xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 27/10/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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27 outubro 2009

Alvin Toffler fala sobre a Educação

Excelente vídeo sobre o sistema de educação, pelo Alvin Toffler

Cuidado: As armadilhas da pós-graduação mais fácil. Por Darlan de O. Reis Junior

A busca por uma melhor qualificação acadêmica e profissional é uma tarefa de muitos estudantes e trabalhadores que terminaram a graduação, seja ela um bacharelado ou uma licenciatura. Após a formatura, muitos procuram a continuidade dos estudos em cursos de pós-graduação. Existem dois tipos: a pós-graduação lato sensu, ou seja, as especializações. Esse tipo de pós-graduação não confere diploma a quem o conclui, apenas um certificado e também não é um tipo de curso que recebe investimento das instâncias governamentais e nem são avaliados pelos órgãos competentes.
Já para a pós-graduação stricto sensu, ou seja, cursos de mestrado e de doutorado, existe uma permanente fiscalização e avaliação por parte de um órgão conhecido como Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). É um órgão conhecido pela sua competência e rigor. Somente cursos reconhecidos pela CAPES tem os diplomas validados. Então, nobres leitores do Blog do Crato, pensem bem antes de procurar certos cursos de pós-graduação stricto sensu que prometem muitas facilidades na forma de estudo e também que escondem que os mesmos não são reconhecidos pela CAPES.
Transcrevo documento enviado pela Assessoria de Comunicação da CAPES para as universidades brasileiras e o público em geral:

"Em relação à revalidação dos diplomas obtidos no MERCOSUL, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) esclarece que:

1. A Capes não é responsável pelo reconhecimento dos diplomas
estrangeiros;
2. Para ter validade no Brasil, o diploma concedido por estudos realizados no exterior deve ser submetido ao reconhecimento por universidade brasileira que possua curso de pós-graduação avaliado e reconhecido pela Capes. O curso deve ser na mesma área do conhecimento e em nível de titulação equivalente ou superior (art. 48, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação);
3. Os critérios e procedimentos do reconhecimento (revalidação) são definidos pelas próprias universidades, no exercício de sua autonomia técnico-científica e administrativa;
4. Estudantes que se afastam do Brasil para cursarem mestrado ou doutorado no exterior com bolsas concedidas pela própria Capes e outras agências brasileiras também passam pelo mesmo processo de reconhecimento;
5. Por força de lei, mesmo os diplomas de mestre e doutor provenientes dos países que integram o MERCOSUL, estão sujeitos ao reconhecimento. O acordo de admissão de títulos acadêmicos,
Decreto Nº 5.518, de 23 de agosto de 2005, não substitui a Lei maior, portanto, não dispensa da revalidação/reconhecimento (Art.48,§ 3º, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação) os títulos de
pós-graduação conferidos em razão de estudos feitos nos demais países membros do MERCOSUL;
6. O parecer 106/2007 do Conselho Nacional de Educação orienta:
“A validade nacional de títulos e graus universitários obtidos por brasileiros nos Estados-Parte do MERCOSUL requer reconhecimento por universidade brasileira que possua curso de pós-graduação avaliado, recomendado pela Capes e reconhecido pelo MEC. O curso deve ser na mesma área do conhecimento e em nível de titulações equivalentes ou superior (Art. 48 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação)”;

7. A Capes alerta, ainda, que tem sido ampla a divulgação de material publicitário por empresas captadoras de estudantes brasileiros para cursos de pós-graduação modulares ofertados em períodos sucessivos de férias, e mesmo em fins de semana, nos Territórios dos demais Estados Parte do MERCOSUL. A despeito do que é sustentado pelas operadoras deste comércio, a validade no Brasil dos diplomas obtidos em tais cursos está condicionada ao reconhecimento, na forma do artigo 48, da LDB;
8. O Acordo para Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL, promulgado pelo Decreto nº 5.518, de 2005, instituiu a admissão de estrangeiros em atividades de pesquisa no país, como bem explicita o Parecer CNE/CES nº 106, de 2007, o qual, homologado pelo Ministro de Estado, deve ser rigorosamente cumprido por todas as instituições de ensino superior; 9. Especial cautela há de ser tomada pelos dirigentes de instituições públicas, não apenas no sentido de exigir o reconhecimento dos eventuais títulos apresentados por brasileiros, mas, também de evitar o investimento de recursos públicos na autorização de servidores públicos para cursarem tais cursos quando verificado o potencial risco de não reconhecimento posterior do respectivo título;

10. A Capes entende que quem sustenta a validade automática no Brasil dos diplomas de pós-graduação obtidos nos demais países integrantes do MERCOSUL, despreza o preceito do artigo quinto do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do MERCOSUL promulgado pelo Decreto nº 5.518, de 2005 e a Orientação do MEC consubstanciada no Parecer CNE/CES nº 106, de 2007, praticando,
portanto, propaganda enganosa. "

Assessoria de Comunicação Social/Capes

Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPES

SBN Quadra 02 bloco L, Lote 06. CEP. 70.040-020. Brasília (DF)
Telefone: (61) 2022 6209/6210/6211

www.capes.gov.br Endereço eletrônico: imprensa@capes.gov.b


ENERGIA - Por: João Ludgero

Toda energia provém do Sol e é armazenada na natureza. Nosso frágil corpo sobrevibe por extrair a energia dos alimentos. Da mesma forma, a sociedade não funciona sem fontes de energia.
Energias limpas são as que poluem menos e fazem menos mal ao clima e à saúde humana. Energias renováveis são as de fontes naturais, como o Sol (solar) e os Ventos (eólicas), e que a natureza repõe, como a água e a lenha. Energias sustentáveis são aquelas que garantem sua reposição no decorrer do tempo.
Entendemos matriz energética, como o conjunto dos recursos de enrgia de uma sociedade, de uma região ou do mundo, incluindo as formas como eles são usados. A matriz abrange as fontes de energia primárias (petróleo, água, hulha, cana-de-açúcar etc.), secundárias (querosene, gasolina álcool etc.), as tecnologias de geração (mecânica, térmica, nuclear etc.) e as formas e setores de consumo: eletricidade, combustíveis de veículos, indústria, comércio e residências.
A nossa matriz energética até 1940 era abse de lenha e correspondia a 80% da energia gerada no Brasil. Os recursos priorizados depois foram a hulha e a hidreletricidade, o petróleo estimulado por JK , grandes hidrelétricas e energia nuclear que veio com os militares, e também o álcool.
Mantido o ritmo econômico antes crise, o consumo mundial de enrgia poderá crescer 50% até 2030, com destaque para Índia e China. Há o risco de um desequilíbrio entre a oferta e aprocura e a té o desabastecimento, principalmente de petróleo. Ainda bem que os tempo são outros aqui no Brasil, pois graças aos esforços do governo atual somo hoje auto-suficiente em petróleo, bem diferente do APAGÃO do hoje APAGADO FHC. Mesmo assim, é preciso ampliar o uso de enrgias renováveis, como a da água, a dos ventos e a solar. Nos transportes, podem-se usar álcool e biodiesel, que poluem menos, o Brasil é exemplo neste quesito para o mundo.
Saudações Geográficas!
João Ludgero

Quem somos ??? - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Como o Dihelson solicitou dos participantes do blog que postem mais em sua ausência e não deixem a peteca cair (tá aqui em Fortaleza na maior mordomia e curtição do mundo, tanto que nem entrou em contato com a pobreza), nada melhor que uma "letraça" composta pelo grande Roberto Carlos (com a qual nos identificamos muito), até mesmo prá desanuviar o ambiente, que anda um tanto quanto carregado.
Degustem-na... sem pressa, devagarinho, deixando-se propositadamente envolver, ao compasso e ao ritmo do coração.
Vale a pena !!!
**********************
Amante à Moda Antiga

Eu sou aquele amante à moda antiga
Do tipo que ainda manda flores
Aquele que no peito ainda abriga
Recordações de seus grandes amores
Eu sou aquele amante apaixonado
Que curte a fantasia dos romances
Que fica olhando o céu de madrugada
Sonhando abraçado à namorada
Eu sou do tipo, de certas coisas
Que já não são comuns nos nossos dias
As cartas de amor, o beijo na mão
Muitas manchas de batom daquele amasso no portão
Apesar de todo o progresso
Conceitos e padrões atuais
Sou do tipo que na verdade
Sofre por amor e ainda chora de saudade
Porque sou aquele amante à moda antiga
Do tipo que ainda manda flores
Apesar do velho tênis e da calça desbotada
Ainda chamo de querida a namorada

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E você, aí na frente do monitor, também olha o "céu de madrugada, sonhando abraçado à namorada", ou acha que isso é cafonice, coisa ultrapassada ???

Autor: Roberto Carlos - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Aquela viagem!... Por Carlos e Magali

* Carlos * Magali

Quando morávamos no Crato, anualmente nas férias de fim de ano, fazíamos uma viagem para que nossos três filhos perdessem um pouco da inibição que toda criança criada no interior parece ter. Esta que agora relembramos e que nos é inesquecível foi a mais extensa delas e para nós, uma das mais cheias de casos engraçados. Planejamos de uma só vez conhecer Teresina, São Luis e de lá iríamos à Araguaina, que na época, 1983, pertencia ao estado de Goiás. Depois de alguns dias em Araguaina, onde passaríamos o natal com minha irmã Amélia Maria e seu marido Leomar Bezerra, nós seguiríamos até Goiânia e Brasília, de lá retornando ao Crato pela Bahia. Saímos do Crato pela madrugada, nós dois, os três meninos e Maria Zélia, minha irmã. Em Teresina, chegamos às nove horas da manhã, demos uma volta pelo centro da cidade e seguimos viagem. Lá pelas cinco horas da tarde chegamos a São Luis e nos alojamos no Hotel Quatro Rodas, recém-inaugurado, um hotel luxuosímo, além de muito caro.

Nessa época, nós tínhamos uma Belina, que era um carro muito bom para viajar com crianças, pois tinha um bagageiro grande, onde após elas cansarem de tanta traquinagem, dormiam por sobre as malas forradas com travesseiros. Durante a viagem, bastante cansativa, quando chegávamos às churrascarias da estrada para almoçar, os meninos com idade de nove, sete e cinco anos, de tanto estarem confinados, descarregavam suas energias correndo pelos restaurantes e, ao sentarem eles pegavam os talheres e batiam nos pratos, como se eles fossem uma bateria. Eu reclamava dizendo que era falta de educação, mas a euforia deles era enorme.

Ao chegarmos ao hotel, a meninada se alegrou ao ver que os apartamentos tinham varandas com portas de vidro com vistas para a piscina e o mar. Um deles ficou tão animado que quis passar para a varanda, sem perceber que a porta de vidro estava fechada. Bateu o nariz na porta, para zombaria dos outros dois irmãos e nossa preocupação, pois seu nariz sangrou muito.

Na hora do jantar fomos todos ao Restaurante do Hotel Quatro Rodas. O ambiente era muito requintado, pouca luz, as mesas todas arrumadas de maneira impecável, com toalhas brancas de linho, bem diferente dos restaurantes da beira da estrada. Embora cheios de turistas americanos, franceses e brasileiros, reinava um silêncio sagrado e não houve tempo de prevenir os meninos para que se comportassem bem. Escolhemos uma mesa e sentamos. Os guardanapos estavam arrumados de forma decorativa, em pé, duros, pareciam um jarro. Os meninos respeitando esse ambiente luxuoso ficaram caladinhos, sem dar uma palavra. Carlos sentou e querendo demonstrar ser traquejado, abriu o guardanapo e o colocou no colo. Maria Zélia, distraída não viu. Depois ela olhou para mim e bem baixinho perguntou: "Magali, ô Magali, o que foi que Carlos fez com o boneco dele?” Eu comecei a rir baixinho, como mandava o ambiente. Ainda agora, eu dei boas gargalhadas enquanto escrevo relembrando essa passagem.

Após dois dias, saímos de São Luis para dormir em Santa Inês. Pelo “Guia Quatro Rodas” verificamos que a melhor hospedagem da cidade era num certo Hotel Socic, localizado após várias indagações e informações dos moradores da cidade. Ao chegarmos ao Socic, notamos ser muito diferente da hospedagem de São Luis. Era um hotelzinho de quarta ou quinta categoria. Além do mais faltava energia, os hóspedes conversavam em voz alta, sentados na calçada do hotel e nós não podemos dormir até a uma hora da madrugada, quando a energia voltou. Para completar o desconforto, havia muitas muriçocas e um dos meninos reclamava do mau cheiro do travesseiro, que segundo ele estava fedendo a cabeça.

Na manhã seguinte, após o café, comecei a arrumar a bagagem, enquanto a Belina funcionava para aquecer o motor. O filho mais velho ficou dentro do carro, enquanto eu fui chamar o restante do pessoal para continuar a viagem. Aconteceu que esse menino saiu e deixou o carro trancado, funcionando com a chave na ignição. Quis quebrar o vidro da janela para abrir a porta, quando um senhor que estava na garagem do hotel disse-me: “tenha calma, eu tenho um Corcel e vamos ver se a minha chave dá no seu carro.” Testei e como que por milagre ela abriu a porta da nossa Belina, para meu alivio. Verifiquei também se a chave do outro carro daria partida no nosso, mas ela não deu. Depois testamos a chave da nossa Belina no Corcel e ela não só abriu a porta, como deu partida ao motor. Então eu pensei: “como é fácil roubar um carro!”

De Santa Inês até Araguaina, foi um dia de viagem. Ainda no estado do Maranhão eu e Maria Zélia desejávamos ir ao banheiro. Mas como todos eram muito sujos, Carlos resolveu parar o carro numa estradinha carroçável lateral, no meio de uma grande mata, para que a usássemos como banheiro. Quando escolhemos um matinho bem apropriado, ouvimos Carlos gritar histericamente: "Entrem no carro depressa, ai vem um monte de índios!" O sufoco foi grande e quando chegamos ao carro, avistamos os índios correndo em nossa direção e gritando. Era quase toda a tribo e não sabíamos o que eles queriam. Só sei que entramos tão rápido no carro, que eu machuquei uma das pernas no batente da porta. Carlos deu uma arrancada e fez uma curva fechada, com muita rapidez e nos distanciamos desses índios, que correram gritando atrás da gente até o asfalto. Depois quando passou o susto rimos muito. Carlos achou que os índios iriam nos assaltar e penso que iam mesmo, pois eram muitos.

Depois de alguns dias em Araguaina seguimos para Goiânia e Brasília. Nesta última nos hospedamos no Hotel Planalto cujas paredes eram todas de vidro, permitindo uma bela visão de Brasília de ambos os lados do hotel. Fomos alojados em um apartamento conjugado: um quarto de casal e outro anexo com duas camas de solteiro, uma delas colada na parede de vidro e, numa espécie de rol de entrada, uma bi-cama. Magali determinou o lugar da dormida de cada um dos meninos, e não colocou nenhum deles na cama da parede de vidro, com receio de que danados como eles eram, quebrassem o vidro da parede. Calou-se de repente, notando que a cama da parede de vidro ficara para Maria Zélia. Esta imediatamente perguntou: “E eu Magali, vou ficar nessa cama para cair lá embaixo?”
A viagem de regresso até o Crato é outra história!

Por Carlos Eduardo Esmeraldo e Magali de Figueiredo Esmeraldo
Sou artista da rua
Entre os fragmentos da cidade
Encontro-me em cada pedaço
Pedras, terra e concreto armado
Relógios ditando o tempo
A vida em redemoinhos
Esfalto pondo caminhos
A cidade é a galeria sem fronteiras
Nela exponho telas da vida
Num trânsito humano
de retalhos desumanos
Nas entranhas das paredes,
Nos campos abandonados
Nas casas desguadadas
Obras de povo
Obras para o povo
Obras com o povo
A rua é o meio
O povo é o estopim


Alexandre Lucas

Carta Aberta

Aos participantes da Conferência Municipal da Cultura de Juazeiro do Norte

As conferências municipais da Cultura representam um marco na luta por políticas públicas no país e um espaço privilegiado para aprofundar, defender e ocupar as cavidades políticas que norteiam o Plano Nacional de Cultura e o termômetro das demandas dos segmentos ligados aos fazeres e pensares artísticos e culturais.

Reconhecer as Conferências Municipais como sendo as trincheiras de luta dos artistas, dos brincantes, dos escritores, dos poetas, dos produtores e dos que não tem acesso aos bens simbólicos é um passo adiante no vem sendo desenvolvido no país, aonde os movimentos sociais e os segmentos ligados diretamente e indiretamente a produção e fruição cultural e artística vem assumindo papel de protagonista e conquistando espaços nunca vistos na história deste país.

Atualmente vivemos a efervescência de uma política de descentralização de recursos públicos e de compartilhamento de responsabilidades dos poderes municipais, estaduais e nacional.

É neste clima de novidade, de democratização dos espaços de discussão e de participação que o movimento organizado joga papel impulsionador para consolidação e avanço das políticas públicas para a cultura, tendo como norte o empoderamento e a mobilização como ferramentas importantes desta luta política.

É preciso concatenamos com a conjuntura nacional e compreender o conceito bem sucedido do Programa Cultura Viva e dos Pontos de Cultura que é uma das inúmeras conquistas do campo cultural e que repercutem diretamente nos municípios cearenses e o Juazeiro do Norte é um dos exemplos da importância da injeção de recursos públicos de forma descentralizada.

A Conferência Municipal da Cultura de Juazeiro do Norte é um dos inúmeros palanques dos que pensam e fazem arte e cultura (todos fazem cultura) no Brasil. Aproveitemos essa trincheira, esse é o nosso palanque.


Alexandre Lucas
Coordenador Geral
Coletivo Camaradas

A teleobjetiva de Heládio Teles Duarte - por Armando Rafael



Heládio Teles Duarte é um médico competente e um cidadão com o sentimento do mundo...
Ele tem uma visão das paisagens no sentido mais puro do humanismo. E vê o mundo deixando fragmentos da sua visão gravadas na teleobjetiva que o acompanha sempre.
Heládio sabe que as paisagens e as construções feitas pelos homens têm seu lugar na história. Sabe que os espaços urbanos, os imóveis que fizeram parte da vida de uma cidade e das pessoas devem ser preservados. Não somente para encher os olhos, mas, também, para relembrar de coisas boas que ali ocorreram.
Quantas vezes não temos vontade de entrar em um edifício e lembrar um momento da nossa vida, dos nossos antepassados, de resgatar histórias ali plasmadas...
Estes bens urbanos – sejam históricos, edificados ou ambientais – têm um significado importante na nossa formação, na nossa identidade como pessoas que fazem parte de uma sociedade, seja ela coerente e cônscia de suas responsabilidades para o ambiente urbano ou não.
No último domingo vi as duas fotos acima feitas por Heládio. Na primeira, vemos os escombros de um dos prédios mais bonitos que existiu em Crato: o antigo Grande Hotel, onde nos baixos funcionava a Cinelândia. Hoje o que foi um conjunto arquitetônico lembra uma foto recente de Bagdá.
No outra foto, Heládio clicou a invasão dos ambulantes que se apossaram da Praça da Sé e a transformaram num mercado persa.
Resta a esperança de que os poderes públicos revertam o triste estado atual desses dois espaços urbanos...

Fotos: Heládio Teles Duarte
Texto: Armando Lopes Rafael

O abandono das praças - por Pedro Esmeraldo


Em uma tarde, de temperatura elevada, uma senhora reclamava e pedia para falar minuciosamente a respeito do desgaste físico da Praça Francisco Sá, aqui em Crato. Respondi que não sabia narrar pormenores desse abandono, mas creio que é devido à falta de interesse dos prefeitos que não valorizaram as obras d'artes, pois consideraram-nas sem valor, deixando-as cair no esquecimento.
Atualmente, uma jovem estudante da URCA, falou que não tinha tomado conhecimento da fonte luminosa e só agora ficou sabendo que o Crato perdeu essa obra prima, causado pelas péssimas administrações que o Crato sofreu.
No ano de 1953, acompanhando um turista de Fortaleza que acabava de chegar de trem para assistir os festejos comemorativos do Centenário de Elevação do Crato à Cidade, entusiasmado disse: "Que praça bonita! Em Fortaleza não há uma praça desse quilate. Todos deveriam conservar como um cartão postal e nunca deixar abandonada para conseguir turistas que venham apreciar a beleza da praça".
Hoje em dia, para a tristeza dos cratenses, todos indignados reclamam a falta de conservação desse logradouro público, pois há anos, devido à sucessão de vários prefeitos fracos, já que não tinham nenhum interesse em trabalhar pelo Crato, a não ser promover-se a si mesmo e o povo que caia no esquecimento.
Lembro bem da majestosa fonte luminosa que era considerada o estopim turístico da região. Eles, os prefeitos de outrora, renegaram a praça deixando-a ao léu, visto que, até hoje nenhum prefeito teve coragem de recuperá-la, pois a praça continua no abandono. Isto é um desdouro para esta cidade.
Agora se pergunta: Que devemos fazer? Falava uma senhora muito indignada pelo desamparo da praça. Ninguém sabe o que é que esses homens desejam, pois alegam que não tem dinheiro para conservação dos logradouros públicos, já que há anos o Crato vem desestimulado pelas autoridades do estado.
Desde quando um cidadão incapacitado assumiu o comando da prefeitura para dirigir as rédeas do poder municipal, o Crato foi se definhando, sem avançar na esfera do desenvolvimento sócio-econômico do Cariri. Afirmava ainda que além do desgaste dessa praça, há também outras praças abandonadas, como: a Praça da Sé, a Praça Alexandre Arraes e as praças do Pimenta, que estão entregues ao esquecimento.
Infelizmente, pessoas corruptas destroem as praças, levando todos seus acervos e não há um pingo de vigilância para defender esses logradouros públicos.
Não se sabe o motivo desse abandono, mas com toda certeza, a culpa é do próprio eleitor, pois deixa de eleger um cidadão de bem para estimular com toda honra os incompetentes e os corruptos que dominam a cidade através de gestos indecentes, cometidos por essas pessoas que se dizem amigo do povo, mas só são amigos deles mesmos.

Texto de Pedro Esmeraldo

As “coincidências” dos Monsenhores – por Armando Lopes Rafael



Há quatro anos e meio o Cariri perdia dois grandes sacerdotes católicos. Monsenhor Antonio Feitosa (foto ao lado) faleceu em 29 de março de 2005. Doze dias depois – em 12 de abril – foi a vez de Monsenhor Francisco Holanda Montenegro entregar sua bondosa alma ao criador.
Por um desses desígnios da vida, os Monsenhores Feitosa e Montenegro sempre se encontraram próximos um do outro, devido a várias coincidências de ordem pessoal. A propósito, Mons. Antônio Feitosa, escrevendo na orelha do livro “Os quatro luzeiros da diocese”, de autoria do Mons. Montenegro, disse o seguinte:
“Separados, quanto à idade, por três dias apenas, prosseguimos, Monsenhor Montenegro e eu, pelos caminhos da vida, ora lado a lado, ora indo ele à frente. A nossa idade de cristão (dia do batizado) é exatamente a mesma data. Fomos matriculados, no mesmo dia, no Seminário Diocesano do Crato”.

Há mais: eles foram ordenados sacerdotes no mesmo dia, 13 de outubro de 1935, e a morte de ambos ocorreu com uma diferença de apenas 12 dias, como lembrei acima, quando eles iriam completar 70 anos de ordenação sacerdotal.

Tantas coincidências, relacionadas às efemérides pessoais dos ilustres monsenhores, não conseguiram, entretanto, fazê-los parecidos, no que diz respeito ao temperamento ou individualidade. Nisso eles eram bastante diferentes.
Monsenhores Montenegro e Feitosa, que Deus os tenha no Reino dos Justos!

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

ESPAÇO DO LEITOR - Dois grandes leitores e apoiadores do Blog do Crato

Na minha vinda ontem para Fortaleza, no aeroporto regional do Cariri acabei por conhecer um grande ícone do comércio do Crato, e que descobri ser um dos nossos maiores leitores: O Sr. Waldemir Correia, homem bastante gentil, educado e simples, daquele tipo que sabemos instantaneamente que precisamos reservar um tempo maior para nos conhecermos melhor. O Waldemir disse que a leitura do Blog do Crato para ele é quase que obrigatória diariamente, agora que reside em Petrolina-PE. Estava no aeroporto regional do Cariri para deixar o seu filho, não menos gentil e educado, o Waldemir Filho, que mantém um próspero comércio aqui em Fortaleza, e também é, assim como pai, grande leitor do nosso Blog. A esses dois novos amigos ( já éramos amigos sem o saber. Como diz o grande Vinícius de Moraes, os amigos se reconhecem ). Envio aqui um grande abraço para o Waldemir Correia e seu filho, que com certeza, irão ler esta mensagem.

Waldemir Correia

Acima: Foto de Waldemir Correia - Comerciante tradicional do Crato

Waldemir Correia de Sousa Filho

E acima, o Waldemir Filho, que segue a mesma trilha do seu famoso pai.

A todos vocês, amigos, o meu caloroso Abraço!

Dihelson Mendonça
Blog do Crato

Cobertura Fotográfica - Entrega dos Diplomas Melhores Prefeitos 2009

Num ambiente de muito requinte e sobretudo, bom gosto, aconteceu ontem, dia 26 de Outubro, no Barbra´s Buffet em Fortaleza, a entrega da premiação aos melhores prefeitos 2009. Escolhidos por votação de um grupo formado pelas mais eminentes personalidades do Ceará. O Blog do Crato esteve no evento, fazendo a cobertura completa, que obviamente, por mais de 200 fotos, é impossível publicar todas aqui no exíguo espaço do Blog. Aqui vão algumas:

Com bela recepção, formada por manobristas, e belas recepcionistas:

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Uma conversa ao descer do carro: Da esquerda para a direita: Jornalista Antonio Viana, Mônica Araripe, Sra. Maria do Céu, e o prefeito Samuel Araripe.

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Num ambiente de requinte, educação e beleza...

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A turma do Crato chega à Festa...

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Dois grandes amigos do Antonio Viana OnLine, que não apareceu nesta foto porque estava entrevistando...

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Também encontro uma grande amiga: "Dri" você continua linda por fora e por dentro, e agora super jornalista. Não perca meu contato.

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A beleza do lugar é exuberante

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Um bom papo para descontrair...

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Repórteres, cinegrafistas, e inúmeros fotógrafos fazem a cobertura:

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A entrega segue por ordem alfabética. De repente, o prefeito do Crato Samuel Araripe é chamado a receber o seu prêmio, afinal, ele tirou o segundo lugar. O Deputado Cratense Zé Arnon é quem irá fazer a entrega. Ressalte-se a importância de Zé Arnon. Grandes projetos que estão em execução no Crato hoje tem a participação dele:

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E aí sim: A entrega do tão aguardado prêmio!

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Enquanto isso, a beleza pura às vezes aparece diante de nós. Se você abrir os olhos, eu te fotografo...

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Assim está melhor...

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E assim, está perfeita !

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A festa continua, com mais e mais prefeitos...

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Enquanto isso, é tão bom saborear o esperado prêmio...

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O Prefeito de Icó também está presente:

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Prefeito de Iguatu, Agenor Neto também é bastante homenageado:

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A caravana segue com inúmeros outros prefeitos...

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Na foto abaixo, o Casal Alexandre Arraes Neto e a grande cerimonialista Liane Arraes, bem acompanhados da primeira-dama do Crato, Mônica Araripe:

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A foto oficial do evento ( ou parte dela )...

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E aqui está parte da "galera" do Crato: O Secretariado:

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Zizi, essa é pra você...

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Luduína, espero que dessa vez eu tenha acertado na sua foto. Abraço!

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Uma foto especial de Mônica Araripe com Dr. procópio, um secretário importantíssimo, que precisaria ser mais valorizado. Exemplo de educação, cultura e conhecimento. É admirável também o seu bom gosto musical.

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E a festa tem mesmo o sabor de uma vitória...

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Que é compartilhada por todos...

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Meu querido amigo Raimundo Filho e Daniela, esta aqui é uma homenagem a vocês! Abraços.

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Nota do Editor: Parabéns, prefeito Samuel Araripe, pela premiação, totalmente merecida, e pela excelente administração que vem fazendo na cidade do Crato, apesar das grandes dificuldades enfrentadas e coisas que fogem ao controle da nossa vontade. Mas como é seu lema: "otimismo sempre", esperamos que todos os projetos ora em andamento possam ser concluídos logo, para a melhoria de vida da nossa população. Minhas desculpas aos leitores do Blog do Crato por cobertura tão longa, mas para retratar com exatidão essa festa, muitas fotos ainda seriam necessárias...

Parabéns!

Dihelson Mendonça
Reportagem e Fotografia

Juazeiro sediará evento de geoparks


Juazeiro do Norte. Está previsto para acontecer em dezembro, neste município, o I Encontro Brasileiro de Geoparks: fortalecendo novas candidaturas. A proposta inicial do evento foi apresentada no último fim de semana, durante reunião na Universidade Regional do Cariri (Urca), com a presença da secretária adjunta da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitec), Teresa Mota, além da administração superior da instituição.

Também foram convidados a participar da reunião de apresentação da proposta instituições parceiras do Programa Geopark Araripe, como o Sebrae, Fundação Casa Grande, de Nova Olinda, Fundação Araripe e o Instituto Chico Mendes. A ideia é reunir diversos representantes de instituições junto com a Universidade, no próximo dia 30, para construir e finalizar a programação do evento reunindo também integrantes do trade turístico regional. Será um encontro preparatório. Pela manhã, será feita uma reunião interna e, à tarde, o compartilhamento e discussão das temáticas a serem apresentadas. Para o encontro será elaborada uma rota turística incluindo os principais geotopes para apresentar aos representantes de estados visitantes, além da cultura local. Serão convidados para o encontro nacional representantes de seis Estados brasileiros. O evento irá acontecer nos dias 11 e 12 de dezembro.

O Geopark Araripe é o único do Hemisfério Sul e o objetivo deste encontro é estimular novas candidaturas de áreas que possam se tornar espaços de Geoparks junto à Unesco. No próximo ano, está previsto para acontecer na região o Encontro Panamericano de Geoparks.

Fonte: Diário do Nordeste

CARIRI - Comércio informal será transferido

VENDEDORES DA RUA São Paulo, em Juazeiro, vão para nova área de comércio, desafogando o Centro (Foto: ELIZÂNGELA SANTOS)

Juazeiro do Norte. Finalmente um problema que envolve consumidores e também os próprios comerciantes informais da Rua São Paulo, no Centro deste município, deverá ser solucionado. A Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos (Semasp) promete, até o fim deste ano, transferir mais de 200 barraqueiros, vendedores de frutas e verduras, para outro local. A proposta é alojar o pessoal nas instalações da Usina Bezerra, nas proximidades.

Segundo a secretária da Semasp, Onélia Maria Moreira Leite, a ideia é oferecer um espaço com maior comodidade e mais organizado, com bancas padronizadas. Ela afirma que todo um trabalho de divulgação será feito para que os consumidores se habituem a frequentar o novo espaço de compras. São décadas de permanência dos vendedores na Rua São Paulo e também nos arredores, incluindo também algumas barracas nas ruas Padre Pedro Ribeiro e Santa Luzia, também no Centro da cidade. Segundo o chefe de fiscalização da Semasp, Paulo Menezes, já foi feito um cadastramento dos vendedores, e uma assistente social passou pelo local. Ela assegura que haverá prioridade para as pessoas que estão comercializando os seus produtos há mais tempo no mercado.

Segundo o vendedor João Alves Neto, a ideia de realocar o pessoal é boa, mas tem que ser para um local certo, para no futuro não haver problema. São mais de 30 anos que ele comercializa seus produtos e afirma que não há outro espaço para garantir o sustento da família. Esse processo de transferência dos vendedores já vem de alguns anos. Em cada administração, a realocação de pessoal tem se tornado uma polêmica, mas o trecho da Rua São Paulo, em que ficam a barracas, tem se tornado um problema pelo aumento do tráfego na cidade. Aos sábado, o trecho da rua chega a ser interditado, inclusive com aumento dos vendedores, que estão vindo de outras cidades para vender bananas.

Por: Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe

A Dor da Memória - Por: Luiz Domingos de Luna


A Dor da Memória

Em uma história,
Que foi tão florida,
De vida vivida,
Saudosa memória,
Foste à mãe que alimentou
O retrato que estou,
A tristeza que aflora,
Pudesse aurora,
Contemplar novamente
Regar a semente
Da sombra frondosa
Untados nós somos
No mesmo ideal,
Qual foi o pecado
Que nós cometemos,
Um paraíso tão lindo,
Tinha Adão tinha Eva
Tinha serpente, estrela azulada,
Tinha perfume, tinha luz,
Tinha água, tinha alma,
Porque me seduz,
Está-se nu no infinito,
O nosso grito,
Já foi quebrado,
De um tempo passado
Que vive com glória,
Martela e sufoca
A minha memória
Qual foi o meu erro
De um martírio doentio,
Acendi o pavio,
Do espertalhão
Sem tela, sem cor,
Sem brilho, sem luz,
Sem agora.
Mataste a aurora
Do meu Coração.

(*) Comentarista blog do Crato

Meus amigos, estou em Fortaleza. Escrevam mais para o Blog do Crato !

Alô amigos do Blog do Crato!

Estou em Fortaleza. E devo passar alguns dias por aqui para resolver umas coisas. Então peço que TODOS os escritores do Blog do Crato tripliquem se possível as postagens, pois meu tempo aqui é meio restrito para atualizar o Blog. Peço ao Carlos Eduardo Esmeraldo, à Magali, ao José Nilton Mariano, Ao Armando Rafael, Carlos Rafael, Morais, Alessandra Bandeira, Océlio, Beto Fernandes, Mônica Araripe, e todos os demais escritores que aqui não foram mencionados. Gente, mantenham o Blog do Crato. É um grande veículo de comunicação da cidade. Agora sou eu quem precisa saber O que acontece no Crato.

Um abraço especial aos meus amigos aqui de Fortaleza: José Tavares, Carlos Eduardo, Magali, J. N. Mariano, José Milton Arraes ( estive com o Ernani hoje ), etc. Farei o possível para mantê-los informados, mas daqui é sempre mais complicado.

Abraços,
Espero que cada um cumpra a sua parte.

Dihelson Mendonça

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