xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 18/10/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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18 outubro 2009

No foco...

Por: Joilson Kariri Rodrigues
Crianças da periferia de São Paulo se divertem na rua, longe dos "atrativos" eletrônicos dos tempos modernos. Quase pode se dar graças a Deus por essa exclusão.

Coxinhas


Por : J. Flávio Vieira


Vejam só como são as coisas! De um lado existem aqueles pábulos que vivem cagando uma goma danada. Tudo na vida deles é perfeito. Afortunados, dizem possuir os cargos mais importantes,as mulheres mais bonitas, os melhores carros, as melhores casas e gozar da amizade do papa, de Obama, de Bill Gates. Na outra extremidade, há os anti-heróis: aqueles que gostam de narrar o próprio infortúnio, o azar, os desencontros de todo dia. Estes últimos são bem mais verdadeiros. Têm o cuidado de compilar cuidadosamente os desacertos cotidianos e contam tudo sem necessitar de lupa, de lente , de aumento : Ah ! Isso só podia acontecer mesmo comigo! Já o contador de vantagem, raramente o faz assentado em fatos reais, com freqüência usa as molas propulsoras da ficção para temperar suas histórias e inflar o próprio ego, às custas da paciência dos outros. Mesmo quando há verdade nos seus relatos , sua presença é incômoda. O anti-herói é mais palatável e menos chato que o “caga-goma”.
O leitor, certamente, deve conhecer vários personagens que podem ser incluídos em qualquer um dos grupos. De outra feita já me detive um pouco no estudo da pabulagem desenfreada que aqui entre nós fornece material para um verdadeiro tratado. Aproveito este sábado para desenterrar a outra face da moeda. Inspirado talvez em Fernando Pessoa que já havia gritado ao mundo no seu “Poema em linha reta” : Arre, estou farto de semideuses! / Onde é que há gente no mundo? Pois bem, hoje vamos falar de pessoas capazes de pecados, de enxovalhos, do ridículo, da vergonha, do atropelo, do achaque. Gente !
É que a vida, amigos, esta enxurrada de surpresas, é muito mais escrita em curvas e encruzilhadas do que na perfeição inflexível da semi-reta. E, se existe uma mão superior que traça os destinos e consegue pôr retidão em fatos desencontrados e estapafúrdios, para nós , simples mortais, esta planície é, a maior parte das vezes, perfeitamente imperceptível. Sobram-nos os vales e as depressões.
Chamava-se Zenaldo. O próprio nome, meio grego, como que previa uma primeira ironia que o haviam lhe pespegado logo no nascimento. Zenaldo colecionava suas gafes desde a infância e as contava sem nenhuma raiva, sem nenhum remorso, e, mais : sem demonstrar quaisquer sinais de predestinação. No íntimo sabia que os atropelos existiam igualmente entre todos, a única diferença é que uns relatavam, como ele, e outros não. Pois vou contar uma das suas clássicas histórias. Estudava Medicina em João Pessoa. Viera passar as férias no Cariri, em julho. Terminada a exposição, arrumou os teréns para a viagem de volta. Pegou o velho ônibus, o famoso pinga-pinga. Aquele que não pode avistar ninguém próximo à estrada que pára tentando convencê-lo a viajar. Pois bem, ia sentado junto com um colega, ele do lado da janela. O Cata-Corno, como o ônibus é carinhosamente chamado entre os estudantes, ia fazendo suas paradas regulares nas diversas cidades : Juazeiro-Barbalha-Missão Velha-Milagres, etc. O percurso prometia. Iam entrando várias colegas, igualmente de volta aos estudos na capital paraibana. Zenaldo começou a esticar os olhos para uma e outra, enquanto , passou a endereçar o papo com o colega vizinho para uma área mais específica dos seus estudos, num tom um pouco mais alto que o normal. Uma técnica que devia ter aprendido com os camelôs. Na parada em Barro, resolveu exercitar uma modalidade radicalíssima de esporte: o salto por sobre a coxinha de rodoviária. E existe coisa no mundo mais perigosa ? Fabricada sabe-se Deus como e quando, o usuário, de passagem, sequer tem o direito sagrado de voltar e reclamar no DECON. A bomba relógio , armada no seu tic-tac incessante, vai acabar o estopim bem adiante, bem longe do raio de ação do vendedor.
Passando em Cajazeiras, Zenaldo começou a sentir as primeiras contrações do parto. Subestimou a carga de megatons que carregava na barriga e continuou se enxerindo para as colegas, fazendo gracinhas, soltando chacotas e piadinhas. Lá para as tantas, veio uma contração um pouco mais forte. Ele imaginou tratar-se apenas de uma lufada de vento intestinal. Temeu pelos odores que poderiam denunciar , mas, de qualquer maneira, seria impossível culpar alguém. Não haveria provas suficientes para imputar o crime a qualquer um dos cinqüenta e tantos passageiros da sopa. O grande problema é que a bomba H armara-se com nitrogênio líquido, Zenaldo se abestalhou com o controle de qualidade e a pressão do turbo. Ao invés da nuvem de fumaça química, a contração fez nascer um afluente do Rio Grangeiro, com suas águas turvas e pútridas. Zenaldo, literalmente, borrou-se todo. A seqüência de fatos, a partir daí, é bem previsível. A fedentina tomou de assalto a lotação. Zenaldo suava em bica. De repente os passageiros gritavam : “Ei, fecha a porta do banheiro aí, pessoal, que alguém morreu lá dentro e não foi enterrado!” Afastada a possibilidade da contaminação vir do banheiro, todo mundo começou a virar os pés e observar cuidadosamente se os sapatos não estavam calebreados de binga. Zenaldo, cada vez mais tenso, descobriu que as possibilidades se esgotavam. Cochichou, então para o colega vizinho e contou a tragédia ocorrida. Pediu para ele tirar uma toalha da bolsa que estava no bagageiro logo acima. O colega solidarizou-se com ele e cumpriu o pedido. Chegando em Patos, já sob a desconfiança geral dos outros passageiros, ele levantou-se, amarrou a toalha na cintura, tirou a bolsa e saiu, arrasado, sob o coro terrível e humilhante das meninas que pensara em conquistar:
---- Cagou ! Cagou! Cagou !
É , e não tinha sido goma ! Retirou o resto da bagagem. Avisou ao motorista que ia ficar por ali mesmo. Procurou um posto de gasolina próximo. Contou ao funcionário a tragédia acontecida e negociou um banho reparador. Jogou as roupas bombardeadas no lixo. Voltou para a rodoviária, novo, restabelecido, com a auto-estima de novo nas nuvens. Tomou o próximo ônibus como se nada houvesse acontecido. Quem sabe não lhe caberiam agora outras coxinhas , mais rechonchudas e menos reimosas ?

J. Flávio Vieira

DEVO NÃO PAGO, NEGO ENQUANTO PUDER - Por: Cristiane Duarte

Desde que foi criado as informações sobre salários e a escala de trabalho do RONDA que tem servido a população cearense as duras penas!!! Estão cheias de contradições e informações desencontradas. O salário de um PM é cerca de R$ 1.000 não dando se quer para garantir uma assistência a saúde de seus descendentes ademais, garantir uma educação adequada e uma nutrição adequada a seus filhos, então vamos explicar o que acontece:

1- Para um policial militar ganhar o quantitativo de R$ 2.000 segundo o Secretário de Segurança, ele deverá aderir a escala noturna do Ronda que é de 8 horas diárias durante 6 dias, folgando apenas um dia por semana que não necessariamente cairá no final de semana, tendo o policial o direito de dormir com seus familiares à noite apenas 4 dias no mês. E já que segundo o mesmo secretário em entrevista veiculada ao Jornal CETV se todos os policiais quiserem aderir a esta escala o estado pagará as horas trabalhadas. Portanto se todos os militares do estado que somam mais de dez mil homes aderirem a escala, o estado pagará. Isso, portanto é a prova inequívoca que o estado do ceará pode melhor remunerar aqueles que diretamente, mitigam os conflitos gerados pelo próprio estado, como os níveis alarmantes de desvalidos sem trabalho, sem escolas que consigam envolver seus alunos pois não há estimulo para o magistério, entre outras. Portanto toda a rebordose do caos social desemboca na segurança pública como retrato da incompetência do estado de garantir o bem estar social.

2- Devemos atentar que a situação do “bico” (atividade paralela do PM) foi e é um mecanismo criado pelo próprio estado, quando ele historicamente tratou a polícia militar e em especial as chamadas praças, como instrumento letal do estado,sem preocupar-se com a valorização e qualificação do PM para uma policia comunitária marginalizando-os a partir de seus desumanos salários, não deixando portanto outra alternativa, se não a de submeterem-se as atividades ilegais.

3- Um soldado da PMCE tem o 5º pior salário do país, deixando claro que o adicional pago pela escala do ronda não é incorporado para sua seguridade social, sendo pago puro e simplesmente as horas extras trabalhadas.

Para tanto, enquanto não se definir uma carga horária em lei para os militares ou mesmo fazer valer o que reza a PEC 300, e se fizer cumprir a resolução da última Conferência Nacional de Segurança sobre a desmilitarização da policia brasileira, continuaremos a ver a supressão de direitos dessa classe de trabalhadora.

Por: Cristiane Duarte

Futebol - Por Amilton Silva - 18 de Outubro de 2009

Fortaleza Perde e Volta Para Zona de Rebaixamento

América de Natal e Fortaleza, se enfrentaram na tarde de ontem, em Natal, no estádio Machadão, numa partida que valia 6 pontos, ja que Fortaleza tinha 32 pontos ganhos e o América 31.No final da primeira etapa a torcida tricolor , manteve-se com a esperança de ficar fora do grupo de rebaixamento, quando o time saiu na frente com Dedé marcou o tento do Fortaleza. Na segunda etapa o Leão não suportou a pressão do América e terminou perdendo por 2 X 1 de virada, ocupando a 17ª posisção na classificação geral, já o América , com a vitória sai da zona de rebaixamento.

Ceará Vence Brasiliense

Diante de mais de 23 mil pagantes no Castelão, o Ceará venceu na tarde de ontem por 2 X 1 , o Brasiliense e ocupa a terceira posição na classificação, cinco pontos acima do quarto colocado, ficando cada vez mais próximo da primeira divisão de 2010. Outros resultados da Série B :

BRAGANTINO 3 X 0 BAHIA
ATLETICO GO 0 X 1 PORTUGUESA
IPATINGA 1 X 1 PARANA

Por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato


Blogdatas: 18 de Outubro dia do Médico-Por Wilson Bernardo!

O PAI DA MEDICINA.
Hipócrates.
Talvez por isso
os médicos sejam
Hipócritas
Morrem a mingua
seres lisos.

UMA INSTITUIÇÃO LUCROS.
A prostituição da carne
algo em comum.
A igreja
Os hospitais
E os bordeis
Em busca do mesmo
Lucro.
Wilson Bernardo(Poemas & Fotografia)

O PT e Lula cúmplices do MST – por Paulo Panossian


Das aproximadamente 5,5 milhões de propriedades agrícolas, 88% destas, ou seja, 4,8 milhões são da agricultura familiar. E estes absorvem para atividade, mais de 13 milhões de pessoas. Conforme o Censo Agropecuário de 2006, estas pequenas propriedades dispunham de 106 milhões de hectares, ou 32,3% do total das áreas cultivadas no País.

É bom esclarecer que, a aprovação do Estatuto da Terra, foi no governo militar em 1964, dando inicio à Reforma Agrária no Brasil. E nestes 45 anos de sua vigência, foram assentados aproximadamente 1,5 milhão de famílias. Sendo 351 mil títulos distribuídos entre o período do governo militare e Itamar Franco. Somente na gestão FHC, 635 mil assentamentos. E nos quase 7 anos de governo Lula, 500 mil. O MST contesta estes números do PT, afirmando seus líderes, que não passam de 164 mil. E o Incra contabiliza 448 mil. Acreditar em quem?!

Pelos números expostos, a gestão FHC, mesmo não prometendo fez mais do que o Lula, para desconforto dos petistas que sempre juraram amor à Reforma Agrária.
Depois deste breve histórico, é bom esclarecer que em sã consciência, nenhum brasileiro é contra a distribuição de terras, desde que sejam para famílias do campo.

Mas a realidade nestes últimos anos, e principalmente na gestão Lula, não foi esta, porque desde a formação do MST, entre milhares dos assentados e ainda dos que aguardam, existe um número expressivo de participantes deste movimento que jamais plantou uma semente! E este governo tem feito ouvido de mercador, como também não mexe uma palha para combater os atos de terrorismo, recheados de vandalismo no campo, praticados pelos seus diletos camaradas. E não satisfeito, ainda oferece privilégios, como milhões de recursos do erário a fundo perdido, e salvo conduto deplorável.

Exemplo recente indignando a Nação, foi este na Cutrale, situado no pequeno município paulista de Borebí, em que estes monstros do movimento sem-terra, não só invadiram a fazenda, destruíram mais de 7 mil pés de laranja e ainda danificaram dezenas de tratores e implementos. Empresa esta que abriga centenas de trabalhadores, origem do sustento de suas famílias. Tudo foi gravado e transmitido pelas TVs do País e do mundo,
maculando mais uma vez a nossa imagem.

O Lula não chorou os prejuízos causados, agiu como se estas cenas fossem no Iraque. Somente após uma semana deste lamentável evento, se pronunciou, criticando o MST. Qual o efeito prático desta morna advertência? Será, provavelmente, a mesma do episódio do mensalão, em que chamou seus companheiros vis de aloprados, e hoje continuam deitando e rolando em Brasília. Se tivesse o Lula consciência do cargo que ocupa, suspenderia definitivamente a qualquer ajuda a estes pseudo-líderes que enojam a Nação.

O MST não tem legalidade jurídica! A organização criminosa PCC também não. Ambos cometem atrocidades, e como tal devem ser julgados. Por estas razões citadas, a Reforma Agrária não é sinônimo de "liberou geral", e o Lula, tampouco dono do Brasil...

Texto de Paulo Panossian, jornalista
Postagem: Armando Rafael

À CONTROLADORIA DO CLIMA, URGENTE - Por: Emerson Monteiro


O movimento dos dias enrijece a consciência de quem gosta do prato feito, de preferência cifs e sem ter de lavar depois do uso. O tal “farinha pouca, meu pirão primeiro”, dito baiano dos mais consistentes, a propósito do descaso com que a humanidade conduz só nos beiços do umbigo essa crise monumental sem precedentes do clima do Planeta.
Poucos fenômenos da história conhecida demonstram o tamanho da bronca desse egoísmo galopante que agora parece dominar a mentalidade dos mortais comuns. Iniciaram a longa caminhada futucando beiras de mangue, à busca dos siris abobalhados, catando gravetos para assar javali, no fundo das cavernas escuras, regado a suco de amoras fáceis, nas matas ali por perto, e hoje, graças ao uso desenvolvido de ferro e fogo, arrombam as portas mais intransponíveis do ecossistema, a pretexto de aumentar os ganhos nos produtos internos brutos, para engordar o erário das nações e gerar lucros fantásticos, desaparecidos no ventre promíscuo da besta e nos esgotos das bolsas do mundo, cifras faraônicas transmitidas no cair da tarde pelas telinhas fosforescentes e práticas dos caixões eletrônicos trepidantes.

Enquanto isso, as mãos atadas dos indivíduos apenas perguntam, através das pontas de dedos aos teclados dóceis, onde e quando terminará tanta imbecilidade produzida na farra das autopistas, excrementos de massa informe comandada ao som da voz dos expoentes forjados à custa da ganância e do peso em ouro retirado ou a retirar dos cofres da mesma fornalha coletividade. Líderes artificiais, inautênticos, animais de laboratórios, genéricos, transgênicos.
No outro dia, de narizes entupidos, amarrados nos para-brisas da existência metálica, gargantas doloridas, olhos ansiosos, barrigas obesas, dilatadas ao vento, na força dos momentos incertos das curvas da estrada de Santos, etc.

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(Bom, até aqui era o que vinha escrevendo, nesta manhã bonita de domingo de outubro, quando a máquina travou (das tantas desobediências que comete no transcorrer das produções bissextas). Nessa hora, enquanto aguardava o retorno das funções, pensei comigo: Também, cara, tu, numa época dessas de calor e sequidão, ondas gigantes, incêndios de matas, desmatamentos galopantes, bombas nucleares acesas em poder de povoados, resolve desancar a civilização para teu puro deleite doméstico de fim de semana, no teu ócio desse quintal solitário, sem quaisquer conseqüências práticas, lógicas e racionais? Quer destoar, com isso e sem condição alguma, o velho coro dos contentes, sem mais nem menos, muito menos autoridade? Baixe a bola, cara, e deixe correr o barco. Logo tu, que vem dos termos memoráveis da estação das flores, The Beatles, Tropicalismo, Cinema Novo, egresso desconfiado sobrevivente da geração perdida dos anos 60, escondido na burocracia dominante, boêmio inveterado, lotado de literatura até dizer chega? E esquecido, nos dias de sol que se apresentam mais constantes e tórridos, das madrugadas esplendorosas e suas alvoradas magistrais? Calma, meu irmão camarada, a toda geração suas contradições e esperanças, e não foste tu quem iniciou o projeto do Universo. Jamais queira tirar a alegria dos que riem nas praças ao som das pagodeiras intensas. Deixe transitar, na tela do infinito os dramas cotidianos, mesclados na dança das horas. Viver a vida, sorrir e sonhar. Faça sua parte. “A cada dia se bastam as preocupações de cada dia”. Cumpra o papel que lhe compete, que assim não atrapalha a performance dos outros, nem esgota suas chances de sucesso).

Deste modo, cumpri a promessa feita a mim mesmo de que, caso recuperasse o documento (qual se verificou) me retrataria perante o leitor, em tempo de reavaliar as ideias que vinham chegando um tanto amargosas quanto à atualidade. Desta vez ninguém fala de guerra ou desassossego. Nada disso, pois “há um tempo para o pássaro, há um tempo para o peixe”, do poema de Vinicius de Morais. Esteja pronto a todo instante. Viva a vida com arte!

Por: Emerson Monteiro

AONDE É QUE ESTE MUNDO VAI PARAR?

De tanto ver triunfar as nulidades;
De tanto ver prosperar a desonra;
De tanto ver crescer a injustiça;
De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus;
O homem chega a desanimar da virtude;
A rir-se da honra;
A ter vergonha de ser honesto.

Eu não troco a justiça pela soberba;
Eu não deixo o direito pela força;
Eu não esqueço a fraternidade pela tolerância;
Eu não substituo a fé pela superstição;
A realidade pelo ídolo;

Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado. Se os fracos não têm a força das armas, que se armem com a força do seu direito.

Ruy Babosa de Oliveira

Vemos pelo texto inicial, que o estadista Ruy Barbosa de Oliveira era um idealista. Tanto é assim, que foi um dos conspiradores para a derrubada da monarquia do Brasil no dia 15 de novembro de 1.889. Foi também o autor do primeiro decreto do Governo Provisório e o primeiro Ministro da Fazenda.

Ruy Barbosa na sua concepção de estadista, republicano convicto, achava que esse regime seria o melhor para o Brasil. 120 anos depois, Se vivo fosse, perceberia que a sua luta ainda não logrou êxito. Pois a República Presidencialista, que somos hoje, continua voltada para interesses espúrios ao invés de defender os direitos do povo.

Esta postagem é apenas para os leitores pensarem um pouco na qualidade de representantes que tínhamos no século XIX e observarem o que temos hoje no Brasil. Sem nenhum ideal, sem nenhum escrúpulo.

Os políticos de hoje, (não todos) querem apenas e tão somente deter o poder de mandar e desmandar, aliado ao poder econômico. Com um agravante: financiam o crime com dinheiro público, levando pessoas de bem ao desespero, ao vêm suas pesquisas e o seu trabalho destruídos.

Afinal de contas: Aonde é que este mundo vai parar?

Vicente Almeida

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