xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 24/10/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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24 outubro 2009

MENSAGEM PARA VOCÊ REFLETIR ! - Por Maria Otilia


Cachorrinho Manco

Diante de uma vitrine atrativa, um menino pergunta o preço dos filhotes 'a venda.
"Entre 30 e 50 dólares", respondeu o dono da loja.O menino puxou uns trocados do bolso e disse:
- "Eu só tenho 2,37 dólares, mas eu posso ver os filhotes?"O dono da loja sorriu e chamou Lady, que veio correndo, seguida de cinco bolinhas de pelo.
Um dos cachorrinhos vinha mais atrás, mancando de forma visível.Imediatamente o menino apontou aquele cachorrinho e perguntou:
- "O que é que ha com ele?"O dono da loja explicou que o veterinário tinha examinado e descoberto que ele tinha um problema na junta do quadril, sempre mancaria e andaria devagar. O menino se animou e disse:- "Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!"O dono da loja respondeu:
- "Não, você não vai querer comprar esse. Se você realmente quiser ficar com ele, eu lhe dou de presente."O menino ficou transtornado e, olhando bem na cara do dono da loja, com o seu dedo apontado, disse:
- "Eu não quero que você o de para mim. Aquele cachorrinho vale tanto quanto qualquer um dos outros e eu vou pagar tudo. Na verdade, eu lhe dou 2,37 dólares agora e 50 centavos por mês, ate completar o preço total."O dono da loja contestou:
- "Você não pode querer realmente comprar este cachorrinho. Ele nunca vai poder correr, pular e brincar com você e com os outros cachorrinhos."Ai', o menino abaixou e puxou a perna esquerda da calca para cima, mostrando a sua perna com um aparelho para andar.Olhou bem para o dono da loja e respondeu:
- "Bom, eu também não corro muito bem e o cachorrinho vai precisar de alguém que entenda isso."
Mensagem extraída do site: otimismo em rede.

Lembre-se ! Precisamos cuidar com atenção das nossa crianças e adolescentes que estão na Educação Especial .Vamos cobrar dos nossos gestores, efetivas políticas públicas de inclusão . Nosso município precisa acordar para isto ! Vamos começar cumprindo a Lei da acessibilidade, tanto nas escolas como nos demais espaços públicos.

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Mourão


O CIRURGIÃO PSICÓTICO

No Crato tinha um cirurgião muito bom, mas que, vez ou outra apresentava crise de comportamento. Foi o obstetra da minha mãe, no nascimento do meu irmão caçula, o Alexandre Mendelssohn. O Luís diagnosticava logo quando estava para surgir esse problema. Freqüentador da Sorveteria Glória, começava a fumar muito e beber mais do que uma dose de whisky. Mas o que era determinante mesmo, e que fazia a família mandá-lo imediatamente para São Paulo submeter-se a um tratamento psiquiátrico, era quando, ao término de uma cirurgia, ele batia as mãos e falava para seus auxiliares:
- “Pronto T-O TÓ. Macaxeira Mocotó”.

QUEDA DO CAVALO

O Dr. Mozart Cardoso era médico em Juazeiro do Norte. Muito inteligente e poeta repentista notável. Crítico mordaz do Crato. Não tinha meias palavras. Dizia que o povo do Crato era preguiçoso e aquelas fruteiras que existiam nos sítios não haviam sido plantadas. Apenas os moradores comiam as frutas com semente e tudo e iam defecar no mato, ocasião em que as sementes germinavam, gerando as fruteiras. O Luís foi o idealizador, organizador, construtor e primeiro Diretor do Clube Grangeiro (a grafia é com ‘g’, pois assim foi grafado o nome do rio que dá origem ao nome do clube). Para que não tivesse vida efêmera, determinou que 30% dos títulos deveriam ser vendidos no Juazeiro. Justificava pelo fato da maior força financeira da cidade, que já se anunciava àquela época, vindo de fato a se confirmar. O clube iria necessitar de sócios que viessem gastar no clube, para que ele pudesse sobreviver. O Luís queria um clube bom e que não encerrasse suas atividades logo em seguida, por falta de recursos para sua manutenção. A rivalidade entre as duas cidades era tão grande que os corretores se recusavam a vender títulos no Juazeiro. O próprio Luís se encarregou de vendê-los. Um dia, recebeu um recado que o Dr. Mozart estava querendo comprar um título. O Luís logo se apressou em visitá-lo, pois tinha muita curiosidade em conhecê-lo pessoalmente. Chegando ao consultório, ao se apresentar, o próprio Dr. Mozart pediu-lhe para entrar. O Luís não pode deixar de perceber, logo de início, um enorme hematoma no seu olho direito, deformando todo o rosto. O Dr. Mozart, antes de conversar sobre o a compra do título, se apressou em esclarecer o motivo daquele hematoma:

- “Luís, você sabe o que é uma manga, duas cercas uma ao lado da outra?”

- “Sei, sim”.
- “Pois eu ia montado em um cavalo nessa manga, quando ele assustou-se, não sei com quê. Empinou comigo e me jogou pra fora da sela e eu ainda ajudei, pulando. Pois Luis, eu fui de encontro a um mourão da cerca que quase furou meu olho, como você está vendo”.
- “Mas foi muita sorte o senhor não ter perdido o olho”.
- “É Luís, mas essa não é a estória verdadeira. Quando o cavalo empinou, eu estava era sonhando! Em vez de cair do cavalo, cai foi fora da cama, batendo com o olho direto na quina da mesa de cabeceira. Taí o resultado...”

BURACO DE BARALHO

O Dr. Mozart era um repentista de primeira e também costumava fazer poesia pornográfica. Foi o único prefeito de Juazeiro do Norte eleito graças à influência política dos Bezerra, que acabou sendo tirado da prefeitura por não obedecer em nada aos responsáveis pela sua eleição. Não suportava jogo de baralho. Certo dia procurou por uns amigos e todos estavam jogando “buraco”. Chegou junto ao grupo e improvisou os seguintes versos:
Bando de velhos impotentes
Sem mais tesão no caralho
Trocam o buraco de gente
Por buraco de baralho.

O “FANABÔ”

Uma figura muito querida do Crato chegou à velhice com um patrimônio respeitável e uma boa reserva em dinheiro. Tinha um pequeno ponto comercial, cuja principal atividade era o exercício da agiotagem. Todos aqueles que passavam alguma dificuldade financeira recorriam a ele, que prontamente os atendia. Sofria de um problema de calos nos pés. Por isso, andava com grande dificuldade. Naquela época ainda não existiam os tênis, e o único sapato que ele podia calçar era o seu precursor, aquele mesmo que eu usava nas minhas aulas de educação física no Colégio Diocesano do Crato: o sapato “fanabô” (assim se pronunciava). Por não ser de couro, esse tipo de sapato adaptava-se melhor às conformidades dos pés dele. Era de cor branca, necessitando ser periodicamente pintado com alvaiade. Recordo-me fazendo essa “pintura”, com uma escova de dentes usada, após cada aula de educação física. Esse senhor mantinha os seus sapatos impecavelmente brancos. Tinha vários pares. Por isso, de longe já se sabia que ele vinha vindo, devido aos invariáveis sapatos brancos. Os seus devedores aproveitavam-se deste detalhe para depreciá-lo:

- “Lá vem o pé de giz!”

Morreu com este apelido.

O FISCAL DE MENOR

Existia um fiscal do Juizado de Menores do Crato bastante severo. Mas, não era muito versado na língua portuguesa. Quando desconfiava que alguém de menor estava querendo freqüentar um ambiente proibido, apressava-se em abordá-lo:

- “Hei, você é de menor. Não pode entrar não”.

- “Mas ‘seu’ fiscal, eu não sou mais de menor não! Já estou dentro dos 20 anos.”
- “Comigo só vai dentro da lei. Pois então, ‘se indenize’!”

JESUS

Existia um proprietário de imóveis no Crato que ficou viúvo. Já estava em idade bem avançada, mas resolveu casar com uma moça bem mais nova do que ele. Chegaram até a ter filho. Após algum tempo, ele mais velho ainda, e a mulher em forma. Acabou se apaixonando por um moreno alto, bonito, de nome Jesus, o que terminou chegando ao conhecimento do velho. Por fim adoeceu e, no leito de morte, estava sofrendo de muitas dores. Alguém bastante religioso tentou confortá-lo, dizendo:

- “Lembre-se de Jesus!”
(o Cristo, lógico).
E o velho, arquejando:
- “Homem, não fale nesse negro aqui em casa não”.

BAITOLA

Existia no Crato um bêbado que se caracterizava por ser chato e mal agradecido. A cara dele parecia uma castanha de caju, lembrando muito a do Presidente Dutra. Trabalhava com o Cândido Figueiredo. Era torcedor fanático do Flamengo. Em certa ocasião encontrou, cedo da noite, com o Senhorzinho, no calçadão que passou a existir ao lado da antiga Sorveteria Glória e da Imobiliária do Luís. A princípio lamentou o fato do Senhorzinho haver amputado uma perna, devido a problemas de diabete. Mal o Senhorzinho agradeceu os votos de pesar, ele disse, de primeira:

- “Mas o que eu queria mesmo era pedir cinco cruzeiros para eu tomar de cana”.

Senhorzinho, que era a delicadeza em pessoa, meteu a mão no bolso e deu o dinheiro solicitado. Pouco tempo depois volta o bêbado a pedir a mesma quantia, para a mesma finalidade. O Senhorzinho, sem se aborrecer e com muita gentileza, retrucou:
- “Mas, homem, procure agora a colaboração de outros. Eu acabei de lhe servir.”
Ele empertiga-se todo e, encolerizando-se, diz:
- “Você é um aleijado baitola”.
E o Senhorzinho, não perdendo a calma, lhe respondeu:
- “Bem, aleijado eu sei que sou. Mas baitola, eu estou sabendo agora, porque você acaba de me dizer”.

Fonte: Livro: "Só no Crato" - De Ivens Mourão - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato pelo autor - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS

Gravadoras e estações em disputa por royalties

RÁDIO NOS EUA

Gravadoras e estações de rádio americanas se envolveram em uma briga por conta de um projeto de lei que propõe que emissoras paguem royalties por músicas que forem ao ar. A proposta, batizada de Ato de Direitos de Execução, já havia sido aprovada pelo comitê judiciário da Câmara em maio, e esta semana recebeu aprovação de um comitê do Senado. Se virar lei, ela determina que estações de rádio terão que pagar cerca de US$ 500 milhões por ano – analistas estimam que, em alguns casos, este valor chegue a US$ 1 bilhão. A quantia precisa será determinada pelo Copyright Royalty Board, conselho responsável por questões de direitos autorais. Metade do valor iria para os músicos e o restante, para as gravadoras.

A proposta representa uma mudança de políticas legislativas que datam de 1939, quando uma corte federal de apelações determinou que leis de direitos autorais não requeriam que emissoras pagassem quando colocassem música no ar. Emissoras de rádio via satélite e de TV a cabo já pagam royalties. "Se você usa o trabalho de alguém comercialmente, esta pessoa deve ser compensada por isso", afirma Martin Machowsky, porta-voz da coalizão MusicFirst, apoiada pela Associação da Indústria de Gravação da América, pela Federação Americana de Músicos e por cantores como Alanis Morissette, Bruce Springsteen, Jay-Z e Will.i.am.

As estações, em contrapartida, alegam que a lei pode sair pela culatra e prejudicar as gravadoras. Ao terem que aumentar o dinheiro que já gastam com taxas para a Comissão Federal de Comunicações e agências de licenciamento de cantores, é provável que as estações mudem o formato de sua programação, com mais talk shows e a transmissão apenas das músicas mais conhecidas e que garantem retorno comercial – atrapalhando o lançamento de possíveis novos sucessos e novos talentos. Informações de David Lieberman [USA Today, 20/10/09].

Fonte: Observatório da Imprensa

Definida programação para comemorar os 40 anos da estátua de Padre Cícero


Em reunião com a participação do prefeito Manoel Santana, foi fechada a programação com a qual vão ser comemorados os 40 anos de inauguração do monumento em homenagem ao Padre Cícero Romão Batista na Colina do Horto. Segundo o Secretário de Turismo e Romarias, José Carlos dos Santos, a festa será aberta às 9 horas da próxima sexta-feira, dia 30 de outubro, com uma solenidade na agência dos Correios de Juazeiro do Norte.

Naquele prédio da Rua da Conceição nasceu a beata Maria de Araújo, protagonista dos fatos extraordinários de Juazeiro quando a hóstia se transformou em sangue na sua boca por repetidas vezes. Autoridades locais e dirigentes dos Correios no Ceará farão aposição de uma placa na agência numa homenagem à religiosa. A iniciativa integra um projeto da Setur que vai identificar um total de 22 prédios ainda existentes e que ostentam relações históricas com o município.

No dia 1º de novembro, data dos 40 anos da estátua de Padre Cícero, haverá uma solenidade a partir das 8 horas, na Colina do Horto, e ao lado do monumento. Junto com a fixação de uma comemorativa às quatro décadas, a Prefeitura de Juazeiro prestará uma homenagem ao médico Mauro Sampaio que foi o construtor da estátua quando prefeito da cidade. No mesmo instante será lançado o projeto de tombamento e revitalização do Horto, bem como da “Árvore do Centenário” com a coleta de sementes de Juá.

O dia 1º de novembro é, também, consagrado ao romeiro e estes serão igualmente homenageados com show em praça pública que marca ainda o encerramento da programação pelos 40 anos do monumento de Padre Cícero. Na Praça dos Romeiros, em frente à Basílica de Nossa Senhora das Dores, a partir das 20h30min, se revezarão no palco os “Cantores de Padre Cícero”, Luiz Fidélis, Jota Farias e Fábio Carneirinho. Antes das apresentações, haverá um show pirotécnico.

Por: Demontier Tenório - Via Blog do Juazeiro

Filha de Donald Trump se casa neste fim de semana

NE - gente Coisa, é outra "fina"...


A filha do multimilionário empresário e apresentador de TV Donald Trump, Ivanka Trump, vai se casar no próximo domingo, com Jared Kushner, informou o site da revista "People". A cerimônia deve acontecer no Trump National Golf Club, em Bedminster, estado de Nova Jérsei, após pouco mais de três meses de noivado. Kushner é o Publisher da revista "The New York Observer", e ficou noivo de Ivanka, 27, no dia 15 de julho. Ivanka mantém em segredo os detalhes de seu casamento, mas disse ao site Brides que sempre se imaginou "tendo um casamento tradicional e elegante, mesmo antes do noivado". Ela contou que mal pode esperar pela cerimônia, na qual são esperados cerca de 500 convidados. "Espero que chegue um ponto em que toda a ansiedade desaparecerá e eu poderei apenas desfrutar o momento", disse Ivanka, acrescentando que quer "dançar como uma maníaca, com todos os meus amigos".

Após as núpcias, Trump e Kushner, 28, não estão planejando crianças para os próximos anos. "Quando chegar nosso tempo de ter uma família, eu sei que vou me comprometer", disse Ivanka, salientando que "não estou pronta ainda".

Fonte: Folha Online

Se seu texto ainda não foi publicado no Blog do Crato: Não desista. Envie Novamente !


Prezados amigos do Blog do Crato!

Tenho recebido muitos e-mails. E quando falo muitos, são algo em torno de 100 a 150 por dia. e é preciso responder cada um deles. Muitos contém textos excelentes para publicação, e na medida do possível eu vou publicando. Evidentemente, que é humanamente impossível publicar todos os textos, especialmente porque cada um deles precisa de uma revisão, diagramação, fotos, ilustrações, e eu sou apenas UM.

Então, eu peço desculpas aos meus nobres leitores e escritores do Blog que tenham enviado algum texto para publicação e esse texto não tenha ainda aparecido por aqui. PEÇO QUE ENVIE NOVAMENTE! Se seu texto não foi publicado, insista e não desista! Muitas vezes é esquecimento e muitas atividades paralelas. O Blog do crato é apenas uma das minhas atividades, e por sinal, sem fins lucrativos. Eu também preciso me dedicar ao meu trabalho na Música ( ao Piano, onde preciso estudar várias horas por dia ), além dos trabalhos da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal do Crato. Também faço fotografias e filmagens. E outras e outras coisas...

O conselho que eu dou para vocês é: Envie o seu texto novamente para nosso e-mail:

blogdocrato@hotmail.com

Farei o possível para publicar.
Abraços,

Dihelson Mendonça

FHC diz que governo tem mais "fariseus do que cristãos"

NE - Olha só quem está falando...

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso afirmou hoje, em Belo Horizonte, que a aliança montada pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva parece possuir "mais fariseus do que cristãos", em referência a declarações do presidente dadas à Folha ontem. Na ocasião, Lula falou que, no Brasil, "Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão". Segundo o tucano, "pessoas atrasadas" na política sempre existirão e elas "não podem ser jogadas fora, fazem parte do jogo". FHC disse, porém, nunca ter feito aliança com "Judas".

"O ruim é quando você faz alianças espúrias, quando são feitas não para um programa para a eleição, mas depois da eleição e para ganhar votos no Congresso. E, quando chega o momento, parece que tem mais fariseus do que cristãos. Aí fica difícil, inverte a lógica. Em vez de puxar o atraso para melhorar, você que é puxado pelo atraso. Isso não aconteceu comigo", afirmou. O ex-presidente disse ter estabelecido a coalizão de sustentação de seu governo (1995-2002) antes das eleições, com "um partido que era um grande partido [PFL, atual DEM]".

Aécio

As declarações de Fernando Henrique foram dadas após palestra em uma convenção do Conselho Regional de Contabilidade de Minas. Ao contrário de outras passagens por Belo Horizonte, FHC não se encontrou com o governador Aécio Neves (PSDB), rival do governador José Serra (SP) na indicação tucana à sucessão do presidente Lula. FHC e Aécio conversaram rapidamente por telefone no início da tarde. O ex-presidente disse que nem teria o que falar com o governador, já que os dois haviam se encontrado em São Paulo na última segunda.

BRENO COSTA
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Festival de Música Instrumental encerra com 20 concertos de 15 grupos instrumentais de cinco estados do Brasil

NO CARIRI... - Centro Cultural Banco do Nordeste






O IV Festival BNB da Música Instrumental encerrará, na próxima semana, com a realização de 20 concertos de 15 formações instrumentais oriundas de cinco estados de três regiões brasileiras (Nordeste: Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba; Sudeste: Rio de Janeiro; e Centro-Oeste: Distrito Federal), de quarta-feira, 28, até sábado, 31. Todos os concertos do Festival têm entrada franca. A programação de encerramento do Festival acontecerá nos três Centros Culturais Banco do Nordeste (Fortaleza; Cariri, em Juazeiro do Norte, região sul do Ceará; e Sousa, no alto sertão paraibano). Entre as atrações desta semana de encerramento, constam nomes como o Quarteto Alevare, do Rio de Janeiro, e o Duo 13, do Distrito Federal.

Da região Nordeste, os destaques são os seguintes: os cearenses Mimi Rocha, Aroldo Araújo, Tito Freitas, Dunas Jazz Band, Trio Ágape, Pixinguinha Trio e Abanda; os potiguares Eduardo Taufic & Roberto Taufic, Candeeiro Jazz e Gilberto Cabral; e os paraibanos Clã Brasil, Orquestra Sivuca e Jorge Ribbas. A quarta edição do evento confirma a sua vocação para promover a diversidade musical e destaca a importância da abertura de mais espaços para a dinâmica cena instrumental brasileira, movimentando dezenas de músicos, de diferentes trajetórias, influências e propostas estéticas.

CCBNB-Fortaleza

Dia 28, quarta-feira
18h30 Mimi Rocha.
Dia 29, quinta-feira
17h Eduardo Taufic & Roberto Taufic
18h30 Candeeiro Jazz
Dia 30, sexta-feira
12h30 Tito Freitas
18h30 Dunas Jazz Band
Dia 31, sábado
17h Clã Brasil
18h30 Aroldo Araújo

CCBNB-Sousa (PB)

Dia 28, quarta-feira
19h30 Jorge Ribbas.
Dia 29, quinta-feira
19h30 Quarteto Alevare.
Dia 30, sexta-feira
19h30 Gilberto Cabral.
Dia 31, sábado
19h Orquestra Sivuca.
21h Eduardo Taufic & Roberto Taufic.

CCBNB-Cariri (CE)

Dia 28 quarta-feira
18h30 Trio Ágape.
19h50 Quarteto Alevare.
Dia 29, quinta-feira
18h30 Duo 13.
19h50 Gilberto Cabral.
Dia 30, sexta-feira
18h30 Orquestra Sivuca.
19h50 Eduardo Taufic & Roberto Taufic.
Dia 31, sábado
18h30 Pixinguinha Trio.
19h50 Abanda.

ENDEREÇOS E FONES DOS LOCAIS DAS APRESENTAÇÕES:

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-FORTALEZA
Rua Floriano Peixoto, 941 - Centro - Fortaleza (CE)
Fone: (85) 3464.3108

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-CARIRI
Rua São Pedro, 337 - Centro – Juazeiro do Norte - Ceará (CE)
Fone: (88) 3512.2855

CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE-SOUSA
Rua Cel. José Gomes de Sá, 07 - Centro - Sousa (PB)
Fone: (83) 3522.2980

Fonte: Banco do Nordeste do Brasil

A mais nova modalidade olímpica do Rio 2016: Corrida de obstáculos sob balas !


O Brasil da Inversão de Valores - Collor agora é imortal em Alagoas

Senador por Alagoas, o ex-presidente da República Fernando Collor de Melo (PTB) tomou posse na noite da última sexta-feira (23) como o novo imortal da Academia Alagoana de Letras (AAL). Mesmo sem ter publicado nenhum livro, o ex-presidente foi eleito no último dia 2 de setembro, com 22 votos a favor e oito contra. Contendo o choro em três momentos do discurso, Collor ressaltou que assume a vaga na Academia “honrado”, já que AAL abrigou durante anos o seu pai Em uma cerimônia concorrida, Collor aproveitou para anunciar que o primeiro livro publicado de sua autoria trará a versão dele sobre o impeachment de 1992. “Todos me perguntam sobre o livro. Ele trará revelações, está pronto e será lançado num momento oportuno”, assegurou o senador, sem dar pistas sobre a data de lançamento.

Para concorrer à vaga na Academia, Collor apresentou sete obras, todas impressas por gráficas oficiais e que nunca foram vendidas em livrarias. A última delas foi uma publicação da gráfica do Senado intitulada “Relato para a História”, que traz na íntegra o discurso que fez no Senado em 2007 apresentando fatos sobre sua saída da Presidência. Contendo o choro em três momentos do discurso, Collor ressaltou que assume a vaga na Academia “honrado”, já que AAL abrigou durante anos o seu pai, Arnon de Melo. “Aqui sinto-me bem, em casa, e porque não dizer, em família. Essa é uma homenagem a alguém que ao longo de sua vida sempre contribuiu com as discussões de políticas sociais”, disse o senador.

Na saída, indagado pelo UOL Notícias sobre a sugestão do colega imortal da AAL, Lêdo Ivo, para que tente uma vaga na Academia Brasileira de Letras (ABL), Collor sorriu. “Devagar com o andor”, disse. Lêdo Ivo é também imortal da ABL.

Fonte: Folha OnLine

Cinzas de vulcão atingem 17 municípios e põem Colômbia em alerta


As autoridades colombianas mantiveram o alerta laranja para as zonas de influência do vulcão Nevado del Huila, no sudoeste do país, diante da queda de cinzas que atingiu nesta sexta-feira 17 municípios de três Departamentos. Um comunicado do Sistema Nacional para a Prevenção e Atendimento de Desastres diz que os municípios afetados estão nos departamentos de Huila, Cauca e Valle. Segundo o Instituto Colombiano de Geologia e Mineração (Ingeominas), o vulcão continua apresentando um comportamento instável. Na sexta-feira passada (16), as autoridades decretaram alerta laranja, que significa "erupção provável em termo de dias".

O vulcão teve várias erupções nos últimos meses, mas não deixou mortos, apesar de ter destruído estradas e pontes. A parte mais alta do vulcão não apresenta cratera visível e é coroada por uma camada de gelo de 13 km quadrados.

Fonte: Folha OnLine

O Crato ontem à Tarde - Por: Dihelson Mendonça


Rua Miguel Limaverde

Acima: Rua Dr. Miguel Limaverde

Dsc03271

Acima: Cruzamento da Bárbara de Alencar com Santos Dumont

Dsc03296

Acima: Calçadão e a famosa "Banca do Roberto" visto da praça Siqueira Campos

Fotos: Dihelson Mendonça
Todos os Direitos Reservados

Sobre Santo Antônio Claret e Dom Vicente Matos

ou
dois comentários sobre duas postagens-

por Armando Lopes Rafael


Neste 24 de outubro duas matérias veiculados neste blog chamaram minha atenção. A primeira, post de Dihelson Mendonça, sobre o Santo do Dia, Antônio Maria Claret; a segunda, sobre Dom Vicente de Paulo Araújo Matos, terceiro bispo de Crato, de autoria de Ivens Mourão.
1ª) Santo Antonio Maria Claret (foto abaixo), bispo e confessor, pregador popular, espanhol de nascimento e que foi arcebispo de Santiago de Cuba. Naquela ilha sofreu duras perseguições dos inimigos da Igreja Católica. Numa delas, um atentado contra a vida do arcebispo, no qual o sicário fora pago para golpear – com uma navalha – o pescoço do religioso. Este desviou a cabeça, mas a navalha fez profundo corte vertical na sua face. Cicatriz que o acompanhou pelo resto da vida.
Santo Antônio Claret foi forçado a sair de Cuba. No navio que o conduzia ao exílio o santo ele fez algumas profecias sobre a ilha de Cuba. Previu que ela se separaria da Espanha, mas por conta das apostasias do povo cubano a ilha ficaria – durante algumas décadas – submissa aos Estados Unidos. Depois viria uma ditadura que livraria a submissão aos Estados Unidos, mas levaria Cuba à submissão a outra potência e que essa ditadura manteria, durante décadas, a população da ilha à penúria e à miséria. Acertou em cheio Santo Antônio Claret.
Mas, ao final o santo disse que prefereria continuar na América, pois no continente americano floresceriam santos maiores do que os surgidos na Europa.
A propósito, o leitor já reparou o número de candidatos (brasileiros e de outras nações latino-americanas) que se encontra em fase de beatificação-canonização no Vaticano?

*** *** ***

2º) Dom Vicente de Paulo Araújo Matos (na foto abaixo, o 2º da esquerda para a dieira) foi (e continua sendo) o maior benfeitor de Crato ao longo da história da Cidade de Frei Carlos. Desnecessário enumerar o número de obras deixadas pelo grande bispo. E em retribuição ao bem que fez, Dom Vicente – na maioria das vezes – só recebeu ingratidão. O Monsenhor José Honor de Brito defende uma tese: desde a saída de Dom Vicente Matos o progresso de Crato estagnou e cidade deve uma reparação ao seu terceiro bispo. Será que, a exemplo do sofrido povo cubano, estamos vivendo um “inferno-astral” por conta da ingratidão feita pelas elites cratenses para com Dom Vicente?
Na dúvida, façamos uma reparação à memória do dinâmico bispo...

Texto e postagem: Armando Lopes Rafael

Estações de Rádio e a Pornografia a Céu Aberto

A Vulgarização da Mulher e do Sexo, sob a tutela das Autoridades que nada fazem...


Título Original do autor: “Forró” estilizado e seus inconvenientes

O chamado “forró” estilizado (entre aspas por vários motivos que o tornam um não-forró) divide opiniões em todo o Nordeste. Tendo seu auge na segunda metade da década de 2000, esse ritmo ora é apreciado por jovens como um incentivo à curtição oba-oba, desregrada e desinibida da juventude ora é pesadamente criticado por incentivo à promiscuidade e perversão sexuais, banalização da traição, apologia do alcoolismo, coisificação feminina e louvor a um hedonismo irresponsável.

Cabe mostrar aqui por que tanta gente reclama do estilo e de sua popularidade e deseja tanto o fim de sua hegemonia na música nordestina. Esse que, por conveniência, chamarei aqui de FF – Falso Forró – merece muito mais debate do que há hoje e necessita de abordagens éticas, educacionais, sociológicas e antropológicas. Textos como este contribuem para a incitação dessa discussão entre a sociedade. Os ouvidos dos nordestinos, ao longo dos últimos anos, vêm sendo sacudidos, desejada ou indesejadamente, por versos de efeito-chiclete como “Chupa, chupa, chupa que é de uva”, “Abre, abre, abre-abre-abre”, “Piri-piri, piri-piri, vamo beber, vamo beber”. Muitos adoram e celebram os prazeres sexuais da juventude que por tanto tempo foram reprimidos pela tradição católica nordestina e liberados pela superação das velhas normas sociais repressivas. Por outro lado, tantos odeiam o ritmo, por uma série de motivos que fazem dele um veículo de comportamentos libertinos e até nocivos. Vale descrever os pontos mais criticados do FF:

a) Apelo sexual e apologia ao sexo irresponsável

Seja pelas letras de pornografia implícita ou escancarada – em que são exaltadas as delícias do sexo e posições sexuais como sexo oral, abertura de pernas e até a penetração –, pelo figurino sumário das dançarinas, vestidas com “pedaços de pano” que por pouco não deixam de cobrir suas partes íntimas, ou mesmo pelo comportamento dos cantores no palco, o tema pornográfico é muito frequente. É, aliás, um dos pilares temáticos do FF. São corriqueiras também as danças sensuais e os gemidos eróticos de vocalistas femininas.

Também destaca-se a irresponsabilidade da forma como o sexo é abordado no FF, com a falta de dedicação à segurança da camisinha e a cativação de um público adolescente que ainda está aprendendo suas primeiras noções sexuais. Os efeitos esperados da pornografia musical do ritmo são uma maior ferveção juvenil por sexo e um grande aumento da suscetibilidade de adolescentes à maternidade/paternidade indesejada e à transmissão de doenças sexualmente transmissíveis. A sexualidade do FF não seria um problema preocupante se o estilo não tivesse grande parte de uma geração adolescente como público-alvo e não induzisse tantos jovens na flor da idade (entre 13 e 24 anos) ao sexo irresponsável e inconsequente que gera filhos(as) indesejados(as) e propaga patologias.

b) Exaltação à prostituição

Os cabarés “pegam fogo” e jovens homens dirigem caminhonetes cheias de prostitutas – essa é a segunda parte da temática relativa ao erotismo no FF. Não seria intrinsecamente um mal se não incomodasse tantas pessoas que, adotando determinados valores culturais de moral e decência, acabam “obrigadas” a ouvir o que não gostam – apologias ao sexo pago – por causa do alto volume dos carros dos curtidores do estilo, se não cantasse a prostituição de forma a induzir à libertinagem e à irresponsabilidade sexual como é feito na maioria das músicas com esse tema e se não se concentrasse na prostituição feminina.

É, aliás, o fato de haver apenas prostitutas mulheres nas músicas um dos ingredientes da misoginia moral característica do ritmo, a qual transforma moças em brinquedos sexuais, como exposto no próximo ponto. Dançarinas vestindo apenas "pedaços de pano" que mal cobrem as partes íntimas do corpo são muito comuns dos shows do Falso Forró e ilustram a apelação erótica do ritmo. (Foto: aamigos.wordpress.com)

c) Misoginia moral e machismo

Há uma relação de dominação sexual do homem sobre a mulher em muitas canções do FF: as mulheres são cantadas como nada mais que brinquedinhos de sexo usados pelos “safados”, “gostosões” e “garanhões” nas horas “quentes”. Elas, sendo ou não prostitutas segundo as letras, são concubinas de sexo e eles, seus parceiros, são os comandantes da cama. Tem destaque a música “Lapada na Rachada”, que fez sucesso em 2006, em que a vocalista, entre gemidos, diz “Sou sua cachorrinha”.

Em tempos de avanços na diminuição da desigualdade de gêneros e do regime social do machismo, a reanimação desse comportamento não poderia ser pior e mais interferente, uma vez que atrapalha muito a afirmação da mulher como pessoa independente, sexualmente assertiva, senhora de si mesma e ávida por respeito e reconhecimento de sua dignidade perante os homens.

O machismo do FF também é uma investida contra a dignificação feminina porque ajuda a manter uma cultura discriminatória, em que o homem que “pega” muitas mulheres é o “garanhão”, o “gostosão” e a mulher que se relaciona com muitos rapazes é vista como “cachorra”, “vagabunda” e outras desqualidades mais, e fomenta o desejo sociocultural do homem de se afirmar como dominante sexual, deixando em última análise uma situação macrossocial mais suscetível à ocorrência de estupros.

d) Incentivo à infidelidade, banalização da traição conjugal, desvalorização do amor
Muitas bandas descrevem como fundamentos temáticos do ritmo “cachaça, mulher e gaia”. A última nada menos é do que o “chifre”, a traição conjugal. O amor fiel, o romance e o namoro respeitoso foram escanteados na cultura juvenil que o FF ajudou a erguer no Nordeste.

As letras que falam como é “bom” trair o(a) parceiro(a) vêm influenciando significativamente o comportamento amoroso dos jovens. Não há pesquisas sociais largamente disponíveis sobre o assunto, mas alguém que convive com admiradores desse estilo musical constatará que é quase generalizado que o curtidor de FF tenha tido uma ou mais relações amorosas paralelas ao seu namoro, ainda que breves.

Poderia ser apenas uma mudança inofensiva de costume social em que a dedicação a uma única pessoa fosse substituída pela divisão consentida do indivíduo entre o namoro principal e relações conjugais efêmeras paralelas. Mas isso não parece ter acontecido, uma vez que muitos dos relacionamentos em que traições foram descobertas desintegram-se em conflitos, na degradação dos sentimentos mútuos e no rompimento definitivo entre os companheiros.

e) Apologia ao alcoolismo

O alcoolismo social tornou-se ainda mais forte entre a juventude nordestina com a ascensão do FF nas rádios e palcos da região. A própria embriaguez é cantada como algo “bacana”, como sendo “o máximo”. Beber cerveja ou cachaça até cair é praticamente uma ordem dada por muitas canções, com destaque para as músicas “Piri-piri, vamo beber, vamo beber” e “Beber, cair e levantar”, que fizeram sucesso em 2007 e 2008.

As consequências esperadas para a exaltação do consumo imoderado e irresponsável de bebidas alcoólicas são as piores possíveis, incluindo-se o estímulo ao aumento dos acidentes de trânsito envolvendo motoristas bêbados e da violência doméstica cometida por homens ou mulheres nessa condição.

f) Parceria com vaquejadas

Canções exaltando a cultura das vaquejadas, eventos ditos “esportivos” que lançam mão da crueldade contra animais (bois e cavalos) para acontecer, são mais raras no FF, mas há uma parceria fiel entre bandas desse estilo e tais atividades. Atualmente, no cronograma de qualquer vaquejada, há shows com a presença desse ritmo. É uma aliança em que os ataques à moralidade somam-se às agressões contra bichos.



A libertinagem do FF é aliada à crueldade das vaquejadas. (Foto: blogfariasbrito.com)

***

Saem ganhando as bandas (e seus empresários), que obtêm muito dinheiro no faturamento dos shows e nos patrocínios; as indústrias de bebidas alcoólicas; os donos de bares e os organizadores de vaquejadas. Saem perdendo os namoros, noivados e casamentos; as famílias que sofrem – muitas vezes com perda de vidas – com acidentes de trânsito ou violências domésticas; os valores do amor, do respeito conjugal e da fidelidade; as mulheres e sua dignidade; e os animais.

Pergunta-se muito: o que se pode fazer para parar as consequências do avanço do Falso Forró sobre a juventude nordestina? Como será possível curar as feridas socioculturais infligidas? Como se conseguirá implementar, depois de anos de domínio desse ritmo nos rádios e na cabeça dos jovens, uma cultura de respeito, responsabilidade e consciência? O tempo vai dizer como essas perguntas serão respondidas.

Por enquanto, muito pouco ainda vem sendo feito para coibir os abusos do FF, destacando-se a iniciativa da Prefeitura de Caruaru de proibi-lo nas festas juninas de 2009 e liberar apenas forró pé-de-serra e o forró estilizado mais tradicional, com letras moderadas. A discussão de novas ações de hoje em diante é muito necessária entre sociólogos, educadores, músicos, jovens e outras categorias interessadas na correção dos problemas que o ritmo aqui abordado vem causando.

Por: Robson Fernando - Do Blog Consciência Efervescente

145 anos de Padre Ibiapina nas terras caririenses - Por: Océlio Teixeira




Este mês de outubro marca os 145 anos de início da ação missionária do Padre Mestre Ibiapina em terras caririenses. Uma data que, até o momento, passou despercebida. Infelizmente, não costumamos cultivar nossa memória. Padre Ibiapina com certeza foi o maior cearense do século XIX. Numa época em que a Igreja vivia atrelada ao estado e o clero vivia longe do povo, Padre Ibiapina rompeu com esse modelo e, conforme escreve José Comblim, ele rompeu “radicalmente com essa estrutura eclesiástica. Na idade em que muitos sacerdotes já pensam no seu estabelecimento definitivo, numa função sedentária que lhe permita economizar as energias declinantes, Ibiapina escolhe a vida itinerante no interior. No momento em que o Brasil oficial se concentra ao redor de uma vida urbana nascente, Ibiapina escolhe o Brasil ainda não formado e vai para um interior ainda totalmente desorganizado”(Ibiapina, o Missionário. In: Georgette Desrochers & Eduardo Hoornaert. Padre Ibiapina e a Igreja dos pobres. São Paulo: Paulinas, 1984).

Padre Ibiapina: um resumo biográfico

José Antônio Pereira Ibiapina nasceu a 5 de Agosto de 1806, na Vila de Sobral, no norte da Província do Ceará. Era o terceiro filho(de um total de oito) do casal Francisco Miguel Pereira e Teresa Maria de Jesus. Em 1816 sua família se transfere para a vila de Icó, a mais povoada da Província do Ceará, naquela época. Nesse mesmo ano Ibiapina é matriculado na Escola do Prof. José Felipe. Nessa vila seu pai, Francisco Miguel Pereira trabalhou com tabelião público, sendo convidado, em 1919 para ocupar o cargo na recém criada Comarca do Crato, pelo seu primeiro Ouvidor, José Raimundo do Paço de Pórbem Barbosa. Em Crato, Ibiapina teve aulas com o José Manuel Felipe Gonçalves. No entanto, diante das agitações políticas pós Revolução Pernambucana de 1817, que teve na vila de Crato um de seus pilares no Ceará, o pai de Ibiapina, em 1820, resolve enviar o filho para recém criada vila de Jardim para que o mesmo estudasse com o latinista Joaquim Teotônio Sobreira de Melo. Em 1823 seu mestre o enviou de volta a Crato, recomendando que o mesmo estava apto a ingressar nos estudos do Seminário de Olinda. Nesse mesmo ano toda a família se transfere para Fortaleza. O Ano de 1823 é marcado ainda pelo falecimento de sua mãe e pelo seu ingresso no Seminário de Olinda, onde permaneceu por um curto período (10/11 a 15/12).

Em Fortaleza seu pai e seu irmão mais velho, Alexandre Raimundo Pereira Ibiapina, se envolveram no movimento republicano Confederação do Equador. O pai foi fuzilado, em 1825, e o irmão preso em Fernando de Noronha, onde morreu pouco tempo depois. Ibiapina, que voltara ao Ceará no inicio de 1824, a chamado o pai, teve que assumir e manter financeiramente a família. Segundo o estudioso e bibliógrafo Padre Francisco Sadoc de Araújo, foi nessa época que foi acrescentado ao seu nome de batismo o sobrenome Ibiapina, uma homenagem do seu pai à povoação de São Pedro de Ibiapina, na Serra da Ibiapaba (como também fizeram outros confederados para homenagear topônimos regionais).

Em 1828, Ibiapina retorna ao Seminário de Olinda para continuar os estudos. No entanto, ele permanece apenas 6 meses, de 03/02/1828 a 05/08/1828. Após o seminário, Ibiapina ingressou no Curso de Direito do Recife, concluindo o mesmo em 1832. No ano seguinte, Ibiapina exerceu o cargo de professor substituto de Direito Natural na Faculdade de Olinda, foi eleito Deputado Geral para a legislatura de 1834 a 1837 e nomeado, em dezembro, Juiz de Direito da Comarca de Campo Maior (Quixeramobim) do Ceará. Assumiu efetivamente esse cargo durante o período do final de 1834/início de 1835.

Concluídos os trabalhos legislativos, em 1837, Ibiapina voltou para o Recife e resolve exercer a advocacia. No entanto, ele passa a exercer efetivamente a profissão na Paraíba, nos anos de 1838 e 1839. Em 1840 volta ao Recife e continua a exercer a advocacia. A partir de 1850, no entanto, após dez anos atuando como advogado, Ibiapina resolve abandonar seus trabalhos forenses e inicia um período dedicado à meditação e exercícios de piedade. Esse retiro espiritual durou três anos.

Ordenação Sacerdotal e Ação Missionária

Após três anos de meditação e reflexão Ibiapina decide-se pelo sacerdócio. Nesse sentido, em 12 de julho de 1853, aos 47 anos de idade, ele solicita ao Bispo de Pernambuco, Dom João da Purificação Marques Perdigão, permissão para ordenar-se padre, sem, no entanto se submeter aos exames. A princípio o bispo não aceita. Porém, com a intermediação de amigos, Ibiapina consegue a permissão, sendo ordenado em 26 de julho de 1853.

Logo após sua ordenação, o Bispo Dom João da Purificação o nomeia Vigário Geral e Provedor do Bispado, e professor de Eloqüência do Seminário de Olinda. Segundo Eduardo Diatahy B. de Menezes “tais cargos e honrarias não seduziam Ibiapina, que logo renuncia a eles para dedicar-se ao seu projeto missionário de viajar, doutrinar, educar e construir algo concreto para as populações abandonadas dos sertões nordestinos.” (Pe. Ibiapina: Figura Matricial do Catolicismo Sertanejo no Nordeste do Século XIX, Revista do Instituto do Ceará, 1998).

Em 8 de dezembro de 1855, quando já tinha tomado a decisão de ser missionário, por ocasião da celebração do primeiro aniversário do dogma da Imaculada Conceição, Padre Ibiapina alterou o seu nome civil, trocando o sobrenome Pereira pelo de Maria, passando a ser chamado de Padre Antônio José de Maria Ibiapina. Com esse ato ele consagrava toda sua vida a Maria Santíssima e ao seu filho, Jesus Cristo. Padre Ibiapina começou então seu trabalho missionário pelo interior do Nordeste. Entre os anos de 1856 até sua morte, em 13 de fevereiro de 1883, ele peregrinou por cinco Províncias (Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Paraíba). Em cada lugar ele pregava, orientava, promovia reconciliações, construía açudes, igrejas, cemitérios, cacimbas, dentre outras tantas obras, conforme as necessidades de cada lugar. Em diversas vilas construiu as famosas Casas de Caridade, destinadas a receber moças pobres. Nessas Casas as moças eram educadas para a fé, para o exercício dos trabalhos domésticos e para o casamento. No Ceará ele missionou no período de 1862 a 1870. Primeiro na região norte, na vila de Sobral e adjacências. Depois no Cariri, sul da Província. No Cariri, o Padre Ibiapina esteve em três momentos. O primeiro teve inicio em 14 de outubro de 1864, na vila de Missão Velha, estendendo-se até o inicio de fevereiro do ano seguinte. Durante esse período ele visitou, alem de Missão Velha, a vila de Barbalha e a o povoado de Conceição do Cariri(atual Porteiras). Como principal obra dessa primeira visita ao Cariri, Padre Ibiapina inaugurou em 02 de fevereiro de 1865 a Casa de Caridade na região da vila de Missão Velha. Desse ato participou o jovem Cícero Romão Baptista, à época com vinte anos de idade, que segundo os mais diversos estudiosos foi fortemente influenciado pela pregação do Padre Ibiapina e pelo seu exemplo de serviço ao povo pobre e humilde. A segunda visita ao Cariri ocorreu no período de maio de 1868 a agosto de 1869, passando, portando mais de um ano na região. Nessa etapa, ele visitou Missão Velha, Barbalha, Caldas(vila de Barbalha), Crato, Goianinha(atual distrito de Jamacaru), Jardim, Porteiras, Milagres, Brejo Santo e Vila de São Pedro(atual Abaiara). Principais ações: construção de capelas, recuperação de igrejas e três Casas da Caridade(Crato, Milagres e Barbalha).

A terceira e última visita ao Cariri ocorreu no período de 9 de fevereiro de 1870 a 25 de abril do mesmo ano. Esteve visitando as Casas de Caridade implantadas na região(Missão Velha, Crato, Barbalha e Milagres). Depois dessa data, o Padre Ibiapina não missionou mais no Ceará. O padre peregrino continuou seu trabalho missionário até 1876, quando acometido de doença, ficou paralitico, não podendo se locomover sozinho. Passa então a residir na Casa de Caridade de Santa Fé, na Paraíba. Nessa Casa ele viveu sete anos, participando ativamente da vida da comunidade. Faleceu no dia 19 de fevereiro de 1883. Atualmente, encontra-se na Congregação das Causas dos Santos seu processo de canonização. Ele já é oficialmente reconhecido como Servo de Deus, após o documento ´Nihil Obstat´ da Santa Sé, emitido a 18 d e fevereiro de 1992. No último dia 17 de setembro, por ocasião da visita ad limina, os 22 bispos do Regional Nordeste 2 da CNBB (Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte), tendo à frente o arcebispo de Maceió, Dom Antônio Muniz Fernandes, solicitaram celeridade no processo de canonização do Apóstolo do Nordeste.

Referência Bibliográfica: Além das citadas no corpo do texto, pesquisei essas informações no trabalho do Pe. Francisco Sadoc de Araújo. Pe. Ibiapina: Peregrino da Caridade. Fortaleza: Gráfica da Tribuna do Ceará, 1995.

Autor: Océlio Teixeira de Souza

BLOGhomenagem:25 de Outubro dia do Dentista Brasileiro-Por Wilson Bernardo!

O CONSUMO DA FÉ LATAS.
A boca que come hóstia
é a mesma que se farta
em Bosta
enlatadas marcas consumadas.
BOCA NO OLHAR.
Olho por olho.
cego!
Dente por dente.
Banguelo!

CANIL URBANO.
O bom senso dos Cães
Fazem
com que os homens
latam.

Sugestão:Que bom seria se os Ondotólogos do Crato vez ou outra fizessem serviços
humanitários na periferia,o que seria um arrastão bocal,muitos não conhecem escovas dentais.
Wilson Bernardo(Poemas & Fotografias)

CRATO - A Lei de Chico de Brito - Por: Ivens Mourão


A LEI DE CHICO DE BRITO


O cratense Francisco de Brito ficou famoso em todo o Nordeste como Chico de Brito. É o pai do repórter da Globo, Francisco José, baseado em Recife. Por sinal a semelhança física é enorme. O Sr. Francisco era uma pessoa cheia de opiniões. Só prevalecia aquilo com que ele concordava. No seu território, era um verdadeiro rei. O Luís o conheceu sempre vestindo uma roupa caqui. A calça e a blusa, de mangas compridas, sempre da mesma cor e do mesmo tecido. Ai daquele que fosse contra uma opinião sua! O seu prestígio era tamanho que, se alguém perseguido pela polícia se segurasse em uma estaca da cerca das terras do Chico de Brito estava salvo! Nenhum policial se aventurava a prender alguém que se socorrera do velho, mesmo que fosse segurando numa simples estaca. As estórias são tantas, que hoje é impossível distinguir o que é verdade daquilo que é pura lenda. Surgiu, então, a expressão de “Lei de Chico de Brito”, quando alguém quer se referir a uma determinação fruto apenas da vontade própria.
A versão da história de como surgiu a expressão “Lei de Chico de Brito” está contada na Revista cratense A Província, em artigo assinado por Raimundo B. de Lima. Este ouviu o seu pai, José Barros Cavalcante, contar inúmeras vezes, por ter sido testemunha ocular. O meu cunhado, Edson Teixeira, também ouviu o testemunho de outro filho do Chico de Brito, Francisco Brito, a mesma explicação da expressão, que é a seguinte:
No Governo do Accioly, era intendente do Crato o Cel. Antonio Luís Alves Pequeno. A política virou, e assumiu o Governo do Estado o Cel. Franco Rabelo. Este nomeou para Intendente do Crato o Cel. Francisco José de Brito. O antigo Intendente não quis entregar o posto. O novo Intendente foi ao Lameiro e falou com outras figuras importantes da cidade: Francisco Calaça, Diógenes Frazão, Abdon da França Alencar, César Pereira. Com estes e mais outros homens de confiança, entre eles Augusto Pereira Amorim, foram até à Prefeitura, encontrando-a fechada. Colocaram a porta abaixo. O Cel. Francisco José de Brito sentou-se na cadeira do Intendente, como uma maneira de formalizar a posse. Nisto, surge o Dr. Irineu Pinheiro (veio a se tornar o maior historiador do Crato), sobrinho do Intendente deposto. Revoltado, perguntou:

- “Mas que Lei é esta, me diga?”

O novo Intendente sentenciou:
- “É a Lei de Chico de Brito! Esta Lei eu mesmo fiz”


O Cel. Antônio Luís Alves Pequeno e o famoso Chico de Brito. O primeiro foi substituído pelo segundo na Prefeitura. A semelhança do Chico de Brito com o filho Francisco José, repórter da Globo, é total


RAIOS X

O Crato, durante anos foi o único município de interior a dispor de aparelhos de raios-X, para radiografias. Quem operacionalizava era o Dr. Dalmir Peixoto. Prestava grandes benefícios no diagnóstico de doenças, principalmente tuberculose ou fraturas. Tudo isso era possível com a disponibilidade de energia gerada na turbina da nascente, propiciando uma voltagem de 220 volts perfeita. Com o rápido crescimento da cidade, a turbina passou a não dar mais vencimento. Houve a necessidade de adquirir um gerador a Diesel. Mais alguns anos e nem esse reforço foi suficiente. Enquanto se esperava pela energia de Paulo Afonso, a cidade conviveu com a energia elétrica bem precária. O drama maior era quando o Dr. Dalmir ia tirar uma radiografia. Tinha que ligar para o Pedro da ‘Luz’, (o funcionário da prefeitura encarregado do gerador):
- “Pedro da ‘Luz’, desliga a luz dos outros bairros que eu vou tirar as radiografias agora”

DOM VICENTE

Dom Vicente foi um Bispo extremamente operoso, no Crato. Não era um bispo de palácio. Ele não! Estava sempre se movimentando, dirigia camioneta (uma grande novidade para a época), buscava recursos para a Diocese onde quer que existissem. A sua amizade com o Ministro Pinotti possibilitou a obtenção de muitas melhorias, viabilizando o ensino universitário no Crato, a Rádio Educadora, construção de casas para alugar as famílias pobres. Do Programa Aliança para o Progresso conseguiu doações de alimentos, que distribuía com os pobres. Apesar de toda essa operosidade, pessoas maledicentes falavam mal do Bispo. Diziam que ele só pensava em dinheiro e que desviava recursos. Quando não o chamava de ‘Dom Dinheiro’, era ‘Dom Ratão’. Dom Vicente tinha conhecimento desses comentários, mas não dava a mínima importância. Continuava a fazer o seu excelente trabalho, com muita dedicação.


Palácio do Bispo


Numa ocasião, observou que a torre da Rádio Educadora estava necessitando de uma nova pintura. A única pessoa no Crato habilitada a fazer esse serviço, era o pintor Vicente Ferrer, apesar da idade já adiantada. A negociação para a contratação dos serviços foi um embate entre os dois ‘Vicentes’ muito espertos, que não se deixavam enganar. O Ferrer alegava que era o único na cidade com coragem e experiência para pintar em alturas. O serviço seria muito bem executado e a torre estava necessitando de um trabalho urgente, para preservar sua integridade. Utilizaria apenas um auxiliar. Disse que cobraria um preço alto, o que realmente fez. Executaria o serviço em quinze dias e o material seria por conta dele. O Bispo retrucou:

- “Também, com um preço desse, se o material não fosse por sua conta seria um absurdo”.

Por fim, o serviço foi contratado. No primeiro dia o bispo foi fazer uma vistoria e o Ferrer estava efetivamente trabalhando. Nos dias subseqüentes, devido aos seus múltiplos afazeres, não foi inspecionar a pintura. No quinto dia, o pintor chegou ao palácio e falou para o Bispo:

- “Dom Vicente, terminei o trabalho!”.

- “O que!?!? Já terminou? Não eram quinze dias, homem de Deus?!?
- “Não, Dom Vicente eu trabalhei dia e noite, não tive descanso e terminei o serviço. Pode ir conferir”.

O Bispo foi então conferir. Olhou a torre por todos os lados e notou que ela estava pintada mesmo. Achou que pagara um preço muito alto. Um serviço de quinze dias feito em cinco! Comentou, então:

- “É, e ainda dizem que o ladrão do Crato sou eu...”


ALIANÇA PARA O PROGRESSO

Dom Vicente era um bispo pós Vaticano II. Mente aberta. Uma pessoa sensível aos problemas sociais dos seus paroquianos. Grande parte dos cratenses não estava acostumada com um Bispo dinâmico como ele. Diziam que vendia a farinha de trigo que recebia de doação da Aliança para o Progresso. Tudo era fruto da ignorância de como funcionam estes programas internacionais de doação de alimentos. Da quantidade de farinha que recebia, o Programa autorizava vender uma porcentagem para arrecadar o suficiente para pagar os valores de frete, armazenagem e capatazia a que estava obrigado. Mas o povo dizia que ele estava vendendo a farinha e embolsando o dinheiro. Certa ocasião o Luís estava embarcando no Aeroporto do Crato, para o Rio de Janeiro. Ia viajar também o Dom Vicente, que se destacava entre todos pela sua grande altura e a elegância da roupa de bispo. Também, no aeroporto para viajar, um comerciante de farinha de trigo do Crato. Este, famoso por ser pessoa pouco esclarecida, achava que o Dom Vicente era um comerciante de farinha como ele. Aproximou-se do Dom Vicente, olhou para cima (era bem baixinho) e perguntou:

- “Como é que vai o negócio da farinha?”


Dom Vicente olhou de cima para baixo para aquela pessoa bem baixa ao seu lado e, com um desprezo total dá o calado como resposta. O Luís diz que o comerciante ficou tão desconcertado que saiu de fininho, sem saber onde enfiar a cara.

Fonte: Livro "Só no Crato" de Ivens Mourão - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato pelo autor. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

A reclamação é Geral ! - Prefeitos querem compensação de 6,2% no FPM


NE - Queda de repasses do Governo Federal provoca protestos em todo o Brasil

Em coletiva promovida ontem, a presidente da Aprece, Eliene Brasileiro, mostrou dados sobre as perdas sofridas este ano e prejuízos na concretização de políticas públicas (Foto: Juliana Vásquez)
No Ceará, a perda de 6,2% é maior que a média nacional, de 5,8%. Dia de Defesa dos Municípios será realizado em Sobral

Fortaleza. Relatório apresentado pela Associação dos Municípios e Prefeitos do Estado (Aprece) mostra que a perda nos repasses do FPM no Ceará nos dez primeiros meses do ano foi de 6,2% em relação ao mesmo período de 2008. O número é maior que o registrado na média nacional, que foi de 5,8%. Os prefeitos brasileiros não querem pagar sozinhos a conta pelos problemas no repasse de recursos e na consequente deficiência na promoção de políticas públicas. Para demonstrar a insatisfação do municipalismo e mostrar à sociedade o impacto das discrepâncias provocadas pela divisão da arrecadação entre os entes federativos, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) promove, hoje, em todo o País, o Dia Nacional em Defesa dos Municípios. A iniciativa busca mobilizar e refletir sobre a atual situação dos municípios, principalmente em virtude dos problemas ocasionados pela queda das receitas em 2009 e pelo desequilíbrio no financiamento das políticas públicas. No Ceará, além das manifestações organizadas pelas prefeituras de cada cidade, haverá um encontro na cidade de Sobral, às 9 horas, no Centro de Convenções Inácio Gomes Parente. Como a Assembleia Itinerante estará neste município, hoje, o movimento municipalista cearense quer expor aos deputados a situação enfrentada pelos prefeitos.

Principais prejuízos

O anúncio foi feito durante entrevista coletiva promovida ontem pela manhã na sede da Aprece, em Fortaleza. Na ocasião, a presidente da entidade, Eliene Brasileiro, juntamente com alguns dos prefeitos cearenses, apresentou um levantamento sobre os principais prejuízos que as prefeituras tiveram por conta das deficiências no repasse de verbas. De acordo com Eliene Brasileiro, a meta é pressionar as demais esferas de poder e o Congresso Nacional para que adotem as medidas necessárias ao correto financiamento das políticas públicas, aumentando a participação dos municípios. Com a diminuição de repasses e o corte de impostos promovidos este ano para minimizar as consequências da crise econômica internacional, os municípios passaram a ter nos últimos 10 meses perdas nos repasses feitos pelos governos Federal e do Estado, com médias entre 9% e 12% em relação ao que foi repassado no mesmo período de 2008. Nem mesmo o repasse de R$ 1 bilhão liberado recentemente pela União para complementar o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) foi suficiente para compensar as perdas sofridas até o momento.

"É preciso considerar que, mesmo se houver a total complementação, as despesas este ano foram maiores por conta da inflação e do aumento no salário mínimo. De qualquer maneira, os prefeitos são penalizados", explica Brasileiro.

O QUE ELES PENSAM

Gestores apertam o cinto e enxugam administração

Toda essa movimentação dos municípios para o mobilização é importante, porque se não agirmos vai parecer para a sociedade que o problema é da gestão. Os prefeitos devem se reunir para buscar seus direitos e os outros entes, União e Estados, precisam se sensibilizar com a situação, que é mais dramática em regiões como o Nordeste. Em nosso município, tentamos administrar os recursos da melhor forma possível pois tivemos uma perda de 9% nos repasses em relação a 2008. Pode parecer pouco, mas é um dinheiro que faz muita falta numa cidade pequena e com tantas demandas como é a nossa Miraíma.

Roberto Ivens U. Sales
Prefeito de Miraíma

As prefeituras estão em uma situação difícil, com recursos minimizados. Esta é uma situação de todos. Deixamos de receber este ano R$ 6 milhões, enquanto o projeto de lei que liberou recursos a mais para os municípios só destinou R$ 390 mil para Canindé, isso não compensa. No próximo dia 30, vamos demitir 600 servidores da Prefeitura Municipal, entre contratados e cargos comissionados, para enxugar a máquina administrativa e poder cumprir com os nossos compromissos. Isso vai representar uma economia de R$ 500 mil por mês, mas por outro lado prejudica o funcionamento dos serviços.

Cláudio Pessoa
Prefeito de Canindé

A crise econômica ainda não acabou para os municípios. O problema é que fazemos um planejamento contando com um determinado montante de recursos, e quando vem menos do que o esperado não conseguimos cumprir os compromissos firmados com funcionários e fornecedores. Há municípios da região do Maciço de Baturité que estão em risco de ultrapassar o limite de 54% dos gastos com funcionalismo. Em Aracoiaba, onde sou prefeita, já fomos advertidos pelo Tribunal de Contas da União. Mas não é porque aumentou o número de servidores, mas porque o repasse diminuiu e não podemos deixar de atender.

Marilene Campelo
Presidente da Amab

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SEM AUTONOMIA

Pacto federativo é desigual

Fortaleza.
Num gráfico que mostra a divisão do bolo tributário, a União fica com 60% da arrecadação, os Estados com 25% e aos municípios cabem apenas 15%. Estes e outros dados foram mostrados pelo consultor econômico-financeiro da Aprece, Irineu Carvalho, durante a coletiva de ontem. "É uma divisão desigual quando pensamos que os municípios são os principais executores das políticas públicas", destaca o consultor. A consequência disso é a grande dependência dos gestores quanto a verbas repassadas pelos governos Federal e do Estado, que tiveram diminuição por conta da crise econômica, causando um grande desequilíbrio no pacto federativo. Segundo Irineu Carvalho, os setores mais prejudicados por essa divisão desigual dos recursos são Saúde e Educação. "Uma equipe do Programa Saúde da Família custa ao município, em média, R$ 22 mil por mês. O problema é que o repasse varia entre R$ 6,4 mil e R$ 9,6 mil, tendo o município que arcar com o restante. Por conta disso, o número de equipes é reduzido". Já com relação à Educação, em que o Ceará ocupa atualmente o 5º lugar no ranking do piores salários pagos ao magistério, o consultor pondera que a responsabilidade não pode ser creditada apenas aos municípios. "O Ceará tem também a 5ª pior receita por aluno no País, o que influi no que é pago ao professor".

KAROLINE VIANA
REPÓRTER - Jornal Diário do Nordeste

CRATO - Previsão do Tempo e Almanaque - Dia 24 de Outubro de 2009

Um Bom Sábado, dia 23 de Outubro de 2009 apra todos os leitores, Colaboradores e Amigos do Blog do Crato. Hoje é o último dia do II Festival Cariri da Canção, coma presença do cantor e compositor Chico Cesar, no Largo da RFFSA. Hoje também, o Ex governardor Lúcio Alcântara estará no Crato, para tomar posse numa das cadeiras do Instituto Cultural do Cariri. O Blog do Crato fará a cobertura completa.

Previsão do Tempo

A previsão do tempo para hoje continua de sol com algumas núvens, e não chove. Meses a fio e a previsão é a mesma. Temperatura máxima de 31 graus e a mínima de 20. Informa o Site Climatempo, um dos principais em meteorologia no país:



ALMANAQUE

24 de outubro. Dia de Santo Antônio Maria Claret

O quinto dos onze filhos de Antônio Claret e Josefa Clara nasceu em 23 de dezembro de 1807, no povoado de Sallent, diocese de Vic, Barcelona, Espanha. Foi batizado no dia de Natal e recebeu o nome de Antônio Claret y Clara. Na família, aprendeu o caminho do seguimento de Cristo, a devoção a Maria e o profundo amor à eucaristia. Cedo aprendeu a profissão do pai e depois a de tipógrafo. Na adolescência, ouviu o chamado para servir a Deus. Assim, acrescentou o nome de "Maria" ao seu, para dar testemunho de que a ela dedicaria sua vida de religioso. E foi uma vida extraordinária dedicada ao próximo. Antônio Maria Claret trabalhou com o pai numa fábrica de tecidos e, aos vinte e um anos, depois de ter recusado empregos bem vantajosos, ingressou no Seminário de Vic, pois queria ser monge cartuxo. Mas lá percebeu sua vocação de padre missionário. Em 1835, recebeu a ordenação sacerdotal e foi nomeado pároco de sua cidade natal. Quatro anos depois, foi para Roma e dirigiu-se à Propaganda Fides, onde se apresentou para ser missionário apostólico. Foram anos de trabalho árduo e totalmente dedicado ao ministério pastoral na Espanha, que muitos frutos trouxeram para a Igreja. Em 1948, foi enviado para a difícil região das Ilhas Canárias.

No entanto ansiava por uma obra mais ampla e assim, em 1849, na companhia de outros cinco jovens sacerdotes, fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, ou Padres Claretianos. Entretanto, nessa ocasião, a Igreja vivia um momento de grande dificuldade na distante diocese de Cuba, que estava vaga havia quatorze anos. No mesmo ano, o fundador foi nomeado arcebispo de lá. E mais uma vez pôde constatar que Maria jamais o abandonava. Era uma vítima constante de todo tipo de pressão das lojas maçônicas, que faziam oposição violenta contra o clero, além dos muitos atentados que sofreu contra a sua vida. Incendiaram uma casa que se hospedava, colocaram veneno em sua comida e bebida, assaltaram-no à mão armada e o feriram várias vezes.

Mas monsenhor Claret sempre escapou ileso e continuou seu trabalho, sem nunca recuar. Restaurou o antigo seminário cubano, deu apoio aos negros e índios, escravos Em 1855, junto com madre Antônia Paris, fundou outra congregação religiosa, a das Irmãs de Ensino Maria Imaculada, ou Irmãs Claretianas. Fez visitas pastorais a todas as dioceses, levando nova força e ânimo, para o chamado ao trabalho cada vez mais difícil e cada vez mais necessário. Quando voltou a Madri em 1857, deixou a Igreja de Cuba mais unida, mais forte e resistente. Voltou à Espanha porque a rainha Isabel II o chamou para ser seu confessor. Mesmo contrariado, aceitou. Nesse período, sua obra escrita cresceu muito, enriquecida com seus inúmeros sermões. Em 1868, solidário com a soberana, seguiu-a no exílio na França, onde permaneceu ao lado da família real. Contudo não parou seu trabalho de apostolado e de escritor por excelência. Encontrou, ainda, tempo e forças para fundar uma academia para os artistas, que colocou sob a proteção de são Miguel. Morreu com sessenta e três anos, no dia 24 de outubro de 1870, no Mosteiro de Fontfroide, França, deixando-nos uma importante e numerosa obra escrita. Beatificado pelo papa Pio XI, que o chamou de "precursor da Ação Católica do mundo moderno", foi canonizado em 1950 por Pio XII. Santo Antônio Maria Claret é festejando no dia de sua morte.

Eventos históricos

* 1360 - Guerra dos Cem Anos: Ratificação do Tratado de Brétigny por Eduardo III de Inglaterra e João II de França.
* 1648 - É assinado o Tratado de Osnabrück (Paz de Vestfália) decretando o fim da Guerra dos Trinta Anos.
* 1857 - Criação das Escolas de Aprendizes-Marinheiros de Santa Catarina e de Pernambuco
* 1929 - "Quinta-feira negra", início da Grande Depressão.
* 1929 - Fundação do Museu de Arte Moderna de Nova Iorque.
* 1929 - Terceira Convenção de Genebra.
* 1930 - O presidente Washington Luiz é deposto, ponto culminante da Revolução de 1930, conduzindo Getúlio Vargas ao poder.
* 1945 - Criação da Organização das Nações Unidas (ONU). Brasil faz parte dos primeiros 27 signatários.
* 1960 - Uma explosão na plataforma de lançamento matou dezenas de cientistas e técnicos da URSS (veja Exploração espacial - Acidentes e tragédias).
* O foguete da URSS Sputnik 22 é lançado com destino à Marte
* 1991 - Collor faz a primeira grande privatização de uma estatal - a siderúrgica mineira USIMINAS, localizada em Ipatinga/MG.
* 2001 - Criação da RENER (Rede Nacional de Emergência de Radioamadores).
* 2003 - Encerramento dos vôos comerciais com o Concorde.
* 2008 - "Sexta-feira negra", início da Crise do Crédito a maior crise econômica mundial desde a Grande Depressão.

Nascimentos

* 1804 - Wilhelm Weber, físico alemão (m. 1881).
* 1811 - Ferdinand Hiller, compositor alemão (m. 1885)
* 1836 - Ramalho Ortigão, escritor e polemista português (m. 1915)
* 1887 - Victoria Eugenia, Rainha da Espanha (m. 1969).
* 1890 - Maria do Couto Maia-Lopes, foi a mais velha pessoa portuguesa de sempre e uma das poucas pessoas supercentenárias no mundo (m. 2005).
* 1891 - Rafael Molina-Trujillo, presidente da República Dominicana (m. 1961).
* 1911 - Manuel Martins, pintor, ilustrador, desenhista, gravador, escultor e ourives brasileiro
* 1930 - The Big Bopper, pioneiro do rock and roll estadunidense.
* 1932 - Ziraldo, quadrinista, chargista e escritor brasileiro.
* 1947 - Kevin Kline, ator norte-americano.
* 1968 - Donizete Pantera, ex-futebolista brasileiro.
* 1969 - Adela Noriega, atriz mexicana.
* 1970 - José Luis Calderón, futebolista argentino.

Falecimentos

* 1537 - Joana Seymour, terceira mulher de Henrique VIII de Inglaterra (de complicações de parto) (n. 1509)
* 1601 - Tycho Brahe, astrônomo dinamarquês (n. 1546)
* 1655 - Pierre Gassendi, filósofo e matemático francês (n. 1592)
* 1725 - Alessandro Scarlatti, compositor italiano (n. 1660).
* 1817 - William James Herschel, inventor da moderna papiloscopia (m. 1833)
* 1842 - Bernardo O'Higgins, líder da independência chilena (n.1778)
* 1865 - Paul Bogle, rebelde e mártir jamaicano (n. 1822)
* 1903 - Júlio Prates de Castilhos, advogado e político brasileiro. (n. 1860)
* 1918 - Charles Lecocq, compositor francês (n. 1832)
* 1923 - Boris Sidis, psicólogo estado-unidense (n. 1867)
* 1929 - Amadeu Amaral, escritor brasileiro (n. 1875)
* 1987 - Morrem as primeiras vítimas do Acidente radioativo de Goiânia, Maria Gabriela Ferreira e Leide das Neves Ferreira, considerada, a última, a maior fonte radioativa humana do mundo.
* 1989 - Jerzy Kukuczka, montanhista polonês, segundo homem a escalar todas as montanhas com mais de 8000 metros do mundo (n. 1948)
* 1994 - Raul Julia, ator porto-riquenho (n. 1940)
* 2005 - Rosa Parks, ativista estadunidense pelos direitos civis dos negros (m. 1913)

Feriados e eventos cíclicos

* Brasil: Aniversário de Goiânia
* Dia Internacional da Informação sobre o Desenvolvimento
* Dia Mundial das Missões
* Dia da fundação da ONU (Organização das nações Unidas)
* Aniversário de Manaus
* Dia do Exército Português

HOJE NA HISTÓRIA

Em 1929 - A Quebra da Bolsa de Nova York iniciava a Grande Depressão nos Estados Unidos

A Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. Este período de depressão econômica causou altas taxas de desemprego, quedas drásticas do produto interno bruto de diversos países, bem como quedas drásticas na produção industrial, preços de ações, e em praticamente todo medidor de atividade econômica, em diversos países no mundo. O dia 24 de outubro de 1929 é considerado popularmente o início da Grande Depressão, mas a produção industrial americana já havia começado a cair a partir de julho do mesmo ano, causando um período de leve recessão econômica que se estendeu até 24 de outubro, quando valores de ações na bolsa de valores de Nova Iorque, a New York Stock Exchange, caíram drasticamente, desencadeando a Quinta-Feira Negra. Assim, milhares de acionistas perderam, literalmente da noite para o dia, grandes somas em dinheiro. Muitos perderam tudo o que tinham. Essa quebra na bolsa de valores de Nova Iorque piorou drasticamente os efeitos da recessão já existente, causando grande inflação e queda nas taxas de venda de produtos, que por sua vez obrigaram o fechamento de inúmeras empresas comerciais e industriais, elevando assim drasticamente as taxas de desemprego. O colapso continuou na Segunda-feira negra (o dia 28 de outubro) e Terça-feira negra (o dia 29).

Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos pela Grande Depressão foram a Alemanha, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e, especialmente, o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil (que não conseguiu vender o café que tinha para outros países), a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização. Praticamente não houve nenhum abalo na União Soviética, que tratando-se de uma economia socialista, estava econômica e politicamente fechada para o mundo capitalista. Os efeitos negativos da Grande Depressão atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal. Essas políticas econômicas, adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schaact na Alemanha foram, três anos mais tarde, racionalizadas por Keynes em sua obra clássica.

O New Deal, juntamente com programas de ajuda social realizados por todos os estados americanos, ajudou a minimizar os efeitos da Depressão a partir de 1933. A maioria dos países atingidos pela Grande Depressão passaram a recuperar-se economicamente a partir de então. Em alguns países, a Grande Depressão foi um dos fatores primários que ajudaram a ascensão de regimes de extrema-direita, como os nazistas comandados por Adolf Hitler na Alemanha. O início da Segunda Guerra Mundial terminou com qualquer efeito remanescente da Grande Depressão nos principais países atingidos.

Causas da Grande Depressão

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, os países europeus encontravam-se devastados, com a economia enfraquecida e com forte retração de consumo, que abalou a economia mundial. Os Estados Unidos por sua vez, lucraram com a exportação de alimentos e produtos industrializados aos países aliados no período pós-guerra. Como resultado disso, entre 1918 e 1928 a produção norte-americana cresceu de forma estupenda. A prosperidade econômica gerou o chamado "american way of life" (modo de vida americano). Havia emprego, os preços caíam, a agricultura produzia muito e o consumo era incentivado pela expansão do crédito e pelo parcelamento do pagamento de mercadorias. Porém, a economia européia posteriormente se reestabeleceu e passou a importar cada vez menos dos Estados Unidos. Com a retração do consumo na Europa, as indústrias norte-americanas não tinham mais para quem vender. Havia mais mercadorias que consumidores, ou seja, a oferta era maior que a demanda; consequentemente os preços caíram, a produção diminuiu e logo o desemprego aumentou. A queda dos lucros, a retração geral da produção industrial e a paralisação do comércio resultou na queda das ações da bolsa de valores e mais tarde na quebra da bolsa. Portanto, a crise de 1929 foi uma crise de superprodução.

Durante décadas, essa foi a teoria mais aceita para a causa da Grande Depressão, porém, em contrapartida, economistas, historiadores e cientistas políticos tem criado diversas outras teorias para a causa, ou causas, da Grande Depressão, com surpreendente pouco consenso. A Grande Depressão permanece como um dos eventos mais estudados da história da economia mundial. Teorias primárias incluem a quebra da bolsa de valores de 1929, a decisão de Winston Churchill em fazer com que o Reino Unido passasse a usar novamente o padrão-ouro em 1925, que causou massiva deflação ao longo do Império Britânico, o colapso do comércio internacional, a aprovação do Ato da Tarifa Smoot-Hawley, que aumentou os impostos de cerca de 20 mil produtos no país, a política da Reserva Federal dos Estados Unidos da América, e outras influências.

Segundo teorias baseadas na economia capitalista concentram-se no relacionamento entre produção, consumo e crédito, estudado pela macroeconomia, e em incentivos e decisões pessoais, estudado pela microeconomia. Estas teorias são feitas para ordenar a sequência dos eventos que causaram eventualmente a implosão do sistema monetário do mundo industrializado e suas relações de comércio. Outras teorias heterodoxas sobre a Grande Depressão foram criadas, e gradualmente estas teorias passaram a ganhar credibilidade. Estas teorias incluem a teoria da atividade de longo ciclo e que a Grande Depressão foi um período na intersecção da crista de diversos longos e concorrentes ciclos. Mais recentemente, uma das teorias mais aceitas entre economistas é que a Grande Depressão não foi causada primariamente pela quebra das bolsas de valores de 1929, alegando que diversos sinais na economia americana, nos meses, e mesmo anos, que precederam à Grande Depressão, já indicavam que esta Depressão já estava a caminho nos Estados Unidos e na Europa. Atualmente, a teoria mais em voga entre os economistas é de Peter Temin. Segundo Temin, a Grande Depressão foi causada por política monetária catastroficamente mal planejada pela Reserva Monetária dos Estados Unidos da América, nos anos que precederam a Grande Depressão. A política de reduzir as reservas monetárias foi uma tentativa de reduzir uma suposta inflação, o que de fato somente agravou o principal problema na economia americana à época, que não era a inflação e sim a deflação.

Quebra na Bolsa de Valores de Nova Iorque

Em 24 de outubro de 1929, os preços das ações na Bolsa de Valores de Nova Iorque caíram subitamente. Estes preços estabilizaram-se ao longo do final de semana, para caírem drasticamente novamente na segunda feira, 28 de outubro. Muitos acionistas entraram em pânico. Cerca de 16,4 milhões de ações subitamente foram postas à venda na terça feira, 29 de outubro, dia atualmente conhecido como Terça-Feira Negra. O excesso de ações à venda e a falta de compradores fizeram com que os preços destas ações caíssem em cerca de 80%. Com isto, milhares de pessoas perderam grandes somas em dinheiro. Os preços destas ações continuariam a flutuar, caindo gradativamente nos próximos três anos. As milhares de pessoas que tinham todas as suas riquezas na forma de ações eventualmente perderiam tudo o que tinham. A súbita quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque causou grande incerteza entre a população americana, quanto ao futuro do país. Muitos decidiram cortar gastos supérfluos. Outras pessoas, aquelas que haviam comprado produtos através de empréstimo e prestações, reduziram ainda mais seus gastos, para assim poder economizar dinheiro para efetuar seus pagamentos. A súbita queda nas vendas do setor comercial americano estendeu a recessão ao setor industrial e comercial dos Estados Unidos.


As altas taxas de juros dos Estados Unidos foram um dos fatores que estenderam a Grande Depressão à Europa. Os países europeus — especialmente aqueles que utilizavam-se do padrão-ouro — para manter um câmbio fixo com os Estados Unidos, foram obrigados a aumentar drasticamente suas próprias taxas de juros, o que levou à redução de gastos por parte dos comerciantes e habitantes, que levou a quedas na produção industrial destes países. A economia dos Estados Unidos da América entrou em uma fase de grande recessão econômica que perduraria até 1933. Até este ano, a economia dos Estados Unidos somente colapsaria. Durante este período, milhares de estabelecimentos bancários, financeiros, comerciais e industriais foram fechados. Outros foram obrigados a demitir parte de seus trabalhadores e/ou a reduzir salários em geral.

A Grande Depressão nos Estados Unidos da América

A Grande Depressão causou pobreza geral nos Estados Unidos e em diversos países do mundo. Aqui, família desempregada, vivendo em condições miseráveis, em Elm Grove, Califórnia, Estados Unidos. Com a quebra da Bolsa de Valores de Nova Iorque de 1929, bancos e investidores perderam grandes somas em dinheiro. A situação dos bancos era agravada pelo fato que muitos destes bancos haviam emprestado grandes somas de dinheiro a fazendeiros. Após o início da Grande Depressão, porém, estes fazendeiros tornaram-se incapazes de pagar suas dívidas. Isto, por sua vez, causou a queda dos lucros destas instituições financeiras. Pessoas que utilizavam-se de bancos, temendo uma possível falência destes, removeram destes os seus fundos. Assim, várias instituições bancárias foram fechadas. O total de instituições bancárias fechadas durante a década de 1920 e de 1930 foi de 14 mil, um índice astronómico.

Em 17 de maio de 1930, o governo dos Estados Unidos aprovou uma lei, o Ato Tarifário Smoot-Hawley, que aumentava as tarifas alfandegárias em cerca de 20 mil itens não-perecíveis estrangeiros. O Presidente americano Herbert Hoover pedira ao Congresso uma diminuição nos impostos, mas o Congresso, ao invés disto, votou a favor do aumento dos impostos. Um abaixo-assinado, assinado por mil economistas, pediu ao presidente americano para rejeitar este aumento. Apesar disto, Hoover assinou o Ato em 17 de maio. O Congresso e o Presidente acreditavam que isto iria reduzir a competição de produtos estrangeiros no país. Porém, outros países reagiram através da aprovação de leis e atos semelhantes, assim causando uma queda súbita nas exportações americanas. As taxas de desemprego subiram de 9% em 1930 para 16% em 1931, e 25% em 1933. Durante a década de 1930, a taxa de desemprego nos Estados Unidos não retornaria mais às taxas de 9% de 1930, se mantendo em perto da casa dos 20%. Com o crescente fechamento de instituições bancárias, menos fundos estavam disponíveis no mercado americano, fazendo com que a produção industrial americana continuasse a cair. Em 1929, o valor total dos produtos industrializados fabricados nos Estados Unidos foi de 104 bilhões de dólares. Em 1933, este valor havia caído para 56 bilhões, uma queda de aproximadamente 45%. A produção de aço caiu em cerca de 61%, entre 1929 e 1933, e a produção de automóveis caiu em cerca de 70% no mesmo período.

1933 foi o ápice da Grande Depressão nos Estados Unidos da América. As taxas de desemprego eram de 25% (ou um quarto de toda a força de trabalho americana). Cerca de 30% dos trabalhadores que continuaram nos seus empregos foram obrigados a aceitar reduções em seus salários, embora grande parte dos trabalhadores empregados tenham tido um aumento nos seus salários por hora. Outro problema enfrentado foi a grande deflação - queda do preço dos produtos e custo de vida em geral. Entre 1929 e 1933, os preços dos produtos industrializados não-perecíveis em geral nos Estados Unidos caíram em cerca de 25%. Já o preço de produtos agropecuários caiu em cerca de 50%, por causa do excedente da produção destes produtos - primariamente trigo. A quantidade destes produtos à venda excedia largamente a demanda, o que causou uma queda dos preços destes produtos. Os baixos preços levaram ao endividamento de muitos fazendeiros. Era comum casos de suicídio por parte de empresários, acionistas e investidores em geral, que haviam perdido tudo o que possuíam; E também por parte de outros civis, que, com a crise, haviam endividado-se e/ou não possuíam forma alguma de sustento devido ao fato de estarem desempregados.

Fontes: Climatempo, 10emTudo, Edições Paulinas, Wikipedia

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