xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 17/10/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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17 outubro 2009

CONTAGEM REGRESSIVA...

Transformação - Por: Luiz Domingo de Luna*



Reguei uma planta
No meu jardim
Era um Jasmim
Beleza que encanta

Entre espim
Uma lagarta
Como uma carta
Vinha a mim

Toda enrolada
Comia clorofila
Pele colorida
De fogo chamada

Numa manhã florida
A lagarta sumiu
A borboleta me viu
Nos caminhos da Vida

Contemplando o chão
A asa em giro agitava
A Paisagem deixava
Na linha da imensidão


(*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora

Nutricionista alerta para a necessidade de comer bem


Ontem ( 16 ) foi o Dia Mundial da Alimentação. Um assunto cheio de contradições já que, mesmo com os progressos da luta contra a fome, há ainda “mais de 800 milhões de pessoas que não têm acesso adequado ao alimento e, dessas, 200 milhões são crianças, conforme dados das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO)”. Só no Ceará a Secretaria de Saúde registra uma média de 6,45% de crianças com peso abaixo de 2,5 quilos. Na outra ponta estão as pessoas obesas. No último Globo Repórter um dado assusta: de cada quatro crianças uma é obesa. Outra informação é que 20% das crianças em idade escolar estão acima do peso, quando o aceitável é que esta quantidade se limitasse a 5%, conforme dados da Universidade do Rio Grande do Norte.

Uma realidade bastante diferente da primeira, mas que também preocupa. Segundo a nutricionista Ângela Pimentel, a obesidade está matando tanto quanto a desnutrição, pois está ligada a diabetes, hipertensão, problemas de coração e nas articulações. Se por um lado há quem não tenha dinheiro para se alimentar, por outro há quem não saiba se alimentar. Nem sempre quem tem muito dinheiro sabe comer bem. “Tem gente por aí que é rico e acha que está ficando cego, quando na verdade está com sintomas de falta de vitamina A. Tem crianças com problema de fígado porque comem gordura demais”. Porém, para ter uma boa alimentação, rica em nutrientes, proteínas, lipídios, é preciso mais criatividade do que dinheiro. Imagine um prato de comida bem colorido, com verduras fresquinhas e um bolinho de carne em formato de torta. Agora imagine que muita gente prefere trocar esse prato por um desses lanches rápidos, recheados com catchup, hambúrguer e batata-frita. Um erro nutricional evidente. A verdade é que um bom arroz com feijão e ovo pode ser uma alternativa rica e nutritiva sem ser cara. “O que tira o valor nutricional dos alimentos é a forma como são aproveitados”, diz Ângela.

No caso do ovo, se for cozido demais pode dificultar a digestão. A maçã comida com casta tem mais valor para o organismo do que sem casca, porque é onde estão as fibras que ajudam no bom funcionamento do intestino. E as celulites, que tanto preocupam a mulher são sintomas de falta de vitamina no organismo.Deixar a preguiça de lado também é importante. Ângela lembra que uma boa opção para quem não tem dinheiro sobrando é aproveitar as safras. “Lá em Mangabeira já vi mangas e cajus virarem lama porque ninguém aproveita as frutas para fazer geléias, tortas, entre muitas opções de receitas que são bastante nutritivas e baratas.

“O Dia da Alimentação é todo dia. Se a alimentação é adequada, a saúde está preservada”, reforça a nutricionista. Na sua opinião, se os governantes soubessem que uma pessoa bem alimentada praticamente não vai parar no hospital e se recupera com muito mais facilidade das cirurgias, com certeza investiriam em alimentação. Incluiria, ainda, nutricionistas na programação das merendas escolares, pois cada período da vida exige uma combinação de alimentos específica.

Fonte: Diario do Nordeste

Recital de Canto Lírico com a Soprano Corolatura Tatiana Figuereiredo


A
Universidade Regional do Cariri através da Pró Reitoria de Extensão com a colaboração da Fundação Araripe e da SCAC, irá promover um recital de Canto Lírico com a Soprano Corolatura Tatiana Figuereiredo e o Pianista Vitor Duarte em homenagem a saudosa memória da Ex Reitora da Universidade Regional do Cariri Violeta Arraes Gervasieau que acontecerá no dia 21 ás 19:30h no Teatro Rachel de Queiroz além disso irá acontecer paralelamente ao evento uma exposição contando toda a trajetória de Dona Violeta nos dias 22,23,24 vão acontecer mini-cursos de canto coral, e apresentação dos Corais da SCAC além da continuação da Exposição.

Programa Recital em Homenagem à Violeta Arraes:

Concerto Didático – Evolução da Opera

Música Barroca
Haendel – Piangerò – Giulio Cesare

Clássico
Mozart – Der Holle Rache – Il Flauta Mágica

Romântico Italiano
Bellini – Eccomi in lieta vesta – Montecchi e Capuletti

Romântico francês
Offenbach – Les oiseaux dans la charmille – Os Contos D’Hofmann

Romântico Brasileiro
Gomes – Mia piccirella – Salvador Rosa

Moderno Italiano
Puccini – Chi il bel sogno – La Rondine

Contemporâneo
Glitter and be gay – Bernstein - Candide

ELEVADOR DO BAIRRO DO SEMINÁRIO EM CRATO-CE

LEIA-SE NO DESENHO DO PROJETO A ESQUERDA E ACIMA:

PLANO URBANÍSTICO DO BAIRRO DO SEMINÁRIO E DO VALE DO GRANGEIRO
Administração: Alexandre Arrais de Alencar
Colaboração: Júlio Saraiva Leão
Projeto e desenho: Arlindo Alves Mota.

Cada projeto tem a sua história, e este, mostra a intenção ousada do seu idealizador há mais de sessenta anos. Naquele tempo distante, se viajarmos pelo pensamento até o inicio da década de 1940, encontraremos o Prefeito Alexandre Arrais de Alencar pensativo e debruçado em suas idéias de como projetar o Crato do amanhã.

Se estacionarmos o nosso veículo temporal e nos demorarmos observando bem, veremos o Prefeito em reuniões, buscando na opinião pública, apoio para suas projeções mentais que se transformavam em idéias surpreendentes, possíveis e benéficas. Dentre elas destacamos: A estátua do Cristo Ressuscitado (ou Cristo Rei) na Praça Francisco Sá, em uma coluna de 35 m de altura, tendo na sua base a inscrição “Sede Bem Vindo, aqui há lugar para todos os homens de boa Vontade”; Inaugurou a encanação de água nas primeiras casas do Crato e Instalou a primeira fonte geradora de luz elétrica movida à água.

Finalmente o projeto mais ousado: Alexandre Arrais desejava construir um elevador que integrasse com beleza e suavidade o Crato e o seu bairro mais populoso, o Bairro do Seminário. Seria ligar à cidade baixa a cidade alta. Entretanto, faleceu antes de concluir o seu mandato de seis anos. Mas o projeto foi debatido em várias gestões. Não morreu!

Este Elevador é um sonho do passado, necessidade do presente, realização possível no futuro. ABRACE ESTA IDÉIA.

Hoje o bairro do Seminário tem uma população de quase ou mais de 30.000 habitantes. O Ceará possui 184 municípios, e destes, 123 têm população com menos de 25.000 habitantes.

Recentemente o bairro do Seminário foi contemplado com recursos do BIRD no Projeto de Revitalização da Encosta do Seminário. Desconheço se algo foi comentado sobre o nosso elevador.

Mas, tudo pode acontecer na gestão do Dr. Samuel Araripe, primeiro prefeito reeleito na história do Crato, pode inclusive vir à tona o Projeto do Elevador do Bairro do Seminário.

Muitas já são as obras de vulto por ele viabilizadas e concretizadas, cujos benefícios são inquestionáveis para a população. Empreendedor e arrojado, Samuel tornou possível os recursos para a Revitalização da Encosta do Seminário. Será um marco histórico. A sua passagem pela administração municipal ficará registrada nas mentes do povo cratense. Por onde a gente passa, há uma obra em andamento, tempos depois, assistimos a sua inauguração.

Sabemos que não é fácil lidar com um Município sem representação direta nas esferas estadual e federal.

Alguém ai pode dizer alguma coisa?

Vicente Almeida

Secretária de Cultura Danielle Esmeraldo agradece a todos do Blog do Crato

Caro Dihelson!

Gostaria de agradecer a todos os comentários feitos em relação a minha pessoa e ao nosso trabalho. É bom saber que temos amigos, e pessoas sensíveis que valorizam a arte e a cultura. O maior combustível para um bom trabalho é a motivação, isso foi o que senti com o que todos falaram. Mas não posso deixar de dizer que o que me deixou mais feliz, foi ler e sentir as palavras do meu grande amor. Companheiro e consultor, Manoel Severo também é um homem que sempre teve um espaço importante no nosso trabalho, pela sua competência e sabedoria. É muito bom ter ao nosso lado alguém que nos incentiva e acredita em tudo que fazemos. Dihelson, Janinha, Kaika, Zé Sales, Carlos Rafael, Armando Rafael, Zé sales, Calazan, me muito obrigado pelo reconhecimento. Manoel Severo, você é o meu equilíbrio. Amo você!

Danielle Esmeraldo

O POETA E REPENTISTA CRATENSE, JOSÉ DE MATOS - Por: Zilberto Cardoso


Recentemente fui levado pelos meus filhos a um restaurante de comida nordestina/cearense chamado “Arre Égua”, aqui em Fortaleza. Não sou muito de sair de casa na hora do almoço. Raramente aceito esses convites porque sou do tempo em que agente voltava para casa para almoçar e não o contrário. Mas dessa vez, como havia a promessa de comer paçoca com baião de dois e carne-de-sol fui. O restaurante é interessante, pois além de ser especializado em comidas típicas é dotado de vários ambientes característicos do interior cearense, como igreja, clube, rádio, teatro, biblioteca, pensão, casa paroquial, barbearia, restaurante, mercado público, museu e até casa da luz vermelha. (ver o site de local em http://www.arreegua.com.br/). Ao visitarmos esses ambientes, tal não foi a minha surpresa ao me deparar com os versos do poeta e repentista cratense, José de Matos, transcritos em umas das suas paredes. José de Matos que, mesmo analfabeto, foi um dos maiores poetas e repentistas que o nordeste já teve, me ajudou a digerir a boa comida do local. Não tão boa, é verdade, como as que trago na lembrança dos almoços de minha infância, em um Crato que não me canso de recordar. Um domingo de boa comida, acompanhado da família e regado a cerveja e a poesia nostálgica de José de Matos sobre nossa terra e sobre a saudade que dá quando nos despedimos dela. Valeu à pena ter ido!

Transcrevo, abaixo, o trecho do poema que encontrei no restaurante.

Adeus! Cidade do Crato.

Quereres da minha vida,
Levo saudades de ti,
Rapadura e raparigas

Se eu longe não me acabar
Te juro por Zé de mato
Que ainda hei-de te ver,
Minha cidade do Crato!

Quando chover no sertão
Já chove no cariri:
Havendo muito feijão
Na serra muito Pequi.
Quando a cana apenduá
Quando o arroz fulorá,
Quando o milho der espigas.
Eu volto para esta fartura,
Para mexer rapadura,

E mexer com as raparigas

Autor: Zé de Matos ( por Zilberto Cardoso )

Pra quem mora em São paulo - Egberto Gismonti revê 40 anos de carreira no Sesc Vila Mariana

Dica aos Caririenses que residem em São Paulo: Esse show do Pianista e Violonista Egberto Gismonti será mesmo imperdível !

O pianista e violonista fluminense Egberto Gismonti retorna a São Paulo para duas apresentações, sábado (17) e domingo (18), no teatro do Sesc Vila Mariana (região sul da capital paulista). O compositor relembra, em apresentação solo, trabalhos presentes em alguns dos 63 álbuns, de mais de 40 anos de carreira. Autor de todas as músicas do evento, Egberto toca "Dança dos Escravos", "Ciranda Nordestina", "Mestiço e Caboclo", "A Fala da Paixão" e "Zig e Zag". Também fazem parte do repertório os temas "Selva Amazônica", "Lundu", "Palhaço", "Infância", "Bianca", "Frevo" e "Loro".

Em 1969, o músico lançou seu primeiro disco, "Egberto Gismonti", influenciado principalmente pela bossa nova. De lá para cá, lançou álbuns no Brasil e no exterior. Participou como produtor e arranjador de discos de Maysa, Wanderléa, Naná Vasconcelos e Johnny Alf, entre outros. "Duetos", seu último CD, foi gravado ao lado do violonista Alexandre Gismonti, seu filho.

Fonte: Folha OnLine

BlogHumor - Piadinha sem Graça - Brasil X USA

Das piadinhas infames que circulam na Internet:

O infeliz pecador morreu e foi parar na porta do Inferno. Lá um capetinha auxiliar lhe fez a seguinte pergunta:

- Você quer ir pro inferno brasileiro ou para o inferno americano?

E o infeliz, pergunta:

- Qual é a diferença?
- Bom. Existe um muro que separa os dois infernos. No inferno brasileiro, você terá que comer uma lata de 20 Kg de merda no café da manhã, no almoço, e no jantar.
- Depois o diabo te espeta até o fogo infernal, e lá você irá dormir. No americano, é igual, só que ao invés de uma lata, você terá que comer somente um pires. O infeliz não pensou duas vezes, e foi para o inferno americano. Chegando lá, reparou que estavam todos cabisbaixos e tristes. Enquanto isso, no outro lado do muro, ouvia-se um som de pagode, muitas gargalhadas, enfim, uma festa muito animada. Não se contendo, o infeliz sobe no muro e chama alguém.

- Ei, como vocês conseguem festejar? Aqui o pessoal come um pires de Merda e vive triste, enquanto vocês comem uma lata de 20 Kg e vivem dando risada!
- Bom, é que aqui é Brasil, né? Um dia falta lata! No outro falta Merda! No outro, o diabo não vem! No outro é feriado! No outro, falta lenha pro fogo e assim vai. E é só festa!

Vida que segue...

Texto enviado por: Jales Botelho

Lula pode repetir fenômeno em 2010, diz ex-marqueteiro de Serra

Nelson Biondi disse que agora é a hora de o presidente eleger seu sucessor. O marqueteiro Nelson Biondi, que já trabalhou para eleger o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem, sexta-feira (16) que, ao contrário do que as pessoas imaginam, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai estar muito presente nas eleições presidenciais de 2010 e pode ser, novamente, um “fenômeno”. Biondi fez a declaração depois de participar de uma palestra em São Paulo. Questionado sobre o fato de Lula estar fora da disputa presidencial desde a redemocratização do país, o marqueteiro disse que o petista “não estará presente mais ou menos”.

Ele disse que espera um Lula engajado para tentar eleger seu sucessor, e que, se conseguir, ele será novamente um “fenômeno”, expressão usada atualmente para explicar a alta popularidade do presidente.

- Agora [Lula] pode ser outro fenômeno porque ele vai pedir voto para quem vai sentar no lugar dele.

Fonte: R7

E viva o colapso viário urbano - Por: Robson Fernando



Indústria vende 14 mil veículos por dia e projeta novo recorde em 2010

A indústria automotiva registrou o emplacamento de mais de 14 mil veículos por dia útil na primeira quinzena deste mês, mantendo o ritmo de setembro deste ano (14.701), mês que registrou o maior número de licenciamentos da história.

Os dados foram informados pelo presidente da Anfavea (associação das montadoras), Jackson Schneider, em seminário da Amcham (Câmara Americana de Comércio) e se referem a automóveis, comerciais leves, ônibus e caminhões.

O executivo afirmou que, em 2010, a indústria deverá registrar um novo recorde na venda de veículos, superando 2009 "em um dígito". Se a projeção se confirmar, será o quarto ano seguido de recorde nos licenciamentos. A projeção da Anfavea é de alta de 6,4% nos emplacamentos neste ano ante 2008, chegando a 3 milhões de unidades.

Em dezembro, as vendas de veículos caíram abaixo de 7.000 unidades por dia útil devido ao agravamento da crise no Brasil, que motivou a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) pelo governo federal. O tributo retoma gradativamente a alíquota a partir deste mês e deve voltar ao patamar original em janeiro de 2010.

Schneider destacou que o desempenho do mercado em outubro, que equivale aos resultados obtidos antes da crise, deve-se também a vendas de veículos feitas em setembro, mas que foram licenciados apenas neste mês, e ao escoamento de unidades em estoque que se beneficiaram da menor alíquota de IPI.

Faço coro a Sérgio Santos do blog Sujeito Médio: e viva o colapso viário das cidades brasileiras...

Como eu já havia falado antes, esse problema tem como grande culpado a baixa qualidade do nosso caro, limitado e ineficiente transporte público. Não aguentando mais pagar caro pelas tarifas, por mais curtos que os itinerários sejam, as pessoas veem no automóvel a redenção.

Entretanto essa "redenção" está nos aproximando cada vez mais do colapso das avenidas das cidades. São Paulo está chegando ao ponto de ter engarrafamentos ininterruptos. Recife já está com vários pontos de trânsito de horas de pico permanentemente paralisado e sua zona norte já parece São Paulo por causa do trânsito lentíssimo em avenidas que já não podem mais ser ampliadas. Sem falar no impacto ambiental: mais poluição, menos recursos naturais, mais aquecimento global. E também, indiretamente, menos florestas também, já que rodovias estão sendo duplicadas ao custo da derrubada de muitos hectares das matas que as cercam -- vide a BR-408, sobre a qual vou fazer um artigo em breve.

Parabéns e obrigado, barões do transporte coletivo. Vocês, além de terem transformado um serviço público essencial numa fonte de lucro privado, estão ajudando nossas cidades a entrar em colapso por não nos proverem ônibus, trens e metrôs decentes.

Grupo Clã Brasil se apresenta HOJE, 17 de Outubro no Largo da RFFSA em Crato

O Melhor Grupo de Forró Autêntico da Atualidade vai estar no CRATO


Clã Brasil !!!
Dia 17 de Outubro, Sábado, 22h
Largo da RFFSA - Crato
Apoio Banco do Nordeste

Didi MOraes na Rádio Assembléia FM

VEja agora uma entrevista com Didi Moraes ao vivo na rádio Assembléia FM.
Veja no: mms://streaming.al.ce.gov.br:7007

Metalúrgicos de São Paulo entram em greve a partir de segunda-feira

São Paulo - Cerca de 6 mil trabalhadores de 20 empresas, representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, entrarão em greve na próxima segunda-feira (19). Segundo o presidente do sindicato, Miguel Torres, a decisão foi tomada em assembleia no início da noite de hoje (16). Torres explicou que a partir de agora as negociações acontecerão dentro de cada empresa. Os metalúrgicos voltarão ao trabalho conforme forem sendo feitos os acordos. Desse modo, o sindicalista acredita que em algumas empresas a paralisação poderá durar apenas um dia ou mesmo nem ocorrer. "Tem empresas que já estão ligando querendo negociar”, afirmou.

Na opinião de Torres, “os patrões estão insensíveis”. Em sua avaliação, os lucros obtidos ao longo do ano permitem a concessão de reajuste para os trabalhadores. Os metalúrgicos rejeitaram a proposta das empresas de reposição da inflação sem aumento real, o que significaria cerca de 4% de aumento. Os trabalhadores reivindicam reajuste salarial de 10% e redução da jornada de 44 para 40 horas semanais. Além disso, os metalúrgicos querem renovação das cláusulas sociais, que preveem benefícios como a estabilidade para os portadores de doenças profissionais, aumento percentual do adicional noturno e outras conquistas da categoria.

Fonte: Agência Brasil

Esses advogados... - Por: José Nilton Mariano Saraiva

Compenetradíssimas, duas bichas estavam conversando: -Que carreira profissional você quer seguir? A outra responde: - Eu quero ser massagista de academia, só para massagear “aqueles homão” musculosos! - E você ??? A bicha responde, com um ar de superioridade: - Quero fazer Direito e um dia me tornar um juiz! A outra bicha, assustada, pergunta: -Mas por que essa idéia horrorosa de ser juiz, seu traveco? -Porque eu quero ficar o dia inteiro na VARA !!!
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Um chefão da máfia descobriu que seu contador – que era surdo mudo e só por isso fora contratado, pois nada poderia ouvir e, em caso de um eventual processo, também não poderia depor como testemunha - havia desviado dez milhões de dólares. Quando o chefão foi dar um arrocho nele sobre os US$ 10 milhões, levou junto um advogado especialista na linguagem de sinais dos surdos-mudos. O chefão perguntou ao contador: -Onde estão os U$ 10 milhões que você levou? O advogado, usando a linguagem dos sinais, transmitiu a pergunta ao contador, que logo respondeu (em sinais): -Eu não sei do que vocês estão falando. O advogado traduziu para o chefão: -Êle disse não saber do que se trata. Depois de enchê-lo de porrada, colocá-lo no pau-de-arara e tal, o mafioso sacou uma pistola 45 e encostou-a na testa do contador, gritando para o advogado: -Pergunte a ele de novo. O advogado, sinalizando, disse ao infeliz: -Olha, acho que êle vai te matar, se você não contar onde está o dinheiro. O contador sinalizou em resposta: -OK, vocês venceram; o dinheiro está numa valise marrom, de couro, que está enterrada no quintal da casa de meu primo Enzo, no nº 400, da Rua 26, quadra 8, no bairro Santa Marta! O mafioso perguntou para o advogado: -O que ele disse? E o advogado, que já sabia onde estava a botija, incitando e provocando o mafioso: -Ele disse que não tem medo de veado nenhum e duvida que você seja macho o bastante para puxar esse gatilho. Resultado: o coitado do contador recebeu a descarga completa da 45 e o advogado ficou podre de rico, peidando para a humanidade.
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Um advogado, sem preconceitos, casou com uma mulher que havia sido casada oito vezes. Na noite de núpcias, no quarto do hotel, em Paris, a noiva, carinhosamente, lhe disse: - Por favor, meu bem, seja gentil, vá devagar, porque ainda sou virgem. Perplexo, já que ela havia sido casada oito vezes, o noivo pediu a ela que se explicasse. Ela respondeu:
-Meu primeiro marido era Psiquiatra. Ele passava a noite inteira conversando sobre sexo.
-Meu segundo marido era Ginecologista. Ele só queria examinar o local.
-Meu terceiro marido era Colecionador de Selos. Ele só queria lamber, lamber e lamber.
-Meu quarto marido era Gerente de Vendas. Ele dizia que sabia que tinha o produto, mas não sabia como utilizá-lo.
-Meu quinto marido era Administrador de Empresas. Ele dizia que compreendia o procedimento básico, mas que precisava de três anos para pesquisar, implementar e criar um método revolucionário.
-Meu sexto marido era Servidor Publico. Ele dizia que compreendia perfeitamente como era, mas que não tinha certeza se era da competência dele.
-Meu sétimo marido era Técnico de CPD. Ele dizia que, se estava funcionando, era melhor não mexer, para que não houvesse solução de continuidade.
-Meu oitavo marido era Analista de Suporte. Depois de dar uma olhada pormenorizada, ele disse que as peças estavam todas perfeitas, mas que não sabia porque o sistema não funcionava.
E concluiu, contundente: - Por isso, agora casei com um advogado; porque tenho certeza de que você vai me foder.
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A filha de um advogado aparece em casa após anos sem dar sequer um telefonema. Seu pai vai ao encontro dela e, apoplético, pergunta: -Como é que só agora você aparece, sua biscate? Por onde você andava, sua vagabunda. Sabe que sua mãe chegou até ficar doente de saudades de você ? O que você andava fazendo esse tempo todo, sua galinha? Ela responde: Virei prostituta !!! -O QUÊ ??? O QUÊ ??? Suma já daqui, sua sem vergonha, e nunca mais apareça. -Mais paizim, eu só vim aqui deixar este casaco de peles para minha mãe, um caderneta de poupança no valor de R$ 500.000,00 para meu irmãozinho e um Rolex de ouro cravejado de brilhantes e um Mercedes 0km, para o senhor passear por aí, e também convidá-los para passar o Reveillon comigo em meu iate, lá em Búzios. -Em que mesmo você falou que estava trabalhando ??? –Prostituta, papai, prostituta !!! -Desculpa, eu tinha entendido PROFESSORA SUBSTITUTA. Venha aqui, filhona, dê um abraço em seu velho pai, que já vou chamar sua mãe.

CURTINHAS (de advogados):

01) Advogado: Qual é a data do seu aniversário? Testemunha: 15 de julho. Advogado: De que ano???
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02) Advogado: Essa doença, a “miastenia gravis”, afeta sua memória? Testemunha: Sim. Advogado: E de que modo ela afeta sua memória? Testemunha: Eu esqueço das coisas. Advogado : Você esquece ??? Pode nos dar um exemplo de algo que você tenha esquecido?
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03) Advogado: Seu filho mais novo, o de 20 anos... Testemunha: Sim ? Advogado: Que idade ele tem?
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04) Advogado: Sobre esta foto sua... o senhor estava presente quando ela foi tirada?
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05) Advogado: Ela tinha 3 filhos, certo? Testemunha: Certo. Advogado: Quantos meninos? Testemunha: Nenhum. Advogado: E quantas eram meninas?
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06) Advogado: Sr. Marcos, por que acabou seu primeiro casamento? Testemunha: Por morte do cônjuge. Advogado : E só por isso, por morte do cônjuge, seu casamento acabou?
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07) Advogado: Poderia descrever o suspeito? Testemunha: Ele tinha estatura mediana e usava uma enorme barba preta. Advogado : E era um homem ou uma mulher?
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08) Advogado: Doutor, quantas autópsias o senhor já realizou em pessoas mortas? Testemunha: Todas as autópsias que fiz foram em pessoas mortas....sua anta.
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09) Advogado: Doutor, o senhor se lembra da hora em que começou a examinar o corpo da vitima? Testemunha: Sim, a autópsia começou exatamente às 20:30 h. Advogado: E o senhor Décio já estava morto a essa hora? Testemunha: Não, ele estava sentado na maca, me perguntando porque eu estava fazendo aquela autópsia nele.
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10) Advogado: Doutor, antes de fazer a autópsia, o senhor checou o pulso da vítima? Testemunha: Não. Advogado: O senhor checou a pressão arterial? Testemunha: Não. Advogado: O senhor checou a respiração? Testemunha: Não. Advogado: Então, é possível que a vítima estivesse viva quando a autópsia começou? Testemunha: Não. Advogado: Como o senhor pode ter essa certeza? Testemunha: Porque o cérebro do paciente estava num jarro sobre a mesa. Advogado: Mas ele poderia estar vivo mesmo assim? Testemunha: Sim, é possível que ele estivesse vivo e... cursando Direito em algum lugar !!!
Fonte: Desconhecida - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Acelerador de partículas LHC atinge temperatura de -271°C

O mais próximo do Zero Absoluto

O gigantesco acelerador de partículas batizado de Grande Colisor de Hádrons (LHC na sigla em inglês), o maior e mais complexo instrumento científico já construído, se tornou novamente, nesta sexta-feira (16), um dos lugares mais frios do universo. Todos os oito setores do túnel de 27 km de circunferência que abriga o LHC estão operando a uma temperatura de -271ºC (ou 1.9 kelvin) --mais frio do que o espaço profundo. A temperatura atingida pelo LHC é pouco superior ao "zero absoluto" (-273,15°C), a mais baixa possível. Em regiões remotas do espaço sideral, a temperatura é de cerca de -270°C. Para atingir essa temperatura, os cientistas usaram hélio líquido.

Big Bang
O acelerador, cujo custo é estimado em US$ 8 bilhões, começou a operar em setembro de 2008 na fronteira franco-suíça. Como o aparelho apresentou problema de vazamento, teve que ser novamente aquecido para ser consertado. O LHC foi projetado para atirar partículas de prótons umas contra as outras quase à velocidade da luz. A liberação maciça de energia causada pelo choque das partículas simularia as condições após a explosão que deu origem ao universo. No experimento realizado em 19 de setembro de 2008, os engenheiros circularam partículas de prótons dentro do túnel de 27 km de circunferência que abriga o LHC. Após o sucesso dessa primeira parte, o próximo passo será projetar outras partículas na direção oposta para que possam colidir, recriando as condições que existiam no universo imediatamente após o Big Bang.

Segundo os cientistas da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (Cern), que opera o aparelho, o LHC deve voltar a funcionar em novembro, mas os choques de alta energia só devem ocorrer a partir de janeiro.

Fonte: BBC Brasil

A MORTE DE CHOPIN - Dihelson Mendonça



Paris, 17 de Outubro de 1849
Na Praça Vendôme número 12
sento-me à cabeceira de um homem esquálido
que aguarda pacientemente...

Pessoas entram e saem do quarto com rapidez
levanto-me um pouco e olho pela fresta da janela
Transeuntes com roupas pomposas, passam sem saber que ali
se consome o corpo de um gênio

Lágrimas escorrem de nossas faces
enquanto alguém toca um de seus noturnos
Seu pálido reflexo sucumbe a cada hora
e nada mais há por fazer

Em dado momento, Delacroix entra quarto adentro,
e conversa conosco sobre o paciente, que mal responde.
Sem querer assistir a hora derradeira,
seguro a sua mão delicada, e beijo a fronte de CHOPIN,
saindo do quarto em direção à rua.

Olho para o céu, para as ruas e contemplo:
"Paris não muda !" - decerto.
Mas o mundo perde um gênio
que como poucos, soube retratar as inefáveis
verdades do espírito humano !
Distancio-me caminhando vagarosamente
e silenciosamente pelas ruas de Paris.

* * *

Do álbum "Caminhos Imaginários"
Dihelson Mendonça
Dedicado a Frederic Chopin
Arte: Boulevard Montmartre - Camile Pissarro - Óleo sobre Tela

Brasil realizará vacinação contra gripe suína entre março e abril de 2010, diz Temporão

O ministro José Gomes Temporão (Saúde) anunciou na noite desta sexta-feira que a campanha de vacinação contra a gripe suína --a gripe A (H1N1)-- será realizada entre março e abril do próximo ano no país. O ministro não prevê, entretanto, a imunização de toda a população, mas garantiu que as pessoas que fazem parte de grupos de risco serão vacinadas. "O Brasil não vai vacinar 190 milhões de habitantes, mas nós trabalharemos com uma estratégia que proteja os grupos mais vulneráveis. Já sabemos que mulheres grávidas, idosos, crianças muito pequenas, profissionais da saúde, e pessoas de baixa imunidade ou em grupo de risco terão de ser vacinados", afirmou Temporão, que participou da Conferência Estadual de Saúde Ambiental no Rio.

A data exata do início da campanha ainda não foi definida. Segundo o ministro, porém, a previsão é que a vacinação comece no final do primeiro trimestre de 2010. "Nossa expectativa é que em março e abril do ano que vem estejamos com essa campanha nas ruas", disse. Cerca de 18 milhões de doses da vacina serão produzidas pelo Instituto Butantan, em São Paulo, enquanto o restante --cuja quantia não foi informada-- será fornecida pelo fundo rotatório da Organização Pan-americana da Saúde e de outros produtores privados. Atualmente, a pasta prepara a licitação internacional para a compra das vacinas. Segundo Temporão, o governo federal liberou um crédito de R$ 2,1 bilhões que deverão ser utilizados para a compra da vacina e medicamentos, para a ampliação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), além da capacitação de profissionais da saúde e da educação.

Pandemia

Último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, do dia 16 de setembro, contabilizava 899 mortes por gripe suína no país, número que diverge dos dados das secretarias estaduais de saúde. Temporão disse acreditar, no entanto, que a situação será menos grave em 2010 no Brasil. "Dispondo do medicamento, a expectativa é que o ano que vem seja diferente deste ano", disse. "Vamos acompanhar também o que vai acontecer no Hemisfério Norte. Eles ainda não entraram no inverno, mas as informações que nós temos é que o número de internações por síndrome gripal nos EUA, Canadá e Europa já começaram a aumentar e eles estão iniciando a vacinação justamente agora".

Fonte: Folha OnLine

Lula promete em Mauriti inaugurar 1ª etapa da transposição em março de 2010

O presidente Lula anunciou nesta sexta-feira, em Mauriti (Regão do Cariri), que em março próximo ano quer vir ao Nordste inaugurar a primeira etapa do projeto da transposição das águas do rio São Francisco. Lula encerrou nesse município a visita que faz ao canteiro de obras do projeto. Com Lula, estavam no palanque o presidenciável Ciro Gomes (PSB), o governador Cid Gomes, deputados federais como Eunício Oliveira (PMDB), e José Arnon (PTB) e várias lideranças da região caririense. O Ceará receberá água do rio São Francisco a partir de Cabnrobó (PE). As águas desaguarão nos rios Salgado e Jaguaribe quando o Eixo Norte, que beneficiará o Estado estiver concluído.

Fonte: Eliomar de Lima

Crato completa hoje 156 anos de elevação à cidade – por Armando Lopes Rafael


No tempo do Brasil - Colônia – ou seja, quando nosso território pertencia a Portugal, o que ocorreu entre 1500-1822 – as vilas eram criadas como município. Muita gente que se julga bem informada não sabe diferenciar "Brasil - Colônia" do “Brasil Império”.

Outro dia um professor universitário dizia que "No Brasil - Império, nosso ouro ia todo para Portugal". Desconhece ele que no “Brasil Império” o nosso país não era mais colônia portuguesa, já era independente e tinha como forma de governo a monarquia parlamentarista constitucional.
O Crato, por exemplo, foi Vila Real como município- instalada em 21 de junho de 1764, no "Brasil Colônia". As vilas só passavam à categoria de cidade, após um período de desenvolvimento. Foi no Brasil Império que Crato foi elevado à categoria de cidade, em 17 de outubro de 1853, há 156 anos.
Abaixo, o decreto que elevou a vila de Crato à categoria de cidade:


“Governo da Província do Ceará
Gabinete do Presidente

Resolução Nº. 623, de 17 de Outubro de 1853


Elevando à categoria de Cidade a Vila do Crato com a mesma denominação.
Doutor Joaquim Vilella de Castro Tavares, Presidente da Província do Ceará.
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembléia Legislativa Provincial decretou e eu sancionei a resolução seguinte:
Artigo Único: A Vila do Crato fica elevada à categoria de Cidade, com a mesma denominação, revogadas as leis em contrário.
Mando, portanto, a todas as Autoridades a quem o conhecimento e execução da referida Resolução pertencer, que a cumpram e façam cumprir tão inteiramente como nela se contém.
O Secretário da Província a faça imprimir, publicar e correr.
Palácio do Governo do Ceará, em 17 de outubro de 1853, trigésimo segundo da Independência.

Doutor Joaquim Vilella de Castro Tavares

Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

ARTE&CULTURA - Frederic Chopin - O Poeta do Piano


NE
- Hoje, 17 de Outubro, é aniversário de Morte de um dos maiores gênios da Música. Um homem que com a sua sensibilidade, conseguiu transformar a história dessa arte de tal forma que até a música popular que se faz hoje, com sua estrutura e harmonia lhe deve uma boa parte do romantismo: Frederic Chopin

Frédéric Chopin (Żelazowa Wola, 1 de Março de 1810 — Paris, 17 de Outubro de 1849) foi um pianista polaco e compositor para piano da era romântica. É amplamente conhecido como um dos maiores compositores para piano e um dos pianistas mais importantes da história. Sua técnica refinada e sua elaboração harmônica vêm sendo comparadas historicamente com as de outros gênios da música, como Mozart e Beethoven, assim como sua duradoura influência na música até os dias de hoje.

Preâmbulo

Fryderyk Franciszek Chopin ou Szopen (nome em polaco, em francês Frédéric François Chopin (AFI: /ʃɔpɛ̃/) nasceu na aldeia de Żelazowa Wola, Ducado de Varsóvia, filho de mãe polonesa e pai francês-expatriado. Aclamado em sua terra natal como uma criança prodígio, aos vinte anos Chopin deixou a Polônia para sempre. Em Paris, fez carreira como intérprete, professor e compositor, e adotou a versão francesa dada a seus nomes, Frédéric-François.[carece de fontes?] De 1837 a 1847 teve uma relação turbulenta com a escritora francesa George Sand (pseudônimo de Amantine Aurore Lucile Dupin). Sempre com a saúde frágil, morreu em Paris aos 39 anos, vítima de tuberculose. Toda a obra existente de Chopin inclui o piano assumindo algum papel (predominantemente como um instrumento solo), e suas composições são amplamente consideradas como repertório essencial para este instrumento. Na maioria das vezes sua música é tecnicamente exigente, mas seu estilo, no geral, enfatiza mais a nuança e a profundidade expressiva do que o virtuosismo técnico.

Ele inovou com novas formas musicais, como a balada, e introduziu significantes inovações nas formas existentes, como a piano sonata, a valsa, o noturno, o estudo, o improviso e o prelúdio. Alguns citam suas obras como "os principais pilares" do romantismo na música erudita do século XIX. Além disso, Chopin mostrou-se nacionalista mesclando sua música com elementos eslavos; hoje suas mazurcas e polonesas são fundamentais para a música clássica nacional polonesa.

Vida
Infância

Chopin nasceu em Żelazowa Wola, uma aldeia próxima a Sochaczew, na região de Mazóvia, que faz parte do Ducado de Varsóvia. Era filho de Mikołaj (Nicolas) Chopin (1771-1844), um francês de descendência polonesa distante, proveniente de Lorena, que adotou a Polônia como sua terra natal após imigrar em 1787. Nicolas casou-se com a pianista Tekla Justyna Krzyżanowska (1782-1868), uma mulher de família aristocrata, porém empobrecida. De acordo com a família do compositor, Chopin nasceu em 1 de Março de 1810. Não há certidão de nascimento conhecida. Foi batizado no dia 23 de Abril do mesmo ano, na paróquia de Brochów, perto de Sochaczew, cerca de oito semanas após o seu nascimento, embora o seu certificado de batismo liste a sua data de nascimento como sendo em 22 de Fevereiro de 1810, o que provavelmente foi um erro por parte do padre. Seus pais tiveram outros três filhos: Ludwika (em polonês: "Louise", 1807-?), Izabella (1811-?) e Emilia (1812-1827). Frédéric foi seu segundo filho, e o único homem.

Em Outubro de 1810, quando Frédéric tinha sete meses de idade, sua família mudou-se para Varsóvia, onde seu pai assumiu a posição de professor de língua e literatura francesa, em uma escola situada no Palácio Saxão. Sua família morou nas imediações do palácio. Entre 1817 a 1827, a família de Chopin morou nesta construção da Universidade de Varsóvia, agora decorada com o perfil de Fryderyk (ao centro), ao lado do Palácio Kazimierz. Em 1817, seu pai tornou-se professor de francês no Liceu de Varsóvia, situado no Palácio Kazimierz, da Universidade de Varsóvia. Sua família viveu em um espaçoso apartamento no segundo piso de uma construção vizinha. Entre 1823 e 1826 o próprio Fryderyk freqüentou o Liceu de Varsóvia. A família — incluindo seu pai, professor de francês — falava polonês em casa. Chopin cresceu culturalmente no polonês e nunca atingiu igual domínio da língua francesa. Foi em Varsóvia que, no final de sua vida, ele literalmente deixou seu coração.

Durante seus anos de escola, há rumores de que Chopin foi um talentoso retratista e mordaz escritor de cartas. Um professor ficou alegremente surpreso em saber que Chopin desenhou um magnífico retrato seu durante a aula. Durante suas férias no interior, em que se familiarizou com as melodias folk — as quais ele, mais tarde, refinaria em suas composições musicais — Chopin escreveu cartas para casa parodiando o jornal de Varsóvia. Em 1827, sua família mudou-se para os aposentos do Palácio Krasiński, hoje a Academia de Belas Artes (Akademia Sztuk Pięknych w Warszawie), na rua Krakowskie Przedmieście, número 5. Chopin morou ali até deixar Varsóvia, em 1830. Assim, a partir dos sete meses de idade até sua partida de Varsóvia e da Polônia, com vinte anos, Chopin sempre viveu com sua família ou em um palácio ou em seus arredores.
Retrato de Chopin, por Ary Scheffer.

O jovem Chopin recebeu suas primeiras aulas de piano de sua irmã mais velha, Ludwika, e foi posteriormente ensinado por sua mãe. Seu talento musical logo apareceu, ganhando em Varsóvia a reputação de "segundo Mozart". Aos sete anos ele já era autor de duas polonesas (sol menor e si bemol maior); a primeira foi publicada no ateliê de gravuras do Padre Cybulski, diretor uma escola de organistas e um dos poucos editores musicais da Polônia. O prodígio foi destacado nos jornais de Varsóvia, e o "pequeno Chopin" tornou-se uma atração nos salões da aristocracia da capital. Ele também começou a dar concertos públicos para a caridade. Diz-se que uma vez lhe foi perguntado sobre o que pensava que a platéia mais gostava nele; o garoto de sete anos de idade replicou: "a gola da minha camisa". Ele apareceu pela primeira vez em público como pianista aos oito anos de idade.

Chopin recebeu suas primeiras aulas de piano profissionais, entre 1816 a 1822, por Wojciech Żywny. Mais tarde Chopin falou muito bem de Żywny, embora as habilidades do rapaz logo ultrapassariam as de seu professor. O desenvolvimento posterior do talento de Chopin foi supervisionado por Wilhelm Würfel. Esse renomado pianista, um professor do Conservatório de Varsóvia, deu a Chopin lições irregulares, embora valiosas, de como tocar órgão, e, possivelmente, também piano. No outono de 1826, Chopin começou a estudar teoria musical, baixo cifrado e composição musical com o compositor Józef Elsner, do Conservatório de Varsóvia, que era afiliada à Universidade de Varsóvia (por isso Chopin é contado entre os ex-alunos notáveis da universidade). O contato de Chopin com Elsner pode datar do início de 1822 e é certo que Elsner foi dando orientação informal a Chopin, em 1823. Chopin completou três anos de curso, no conservatório, em 1829. Naquele ano, em Varsóvia, Chopin ouviu Niccolò Paganini tocar e conheceu também o compositor e pianista alemão Johann Nepomuk Hummel. Também em 1829, Chopin conheceu seu primeiro amor, uma estudante de canto chamada Konstancja Gładkowska. Em agosto de 1829, três semanas depois de sair do Conservatório de Varsóvia, Chopin fez uma brilhante estréia, em Viena. Ele fez duas apresentações de piano e recebeu muitas opiniões e comentários favoráveis, juntamente com outros que criticaram o baixo tom que ele produziu com o piano. Em dezembro de 1829, no Merchant's Club de Varsóvia, ele realizou a première do seu Concerto para piano em fá menor. Em 17 de março de 1830, no Teatro Nacional de Varsóvia, ele fez a primeira apresentação de seu outro concerto para piano, em mi menor.

Em 2 de novembro de 1830, Chopin deixou Varsóvia para dar concertos na Europa Ocidental. Ele nunca retornou à Polônia. Ao fim do mês, eclodiu o Levante de Novembro e sua companhia de viagem Titus Woyciechowski voltou para casa para participar. Chopin permaneceu em Viena, em certa ansiedade pelos seus entes queridos. Então, visitou Munique e Stuttgart (onde ele teve conhecimento da ocupação da Polônia pelo exército do Império Russo) e em setembro de 1831 chegou a Paris. Ele já tinha produzido um portfólio de importantes composições, incluindo seus dois concertos para piano e alguns de seus estudos Op. 10.

Paris


Em Paris, Chopin foi saudado pelos eminentes exilados poloneses, incluindo o Príncipe Adam Jerzy Czartoryski, que morava no Hotel Lambert, e por artistas destacados como Heinrich Heine, Alfred de Vigny e Eugène Delacroix. Ele foi apresentado a alguns dos principais pianistas da época, incluindo Friedrich Kalkbrenner, Ferdinand Hiller e Franz Liszt, e formou amizades pessoais com os compositores Hector Berlioz, Felix Mendelssohn, Charles-Valentin Alkan e Vincenzo Bellini (ao lado de quem ele está enterrado no cemitério Père Lachaise). A música de Chopin já era admirada por muitos de seus compositores contemporâneos, incluindo Robert Schumann que, em sua revisão da Variações na "La ci darem la mano" (da ópera de Mozart Don Giovanni), Op. 2, escreveu: "Chapéus ao alto, cavalheiros! Um gênio." Durante seus anos em Paris, Chopin participou de vários concertos. As programações fornecem uma idéia da riqueza da vida artística parisiense durante esse período, como o concerto de 23 de março de 1833, em que Chopin, Liszt e Hiller tocaram trechos solos em uma execução de um concerto de Bach para três clavicórdios, e o concerto de 3 de março de 1838, quando Chopin, Alkan, seu professor, Pierre Joseph Zimmerman, e o aluno de Chopin, Adolphe Gutman, tocaram o arranjo a oito mãos de Alkan para a Sinfonia nº 7 de Beethoven. Ele também participou na composição do Hexameron (1837) — a sexta (e última) variação do tema de Bellini é de Chopin.

Um ilustre pianista amador inglês descreveu sua impressão de Chopin no salão:

“ Imagine um homem de grandíssimo refinamento no modo de ser e de se portar, sentado ao piano e tocando sem qualquer movimento do corpo e raramente algum movimento dos braços, dependendo inteiramente de suas cuidadosas mãos femininas e seus dedos finos. Os amplos arpejos de sua mão esquerda, mantidos em um fluxo contínuo de tom por um legato preciso e fino e o constante uso do pedal de sustain, formavam uma subestrutura harmoniosa, de uma maravilhosa cantabile poética. Sua delicada dinâmica musical, as modificações constantes na troca de tom e tempo (tempo rubato) são de efeito indescritível. Mesmo nas passagens mais enérgicas ele praticamente nunca ultrapassou um mero mezzo-forte. ”

Em Paris, Chopin fez várias visitas e passeios. Em 1834, com Hiller, visitou um Festival Musical Rhenish em Aachen, organizado por Ferdinand Ries. Lá, Chopin e Hiller se encontraram com Mendelssohn, e os três passaram a visitar Düsseldorf, Koblenz e Colônia, usufruindo da companhia uns dos outros e tocando e aprendendo música juntos. Em 1835, Chopin organizou um encontro de sua família em Karlsbad. Lá ele conheceu o Conde Franz von Thun-Hohenstein, cujas filhas Chopin havia ensinado em Paris. O conde convidou Chopin e seus pais para ficarem em seu castelo familiar no Elba, Děčín. Depois os pais de Chopin voltaram a Varsóvia; ele nunca os veria novamente. Voltou a Paris passando por Dresden, onde permaneceu algumas semanas, e, depois, por Leipzig, onde se encontrou com Mendelssohn, Schurmann e Clara Wieck. Na viagem de volta, ele teve um ataque brônquico tão grave que alguns jornais poloneses informaram que ele havia morrido. Em 1836, Chopin tornou-se noivo de uma jovem polonesa de dezessete anos, Maria Wodzińska, cuja mãe insistiu para que o compromisso fosse mantido em segredo. No ano seguinte, o noivado foi cancelado por sua família.

George Sand

Em 1836, em uma festa organizada pela condessa Marie de Agoult, amante do compositor Franz Liszt, Chopin conheceu Amandine-Aurore-Lucile Dupin, baronesa Dudevant, mais conhecida por seu pseudônimo, George Sand. Ela foi uma escritora romântica francesa, conhecida por seus inúmeros casos amorosos com Prosper Mérimée, Alfred de Musset (1833-1834), seu secretário Alexandre Manceau (1849–1865) e outros, possivelmente incluindo a atriz Marie Dorval. Chopin inicialmente não encontrou atrativos nela. "Algo sobre ela me repele", disse ele a sua família. Sand, entretanto, em uma carta datada de junho de 1837 a seu amigo o conde Wojciech Grzymała, discutiu sobre o que fazer para libertar Chopin de sua namorada Maria Wodzińska ou para abandonar outro caso, a fim de começar um relacionamento com Chopin. Sand tinha grandes sentimentos por Chopin e o persuadiu até começar um relacionamento. Um notável episódio, no período em que estiveram juntos, foi um turbulento inverno em Maiorca (1838-1839), onde tiveram problemas para encontrar acomodação e acabaram se alojando no cênico, mas frio mosteiro de Valldemossa. Chopin também teve problemas com seu piano enviado por Ignaz Pleyel. Ele chegou de Paris depois de um grande atraso e foi retido pela alfândega espanhola, o que resultou em um grande imposto de importação. Ele pôde usá-lo por pouco mais de três semanas; no resto do tempo teve que compor em um piano alugado para completar seus prelúdios (Op. 28). Durante o inverno, o mau tempo teve um sério efeito sobre a saúde de Chopin e sua doença pulmonar crônica que, para salvar sua vida, ele, George Sand e seus dois filhos foram obrigados a retornar à Espanha continental, chegando a Barcelona, e depois a Marselha, onde permaneceram alguns meses, até ele recuperar-se. Embora sua saúde tenha melhorado, Chopin nunca se recuperou totalmente desse ataque. Queixou-se da incompetência dos médicos em Mallorca: "o primeiro disse que eu iria morrer; o segundo, que eu tinha um último suspiro; e o terceiro, que eu já estava morto".

Chopin passou o verão de 1839 até 1843 na propriedade de Sand, em Nohant. Esses foram tranqüilos, mas produtivos dias, durante os quais Chopin compôs muitos trabalhos. Entre eles está a Polonesa em lá bemol maior, Op. 53 "Heróica", uma de suas mais famosas peças. Na volta a Paris, em 1839, ele conheceu o pianista e compositor Ignaz Moscheles. Em 1845, com uma maior deterioração da saúde de Chopin, um grave problema surgiu em sua relação com George Sand, que azedou em 1846 por problemas envolvendo a filha de Sand, Solange, e o jovem escultor Jean Baptiste Auguste Clesinge. Este foi o ano em que Sand publicou Lucrezia Floriani, cujos principais personagens (uma rica atriz e um príncipe de saúde frágil) podem ser interpretados como sendo Sand e Chopin. Em 1847, os problemas familiares finalmente puseram fim às relações entre Sand e Chopin que duraram 10 anos, desde 1837.

Morte

Em 1848, Chopin deu seu último concerto em Paris, além de visitar a Inglaterra e a Escócia com sua aluna e admiradora Jane Stirling. Eles chegaram a Londres em novembro, e, embora tenha conseguido dar alguns concertos e apresentações de salão. Ele voltou a Paris, onde em 1849 tornou-se incapaz de ensinar e se apresentar. Sua irmã, Ludwika, que tinha dado a ele as primeiras lições de piano, cuidou dele em seu apartamento na Praça Vendôme, nº 12. Nas primeiras horas de 17 de outubro Chopin morreu. Até 2008 acreditou-se que morreu de tuberculose, estudos de Wojciech Cichy, da Faculdade de Medicina da Universidade de Poznan atribuíram a sua morte a uma fibrose cística. Depois do amanhecer, Clesinger fez sua máscara da morte e os moldes de suas mãos.

Antes do funeral de Chopin, de acordo com seu desejo ao morrer, seu coração foi retirado devido a seu medo de ser enterrado vivo. Ele foi posto por sua irmã em uma urna de cristal selada, com Cognac, destinada a Varsóvia. O coração permanece até hoje lacrado dentro de um pilar da Igreja da Santa Cruz (Kościół Świętego Krzyża) em Krakowskie Przedmieście, debaixo de uma inscrição do Evangelho de Mateus, 6:21: "onde seu tesouro está, estará também seu coração". Curiosamente, seria salvo da destruição de Varsóvia pelos nazis, em 1944, pelo general das SS, Erich von dem Bach-Zelewski. Chopin havia pedido que o Réquiem de Mozart fosse tocado em seu funeral. Os principais trechos do Réquiem foram compostos para cantoras, mas a Igreja de Madeleine nunca havia permitido cantoras em seu coro. O funeral foi atrasado em quase duas semanas até que a igreja aceitou, contanto que as cantoras ficassem atrás de uma cortina de veludo preto. O funeral foi realizado em 30 de outubro, onde compareceram cerca de três mil pessoas. Os solistas no Réquiem incluíam o baixo Luigi Lablache, que tinha cantado o mesmo trabalho no funeral de Beethoven e que também tinha cantado no funeral de Vincenzo Bellini. Também foram tocados dois prelúdios de Chopin, o nº4 em mi menor e o nº6 em si menor.

Chopin foi enterrado, de acordo com seu desejo, no Cemitério Père Lachaise. Junto ao túmulo, a Marcha Funeral da Sonata Op. 35 foi tocada, em instrumentação de Napoléon Henri Reber. Depois, alguns de seus amigos poloneses foram a Paris, com um jarro de terra proveniente de sua terra natal, e a espalharam por seu túmulo, para que Chopin se mantivesse em solo polonês. Sua sepultura atrai numerosos visitantes e é invariavelmente enfeitado com flores, mesmo na calada do inverno.

Fonte: Wikipedia

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Roberto de Araújo Mourão

SATISFEITO

Poucas pessoas tinham um apelido tão adequado como o do genro do Júlio Saraiva. Era o Satisfeito. Poucos sabem que seu verdadeiro nome é Edílson Rocha. Não sei se ele já era fotógrafo ou se tornou após casar com a filha do principal fotógrafo da cidade. Tinha uma vida mansa, pois não se submetia a horários de trabalho, preferindo a companhia de amigos. Portanto, vivia mais do que “satisfeito”. A esposa, exímia pintora de retratos. Praticava a técnica da “foto pintura”. Eram poucas as casas, no Crato, que não tinham um pôster colorido pela Telma Saraiva. Lembro-me da minha mãe entregando o vestido que tinha “tirado o retrato”, para ela pintar com as cores verdadeiras. Recentemente, ela foi descoberta pelo fotógrafo alemão Titus Riedl e ganhou exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza, e na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, em 2006. Teve destaque em reportagens em jornais de Fortaleza e na Revista Gol. Foi um justo reconhecimento a essa técnica de colorir fotos, quando nem se imaginava um dia ser possível obter fotos em cores.

Numa bela manhã, estava o Satisfeito sentado num banco da Praça Siqueira Campos. Como sempre, de bermuda, camiseta de mangas cavadas e chinelos. Passou um amigo dele, de carro. Estacionou e gritou de dentro do carro:

- Satisfeito, quer ir para Salvador comigo?

E ele, sem pestanejar:
- Vou!
Entrou no carro, do jeito que estava, e se mandou para uma viagem de mais de 800 km. E nem foi avisar em casa, distante da Praça apenas uma quadra.

Propaganda do Foto Saraiva na parede lateral da casa.


Telma Saraiva, em foto recente, em seu atelier de trabalho, colorindo um pôster de uma jovem cratense.



Acima, a foto da minha mãe, em 1950, antes e depois de colorir.


BRIGA DE GALO

O Luís sempre foi um apreciador de briga de galo. Num terreno ao lado da casa dele tinha uma rinha. Assisti a muitas brigas nessa rinha. O acesso era em frente à minha casa, na Rua Nelson de Alencar. Era tudo muito bem organizado, com juizes e apostas centralizadas numa mesa. O que mais animava os galistas era a aposta. Tanto podia ser feita oficialmente na mesa, como entre os vizinhos, na pequena arquibancada em volta da rinha. Quando o galista conhecia os galos procurava apostar naquele que tinha maior fama. Um galista de outra cidade, que não conhecia os galos, tinha que observá-los quando eram postos para um rápido entrevero, justamente para descobrirem as qualidades de cada ave. A cidade passou a ter um novo Juiz de Direito. Nesta mesma época o Presidente Jânio Quadros, através de um Decreto, proibiu brigas de galos e canários. Mas o Juiz, que era um viciado no esporte, não deu a mínima para o tal Decreto. E foi assistir às brigas. Não conhecia ninguém. Quando sentou na mini arquibancada, já ia iniciar um combate entre um galo pintado e outro vermelho. Já tinha passado o tal entrevero rápido e, portanto, estava sem saber em quem apostar. Para o verdadeiro galista a briga só tem interesse se ele aposta. Então, perguntou para o seu vizinho do lado direito:

- “Qual é o que você faz mais fé?”

- “O que?”
E o Juiz, sendo mais claro:
- “Qual é o bom?”
- “O bom é o pintado!”.

O juiz foi à mesa e apostou no pintado. Mal começou a briga, o pintado ‘chocou’. Ou seja, o galo aceita a derrota, baixa a cabeça e fica dando voltas na rinha, encostado da proteção e o ganhador a persegui-lo. É o nocaute. A briga é encerrada. O Juiz virou-se para o vizinho e reclamou:

- “Mas rapaz, você disse que o bom era o pintado!”.

- “Mas ele é bom mesmo! Ele não gosta de brigar não! Agora se você tem me ‘preguntado’ qual era o ‘pelvelso’ aí eu tinha dito que o ‘vremeio’ era o ‘pelvelso’”.

ÀS ORDENS

Chegou ao Crato um novo promotor que gostava muito de passarinhos. Ele pronunciava o ‘s’, ou o ‘c’ com som de ‘s’, como ‘x’. Um dia, visitando um grande criador de pássaros, admirou-se com um cabeça vermelha. E o proprietário:

- “Às ordens, Doutor”.

- “Eu axeito!”.

Pegou a gaiola e levou, para espanto e decepção do criador.

CHICO DO CRATO HOTEL

O primeiro veado de que tive notícia foi o “Chico do Crato Hotel”. Era funcionário humilde do Hotel. Era o que chamávamos de “amulherado” mesmo. Tinha todos os predicados: desmunhecava o que podia, tinha o famoso pescoço de mola, a fala afeminada, o caminhar miudinho e todo rebolado. Quando a meninada fazia “fiu fiu”, aí era que ele se rebolava mesmo. Era um veado autêntico. Um dia notou-se a falta do Chico. Logo se descobriu que tinha sido operado com urgência, de uma crise de apendicite. Quando recebeu alta, vimos o Chico andando com dificuldade. A meninada cercou-o e perguntou:

- “E aí, Chico, o que foi que houve?”

- “Ah, meu bem, nem te conto! Eu fui pra maternidade!!!”
- “O que, Chico, para a Maternidade? Fazer o que?”
E ele, todo alvoroçado, batendo uma mão na outra, fazendo trejeitos na boca e falando bem rápido:
- “Ora, o que se faz na Maternidade? Fui fazer uma cesariana para ter meu filho!!!”

IVONETE

Outro baitola famoso do Crato Hotel, segundo o Luís, era o Ivonete. Não me recordo deste, como o Luís não se recorda do Chico. Não sei se os dois são a mesma pessoa. Pela descrição do Luís ele era mais velho do que o Chico. Usava sempre um pano enrolado na cabeça, detalhe que eu não lembro no Chico. Sempre fazia serviços domésticos nas casas dos parentes do dono do Crato Hotel, Sr. Raimundo Ribeiro. Numa dessas ocasiões, houve um disparo acidental de uma arma de fogo, atingindo o Ivonete. A bala alojou-se no seu abdômen. Levaram-no, às pressas para a Casa de Saúde do Dr. Gesteira que, eficientemente operou e salvou o Ivonete. Quando tornou da anestesia, foi logo perguntando para a enfermeira:

- “E o meu filho é ‘homi’ ou ‘muié’.

- “Deixe de frescura seu fresco velho nojento”.
Nisso entra o Dr. Gesteira e o Ivonete o cumprimenta, todo afrescalhado:
- “Oi meu lindo. Perguntei para esta limpadora de bunda se o meu filho era ‘muié’ ou ‘homi’ e ela veio com insultos. Afinal, não é meu lindo, a mãe tem o direito de saber o sexo do filho. Não estava perguntando nada demais! Não estamos nem em regime comunista!”

Dr. Gesteira, fingindo seriedade, disse:

- “Sorte sua Ivonete, pois se você estivesse num regime comunista eles lhe metiam a foice e o martelo de rabo adentro”.

- “Vôte, meu lindo, isto é ‘estrupo’”.

RESGUARDO

Ao chegar o dia do Ivonete receber alta, o Dr. Gesteira foi fazer uma avaliação e prescrever-lhe os remédios. Quando já ia saindo, parou e deu mais uma orientação:
- “Olha, Ivonete, estou lhe dando alta, mas não é para você sair por aí fazendo suas frescuras agora não, está ouvindo?”.
- “Eu sei, meu lindo, a gente tem que guardar o resguardo!”

O IMPEDIMENTO

O Luís e eu temos um primo chamado Veridiano, que morou muitos anos no Crato, quando solteiro, na casa do meu avô. Hoje reside em Teresina, no Piauí. Veridiano sempre foi uma pessoa simples, muito leal, amigo de seus amigos, turrão, prestativo, trabalhador e arraigado a costumes antigos. Era freqüentador do jogo de baralho na casa do Luís. Não era atilado para algumas coisas. Torcedor do Vasco, embora não entendesse muito de futebol e de suas malícias. Certa vez o América Futebol Clube de Fortaleza, num ano em que conseguiu formar um grande time, foi Campeão Cearense, fazendo uma excursão ao Crato. Foi jogar contra o Sport.

Estavam lá o Luís, o Marcelo e o Veridiano assistindo ao jogo, na linha lateral do campo – não tinha gramado, muito menos alambrado. O ataque do Sport não conseguia vantagem sobre a defesa do América, que vinha usando o expediente da tática do impedimento. Toda vez que um jogador era lançado, a defesa avançava e o juiz assinalava o impedimento. Aquilo foi se repetindo, uma, duas, três, uma infinidade de vezes e o Veridiano foi perdendo a paciência, até que não se agüentou mais e berrou para o juiz:

- “Ô seu fela da puta burro, você não tá vendo que eles tão fazendo de propósito? Não tem que marcar impedimento porra nenhuma!”


Foi uma risada geral, na borda do campo. Até o lateral esquerdo do América, o Luiz Villanova, ria que se contorcia, com a observação do Veridiano... de propósito! . Mais tarde esse jogador do América veio a ser juiz de futebol. Não sei se seguiu a orientação do Veridiano.

O JOGADOR

No período em que o Veridiano morou na casa do meu avô, foi influenciado pelo Gervásio, irmão do Luís, e tornou-se torcedor do Vasco. O Gervásio costumava ouvir os jogos do Vasco transmitidos pela Rádio Nacional. Num determinado dia, estavam os dois ouvindo uma transmissão. O locutor, não lembro qual, costumava usar o termo pelota no lugar de bola. Na transmissão ouvia-se, com bastante freqüência, pelota aqui, pelota ali, pelota acolá. Impressionado, o Veridiano fez o seguinte comentário, provocando uma gargalhada do Gervásio:
- "Mas esse 'pelota' é bom demais!!! Joga que é um danado..."


Veridiano em foto colhida na Praça da Sé, na época do Centenário do Crato.
Nessa mesma época ele costumava participar do programa de Auditório, na Rádio Araripe, comandado pelo Wilson Machado. Ele sempre competia, tocando violão, com "arrastados" de sua autoria.

Fonte: Livro "Só no Crato" de Ivens Mourão - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato pelo Autor - TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.

Apareceu a agenda... - postado por Armando Rafael


Fonte: VEJA


Foi em 9 de outubro do ano passado
Agenda da ex-secretária da Receita Federal registra o dia em que ela se reuniu com Dilma para tratar de uma investigação contra a família Sarney

Alexandre Oltramari, de Natal



HISTÓRIAS DIFERENTES
Lina Vieira anotou em sua agenda pessoal a data e o assunto da reunião no Palácio do Planalto, que a ministra Dilma Rousseff (à dir.) nega ter existido


Em agosto passado, primeiro numa entrevista e depois em depoimento no Congresso, a ex-secretária da Receita Federal Lina Vieira acusou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de tê-la convocado para uma reunião no Palácio do Planalto. Na conversa, a ministra teria pedido que Lina interferisse no andamento de uma investigação tributária que incomodava a família do presidente do Senado, José Sarney. Se comprovado, o encontro criaria sérios constrangimentos legais à ministra, pré-candidata do PT à Presidência da República. Dilma, porém, sempre negou com veemência a existência da reunião. A ex-secretária, por sua vez, nunca apresentou provas convincentes, além do próprio testemunho, de que a conversa realmente existira. O dia? Lina não se lembrava. O mês? Lina dizia que fora próximo ao fim de 2008, talvez em dezembro. Quando questionada sobre a imprecisão, justificava afirmando que todos os detalhes estavam registrados em sua agenda pessoal. E a agenda? Perdida em meio a uma infinidade de documentos empilhados quando de sua mudança de Brasília para Natal, onde mora. Dois meses após deixar todas essas perguntas no ar, a agenda que pode ajudar a aclarar o caso finalmente apareceu - e, segundo Lina, mostra o dia, a hora e o assunto tratado no encontro com a ministra-chefe da Casa Civil.

A ex-secretária da Receita fez uma anotação a mão em 9 de outubro de 2008, logo em seguida à reunião com Dilma. Ela escreveu: "Dar retorno à ministra sobre família Sarney". De acordo com um amigo de Lina, a quem ela confidenciou ter achado a agenda, bem como detalhes ainda não revelados sobre o encontro, a reunião ocorreu pela manhã, próximo ao horário do almoço, fora da relação de compromissos oficiais da ministra. Convocada às pressas para a reunião, a ex-secretária conta que chegou a desmarcar o bilhete de um voo entre Brasília e São Paulo, emitido para o início da tarde de 9 de outubro, por causa da convocação inesperada. A passagem foi reemitida para as 19h30, quando Lina embarcou com destino a São Paulo.

A ex-secretária também está de posse de outro documento que, acredita, pode esclarecer quem está falando a verdade. Trata-se de um CD-ROM com todas as mensagens eletrônicas trocadas entre ela e seus assessores durante os onze meses em que comandou a Receita Federal. Procurada por VEJA em Natal, Lina disse que a polêmica com Dilma produziu grandes transtornos a ela e sua família e que, por isso, não gostaria mais de se manifestar sobre o caso. "Agora eu só falo sobre esse assunto ao Ministério Público, caso seja convocada", afirmou.

Fonte: VEJA

PT ataca a Vale para engolir a mineradora - postado por Armando Rafael


Há duas maneiras de olhar para a Vale, maior empresa privada do país. A primeira é com orgulho pelo colosso empresarial que se tornou, principalmente, depois da privatização, em 1997. A outra forma de ver a Vale é pelo ângulo do oportunismo. A empresa tem a capacidade rara de agradar governos - e ajudá-los a recolher votos - com sua força para construir ferrovias, estradas, portos e siderúrgicas. E é assim que a enxerga o governo do PT. Seu ponto de vista ficou mais claro nos últimos dois meses, quando se intensificaram as ações para desestabilizar a direção da empresa e enquadrá-la no ideário petista. Os números da mineradora são inquestionáveis. Ela mantém 60 000 pessoas empregadas e recolhe 2,8 bilhões de dólares em impostos. Com seu resultado financeiro, de 38,5 bilhões de dólares no ano passado, foi responsável por metade do superávit primário do país. No primeiro trimestre deste ano, ela garantiu o superávit inteiro. Avaliada em 125 bilhões de dólares, ela perde em valor de mercado apenas para a anglo-australiana BHP Billiton e, sozinha, equivale quase à soma da terceira e quarta colocadas.

Guerra - Fizeram parte do arsenal para desestabilizar a empresa uma torrente de críticas de integrantes do governo e a tentativa de uma mudança no controle, com estímulo ao empresário carioca Eike Batista para que entrasse no quadro de acionistas com direito a voto. Na superfície, as ações são movidas pelo descontentamento do presidente Lula em relação a três fatos ocorridos no último ano: a compra de 12 navios na China, em detrimento de estaleiros nacionais; o atraso na construção de cinco usinas siderúrgicas no país, que acabou virando compromisso de campanha da candidata oficial, a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef; e a demissão de 1 500 funcionários.

Interesse do governo - No fundo, o ataque tem o cheiro inconfundível do ranço estatizante e intervencionista do PT, que nunca se conformou com a privatização da Vale do Rio Doce, antigo nome da companhia. Aliás, com nenhuma privatização, como demonstraram as cenas de socos e pontapés em todos os leilões. A reestatização da Vale é uma velha ladainha que ressurge com frequência. Mas nos últimos tempos essa parte fossilizada do pensamento petista ganhou fôlego e um banho de loja, inspirado no modelo chinês, de forte dirigismo estatal na economia. Assim como faz na Petrobras, que sozinha sustenta mais da metade do PAC, o governo pressiona a Vale para atender a seus interesses, sem levar em conta que sua missão principal, como empresa privada, é gerar riqueza a seus acionistas. Nisso a Vale é exemplar. Até 1997, seu faturamento era de 4,9 milhões de dólares. No ano passado superou os 38 bilhões. A produção de minério triplicou. Os investimentos feitos somente no Brasil saltaram de 600 milhões de dólares para 9 bilhões, dado de 2009. O Brasil não pode aspirar um papel de liderança mundial sem empresas globais. Fora essa "visão estratégica", que se integra bem com a imagem que o governo quer projetar interna e externamente, existem ambições menos proclamáveis.

A mais forte delas é a utilidade eleitoral inestimável que o PT enxerga no fabuloso caixa da Vale. O presidente da empresa, Roger Agnelli, não menosprezou as delícias que essa situação traz junto aos centros de comando do Planalto. Desde o início do governo petista, Agnelli cultivou uma relação privilegiada com o Palácio do Planalto. O atual presidente da Vale deve seu acesso ao Planalto ao ex-ministro José Dirceu, que mantém uma antiga e amistosa relação com o Bradesco e com o presidente do conselho do banco, Lázaro Brandão. Ex-executivo do Bradesco, Agnelli foi introduzido por ele no gabinete de Lula.

Hostilidades - Esse canal começou a ser obstruído há um ano. Lula, que classificou o solavanco na economia de "marolinha", não engoliu a demissão de 1 500 funcionários, para compensar os efeitos da crise mundial. O presidente temeu que a decisão da Vale fosse seguida por outras empresas, o que poderia agravar a crise econômica e reduzir sua popularidade. O presidente e seus assessores já vinham cogitando forçar a substituição de Agnelli. Faltava um candidato. Há dois meses, depararam-se com Eike Batista, o homem mais rico do Brasil, o empreendedor ousado, trovador de um discurso nacionalista à feição do gosto petista. "Sou homem da iniciativa privada. Não participo de movimentos políticos. Não sou homem do Lula ou do PT ou de qualquer partido. Ninguém me usa como andou saindo nos jornais" disse Eike a VEJA.

Dois diretores executivos da empresa, Carla Grasso e Fábio Barbosa, também entraram na alça de mira, por serem identificados com o governo tucano. Para aplacar a ira de seus adversários, Agnelli esteve a ponto de ir ao conselho da empresa e pedir uma declaração pública de que a diretoria executiva estava executando as diretrizes determinadas e formuladas pelo próprio conselho. Desistiu da ideia. Pelo menos por enquanto. Não há sinais de que o governo tenha desistido de seus planos. É inegável a força do núcleo jurássico do PT, do qual fazem parte colaboradores muito próximos do presidente. O discurso contra a privatização da joia da coroa da era estatal ainda tem o poder de seduzir parte do eleitorado. O marketing petista sonha em reavivar esse sentimento em 2010, a despeito de suas falácias. Se conseguir pode até levar vantagem nas eleições, mas todos os brasileiros perdem.

Fonte: VEJA

CARIRI - Barbalha é contemplada com programa da ONU - Reportagem: Elizângela Santos


DESENVOLVIMENTO HUMANO

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Barbalha enfeitada para a festa de S. Antônio.No projeto apresentado ao Pnud, foram enfocados a cultura e o turismo (Foto: Elizângela Santos)

Barbalha, junto com três cidades brasileiras, é referência no Projeto de Fortalecimento de Capacitação

Barbalha. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), depois de escolher Barbalha como único município do Nordeste como referência no Projeto de Fortalecimento de Capacitação para o Desenvolvimento Humano Local, realiza a primeira oficina envolvendo os setores público municipal, privado e sociedade civil.

O evento aconteceu na manhã de ontem, após de reuniões específicas com esses setores, no auditório do Hospital Santo Antônio, com os consultores do Pnud e técnicos da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Além de Barbalha, também foram selecionados no Brasil as cidades de Abaetetuba (Paraná); Jaguarão (Rio Grande do Sul); Marliéria (Minas Gerais). Houve uma seleção inicial de 160 cidades, nos 5.563 municípios brasileiros. Doze deles ficaram para a escolha final. A reunião de ontem teve a finalidade de definir a data de lançamento do projeto, no dia 5 de novembro. Várias propostas foram apresentadas, já dentro dos princípios que irão nortear o desenvolvimento dos trabalhos, voltados principalmente para qualificação humana. Um dos pontos essenciais será a capacitação, fortalecimento e qualificação para a elaboração de projetos em setores que a cidade já possui uma vocação natural, como a agricultura, o turismo ecológico e cultural. Esse trabalho estará focado na captação de recursos para investimentos nessas áreas por meio das diversas instituições públicas ou privadas de nível nacional e internacional.

Para a oficial do Pnud e coordenadora do Programa, Ieva Lazareviciute, para a escolha de cada município houve critérios principalmente voltados para o desenvolvimento das potencialidades humanas locais, prevendo uma continuidade após os dois anos de desenvolvimento do programa. Ela afirma que este é um desafio para o Pnud, por ser um programa piloto no Brasil, pela primeira vez envolvendo vários segmentos dentro dos municípios como o público, privado e a sociedade civil. Nos quatro municípios serão investidos US$ 1,8 milhão. Não se tem uma definição do valor aplicado em cada cidade. Segundo Ieva, isso irá depender das necessidades que se apresentarem. Após o lançamento do programa, ela afirma que as primeiras equipes que atuarão nos trabalhos serão capacitadas, já que um trabalho de diagnóstico, com levantamentos de informações sobre a cidade e todos os estudos possíveis, para reunir um banco de dados, será feito. Outro ponto importante, diz a consultora, será o envolvimento das cidades do entorno, como Crato e Juazeiro do Norte, que serviram também de critério de escolha, já que são cidades onde estão focados investimentos tanto do Governo Federal como do Governo do Estado. Em agosto, a equipe esteve em Barbalha e manteve contato com diversos setores para perceber a disponibilidade dos munícipes em receber o projeto e a capacidade de mobilização. Ela afirma que esse foi um ponto muito importante, por ser relevante para o desenvolvimento das ações de capacitação.

Cada projeto, durante esses dois anos, desenvolvido por meio do município, terá o acompanhamento de um consultor do Pnud. Segundo o prefeito local, José Leite, esse projeto vem suprir uma deficiência, possibilitando a capacitação dos funcionários da administração pública, além dos outros setores, facilitando a captação dos recursos para investimentos no município, hoje um dos grandes problemas enfrentados pelas administrações públicas do País. Para ele, as prioridades se direcionam para maior qualificação do turismo local, geração de emprego e renda para a população, além do desenvolvimento agrícola, que se fortalece com a Central de Abastecimento, em construção na cidade, e a reativação da Usina Manoel Costa Filho, fortalecendo o cultivo da cana-de-açúcar. Ele afirma que está sendo definida a forma de gestão da usina. Ele ressalta outro projeto, que serviu de referência para a escolha de Barbalha, que é a inserção do município no Plano de Aceleração do Crescimento - Cidades Históricas, em andamento.

Para Ieva, a intenção é, principalmente, formar municípios referência em boas práticas de desenvolvimento. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) também foi observado pelos técnicos, já que Barbalha está um pouco abaixo da média nacional. "O comprometimento e articulação demonstrados foram essenciais, porque a concorrência entre as cidades do País foi muito acirrada". Durante o período de desenvolvimento dos trabalhos, serão elaborados programas, buscando parcerias com as agências internacionais que destinam recursos para as ações de desenvolvimento. No dia 29 de outubro, os quatro prefeitos dos municípios selecionados estarão em Brasília para a assinatura do convênio, junto com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios e os representantes das Nações Unidas. O item que Barbalha enfocou no projeto apresentado aos técnicos do Pnud foi o turismo. "Nós focamos o potencial turístico ecológico, a cultura, os casarões históricos, a infraestrutura na parte de ecologia, com as fontes de águas perenes e minerais, nos Distritos do Caldas e de Arajara", diz Leite.

Mais informações
Prefeitura Municipal de Barbalha
Rua Princesa Isabel, s/n
Centro
(88) 2101.1919


ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe

CRATO - Discriminação racial em debate - Reportagem: Antonio Vicelmo


INICIATIVAS NEGRAS

Encontro de iniciativas Negras reúne, no Cariri, representantes de vários Estados do Brasil. Os debates acontecem nas cidades do Crato, Juazeiro e Barbalha (Foto: Antônio Vicelmo)

O "II Curso de Extensão Iniciativas Negras, Trocando Experiências" acontece, no Cariri, até dia 18

Crato. Pesquisadores, professores e ativistas dos movimentos sociais negros estão reunidos na Universidade Regional do Cariri (Urca) com o objetivo de estimular a reflexão crítica sobre diversas experiências, que visem combater a discriminação racial. É o "II Curso de Extensão Iniciativas Negras, Trocando Experiências", que foi aberto no dia 8 e termina no dia 18. O evento, que tem participação de representantes da maioria dos Estados do Brasil, é realizado em Crato, Juazeiro e Barbalha.

A proposta do curso é de ampliar informações, discussões e reflexões no campo da integração social, procurando estabelecer um diálogo para além dos limites geográficos das capitais e de algumas grandes cidades do território nacional, com enfoque no Ceará. O representante da Prefeitura de Fortaleza, Luiz Bernardo, diz que, de acordo com levantamento das organizações negras, 67% dos cearenses são de cor morena, afrodescendentes. Somente 3% desse contingente assumem a condição de negros.

Entre os vários temas discutidos destacam-se a luta contra a desigualdade e preconceito racial no Brasil, luta pela democratização do poder e distribuição igualitária de renda e de terra, direitos humanos, gênero, saúde, redação de projetos, captação de recursos, ação afirmativa, história e cultura afro-brasileira, arquivo documental. A professora, Joselina da Silva, coordenadora do curso, uma das palestrantes, avalia que o Brasil, embora tenha conquistado alguns avanços, continua sendo um País "preconceituoso" contra a raça negra. "O preconceito não é apenas individual, é principalmente estrutural, marginalizando o negro à base da pirâmide", diz. Ela reforçou que, embora o Brasil seja um País democrático, sempre foi governado por "brancos".

"Buscamos o intercâmbio, a divulgação e a difusão do conhecimento e da produção científica, no combate ao racismo e ao sexismo", justifica a ativista Verônica Neves, presidente do Conselho Municipal da Mulher Cratense, destacando que, neste sentido, a metodologia empregada é de organização de painéis, de condução de oficinas, grupos de estudos, mesas redondas, visitas de intercâmbio a projetos comunitários e turismo histórico e cultural.

Uma das preocupações da coordenação do curso, segundo Verônica, é atingir uma maior abrangência regional.

Mais informações
Universidade Regional do Cariri
Rua Cel Antônio Luís, 1161
Pimenta - Crato
(88) 3102.1202


ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Blog do Crato e Jornal Chapada do Araripe

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