão, com oscilações de maré de mais de quatro metros que causam as famosas pororocas, poderia ser local de teste para algumas destas.

Fonte O ECO. Postado por José Sales

Marina está em Copenhague - Postado por Océlio Teixeira

“A senadora Marina Silva chegou a Copenhagen neste domingo. Ela chgou com convidada para falar no KlimaForum, evento que funciona como uma contrapartida da sociedade civil global à conferência oficial da ONU. Também falarão no mesmo painel: Wangari Maathai (ambientalista do Kenya, Prêmio Nobel); José Bové (ativista francês)e Christine Milne (senadora verde da Austrália).

Marina Silva está acompanhada por Alfredo Sirkis (PV-RJ), Sérgio Xavier (PV-PE) – ambos dirigentes nacionais do PV – e Guilherme Leal (um dos nomes do PV para compor a chapa de Marina, como candidato a vice-presidente). A senadora ficará em Copenhagen até o dia 17 e terá uma extensa agenda."

Fonte: Blog do Eliomar

Greenpeace critica política ambiental de Lula - Postado por Océlio Teixeira

"O Greenpeace está divulgando nota criticando a política ambiental do Governo Lula que, nesta semana, vai estar participando dos debats finais da Cop-15, em Copenhague. Confira:

Lula, como era esperado, prorrogou mais uma vez a entrada em vigor do decreto 6514, que finalmente regulamentava, depois de 44 anos, as punições previstas para crimes ambientais pelo Código Florestal Brasileiro. O decreto, que obrigava a averbação definitiva de reservas legais e áreas de proteção permanente em propriedades rurais e estabelecia o reconhecimento por parte dos fazendeiros de seus passivos ambientais, só vai valer para daqui a dois anos.

Mas o presidente, além do adiamento do decreto, também deu um presentão de Natal para a turma da motosserra: uma anistia para qualquer pessoa que desmatou ilegalmente até hoje, num valor de R$ 10 bilhões que deixarão de ir para os cofres públicos.

A coisa vai funcionar assim. Basta o fazendeiro dizer onde deveria estar sua reserva legal, reconhecer que desmatou além da conta e prometer que vai recuperá-lo num prazo de três décadas e – abracadabra – todas as multas em que ele incorreu por não cumprir as leis que protegem o ambiente no Brasil desaparecem. Quem desmatou leva o perdão à vista, enquanto pode pagar o que deve ao país a prazo.

Lula concedeu tudo o que a bancada da motosserra exigiu e ainda passou o recado de que, no Brasil, o crime compensa. Para as florestas brasileiras, no entanto – fundamentais para ajudar a reverter as mudanças climáticas – o novo decreto ambiental que o presidente assina não traz um mísero mimo sequer. Enquanto em Copenhague, semana que vem, o governo pedirá ajuda financeira para conservar as florestas, por aqui ele perdoa a dívida.

Lula prefere atender a interesses econômicos de alguns em vez de pensar no bem comum de todos os brasileiros: a garantia de um ambiente saudável para esta e as próximas gerações.

Não havia realmente vontade de colocar o texto em prática. Desde que o decreto foi lançado, em julho do ano passado, seu governo não tomou uma providência – como políticas que estimulem a produção responsável, a capacitação dos produtores rurais e investimentos em fiscalização – para garantir que a lei seria respeitada.

A prorrogação e a anistia não apenas atestam a irresponsabilidade do governo como livra a sua candidata à Presidência de fazer valer a lei. Historicamente, o desmatamento aumenta em anos de eleição, quando órgãos do governo atrelados à busca por votos evitam multar. Se o decreto entrasse em vigor, haveria chiadeira dos floresticidas, já de olho em 2010. Sem o decreto, as florestas ficam mais vulneráveis, tombando ao sabor de governos incapazes de controlar as motosserras.

A medida de Lula tornada pública hoje renova a esperança do setor mais atrasado da bancada ruralista de ter seus pecados eternamente perdoados – e portanto passíveis de repetição. Adiar soluções para os problemas do passado, sem apontar qual seria a proposta do governo o Código Florestal, apenas garante que eles tenham tudo para continuar a se reproduzir no futuro."

Fonte: Blog do Eliomar

Heládio Teles Duarte fotografa Pedro Esmeraldo


Que Heládio Teles Duarte é um dos bons fotógrafos do Cariri todo mundo sabe.
O que poucos sabem é que ele é o responsável pelas fotos de uma galeria das personalidades que frequentam o Cantinho do Pimenta, existente naquele aprazível bar. Nas fotos ali expostas constam: políticos, intelectuais, empresários, médicos, boêmios, enfim o que a sociedade cratense tem de melhor.
Uma das fotos feitas por Heládio – para a Galeria das Personalidades – foi a do cronista deste Blog, Pedro Esmeraldo, tratado carinhosamente por todos por “Pedrinho”, um amante do Crato, de suas raízes, de suas tradições... um intransigente defensor dos mais altos interesses da Princesa do Cariri e uma esperança de vir a ocupar, nas próximas eleições municipais, uma cadeira de vereador na nobre e heráldica Cidade de Crato... Pedro Esmeraldo, a nossa homenagem.

Postado por Armando Lopes Rafael


CRATO - HOJE às 20:00h - Abertura Oficial do Doce Natal na Praça da Sé



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Em sua quinta edição o projeto social Doce Natal, uma idéia da primeira dama cratense Mônica Araripe, vem oferecendo carinho, atenção e muita solidariedade para os munícipes que mais precisam. Com o tema Adoção: adote uma praça, adote um animal, adote uma criança, adote uma família, adote uma postura cidadã, adote uma instituição a equipe do Doce Natal se empenha para conseguir cada vez mais parceiros que queiram participar desse ato de humanidade e amor pelo próximo. Participe! Seja um parceiro desse lindo projeto e lembre-se: a abertura oficial do Doce Natal será hoje, domingo, 13 às 20 horas na Praça da Sé, com apresentação da Banda Mirim, musical natalino, chegada do Papai Noel e show pirotécnico.

Fonte: Assessoria de Imprensa da PMC

Premonição? - Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Naquela noite, inicio de dezembro de 1965, eu fui dormir pensando na viagem que faria ao Crato no dia seguinte. Um pouco de ansiedade me envolvia por completo. Primeiro pelas férias há tantos dias aguardadas. Depois pela viagem aérea que sempre me deixava um pouco tenso. Embalado por essa ânsia, adormeci e tive um sonho tão nítido quanto preocupante. Estávamos na nossa casa do São José e na sala de visitas havia um caixão de defunto. Um velório era acompanhado por muita gente do lugar. Cheio de curiosidade, olhei para ver quem era o morto. O velho Mamundo estava dentro do caixão completamente inerte. Uma tristeza invadiu minha alma, pois Mamundo era um personagem da minha infância. Ele era nosso vizinho de sítio, no São José e há muitos anos morava na nossa casa. Foi casado com uma prima de meus pais. Quando ele ficou viúvo, entrou num desespero de fazer pena, totalmente sem planos para enfrentar tamanha solidão. Meus pais convidaram Mamundo para passar alguns dias na nossa casa. E ele por lá ficou mais de trinta anos. Agora, num sonho estranho, ele jazia inerte naquele caixão. De repente uma das minhas irmãs disse: “Finalmente essa praga morreu!” Fiquei tão chocado com essa frase e mais ainda quando vi Mamundo levantar-se bruscamente do caixão e apontando o dedo para minha irmã disse: “Você está pensando que eu morri? Pois eu não morri, não! Quem vai morrer é seu pai!”

Acordei sobressaltado, olhei o relógio, três horas da madrugada. Não consegui mais dormir no restante daquela noite. Aquele sonho me deixou completamente preocupado, pois temia muito que meus pais morressem antes que eu concluísse meus estudos. A cada passagem do trem suburbano do outro lado da Ribeira, sentia-me no São José, com o tão familiar apito e o barulho dos rolantes dos trens. E um medo muito grande me encheu por completo. Aquele sonho mexeu comigo.

Durante o vôo não conseguia me livrar da preocupação que o sonho me trouxera. Bobagens, sonhos são apenas sonhos, talvez apenas projeções inconscientes dos nossos medos. Tentava desse modo me livrar daquele mau estar.
Quando o velho DC-3 pousou no Aeroporto de Fátima, de longe se avistava a pequena estação de passageiros. Tomei um susto porque não vi meu pai, que sempre costumava me esperar nessas viagens. Em seu lugar estavam dois irmãos. Mal desci do avião, perguntei a eles: “Por que papai não veio?” “Papai está doente. Apareceu um derrame abaixo das duas axilas.” Responderam. Novamente o sonho da noite anterior voltou a me incomodar.

Uma semana depois da minha chegada, um primo médico foi com meu pai ao Recife, onde na véspera do Natal daquele ano ele foi submetido a uma cirurgia para retirada dos gânglios sob suas axilas, tendo a biopsia constada que se tratava de melanoma, um dos tipos de câncer mais mortal. A previsão dos médicos era a de que ele teria no máximo três meses de sobrevida.

Meu pai viveu ainda seis meses. Durante esse tempo, ele tinha consciência do seu estado e enfrentou aqueles dias com muita serenidade e confiança, que somente a certeza dos que crêem na imortalidade da nossa alma podem ter. Nos seus últimos dias, nossa casa ficou repleta de familiares e de uma multidão de amigos, que a gente não imaginava que meu pai fosse tão querido.

Percebendo que suas forças estavam acabando, ele chamou os filhos para uma última conversa. Por ser o filho caçula, fui o último a ouvir suas palavras, quase num sussurro. Foi muita emoção! De imediato, eu não compreendi porque ele me agradeceu as alegrias que eu lhe havia proporcionado. Depois entendi que ele estava dizendo o que esperava de mim no futuro. E durante toda a minha vida, eu procurei norteá-la pelo exemplo de vida que meu pai deixou. Um homem honesto, correto, amigo de todos sem distinção e de uma postura moral irretocável. Agora, depois de quarenta e três anos daquela despedida, espero haver correspondido àquele agradecimento que, para mim foi um direcionamento para o futuro.

Por Carlos Eduardo Esmeraldo


Abertura do Doce Natal

A presença de vocês hoje na praça vai nos dar uma alegria imensa, de mais um ano festejarmos juntos a abertura do Doce Natal.Este ano, o tema do Doce Natal, nos leva a entender melhor o sentido da Adoção e Doação, como sendo um verdadeiro gesto concreto de amor ao próximo.Queremos portanto nesta noite convocar a população do Crato para se envolver inteiramente neste espirito de amor ao próximo, abrindo o coração para a Doação e para ADoção.Desde já, agradecemos a todos vocês, empresários, voluntários, impressa e equipes que fazem acontecer o projeto Doce Natal de 2009.Rogamos á Deus que ele nos abençoe e que faça nascer o seu filho Jusus em todos os lares e em todos os homens de boa vontade.Obrigada á todos e um Doce Natal.
Mônica Araripe

O Tempo em Crato - Dia 13 de Dezembro


No momento, às 16:38, tempo permanece nublado após a chuva de hoje. Temperatura na Vilalta, 28.7 graus. Umidade Relativa do Ar, 68.6%. A previsão do tempo é de dia nublado com chuvas a qualquer hora.

BLOG DO CRATO
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Sobre Brasília e Recife – postado por Armando Lopes Rafael

Brasiliense – por Roberto Pompeu de Toledo

Não se trata de um recorde apenas brasileiro. No mundo todo, nunca antes o público ganhara igual oportunidade de contemplar a arte da corrupção em tal esplendor. Entre os itens da rica coleção de filmes estrelada pelo governador Arruda e sua turma, cada um terá suas próprias preferências. A deste colunista é a seguinte:
Medalha de bronze, empatados: 1) Aquele em que o governador, escarrapachado no sofá, é despertado da sonolência pela mão amiga que lhe estende os maços de dinheiro. "Ah, ótimo", ele diz. Justificativa do prêmio: a naturalidade com que o governador saúda a oferta, embalada por um "ah, ótimo" tão protocolar como o que saudasse a chegada do cafezinho. 2) Aquele em que a deputada entra na sala, recebe o dinheiro, abre a bolsa, guarda o dinheiro e se vai. Justificativa: a simplicidade do ato.
Medalha de prata: o filme da oração, em que três dos propineiros se abraçam e agradecem ao Senhor a graça concedida. Justificativa: a força da fé, mesmo em circunstância em que o comum das pessoas não esperaria sua presença.
Medalha de ouro: o filme em que o presidente da Assembleia de Brasília, sentado diante do distribuidor da propina, recebe os maços e os vai alocando, primeiro, nos diferentes bolsos do paletó, depois nas meias. Justificativa: a didática exposição do caráter clandestino da propina, mas não apenas isso. O filme leva a palma também por seus valores estéticos. O personagem está bem vestido, exibe uma silhueta esguia, e os movimentos que executa, primeiro com os braços, conduzindo as mãos aos bolsos, em seguida com as pernas, levantando uma, depois a outra, para alcançar as meias, mostram flexibilidade e boa coordenação. É o estilo a serviço da corrupção.


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Recife, a Escócia brasileira – por Leonardo Coutinho

ON THE ROCKS EM BOA VIAGEM
Que Veneza brasileira, o quê...
Os recifenses se orgulham de seu passado holandês e, numa enorme licença poética, chamam sua cidade de Veneza brasileira, por causa das ilhas que o Rio Capibaribe recorta em seu centro. Mas a verdadeira conexão da capital pernambucana com a Europa é outra: a Escócia. Ou melhor, seu produto mais famoso: o uísque. O Nordeste responde por mais da metade do consumo da bebida no Brasil - e um terço disso é sorvido no Recife. A cidade bebe 17% do malte engarrafado vendido no país. É tanto que a publicação inglesa Whisky Magazine já festejou a capital de Pernambuco como a maior consumidora per capita de scotch em todo o planeta. No Brasil, o sucesso de rótulos como The Famous Grouse, o mais vendido na Escócia, e White Horse está diretamente relacionado ao mercado recifense, que suga metade das importações do primeiro e 21% das do segundo. O vínculo é ainda mais forte no caso do Johnnie Walker Red Label. A marca responde por 53% do uísque vendido na capital pernambucana.

No Recife, os bares e boates, em geral, têm um "clube do uísque", no qual os clientes deixam armazenadas suas garrafas. O empresário Luiz Carlos dos Santos, de 27 anos, é sócio de sete desses clubes. "Em alguns, tenho até mais de uma garrafa", diz. Para ele, não existe bebida mais adequada para ser consumida à noite. "Não conheço ninguém que prefira cerveja ou qualquer outra coisa na balada. A bebida da noite do Recife é o scotch", afirma Santos. Os recifenses mais ricos tomam uísque até na praia, sob um calor de mais de 30 graus e com a umidade beirando os 100%. Para isso, refrigeram-no com gelo de água de coco - uma receita tradicional nos trópicos, mas capaz de fazer escocês engasgar na gaita de foles. Na terra da cana, enfim, quem dá porre é o uísque.

Obs – as duas matérias acima foram publicadas na “Veja” desta semana


Schumacher assinará com a Mercedes, diz jornal

Depois de chegar a ter o seu retorno à Fórmula 1 anunciado como certo em 2009, o heptacampeão Michael Schumacher pode mesmo voltar a correr pela categoria no ano que vem. Segundo a edição deste sábado do jornal alemão Bild, o piloto de 40 anos já teria tudo acertado para assinar com a Mercedes, equipe que substituirá a Brawn GP na próxima temporada. Ainda de acordo com o tabloide, Schumacher teria fechado verbalmente um contrato de um ano com a escuderia. Além disso, o jornal garante que o alemão já acertou o seu desligamento da Ferrari, equipe pela qual ganhou cinco títulos da Fórmula 1 e trabalhou como consultor nos últimos três anos, desde a sua aposentadoria das pistas.

Sobre o possível acerto, a Mercedes não admitiu nem negou a informação. Em comunicado, a montadora disse que "sempre há especulação desde que um assento em nossa equipe não esteja ocupado". Por enquanto, apenas o alemão Nico Rosberg está confirmado como piloto da escuderia para 2010. Neste ano, ele correu pela Williams. Em 2009, Schumacher esteve perto de substituir Felipe Massa na Ferrari, enquanto o brasileiro se recuperava do acidente sofrido no GP da Hungria. No entanto, o alemão acabou frustrando os fãs da categoria ao anunciar que não faria o seu retorno porque sentia dores no pescoço, consequência de um acidente de moto sofrido pelo heptacampeão.

Fonte: Yahoo Notícias

APROV PRESTIGIA QUINTA EDIÇÃO DO DOCE NATAL


A Campanha Doce Natal desse ano conta com um atrativo especial: a campanha “Leve um amigo para casa” para adoção de animais abandonados. Nos dias 13 e 18 próximos, a Associação de Proteção à Vida (Aprov) estará com um stand com cães e gatos destinados à adoção. Dia 13 – na abertura oficial do Doce Natal – o stand será montado na Praça da Sé, a partir das 17 horas. Já no dia 18, o stand estará no Centro Cultural do Araripe (Refesa) também às 17 horas.

Mais informações sobre a Aprov: (88) 8845-3542 (Antonia Ferreira) ou e.mail contato.aprov@gmail.com; www.souprotetor.blogspot.com. Encontre a gente também no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Home.aspx.

Fonte: APROV

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Município do Crato paga integralmente o Décimo Terceiro Salário dos Servidores


Compromissos Honrados.


Em entrevista concedida na tarde de hoje ( 15 ), o Prefeito Samuel Araripe afirmou que foi concluído o pagamento total do décimo terceiro salário dos servidores do município do Crato, perfazendo um total de R$ 1.310.400.93

Segundo Samuel, o momento é de confiança e de alegria, pois enquanto outros municípios não conseguiram ainda cumprir o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro, no Crato, as duas parcelas já foram devidamente pagas aos servidores. O prefeito afirma ainda que todos os compromissos de final de ano de seu governo com fornecedores serão devidamente honrados, bem como será repassado o duodécimo da câmara de vereadores conforme determina a constituição federal. O prefeito Samuel Araripe ressaltou que no difícil momento em que a economia Brasileira atravessou com a crise econômica, o Crato deu um exemplo de administração e seriedade, pois não permitiu atrasar a folha de pagamento dos servidores, quitando todas as dívidas, e honrando os compromissos do município.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.9960
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

O Sentido do Mundo das Idéias - Por: José Cícero


Qual o sentido do mundo das idéias ainda hoje, não fosse a consistente contribuição oferecida ao longo da história humana pela filosofia? Sem ela, seria quase impossível sequer imaginarmos o homem nas suas diversas relações contemporâneas e num contexto cada vez mais conflituoso e exigente do ponto de vista da evolução, sobretudo no aspecto do pensamento intelectual, tecnológico e científico.Posto que todas as ciências já conhecidas e investigadas mantêm suas bases e fundamentos ontológicos solidamente alicerçados no lastro do saber filosófico, num corolário de idéias que nos remetem aos antigos filósofos gregos da natureza e sofistas; num diapasão que vai desde Tales de Mileto, Demócrito e Heráclito até Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas, o que ‘cargas d’águas’ esse comentário tem a ver com o pensador alemão, o chamado “filósofo póstumo” que sempre insistiu na assertiva de que “Deus está morto” e que “o evangelho morreu na cruz”?!

Ora, como resposta óbvia e ululante, digamos que este filósofo chamado Nietzsche foi igualmente para a filosofia mundial e a existencialista do século XIX em particular, o mesmo que a filosofia desde priscas eras fora para a ciência de um modo geral. Ao ponto que depois dele o pensamento filosófico, sobretudo o ocidental nunca mais seria o mesmo. Foi na lídima expressão da palavra um inegável divisor de águas em torno do qual se coloca todo o viés do processo histórico com que a filosofia ainda hoje se apresenta diante do mundo real, dos sentidos e das idéias.Como sempre ocorreu com todos os grandes pensadores da humanidade, suas idéias tanto dividiram quanto reaproximaram opiniões as mais eqüidistantes possíveis, sendo ainda nos dias atuais aplaudido e odiado por diferentes correntes de pensamento da sociedade hodierna. Identificado com a mesma crítica e a visão de mundo com que se notabilizou o seu compatriota Schopenhauer, o filósofo Friedrich Nietzsche manteve toda sua filosofia baseada no ateísmo insubmisso e niilista regado a ácidas críticas quase sempre dirigidas de maneira recorrente à religião, a fé e ao cristianismo, a quem considerava contrários à natureza humana.

A repercussão das suas idéias fez surgir em várias partes da Europa uma atmosfera diferente de admiração, constestação e ódio a sua pessoa, mas de certa forma impulsionara toda uma rediscussão de muitos dos principais valores de então no campo da moral e da ética. No rol dos seus ideários quase axiomáticos imaginemos qual tipo de reação sofrera naquela ocasião em que se arriscava dizer a uma sociedade atrasada e dogmática que “Deus estava morto e como o criamos, também coletivamente ajudamos a matá-lo”. Cunhou conceitos e epigramas com a mesma força que se produz um postulado, como o da Transvalorização de Todos os valores; do Eterno Retorno; da Fórmula de Grandeza do Homem na qual sentenciava que devemos amar tudo aquilo que não se pode evitar.

Ainda o do Super-homem que seria conforme ele, um ser puro e único justamente pela firmeza de caráter e pelo pleno domínio sobre suas paixões, bem como a chamada sentença de Granito que se resumiu em: “torna-te quem tu és”, entre muitos outros.Via a esperança como o pior dos males, dado promover e prolongar o sofrimento humano. A única recompensa dos mortos, para ele, era não ter que morrer nunca mais. Qualquer forma de piedade ou compaixão era uma agressão na ótica nietizschiana. Vivenciava a liberdade com extremado senso prático. Para ele, ser livre impunha: não ter nenhum lar, nenhum horário a cumprir, nem posição social a zelar. Como também nenhum salário por pagar(e/ou por receber), nenhum filho, enfim, viver a procura das verdades interiores, como as únicas que existem que interessam e que merecem crédito.

Tudo o que é oscilante achava que devia ser empurrado ao precipício. Apenas o que era sólido, decidido, objetivo e prático importava. Na sua “Gaia Ciência” dizia que certos homens necessitam de inimigos sinceros, tanto quanto de escravos já que eles sofrem de um ardente desejo de ser louvados como semi-deuses terrenos. Por esta razão idiota, adoram tanto os que os bajulas e mentem, assim como os que o glorificam, adulam e elogiam. E mais: que o castigo tem por objetivo melhorar aquele que castiga. também que a força e a fraqueza no ser humano podem ser vistas somente pela sua quantidade de fé.Qual o sinal de libertação? Respondia Nietzsche: “não mais se envergonhar diante de si próprio. Pois o espírito de um homem se constrói a partir de suas escolhas”. Deste modo, assumia a liberdade como uma das necessidades mais importantes do gênero humano. Cada um devia errar ou acertas por si mesmo, como um primado das únicas verdades que existem r que fazem sentido: ou seja, rodas aquelas que escolhemos para nos mesmos sem a ingerência, a coação ou a imposição de mais ninguém.Mas o que é que o homem na verdade sabe sobre si mesmo? E o que é a verdade? Nietzsche costumava fazer estas indagações metafísicas o tempo todo como um intenso mergulho dentro de si mesmo; tentando quem sabe, rebuscar primeiro a sua verdade transcendental para depois permitir que os outros o imitassem, podendo assim, cada um ‘parir suas próprias idéias e resposta’ para as interrogações do mundo e da vida a nossa volta.

Por fim, afirmava: “a verdade é um erro sem o qual ninguém consegue viver, porém as verdades mais importantes são as que descobrimos para nós mesmos”. E o amor? Quase um celibatário, o pensador alemão achava ser o estado em que os homens têm mais possibilidade de ver as coisas como elas não são. Foi um solitário, mas ressaltava em alto e bom som que a sua solidão foi escolhida por ele e não ao contrário. Sua solidão era a um só tempo, companheira e produtiva para seu espírito que estava o tempo todo na busca de evoluir e alçar vôos cada vez mais longos e superiores ao da fauna humana, na sua grande maioria, medíocre, falsa, deplorável e imoral. Afinal, sentenciava que “nunca estamos senão em nossa própria companhia”. Quase como uma espécie de condenação repetia em seu Zaratustra que a humanidade não podia mais ser poupada da cruel visão de se ver a si própria despida à mesa da dessecação moral.
Para ele o bom era tudo o que aumentava no homem o sentimento de poder e o mau, tudo o que nasce da fraqueza. Definia a felicidade, como a certeza de que o poder cresce ante a sensação de ver e sentir cada resistência a ser vencida.

A vida era simplesmente uma morte prolongada e encarava toda a dor e o sofrimento como atributos necessários ao aperfeiçoamento do próprio homem. Abominava os sem-visão, os medíocres e os ignorantes travestidos de qualquer coisa menos inteligência e bom-senso; por isso afirmava escrever para a minoria e para o futuro, pois a humanidade não era digna sequer do seu desprezo. Por vezes repetiu que toda a sua obra era para os que pensavam que com o passar do tempo iriam ser a exceção. Se auto-intitulava de um homem póstumo. O que de certo modo o foi, ao seu jeito surreal, singular. Uma figura além do seu tempo que anteviu muitas situações afora aos seus conceitos filosóficos de vanguarda.

Ante uma sucessão de discussões por ele levantadas...Questões psicológica, humanas e sociais que tempos depois o mundo assombrado com o que ele dissera e pôs nos seus livros, o aplaude agora como um dos mais importantes pensadores de todos os tempos. Uma pena que todos os homens são mortais...Nenhum resiste a inexorabilidade dos anos, do tempo e da idade.Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu no dia da graça de 15 de outubro de 1844 na Alemanha, em Rocken vila próxima de Leipzig. Aos 24 anos escreveu sua primeira obra “o nascimento da tragédia” quando já era professor universitário. Nunca se fixou em lugar algum e desse modo peregrinou pela Europa inteira “querendo curar a sua dor, investigando quantas verdades sua pessoas poderia suportar”.

Em 1889 foi acometido de um ataque psíquico sendo internado num sanatório de onde numa mais pôde sair e, tampouco se curar, vindo a falecer neste local em agosto de 1900 aos 56 anos. Seu legado bibliográfico é extenso do qual podemos mencionar algumas de suas obras mais significativas como: “ O anticristo”, Além da verdade e da Mentira; Demasiadamente Humano; Assim falou Zaratustra, Aurora, Além do bem e do mal, Eco Homo, A Gaia Ciência, Genealogia da Moral, Considerações Extemporâneas, dentre outras.José CíceroProfessor, Poeta e escritor
Secretário de CulturaAurora – CE.

Por: José Cícero - Aurora CE


Todo Pluralismo Singular Nietzschiano*

Por José Cícero
Qual o sentido do mundo das idéias ainda hoje, não fosse a consistente contribuição oferecida ao longo da história humana pela filosofia? Sem ela, seria quase impossível sequer imaginarmos o homem nas suas diversas relações contemporâneas e num contexto cada vez mais conflituoso e exigente do ponto de vista da evolução, sobretudo no aspecto do pensamento intelectual, tecnológico e científico.
Posto que todas as ciências já conhecidas e investigadas mantêm suas bases e fundamentos ontológicos solidamente alicerçados no lastro do saber filosófico, num corolário de idéias que nos remetem aos antigos filósofos gregos da natureza e sofistas; num diapasão que vai desde Tales de Mileto, Demócrito e Heráclito até Sócrates, Platão e Aristóteles. Mas, o que ‘cargas d’águas’ esse comentário tem a ver com o pensador alemão, o chamado “filósofo póstumo” que sempre insistiu na assertiva de que “Deus está morto” e que “o evangelho morreu na cruz”?!
Ora, como resposta óbvia e ululante, digamos que este filósofo chamado Nietzsche foi igualmente para a filosofia mundial e a existencialista do século XIX em particular, o mesmo que a filosofia desde priscas eras fora para a ciência de um modo geral. Ao ponto que depois dele o pensamento filosófico, sobretudo o ocidental nunca mais seria o mesmo. Foi na lídima expressão da palavra um inegável divisor de águas em torno do qual se coloca todo o viés do processo histórico com que a filosofia ainda hoje se apresenta diante do mundo real, dos sentidos e das idéias.
Como sempre ocorreu com todos os grandes pensadores da humanidade, suas idéias tanto dividiram quanto reaproximaram opiniões as mais eqüidistantes possíveis, sendo ainda nos dias atuais aplaudido e odiado por diferentes correntes de pensamento da sociedade hodierna. Identificado com a mesma crítica e a visão de mundo com que se notabilizou o seu compatriota Schopenhauer, o filósofo Friedrich Nietzsche manteve toda sua filosofia baseada no ateísmo insubmisso e niilista regado a ácidas críticas quase sempre dirigidas de maneira recorrente à religião, a fé e ao cristianismo, a quem considerava contrários à natureza humana.
A repercussão das suas idéias fez surgir em várias partes da Europa uma atmosfera diferente de admiração, constestação e ódio a sua pessoa, mas de certa forma impulsionara toda uma rediscussão de muitos dos principais valores de então no campo da moral e da ética.
No rol dos seus ideários quase axiomáticos imaginemos qual tipo de reação sofrera naquela ocasião em que se arriscava dizer a uma sociedade atrasada e dogmática que “Deus estava morto e como o criamos, também coletivamente ajudamos a matá-lo”. Cunhou conceitos e epigramas com a mesma força que se produz um postulado, como o da Transvalorização de Todos os valores; do Eterno Retorno; da Fórmula de Grandeza do Homem na qual sentenciava que devemos amar tudo aquilo que não se pode evitar.
Ainda o do Super-homem que seria conforme ele, um ser puro e único justamente pela firmeza de caráter e pelo pleno domínio sobre suas paixões, bem como a chamada sentença de Granito que se resumiu em: “torna-te quem tu és”, entre muitos outros.
Via a esperança como o pior dos males, dado promover e prolongar o sofrimento humano. A única recompensa dos mortos, para ele, era não ter que morrer nunca mais. Qualquer forma de piedade ou compaixão era uma agressão na ótica nietizschiana. Vivenciava a liberdade com extremado senso prático.
Para ele, ser livre impunha: não ter nenhum lar, nenhum horário a cumprir, nem posição social a zelar. Como também nenhum salário por pagar(e/ou por receber), nenhum filho, enfim, viver a procura das verdades interiores, como as únicas que existem que interessam e que merecem crédito.
Tudo o que é oscilante achava que devia ser empurrado ao precipício. Apenas o que era sólido, decidido, objetivo e prático importava. Na sua “Gaia Ciência” dizia que certos homens necessitam de inimigos sinceros, tanto quanto de escravos já que eles sofrem de um ardente desejo de ser louvados como semi-deuses terrenos. Por esta razão idiota, adoram tanto os que os bajulas e mentem, assim como os que o glorificam, adulam e elogiam.
E mais: que o castigo tem por objetivo melhorar aquele que castiga. também que a força e a fraqueza no ser humano podem ser vistas somente pela sua quantidade de fé.Qual o sinal de libertação? Respondia Nietzsche: “não mais se envergonhar diante de si próprio. Pois o espírito de um homem se constrói a partir de suas escolhas”.
Deste modo, assumia a liberdade como uma das necessidades mais importantes do gênero humano. Cada um devia errar ou acertas por si mesmo, como um primado das únicas verdades que existem r que fazem sentido: ou seja, rodas aquelas que escolhemos para nos mesmos sem a ingerência, a coação ou a imposição de mais ninguém.Mas o que é que o homem na verdade sabe sobre si mesmo?
E o que é a verdade? Nietzsche costumava fazer estas indagações metafísicas o tempo todo como um intenso mergulho dentro de si mesmo; tentando quem sabe, rebuscar primeiro a sua verdade transcendental para depois permitir que os outros o imitassem, podendo assim, cada um ‘parir suas próprias idéias e resposta’ para as interrogações do mundo e da vida a nossa volta.
Por fim, afirmava: “a verdade é um erro sem o qual ninguém consegue viver, porém as verdades mais importantes são as que descobrimos para nós mesmos”.
E o amor? Quase um celibatário, o pensador alemão achava ser o estado em que os homens têm mais possibilidade de ver as coisas como elas não são. Foi um solitário, mas ressaltava em alto e bom som que a sua solidão foi escolhida por ele e não ao contrário. Sua solidão era a um só tempo, companheira e produtiva para seu espírito que estava o tempo todo na busca de evoluir e alçar vôos cada vez mais longos e superiores ao da fauna humana, na sua grande maioria, medíocre, falsa, deplorável e imoral.
Afinal, sentenciava que “nunca estamos senão em nossa própria companhia”. Quase como uma espécie de condenação repetia em seu Zaratustra que a humanidade não podia mais ser poupada da cruel visão de se ver a si própria despida à mesa da dessecação moral.
Para ele o bom era tudo o que aumentava no homem o sentimento de poder e o mau, tudo o que nasce da fraqueza. Definia a felicidade, como a certeza de que o poder cresce ante a sensação de ver e sentir cada resistência a ser vencida.
A vida era simplesmente uma morte prolongada e encarava toda a dor e o sofrimento como atributos necessários ao aperfeiçoamento do próprio homem. Abominava os sem-visão, os medíocres e os ignorantes travestidos de qualquer coisa menos inteligência e bom-senso; por isso afirmava escrever para a minoria e para o futuro, pois a humanidade não era digna sequer do seu desprezo. Por vezes repetiu que toda a sua obra era para os que pensavam que com o passar do tempo iriam ser a exceção.
Se auto-intitulava de um homem póstumo. O que de certo modo o foi, ao seu jeito surreal, singular. Uma figura além do seu tempo que anteviu muitas situações afora aos seus conceitos filosóficos de vanguarda.
Ante uma sucessão de discussões por ele levantadas...Questões psicológica, humanas e sociais que tempos depois o mundo assombrado com o que ele dissera e pôs nos seus livros, o aplaude agora como um dos mais importantes pensadores de todos os tempos. Uma pena que todos os homens são mortais...Nenhum resiste a inexorabilidade dos anos, do tempo e da idade.
Friedrich Wilhelm Nietzsche nasceu no dia da graça de 15 de outubro de 1844 na Alemanha, em Rocken vila próxima de Leipzig. Aos 24 anos escreveu sua primeira obra “o nascimento da tragédia” quando já era professor universitário. Nunca se fixou em lugar algum e desse modo peregrinou pela Europa inteira “querendo curar a sua dor, investigando quantas verdades sua pessoas poderia suportar”.
Em 1889 foi acometido de um ataque psíquico sendo internado num sanatório de onde numa mais pôde sair e, tampouco se curar, vindo a falecer neste local em agosto de 1900 aos 56 anos. Seu legado bibliográfico é extenso do qual podemos mencionar algumas de suas obras mais significativas como: “ O anticristo”, Além da verdade e da Mentira; Demasiadamente Humano; Assim falou Zaratustra, Aurora, Além do bem e do mal, Eco Homo, A Gaia Ciência, Genealogia da Moral, Considerações Extemporâneas, dentre outras.
(*)José Cícero
Professor, Poeta e escritor
Secretário de Cultura
Aurora – CE.
LEIA MAIS EM:

UM CRISTAL HUMANO - Por Urariano Mota





Menina de 10 anos que impactou a todos tocando Chopin como há muito não se via, faz jus ao nome de batismo: tem brilho inconfundível

Parece que o desempregado Carlos Alberto estava adivinhando quando deu à sua primeira filha o nome de Crystal. A menina de 10 anos que impactou a todos tocando Chopin como há muito não se via, faz jus ao nome do registro de nascimento: tem um brilho inconfundível. Poucos sabem que no escondido conservatório Musicale, localizado entre uma lojinha e outra do centro do Recife, está a mais recente celebridade do País, a pianista prodígio Crystal. Moradora de uma invasão em Jaboatão dos Guararapes, Crystal não ficou famosa por ser apenas um exemplo de superação, mas por revelar um talento inquestionável diante de tantas pessoas. “Em 30 anos de ensino, eu nunca vi algo assim”, revela a atual professora de piano Joana Darc Florêncio. Entrando na salinha do conservatório podem ser vistos um piano, um senhor e uma criança de pele escura e cabelos crespos. É exatamente assim que Crystal passa os seus dias, na presença de seus grandes amores: o pai e o instrumento.

Vinda de uma comunidade de baixa renda, o primeiro contato com a música foi aos sete anos, quando viu uma pessoa tocando piano durante um culto na igreja batista que a família frequentava. Ela perguntou ao pai se poderia aprender a tocar piano. Segundo seu Carlos, foi um dos momentos mais felizes da vida dele. “Eu disse que ela poderia tudo o que quisesse na vida, se fosse dedicada”, contou o pai. Este seria apenas o primeiro de vários conselhos que viriam direcionar Crystal para uma carreira de sucesso. Crystal ouviu o pai. Na própria igreja, começou a ter aulas e desde então o interesse pelo instrumento só cresceu. “No meu primeiro dia de aula, o professor me deixou com o piano e foi ao banheiro. Quando ele voltou, eu já estava fazendo a escala de dó”, conta a garota tocando as notas primárias no Essenfelder em que estava estudando. Durante a entrevista, Crystal agia com a espontaneidade de uma criança. Enquanto responde, ela dança, pula, quase cai da cadeira, vai lá fora, volta. A menina de presilhas cor-de-rosa no cabelo parece não compreender a dimensão do que está acontecendo à sua volta. “Ela é muito trelosa. Só pensa em bicicleta, sorvete. Ela e o irmão, Mateus, de quatro anos, são os bagunceiros da casa.

Depois de um tempo de estudo na igreja, Crystal conseguiu entrar para o conservatório da sua cidade e então foi descoberta pela professora Helena Barros. A professora, que tinha uma preciosidade nas mãos, apressou-se em levar o “artigo raro” para a “análise” de duas profissionais de sua confiança, as professoras Joana e Janete Florêncio. “Engraçado que naquela mesma semana nós estávamos comentando que há tempos não víamos um grande talento no piano”, contou Janete. “Quando Helena nos contou de Crystal, pensamos ser exagero, mas a menina chegou, sentou no piano e leu sozinha uma partitura dificílima de Chopin. Não acreditamos que este talento estava escondido esse tempo todo”, completou.

Três meses foram suficientes para afinar a garota para um torneio que se realizaria no Conservatório Pernambucano de Música. Crystal tocou e ganhou para pianistas de todo o Nordeste na categoria especial. Foi então que os convites começaram a surgir, inclusive o de participar do show dos sertanejos em São Paulo. “Eu nunca tinha saído daqui, foi muito bom, mas melhor ainda foi tocar para aquelas pessoas”, conta Crystal. Questionada sobre o medo de se apresentar diante de tanta gente, a menina responde agora como adulta: “Fiquei um pouco nervosa. Mas quando eu começo a tocar, o nervosismo passa. Quando você tem intimidade com o seu instrumento, parece que só tem você e ele ali, mais ninguém”.

As preocupações da menina também são de gente grande. “Agora que eu ganhei um piano, eu sonho com três coisas: uma casa melhor, um emprego para o meu pai e que todo mundo da minha família seja feliz. Eu sei que Deus me deu um dom, e vou usar ele para realizar todos os meus desejos”, conta. Ao final da entrevista, a memenina volta ao piano. As pequenas mãos que quase não alcançam as oitavas se movimentam precisamente, mas com muita naturalidade. A sala se enche com melodia, impossível não emocionar a quem escuta. Aliás, neste caso, ouvir não basta. É necessário vê-la para crer. (D.M.)

Paixão pela música vem muito antes do berço

A maturidade de Crystal não surgiu de uma hora para outra. Carlos Alberto do Espírito Santo, além de pai, é o seu grande mentor e se preocupou desde sempre em preparar a filha para as difíceis situações com que ela poderia se deparar. “Quando ela ia ensaiar no piano do colégio, eu chamava todos os seus amigos para ouvi-la. Ela reclamava, mas eu dizia que era para ela se acostumar, porque no futuro, ia tocar para muito mais gente”, lembra o pai. “Crystal, o piano é a criatura, você é o criador”. Os conselhos de Carlos Alberto são responsáveis por muito do que a filha é hoje. Desempregado, ele acredita que a falta de um trabalho faz parte dos planos de Deus, já que, se estivesse ocupado, não teria tido tempo para cuidar da formação da filha. Segundo seu Carlos, “Papita”, como chama carinhosamente a filha, foi resposta de orações. Também aos dez anos, ele começou a se interessar por música erudita e estudar sobre o assunto. O rapaz de vida sacrificada acumulou conhecimento, mas teve de guardá-lo, pois, segundo ele, não havia ninguém que se interessasse em conversar sobre aquilo. “Então eu pedi a Deus que colocasse alguém em minha vida com quem eu pudesse compartilhar o que eu mais gostava. E essa pessoa é Crystal. Apesar de ser nova, ela é minha amiga e eu não sou só seu pai, mas protetor, conselheiro e acima de tudo amigo”, afirma.

No entanto, ele conta que nem sempre a vida foi fácil para a sua família. Quando Crystal começou a se interessar pelo piano, muitas dificuldades surgiram, inviabilizando muitos dos sonhos que Carlos tinha para a filha. “Houve uma época em que Crystal desanimou, perguntou porque ela não tinha um piano e nem dinheiro de passagem para estudar em algum lugar. Eu perguntei a ela: você confia no seu pai? As dificuldades não podem nos enfraquecer e sim nos fortalecer”. As palavras surtiram efeito e pai e filha continuaram numa jornada sem saber onde tudo ia dar. “Eu confio em Deus, sei que ele tem o melhor. Olho para trás e vejo como a vida da minha filha mudou em apenas três meses”, diz com a voz embargada. Ele passa alguns segundos com a cabeça baixa e completa: “Eu já disse para ela que o que interessa não é a fama, porque televisão, eventos, tudo isso passa. O que eu quero é que ela busque o sucesso, sem nunca deixar de lado os valores que aprendeu”. (D.M)

Texto publicado no Blog do Nassif

Em Pernambuco, aprovação à gestão Lula é de 94% - Postado por Océlio Teixeira


NP: E os leitores do Blog o que acham desta popularidade do presidente?

"Em Pernambuco, Estado natal de Lula, a satisfação com o governo roça a unanimidade.

Um instituto local, o Exata, foi às ruas para perguntar:

O senhor (a) aprova ou desaprova a administração do presidente Lula?

Acachapantes 94% responderam que aprovam a adimistração.

Fez-se aos entrevistados uma segunda pergunta:

Como o senhor (a) avalia, até o momento, a administração do presidente Lula?

50% responderam “ótima”; Outros 38% disseram “boa”.

Ou seja, depois de sete anos de Lula, a avaliação positiva do governo é de 88%.

Adicionando-se ao índice os pernambucanos que optaram pela menção “regular” (9%), chega-se a 97%.

Nelson Rodrigues dizia: “Toda unanimidade é burra. Quem pensa com a unanimidade não precisa pensar”.

O cronista também alardeava: “A opinião unânime está a um milímetro do erro, do equívoco, da iniquidade”.

De duas uma: Ou Nelson Rodrigues era uma besta ou os bípedes de Pernambuco estão prestes a cair de quatro.

Fonte: Blog do Josias

Centro Cultural BNB Cariri – Programação Diária


Dia 13 de dezembro, domingo

Atividades Infantis - CRIANÇA E ARTE

11h Teatro Infantil: Animartistas. com a Cia. de Teatro Anjos da Alegria (Crato - CE)

Narra a história de quatro animais muito diferentes entre si, mas que buscam um só ideal para suas vidas: escapar da opressão de seus donos. O jumento, a galinha, o gato e o cão representam, poeticamente, cada qual com sua personalidade, o sonho comum a todo ser humano: derrotar toda a forma de tirania. Livre. 50min.

13h Bibliotequinha Virtual. Instrutor: Gilvan de Sousa

O objetivo é despertar o interesse das crianças pela internet, mediante a realização de atividades educativas e jogos. 240min

15h Passeio Cultural: Visita ao Horto. Facilitador: Jean Nogueira (Juazeiro do Norte - CE)

O Programa Passeio Cultural é uma iniciativa de mostrar às crianças, lugares do Cariri através da ótica cultural. Nessa edição, vamos conhecer a história do Museu Vivo do Padre Cícero e apreciar a vista da cidade de Juazeiro do Norte, da serra do Horto. O percurso será feito de ônibus. 90min.

16h30 Palquinho Livre.

Dance, pule, cante, desfile, recite, encene, o show é seu!!! Você é convidado a brilhar nesse palco. Organize sua apresentação individual ou coletiva e venha apresentar-se no palco do Centro Cultural. Faixa etária: de 06 a 14 anos. 90min.

Fonte: Centro Cultural BNB Cariri (Rua São Pedro, 337, Juazeiro do Norte)


Chuva de granizo atinge Região do Cariri

Choveu granizo em alguns municípios da região do Cariri na madrugada deste sábado, 12, assustando a população. De acordo com a Defesa Civil do Estado, o fenômeno aconteceu por volta da meia-noite rapidamente, sem causar grandes prejuízos. Segundo o coronel Raimundo Geraldo da Silva, comandante regional do Corpo de Bombeiros e coordenador regional da Defesa Civil no Cariri, a população ficou assustada e admirada com o fenômeno.

A chuva de granizo atingiu alguns municípios do Cariri, como Missão Velha, Jardins e Milagres. “O tamanho da pedra variava. Algumas cidades, a pedra tinha o tamanho aproximado de uma bila menor. Mas isso não significa que foram todas desse tamanho. Podia ser maior ou menor. Chegou a quebrar retrovisor de moto”, explicou o coronel Geraldo, acrescentando não há registro de pessoas feridas, mesmo porque a precipitação foi rápida.

Ainda segundo o coronel, para muitas das pessoas da roça, a chuva de granizo foi motivo de preocupação maior. Eles acreditam que, quando ocorre este tipo de chuva nesta época do ano, é sinal de que não haverá um bom inverno.

Fonte: POVO Online

A cara de hoje - Por: Emerson Monteiro

A gente vive de influenciar e ser influenciado, por tudo que a vida mostra a todo instante. Seja em relação às pessoas, aos acontecimentos em si e à Natureza, qualquer ação implica numa reação, condicionando resultados inevitáveis. Um dos motivos principais desse processo de interação cabe à cota do prazer, porquanto há em volta uma razão justa de atitude para quebrar inércias e sair para ações. Uma troca de valores, digamos assim. Desloca-se a individualidade em busca de resultados agradáveis, atuais ou iminentes.
O sentido da observação, fruto da experiência, localiza inúmeras ocasiões em que pessoas agem sempre no usufruto posterior dos benefícios. Raros, raríssimos, rompem o círculo do interesse pessoal em favor de ocasionar oportunidades aos outros, livres e desapegados.
Nestes tempos capitalistas mundiais, com excelência, ninguém joga tempo fora. Máquinas funcionam durante as 24 horas do dia sempre gerando lucros estonteantes. Mesmos líderes autênticos apreciam ampliar seus espaços de influência, aguardando a lei do retorno em prol de futuras gestões agregadas aos valores antes planejados, essa coisa de reeleição.
A democracia representativa do presente, sim, essa sempre vem preenchida dos absurdos da vez, quando gastos das campanhas eleitorais exigem somas fabulosas de custos, sob a perspectiva de dominar os postos de comando e reverter as possibilidades sociais. Ainda que signifique o extermínio da ética filosófica, nomes expressivos dos grupos sociais arriscam suas belas histórias originais em nome do poder sem limite.
Espécie de fim de rama, os bilhões de seres humanos avançam no bolo inicial da Terra mãe, em processo de autodestruição jamais visto nas proporções do que agora se apresenta. Poucos querem abrir mão da capacidade produtiva acelerada que carcome as chances vitais das novas gerações; derrubar a mangueira para comer uma safra, quer isto representar.
Juntos na Dinamarca em conclave mundial, os representantes defendem seus territórios de emissão de gases numa enxurrada mistificadora do progresso industrial de causar dó, de negrume nunca imaginado pela pior ficção.
Tempos do “era uma vez” se tornou a existência dos humanóides decadentes, senhores da guerra, mártires da futilidade sem causa, em um período histórico ausente de mínima sensatez.
Enquanto a farra persiste de fustigar o destino das leis universais, clamor de respostas graves leva ao desencanto coletivo imediato, quando os diretores da cena reteem os cordões das decisões qual lhes pertencesse a vida de todos habitantes do planeta, no direito de reger seus bens, herança de todos nós.
Contudo o sistema invadiu as privacidades mais remotas e letargia imensa constrange os protagonistas do drama aos piores abusos, preço alto da omissão imprudente. Então, as luzes acesas do palco revelam a verdade no largo sorriso da inevitável Esperança do futuro.

Protestos em todo o mundo pedem acordo ambicioso para o clima


Milhares de ativistas protestaram em Copenhague no sábado como parte do evento mundial "Dia de Ação", para exigir que negociadores na conferência da ONU sobre mudança climática firmem um acordo ambicioso para a luta contra o aquecimento global. E em um confronto com a polícia na principal rua da capital dinamarquesa, cerca de 400 manifestantes foram detidos perto do Bella Center, centro de convenções que é a sede da conferência. "Não há um planeta B" e "Mude a política, não o clima" eram algumas das faixas carregadas por manifestantes na capital dinamarquesa. Alguns ativistas estavam vestidos de urso polar e pinguins com placas dizendo: "Salvem os humanos!"

Um boneco de neve inflável gigantesco foi usado para protestar contra a ameaça causada pela queima de combustíveis fósseis que o painel de cientistas do clima da ONU afirma irá trazer desertificação, enchentes, ondas de calor e elevação do nível do mar. O protesto foi feito em clima de carnaval, mas tropas de choque prenderam cerca de 400 ativistas após vidros terem sido quebrados com o lançamento de garrafas. Os manifestantes foram forçados a sentar no chão e tiveram as mãos amarradas. As estimativas sobre o número de manifestantes variam de 25 mil, segundo a polícia, a 100 mil, segundo os organizadores, que esperam pressionar os 110 líderes presentes no encontro na capital entre 17 e 18 de dezembro.

Muro de Berlim

"Eles marcharam em Berlim e o muro caiu. Eles marcharam na Cidade do Cabo, e o muro caiu", disse o arcebispo sul-africano Desmond Tutu aos manifestantes. "Eles marcharam em Copenhague, e nós vamos conseguir um acordo real", acrescentou.

"Há muito pelo que lutar na semana restante de negociações", disse Kumi Naidoo, do grupo ativista "TicTacTicTac". Os organizadores da marcha querem que a cúpula consiga um acordo legal completo, o que muitos governos dizem estar fora do alcance.

Milhares de australianos promoveram a "Marcha contra o Aquecimento" e ativistas disseram que 4.000 eventos aconteceram de Fiji aos Estados Unidos, para mostrar apoio a metas para grandes reduções de emissões de gases de efeito estufa. O principal grupo de ativistas de Copenhague percorreu seis quilômetros da cidade até o Bella Center, onde os negociadores se encontraram, e mantiveram uma vigília a luz de velas. Caroline, uma dinamarquesa de 7 anos, carregava uma placa feita em casa dizendo: "Tome conta do nosso mundo até eu crescer."

"Agora é hora de pensarmos nas gerações futuras", disse o nepalês Sherpa Pertamba, que chegou à Dinamarca para participar de protestos com um grupo de 40 montanhistas.

Espera por líderes
No salão de conferência de Copenhague, delegados afirmaram ter avançado em algumas frentes, mas as principais decisões sobre cortes de emissões e financiamento para países em desenvolvimento devem esperar até a chegada dos líderes para a cúpula. "Nós conseguimos um progresso considerável nesta semana", disse a ministra dinamarquesa do clima, Connie Hedegaard, que presidiu as negociações. Os delegados afirmaram que negociadores haviam avançado na elaboração de alguns textos como os que definem novas tecnologias verdes, como energia eólica e solar, que podem ser fornecidas a nações em desenvolvimento e também sobre a promoção do uso de florestas para sequestrar gases de efeito estufa. Os delegados disseram haver divisões profundas em alguns tópicos como o levantamento de fundos para nações em desenvolvimento e divisão de responsabilidades pela redução de emissões.

da Reuters, em Copenhague
Fonte: Folha OnLine

Dívida dos brasileiros cresce mais que renda


Hoje na Folha. Em cinco anos, o número de brasileiros com dívidas acima de R$ 5.000 passou de 10 milhões para 21 milhões, segundo o Banco Central. Eles obtiveram empréstimos que, somados, chegam a R$ 430 milhões. Esse valor equivale a 70% do total de crédito concedido pelo sistema financeiro para as famílias do país. Muitos fizeram pela primeira vez financiamento de veículos ou casa própria, relata Eduardo Cucolo. A íntegra da reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL. O total da dívida dos brasileiros cresceu mais do que a renda dos trabalhadores. Segundo especialistas, esse é um cenário de risco e deve levar a aumento nos calotes em 2010 dependendo do crescimento da economia.

Na avaliação do governo, o movimento de maior endividamento se deve a um aspecto positivo. O aumento no crédito para o consumo foi um fator importante para tirar o país da recessão da virada do ano. Leia a reportagem completa na Folha deste domingo, que já está nas bancas.

da Folha Online

Palestino esfaqueia mulher israelense após profanação de mesquita


Um palestino feriu a facadas na noite de sábado uma mulher israelense no território ocupado da Cisjordânia, após um dia de confrontos provocados pela profanação de uma mesquita, informam fontes policiais. A mulher, de aproximadamente 20 anos de idade, moradora do assentamento de Karnei Shomron (norte da Cisjordânia), ficou levemente ferida. Na hora do ataque, ela estava parada, aparentemente esperando alguém, em um cruzamento de vias perto do bloco de colônias de Gush Etsion, ao sul de Jerusalém. O agressor conseguiu fugir, acrescentou a polícia. O titular do Conselho Municipal de Gush Etsion, Shaul Goldstein, culpou o governo de Benjamin Netanyahu por "dar asas aos terroristas" ao "mostrar fraqueza dentro e fora" de Israel.

A declaração foi uma referência à suspensão parcial da ampliação das colônias judaicas na Cisjordânia pelo período de dez meses. O incidente aconteceu depois que cerca de dez pessoas ficaram feridas em confrontos em Yasuf, um povoado do norte da Cisjordânia onde colonos judeus profanaram uma mesquita durante a madrugada. A violência foi maior entre soldados israelenses e jovens palestinos que protestavam contra a profanação do templo muçulmano, que teve móveis e tapetes queimados, Corões destruídos e paredes pichadas com mensagens agressivas. Fontes da polícia de Israel disseram à edição de hoje do jornal "Haaretz" que temem que profanações como a de ontem gerem uma onda de represálias palestinas, como o esfaqueamento da jovem israelense na Cisjordânia.

da Efe, em Jerusalém - Via Folha OnLine

Revoada de pássaros assusta moradores na Califórnia


E
storninhos europeus escureceram os céus na sexta-feira (11). Cerca de 500 mil aves participaram das evoluções, disse especialista. Moradores do condado de Sacramento, no estado americano da Califórnia, assustaram-se no fim da tarde de sexta-feira (11) com uma revoada de pássaros. As aves formaram uma nuvem escura, com desenhos e manobras incríveis. Motoristas chegaram a parar seus carros para acompanhar o fenômeno. Segundo um especialista, tratava-se de estorninhos europeus, que costumam fazer as acrobacias no fim do dia. De acordo com ele, cerca de 500 mil aves participaram das "evoluções".

Fonte: G1

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"Povo Marcado, Povo Feliz" - Zé Ramalho


Admirável Gado Novo
Composição: Zé Ramalho

Vocês que fazem parte dessa massa
Que passa nos projetos do futuro
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber...

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer...

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Êh!
Povo feliz!...(2x)

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal...

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou...

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Povo feliz!...

O povo foge da ignorância
Apesar de viver tão perto dela
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam essa vida numa cela...

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A Arca de Noé, o dirigível
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar
Não voam nem se pode flutuar...

Êeeeeh! Oh! Oh!
Vida de gado
Povo marcado
Povo feliz!...

Foto Ilustrativa: Fidel Castro em Discurso

Psicoterapeuta Augusto Cury defende flexibilidade na educação de seres humanos - Reportagem: Antonio Vicelmo


AUGUSTO cury diz que a educação mundial está se transformando em um grande hospital de doentes mentais. Segundo ele, os jovens precisam gerenciar suas emoções
Foto: Antônio Vicelmo - 13/12/2009.

O psicoterapeuta Augusto Cury esteve no Cariri, onde destacou a importância da educação e da criação de filhos

Crato. O escritor e psicanalista Augusto Cury, considerado o "papa da autoajuda" pelo fenômeno editorial de títulos como "O Código da Inteligência" e "O Vendedor de Sonhos", se mantém na lista dos autores mais lidos do País desde 2005, com mais de 15 milhões de exemplares vendidos. Recentemente, ele esteve no Cariri, onde participou, como palestrante, do Congresso de Educação, que abordou o tema "Família e Escola, construindo saber, transmitindo valores". Para Cury, não há diferença entre o nível de ensino do Nordeste e do Sul do País. Porém afirma que o nordestino é mais afetivo, aprendeu com as adversidades da vida a suportar as dificuldades. Para ele, a educação contextualizada é importante, mas precisa de cursos profissionalizantes que atendam à demanda regional. Ex-ateu e crítico ferrenho da sociedade moderna, afirma que a sociedade passou a valorizar o sujeito do tipo estressado, nervoso.

Sentado no "hall" de entrada do Hotel Encostada da Serra, no sopé da serra do Crato, ele iniciou a entrevista, dizendo que "a sociedade moderna se tornou um grupo de estranhos, próximos fisicamente e distantes interiormente. Pais, que são manuais de regras e de éticas e apontam o que apenas é certo ou errado, estão aptos para lidar com máquinas, mas não para educar seres humanos". Ao fazer este comentário, Cury ensina que "a educação de seres humanos exige flexibilidade".

"É mais difícil educar um filho do que dirigir uma empresa com milhares de funcionários, ou administrar uma cidade com milhares de pessoas". A avaliação do escritor vem acompanhada de uma orientação. Ele diz que "os pais devem ser generosos, altruístas e solidários com os filhos. Não adianta apenas puni-los diante de seus erros. É necessário primeiro conquistar o território da emoção, ou seja, antes de punir, elogiar, explicar e nunca dar ênfase na punição como objeto de mudança de personalidade". O escritor aconselha também que os pais que passaram pelas intempéries com dignidade, tem que falar, para os filhos, sobre as lágrimas que eles viveram, como uma forma de mostrar que souberam superar os desafios e não perderam o foco dos seus objetivos. "Pais que nunca choraram diante de seus filhos ou que nunca falaram sobre os dias mais difíceis de suas vidas, nunca vão ensinar seus filhos a chorar as suas próprias lágrimas", lembra o escritor. Para ele, "não há ser humano que não derrame lágrimas, seja no vínculo do rosto, ou no teatro psíquico, silenciosamente".

Desmistificar heróis

"Ninguém é digno do podium se não usar os seus fracassos para conquistar o sucesso", disse o autor de "O Código da Inteligência", acrescentando que para formar seres humanos é necessário desmistificar os heróis. Os verdadeiros heróis, segundo afirmou, "são aqueles de carne e osso, os imperfeitos que não têm a necessidade neurótica de estar sempre certos. São os que têm coragem de pedir desculpas, de abraçar e dizer: eu te amo".

Para Augusto Cury, a educação mundial está transformando o mundo num grande hospital de doentes mentais. De acordo o Instituto de Pesquisa Social da Universidade de Michigan, 50% das pessoas, mais cedo ou mais tarde, terão um transtorno psíquico. A Organização Mundial de Saúde (ONU) acredita que, nos próximos 10 a 20 anos, a depressão vai se tornar a mais importante de todas as doenças. 20% dos adolescentes já desenvolvem quadro depressivo.

Anorexia Nervosa

Ao apresentar estes números, o psiquiatra adverte que "o nosso modelo de educação massifica os jovens, que são bombardeados com o excesso de informação". Ele lembra que os jovens não estão desenvolvendo o gerenciamento da emoção, do pensamento, o romance com a própria vida, uma autoestima consolidada. Augusto Cury chama a atenção para o que ele classifica de "anorexia nervosa que consiste não na adoção de um modelo tirânico de beleza. São pessoas que não comem para não engordar". No Brasil, de acordo com Cury, cerca de 1 milhão e 900 pessoas estão sendo vítimas deste sistema social doentio. No mundo são cerca de 50 milhões. A relação com os alimentos, que deveria ser poética, que financia à vida, tem sido traumática.

Nova síndrome

O psiquiatra anunciou a descoberta da Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Ele explica que "pensar demais é o maior vilão da qualidade de vida. É um desgaste maior do que o provocado por uma atividade laboral muscular". O pensar demais, segundo Cury, desenvolve sintomas importantes como acordar cansado, fatigado, dor de cabeça, dores musculares, queda de cabelo, nó na garganta, gastrite, irritabilidade, hipertensão, flutuação emocional, impaciência, intolerância, insônia, déficit de concentração e déficit de memória. Muitos milionários são miseráveis, vivendo em palácios. Estes são alguns dos assuntos destacados na entrevista com o escritor. Cury lembra que, no passado, o número de informações dobrava-se a cada dois ou três séculos. Hoje, dobra-se a cada cinco anos. "Este excesso de informação é registrado no cérebro, gerando uma quantidade de janelas psicodisponíveis como nunca houve na história da humanidade". Ele exemplifica que uma criança de 7 anos de idade tem mais informações do que um imperador romano. "São informações não elaboradas que não se transformam em experiências e sabedoria. Por isso, os jovens vivem estressados. Reclamam quando ficam cinco minutos sem fazer nada".

Educação

Para Augusto Cury, os professores são mais importantes do que os psiquiatras porque eles lavram o solo da inteligência dos alunos para que estes aprendam a proteger as suas emoções. "Mais importantes do que os magistrados porque estimulam os alunos a se colocarem no lugar dos outros". No entanto, de acordo com o psiquiatra, apesar da importância dos professores, o sistema em que eles estão inseridos está doente. Um dos erros da educação, de acordo com o escritor, é não estimular a arte da dúvida que, na filosofia, é o princípio da sabedoria. O outro erro, conforme Cury, "é a não humanização do conhecimento". Quase não se fala no produtor de conhecimentos, suas lágrimas, desafios, perdas, insônias e rejeições. Isso leva os alunos ao não pensar. Eles se tornam servos, espectadores passivos do conhecimento. O psiquiatra diz que "a juventude está sendo transformada numa massa de consumidores passivos de produtos e serviços e não de ideias". Consequentemente, não estão desenvolvendo as funções mais importantes do intelecto, como pensar antes de reagir e capacidade de suportar contrariedades.

Ele sugere mudanças entre os professores. Estes devem voltar às salas de aulas mais equipados pedagogicamente, aptos a estimularem os alunos a fazerem a mais importante viagem: para dentro de si mesmo. Dentro dessa concepção, Cury propõe que os alunos, na sala de aula, não fiquem enfileirados como soldados que estão sendo preparados para uma guerra. Este modelo cria uma hierarquia intelectual. Os alunos devem se sentar em círculo, ou em meia-lua. Ele sugere também o uso de música ambiente durante as aulas, para motivar o território da emoção, desacelerando o pensamento, melhorando o nível de concentração e, também, de assimilação.

Sem diferença

Para Cury, não existe diferença entre o nível educacional do Nordeste e do Sul do Brasil. No entanto, explicou que, do ponto de vista emocional e afetivo, o nordestino é mais desenvolvido. Ele lembra que todas as sociedades que passaram por dificuldades, frustrações, tendem a desenvolver a solidariedade para sua sobrevivência. Isso ocorreu também em alguns países da Europa. Mas, no campo educacional, não há diferença. Os erros são os mesmos. Na sua visão, cada escola deveria ser responsável pelo seu orçamento na contratação de professores, reformas e compra de equipamentos. Os professores deveriam ganhar mais e trabalhar menos. Trabalho intelectual excessivo gera desgaste. O salário dos professores deve ser de acordo com o rendimento dos alunos.

Educação contextualizada

Na sua avaliação, a educação contextualizada é muito importante porque leva os alunos a lidar com os fatores que vão vivenciar ao longo da trajetória de vida: seca, desemprego, dificuldades geográficas, que estimulam o processo de superação da vida. "Mas é fundamental uma educação voltada para a formação de técnicos capazes de atender à demanda do crescimento. Existe um complexo de inferioridade. Muitos preferem os diplomas de médico, dentista, quando o País não tem espaço social para tanto".

Inteligência multifocal

Autor do livro "Inteligência Multifocal", Augusto Cury fala sobre a necessidade de proteger a emoção. Ele diz que já tratou de pessoas milionárias que, na verdade, eram miseráveis morando em palácios porque nunca aprenderam a proteger a sua emoção. São pessoas excelentes nas suas áreas de atuação, mas não eram líderes de si mesmo. Uma das formas de proteger a emoção é aprender a doar, sem esperar a contrapartida do retorno. Quem espera demais, pode ter uma vida miserável. É preciso entender que, por trás de uma pessoa que fere, há uma pessoa ferida. E, finalmente, compreender que as relações humanas, por melhores que sejam, sempre serão uma fonte de estresse. "Podemos conviver com animais e nunca sofrer uma decepção. A convivência com o ser humano é complicada, um dia haverá decepções. A maior vingança contra o inimigo não é odiá-lo, mas perdoá-lo", orienta o escritor.

Novo livro

Ao fim da entrevista, Cury anunciou o lançamento do seu novo livro "De Gênio e Louco, Todo Mundo Tem um Pouco". Em seu novo livro, Augusto avalia as pessoas que, apesar do seu potencial para a genialidade, são tolhidas da sociedade. Além disso, alerta a juventude para se preparar para enfrentar os problemas ambientais do futuro.

FIQUE POR DENTRO
Trajetória

Augusto Jorge Cury (Colina, 2 de outubro de 1958) é médico, psiquiatra, psicoterapeuta e escritor. Desenvolveu a Teoria da Inteligência Multifocal, sobre o funcionamento da mente e o processo de construção do pensamento. Seus livros já venderam mais de 15 milhões de exemplares no Brasil. É pesquisador na área de qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência, abordando a natureza, a construção e a dinâmica da emoção e dos pensamentos. O autor desenvolve teorias científicas sobre a construção do pensamento, disseminadas no seu centro de estudo intitulado Academia de Inteligência, na qual exerce função de diretor. É pesquisador na área de qualidade de vida e desenvolvimento da inteligência, abordando a natureza, a construção e a dinâmica da emoção e dos pensamentos.

Antônio Vicelmo
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Chapada do Araripe OnLine

O idealismo perdura


Desde os tempos dos primeiros filósofos até os dias de hoje, uma das grandes discussões da filosofia – e até certo ponto também dentro da religião – gira em torno do conflito entre o idealismo e o materialismo. Há tempos em que parece que um domina o outro, e atualmente estamos obviamente vivendo num mundo dominado pela filosofia do materialismo. De fato, o materialismo ficou tão firmemente estabelecido, tão altamente respeitado e buscado como uma solução para tudo – ou, pelo menos, como tendo a solução para todos os problemas do homem – que é difícil receber um depoimento em favor do idealismo, mas sues benefícios, há muito conhecidos, são de fato grandes.

Nossas instituições educacionais enfatizam as fases materialistas da instrução. Propagandas nos jornais e revistas apelam para nossos instintos aquisitivos, o desejo de ter, de ter mais, de ser melhor, de controlar, em outras palavras, de ter e controlar objetos materiais, inclusive as vidas dos outros. O materialismo é uma filosofia que se baseia no princípio de que tudo que é real e conveniente é de natureza material e que nada de valor existe fora da gratificação material dos nossos sentidos. A posição radicalmente oposta constitui o princípio geral do idealismo, que diz que a realidade material é apenas transitória, que o que tem valor real e perdura por todo o tempo é imaterial e não o mundo físico e material.

Não vamos ao extremo de negar os benefícios da aplicação de uma abordagem materialista à vida. Acreditamos que o materialismo deve ser reconhecido e que a realidade física e as leis muitas vezes rígidas que governam a realidade material constituem um fator crucial em nossa experiência de vida. De fato, sem ele não conseguiríamos evoluir. No entanto, também acreditamos que as coisas pelas quais vale a pena viver e as aspirações a que devemos nos dedicar existem basicamente para desenvolver nossas sensibilidades psíquicas, mentais e espirituais, pois, dentro da razão, os fatores materiais vão se resolver sozinhos quando tivermos os outros sob controle. O materialismo não deveria ser a força controladora de nossas vidas; em vez disso, deveria levar a uma consciência espiritual dentro de nós e ser usado por ela para fazer avançarem o bem e a nossa evolução para um nível mais elevado.

Atualmente, no entanto, ser um idealista é muitas vezes ser colocado em uma categoria de “um tanto estranho”. Algumas pessoas são tão materialistas que negam a possibilidade de qualquer idealismo de valor. Negando tal estado ou tal condição, vivem na contramão de suas próprias experiências e ignoram muito daquilo que apóiam num mundo materialista. O homem moderno, por assim dizer, é aquele que afirma que não precisa de mitos. Ele não precisa de nenhuma interpretação de sua vida que envolva seres sobrenaturais ou forças ou condições de vida que não consegue medir com seus instrumentos, que são, afinal de contas, projetados apenas para medir coisas materiais. Ele não acredita – assim diz – em qualquer entidade que não seja de natureza material. Não se deixa afetar por qualquer coisa que não seja a pressão material de sua existência. Essa é a abordagem assumida pelo verdadeiro materialista, mas, felizmente, é uma abordagem que está aos poucos caindo de moda à medida que os físicos modernos descobrem cada vez mais princípios subjacentes que parecem ter sido usados amplamente pelos místicos já há vários milhares de anos.
Num determinado nível, a cultura mundana não lida com elementos que não sejam materiais. Vamos tomar alguns exemplos. Temos costumes. Temos leis. Existem artes criativas. Existem certos ideais, como o patriotismo, o internacionalismo, o socialismo, o capitalismo e muitos outros exemplos semelhantes. Todos esses conceitos de leis, assim como os conceitos de artes, são coisas
imateriais.

A música não é o instrumento que a produz, nem a página em que as notas são escritas. As leis não são os livros de leis nos arquivos do governo ou nos escritórios de advocacia. Costumes são conceitos, alguns criados depois de muito pensamento e talvez até por amargas brigas, mas foram preservados e seguidos através dos tempos. São todos “imateriais”. São idéias que primeiro existiram em uma mente e depois foram transferidas para muitas outras mentes. Apenas após muito pensamento, debate e uso, esses conceitos “imateriais” levaram a benefícios materiais.
Num mundo materialista dir-se-ia que não existe capitalismo, socialismo ou patriotismo e, mesmo assim, existem materialistas radicais que apoiam ou condenam cegamente exatamente esses conceitos, esquecendo-se de tudo mais. O materialista mais radical é muitas vezes extremamente oposto a um ou outro “ismo” e espera que o resto do mundo adira ao seu “ismo” particular, excluindo todos os outros. É por isso que estamos emaranhados num mundo afetado por idéias e, ao contrário da crença geral de que o materialismo é a filosofia predominante da atualidade, é o idealismo que perdura. Idealismo é o que vai restar depois que todos voltarmos ao pó e as futuras gerações tiverem que tratar dos problemas e desafios de um mundo que evolui. O idealismo mostra uma forte e interminável resistência.

Não vale a pena tentar argumentar a favor do idealismo diante daqueles que fecham suas mentes e pretendem ser materialistas no sentido estrito da palavra, mas, certamente, diante daqueles que se subscrevem aos ideais, vale a pena continuar tentando ilustrar por suas vidas e por seu comportamento – assim como por seus pensamentos, atos e palavras – que os ideais têm um lugar no esquema universal. Sem ideais não haveria nada que não pudesse ser tirado de nós. A pessoa que já teve problema de saúde ou um retrocesso em sua condição econômica muitas vezes é capaz de manter sua sanidade pelo fato que ideais que foram implantados em sua consciência e aos quais ele recorre, lhe deram apoio nos momentos de necessidade. Para o materialista isto é muito importante, pelo menos para fins de argumento.

Alguns materialistas dirão que a religião e a filosofia são simplesmente uma ilusão imposta à mente, quer por um fator externo ou por nós mesmos; que o individuo que continua sorrindo mesmo diante da adversidade, devido aos pensamentos e idéias aos quais ele se subordina, está persistindo apenas por força de uma ilusão. Uma resposta a tal desafio poderia ser que, não importa como chamemos tal prática, ela muitas vezes pode dar bons resultados. Muitas vezes indivíduos tiveram sucesso, realizaram grandes atos e se tornaram grandes líderes porque tinham idéias que eram mais importantes do que posses materiais, enquanto que, no caso de um materialista que baseia todo o seu comportamento num computador e coloca todos os seus esforços na posse de valores materiais, se esses fatores desaparecerem, então não lhe sobra nada. Esse individuo não vai ter nada em que se apoiar.

O idealismo perdurou e vai continuar perdurando porque a natureza do universo é, num certo sentido, a fonte da qual o idealismo jorra. Vivemos num universo feito de coisas materiais sobre as quais o materialismo fundamenta seu valor. No entanto, aquilo que o motiva, que faz com que ele exista em primeira instância, são forças que não estão isoladas por padrões materiais comuns.
Não há porque tentar discursar sobre os pontos mais sutis do materialismo versus idealismo ou revisar seus conflitos, mas aqueles dentre nós que seguem uma filosofia idealista em sua origem devem permanentemente procurar trazer para diante daqueles que se subscrevem apenas ao materialismo, o fato real de que não importa como possamos ver essa questão, somos todos até certo grau idealistas. Ainda temos pensamentos. Ainda temos emoções, e a maior parte do comportamento do homem atualmente se baseia em seus pensamentos e em suas emoções. E ambos são de natureza imaterial.

Se formos totalmente honestos em nossa análise, muito do que mantemos como valor não está diretamente relacionado às nossas posses materiais. De fato, muitas de nossas posses materiais têm uma nuance idealista que lhes dá valor. Isso é particularmente verdadeiro no caso de objetos como lembranças e antiguidades que têm valor não pelo material que está contido neles, mas por associação, em nossas mentes, com outros fatores que lhes dão valor. Não há dúvida de que todos temos algum objeto físico ou outro cuja privação nos traria muita tristeza, não porque não pudéssemos facilmente e convenientemente substituir seu valor real e material, mas devido a sua associação a pessoas ou acontecimentos que têm grande importância emocional ou espiritual para nós. Tais objetos adquiriram em nossas mentes uma aura que lhes deu um valor não apenas do mundo material.

É por isso que o idealista tem muita satisfação em ser capaz não apenas de perceber que seu objetivo e meta estão no mundo dos ideais, mas que ele pode ligar essas idéias até mesmo às coisas materiais e aos seus padrões de comportamento diário, e atribuir a eles mais valor e ter ainda mais satisfação como resultado desse apego.

A Vós Confio!
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