xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 25/10/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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25 outubro 2009

DIVULGAÇÃO - Oficina de Guitarra no Campus da UFC-Cariri


O LEG (Laboratório de Estudos de Guitarra) do curso de Educação Musical da UFC-Cariri convida a todos os interessados no instrumento a participarem de sua primeira atividade de extensão.

*"Apresentação do LEG à comunidade"

*"Oficina de Guitarra: Elementos introdutórios" Instrutor - Ivânio Azevedo
(professor de Filosofia e vice-coordenador do curso de Educação Musical)

Dia 4 de novembro de 2009, no auditório da UFC-Cariri, horário das 15hs às
18hs. Informações no endereço: http://www.legufc.blogspot.com - Inscrições (gratuitas e com direito a certificado) Fone:88-88257888 email: legufc@gmail.com

Texto enviado por: Ivanio

II Festival Cariri da Canção - Cobertura Fotográfica das Finalistas - Sábado

Olá, Amigos do Blog do Crato. Conforme prometido, aqui está a cobertura fotográfica da noite de ontem. Milhares de pessoas se acotovelavam pacificamente no Centro Cultural do Araripe para assistir à final do II Festival Cariri da Canção. Logos mais, traremos a cobertura jornalística.

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FotoReportagem: Dihelson Mendonça

Mais uma pisada da Uol. por Elmano Rodrigues Pinheiro





A Uol bem que poderia pesquisar um pouco mais, antes de publicar as suas verdades. Essa é uma prova que o Collor publicou algo na vida.

Ex-Governador Lúcio Alcântara recebe diploma do Instituto Cultural do Cariri - ICC

O ex-governador Lúcio Alcântara assumiu no último sábado (24/10), a cadeira de número 29 (seção de Ciências) no Instituto Cultural do Cariri (ICC), cujo patrono é o seu pai, Waldemar Alcântara. A solenidade foi realizada às 19h30, na sede do Instituto, localizada na Praça Filemon Teles, em frente ao Parque de Exposição de Crato. A saudação ao novo membro foi feita pelo médico-historiador Napoleão Tavares Neves, ocupante da cadeira de número 1. O Instituto Cultural do Cariri foi fundado em 4 de outubro de 1953 e tem como finalidade, segundo o atual presidente do ICC, Manoel Patrício de Aquino (Nezinho), “cultivar letras históricas, estudar costumes e folclore, averiguando as origens de nossa gente”.

Antes da cerimônia, uma pausa para visitar o grande Dr. Raimundo de Oliveira Borges, aos 103 anos de idade, totalmente lúcido e já preparando mais um livro. O vice-Prefeito do Crato Raimundo Filho esteve presente no encontro:

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O Coral da SCAC - Sociedade de Cultura Artística do Crato, conduzido pela Maestrina Divani Cabral prestou homenagem ao ex-governador, com diversas peças, dentre elas, a protofonia do "Guarani" de Carlos Gomes.

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Lúcio Alcântara concedeu entrevista aos diversos órgãos de imprensa:

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Em conversas com o vice-prefeito Raimundo Filho:

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Dois grandes estusiastas do evento: Raimundo Filho e Antonio Morais ( do Blog do Sanharol ):

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Dr. Napoleão Tavares Neves ressaltou a vida e a importância do homenageado:

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Dr. Lúcio Alcântara recebe o diploma do ICC das mãos do próprio Dr. Borges, que proferiu um belo discurso ao homenageado.

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Abaixo, Lúcio Alcântara lê o juramento de posse no ICC:


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Após a cerimônia, que foi conduzida pelo ilustre Manoel Patrício de Aquino e pelo Cerimonialista Huberto Cabral, foi servido um coquetel aos presentes. Abaixo, a maestrina Divani Cabral conversa com o amigo que muito ajudou à SCAC - Sociedade de Cultura Artística do Crato:

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Abaixo: Foto comemorativa: Dr. Lúcio Alcântara e o Jornalista e Memorialista Huberto Cabral

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Nota do Editor: Foi um grande prazer para mim, fazer a cobertura dessa justa homenagem prestada pelo ICC ao Ex-Governador Lúcio Alcântara. Na verdade, a grande maioria dos projetos que vemos em execução hoje no Crato, se deve em grande parte ao empenho, ao esforço e à boa-vontade do Dr. Lúcio Alcântara. Quero deixar aqui os meus PARABÉNS de colega para colega do ICC, e dar as boas-vindas ao homenageado em nome de todos aqueles que fazem esta instituição brilhar como um dos grandes baluartes da cultura e das artes na região do Cariri.

Por: Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato

CRO entrega Medalha do Mérito Odontológico Cearense no Cariri - Por Beto Fernandes

Transcorre neste domingo, 25 de outubro, o Dia do Cirurgião Dentista. Para comemorar a data o CRO (Conselho Regional de odontologia) realizou vasta programação com destaque para o início do Ciclo de Atualização Científica através da Delegacia Regional iniciado ontem pela manhã no Hotel Verdes Vale com aula do Dr. Eduardo Gurgel sobre endodontia. As demais etapas do ciclo acontecerão em novembro, janeiro, fevereiro, março, abril, maio e junho de 2010.

Fazendo parte das comemorações, à noite foi realizada entrega da Medalha do Mérito Odontológico Cearense em reconhecimento aos relevantes serviços prestados no Cariri aos cirurgiões dentistas Dulcilene Lacerda e Geraldo Lafayette. Na oportunidade o município de Juazeiro fez a doação de um terreno para construção da sede regional do CRO em Juazeiro. O presidente do CRO, Márlio Ximenes disse durante seu pronunciamento que a administração do município dá prova de visão futurista ao apoiar os cirurgiões dentistas do Cariri. “O Prefeito Dr. Santana mostra seu respeito e reconhecimento para com a nossa classe. A prova está com tantos técnicos em sua equipe, inclusive o próprio Secretário de Saúde. Com a sede própria teremos uma delegacia ainda mais estruturada para defender a união dos cirurgiões dentistas e também trabalhar contra o exercício ilegal da profissão”, afirmou.

O Prefeito Manoel Santana parabenizou os cirurgiões dentistas pelo transcurso da data e informou já ter participado na última semana de um café da manhã comemorativo com os que atuam na atenção básica. Ele também parabenizou os homenageados e afirmou ser merecida a honraria. O Secretário Romildo Bringel, por sua vez, ressaltou as políticas públicas de saúde bucal e reafirmou compromisso para em parceria com o Governo Federal equiparar o número de equipes de saúde bucal em Juazeiro do Norte. “Atualmente temos 33 equipes de saúde bucal, mas já existe um projeto e compromisso de Gilberto Pucca, coordenador nacional de saúde bucal, em ampliar esse número para 58, o mesmo de saúde da família” ressaltou. Dr. Romildo informou também que embora o Governo do Estado vá entregar no próximo mês o CEO Regional está funcionando de forma exitosa o CEO do Município no SAME (Serviço De Atendimento Médico Especializado).

Emocionados, Geraldo Lafayette e Dulcilene Lacerda agradeceram o reconhecimento do CRO. A cirurgiã dentista Carolini Lafayette, filha do Dr. Geraldo, leu a biografia do homenageado enquanto a entrega da honraria ocorreu através do Dr. Márlio e da outra filha Ana Norma. Já a medalha da Dra. Dulcilene foi entregue por seu esposo o juiz do trabalho, Dr. José Wanderley Landim.

Veja no slide a cobertura fotográfica do evento que reuniu profissionais de 45 municípios das regionais de saúde de Juazeiro, Crato, Brejo Santo, Iguatu e Icó. Fui o mestre de cerimônia do evento e pude constatar que as expectativas dos organizadores foram ultrapassadas.






Por Beto Fernandes

SIDNEY ROCHA LANÇA LIVRO EM JUAZEIRO



No próximo sábado, dia 31 de outubro, a partir das 18h, na Solaris Vídeo (Manoel Barros), rua Padre Cícero, 1227, fone: 3512-4900, o escritor caririense Sidney Rocha estará lançando a sua festejada obra “Matriuska”, livro de contos que vem despertando interesse especial da crítica e do público pelo Brasil afora.
Será uma boa oportunidade para encontrar o (s) amigo (s) e conhecer de perto (quem ainda não o conheça), autor e obra,
o que pode ser visitado, também, em www.matriuska.com.br
Na ocasião, será exibido um curta metragem baseado nos contos.do livro.
O livro (“Matriuska”) será comercializado no Cariri pela Solaris Vídeo, à rua Padre Cícero, 1227, em Juazeiro do Norte, que apóia o evento juntamente com a FS Informática.

Você tem medo da morte? Você acha que vai viver eternamente? Então leia esta história. Veja bem!!! Se você é medroso nem leia!!!!

Estamos aqui de volta eu e você para continuar a prosa! Já estou sabendo que você já dormiu. Quem me contou foram os nossos dois amigos: O sol e a lua! Gostou dessa? Desculpe-me, mas foi o que eu pude criar. Se não lhe agradou paciencia... deixemos esta lengalenga e vamos aos fatos. De fato mesmo não tenho nada, entretanto as histórias fervilham na cabeça do meu tio e eu vou aqui numa espécie de aparelho psicografando e psicossomando os acontecimentos e no final da trilha a gente faz uma picada e vai fazendo um novo caminho! João Carcule dizia pela sua veia filosófica: "A vida é um brincar de rodas", porém de vez em quando tem-se que parar e fazer uma picada nova, porque cada vez mais aumenta o número de pessoas na roda da vida. E para que o mundo seja mundo, temos que fazer a mutiplicação que Deus mandou. E vamos nós com a globalização ou sem, porque ainda temos ar para respirar e o tempo ruge e urge e nestes termos, segue-se o ritmo!!!

Gosto de conversar com as pessoas sobre a vida e a morte. Por mais que a gente não queira sempre tem alguma morte em volta da gente. Um dia morre uma galinha e se tranforma em canja, no outro morre um boi e vira churrasco, em mais outro morre um porco e vive em torresmo com virado de feijão e laranja em cuia. Mário de Andrade já dizia em "Macunaíma" que não há morte, há apenas trasnformação. Eu meu caro leitor, gostaria de me transformar em estrela a mais distante e a mais bonita. De lá poderia enxergar, junto ao criador, a terra toda. Como ainda não morri e tenho que pagar a minha pena, eu sigo na estrada da imaginação e damos por encerrado este papo filosofista!

Meu avô era capelão e chamava-se Arvelino, para quem não sabe, capelão é uma espécie de meio padre (se é que se pode chamar de meio), uma espécie de representante da igreja em lugar longínquo. Em outras palavras para fechar a questão: substituto de um padre em lugares que não podia ou não queria ir. Meu tio João Carcule contou, certa feita, que numa das visitas de meu avô aos doentes (o velho rezava junto aos doentes para confortá-los na angústia do esperar o chamamento Divino). Eles oravam e cantavam como se fosse uma missa na casa do enfermo. Sabe que a mente tem um poder fantástico? É eu sei que o leitor não ignora, contudo faz parte da prosa, os gramáticos dizem que isto é uma função fática, um religar, um restabelecer do canal da comunicação, eu diria que seria uma inclusão do leitor no papo, uma espécie de agrado ao ouvinte, uma pessoa muito importante na comunicação, razão de qualquer escrito!

Eu já estou até imaginando e você já está imaginando também que eu estou cozinhando o galo em fogo baixo, entretanto não é nao! É que quando se fala em morte, dá assim... um nó na minha garganta. A emoção vem abrupta e pega na gente e as palavras se confundem nas pontas dos dedos e se basbacam todas. Eu só escrevo com dois dedos no teclado e eles não dão conta dessa emoção, e, na hora, eu sinto que funciona como um funil, e a saída são os dedos e são tantas ideias, são tantas palavras querendo sair ao mesmo tempo em enxurradas, que os meus dedos são muito finos e consequemente não aguentam tanta pressão e este fato provoca um colapso na rede da digitação!

Uma vez meu avô foi atender um caso já bem no estado de viagem final. O infeliz morreu duas vezes num só dia! Eu sei que é dificil acreditar, não tenho outro jeito de contar, é meu compromisso de não falsear a verdade, mas é a mais pura verdade, segundo o meu tio. Naquele dia eles foram rezar na casa do moribundo, porém chegaram atrasados. O homem tinha morrido no principiar do nascimento do sol e meu avô chegou lá pelo secar do orvalho. Portanto algumas horas depois. Não deu tempo nem de dar a extrema unção ao coitado. O falecido não tinha bem cinquenta anos. Faltavam-lhe algumas luas para conpletar o meio século. Ja era velhinho, eu digo velhinho por que no sítio as pessoas são muito judiadas pelo sol e o tempo, juntando com a falta de cuidado a pele vai-se num sulco só, assemelhando um telha amiato eternite e tudo vai por água abaixo até chegar a inexistência. Na cidade, o leitor já sabe, há tanto recurso para os homens e mulheres se protegerem tanto do efeito do tempo, que já está mudando a visão da ciência, até estão inventando um outro nome para essa fase, a terceira idade já está sendo transferida para quarta idade tal é a evolução do conhecimento. E é bem verdade que há algumas aberrações nas plásticas em algumas mulheres que só a ilusão de ótica pode entender e explicar o exagero estético.

Bem, mas vamos ao nosso frango frito. Chegaram e deram com o ex-vivo na cama. Fizeram a reza inicial da encomenda do morto e foram cuidar dos finalmentes. Teriam de dar banho no homem e alguém teria de fazê-lo. E agora leitor? Quem fará isso?... Quem?... Quem?... Advinhou!! Foi o meu tio!! Ele mesmo o João Carcule!!

Ele não gostou nada da idéa de meu avô convoca-lo para a lavação. Normalmente era o meu avô quem faria isso, porém o velhinho vinha de um defluxo e para livrar-se do incômodo tomara remédio quente e não podia entrar em água gelada! É... e o defunto seria lavado num corrego perto dalí! Já tinha uma boa oitada de gente ali se prontificando para ajuda-los no que viesse, desde que não fosse lavar o defunto! O meu tio, apesar de não ter assim tanta coragem, assumiu o papel como se fosse um especialista nisso. Como que ele iria fugir do serviço perante um bom número de pessoas e das moçoilas presentes? Ergueu-se num pedestal e com o pescoço carregado de toda a sua garbosidade, foi para o sacrifício!!!

Dois homens pegaram o cadáver no quarto e o trouxeram até a carroça. O burro, que a puxava, olhou para a carga e com um piscar de um olho só assemelhou-se a se benzer como se lembrasse do Guimaraes Rosa em um de seus contos! É leitor, o caso é sério! Nós seres humanos não enxergamos bem a noite, temos medo de vulto no escuro, imagine você os burros que enxergam bem a noite! Já pensou se num belo dia você dá de encontro com uma assombração e ainda mais conhecendo e sabendo quem é essa desgraçada? Deixemos o racicínio de burro do lado e vamos nós nos pacataus-pacataus da vida! Defunto posto e encarroçado.

O dois, meu avô e meu tio, subiram na carroça e seguiram em direção ao riacho! Num átimo chegaram. O caso merecia urgência. Apesar de estar morto, ele merecia uma atenção especial, seria o anfitrião da casa naquela dia e durante toda noite estaria no centro da sala recebendo as pessoas queridas. Era naquele dia as suas 24 horas de importância e sucesso. Era uma cadáver de sucesso!!! É leitor, neste caso não nos contentamos só com os quinze minutos de fama, queremos logo 1 dia inteiro com direito a fofocas, pingão, café e pão com mortadela, piadas e histórias!! Encostaram a carroça e a alinharam com atraseira em direção a barranca do riozinho. Apearam e para direção da água puxaram o defunto. Escutaram um barulho diferente, parecia que o cadáver havia soltado um peido. Reproduzia, o sem vida, um comportamento de quem não queria tomar banho, aquele barulho demonstrara a ser um aviso desse desejo, puxaram de novo e ouviram outra vez o mesmo barulho. Ficaram intrigados, digo ficaram por força de expressão, meu avô nem deu bola, já estava acostumado, mas meu tio, este sim, já estava quase borrando na bombacha. O cara não saia nem a pau! Foi quando o meu tio resolveu, ainda meio com receio, dar uma axaminada mais criteriosa. Foi então que percebeu que a calça do Seu Sebastião estava enroscado na cabeça de um prego da carroça. Observou e viu que já estavam bem danificadas o pano e a pele do inerte. Aliviado, por saber a resposta sobre o barulho, desenroscou a pele e a calça e o moribundo deslizou-se para fora da carroça. Seguraram-no pelas mãos e pelas pernas e o levaram para beira do riacho. Meu avô tirou a roupa do defunto e meu tio ali olhando. Foi quando o meu avô falou para ele "tire a sua roupa fique só de cueca e entre na água" Para pega-lo já dentro da agua! Pois é leitor, nem deu tempo de efetivar a ação. Apareceu um rapazinho chamando o meu avo para atender a viuva que estava passando mal. Muito solícito, ele largou o meu tio com o defunto e se foi! Eu entendo que o racicínio do velho era de que a viuva estava viva, por isso merecia a atenção primeira. O falecido já tinha caducado o cheque, então poderia esperar mais um pouco. Mas o diacho é que o defunto estava com o meu tio!!! E, com ele, nós já sabemos que alguma coisa de estranha sempre acontecia e ficava para história. Sabe leitor, tem gente que atrai problema, chama dívida, puxa como ímã qualquer coisa para ficar para a história e ter o que contar depois. O meu tio é um desses e como eu disse aconteceu mesmo!!

Arrastou o morto até rio. Nessa empreitada sujou todo o defunto no barro até entrar totalmente na água. Ele estava de um lado pele do outro barro puro. E meu tio que antes estava com medo agora estava cheio de coragem, porque a água já havia esfriado os seus nervos e o medo e a pressa já eram em demasia, mais que o suficiente para desvenciliar-se logo daquela situação. Lavar defunto era o que ele menos queria, mas já que estava foi-se. Já pensou quando todo mundo soubesse que ele era um lavador de defunto? Pensava ele, nem mulher acharia para casar! Olha que é o inverso do que ele pensava no início do fato na frente das moçoilas. As ideias já haviam passadas pelo filtro da razão e apontavam, agora, para a direção do entendimento das coisas de futuro. O que antes seria se mostrar para moçoilas, agora seria desaparecer para elas. É interessante o olhar da gente! Ele muda a todo instante. O Raul Seixas, o grande poeta brasileiro, que Deus o tenha!!! Já falava que o homem é uma metamorfose ambulante, muita gente ainda não entendeu a palavra do sábio roqueiro. Mudamos na aparência e até na opinião num metamorfosear perene a medida que o tempo vai passando!!

Ora leitor, deixemos o nosso poeta roqueiro e vamos seguir no nosso causo. Lavou o defunto com sabão de cinzas. Se você não sabe o que é sabão de cinzas leitor, agora você vai ficar sem saber e não vai saber, porque temos de andar logo com esta história, senão vamos atrasar o velório. Bem, terminou de lava-lo e pegou a pensar "como tiraria sozinho o defunto do riacho?" A experiência de arrasta-lo, não foi muito ajeitada na descida e na subida seria pior e ainda o sujaria todo e perderia o serviço. Teve uma brilhante ideia (eu tenho até arrepio dessas brilhantes ideias do meu tio) : deixaria o defunto em pé, assim um pouco arcado para trás, pegaria o corpo pela cintura e o colocaria nas suas costas e tranquilamente sairia dali carregando o finado. No plano A deu tudo certinho, porém não contava com o acaso e não tinha o plano B. Deixou-o um pouco mais arcado para trás. Nesse movimento de arcar para trás o defunto abriu o boca e o meu tio não percebeu. Quando ele fez o movimento para joga-lo nas costas, aí é que se deu o torcimento do rabo da porca. Os movimentos foram tão rápidos que num repente estava nas costa do meu tio. Ele só não contava que quando a cabeça fosse abaixando, este movimento fizesse o que fez: a boca do defunto fechou com os dentes na bunda do meu tio e com a arcada dentária deixou uma marca de despedida ou de raiva por tomar banho naquela manhã meia fria. É mole leitor, um morto morder a bunda de alguem? Pois é! Com ele aconteceu!!! Nesse ínterim as pernas do meu tio amoleceram, os cabelos arrepiaram, as mãos se soltaram e lá se foram os dois de volta para água. Meu tio no afã do medo, as ideias, ainda com o susto e até mesmo sem entender, não tinham assumido os lugares no espaço da lógica. Até que as ideias e ele se recompusessem o defunto foi sendo levado pelas águas bentas do riacho. Quando João Carcule deu em si o defunto já estava indo para céu pelas mãos de São João Batista e nos braços do Rio Jordão. Aí é que a coisa ficou preta mesmo. O que falar para as pessoas sobre o que aconteceu? Acreditariam que o defunto mordeu a bunda dele? A lógica dizia que não!! Então saiu ele atrás do defunto pela barranca do rio. Esqueceu-se de que estava de cueca! Era o defunto pelado descendo rio abaixo e meu tio de cueca, na mesma direção, correndo pela barranca do rio pulando por cima dos matos e cercas.

Hoje é até normal encontrar pessoas de roupas tão curtas e até mesmo homem de cueca e mulher de calcinha na rua, mas nós estamos falando do sítio e de muitas décadas atrás, imagine como era conservador o povo daquela época! Deixemos de trelêlê e vamos na corrida dos nossos personagens. O meu tio correndo por fora e o defunto correndo por dentro. Isto aqui está mais para um Turfe do que para um causo não leitor? E meu tio perdia por um cavalo de vantagem. Sem menos esperar, lá na frente o rio se alargava e em seguida viria uma cachoeira. O meu tio não tinha percebido o que o futuro lhe reservara. Sentiu-se seguro e que dava, os cálculos eram perfeitos, pulou no rio e abraçou, com sucesso, o defunto, mas não pode conter a força da natureza, não havia calculado esse dado e foram arrastados pela correnteza e jogados castata a baixo e a pique.

Caíram os dois de cabeça e foram cada qual para um lado. Havia algumas mulheres lavando roupa naquele momento no rio, só escutaram o barulho na água, mas quando olharam, não viram nada, deixaram o barulho por não barulho. Eis que, o meu tio apontou a cabeça na flor d'água bem perto da roupa que uma senhora estava lavando. A mulher saiu aos gritos e tremendamente assustada, mesmo assim seus olhos viram sair da água um homem totalmente desconhecido dela e do bairro na sua frente e ainda por cima pelado!! Ainda o meu tio sem a consciência do estrito significado da palavra nu. Meu tio nem precebeu a mulher, tal era a preocupação com o defunto, nem percebeu que havia perdido a cueca no ralar do corpo nas pedra da cachoeira. A ideia era fixa no defunto. "Onde estará ele?" Era o seu pensamento! O vento esfriou a sua pele, daí pode então perceber o que estava acontecendo! Estava como veio ao mundo na frente das mulheres!!!

Entrou de novo e rapidamente na água para esconder as suas vergonhas íntimas e outras não muito íntimas. Só então explicou para as senhoras o que estava acontecendo. Disse a elas que os dois estava nadando e que o colega passara mal e ele foi socorrê-lo e deu no que deu! As mulheres então ainda meio ressabiadas, mesmo assim resolveram ajuda-lo naquela contenda e ficaram cada uma num espaço da bacia daquele piscinão natural na esperança de encontrar o cadáver boiando. Foi quando o defunto apontou a cabeça perto de uma senhora que garrou a chorar de céus em terra. Ela o reconhecera. A questão, não era muito antiga assim, de dois anos tinha sido o seu amante.

É leitor, se esta escrita está certa! Então podemos entender que quando a gente ama e o amor é realmente aquele verdadeiro sentimento, a gente não consegue embarcar para eternidade sem despedir-se do amor eterno enquando dure! Tem muito a ver com aquela fala de alguns " depois que eu morrer eu venho puxar a sua perna" Lembra leitor? É com certeza e por isso que aconteceu isso tudo e vou mais longe, chego até acreditar que o meu tio não é azarado, ele, apenas, estava cumprindo a sua sina na cadeia do amor. Foi somente uma questão de despedida amorosa. A partir daí, o fato virou notícia e rodava no ouvido das pessoa que nem zumbido depois de um estouro de rojão: o Sebastião tinha morrido afogado.

No arrazoar da batida, o velório foi um sucesso. A história da amante ficou escondida para a notícia, mas à boca pequena era um zunzunzun lascado. E para uma parte da polulação, a que acreditava no afogamento, o meu tio ficou sendo um heroi pelo ato de tentar salvar o amigo. A outra parte se contentava com a morte natural!!

A noite foi agitada. As figuras do bairro estavam todas presentes. Foi um acontecimento social. Não é sempre que se ouve sobre duas mortes com um cadáver só. E nesse vai-e-vem das coisas, já fizeram um jantar. Cada um deu uma galinha, um outro saco de feijão, um saco arroz para comer no velório que, de tanta gente, parecia um acontecimento tão marcante que já havia quem dissesse "antes e depois de Sebastião". Foi, como dizia Erasmo Carlos, uma festa de arromba.

Bem, a festa já e uma outra história! Por hora, vamos desarrear o burro da carroça, levar o meu avô e meu tio para casa e eu e você, caro leitor, vamos apagar o cachimbo ensacar a viola para olhar o tempo! Depois? Por um belo ponto final no nosso papo e fechamos a questão. Até a outra hora!!! Entro em contato aguarde!
(Ademar Oliveira de Lima)

Xico Bizerra - O Fenômeno. Esse é coisa nossa!

Por Joilson Kariri Rodrigues

Assim Xico Bizerra se apresenta:

"Desembuchei no mundo numa cidade cearense chamada Crato, nos calcanhares da Serra do Araripe, avizinhada, parede-e-meia, com o Pernambuco. Por aquelas bandas se nasce sentindo as baforadas do baião, se toma mingau com gosto de xote, a chupeta já vem melada com o açucar do xaxado. Além do mais, ao sair do bucho da mãe, já bate nas 'oiça' da gente um violeiro, um cantador ou cego de feira, do outro lado da calçada, cantarolando Goanzagão. Como não se apaixonar pelo rei Lua? Assim, fui balançando na rede ouvindo o acalanto Gonzagueante e sentindo no pau da venta o cheirinho bom da terra do sertão. Para completar, minha mãe tocava bandolin, quando nao tava namorando meu pai. Daí o gosto pela música, consequência de uma relação quase umbilical."


Lembra que desde os 14, 15 anos ja compunha umas "besteirinhas". Meio por timidez, meio por falta de tempo para dedicação integral, foi "embauzando" as composições, guardando-as só para si. Até que, com a proximidade da aposentadoria e percebendo o processo "pinelizante" dos colegas que se aposentavam, resolveu que, no período de "vagabundagem" que se avizinhava, valeria a pena fazer algo prazeroso, que lhe afagasse a alma. E a cultura nordestina foi quem ganhou mais com isso, pois Xico é daqueles "operários da cultura" que se dedica integralmente a sua função.
Hoje Xico Bizerra é um fenômeno no cenário musical brasileiro, tendo sido gravado e regravado por mais de 200 cantores de todo o país, entre eles os renomados Dominguinhos e Elba Ramalho. Só para se ter uma idéia a música "SE TU QUISER" possui mais de 90 gravaçoes.
Vale contar
O CD "Balaio de Amor", de Elba Ramalho, foi indicado ao Grammy Latino 2009. No Balaio de Amor de Elba tem duas canções do nosso Xico Bizerra: "Oferendar" e "Se Tu Quiser".

Curiosidades da Língua Portuguêsa - É possível escrever um texto sem a Letra "A" ? É sim !

Sem nenhum tropeço posso escrever o que quiser sem ele, pois rico é o português e fértil em recursos diversos, tudo isso permitindo mesmo o que de início, e somente de início, se pode ter como impossível. Pode dizer-se tudo, com sentido completo, como se isso fosse mero ovo de Colombo, desde que se tente. Sem se inibir, pode muito bem o leitor empreender este belo exercício dentro do nosso fecundo e peregrino dizer português, puríssimo instrumento dos nossos melhores escritores e mestres do verso, instrumento que nos legou monumentos dignos de eterno e honroso reconhecimento.

Trechos difíceis resolvem-se com sinónimos.

Observe-se bem: é certo que, em se querendo, esgrime-se sem limites com este divertimento instrutivo. Brinque-se mesmo com tudo. É um belíssimo desporto do intelecto, pois escrevemos o que quisermos sem o "E" ou sem o "I" ou sem o "O" e, conforme meu exclusivo desejo, escolherei outro, discorrendo livremente, por exemplo sem o "P", "R" ou "F", o que quiser escolher. Podemos, em corrente estilo, repetir um som sempre ou mesmo escrever sem verbos. Com o concurso de termos escolhidos, isso pode ir longe, escrevendo-se todo um discurso, um conto ou um livro inteiro sobre o que o leitor melhor preferir. Porém, mesmo sem o uso pernóstico dos termos difíceis, muito e muito se prossegue do mesmo modo, discorrendo sobre o objeto escolhido, sem impedimentos. Deploro sempre ver moços deste século inconscientemente esquecerem e oprimirem hoje o nosso português, culto e belo, querendo substituí-lo pelo inglês. Porquê?

Cultivemos o nosso polifónico e fecundo verbo, doce e melodioso, porém incisivo e forte, messe de luminosos estilos, voz de muitos povos, escrínio de belos versos e de imenso porte, ninho de cisnes e de condores. Honremos o que é nosso, oh moços estudiosos, escritores e professores! Honremos o digníssimo modo de dizer que nos legou um povo humilde, porém viril e cheio de sentimentos estéticos, púgil, de heróis e de nobres descobridores de mundos novos!

Autor: Desconhecido.
Contribuição de nossa amiga Graça Lacerda
Maria Dudah

Câmara de Vereadores de Crato apronta mais uma - por Armando Rafael

Paulo Leonardo repôs a antiga denominação da rua de Crato.
Que sua atitude sirva de exemplo. A foto é de Heládio Teles Duarte

Eis aí uma prova que atesta o triste costume de mudança dos nomes das ruas de Crato.
Desde 1989 uma rua de Crato era denominada oficialmente de “Francisco Osório Ribeiro da Silva”. Ali existia uma única placa – assinalando a denominação – a qual, ao longo de vinte anos, foi se desgastando até que foi retirada.
Pois bem, um vereador cratense passou pela rua e não viu nenhuma placa. Não deu outra. De imediato, apresentou projeto denominando a artéria (já denominada) em homenagem a outra pessoa. Projeto aprovado apressou-se em colocar a placa com a nova denominação.
Um irmão de Francisco Osório – o ex-bancário Paulo Leonardo (ver foto acima) – viu a alteração. Foi aos arquivos da Câmara Municipal e localizou a lei de 1989. Mandou confeccionar nova placa desta feita citando a lei e a data da promulgação do projeto que denominou a rua de Francisco Osório Ribeiro da Silva.
Decisão acertadíssima. É o que deveria ser feita com a Rua Imperatriz Leopoldina que teve seu nome mudado para Rua Orestes Costa. Interessante que o Sr. Orestes Costa já tem 3 ruas em Crato em sua homenagem. Um recorde mundial!
Essas mudanças de nomes das nossas ruas sempre atenderam a interesses menores dos vereadores e foram feitas sem ouvir a população.
Recentemente, a Câmara de Vereadores de Independência – município localizado no Sertão dos Inhamuns do Ceará – aprovou um projeto de lei, dispondo sobre a identificação de ruas, praças, monumentos, obras e edificações públicas daquela cidade. Esse projeto de lei exige – para qualquer mudança na denominação de ruas e praças – um pedido antecipado, contendo lista com assinaturas de pelo menos cinco por cento do eleitorado.
Idêntica providência deveria ser adotada pelos vereadores de Crato.
Texto: Armando Lopes Rafael
Foto; Heládio Teles Duarte

DEUS NÃO DISSE QUE A VIDA SERIA FÁCIL, DISSE QUE VALERIA A PENA













Na vida, cada um recebe o salário a que faz jús.
Preciso dizer mais alguma coisa?


Vicente Almeida

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