xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 02/11/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - VÍDEO DE LANÇAMENTO - Em breve, as novas transmissões TV Chapada do Araripe. Espero que curtam o vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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02 novembro 2009

Alerta - Texto de Alessandra Bandeira


Hoje andando pelas ruas do Crato tenho visto uma realidade preocupante, o aumento no consumo de crack. Esse é um problema que não assola so pessoas sem condições finaceiras mas até pessoas que tem condições financeiras estão embarcando nessa viagem sem volta. Por mais que nos cegamos e achemos que não é nosso problema , deveriamos como cidadãos pensar em algo que pudessemos fazer para que esse mal seja acombatido. O crack é a pior droga que possa existir, por ter um efeito, o usuário consome grandes quantidades, muitos não tendo dinheiro se prostituem ou robam. Pensem nisso, pois vcoês tem filhos e não estão livres disso. Conheço pessoas que tem boa educação e dinheiro que entraram nessa furada.Meu apelo a para que todos nós que fazemos o Blog pensemos em uma campanha para ajudar o poder público no combate a essa mazela. A responsabilidade é de todos nós, não se cale diante disso!

Essa não é uma realidade só do Crato mas nacional!

Por Alessandra Bandeira

Descontração: Seria arte?? - Por: Alessandra Bandeira












Fonte desconhecida
Por Alessandra Bandeira

BLOGDESABAFO: Zilberto Cardoso, O Palácio Bispado e o Juazeiro do Padre Cícero do Crato-Por Wilson Bernardo.


GUARDIÕES DA FORTUNA...

Sursum Corda...


BOXE 16 DO MERCADO CENTRAL.
"O Brasil é uma procissão de Milagres"
Sérgio B.de Holanda
O milagre de Juazeiro
É bem mais
Comercial...
UM COMÉRCIO PROFANO.
Padim Cícero faz milagres
no Juazeiro.
A geladeira é na
sala de visitas.


Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)

Barbalha preserva o patrimônio histórico - foto de Heládio Duarte

Abertas as inscrições do edital Tesouros Vivos da Cultura 2009 As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro no Estado do Ceará

O Ceará pode completar o quadro de 60 mestres esse ano, número limite estipulado pela Lei dos Tesouros Vivos da Cultura. Atualmente, são 57 mestres registrados, sendo seis deles já falecidos.

A Secretaria da Cultura do Ceará - Secult abre inscrições para o edital Tesouros Vivos da Cultura 2009. O edital seleciona os portadores ativos de uma tradição da cultura cearense. São nove (9) vagas destinadas para o registro de pessoas naturais (os reconhecidos “Mestres da Cultura”), duas (2) vagas para registro de grupos e duas (2) vagas para registro de coletividade. As inscrições estarão abertas até o dia 30 de novembro e devem ser remetidas à sede da Secult (localizada no Centro Administrativo Gov. Virgílio Távora à Av. General Afonso Albuquerque Lima, S/N, Ed. SEAD, Cambeba. CEP 60.839-900). O edital dos “Mestres” titula pessoas, grupos e comunidades que guardam a memória um saber coletivo - mas não se trata apenas de um guardião mas de pessoas que a invetam e recriam - transmitindo às demais gerações. Um Mestre é um sujeito ativo das tradições culturais, é a um só tempo artífice e artista. São patrimônios vivos da cultura cearense.

Sendo assim, poderão ser reconhecidos como “Tesouros Vivos da Cultura” as pessoas naturais, os grupos e as coletividades dotados de conhecimentos e técnicas de atividades culturais cuja produção, preservação e transmissão sejam consideradas representativas e referenciais da cultura do Estado. A seleção destes candidatos será realizada por Comissão Especial, formada por cinco (5) membros os quais serão designados pelo Secretário da Cultura. A inscrição - Com recursos de R$ 63.156,00 oriundos do Tesouro Estadual, o edital tem inscrição gratuita e aberta a pessoas naturais, grupos e comunidades que atendam de forma cumulativa os seguintes requisitos: comprovar a existência e a relevância do saber ou do fazer; ter reconhecimento público; deter a memória indispensável à transmissão do saber ou do fazer; propiciar a efetiva transmissão dos conhecimentos; possuir residência, domicílio e atuação no Estado do Ceará há pelo menos 20 anos completos ou a serem completados em 2009. A premiação -As pessoas físicas que receberão o título de “Mestres da Cultura”, além da diplomação solene, recebem auxílio financeiro a ser pago, mensalmente, pelo Estado do Ceará, em valor não inferior a um salário mínimo, que poderá ser vitalício ou temporário.

Para o registro de grupos cabe o diploma solene que concede o Título de “Tesouro Vivos da Cultura”, além do auxílio financeiro destinado à manutenção de suas atividades, a ser repassado pelo Estado do Ceará, durante o período de 02 (dois) anos, em cota única, em valor não inferior a R$ 4.200,00. Por fim, ao registro das coletividades - que podem ser comunidades inteiras que tragam vivas a tradição do fazer e saber- o Estado do Ceará concede o título de “Tesouro Vivos da Cultura” Tradicional Popular do Estado do Ceará, além de dar prioridade na tramitação de projetos direcionados às Políticas Públicas Estaduais, no ano subseqüente ao de sua diplomação.

Mestres - Atualmente, o Ceará conta com 57 registros e possui seis mestres já falecidos (Mestres Juca do Balaio, Panteca, Joviniano, Walderêdo, Joaquim Mulato e Miguel). A Lei dos Tesouros Vivos prevê o limite máximo de 60 (sessenta) titulações para pessoas físicas, marco que se alcança neste ano de 2009. No caso de grupos e coletividades, o Ceará possui diplomados dois (2) grupos e ainda nenhuma coletividade (comunidade).

Legislação - O Ceará é referência quanto a legislação de Patrimônio Imaterial que reconhece e apóia os mestres, grupos e coletividades da cultura popular, sendo reconhecido nacionalmente através do Prêmio Culturas Populares 2007, do Ministério da Cultura. Criada em 2003, a Lei nº 13.351 garante o registro dos Mestres da Cultura Tradicional Popular, apoiando e preservando a memória cultural do nosso povo, transmitindo às gerações futuras o saber e a arte sobre os quais construímos a nossa história. Em 2006, esta Lei foi revisada e ampliada, trazendo a manutenção dos grupos e coletividades. A Lei dos Tesouros Vivos da Cultura, de Nº 13.842, foi publicada no Diário Oficial do Estado do Ceará em 27 de novembro de 2006.

Leia o edital em www.secult.ce.gov.br/categoria1/edital-tesouros-vivos-da-cultura

Mais informações na Coordenação de Patrimônio Histórico e Cultural - COPAHC pelo telefone: (85) 3101-6786 e 3101-6787 ou através do e-mail: copahc@secult.ce.gov.br
Jornalistas responsáveis: Bianca Felippsen (8878.8805) e Fabio Marques(8832-4716)

Por: Janinha

Festas e danças lembram as raças que formaram os brasileiros


Alceu Maynard de Araújo diz que "seria um erro imperdoável classificar as nossas danças pelas influências de origem, porque isso, seria afastar-se de um critério realmente científico". Com o devido respeito ao mestre, contrariando a sua advertência, como o fizemos nos Folguedos populares, vamos manter o mesmo roteiro que nós traçamos, por nos parecer que ele facilita esta exposição despretensiosa, onde a síntese deve predominar e que visa apenas, dar uma visão panorâmica de assunto tão complexo para encaminhar o debate dos especialistas. Começaremos por tratar das danças sincréticas, isto é aquelas que foram criadas no Brasil pelo elemento civilizador, mas com nítida influência indígena. É o caso das danças religiosas, inventadas pelos jesuítas na luta da catequese do índio, como a dança de Santa Cruz, a dança do cururu e o cateretê.

Dança de Santa Cruz: De caráter religioso. É praticada no interior de São Paulo. Produto de canto, elemento litúrgico — por excelência, ensinado pelo jesuíta e a dança de roda dos indígenas. Essa dança é executada diante de uma cruz colocada nos portais das casas. Não há traje especial. Os dançantes vão batendo os pés, compassadamente, sob o ritmo da viola. É também conhecida por sarabacué, vocábulo de origem indígena.

Cururu: dança também de fundo religioso, geralmente realizada à noite com canto de desafios improvisados com acompanhamento de viola. De uso ainda, em Mato Grosso e São Paulo.

Cateretê: dança semi-religiosa e semi-profana, usada pelos catequistas e muito difundida entre os caipiras de São Paulo. Sua área, outrora, se estendia de Sorocaba a Cruz Alta — no Rio Grande do Sul. Era a dança dos tropeiros e nela não intervinham mulheres. Pelos caipiras é dançada com tamancos e pelos tropeiros antigos, com grandes esporas, que retiniam acentuando o compasso. Ainda de uso no estado do Rio e São Paulo.

Dança de São Gonçalo: de caráter religioso e influência portuguesa, que se realizava após a devoção a São Gonçalo de Amarante, português, segundo alguns, padroeiro dos violeiros e guitarristas. Essa dança é de uso muito antigo no Brasil e hoje ainda é praticada no litoral do Rio de Janeiro, Piauí, Maranhão, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

Fandango: originário da Península Ibérica, comum à Espanha e Portugal. Não é propriamente, uma dança, mas um conjunto de danças, de uso nos estados do sul. Está ligado ao canto e à viola. Até fins do século XVIII esteve em voga até mesmo em festas palacianas. Hoje só é praticada no ambiente rural. Nos estados do norte se confunde com a marujada e nos estados do sul, principalmente no Rio Grande, ainda está em plena vigência, é sinônimo de bailes, onde se dançam várias danças regionais.

Para o Rio Grande o fandango foi trazido pelos açorianos. Cerca de uma centena de denominações registram os folcloristas para as danças do fandango, no sul do país: chico, ciranda, dandão, curitibano, reliz-amor, macaco, manjericão, feliz-meu-bem, mico, morada, morro-seco, marujo, nhá-maruca, passado, pericão, pica-pau, pipoca, recortado, sabão, sapo, serraria, anu, caranguejo, pezinho, tatu, chimarrita, queromana, tirana, vilão e uma infinidade de outras.

O Movimento Tradicionalista do Rio Grande do Sul, fundado há 25 anos reviveu os velhos fandangos, que passaram a ser praticados nos Centros de Tradições e pelas Campanhas Gaúchas, onde sempre existiram e foram praticados.

Fado: usado, ainda, no estado do Rio de Janeiro, com diversas modalidades: mana-chica, feijão-miúdo, quindim, andorinha, balão-ligeiro, extravagança, etc. É uma dança figurada, semelhante à quadrilha, com canto e acompanhamento de viola, como informa Rossini Tavares, inspirada, sem dúvida no fado português, embora a dança seja tipicamente brasileira, e tenha, em certa época, atingido os altos salões sociais.

Carimbó: de uso na Amazônia. Sua origem é controvertida, mas na opinião de autoridades em folclore, seria uma das danças do fandango desgarrada para a Amazônia.

Lundu ou lundum: nascida do batuque dos escravos e que chegou até as classes altas. "Dança, onde braços e pernas se agitam com aquela ênfase que só os povos primitivos, sabem dar as suas danças", no dizer de Maynard Araújo. É uma dança acompanhada de versos satíricos, que chegam a ser proibidos como destruidora dos bons costumes. De uso no Pará e Bahia.

Jongo: sobreviveu em poucos lugares do Brasil, mais precisamente em São Paulo e na zona da cafeicultura fluminense e capixaba. Oriundo de Angola, constitui a mais rica herança da cultura negra. Enraizou-se nas terras por onde andou o café. Em Minas é conhecida por caxambu. Bambelô é uma de suas variantes.

Batuque: Possivelmente, originário de Angola ou do Congo. Apresenta aspectos diferentes em diversas regiões do País. Chegou a ser proibida pela igreja por sua imoralidade. É uma dança de umbigadas, dança sensual de senzala. Dela se derivam muitas outras danças.

Baiano ou baião: dança rasgada, lasciva, movimentada ao som de canto e acompanhamento de viola e pandeiro, originário dos africanos, transformação de suas danças tradicionais, como o maracatu e o batuque. Assim o definiu Silvio Romero. Modernamente modificado por Luiz Gonzaga, em 1946, tornando-se vitorioso em todo o Brasil.

Samba: dança que procede do batuque, nativa de Angola e do Congo. Samba é corruptela de semba. É dança de umbigada como o batuque. Como o frevo pernambucano, já deixou de ser folclórico, mestiçando-se com outras músicas. Alguns folcloristas consideram folclórico o samba-lenço, modalidade do samba rural, dançado em São Paulo e o samba-roda já em sincretismo com o fandango. O samba carioca não é folclórico e sim popular. Além dessas, teríamos, ainda, de influências africana as seguintes danças: tambor de crioula (Maranhão); tambor de negro (Maranhão); baião de negro ou punga (Maranhão); baião de negro ou macaba (Maranhão) e dança do tambor (Goiás). Rossini Tavares de Lima relaciona como variantes da carimbó, peru de atalaia, camaleão, jacaré, gambá, bagre e retumbão, de uso no Pará.

A desfeiteira, no Amazonas; baio e xexem, no Piauí, esta última de origem árabe; melindó, no Ceará, dança de roda executada só por mulheres; serrote, no Rio Grande do Norte; xaxado, em Pernambuco; xenhennhem, em Alagoas; siriri no Mato Grosso. Todas essas danças são de origem controvertida, possivelmente criação do nosso mestiço brasileiro, inspirado em outras danças. No Rio Grande do Sul, teríamos, ainda: dança dos facões, reminiscência da dança pírrica, dança guerreira da Grécia, de origem dórica, que era executada com armas na mão. Serviam aos homens, desde a infância, como preparação para os combates, origem remota da danças das espadas, universalmente conhecida. Dela vieram os paulitos portugueses e o tum-dum-dum paraense; a chula, originária da Galiza, de uso em Portugal e Espanha. Dança acrobática de competição, só de homens, praticada no Rio Grande do Sul, desde os tempos remotos. As polcas e mazurcas, de origem polonesa. Os chotes, de origem germânica; as milongas e rancheiras, de origem platina, todas já incorporadas ao velho fandango gaúcho.

Merece, ainda, ser lembrada a quadrilha, de uso universal, originária da França, que, no passado, deslumbrou os grandes salões europeus e brasileiros, que foi comum a todo Brasil e, hoje ainda sobrevive nos bailes camponeses do Rio Grande e de outros estados.

("Festas e danças lembram as raças que formaram os brasileiros". Diário de Notícias. Porto Alegre, 24 de fevereiro de 1974)
http://www.jangadabrasil.com.br

SÍTIO CALDEIRÃO, O ARAGUAIA DO CEARÁ: UM GENOCÍDIO ESQUECIDO PELO PODER PÚBLICO!


OTONIEL AJALA DOURADO
COMENTÁRIO FEITO NO BLOG:CULTURA NO CARIRI

No
CEARÁ, para quem não sabe, houve também um crime idêntico ao do “Araguaia”, contudo em piores proporções, foi o MASSACRE praticado por forças do Exército e da Polícia Militar do Ceará no ano de 1937, contra a comunidade de camponeses católicos do Sítio da Santa Cruz do Deserto ou Sítio Caldeirão, que tinha como líder religioso o beato JOSÉ LOURENÇO, seguidor do padre Cícero Romão Batista A ação criminosa deu-se inicialmente através de bombardeio aéreo, e depois, no solo, os militares usando armas diversas, como fuzis, revólveres, pistolas, facas e facões, assassinaram mulheres, crianças, adolescentes, idosos, doentes e todo o ser vivo que estivesse ao alcance de suas armas, agindo como feras enlouquecidas, como se ao mesmo tempo, fossem juízes e algozes.

Como o crime praticado pelo Exército e pela Polícia Militar do Ceará foi de LESA HUMANIDADE / GENOCÍDIO / CRIME CONTRA A HUMANIDADE é considerado IMPRESCRITÍVEL pela legislação brasileira bem como pelos Acordos e Convenções internacionais, e por isso a SOS - DIREITOS HUMANOS, ONG com sede em Fortaleza - Ceará, ajuizou no ano de 2008 uma Ação Civil Pública na Justiça Federal contra a União Federal e o Estado do Ceará, requerendo que sejam obrigados a informar a localização exata da COVA COLETIVA onde esconderam os corpos dos camponeses católicos assassinados na ação militar de 1937. Vale lembrar que a Universidade Regional do Cariri – URCA, se quisesse, utilizaria sua tecnologia avançada e pessoal qualificado, para, através da Pró-Reitoria de Pós Graduação e Pesquisa – PRPGP, do Grupo de Pesquisa Chapada do Araripe – GPCA e do Laboratório de Pesquisa Paleontológica – LPPU encontrar a cova coletiva, uma vez que pelas informações populares, ela estaria situada em algum lugar da MATA DOS CAVALOS, em cima da Serra do Araripe. Frisa-se também que a Universidade Federal do Ceará – UFC, no início de 2009 enviou pessoal para auxiliar nas buscas dos restos dos corpos dos guerrilheiros mortos no ARAGUAIA, esquecendo-se de procurar na CHAPADA DO ARARIPE, interior do Ceará, uma COVA COM 1000 camponeses.

Qual seria a razão do descaso contínuo das autoridades para com as vítimas do SÍTIO CALDEIRÃO? ou não passaria de discriminação por serem “meros nordestinos católicos”? Diante disto aproveitamos a oportunidade para pedir o apoio de todos os cidadãos de bem nessa luta, no sentido de divulgar o CRIME PERMANENTE praticado contra os habitantes do SÍTIO CALDEIRÃO, bem como, o direito das vítimas serem encontradas e enterradas com dignidade, para que não fiquem para sempre esquecidas em alguma cova coletiva na CHAPADA DO ARARIPE.

Dr. OTONIEL AJALA DOURADO
OAB/CE 9288 – (85) 8613.1197
Presidente da SOS - DIREITOS HUMANOS
www.sosdireitoshumanos.org.br


Diretrizes de gestão do Geopark Araripe - Por: José Sales


Alguns equívocos estão sendo cometidos na gestão do Geopark Araripe.

O primeiro deles é não considerar que nossas potencialidades são únicas e notáveis em todo o mundo. Temos a maior quantidade de registros fósseis do Período Cretáceo do planeta, sendo os Fósseis de Santana os mais íntegros documentos da História da Terra e das origens da vida. Temos agregado a isto uma Floresta Nacional, dotada de um panorama de biodiversidade desconhecido, mas integralmente mantida como tal há 60 anos. O contexto cultural, a expressão popular e amiencia religiosa da Região do Cariri nos distinguem completamente do restante do país, tanto que este patrimonio imaterial está em vias de ser considerado um dos mais relavantes do Brasil. O segundo equívoco é desconhecer, propositalmente, que todas as realizações feitas anteriormente entre 2005 e 2006, que deram origem a outras mais extensivas a 2007/ 2008/ 2009, que levaram ao reconhecimento e credenciamento da região pela UNESCO, na 2nd Global Conference on Geoparks, em Belfast, na Irlanda indicaram que o acervo do Museu da Paleontologia da Urca, em Santana do Cariri será uma das principais ancoras deste conceito de Geopark proposto(1), que as escavações de pesquisa do Sítio Canabrava estão de acordo com as recomendações internacionais e podem se transformar em museu ao ceú aberto, a semelhança de vários outros existentes no mundo(2); que toda a informação e identidade visual dos geotopes foram feitas de acordo com rigor recomendado pela UNESCO e que material informativo tem qualidade excepcional(3) e que há necessidade expressa e obrigatoria da manutenção escritório de informações do Geopark Araripe, no Crato, como o portal de informações deste conjunto de monumentos naturais protegidos(4). O terceiro equívoco é imaginar que a transposição de modelos de gestão europeus e notadamente portugueses, vistos na várias viagens interncionais recentemente realizadas é de alguma forma significante ao que devemos construir na nossa realidade regional, quando aqui mesmo, ao nosso lado existem experiencias notabílissimas com reconhecimento internacional, como são os casos do Parque Nacional da Serra da Capivara, no Estado do Piauí, administrado há quase 30 anos pela Fundação do Homem Americano e o Parque Nacional do Arquipélago de Fernando de Noronha, administrado pelo próprio IBAMA.

Conviria aos atuais gestores do Geopark Araripe, verificar e absorver tudo o que foi feito, na trajetória recente de consolidação deste conceito, desde a exposição Araripe: Ciencias da Terra, Ciencias da Vida, na Fundação Alvares Penteado, em São Paulo, coordenada pela Fundação Araripe, que infelizmente nunca chegou até nós(1), a montagem do Aplicattion Dossier UNESCO, que levou ao credenciamento do Geopark Araripe(2); as várias exposições sobre o Geopark Araripe e Fósseis de Santana, feitas no Market Place, em Osnabrück, na Alemanha(3), no Parque de Exposições do Crato(4), no Centro de Arte e Cultura Dragão do Mar, em Fortaleza(5) e Centro de Convenções de Salvador, naquela cidade(6). Além da várias reportagens inclusive do Programa Globo Ciencia(6) e Canal Futura(7) sobre o assunto e ver direitinho o que se passa.

Verificando amiúde se esta "reinvenção da roda" tal qual está sendo proposta é adequada.

Por: José Sales

Cutrale devolve terras griladas - Por: Roberto Malvezzi

Num gesto único na história brasileira, a Cutrale vai devolver as terras públicas que grilou para plantar laranja. Segundo uma pessoa que ocupa cargo decisivo, “mais importante que sete mil pés de laranja derrubados, são as cem mil famílias de brasileiros que estão na beira das estradas”. O único condicionante da empresa é que as terras sejam destinadas à reforma agrária, dando preferência às famílias que ocuparam o lugar dias atrás.Para maior surpresa, admitiu que é inconcebível que, “num país de 8,5 milhões de Km2, haja tantas pessoas sem um lugar para trabalhar e até mesmo para morar”.
Com esse gesto, continuou, “contribuiremos para fazer uma justiça histórica nesse país, já que desde a chegada dos portugueses, a terra tornou-se um pesadelo para nossos índios, negros e pequenos camponeses. Queremos, de uma vez por todas, superar essa injustiça histórica, criar a paz no campo e que essa paz se estenda também por nossas cidades”.Para concluir, afirmou que “espero que todas as pessoas e empresas que grilaram terras públicas, como aquelas do Pontal do Paranapanema, ou na Amazônia, ou em qualquer outro canto do Brasil, repliquem o nosso gesto, devolvendo ao país o que é do país. Afinal, todos os brasileiros têm direito a um lugar digno para viver, sem precisar de favores governamentais. Além do mais, uma vez feita a justiça no campo, não vamos mais precisar de ocupações de terras”.
O gesto da Cutrale, sem dúvida, é histórico e pegou de surpresa todos aqueles que querem criar uma CPI para investigar o MST. Afinal, ao reconhecer que o primeiro crime cometido foi a grilagem das terras, não há mais porque buscar culpados onde eles não existem.

A PETROBRAS E A GESTÃO DO PSDB - Por: Lucimar Bueno

Diversas denúncias marcaram gestão FHC.
É possível arriscar que o feitiço se volte contra o feiticeiro e a investigação da CPI da Petrobras remeta a alguns anos atrás, quando o governo Fernando Henrique Cardoso buscou transformá-la em “Petrobrax”. A possibilidade é defendida pelo jornalista Luiz Carlos Azenha em seu blog : “O brasileiro se identifi ca com a Petrobras. Os inquisidores da empresa correm o risco de serem tachados de entreguistas, de prejudicarem a empresa e, portanto, a imagem do Brasil no Exterior”.
Confira a seguir algumas informações levantadas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) sobre as denúncias que pairam sob a condução da Petrobras no governo FHC.
• A Petrobras, sob a gestão do PSDB (1995-2002), aparelhou o Conselho de Administração da estatal e substituiu seis conselheiros por prepostos da iniciativa privada e de empresas internacionais de petróleo. O objetivo era demitir, reduzir investimentos e demonstrar que a Petrobras não tinha competência para administrar o monopólio da União.
• Francisco Gros, presidente do período FHC, disse logo após a posse que a Petrobras passaria de estatal a empresa privada de capital internacional.
• O movimento sindical foi reprimido duramente durante a greve de 1995, quando o Exército foi enviado para invadir refinarias e retirar os petroleiros. TST impôs multas exorbitantes aos sindicatos.
• FHC dividiu a Petrobras em 40 subsidiárias, para privatizá-las uma a uma.
• Vendeu 36% das ações da Petrobras na Bolsa de Nova York por menos de 10% de seu valor real.• Aprovou a Lei 9.478/97, que contraria a Constituição e concede o petróleo – que deve ser da União – a quem o produz.
• Mudou o nome da Petrobras para Petrobrax, para vendê-la melhor nos países de língua inglesa.
• “Foi neste período, da dita ‘gestão competente’ do PSDB na Petrobras, que a imagem da empresa no Brasil e no exterior passou por seu pior momento: foi a época dos grandes acidentes da P-36, da Baía de Guanabara e do rio Iguaçu. Foi a época da Petrobrax”, avalia João Antônio de Moraes, da FUP.
• Período de terceirização, precarização e acidentes de trabalho que permanece até hoje. Desde 1995, são mais de 270 mortes, sendo mais de 220 de pessoas ligadas a empresas prestadoras de serviços.

02 de Novembro:FINADOS!-Por Wilson Bernardo...

Entender a Morte é aceitar o Previsível... Lamentos e a morte é uma continuidade.
UM RITUAL.
Memórias...
O cemitério
sobrevive de datas.
Nasceu.
Morreu.
Wilson Bernardo(Poema & Fotografia)

Nota de falecimento


Faleceu ontem, dia 1º, em Fortaleza, Dona Ivanir, genitora do padre Edmilson Neves Ferreira, vigário da Matriz de Nossa Senhora da Penha (Igreja da Sé) do Crato. O corpo está sendo velado na referida igreja até às 14 horas de hoje, quando o féretro seguirá para a cidade de Jardim, terra natal da falecida, onde ocorrerá o sepultamento.
O Blog do Crato, nas pessoas dos seus colaboradores e leitores, solidariza-se com a família enlutada.

Papa promete acelerar processo de reabilitação - Por: João Paulo Fernandes



Abertura dos estudos para reabilitação de Padre Cícero foi solicitado pelo então cardeal Ratzinger, hoje papa Beto XVI

Um mês depois da visita "ad limina", que os bispos do Nordeste fizeram ao Vaticano, o bispo da diocese do Crato, dom Fernando Panico, quebrou o silêncio em torno da conversa com o papa Bento XVI, durante a qual, foi solicitada formalmente a reabilitação do Padre Cícero. Dom Panico reproduziu textualmente a resposta de Bento XVI: "Eu vou pedir à Congregação da Doutrina da Fé para acelerar este processo".

Ao revelar para o Diário do Nordeste os detalhes da conversa, o bispo informou que, até então, a única informação sobre o pedido de reabilitação era de que "o processo era delicado, muito sério e está sendo estudado com prudência e que não era possível saber a sua conclusão. Está nas mãos de um estudioso competente e ajuizado".

Dom Panico lembrou que o posicionamento do Papa foi antecedido de outros fatos que contribuíram para despertar o interesse do Vaticano sobre o assunto. O primeiro deles, segundo o bispo do Crato, foi à visita dos bispos Regional Nordeste-2, que integra os chamados Estados "Romeiros" - Alagoas, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Paraíba -, de onde partem as maiores levas de romeiros para Juazeiro do Norte.

Em nome dos bispos destes Estados, o arcebispo de Maceió (AL), dom Antonio Muniz, pediu a canonização do Padre Ibiapina e a reabilitação do Padre Cícero. O mesmo ocorreu na visita dos bispo do Ceará, disse dom Panico, acrescentando que, na conversa de 20 minutos que teve com Bento XVI, o Papa mostrou-se muito interessado sobre a reabilitação do Padre Cícero.

O bispo do Crato lembrou que a abertura dos estudos para reabilitação canônica e eclesial do Padre Cícero foi solicitado pelo então cardeal Ratzinger - hoje papa Beto XVI - para que revolvesse os arquivos e pesquisasse tudo sobre o sacerdote já canonizado pelo povo.

O ponto de partida foi à formação de uma Comissão de Estudos para o Processo de Reabilitação Histórico-Eclesial do Padre Cícero Romão Batista. No dia 30 de maio de 2006, dom Panico entregou à Congregação para a Doutrina da Fé, em Roma, cerca de 2.500 páginas (11 volumes) e cinco anos de pesquisas, solicitando a reabilitação do sacerdote.

Fonte: Diário do Nordeste

Já chega a 19 o número de mulheres mortas este ano na região do Cariri



Dezenove mulheres tombaram mortas somente este ano na região do Cariri. Foram cinco em Juazeiro do Norte, duas em Crato, duas em Campos Sales e outras nos municípios de Mauriti, Antonina do Norte, Jardim, Penaforte, Cedro, Nova Olinda, Brejo Santo, Missão velha, jati e Potengi. A matança de mulheres este ano já supera o total de 12 mortas em 2008; dez em 2007, dezoito em 2006; e se iguala ao ano de 2005 quando 19 mulheres foram assassinadas.

Confira a relação das mulheres que foram vítimas de mortes violentas, sendo a grande maioria por motivos passionais:


11/01/09 – Maria Lucineide Pereira de Souza, 39 anos, foi morta com um tiro nos peitos juntamente com seu filho quando vinham de uma festa no Sítio Canabravinha, município de Mauriti.

09/02/09 – Jaqueline Ferreira de Oliveira, 25 anos, morreu em um açude no Sítio Cachoeira, no município de Antonina do Norte

27/02/09 – Cleide de Farias Gadeas, 35 anos, foi morta com sete golpes de faca desferidos pelo seu esposo e débil mental Rubens da Silva Gadeas, no Bairro Muriti, no município de Crato.

14/03/09 – Ana Cristina Vieira, 24 anos, foi morta a facadas no município de Jardim pelo seu esposo, Josiano Borges do Nascimento, de 26 anos.

21/03/09 – Maria das Dores, 43 anos, foi morta a facadas na Vila Noá, município de Penaforte pelo seu esposo identificado apenas como Cícero.

23/03/09 – Maria das Graças Vitorino da Silva, de 23 anos, foi estrangulada e morta pelo ex-esposo, o vigilante Francisco Francier dos Santos Leite, de 35 anos, no Sítio Catolé, município de Cedro.

29/04/09 – Maria Lediane Soares Silva, de 26 anos, foi morta com três tiros de pistola 380 no Bairro Santa Tereza em Juazeiro do Norte. Seu esposo e presidiário, “Júnior Branco” a colocou como escudo para se livrar da morte.

08/05/09 – Cícera Jaqueline, 17 anos, foi encontrada em uma forca em sua casa e com vários hematomas no copro, além de fraturas, no município de Nova Olinda. O principal acusado é o seu esposo Jonatan Lira, 22 anos, o “Júnior”, que foi preso, mas negando.

25/05/09 – Cristina da Silva Nascimento, 36 anos, foi morta com 2 tiros de revólver pelo seu ex-marido, “Galdino”. O Crime aconteceu na residência do Casal na Rua São Bento, 1436 (Bairro Franciscanos) em Juazeiro do Norte.

09/06/09 – Maria Madalena dos Santos, de 54 anos, morreu queimada no quintal de sua casa na Rua Frei Ibiapina, 541 (Bairro Timbaúbas) em Juazeiro do Norte, após uma bebedeira. O Acusado é o seu marido José Cícero da Silva, de 52 anos

21/06/09 – Maria Lima de França, de 72 anos, morreu no hospital Santo Inácio de Juazeiro do Norte, após o genro Cícero Farias de Oliveira, de 32 anos, atear fogo na sua casa na Rua Todos os Santos (Bairro João Cabral).

08/07/09 – Ana Lúcia Fernandes de Souza, de 34 anos, foi morta com seis tiros em sua casa na Rua Neusa Santana (Bairro Araujão) no município de Brejo Santo por dois homens que trafegavam em uma motocicleta.

13/08/09 – Rita de Cássia da Silva, de 30 anos, foi morta com um tiro de espingarda em sua casa na Rua 21 de junho, 555 (Bairro Poço) no município de Campos Sales pelo seu amante Joaquim João da Silva, de 34 anos, que foi preso.

16/08/09 – Edilânea Gomes Thomas, de 25 anos, for morta com seis golpes de faca em sua casa no Sítio Santa Rosa, no município de Crato pelo seu amante Janoel de Oliveira, de 21 anos. Ela havia saído para um velório e quando retornou foi assassinada.

22/08/09 – Maria Aparecida da Silva Tarso, de 27 anos, morreu no Hospital Santo Inácio. Ela foi internada no dia 5 de agosto após ser esfaqueada em sua residência, na Rua do Rosário (Bairro do Socorro), em Juazeiro do Norte, por seu irmão adotivo.

14/09/09 - Maria do Rosário Pereira Ramos, de 42 anos, agricultora, foi morta a golpes de faca enquanto lavava roupas no quintal de sua casa, na Rua José André Gomes, 229 (Bairro Maternidade), Missão Velha. O autor foi seu esposo, Cícero Jean Silva Gomes, 30 anos, que fugiu em sua moto, mas foi preso depois.

19/09/09 – Ranieri Paulino Barros, de 19 anos, foi morta a tiros de revólver em sua casa no Sítio Balanças no município de Jati. O autor foi o seu ex-companheiro Jeison Gonçalves Santos, de 30 anos, que veio de São Paulo mata-la.

03/10/09 – Aureliana da Silva Santos, de 23 anos, foi morta asfixiada com uma camisa pelo seu amante Antonio Jackson da Silva, 19, dentro de sua casa na Rua Santa Luzia, 245 (Bairro Aparecida) no município de Campos Sales.

03/10/09 – Maria Aparecida da Silva, de 32 anos, que morava na Vila Padre Cícero, zona rural do município de Potengi, foi morta a tiros por um homem que esteve em sua casa e fugiu numa moto.

Fonte: Miséria

Vinte trabalhadores em situação degradante foram resgatados ( Ceará)



Vinte trabalhadores em situação degradante foram resgatados de uma fazenda da zona rural de São Gonçalo do Amarante, distante 60 quilômetros de Fortaleza. Eles cortavam e transportavam madeira, que servia de matriz energética para cerâmicas da região. A maioria dos trabalhadores estava alojada inadequadamente -alguns viviam num estábulo -, sem banheiro, sem água potável, sem equipamentos de proteção individual e sem carteira assinada. O flagrante ocorreu durante uma operação conjunta do Ministério Público do Trabalho (MPT), com a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Eles são dos municípios de Pacajus e Croatá e foram aliciados para trabalhar no local. Cinco deles, incluindo uma mulher, viviam em melhores condições de moradia, mas o quadro degradante se mantinha pela forma de prestação de serviço. De acordo com o procurador do Trabalho, Carlos Leonardo Holanda Silva, que representou o Ministério Público do Trabalho na operação, todos eles eram submetidos a um esquema de compra de alimentos fornecidos pelo aliciador, o ``gato``, o que caracteriza a ``servidão por dívida``.

Conforme Silva, o proprietário da fazenda foi obrigado a regularizar o contrato de trabalho e, a título de verbas rescisórias, teve de desembolsar cerca de R$ 25 mil. ``Ele resolveu o problema emergencial. Era um quadro que não podia se perpetuar. O pagamento foi hoje (ontem) de manhã e a orientação é que todos os trabalhadores voltem aos seus municípios de origem``, disse Silva.

A partir de agora, um inquérito civil público vai ser instaurado, o que pode ocasionar em pedido de dano moral coletivo. ``É a tendência normal``, disse Silva. Por parte da DRT, deve ser feita a lavratura dos autos de infração e outras repercussões peculiares ao Ministério do Trabalho.

Desemprego
Alguns dos trabalhadores estavam nestas condições há poucos meses. Outros, porém, já estavam há mais de um ano atuando na extração e corte de madeira para fornecimento às cerâmicas da região. Eles terão direito, ainda, a três parcelas de seguro desemprego especial (no valor de um salário mínimo cada).

Segundo o procurador, geralmente os empregadores rurais entregam as terras a terceiros achando que com isso não vão ter responsabilidade quanto à mão de obra, como neste caso. ``O empregador se preocupa em se regularizar nas leis de meio ambiente e não se preocupa com a mão de obra. Mas quando várias condições irregulares se reúnem, a gente não pode fechar os olhos. É uma situação de trabalho degradante, análoga ao trabalho escravo``.

E-MAIS

> Segundo o procurador do trabalho Carlos Leonardo Holanda Silva, a operação foi iniciada no último dia 27, investigando denúncias de trabalho escravo num outro sítio da região. O local da denúncia original não foi encontrado, mas surgiu a informação desta fazenda em que os vinte trabalhadores estavam sendo submetidos a situações degradantes.

>``O trabalhador rural, assim como o urbano, tem direitos mínimos a serem observados e respeitados. Não basta que seja oferecido um posto de trabalho, este posto tem de ser dado de maneira adequada, mantendo a dignidade dos trabalhadores, não deve ser concedida a qualquer preço``.

> De acordo com o Código Penal, condições de trabalho análogas à escravidão são aquelas em que a vítima for submetida a trabalhos forçados ou a jornada exaustiva, seja sujeitando-a a condições degradantes, seja restringindo, por qualquer meio, sua locomoção em razão de dívida contraída com o empregador (artigo 149).

Fonte: Jornal O Povo

Metrô do Cariri - " Percurso férreo será de 15 quilômetros ligando Juazeiro ao Crato"



O governador Cid Gomes vai inaugurar o Metrô do Cariri no próximo dia 24 de novembro, com programação festiva, tendo em conta a facilidade que o transporte vai oferecer à população daquela região. A confirmação é do secretário adjundo da Infraestrutura, Otacílio Borges, que viajou a Juazeiro para finalizar os preparativos referentes ao evento.

Informou que o percurso do transporte férreo é de 15 quilômetros, entre as cidades de Juazeiro do Norte e Crato, com nove estações onde haverá paradas para entrada e saída de passageiros. Segundo Otacílio, o valor total da obra será em torno de R$ 20 milhões, incluindo os comboios, máquinas e vagões, reparo de linha e construção de estações.

O preço da passagem vai ser único e custará apenas R$ 1,00 só de ida, com direito a levar bagagens desde que não incomodem outros passageiros. Lembra que serão dois trens, cada um com uma máquina e dois vagões que vão transportar, por vez, 330 passageiros. Informa ainda que os dois trens foram construídos e montados totalmente no município de Barbalha, no Cariri.
O horário de funcionamento do Metrô do Cariri será de 06 até 23 horas e uma viagem de ida e volta do comboio será em torno de uma hora, segundo prevê Borges. Disse ainda que, por dia, as duas composições devem transportar cerca de dez mil passageiros. Acrescenta que está previsto sair de meia e meia hora um trem de Juazeiro do Norte para o Crato.

“A linha está pronta, os vagões já foram concluídos e os trens já estão em experiência para quando entrar em operação não ter problema”, avisa. Informou também que as estações já estão praticamente prontas e o que falta são retoques e acabamentos que ficarão prontos, até o dia previsto para a inauguração do Metrô do Cariri.

FESTA DOS SERVIDORES MUNICIPAIS E LANÇAMENTO DA CAMPANHA SALARIAL 2010


As comemorações do Dia do Servidor Público, do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Crato foi marcada por uma grande festa com banho de piscina, almoço e música ao vivo e sorteios de vários prêmios, como liquificadores, ventiladores, ferros de passar entre outros brindes. O grande momento da festa foi o lançamento da Campanha Salarial 2010 que este ano será unificada nacionalmente juntamente com a FETAMCE, CONFETAM E CUT. A Feta contou com a presença da Presidente do Sindicato dos Servdiores Municipais de Campos Sales - Maria do Socorro.

“A campanha salarial busca os direitos do trabalhador e um salário descente para o funcionário do serviço público. O primeiro passo é unificar a luta, mobilizando mais de 1 milhão de servidores municipais, fortalecendo a organização. Com a campanha, o Brasil é forçado a rever suas concepções”.

A Federação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (FETAMCE), Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (Confetam) e a Central Única dos Trabalhadores (Cut) lançaram a campanha com o intuito de exigir das autoridades respeito à Constituição, reajuste salarial, valorização da categoria, e também a reposição de perdas e Plano de Cargos, Carreira e Remuneração para todos os servidores.

Os eixos são: serviço público de qualidade, concurso público, PCCR para todos e todas, piso salarial do Magistério e demais categorias, reajuste salarial, orçamento participativo, implantação da Mesa do Sus e a Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Por: Júnior Matos

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