xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/10/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 outubro 2009

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Roberto de Araújo Mourão


O CARROSSEL

A Praça Francisco Sá, grande obra de Alexandre Arraes, nas décadas de quarenta e cinqüenta, era o cartão postal do Crato e a sala de visitas da cidade. A foto da praça, mostrando a coluna da hora foi motivo do selo comemorativo dos cem anos da cidade, em 17/10/1953. Um dos lados da praça dava para a Estação Ferroviária, aliás, um belíssimo prédio. O movimento de trem era diário, constituindo-se a porta de entrada e saída do Crato. Não existia outro meio de transporte além do trem. As pessoas iam para a Estação, como hoje se vai para os aeroportos, levar ou receber pessoas ou, simplesmente passear ou comprar os jornais da capital (Unitário, Correio do Ceará e O Povo). Às segundas-feiras, dia da grande e famosa feira livre, o movimento era duplicado, pois o trem trazia os feirantes pela manhã, carregados de mercadorias e, à tarde os levava de volta para as diversas cidades vizinhas.


Selo comemorativo do centenário do Crato no valor de 60 centavos. É da minha coleção, quando ainda garoto. Aparecem a Coluna da Hora e a Fonte Luminosa.


Circundando os outros lados da praça pontuavam residências de famílias que marcaram a vida social do Crato naquelas décadas. Trouxeram o progresso para a cidade, como comerciantes de escol que eram. Através de grandes investimentos, contribuíram para o desenvolvimento da cidade, tanto na construção de imóveis como colaborando junto à Prefeitura em diversas melhorias urbanas. Dentre outros citarei: Luis Martins de Araújo (meu avô); seu grande amigo e sócio Joaquim Bezerra de Farias, cujo filho, Raimundo Bezerra foi prefeito na década de 90, responsável pela recuperação da praça, que estava abandonada e decadente; José Teunas Soares grande amigo dos dois citados anteriormente, embora concorrentes no comércio; George Lucetti, de nacionalidade grega, comerciante e industrial e o maior investidor na construção civil da cidade, dono da casa mais bonita da praça; meu pai (Alexandre Sauly Mourão), que morava vizinho ao Sr. George Lucetti, aliás, na casa onde nasci; Sr. Adalgiso Paiva, comerciante de couro de animais silvestres; Sr. Francisco Bezerra, dono do Bar Social e mais conhecido como “Seu Chiquinho do Bar Social”. Lembro-me muito bem dele, de baixa estatura, num passo pequeno, atravessando a praça na diagonal, de sua casa para o bar; e do Sr. Chico Higino, comerciante de madeira. Era de cor branca, sardento e com o cabelo meio avermelhado. Por isso, muitos dos seus filhos tinham essa característica especial: o cabelo vermelho. Nós, meninos, dizíamos que eles tinham tomado banho de chuva e o cabelo tinha enferrujado...

Casa do Sr. George Lucetti, local de grande festa ao término da IIª Guerra Mundial. Parentes dele foram mortos pelos nazistas quando do ataque a Creta. À direita da casa o armazém Lucetti Exportação. À esquerda a casa onde nasci. Presumo que a foto seja de 1944. Existe uma criança nos braços de uma moça. Penso que seja eu com a minha babá Maria.


Foto atual da casa do Sr. George Lucetti. Funciona uma escola infantil.
Meu pai contava que o Mestre de Obra, que a construiu, dizia: “Lucetti, esta casa devido as curvas sempre será bonita”. Tinha plena razão.

Casa, vizinha à do Sr. George Lucetti, onde nasci em 12 de fevereiro de 1943.

Residência do Sr. Teunas Soares. Em frente, na praça, existia um banco onde ele, meu avô e outros amigos se reuniam ao final de todas as tardes.

Residência do Sr. Chiquinho, do Bar Social. Demolida recentemente.


Residência do meu avô, Luís Martins de Araújo. Foto de 1948, colhida pelo meu pai. O garoto sou eu com o “chapéu de engenheiro”. À minha direita minha irmã Yara e meu irmão Raimundo. As moças são: minha tia Gerson e suas primas Guiomar e Valdívia. Ao fundo, atrás da coluna, meu tio Gervásio.


O certo é que, essas figuras notáveis costumavam, aos finais de tarde, reunir-se em um banco da praça, em frente à casa do Sr. Teunas, onde conversavam assuntos diversos, inclusive, estórias engraçadas. Todos vestiam ternos de linho e usavam chapéu de massa. O Sr. Chico Higino, dono de um humor fino, o que transferiu ao filho Zé Aragão. Estava sempre com um sorriso nos lábios. Certa vez contou o seguinte fato, que ocorrera com ele: estava na zona rural do Crato e entrou numa bodega para comer um queijo. Nesta ocasião entrou um homem do campo, com um chapéu de palha de abas largas. O chapéu media cerca de um metro de diâmetro. O Sr. Chico Higino perguntou-lhe:

- “Meu amigo, onde é que você vai montar este carrossel?”

Aquele homem simples, com cara de poucos amigos, barba por fazer, olhando-o de cima a baixo, com uma voz grossa e bem pausada, respondeu:
- “No cu da mãe...”
O Sr. Chico Higino, rindo, imediatamente retrucou:
- “Oba! Pelo menos vou rodar de graça!!!”

MATA BORRÃO


O meu avô e o Sr. Joaquim Bezerra construíram um belo prédio, que até hoje chamamos de armazém, onde funcionava o comércio de atacado deles. A inauguração foi um acontecimento na cidade. Foram enviados convites para as autoridades e para os amigos. O Sr. Chico Higino recebeu também o seu. Na costumeira reunião no banco em frente à casa do Sr. Teunas, comentou com o Sr. Adalgiso:


Prédio onde funcionou a firma do meu avô, Luís Martins com o sócio Joaquim Bezerra de Farias.


- “Mas Adalgiso eu recebi de presente desta firma que vai inaugurar amanhã um mata borrão que é uma maravilha!”
- “Mata borrão? Chico Higino isto não será o convite, não? Abra, que dentro tem um convite, homem!”
- “É mesmo? Eu sou muito ignorante, mesmo!!!”

MAMA MIA

Sr. George Lucetti foi um grego que muito fez pelo Crato. Foi comerciante, industrial e grande construtor. Os mosaicos da sua fábrica eram coloridos com tinta importada da Inglaterra. A Praça Siqueira Campos utilizou mosaicos doados por ele. Homem inteligente, poliglota, pessoa de conversa extremamente agradável. Grande admirador de música clássica.


Sr. George Lucetti numa foto com um grupo de rotarianos, no Crato Tênis Clube.


O Sr. George gostava muito de ficar horas conversando com o Luís, na Imobiliária Santa Marta, quando não estava lendo o jornal. Faleceu com mais de noventa anos em total lucidez. Lembro-me muito dele, pois fomos vizinhos. Nasci na casa vizinha à sua, que era a mais bonita da Praça Francisco Sá. Um dia o Luís perguntou:

- “Sr. George por que o senhor veio morar no Brasil?”.

- “Luís como você sabe. Eu sou natural da ilha de Creta, filho de mãe italiana, daí o nome Lucetti. Minha mãe tinha o nome que eu dei para milha filha: Areti. Um dia foram nos visitar umas primas italianas. Elas falavam e eu não entendia nada. Mas quando elas disseram ‘mama mia!’, fiquei apaixonado por aquela língua. Disse para mim mesmo: eu vou morar num país da América que fale uma língua parecida com esta. Inicialmente vim morar em Buenos Aires, na Argentina e depois vim para o Brasil, sempre encantado com esse idioma. Por isso estou aqui. O ‘mama mia!’ que ouvi daquelas primas italianas me fez cruzar meio mundo e estou hoje, aqui com vocês!”

Por: Ivens Mourão - Do Livro "So no Crato" - Direitos de Publicação concedidos ao Blog do Crato pelo autor. Todos os Direitos Reservados.

Os Mestres da Tesoura

Pelos corredores da The New Yorker circulava a história de que o Novo Testamento seria um livro muito melhor caso tivesse resultado da colaboração entre Mateus, Marcos, Lucas e Shawn", conta o jornalista e documentarista João Moreira Salles a respeito de um dos editores da famosa revista norte-americana. William Shawn — que, durante sua atuação entre 1952 e 1987, mexeu nos originais de expoentes do jornalismo literário como Lillian Ross, John Hersey e Truman Capote — é um exemplo bem-sucedido da tradição norte-americana de edição. Na imprensa, principalmente em revistas, é sabido e aceito que a mão cuidadosa de um editor é essencial para obter clareza e profundidade nos textos. Mas e na literatura de ficção, em que o trabalho com a linguagem é mais importante do que qualquer outra coisa? Um caso que veio à tona recentemente mostrou como, nos Estados Unidos, os editores de livros são — para o bem e para o mal — tão "intervencionistas" quanto os de revistas e jornais. E essa escola começa a se fazer sentir também no Brasil, onde o êxito de crítica e público de vários escritores se deve, em larga medida, à tesoura e à cola de bons editores.

O caso recente que levantou o debate sobre o assunto foi o lançamento, no Brasil, do livro Iniciantes, de Raymond Carver. A obra é a versão inicial de We Talk about when We Talk about Love (Sobre o que Falamos quando Falamos de Amor), o volume de contos mais famoso do escritor americano, que foi publicado em 1981 nos Estados Unidos. É estarrecedora a diferença entre as duas versões. A última é mais inventiva, mais aguda, mais enxuta e — na visão da maior parte dos críticos — bem melhor do que a versão inicial que chega às livrarias agora. A diferença entre os dois textos é a intervenção de Gordon Lish, editor da Alfred A. Knopf que trabalhou sobre o original de Carver. Por causa do trabalho de Lish, Carver foi aclamado, após o lançamento de We Talk..., como o principal expoente da corrente minimalista americana. Sem Lish, sua coletânea com 17 contos seria provavelmente apenas isto — mais um livro de contos na vastidão da literatura dos Estados Unidos. É só ler Iniciantes e conferir.

Lish fez uso principalmente da tesoura, cortando mais da metade da primeira versão, mas não se limitou a isso. As alterações incluem mudanças de títulos, fragmentação do texto por meio da pontuação, aumento da oralidade e até reformulação dos finais das histórias, que ficaram mais abruptos e lacônicos. A terceira história da coletânea, por exemplo, que levou o título Sr. Coffee e Sr. Fixit, em vez de Cadê Todo Mundo?, sofreu mudança no nome de personagens, perdeu metade das 15 páginas originais e teve o final alterado (leia trechos comparativos na pág. 70). Carver não gostou e dedicou o volume à sua terceira mulher, Tess Gallagher. Ela prometeu a ele que publicaria posteriormente os contos na versão completa. Carver morreu em 1988, e só agora, 21 anos depois, o livro veio à luz.

Poderíamos dizer, então, que Lish foi tão autor quanto Carver? Não. "Em primeiro plano está o trabalho do artista. O editor não teve a ideia, não criou as situações, só apareceu para procurar eventuais problemas", diz Paulo Roberto Pires, escritor, diretor editorial da editora Agir e blogueiro de BRAVO!. Ele compara o trabalho do editor ao do produtor de um disco: "Ele dá a cara do álbum e ajuda a definir melhor a personalidade do artista". William Shawn, citado no começo deste texto e no posfácio de João Moreira Salles para o livro O Segredo de Joe Gould, de Joseph Mitchell, concordaria com a definição. Quando um autor sugeriu que o texto passara a lhe pertencer também, retrucou: "Não, ele pertence a você. Eu apenas o tornei mais seu".

O MELHOR ARTÍFICE
O caso Lish-Carver é um dos mais extremos, mas está longe de ser único. Marcos da literatura já sofreram tesouradas de editores. Para publicar seu primeiro romance, A Náusea (1938), o filósofo francês Jean-Paul Sartre abriu mão de 50 páginas de passagens eróticas, detalhes do passado do protagonista Antoine Roquentin e até de alguns personagens. Ele fez tais modificações — de má vontade, vale dizer — a pedido de seu editor na casa francesa Gallimard. Mas é provável que tenha gostado do resultado — já que, ao contrário de Carver, não guardou o original para o julgamento da posteridade. O poema mais famoso do americano T. S. Eliot, A Terra Desolada (The Waste Land), foi bastante cortado. Algumas páginas de seu manuscrito ganharam um traço de lápis de alto a baixo do também poeta e amigo de Eliot, Ezra Pound. Este ainda ganhou dedicatória com admiração explícita: "A Ezra Pound, il miglior fabbro". A mesma expressão — "o melhor artífice" — foi utilizada por Dante Alighieri, autor da Divina Comédia, para definir seu ídolo, o poeta Arnaut Daniel.

Não faltam casos no Brasil também. Na Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) deste ano, Milton Hatoum, um dos melhores e mais premiados escritores do país, contou abertamente que recebeu a sugestão de seus editores para tirar a última página de Órfãos do Eldorado (2008), deixando em suspenso a relação entre os personagens Dinaura e Arminto. A observação foi acatada — e não foi a primeira. Para Hatoum, esse trabalho de edição não é apenas normal, mas também importante. "É o momento em que você dá seu texto aos primeiros leitores e sai daquela solidão terrível de três ou quatro anos, de quando você está escrevendo sem saber o que está acontecendo", diz. Um de seus melhores romances, Dois Irmãos, teve a publicação adiada por um ano por causa do narrador, que parecia "inacabado". Seus primeiros leitores — Luiz Schwarcz e Maria Emília Bender, editores, o escritor Raduan Nassar, o crítico Davi Arrigucci Jr. e Ruth Lanna, mulher de Hatoum — apontaram, entre outros detalhes estruturais, que o narrador carecia de mais desenvolvimento.

Com base nessa avaliação, Hatoum acentuou a dúvida sobre a paternidade do menino que conta a história, intensificando assim o drama de sua identidade. Com isso, transformou o status do narrador — que, além de testemunha, virou personagem (leia trechos comparativos na pág. 72). Esse percurso chegou a ser analisado na Universidade de São Paulo, num trabalho de Maria da Luz Pinheiro de Cristo, estudiosa da obra de Hatoum, que examinou os 24 manuscritos originais do livro.

Por sua vez, o título Dois Irmãos foi sugestão de Schwarcz, depois de Hatoum já ter testado nomes como "A Dúvida", "Filhos de Halim" e "Filhos da Matriarca". O rebatismo da obra, aliás, é uma das práticas mais recorrentes entre editores. O já citado A Náusea, caso valesse a opinião de Sartre, poderia se chamar "Panfleto sobre a Contingência", "Melancolia" e "As Aventuras Extraordinárias de Antoine Roquentin". Vidas Secas, de Graciliano Ramos, era "O Mundo Coberto de Penas" antes de Daniel Pereira sugerir o título definitivo. Pereira, que salvou Graciliano de suas penas, era irmão de José Olympio, editor e fundador da editora de mesmo nome, responsável pela primeira edição da obra do autor alagoano.

Existem mudanças radicais, que provocam a reescrita do livro de cabo a rabo. Na primeira versão de Estação Carandiru (1999), o médico Drauzio Varella falava de seus dez anos de atendimento voluntário na Casa de Detenção de São Paulo em terceira pessoa, por meio de um narrador que usava a linguagem dos presos. Ele estava interessado justamente nesse vocabulário e ficou contrariado quando o editor Luiz Schwarcz sugeriu que ele contasse as histórias com a voz do médico, para evitar que o texto ficasse cansativo. Depois de pensar muito, decidiu reescrever o livro. Publicado, Estação Carandiru venceu o Prêmio Jabuti em 2000 na categoria livro do ano de não ficção e vendeu mais de 470 mil exemplares, um dos maiores sucessos do mercado editorial brasileiro nos últimos anos.
Nas letras brasileiras, um caso superlativo como o de Carver — mas de resultado oposto em termos de qualidade — talvez seja a edição de 1925 do escritor Monteiro Lobato para Memórias de um Sargento de Milícias (1852-1853), de Manuel Antônio de Almeida. O criador de Emília e Narizinho cortou 15% do romance, uma das obras-primas do folhetim brasileiro, além de atualizar a linguagem e transformar orações coordenadas em subordinadas. Na abertura, falando a respeito da própria edição, Lobato escreveu que Memórias... não passava de "linda criatura coberta de frangalhos, cara suja, cabelos despenteados, unhas compridas". A edição acabou não vingando. O que mostra que, algumas vezes, autor e leitores dispensam salvadores.

Fonte Bravo

Governador Cid Gomes assina órdens de Serviço para o Cariri


O Governador Cid Gomes assinou na última segunda-feira (05/10), a ordem de serviço para a construção do terceiro trecho da Estrada Padre Cícero, ligando o município de Caririaçu a BR-230. Nesta etapa serão 46 quilômetros de rodovia com investimentos de R$ 38 milhões. Os recursos são oriundos do tesouro estadual e do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). Segundo o governador, o objetivo é encurtar as distâncias promovendo desenvolvimento socioeconômico. “Até o final de 2010 serão 3 mil quilômetros de estradas novas e recuperadas. Esse montante é mais do que foi feito em toda história do Estado”, relatou Cid.

Ainda em Juazeiro do Norte, o governador assinou também a ordem de serviço para a construção de uma Escola Estadual de Educação Profissional. Com um investimento de R$ 5,5 milhões o novo equipamento, após sua conclusão, reforçará a aprendizagem e o ensino dos jovens cearenses. Na ocasião, Cid confirmou que o Governo do Estado, até o final de 2010, terá construido100 escolas profissionalizantes em todo Ceará. “Hoje, 51 unidades já estão em pleno funcionamento. No total, cerca de 48 mil alunos serão atendidos e terão a oportunidade de se profissionalizar. Para a implantação dessas novas unidades estamos procurando identificar as potencialidades e demandas do mercado em cada região do Estado”, disse.

Outras duas ordens de serviço também foram assinadas. A primeira destina-se à construção de 300 unidades habitacionais com investimento de R$ 600 mil. Já a segunda tem o objetivo de autorizar a pavimentação de várias ruas na cidade de Juazeiro, totalizando um recurso de R$ 2 milhões. O governador, durante discurso, detalhou à população os investimentos do governo destinados a atender a região do Cariri como o Hospital Regional, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Centro de Convenções, além do Metrô do Cariri, equipamento que será inaugurado em novembro. “R$ 75 milhões. Este é o maior conjunto de investimentos já realizados nessa Região”, afirmou.

Campus da UFC

Em Juazeiro do Norte o governador também participou da inauguração da segunda etapa do campus da Universidade Federal do Ceará no Cariri. As novas instalações incluem um bloco com oito salas de aula, laboratórios de Saneamento, Mecânica dos Solos, Recursos Hídricos e Central Analítica, alas de apoio técnico-administrativo, gabinete de professores, biblioteca e passarela entre os blocos. Também já está em construção a terceira etapa do campus que será mais um reforço na melhoria da qualidade do ensino superior cearense.

Fonte: Tarso Araújo

PMDB espera definição de Lula sobre vice de Dilma para a próxima semana


O PMDB aguarda a definição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o candidato a vice-presidente da República em 2010 para a próxima semana. O partido espera ter a vaga assegurada na chapa da ministra Dilma Roussef, da Casa Civil.

Em reunião na noite de terça-feira (6), na casa do deputado Henrique Eduardo Alves, líder do partido na Câmara, a alta cúpula do PMDB decidiu acertar antes a candidatura nacional, para depois fechar os acordos regionais. Mas as lideranças do partido já admitem a possibilidade de haver dois palanques de candidatos apoiados por Lula em alguns estados, como Pará, Rio Grande do Sul e Bahia, onde o PT e o PMDB devem se enfrentar. Os principais líderes peemedebistas também não cogitam apoiar outro candidato senão o indicado por Lula. "Orestes Quércia [ex-governador de São Paulo e presidente do PMDB paulista] e Jarbas [Vasconcelos, senador pelo estado de Pernambuco] são exceções, 90% do PMDB quer avançar nesse governo que ele já vem construindo", afirmou o deputado Henrique Eduardo Alves ao UOL Notícias.

"Vamos acelerar o processo de parceria no plano nacional para depois resolver possíveis problemas regionais", acrescentou o parlamentar. Além disso, integrantes do partido sustentam que a decisão sobre a aliança não cabe à direção do PT, e sim ao presidente Lula.

Na reunião, não havia opositores do governo Lula. Estavam presentes os senadores Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e José Sarney (AP), além dos deputados Michel Temer (SP), Jader Barbalho (PA), Rocha Loures (PR) e Eduardo Cunha (RJ). Também compareceram ao encontro os ministros Geddel Vieira Lima, da Integração Nacional; Edson Lobão, de Minas e Energia; Reinhold Stephanes, da Agricultura; e José Gomes Temporão, da Saúde.

Dilma defende candidatura única da base aliada
Enquanto a cúpula do PMDB se reunia para acertar a política de alianças no plano nacional, a ministra da Casa Civil e pré-candidata do PT à Presidência oferecia um jantar para lideranças do PDT em sua casa. Na ocasião, Dilma defendeu uma candidatura única entre os partidos da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Achamos que o governo do presidente Lula tem que fazer o sucessor. Nós achamos que o governo tem de ter continuidade. Não são dois candidatos. Vai ser um candidato que vai representar o governo", afirmou Dilma. "Acho importante para o governo do presidente Lula ter continuidade. Seja quem seja esse candidato, nós temos certeza que esse é um projeto que foi muito importante para o Brasil. Que o Brasil de 2010 é muito diferente de 2003. Então, achamos que o Brasil não pode voltar para trás".

Fonte UOL

Xadrez Nacional - Por: Cory Matos


Às vezes recebemos uma notícia e nos bate àquele vontade incontida de dizer , "já não era sem tempo", pois é, no último dia 25 de setembro o Ministério do Esporte, instituiu grupo de trabalho, com prazo de cento e vinte dias para conclusão, com a finalidade de estudar o cenário da prática de xadrez no Brasil e construir um plano nacional de desenvolvimento do xadrez educacional. O grupo de trabalho está composto por representantes do Ministério do Esporte, MEC, Confederação Brasileira de Xadrez entre outros, num total de oito membros imbuídos dessa importante missão, da qual esperamos resultados concretos a serem postos em prática o mais rápido possível, pois é redundância falar sobre a importancia intelectual para o estudante o aprendizado e a prática do xadrez. Os países comunistas têm incluído o "xadrez" como matéria escolar, com aprofundamento no início do século passado, não foi à toa portanto, que os russos dominaram mais da metade do século XX o cenário mundial do xadrez. Para termos hoje uma ideia do que representa o apoio de políticas públicas para o xadrez educacional - que tem ocorrido em outros países - o Grande Mestre Alexandr Fier - número 1 do ranking no Brasil - é, com muito mérito, apenas o 95º no ranking mundial da FIDE (Federação Internacional de Xadrez).

A prática do xadrez educacional sedimenta o foco em ações para desenvolvimento intelectual do jovem. Esse certamente é o principal e louvável objetivo, mas como em qualquer modalidade esportiva, ter atletas no topo em competições internacionais estimula e dissemina a prática para além dos muros.

Por Cory Matos

RECURSOS PÚBLICOS - NA LUPA DO CARIRI ! - Por: Luiz Domingos de Luna*


A Região do Cariri vive um momento muito afirmativo de desenvolvimento, no entanto o crescimento econômico na sua conjuntura geográfica, poderia ter um ritmo bem mais acelerado e constante, o que não acontece - Por quê ? Ora, os canais de distribuição de recursos públicos da federação e do próprio estado são muito capilarizados, o que causa na sua trajetória pontos de obstrução por conta de detalhes técnicos, necessários para o bom funcionamento do estado democrático de direito, porém com prejuízo no compasso do tempo as demandas sociais.

Obas, ou serviços que deveriam ser repassados a sociedade ficam presas no gargalo das instituições, muitas vezes, passam meses aguardando um carimbo, uma quitação, uma assinatura.(....) Enfim, um detalhe, neste ínterim, é comum à população e mesmo parte da mídia partir para cobrança de forma exagerada, na maioria das vezes, usando uma linguagem de naturalização grosseira, não condizente com o processo desenvolvimentista global, assim, todo o conjunto emperra e a sociedade, com justa causa, sempre a procurar um culpado pelo engessamento da concretude das ações públicas.

Na falta de atitude dos agentes públicos, /"é o que deve ser a verdade"/ Ora, este raciociocínio simplista em nada contribui para o crescimento das cidades satélites do cariri cearense.
Os Parlamentos mirins do cariri, via de regra, estão quase sempre esvaziados, plenários totalmente vazios, os edis parlamentares debatendo os problemas das outras cidades entre si. Por que o plenário em dia de sessão não está sempre lotado ?, Por que os sites de fontes geradoras, ou mesmo repassadores de recursos são pouco acessados pela população ? Por que a população não usa os meios democráticos de fiscalização do estado democrático de direito ?.
Ora, mas alguém pode argumentar que a classe política esta desacreditada, sim, mas quem elege a classe política.

Por que não se faz um estudo prévio e bem acentuado do testemunho de vida dos futuros gestores públicos ? E na sequência, a participação política de fato e de direito ao invés de ficar somente nesta cantilena de lançar pechas sociais na classe política que em nada contribui, para o desenvolvimento social, político, econômico, turístico (...) da linda região do cariri cearense.

Luiz Domingos de Luna
( Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora )

Cid Gomes apresenta ações para o Cariri durante Governo Itinerante - Por: Alessandra Bandeira


Barbalha, na região do Cariri, é, pela segunda vez, sede do Governo do Estado. Na última segunda-feira (5), o município voltou a receber o projeto Governo do Ceará na Minha Cidade (Itinerante). Durante todo o dia, o governador Cid Gomes e os secretários de Estado estiveram naquele município dialogando com a sociedade e conhecendo a demanda de cada área. Na audiência pública, realizada na solenidade de instalação do Itinerante, Cid Gomes debateu com a população as soluções para os problemas vivenciados no município. “Esta é uma ação que visa conhecer de perto as demandas de cada cidade cearense. Nosso objetivo é interiorizar as ações governamentais, fazendo o Estado se desenvolver de forma igual”, afirmou Cid. Na ocasião o governador detalhou todos os investimentos do Governo do Estado realizados no Cariri com ênfase no Centro de Convenções e Eventos, Metrô do Cariri, equipamento que segundo o governador deverá ser inaugurado no dia 24 de novembro, a Praça dos Romeiros, além do Hospital Regional do Cariri, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) e a Ceasa, além da recuperação e construção de rodovias. “Este é o maior conjunto de investimentos já implantados para essa Região. Sabemos do grande potencial que o Cariri tem.

Cid Gomes destacou ainda durante a audiência pública a grande atenção que o Governo tem com a capacitação da mão-de-obra e o investimento em educação. Para isso, assinou ordens de serviço para a construção de escolas de ensino profissionalizante em Mauriti, Aurora e Várzea Alegre. Atualmente, 50 escolas profissionais estão em pleno funcionamento no Ceará, até o fim do próximo ano, serão 100 unidades. Ainda no Governo Itinerante em Barbalha, foram entregues 395 de certificados a candidatos aptos a participar do Programa Carteira de Motorista Popular, assinatura de termos de adesão ao programa de Cooperação Federativa (PCF), no valor de R$ 1.556.029,11; assinatura da ordem de serviço para a construção de 530 fogões ecoeficientes para Barbalha, no valor de R$ 173 mi;l assinatura de termo de compromisso com o projeto Cidades do Ceará, com os municípios de Barbalha, Juazeiro do Norte, Crato, Caririaçu, Farias Brito, Jardim, Missão Velha, Nova Olinda e Santana do Cariri e entrega de kits de manejo para ovinos, kits de leite do Programa Leite Fome Zero, kits de higienização de ordenha, além de outras ações. No período da tarde, os secretários visitaram obras do Governo do Estado em construção na Região do Cariri, como o Hospital Regional, Centro de Convenções e Metrô do Cariri. Ainda em Barbalha, a população teve acesso a vários serviços de cidadania como emissão de documentos, serviços da Defensoria e Ouvidoria Geral, corte de cabelo e atividades esportivas.

Em Juazeiro do Norte, também na Região do Cariri, Cid assinará nesta segunda-feira à noite, a ordem de serviço para a construção da Escola Estadual de Educação Profissional. A solenidade acontece às 19 horas. Na sequência, às 20 horas, o chefe do executivo segue para Caririaçu para assinar a ordem de serviço de mais um trecho da Estrada Padre Cícero, ligando Caririaçu à BR-230. A obra reduz o percurso Fortaleza – Cariri em 90 km. Na terça-feira (6), o Governo Itinerante segue para Pedra Branca, no Sertão Central. Após a instalação do Governo Itinerante em Barbalha, o governador Cid Gomes, acompanhado do secretário da Infraestrutura, Adail Fontenele, do superintendente do Departamento de Edificações e Rodovias, Quintino Vieira, e do procurador Geral do Estado, Fernando Oliveira, seguiu para o município de Juazeiro do Norte onde visitou as obras do Hospital Regional do Cariri (HRC), previsto para ser inaugurado em junho de 2010, Centro de Especialidades Odontológicas (CEO), Centro de Eventos e as estações do Metrô do Cariri.

Fonte : Coordenadoria de Imprensa do Governo do Estado

Assaltos continuam nas estradas do Ceará: Motorista é assaltado em Pedra Branca


No dia de ontem, por volta de 12h00 min o destacamento de Pedra Branca foi informado via telefone de um roubo á L J S M que trafegava em seu caminhão (não foi informado as características) e foi parado por 2 ( dois ) homens que saíram de repente do mato e estavam armados com revolveres, parando e levando da vítima 1 ( hum) celular e R$ 600 em espécie.

Fonte: O Blog de Iguatu - da Rede Blogs do Cariri

III EXPOFAM - No parque de Exposição do Crato - De 09 a 12 de Outubro.

Será realizada de 09 a 12 de outubro, no Parque de Exposição , Pedro Felício Cavalcante, a 3ª EXPOFAM (Exposição de Produtos da Economia Solidária de Base Familiar Centro Nordestino). A III EXPOFAM, é uma realização da Cooperativa de Crédito dos Trabalhadores Rurais da Microregião do Crato-SINTTROEC Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Orgânicos Ecológicos do Cariri, com apoio de:

BMB
SEBRAE
AGROPOLO
SDA-CE
URCA
SECRETARIA DE CULTURA
PREFEITURA MUNICIPAL DO CRATO - CE

Programação:

Feira de Produtos Agropecuários
Feira de Artesanato
Casa da Farinha
Engenho de Rapadura
Festival da Cultura, com apresentação de grupos folclóricos, danças e bandas regionais
Bebidas e Comidas Típicas : Aluá, caipirinha, cachaça, baião de dois, paçoca, mungunzá, galinha caipira, pirão, sarapatel, vatapá, canjica etc.

Palestras e Seminários

Evento cujo objetivo é informar e orientar sobre a economia solidária com foco no comércio justo e solidário.

Texto enviado por: Amilton Silva - Editor de Esportes do Blog do Crato

A TFP de volta - Por: José Nilton Mariano


“Birutice sem fim... No Google, aparece um link patrocinado (ou seja, que alguém pagou), chamado de “Fora Zelaya”, conclamando as pessoas a mandarem protestos para o chanceler Celso Amorim: http://forazelaya.blogspot.com/?gclid=COCPk4u-o50CFdFL5QodhDRA1A . Fiz questão de entrar e ver do que se tratava: não perdi nem 30 segundos, tamanha a besteira que é. Diz que Zelaya tem que sair da embaixada, porque é um “títere a serviço da expansão chavista no Brasil…(???)”.
Já conseguiram, pasmem, 553 assinaturas. Quem patrocina? Uma tal ONG “Paz e Terra”, ou coisa do gênero, com site “www.fundadores.org.br”, que é da velha TFP (sim, eles ainda existem).
Domingos atrás, passei pelo MASP, havia a manifestação do “Fora Sarney”. Nela, uma rapaziada de terno e bandeiras, da velha TFP. Não entendi porque a mídia não deu cobertura ao renascimento da velha sigla”.
Luis Nassif
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De nossa parte, um lembrete: com a TFP e a Opus Dei não se pode vacilar.
Fonte: Site Luis Nassif (04/10/2009) - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

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Vamos formar uma corrente entre os amigos, e divulgar o Blog do Crato para as pessoas que ainda não acessam o nosso website. Divulguem, participe com comentários, sugestões, opiniões. Enviem seus textos para publicação, afinal o site É DA CIDADE DO CRATO. E é importante que todos nós façamos parte das notícias, comentários e diferentes visões de mundo aqui postadas.

Portanto, peço às pessoas que moram em outras cidades, que são cidadãos Cratenses, ou que tem pelo menos a simpatia por nosso Blog, que ajudem a divulgar. Quem repassem o endereço para outras pessoas, a fim de que venhamos a consolidar o grande sonho de formar aqui, a parada obrigatória para a informação sobre tudo que se relaciona à cidade do Crato na internet. Afinal, nosso lema sempre foi:




Blog do Crato - O crato na Internet !

Família de Bergson Farias será indenizada após 37 anos da morte do guerrilheiro


Brasília - Depois de 37 anos da morte na Guerrilha do Araguaia (1967-1972), os restos mortais do guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, ex-militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), serão enterrados em Fortaleza (CE), sua terra natal. O enterro ocorre às 17h, no cemitério Parque da Paz, e terá a participação dos parentes, inclusive da mãe, dona Luiza, com 94 anos. Além dos parentes, o ministro Paulo Vannuchi, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, o governador do Ceará, Cid Gomes, e a prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT-CE), acompanham a cerimônia.

Dona Luiza receberá R$ 100 mil de indenização, conforme audiência promovida ontem (5) pela Caravana da Anistia, que está em Fortaleza. O valor simbólico pago pelo Estado “vai ajudar que ela tenha mais conforto no fim da vida”, disse Ielnia Farias, irmã de Bergson. Segundo a irmã, dona Luiza agradeceu a indenização, mas afirmou “que preferia que ele [Bergson] estivesse aqui”, declaração que comoveu os parentes e os participantes da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, responsáveis pela caravana. “A história do Bergson é fundamental para essa juventude que não sabe o que aconteceu no Brasil”, disse Ielnia. De acordo com o deputado federal José Genoíno (PT-SP), também ex-ativista do PCdoB e guerrilheiro no Araguaia, Bergson “foi morto em combate”, após ferir um capitão do Exército. Genoíno e Bergson (ex-estudante de química) foram colegas no Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Ceará em 1967. Um memorial em homenagem a Bergson será inaugurado na Concha Acústica, no bairro Benfica, na capital cearense. A identificação dos restos mortais de Bergson, por meio de exame de DNA de ossada recolhida em 1996 em Xambioá (TO), foi anunciada em julho deste ano. O desaparecimento ocorreu entre maio e junho de 1972. O Brasil ainda tem cerca de 140 pessoas desaparecidas durante a ditadura militar (1964-1985). No Ceará, a Caravana da Anistia analisa 81 processos de pessoas perseguidas politicamente naquele período.

Fonte Agência Brasil

A volta da banda Fator RH - Por: Marcos Leonel/Carlos Rafael


A banda Fator RH, uma das pioneiras do movimento roqueiro caririense, está de volta para uma única apresentação. Será na abertura do Festival Estudantil da Canção, neste próximo sábado, dia 10, às 19:30, no Centro Cultural do Araripe (antiga Rffsa). Da formação original, já confirmaram presença Carlos Rafael, Marcos Leonel e Igor Arraes. Enquanto não chega a hora do show, matem a saudade com essas fotos e um texto escrito por Marcos Leonel, publicado no Cariricult.



BANDA FATOR RH- Final dos anos 80, Baile Rock à Fantasia,
Bar Banho de Bica, em Crato. Da esquerda para a direita: Sergestes
Tocantins, Lupeu , João Eymard (na bateria), Calazans Callou e
Marcos Leonel.


UMA QUESTÃO DE SANGUE

Por Marcos Leonel




E
ssa é a primeiríssima formação do Fator RH, segunda banda de rock autoral do Cariri. Após o término da pioneira Pombos Urbanos, - que tinha em sua formação Carlos Rafael, bateria e voz; Nicodemos, guitarra e voz; Segestes Tocantins, baixo e voz; e Marcos Lubisome, guitarra - eu, Segestes e Rafael formamos um grupo de ensaio que originou a banda Fator RH. Primeiro Calazans se juntou ao grupo, para tocar baixo. Depois Lupeu foi integrado como vocalista e anarquista. Logo em seguida Calazans trouxe João Eimar para tocar bateria no lugar de Rafael, que passou à linha de frente nos vocais. Estava feita a conspiração, só faltava a guerrilha.

Corriam os anos 80, a new wave comandava o cenário musical do rock lá fora e aqui começava a todo vapor o chamado Brock. Estávamos lá, inconformados com a falta de oportunidades e com a pasmaceira do quadro cultural caririense. O Fator RH estava na área, não para fazer o papel de testemunha ocular, mas participar de tudo aquilo, mesmo entrando pela porta de trás e sem nenhum convite. Nossa trincheira era o discurso poético, tendo à frente as sacações geniais de Rafael, o cinismo beat de Lupeu e a lisergia do meu universo musical. Ouvíamos de tudo: desde a música independente brasileira até às experimentações da Orchestra Universal de Sun Ra.

Nossas influências eram a música crua do Hasker Dü, do Ramones, Sex Pistols e Raul Seixas, via Segestes Tocantins; a pauleira sem misericórdia do Sepultura e do Slayer, via Lupeu; os blues e a música alternativa brasileira, via Rafael; o experimentalismo de Robert Frip e Frank Zappa, da minha parte; o rock dos anos 70, através de João Eimar; e a poesia bem sacada de Zé Ramalho, através de Calazans. Nosso som era cru, era na veia, era muito mais rock’n’roll do que aquilo que fazia sucesso, como Paralamas, Legião e outras coisas mais intragáveis como Kid Abelha e Gang Noventa. Nosso som estava mais para Talking Heads e Joy Division do que para o heavy metal poser do período; estava muito mais para Isca de Polícia e Tiago Araripe do que para Titans ou Legião.

Era um período difícil demais para quem fazia rock, sendo autoral ainda nem se fala. Não existiam espaços. Nós é que inventávamos, como em encontros de estudantes e campanhas eleitorais do PT. Também não existia público, nós é que inventávamos que tínhamos público. Comprar encordoamento era uma verdadeira aventura, e cara. Quando João Eimar anunciou que tinha uma bateria, foi uma verdadeira festa. Os ensaios valiam mais do que as próprias apresentações. Eram verdadeiras epopéias. Ensaiávamos na casa de Segestes, um sítio, fora do Juazeiro (hoje é o parque ecológico das Timbaúbas). Muitas comédias temos para contar. São lances pitorescos, dignos de um best seller. Essa formação do Fator RH tinha cerca de sete músicas no repertório, o que já era demais. Entre elas figuravam: Nomes, Buraco Negro, Fator RH, Margarete, Marinalva e outras pérolas do cancioneiro rebelde caririense. Pena que eu não lembro onde foi essa apresentação. Sei que era Rafael de bateria e voz; Lupeu nos vocais; eu e Segestes de guitarra; e Calazans no baixo.

Por: Marcos Leonel

CRATINHO DE AÇÚCAR - Agora há pouco... - Dihelson Mendonça

Pra matar as Saudades dos Cratenses que moram fora...

Quem tiver monitor grande ( 17 polegadas ), que se delicie com nosso passeio virtual pelas ruas do Crato. Falo isso porque fotografia só é bom grandes, e quem acessar a internet com monitores pequenos de baixa resolução, só irá ver parte das fotos. A resolução ideal é tipo 1280 X 1024.

Aqui está um passeio virtual pelo principal cruzamento no centro do Crato: Nas Ruas Dr. João Pessoa com a Bárbara de Alencar.

No cruzamento, olhando para o lado do prédio do Banco de Seu Pedro Felício:

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Olhando para o Sul, nós vemos a Rua Dr. João Pessoa, e o contorno da Chapada do Araripe ( ainda bem que a Prefeitura retirou aquelas enormes placas que impediam essa visão. Tudo limpinho agora:

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Aí está em mais detalhes:

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Caminhando pela Dr. João pessoa para a direção Norte, chegamos até a Praça São Vicente. Vejam a Igreja de São Vicente Ferrer!

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Na foto abaixo, pedestres atravessando a Dr. João Pessoa:

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Aqui, na Rua Santos Dumont, quase defronte às Lojas Americanas:

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Mais uma visão da Dr. João Pessoa de outro ângulo:

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E por enquanto é só, pessoal!
Espero que tenham matado um pouco da saudade de estar no Crato, nesse calor imenso que faz por aqui hoje...

Fotos: Dihelson Mendonça

Descoberta da Ciência ?


Um cientista italiano afirma ter reproduzido o Santo Sudário, um feito que, segundo ele, prova definitivamente que o linho reverenciado por alguns cristãos como a roupa de enterro de Jesus Cristo é uma farsa medieval.

A coberta carrega a imagem, estranhamente invertida como um negativo fotográfico, de um homem crucificado que alguns acreditam ser Cristo.
Mostramos que é possível reproduzir algo que tem as mesmas características do Sudário", disse na segunda-feira (5) Luigi Garlaschelli, que deve ilustrar os resultados em conferência neste fim de semana no norte da Itália.

Professor de química orgânica da Universidade de Pavia, Garlaschelli mostrou o papel que ele entregará e as fotografias que acompanham a comparação. O Santo Sudário mostra a frente e as costas de um homem barbudo com um cabelo comprido, com braços cruzados no peito, enquanto a roupa inteira é marcada pelo que parecem ser filetes de sangue de ferimentos nos pulsos, pés e lados.

Testes de data por carbono feitos por laboratórios em Oxford, Zurique e Tucson (Arizona) em 1998 causaram sensação por datarem o sudário entre 1260 e 1390. Os céticos disseram que era um trote, possivelmente para atrair o rentável negócio da peregrinação medieval.

Mas cientistas não sabem explicar ainda como a imagem foi deixada na roupa.

Fonte UOL

Nobel de Física premia estudos que permitiram foto digital e sociedade em rede


Os cientistas Charles Kao, Willard Boyle e George Smith dividiram o Prêmio Nobel de Física por dois trabalhos sobre fibras óticas e semicondutores, informou o comitê que concede o prêmio nesta terça-feira (6). Os estudos desenvolvidos por eles estão por trás da fotografia digital, além de auxiliarem na interligação mundial por meio dos cabos de fibra ótica.harles Kao foi mencionado por sua pesquisa que envolve transmissão de luz em fibras óticas, enquanto Willard Boyle e George Smith foram premiados pela invenção do circuito semicondutor conhecido como sensor CCD.

"Eles criaram várias inovações práticas para o cotidiano e deram as ferramentas para a exploração científica", disse o comitê em comunicado. Kao, nascido em Xangai e que tem cidadanias norte-americana e britânica, ficou com metade do prêmio. O cientista fez uma descoberta em 1966, que demonstrou como transmitir luz por longas distâncias a partir de cabos de fibra ótica --o que levou às redes de comunicação atuais, que permitem as chamadas telefônicas e a troca de dados via internet de alta velocidade em todo o mundo.

Boyle, que tem dupla cidadania dos EUA e do Canadá, e o norte-americano Smith dividiram a outra metade. Eles trabalharam juntos na invenção do chip CCD (sigla em inglês para "charged-couple device", ou dispositivo acoplado por carga, em tradução livre), o "olho" da câmera digital, responsável pela imagem "vista" pela lente da câmera. A tecnologia é encontrada em dispositivos fotográficos, desde as câmeras mais baratas, passando pelas de alta velocidade, até delicados instrumentos cirúrgicos. O prêmio, de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,4 milhão), concedido pelo Comitê do Nobel para a Física na Real Academia Sueca de Ciências, é o segundo Prêmio Nobel concedido neste ano.

Fonte Uol

Marina Silva cobra política de metas para emissõesNo Financial Times, Marina Silva cobra política de metas para emissões

No Financial Times, Marina Silva cobra política de metas para emissões LONDRES - O Brasil deveria se comprometer com metas de redução de gases poluentes, afirmou a ex-ministra de Meio Ambiente e senadora Marina Silva (AC) ao jornal britânico Financial Times (FT), em entrevista que ganhou destaque na edição desta terça-feira. Conforme a publicação, o País deve se comprometer com uma redução de 80% do desmatamento até 2020, mas não está claro se aceitará metas para diminuir as emissões de gás carbônico (CO2) na conferência do clima marcada para dezembro, em Copenhague. A ex-ministra deixou o PT no mês passado e foi para o PV, partido pelo qual deve disputar a Presidência da República em 2010.

"Deveríamos assegurar que o Brasil está comprometido com metas, mas que devem ser globais - não apenas para reduzir o desmatamento, mas para cobrir todos os setores que realizam emissões", disse Marina. Ela defende que a redução dos gases poluentes deve ser parte de um compromisso mais amplo de mudança de modelo econômico nos países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, avalia que falta visão ao governo para mudar a forma como a questão é conduzida. "O Brasil e outros países precisam fazer o ambiente e o desenvolvimento parte da mesma equação e não persistir no pensamento de que um está em oposição ao outro", afirmou a ex-ministra. "Não há exemplo no mundo a ser seguido. O Brasil precisa ser o exemplo."

O Financial Times diz que o País "é um dos grandes contribuintes para o aquecimento global, em razão da grande quantidade de floresta perdida para o cultivo e outras atividades a cada ano". Sob o comando de Marina, o desmatamento desacelerou fortemente, aponta o jornal. A ex-ministra acredita que uma liderança do Brasil nessa área encorajaria outros países, como China, Índia, África do Sul e México, a seguirem a mesma linha.

Gestão Lula contratou 44 servidores por dia

De 2003 a maio deste ano, foram 160,7 mil contratados; em oito anos de FHC, foram fechadas 97,3 mil vagas, ou 33 por dia. Gastos com a folha salarial dos funcionalismo devem somar R$ 153,8 bi no ano, superando pela primeira vez, desde 1995, 5% do PIB

Estudo feito pelo Ministério do Planejamento mostra que, entre 2003 e maio de 2009, foi autorizado o preenchimento de 160,7 mil vagas por meio de concursos, das quais 103,8 mil foram efetivamente ocupadas. Ou seja, o governo Lula contratou, em média, 44,3 servidores por dia nos últimos seis anos e cinco meses.

Como parte dos contratados substituiu servidores aposentados, mortos ou excluídos da carreira pública por outros motivos, houve o aumento líquido de 57,1 mil funcionários civis no Executivo federal, que conta atualmente com 542.843 postos ativos, o maior número desde 1996 -se forem incluídos os poderes Legislativo e Judiciário, o total de servidores ativos sobe para 661 mil.
Desde a posse de Lula, o Brasil criou uma média de 24,3 novos postos no Executivo federal por dia. O número contrasta com o resultado do governo Fernando Henrique Cardoso, cuja redução de 97,3 mil funcionários é equivalente ao fechamento de 33,2 vagas a cada dia dos oito anos de mandato do tucano (1995-2002).

O crescimento de 11,75% no número de vagas criadas no Executivo desde 2003 supera inclusive a estimativa do IBGE para o aumento populacional, de apenas 7,12% no período.

Fonte Eduardo Rodrigues/ Folha de São Paulo

MetOffice: futuro incerto

"Hoje parte de nossas emissões é capturada por florestas e pelo solo, então nós estamos sendo salvos dos seus efeitos. Mas o que acontecerá no futuro pode sera exaustão dessa capacidade de absorção", disse Richard Betts, chefe do setor de Impactos do Clima do MetOffice.

O MetOffice foi fundado em 1854 e seu primeiro presidente foi o Capitão Robert FitzRoy, comandante do Beagle, navio de estudos que levou o Naturalista Charles Darwin em sua viagem de estudos que deu origem a histórica publicação "Origem das Espécies", que revolucionou os conceitos de abordagem sobre a história e origem da vida no nosso planeta Terra.

Fonte Coluna Mírian Leitão economia@diariodonordeste.com.br

A maior concentração - Por: Darlan Reis


Quando é divulgado que a concentração de terras no Brasil aumentou não é que setores do chamado "agronegócio" querem uma CPI do MST? Parece incrível mas é verdade. As contradições afloram e os descendentes de quem sempre mandou nesse país querem mais do que já tem e usam de todos os meios para sufocar os movimentos populares. Um desses meios é a tentativa de criminalização dos movimentos. Já lemos sobre o que aconteceu em Canudos, no Caldeirão. E a História continua. Segundo Olivier de Schutter, relator especial da ONU para o Direito à Alimentação, alimentos básicos como milho e arroz chegaram a dobrar seu preço em 2009. Em entrevista ao jornal El País "A Agricultura volta a estar na moda e isso pode ser perigoso".

Eis:

O preço, por exemplo, do milho voltou aos níveis de 2006 na Bolsa de matérias-primas de Chicago. A crise alimentar acabou?
Não. Os preços nos mercados internacionais são um indicador muito simples sobre a realidade alimentar nos países pobres. Em muitos lugares os preços seguem muito elevados. Os países ricos concentram no mercado de Chicago, mas não podemos esquecer que os produtores dos países pobres não comercializam com essa Bolsa, nem tampouco os consumidores compram nelas. Elas recorrem aos importadores locais, que muitas vezes têm uma posição monopolística.

Muitas organizações proclamavam em 2008 que a má situação deveria ser aproveitada para implantar mudanças essenciais na agricultura.
Deveríamos aprender da crise para construir sistemas para a alimentação mais resistentes e nos assegurar para não voltar a viver um choque desta magnitude. Mas o fato é, contudo, que os governos não fizeram nada que fosse significativo. E isso apesar de que o interesse na agricultura tenha aumentado, e o dinheiro está entrando, mas muitas causas da crise não estão sendo tratadas. Por exemplo, não há iniciativas em relação à especulação nos fundos e nas Bolsas vinculadas às matérias-primas. Também não se abre uma discussão sobre os biocombustíveis, que podem influir nos preços das terras e que, em alguns casos, podem impactar negativamente.

Quanto dinheiro falta para solucionar a alimentação mundial?
O dinheiro é importante, e é certo que uma parte ínfima foi destinada a este setor, comparado ao que se destinou, por exemplo, aos resgates bancários. Mas não é a única questão. É igualmente importante decidir como está sendo usado. Pode-se conseguir mudanças essenciais sem investimentos muito elevados. Creio que os países estão comprometidos em acabar com a pobreza, mas devem ir além do econômico. A pobreza é uma questão política, de decisões, de responsabilidade. É preciso colocar como os investimentos são decididos, e que mecanismos obrigam a prestar contas.

Quem deveria arcar com essa responsabilidade?
Com a gestão do dinheiro existem dois problemas. O primeiro é que, em relação às promessas de doações milionárias que os países fizeram em Conferências e Cúpulas não existe a obrigação de prestar contas nem de haver acompanhamento. Assim que, em muitos casos, apenas uma fração do que foi prometido é realmente entregue. O segundo problema é que quando alguém pergunta como podemos administrar esse dinheiro há uma completa falta de discussão. Parece que só há um modo de gastá-lo: investimento em agricultura. Mas isso é um conceito amplo. Existem muitos modos de investimento: subsídios, sistemas de armazenamento, agricultura ecológica... E essas questões, a escolhas mais importantes, ficam sem discussão pública, e sem exigir responsabilidades.

Você denunciou que países ricos e empresas já compraram 30 milhões de hectares de terras em países pobres. O neocolonialismo está à espreita?
Por um lado, quer dizer que o investimento na agricultura, que estava há anos parado, volta a estar na moda. E muitos países puderam aproveitar o momento para implementar melhorias. Entretanto, esta tendência pode ter consequências muito perigosas. O preço da terra está aumentando e cada vez se ouve mais histórias sobre empresas que compram enormes extensões de terras destinadas à produção de biocombustíveis ou sobre produtores empobrecidos que descobrem que as terras que cultivavam há anos foram vendidas a um investidor estrangeiro.

O G-20 teve tempo de pensar na crise alimentar?
A maior decisão neste sentido que se tomou em Pittsburgh foi pedir ao Banco Mundial que estabeleça um fundo fiduciário multilateral para apoiar a agricultura e que seja o Banco Mundial que proponha como administrá-lo e onde será destinado.

Fonte: MST

Estudantes pedem a Lula que interceda por direitos humanos na Venezuela



CARACAS, Venezuela (AFP) - Três estudantes venezuelanos se acorrentaram nesta segunda-feira diante da embaixada do Brasil em Caracas, durante oito horas, para pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que interceda para permitir a visita de uma delegação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos à Venezuela. Os estudantes foram recebidos pelo embaixador Antonio José Simões, que, segundo a imprensa local, teria prometido enviar a Lula o documento entregue pelos três, que pede ainda a libertação dos "presos políticos".

"Dissemos ao embaixador que não nos engane, que cumpra o que prometeu e que faça chegar ao presidente do Brasil o nosso pedido", revelou Luis Magallanes, um dos três estudantes. O pedido entregue ao embaixador brasileiro é o mesmo que levou um grupo de 150 estudantes a realizar uma greve de fome, de uma semana, e que terminou com uma passeata que reuniu milhares de pessoas no sábado passado, em Caracas. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, condenou no domingo o protesto dos estudantes e afirmou que estão sendo manipulados para defender "corruptos" e "assassinos" presos. "Até que os presos políticos sejam soltos, o movimento estudantil não descansará", garantiu nesta segunda-feira Benicio Tosar, outro estudante a protestar diante da embaixada do Brasil.

A Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um organismo que monitora os direitos humanos no continente e que funciona de forma autônoma dentro da OEA, não foi autorizada a realizar uma visita à Venezuela por decisão de Chávez, apesar de numerosos pedidos neste sentido.

Fonte: VEJA on line

UM POUCO MAIS DE HISTÓRIA, DIRETAMENTE DO PALCO DA SAUDADE - Por: Vicente Almeida

A PRAÇA SIQUEIRA CAMPOS, localizada no centro da cidade do Crato, já foi decantada por tantos cratenses que parece não haver mais o que falar sobre ela, verdade? Ledo engano! Como tantos outros, queremos aqui deixar registrada a nossa passagem por aquele logradouro tão nosso e tão cheio de encantos.

ELA marcou de forma indelével os jovens enamorados e boêmios que a transformaram em seu ponto de encontro nos anos cinqüenta, sessenta e setenta. Hoje alguns são sexagenários, com muita honra sou um deles. Fui um dos freqüentadores dominicais daquele aprazível e aconchegante lugar na década de sessenta!

NAS noites de domingo, os rapazes iam chegando e formando um cordão humano circulando toda a praça enquanto as moças bem vestidas, belas e educadas desfilavam confiantes e livremente entre admirações e suspiros dos pretensos conquistadores. Curioso é que após 21 horas, elas desapareciam e a gente, não tendo mais o que admirar, ia esvaziando a praça, deixando-a para os boêmios e noctívagos.
QUANDO localizávamos aquela que mais nos atraía e ela correspondia, começava o flerte, (piscadelas de olhos), rápido sorriso, e era só. Aí começava nosso sofrimento, pois a partir daí, a gente ficava ansioso aguardando o próximo domingo. É sim, o namoro não caia do céu num vapt vupt como hoje.

NAQUELE tempo, após o primeiro flerte, transcorriam semanas, às vezes meses até que houvesse uma abordagem direta. E quando faltava coragem ao conquistador, o que era comum, aparecia sempre um mediador para auxiliá-los. Difícil imaginar algum cratense ou visitante que não tenha freqüentado aquela praça em uma noite de domingo. Ah, que saudades - Bons tempos aqueles!


Há quase sessenta anos - atente para o detalhe dos pés de benjamim nos canteiros - Era realmente um lugar romântico.


MAS COMO, QUANDO E POR QUEM FOI IDEALIZADA E CONSTRUÍDA A PRAÇA SIQUEIRA CAMPOS? QUEM PRESIDIU O ATO INAUGURAL? PORQUE ESCOLHERAM ESSE NOME? A QUEM DEVEMOS ESSE PALCO DE RECORDAÇÕES?

VAMOS abrir o portal do tempo, voar nas asas da imaginação e acampar no passado, lá por 1915.

ENCONTRAREMOS então, investido da função de Prefeito Municipal do Crato, o Coronel Teodorico Telles de Quental, de 1915 a 1919, homem sério, enérgico e idealista. Pai de seis filhos, sendo:

Cel. Filemon Fernandes Telles; agropecuarista, três vezes Prefeito Municipal, três vezes Deputado Estadual, e Presidente da Assembléia, ocasião em que exerceu a função de Governo do Estado do Ceará;

Dr.Joaquim Fernandes Telles, médico renomado, articulador da construção da Maternidade que recebeu seu nome, “Maternidade Dr. Joaquim Fernandes Telles” e após quarenta anos, foi alterado a revelia da comunidade cratense e hoje se chama Maternidade São Francisco. Foi Prefeito Municipal e Deputado Federal constituinte em 1.946;

Dr. Antonio Fernandes Telles, cirurgião-dentista, foi gerente do Banco do Cariri (atual BIC) e em 1921 foi o fundador da Farmácia Teles (onde este narrador que vos escreve trabalhou na função de gerente, na década de sessenta).

As filhas mulheres eram: D. Maria Fernandes Telles, D. Teresa de Jesus Telles e D. Fernandina Telles.

TRANSCORRIA ainda a primeira guerra mundial (1914/1917), quando nosso Prefeito, o Coronel Teodorico Telles de Quental, projetou a construção de uma praça para embelezar o centro da cidade como ponto turístico e apoio aos transeuntes para um ligeiro descanso. Com essa finalidade utilizou uma quadra no coração da cidade, entre as ruas Do Commercio(atual Dr. João Pessoa) e rua do Fogo(atual Senador Pompeu), onde antes havia a Capela de São Vicente. Como Praça projetada, seria a primeira do Crato. A Praça 3 de maio viria em 1921 e a da Sé, existia apenas o chamado quadro da Matriz.

ASSIM
decidido, fôram iniciadas as obras de construção daquela que seria o ponto de atração mais fascinante da população jovem e boêmia da urbe cratense.

CONCLUÍDO o feito, optou-se pela denominação de: Praça Siqueira Campos. Essa não era uma pretensão política, tratava-se de uma justa homenagem a uma pessoa que contribuiu para o desenvolvimento do Crato. O homenageado, Sr. Manoel de Siqueira Campos, comerciante estabelecido em Crato, era um homem sensível a necessidade alheia e ajudava desinteressadamente a todos que o procuravam, distribuía gêneros aos pobres nos tempos de calamidades, e a suas custas, mandou efetuar vários serviços de utilidade pública no Crato, apenas para gerar empregos e minimizar a fome dos necessitados.

DENTRE essas obras destacamos o calçamento da atual Rua Dr. João Pessoa, que naquele tempo ainda se chamava simplesmente Rua do Commercio, por abrigar as primeiras casas comerciais da cidade. Aquela artéria também foi conhecida com o nome de Rua Grande, mas parece que ficou apenas na tradição oral. Desconheço registros oficiais com esse nome.

QUANTO a denominação atual de rua Dr. João Pessoa, somente a partir da sua morte em 26/07/1930, foi que muitos logradouros no Brasil inteiro passaram a receber o seu nome, inclusive a capital do Estado da Paraíba, que também se chamava Paraíba e passou a se chamar João Pessoa. O leitor sabia disso?

ERA admirável o prestígio do Prefeito, Cel. Teodorico Telles de Quental, pois, para a inauguração da Praça recém construída, foram convidados e vieram de Fortaleza em comitiva, os Srs: Dr. João Tomé de Sabóia e Silva, 46º Presidente da Província do Ceará de 1916 a 1920, Dr. José Sabóia de Albuquerque, Cel. Antonio Fiúza Pequeno, Secretários do Interior, Justiça e Fazenda respectivamente, e o Dr. Leonardo Mota, Secretário particular do Presidente, além dos jornalistas A. C. Mendes do Correio do Ceará e Júlio de Matos Ibiapina.

VALE esclarecer que essa comitiva fez o trajeto de Fortaleza ao Crato, a cavalo, trocando suas montarias inúmeras vezes nos postos de troca e pousadas ao longo do percurso, e foi festivamente recebida em sua chegada no dia 13 de dezembro, véspera da inauguração da Praça.

A SOLENIDADE de inauguração teve início ás 09 horas da manhã do dia 14 de Dezembro de 1.917 e foi presidida pelo Exmo. Sr. Dr. João Tomé de Sabóia e Silva. Além dele e sua comitiva, ocuparam a tribuna de honra, o Coronel Teodorico Teles de Quental, Prefeito Municipal do Crato, e o homenageado: Sr. Manoel de Siqueira Campos.

USARAM da palavra o Prefeito e o Presidente da Província do Ceará que discorreram sobre a inauguração e o homenageado o qual, na ocasião se manifestou agradecendo a consideração que lhe foi atribuída como Patrono da Praça. O acontecimento, contou ainda com a presença de autoridades eclesiásticas, civis e militares, representantes de classe, do povo em geral e da banda de música municipal.

SOBRE o homenageado: Manoel de Siqueira Campos. Muitos ainda pensam que ele era pernambucano por que lá viveu e morreu. De fato veio de Pernambuco, da cidade de Triunfo, onde havia fixado residência e se estabelecido comercialmente, mas, nasceu em 18/05/1874, aqui mesmo no Ceará em um lugarejo chamado Vila, a qual posteriormente recebeu o nome de Porteiras, (terra do Vicelmo).

Há quase 80 anos. Os pés de benjamim nos canteiros ainda eram miniaturas, atente também para a arquitetura dos prédios contornando a Praça.

FECHEMOS AQUI O PORTAL DO TEMPO. RETORNEMOS AS BOAS LEMBRANÇAS DOS ANOS DOURADOS!


A PRAÇA Siqueira Campos do meu tempo era muito bonita, canteiros maravilhosos e bem cuidados, bancos cômodos e condizentes com a época. A primeira foto desta postagem, fala bem melhor da sua insinuante beleza. O leitor poderá observar o capricho artístico dos canteiros. Postes de ferro fundido e trabalhado. Larga calçada, hoje reduzida para tornar mais largas as ruas ao seu redor. À direita vemos um prédio de dois andares, que vem resistindo à modernidade, é o Cassino Sul Americano, expondo no pé da sua parede, os cartazes alusivos aos filmes ali exibidos. A foto foi tirada de um andar do Grande Hotel, penúltimo prédio antigo, demolido em 2008.

A PRAÇA daqueles tempos, era um patrimônio dos nossos anos dourados, poderia ter sido tombada pelo Patrimônio Histórico! Não foi, tudo bem! Poderia ao rodapé do monumento ao seu patrono, ostentar uma placa com dados informativos alusivos a sua construção e não somente aquela que menciona a sua última reforma. Ainda é tempo para essa correção. A história precisa dos historiadores, mas em alguns casos, também precisa do apoio político para manter acesa a sua chama. E aqui passamos a palavra ao DD. Prefeito Dr. Samuel Araripe.

CONTUDO, restou muita coisa boa daqueles tempos. A Praça foi cenário de eternas juras de amor com final feliz. Alguns contos quase de fada ali aconteceram e paralelamente as histórias de amor, foi também palco de encontros de boêmios e seresteiros.


Nesta visão panorâmica e deste angulo, vemos a Praça Siqueira Campos e lá nos fundos as ruas Senador Pompeu e Monsenhor Assis Feitosa. Os canteiros ainda sem os benjamins. Observe o leitor a beleza das fachadas das casas; eram lindos.

A IDÉIA agora é abrir os cofres da memória dos seus frequentadores, antes que tudo passe em definitivo e nada mais reste. Bom seria que os saudosistas promovessem anualmente uma noite de saudades lá na PRAÇA SIQUEIRA CAMPOS.

NOTA: As informações relativas à sua construção e inauguração (datas e personagens envolvidas), credito a Huberto Cabral (nossa enciclopédia ambulante).


Por: Vicente Almeida

ENSINO SUPERIOR - UFC inaugura 2ª etapa do campus

Juazeiro do Norte. A segunda etapa do campus da Universidade Federal do Ceará (UFC-Cariri) foi inaugurada com o anúncio de mais quatro cursos que irão funcionar na instituição, chegando a nove no local e dez na região, com a Faculdade de Medicina da UFC, em Barbalha. O campus recebeu o nome do reitor Ícaro de Sousa Moreira, falecido ano passado no exercício da função. Atualmente, o campus conta com quase mil alunos. Foram investidos nesta segunda etapa R$ 2,5 milhões.

Os novos cursos que passam a integrar o campus são de Comunicação Social, Educação Musical, Engenharia de Materiais e Design do Produto. Na noite da última segunda-feira, o governador do Estado, Cid Gomes, esteve no local, juntamente com o reitor da UFC, Jesualdo Farias, a representante do ministro da Educação, Adriana Veska, dentre outras autoridades. A terceira etapa do campus está prevista para ser concluída em dezembro deste ano. Já a quarta e última etapa, segundo a coordenadora da obra, Celme Torres, professora da instituição, está prevista para ser iniciada em fevereiro de 2010. Mais cinco cursos, segundo ela, estão sendo estudados para serem implementados na região do Cariri.

Fonte: DN

CRATO - Previsão do Tempo de Almanaque - 07 de Outubro de 2009

Bom Dia. Hoje, 07 de Outubro de 2009. Dia com muito sol, temperatura máxima prevista de 30 graus de mínima de 20. É o prediz o website Climatempo. O Nosso abraço especial de hoje vai para um comerciante que tem ajudado bastante o Blog do Crato, com uma parceria: Amilton Silva, da Loja Amilton Som. Um grande abraço, em nome do Blog do Crato.

ALMANAQUE

7 de outubro. Dia de Santa Osita.

Era o século VII. Osita nascia na Casa dos Essex, nobreza inglesa. Seu pai era o rei Fredevardo, cristão, piedoso e muito caridoso. A menina foi educada na tenra idade pelos pais dentro dos rigores da nobreza e no seguimento de Cristo. Mas depois eles a entregaram aos cuidados das irmãs beneditinas, que cuidaram tanto da formação espiritual como intelectual. Posteriormente, o rei a chamou de volta para a vida da Corte, mundana e frívola, mas necessária. Costume na época, os casamentos eram arranjados em acordos entre as casas reais, para fortalecer o poder e até mesmo para poder mantê-lo. Tal era o destino da bela e jovem princesa Osita. Obedecendo às regras sociais e políticas da época, deveria casar-se, com o filho do líder dos saxões, o príncipe Sigero, ele também muito piedoso e casto.

Apesar de obrigada a obedecer, ela lutou muito para tentar manter sua virgindade consagrada somente a Cristo, como havia feito em votos particulares, com autorização do seu confessor. Mas a pressão familiar foi maior e ela teve de cumprir aquele contrato entre poderes, títulos e fortunas. Mesmo assim, não perdeu a fé. Durante a solenidade do pomposo casamento real, Osita rezou para que um milagre acontecesse. E conta a tradição que ela foi ouvida, pois o marido atendeu seu pedido e mantiveram-se casados como irmãos.

Entretanto, na primeira viagem feita pelo marido, que o obrigou a ausentar-se por algum tempo do castelo, Osita o surpreendeu no seu retorno. Ela havia cortado seus belos cabelos, trocado suas roupas por um hábito beneditino e feito do palácio um convento. Sigero, embora surpreso, permitiu que ela continuasse reclusa e mandou construir um novo convento para ela, do qual se tornou abadessa, sendo muito procurado por jovens da nobreza que desejavam ser suas seguidoras. Osita, porém, não teve sossego. Anos depois, quando piratas dinamarqueses invadiram e saquearam a Inglaterra, Sigero foi morto e o seu convento não foi poupado. O líder dos invasores encantou-se com a sua beleza e, quando soube que ela era uma princesa, insistiu para Osita entregar-se a ele. Depois de seguidas recusas, friamente ele mesmo atravessou seu peito com a espada.

Nos anos seguintes, o túmulo de Osita foi lugar de uma intensa peregrinação, pois milagres aconteciam e foram comprovados. Assim, a Igreja autorizou o seu culto e manteve a data da tradicional celebração em 7 de outubro.

Eventos históricos:

* 3761 a.C. - Primeiro dia da Era Judaica
* 1462 - Pio II edita primeira bula condenando a escravidão
* 1901 - É criada a freguesia da Trafaria
* 1903 - História da aviação: Langley, ao comando da Aerodrome A, tentou fazer com que seu avião decolasse.
* 1932 - É lançado o "Manifesto de Outubro", documento de fundação do Integralismo, corrente nacionalista idealizada por Plínio Salgado.
* 1933 - Albert Einstein, fugindo da perseguição nazi, parte do porto de Southampton para os Estados Unidos
* 1944 - Judeus iniciam um levantantamento no campo de concentração de Birkenau
* 1949 - Proclamada a República Democrática Alemã (Alemanha Oriental)
* 1956 - Beatificação do Papa Inocêncio XI
* 1960 - Nigéria é admitida como Estado-Membro da ONU
* 1963 - Os Estados Unidos, a Inglaterra e a União Soviética assinam um tratado proibindo a realização de testes nucleares
* 1964 - Estréia o primeiro filme feito para TV
* 1970 - O general Emílio Garrastazu Médici sucede o presidente Costa e Silva (v. Golpe Militar de 1964)
* 1971 - Mequinho tornou-se o primeiro brasileiro a vencer o Torneio Internacional de Xadrez com apenas 19 anos.
* 1972 - O filme Toda nudez será castigada é censurado logo em seguida de sua estréia no Rio de Janeiro.
* 1984 - Nascido o primeiro bebê de proveta brasileiro.
* 2001 - George Bush desencadeia uma campanha militar contra o Afeganistão devido aos atentados de 11 de setembro.
* 2003 - O ator Arnold Schwarzenegger ganha a eleição para governador do Estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

Nascimentos:

* 1885 - Niels Bohr, físico dinamarquês (m. 1962)
* 1900 - Heinrich Himmler, oficial alemão e comandante das SS durante a Segunda Guerra Mundial (m. 1945)
* 1931 - Desmond Tutu, bispo sul-africano.
* 1949 - Raul Teixeira, médium brasileiro.
* 1952 - Vladimir Putin, primeiro-ministro da Rússia.
* 1959 - Simon Cowell, executivo da BMG e jurado de programas de talentos.
* 1967 - Toni Braxton, atriz e cantora norte-americana.
* 1973 - Dida, goleiro brasileiro.
* 1977 - Pitty, cantora brasileira.

Falecimentos:

* 336 - Papa Marcos, 34º papa
* 1072 - Sancho II de Castela, rei de Castela e Leão
* 1242 - Juntoku, 84º imperador do Japão
* 1796 - Thomas Reid, filósofo (n. 1710)
* 1849 - Edgar Allan Poe, escritor norte-americano (n. 1809)
* 1963 - Gustaf Gründgens, ator alemão (n. 1899)
* 1950 - Willis Carrier, inventor do ar-condicionado norte-americano

Feriados e eventos cíclicos:

* Aniversário de Fundação de Pirenópolis, Goiás. Dia da Padroeira.
* Dia de Nossa Senhora do Rosário.
* Dia do Compositor.
* Dia do Trabalhador em Canberra, Nova Gales do Sul (Sydney) e na Austrália Meridional.

HOJE NA HISTÓRIA

General Emílio Garrastazu Médici (Bagé, 4 de dezembro de 1905 — Rio de Janeiro, 9 de outubro de 1985) foi um militar e político brasileiro, presidente do Brasil entre 30 de outubro de 1969 e 15 de março de 1974. Sua mãe era uma uruguaia de ascendência basca, da cidade de Paysandú, e seu pai era de origem italiana, da Família Médici.

Vida antes da presidência

Médici era neto de um combatente maragato, estudou no Colégio Militar de Porto Alegre. Formou-se oficial na Escola Militar de Realengo (1924-1927). Foi a favor da Revolução de 30 e contra a posse de João Goulart em 1961. Em abril de 1964, na sequência do Golpe Militar de 1964, era o Comandante da Academia Militar de Agulhas Negras. Posteriormente foi nomeado adido militar nos Estados Unidos e, em 1967 sucedeu a Golbery do Couto e Silva na chefia do SNI. Lá permaneceu por dois anos e apoiou com entusiasmo o AI-5. Em 1969, foi nomeado comandante do III Exército com sede em Porto Alegre. Com o afastamento definitivo do presidente Costa e Silva assumiu o governo brasileiro uma junta militar por um mês, a qual fez uma consulta a todos os generais do exército brasileiro, que escolheram Médici como novo presidente da República.

Na presidência da República

Médici exigiu que, para sua posse na presidência, o Congresso Nacional fosse reaberto, e assim foi feito. Em 25 de outubro, foi eleito presidente da República por uma sessão conjunta e tomou posse no dia 30, prometendo restabelecer a democracia até o final da sua gestão. No entanto, seu governo é comumente considerado o mais repressivo de toda a história do Brasil independente. As denúncias de torturas contra presos políticos correram o mundo durante o ano de 1970 e provocaram um grave embaraço para o governo brasileiro que preferiu atribuí-las a uma campanha da esquerda comunista contra o Brasil. Emílio G. Médici com o presidente dos EUA Richard Nixon, em dezembro de 1971. O seu governo também ficou marcado por um excepcional crescimento econômico que ficou conhecido como o Milagre brasileiro, que se confundiu com o aumento da miséria e da concentração de renda.

Pelo menos dois fatos fizeram de Médici um dos mais incomuns presidentes do regime militar inaugurado em 1964: a utilização maciça de propaganda associando patriotismo com apoio ao regime e ter feito o senador, ex participante da Coluna Prestes e ex-chefe de Polícia do Rio de Janeiro, (polícia política) durante o Estado Novo e da era Vargas, Filinto Müller presidente do Congresso Nacional e da Arena. Data da época deste governo a famosa campanha publicitária cujo slogan era: "Brasil, ame-o ou deixe-o" inspirada no dístico conservador americano "Love it or leave it". Foi o período durante o qual o país viveu o chamado "Milagre Brasileiro": crescimento econômico recorde, inflação baixa e projetos desenvolvimentistas como a Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói e grandes incentivos fiscais à indústria e à agricultura foram a tônica daquele período. Daí que os ministros mais famosos do governo Médici foram os da Fazenda, Delfim Netto e José Flávio Pécora e o dos Transportes, Mário Andreazza.

No seu governo concluiu-se o acordo com o Paraguai para construção da Usina Hidrelétrica de Itaipu Binacional, até hoje (2007) a hidrelétrica de maior potência instalada do mundo. Foi também executado o Plano de Integração Nacional (PIN), que permitiu a construção das rodovias Santarém-Cuiabá, Perimetral Norte e da ponte Rio-Niterói. No campo social, foi criado o Plano de Intergração Social (PIS) e o Programa de Assistência Rural (PRORURAL), ligado ao FUNRURAL, que previa benefícios de aposentadoria e o aumento dos serviços de saúde até então concedidos aos trabalhadores rurais. Foi feita uma grande campanha de alfabetização de adultos através do MOBRAL e uma campanha para melhoria das condições de vida na amazônia com a participação de jovens universitários chamado Projeto Rondon.[2] Projeto, esse, que foi reativado em 19 de janeiro de 2005, durante o Governo Lula.[3] No entanto, segundo a Fundação Getúlio Vargas, o governo Médici foi marcado pelo aumento da miséria e da desigualdade social. O Brasil teve o 9º Produto Nacional Bruto do mundo, mas em desnutrição perdia apenas para Índia, Indonésia, Bangladesh, Paquistão e Filipinas. Um estudo do Banco Mundial, feito em 1976, mostrava que 70 milhões de brasileiros eram desnutridos ou subnutridos, cerca de 64,5% da população da época.

No campo político, o governo Médici se destacou pela eliminação das guerrilhas de esquerda rurais e urbanas, manifestações populares, reivindicações salariais por trabalhadores (para manter a mão-de-obra barata). A repressão às manifestações populares e à guerrilha (para alguns, terrorismo) ficou a cargo do ministro do Exército Orlando Geisel. A euforia provocada pela conquista da Copa do Mundo de futebol (Médici dizia-se torcedor do Grêmio), em 1970, conviveu com a repressão velada ou explícita aos opositores do regime, notadamente os ativistas de orientação esquerdista. Em 1972 foi comemorado o sesquicentenário da Independência do Brasil, sendo trazidos para São Paulo os restos mortais do Imperador D. Pedro I. Em 1973 passou a funcionar a televisão a cores no Brasil.

Fontes: Climatempo, 10emTudo, Edições Paulinas, Wikipedia

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