xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/09/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 setembro 2009

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por Ivens Roberto de Araújo Mourão



Os Personagens da Praça ( Siqueira Campos )

Os gregos celebravam suas assembléias e aplicavam a justiça numa praça, denominada Ágora. A Praça Siqueira Campos era a verdadeira Ágora cratense. Tudo o que acontecia no Crato ocorria lá ou era comentado nos seus bancos. Eram seus freqüentadores, além dos boêmios, componentes das duas Câmaras, a nata da Sociedade, nos “passeios” diários e vários personagens, conhecidos ou anônimos, que protagonizaram estórias as mais engraçadas. Um que se destacou sobre todos os demais foi o Senador Epifânio. Foi, sem dúvida, a pessoa mais querida e folclórica do Crato, nas décadas de quarenta e cinqüenta. A sua morte deixou uma grande saudade e, principalmente, um grande vazio na cidade. Ninguém mais o substituiu. Já o conheci em idade avançada, após ter tido um derrame. O título de Senador, deve ter sido dado pelos seus amigos, aos quais ele se referia como “a canalha”. O derrame provocou diversas seqüelas: todo um lado do corpo “morto”; caminhava, mas arrastando uma perna; um braço com tremores, como doença de Parkinson; a língua meio embolada, dificultando a fala, que era arrastada. E, o mais grave, afetou o seu discernimento. Passou a ter manias de grandeza. Era dono do Crato inteiro. Andava sempre de terno. Aliás, todo o seu enxoval era presente da “canalha”. No dia do seu aniversário, eles se cotizavam e cada um dava as roupas necessárias para um ano inteiro. Nesse dia faziam a festa na Sorveteria Glória, juntavam várias mesas para os presentes, bolos, refrigerantes, bebidas e, do lado de fora, os fogos de artifício estourando. Vivas, discursos! Era um verdadeiro acontecimento!

Senador Epifânio em foto colhida em 1949 em passeio promovido pelo Rotary à fazenda Serra Verde, dos Boris.

O Dr. Antônio José Gesteira foi outro que deixou saudades. Personalidade ímpar no Crato. Pernambucano do Recife, médico da mais alta qualidade, cirurgião de primeira linha. Certa ocasião houve um acidente num caminhão que transportava implementos agrícolas. Uma enxada abriu o tórax de um passageiro. Via-se-lhe o coração batendo! E o Dr. Gesteira o operou, fez enxerto, salvando-lhe a vida! Operação, em cidade do interior, era sempre “da barriga pra baixo”. Esta façanha foi publicada em jornais da capital. Muitos cirurgiões de Fortaleza tinham receio que o Dr. Gesteira fosse para lá, com medo da concorrência. Além de bom médico, era culto. Falava inglês fluentemente, sendo conhecedor de música clássica, como poucos. Era amigo do grande pianista nacional, Arnaldo Estrela. Excelente orador, além de ser um homem dotado de grande beleza física. Estava sempre bem vestido, em terno de linho branco. Alto, corado, de olhos azuis. Viera de Teresina onde tivera uma desavença amorosa, separando-se da esposa. Esta, com suas duas filhas também moravam no Crato. Dr. Gesteira residia em um apartamento, no térreo do Grande Hotel, quase vizinho à Sorveteria Glória. Tinha um defeito que só prejudicava a ele próprio: alcoolismo. Passava dias bebendo trancado no seu apartamento. Outra característica da sua personalidade era ser extremamente caridoso. Seguidamente deixava de cobrar seus honorários, ou não cobrava a quem lhe devia. Como conseqüência, também não cumpria com suas obrigações financeiras. Não tinha a menor preocupação com dinheiro. Na Praça, comandava a Câmara dos Lordes, embora também gostasse de freqüentar a Câmara dos Comuns.
Dr. Antônio José Gesteira. Nasceu em 1900 e faleceu em 1958.

Foto do Grande Hotel, onde no térreo e na lateral o Dr. Gesteira tinha um apartamento.

Júlio Saraiva, outra figura notável, tinha como profissão a fotografia. Quem, no Crato dos anos 40 e 50 não têm a sua fotografia tirada no estúdio do “Seu” Júlio, na “Rua da Vala?”. Algumas, artisticamente pintadas, antecipando a fotografia colorida! Discutia qualquer assunto. Era um questionador político e um socialista exaltado. Dizia-se ateu. Não era agnóstico, fazia questão de ressaltar: “Agnóstico é o ateu que não tem coragem de assumir”. Era um crítico feroz daqueles que esposavam idéias ridículas. Gostava de comer lingüiça e beber cerveja altas horas da noite e gabava-se desse feito, na idade em que estava. Foi pioneiro em muitas iniciativas: fábrica de mosaicos, fábrica de colorau, beneficiamento de arroz. Foi responsável, e trabalhando de graça, por muitos melhoramentos na cidade: monumentos, praças, traçados dos canteiros, projetos de ruas, calçamentos, fontes luminosas, arborização, reservatórios de água. Era ele quem liderava a “Câmara dos Comuns”.

Júlio Saraiva, figura impar do Crato pela sua inteligência e de múltiplas atividades. O seu “studio” fotográfico registrou quase toda a geração cratense dos anos 40 e 50.
Na foto abaixo a logomarca do Foto Saraiva, continuada por sua filha, Telma Saraiva, hoje famosa por fazer arte na fotografia: pintar as fotos, antecipando o Phot Shop.
Outro personagem que deixou estória foi o Chico Soares da Silva. Era funcionário da Receita Federal. Foi transferido, com a influência do Dr. Wilson Gonçalves (político cratense de muito prestígio), para Belo Horizonte. Viveu uns tempos por lá, voltando para o Crato. Chico Tinha prazer em dizer que era o maior caloteiro do Crato. Ninguém sabia se era verdade ou mais uma de suas brincadeiras. Por fim, aposentou-se, o que lhe possibilitava viver batendo papo com os amigos, na Praça Siqueira Campos.
Josino nunca poderá ser esquecido. Era um freqüentador assíduo das conversas da Praça Siqueira Campos. Pessoa simples, humilde, gostava muito de criar passarinhos e de tomar umas biritas. Tinha uma frase que sempre utilizava o que nos dias atuais, no linguajar da televisão, seria um “bordão”. Para tudo, ele dizia: “Hoje vai correr uma mão de... (alguma coisa)”. Por exemplo, se passava um grupo de seminaristas ele dizia: “Hoje vai correr uma mão de padre!” Caso o tempo estivesse fechado ele dizia: “Hoje vai correr uma mão de chuva!” Para tudo usava esse seu bordão. Era muitíssimo estimado por todos aqueles figurões, que primavam por não ter nenhum preconceito e serem extremamente democratas.
A Glorinha, a dona do cabaré mais famoso da cidade, era uma figura folclórica, quase uma atração turística. Seu aniversário era um acontecimento na cidade! Só faltava ir o Bispo! Ao sair de casa, era facilmente reconhecida. Com o cabelo bem louro, oxigenado. Usava muitas jóias, anéis, pulseiras e cordão de ouro, com um crucifixo enorme pendurado no pescoço! As pernas, bem cabeludas! Estava sempre presente na Siqueira Campos, através das conversas dos “boêmios”.
Vou começar a relatar as estórias desses personagens, contadas pelo Luís e acrescidas de algumas outras participações.

O BANCO

O aniversário do Senador Epifânio era uma verdadeira festa! Pessoas, as mais ilustres, “mandavam” presentes para ele:
- “Senador, esta camisa quem mandou foi o Governador Agamenon Magalhães, de Pernambuco”.
- “Muiiiiitoooo meeeeeeuuuu aaaaamiiiiigo. Aaaaaaagraaaaadeeeeçaaaa por mim aaaaa eeeele.
Num desses aniversários, um dos participantes da “canalha” chegou para ele e disse:
- “Senador, telefone para o senhor. É o Santo Padre!”.
O telefone da Sorveteria Glória era aquele de parede. Ao atender, o Senador foi logo se ajoelhando, pedindo a bênção e agradecendo pela lembrança! Logo outro da “canalha” tirava-o do telefone, dizendo que o Santo Padre era muito ocupado, não podendo demorar-se muito tempo...
Com a chegada de um novo Gerente no Banco do Brasil, alguém da “canalha” chegou para ele e disse:
- “Senador, tem uma pessoa de fora que tomou conta do seu Banco. Está dizendo que é o dono!”
O Senador não teve dúvidas. Dirigiu-se ao Banco, subiu pelo elevador, entrou na sala do Gerente que, perplexo, foi colocado para fora aos gritos:
- “Quem mannnndooooou voooooocêê toooooomaaaaaar cooooontaaaa do meeeeeu baaaaaanco?”

O CATETE

O Luís morou um tempo no Rio de Janeiro e vinha sempre passar as férias no Crato. Numa dessas ocasiões, quando estava na Praça Siqueira Campos, percebeu que o Senador Epifânio vinha em sua direção. O Luís não gostava de fazer brincadeiras mais fortes com o Senador, temendo que, num dos seus acessos de raiva, ele tivesse um derrame fulminante e viesse a falecer. O Senador atravessava a rua calmamente, o que era possível no trânsito sossegado da época. Vinha da Casa dos Leões (não existe mais a casa) encaminhando-se para a Praça. Chegando perto do Luís, foi logo dizendo:
- “Eu queeeeeero faaaaaalar é com vooooooce meeeeesmo”.
O Luís logo imaginou: “Ih!!!Alguém da canalha deve ter feito algum fuxico!”. Dito e feito! O Senador já estava irritado e foi logo perguntando:
- “Me diiiiiga uuuuuma cooooooisa, por que é que voooooocê não tá maaaaaandaaaando meus aaaaluuuuugueis? “Tá moooorando lá e tá deeeeveeeendo meus aaaaaluguéis?
O Luís saiu-se muito bem, podendo, inclusive, conhecer uma excelente faceta daquela mente perturbada: a generosidade. Explicou-lhe o atraso da seguinte maneira:
- “Senador, o senhor se lembra quando eu fui morar no Rio?
- “Eu me leeeeembro. Eu dei até um diiiiinheeeeiro pra aaaaajuuuudar na paaaassagem. E voooocê nem maaaanda meus aluuuuguéis!”
E foi ficando, mais exaltado! E o Luís:
- “Senador, quando eu cheguei ao Rio só tive foi fracassos. Abri um negócio e deu tudo errado! Perdi tudo e fiquei liso... Nisso, a família foi aumentando e fiquei sem condições até de sustentá-la! Eu sei que lhe devo. Não pude mandar ainda o seu dinheiro”.
O Luís percebeu que a fisionomia dele foi abrandando, ficando com pena da sua situação de penúria. E continuou:
- “Senador, assim que a minha situação melhorar eu mando seu dinheiro, com certeza! Veja o senhor, meus filhos estão no colégio e muitas vezes eu não tenho nem dinheiro para pagar as mensalidades. Vez ou outra os meninos estão sendo ameaçados de não freqüentar as aulas, por falta de pagamento.”
O Senador foi se enternecendo e os seus olhos já estavam lacrimejando, de tanta pena que estava, demonstrando uma beleza de caráter por trás de toda aquela demência. Então o Senador fez a seguinte proposta:
- “Vaaaaaamos faaaaazer um neeeeegóóócio. Mas tem que fiiiiiicar só ennnnntre nós dois.”
Então, olhava para um lado e para o outro. Chamando o Luís para mais perto, disse:
- “Ennnnquaaaanto vooooocê não se deeeeesapeeeertar, não tire seus fiiiiilhos do cooooolégio não. Não paaaaaassse neeeeceeeedidade. Vooooocê póóóóde fiiicar mooooorando de graaaaça!”

Fonte: Livro: "So no Crato", de Ivens Roberto de Araújo Mourão - Direitos de publicação concedidos ao Blog do Crato pelo autor - Todos os direitos reservados.

Politíca nada antenada.


Fonte Eliomar

DOENÇAS - Por que adoecemos? - Por: Leontina R. A. Trentin

Toda doença- patologia- que se instala em nosso corpo físico não provém dele e sim do espírito, o corpo físico é somente o mata-borrão que recebe as sujeiras espirituais que o espírito contraiu devido ao seu mau procedimento, por isso necessita liberá-las para seu bem estar espiritual, sua satisfação interior e felicidade.

As doenças têm quatro estágios de aparição, vejamos como se iniciam:

1- Tudo se inicia no campo energético, são energias que contraímos com nossos maus pensamentos, como a raiva, orgulho, ódio, desamor, inveja, depressão etc. Muitas vezes vamos ao médico com uma reclamação, entretanto após exames o mesmo se certifica que não temos nada. E realmente não temos, pois ainda está no campo energético e vibracional. Porém, se não cuidarmos e mudarmos a sintonia em que estamos, aos poucos passam para o segundo estágio.
2- É o estágio que altera a função do órgão e devido ao desequilíbrio energético o seu desempenho fica comprometido deixando de cumprir com suas funções. No entanto, ainda há tempo de nos cuidarmos, mas se não o fizermos passaremos para o terceiro estágio.
3- Este estágio é o que atinge o orgânico, causa alteração da estrutura do material do nosso órgão, então passa até a ser detectado pelo médico tradicional, a patologia já se iniciou e, neste caso, necessita de medicação alopática (medicina tradicional) por ter atingido o físico. Entretanto , a medicina complementar como massagens terapêuticas, Reik, acupuntura, regressão, tratamentos espirituais etc., tornam-se também indispensáveis para o restabelecimento do espírito. Caso o paciente ainda não tenha este entendimento é certo que passará para o quarto estágio.
4- Finalmente o tumoral, a transformação do órgão.
Queridos, observemos que contraímos doenças pelo estado de espírito em que nos encontramos devido às energias que passam a nos envolver por conta do nosso desequilíbrio. Já é sabido que não existem doenças e, sim, doentes. Por quê? Justamente por sermos os próprios causadores de tais doenças com energias/pensamentos negativos de ódio, tristeza, rancor, apatia, stress, enfim, desequilíbrios espirituais de toda ordem.

Um ser equilibrado e feliz é doente? Não, não é, e se iniciar um transtorno, logo se cura. A real sabedoria é ter entendimento e não se deixar levar pelas tempestades e furacões que são nossos problemas, porque nos acometem para nossa própria evolução e crescimento interior.
Devemos ter o costume de, pelo menos uns quinze minutos por dia, pararmos e relaxarmos, entrarmos em sintonia com o transcendental refazendo-nos em energias salutares e poderosas que nos acalmam e refazem. A prece sempre deve acompanhar estes momentos, pois atua livrando-nos do estresse e do desequilíbrio.

Nosso sono físico é um poderoso remédio a este mal, embora também seja um perigoso fator para nos afundar mais, depende de nós! Ao deitarmos devemos buscar estar tranquilo e, em prece, agradecer o dia, bem como, pedir direcionamento ao protetor espiritual para que a noite seja refazedora e instrutiva, direcionando-nos a um correto caminho a fim de adquirir a solução dos nossos problemas. É importante sabermos que, quando não solicitamos a ajuda da luz, podemos ficar a mercê dos espíritos maus e estes alegremente nos envolvem, nos raptam, por fim acordamos mal- tanto física como espiritualmente- e o pior: passamos a agir desequilibradamente atraindo muitas dívidas e infinitas dores, o que, automaticamente, vira uma bola de neve.

Portanto, queridos leitores, cuidemos de nós sabiamente, das nossas energias, dos nossos pensamentos, das nossas atitudes, das nossas noites... Caso contrário o desânimo, a depressão, o stress... podem nos levar a quadros gravíssimos e a uma possível morte. Estar atentos e em sintonia com a luz é de extrema importância para nós, policiar-nos diuturnamente, para que possamos receber flashes e instruções de nossos protetores espirituais, direcionando-nos assertivamente para a resolução de problemas e dificuldades que nos afligem. Quando estamos em um estado de paz e harmonia conseguimos nos conduzir para um desfecho satisfatório, distanciando-nos dos graves erros, aproximando-nos da paz de espírito, da saúde física e espiritual, enfim, da felicidade. A prece, o relaxamento, a meditação são ferramentas poderosas para nos aproximar do plano espiritual, redirecionando nossa mente para algo construtivo, propiciam um canal direto com nosso próprio eu, canalizando a essência da espiritualidade, ajudando-nos a ser mais coerentes, ponderados e sábios. Todavia, mesmo quando nascemos com tais doenças podemos reverter o quadro, mesmo tendo resgates de ações do passado podemos saldá-las antes do tempo, ou seja, podemos sofrer menos, ter menos dissabores, menos doenças, dores... Nossas ações, atitudes, pensamentos e obras é que modificarão nossa sintonia, vibração- por conseqüência- nossas células e assim nossa saúde, nosso sucesso...

Leontina Rita Acorinti Trentin

www.institutoatlantida.com.br
Sobre a Autora:

Leontina R. A. Trentin
Bacharel em Administração, licencianda em Filosofia, atuando há tempo na área de Administração de Empresas, com um vasto currículo em pesquisas e estudos no campo espiritual e filosófico. Escritora e palestrante, dedica sua empresa, Instituto Atlântida, ao ensino da Inteligência Espiritual. Diretora da Editora Atlante que publica livros comprometidos com o auxilio à educação, ao equilíbrio e a evolução dos seres.

Clovis Rossi: De festa e perspectiva

Festejar a perspectiva de crescimento de 1% este ano, como está fazendo agora o governo federal, é típico da mediocridade brasileira. Conformamo-nos com pouco, com muito pouco. É óbvio que, depois de uma baita crise internacional, conseguir crescer é mesmo para festejar. Mas o festejo não dá o direito de perder a perspectiva.

Qual a perspectiva a meu ver mais adequada? É a que oferece João Paulo de Almeida Magalhães, presidente do Centro de Estudos para o Desenvolvimento do Conselho Regional de Economia do Rio de Janeiro, em entrevista para o número de julho da revista do Ipea, o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas.

Há alguns anos, citei aqui Almeida Magalhães apontando 7% como o nível de crescimento desejável para o Brasil, numa época em que parecia um número grande demais. Ele não mudou de opinião e sua "rationale" parece imbatível: "O crescimento entre 1980 e 2005 foi insuficiente, apenas 2%, 3% ao ano. Nesses últimos anos melhorou um pouco e passou a 4%. Mas ainda é insuficiente, porque num período de 30 anos, após a Segunda Guerra Mundial, crescemos 7% na média. Os países asiáticos vêm crescendo nessa faixa há praticamente 30 anos. Assim, vamos voltar a crescer mediocremente como aconteceu nesses últimos 30 anos", disse à revista "Desafios do Desenvolvimento".

Almeida Magalhães lembra ainda um fato óbvio mas que costuma ficar meio nas sombras do noticiário: "O crescimento é uma situação normal em todo o mundo. Não há país que não cresça". Só para lembrar: os outros três Brics (Rússia, Índia e China) desde 1966 crescem o dobro da média anual per capita brasileira (3%). Como diria Che Guevara, se ainda vivesse e conhecesse o Brasil: "Hay que conmemorar pero sin perder la perspectiva jamás".

Texto de Clóvis Rossi na Folha de S. Paulo

Cada governador tem a bancada que merece ?

Enquanto a bancada federal do Ceará brigou com o governador Cid Gomes (PSB) pela liberação de verbas de emendas, a bancada pernambucana na Câmara fez reunião com o governador Eduardo Campos (PSB) e fechou uma estratégia em torno do Pré-Sal: apresentará, nesta quarta-feira, uma emenda conjunta que estipula uma nova divisão para os lucros a serem obtidos com a exploração de petróleo na camada do pré-sal.A proposta – assinada pelos 25 parlamentares – determina que 90% dos lucros com os royalties sejam repartidos entre os estados e municípios não produtores e que o repasse seja via Fundo de Participação dos Estados (FPE) e dos Municípios (FPM). Os 10% restantes iriam para os estados e municípios produtores.
Fonte Eliomar
 
 

Demi Moore lamenta morte de Patrick Swayze no Twitter



Demi Moore usou o Twitter para lamentar a perda de Patrick Swayze, que morreu nesta segunda-feira, 14, vítima de um câncer no pâncreas. "Você é amado por tantos e sua luz sempre vai brilhar em nossas vidas", escreveu a atriz no microblog. Em um um outro post, Demi relembrou seus personagens no longa, "Sam e Molly". "É incrível Molly. O amor de dentro, você leva consigo".

De acordo com Annett Wolf, assessora de imprensa de Swayze, o ator faleceu em seu rancho na Califórnia e estava muito tranquilo. Demi Moore e Patrick Swayze contracenaram juntos, como par romântico, no sucesso "Ghost - Do Outro Lado da Vida", em 1990.

Fonte: Minha Notícia

Prefeitura abre inscrições para concurso de professor

A Prefeitura de Fortaleza abre, a partir desta quarta-feira, o período de inscrições para concurso público destinado ao preenchimento de 1.264 vagas para cargos de professor pedagogo e professor de área específica. O salário é de R$ 1.693,33 e a taxa de inscrição para o concurso é de R$ 80,00. O edital já está no site do Instituto Municipal de Pesquisas, Administração e Recursos Humanos (www.imparh.ce.gov.br), a partir das 10h. As inscrições são exclusivas pela internet, e vão até o dia 04 de outubro.As provas são divididas em três etapas: a primeira é feita com a prova escrita objetiva, enquanto a segunda parte é a prova de redação. Ambas ocorrem no dia 25 de outubro de 2009 e são de caráter eliminatório. Para os aprovados nas duas, há a terceira fase – que é a prova de títulos – e que ocorre nos dias 13, 14 e 15 de janeiro de 2010, com caráter classificatório.Exige-se, do candidadato o diploma de conclusão de curso de graduação em Pedagogia (licenciatura plena) ou das áreas específicas, cujos cursos sejam devidamente reconhecidos pelo Ministério da Educação (MEC) ou órgão normativo de sistema de ensino (estadual ou municipal). Do total de vagas, 5% são destinadas às pessoas com deficiência.
Fonte Eliomar

Issac Cândido e Simone Guimarães

Via Janinha

Contemporâneo: espetáculo musical de Luiz Carlos Salatiel na III Mostra BNB da Canção Brasileira Independente


Dia 19 de setembro, sábado, 19:30, no Centro Cultural BNB – Cariri

Entrada Franca

O Espetáculo
Contemporâneo é um vigoroso espetáculo musical onde o artista, acompanhado de alguns dos melhores músicos da região, interpreta textos e canções autorais.
Salatiel é artista de teatro, música, cinema, militante e produtor cultural desde os anos 70. Um poeta que adotou a arte como única arma e a música como aliada. Sem dúvida, um dos mais importantes nomes da cena artística do Cariri cearense.

O Repertório
O CEGO (J.Flávio Vieira/Luiz Carlos Salatiel)
ORIENTE (Eugênio Leandro)
ESCOLHAS (Carlos Rafael/Zé Nílton)
DONA RUTE, MEU AMOR (Geraldo Urano/Luiz Carlos Salatiel)
O RÁDIO/NADA DE NOVO (Geraldo Urano)
CINE CASSINO (Tiago Araripe)
(INSTRUMENTAL)
SEU OLHAR NO MEU (Abidoral Jamacaru)
GIRASSÓIS (Geraldo Urano/Calazan Callou)
FRIEZA (Florbela Espanca/Luiz Carlos Salatiel)
CANÇÃO CRISTALINA (Rosemberg Cariry/Cleivan Paiva)
LEIA NA MINHA CAMISA (Geraldo Urano/Luiz Carlos Salatiel)
CORAÇÃO SAGRADO (Pachelly Jamacaru)
SOB O LUAR DE OSLO (Geraldo Urano/Luiz Carlos Salatiel)
LIMITE (Luiz Carlos Salatiel/Pachelly Jamacaru)
PORQUE NÃO CANTAR (Pachelly Jamacaru)

A Banda
Ibbertson Nobre: Teclados
Lifanco: Violão e Guitarra
João Neto: Contra-Baixo
Saul: Bateria
Cícero Tertuliano: Percussão

Minc faz campanha sobre os efeitos da radiação solar



Brasília - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participa de campanha de esclarecimento à população sobre os efeitos da radiação solar no ser humano, durante manifestação na Esplanada dos Ministérios pelo Dia Internacional da Proteção à Camada de Ozônio Foto: Antonio Cruz/ABr
N.E: Será que ele tambem fará uma campanha com as empresas fabricantes de protetor solar para tornarem os preços mais acessivéis a população? Não adianta nada fazer essa campanha se não tem como a população ter acesso ao produto.
Fonte Agência Brasil

Maçons dizem que novo livro de Dan Brown é 'boa diversão'


O escritor Dan Brown pode ter provocado o ultraje do Vaticano com "O código Da Vinci", mas seu novo livro, "O símbolo perdido", está sendo bem recebido pelos maçons, que são o tema da obra.Lançado nesta terça-feira (15), o romance de Brown traz de volta o fictício simbologista de Harvard Robert Langdon, afeito a decifrar enigmas. Desta vez a história acontece ao longo de um período de 12 horas em Washington.Mas enquanto a trama fictícia de "Código Da Vinci", envolvendo a Igreja Católica e uma conspiração, provocou ultraje entre alguns católicos e críticas do Vaticano, um alto representante da maçonaria na Austrália descreveu "O símbolo perdido" como trabalho de "um romancista tremendo.""Estamos muito satisfeitos. Não há nada neste livro que vá ofender minha organização. Isto nos proporciona a oportunidade de nos abrirmos um pouco", disse Greg Levenston, grão-mestre da loja maçônica Unida de Nova Gales do Sul e do Território Australiano Capital dos Maçons.Levenston disse que os maçons estão tão instigados com o livro que fundaram um clube do livro que vai se reunir na próxima semana. "É claro que o primeiro livro que vamos rever é 'O símbolo perdido'. É um ótimo começo", disse ele.Levenston falou à Reuters em Sidney num evento de lançamento do livro, que terá tiragem global em inglês de 6,5 milhões de exemplares, a maior tiragem da história da editora Random House, uma unidade do grupo de mídia alemão Bertelsmann AG.Alguns livreiros esperam que "O símbolo perdido" e outros lançamentos de autores de sucesso como Michael Crichton ajudem a reanimar um setor fortemente atingido pela recessão econômica mundial.

"O código Da Vinci" teve mais de 81 milhões de cópias impressas desde seu lançamento em 2003, encabeçando listas internacionais de livros mais vendidos.Levenston disse que os maçons modernos não são tão sigilosos quanto seus antecessores, mas que apertos de mão secretos e palavras especiais ainda são usados para ajudar os membros a identificar-se uns aos outros como "homens de confiança".Ele revelou que dez primeiros-ministros australianos foram maçons.A história da maçonaria, uma organização fraterna, data aproximadamente do século 16. Existem cerca de 4 a 5 milhões de maçons em todo o mundo.

Fonte G1

Trabalhadores em educação farão ato em Brasília pelo piso nacional

"A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) promove hoje (16) ato público em protesto pelo não cumprimento, em vários estados e municípios, da Lei nº 11.738, de 16/07/08, que estipula piso nacional para os professores. A lei estabelece o piso de R$ 950, válido a partir de janeiro deste ano, hoje equivalente a R$ 1.132,40. A concentração será ao meio-dia no Auditório Petrônio Portela, do Senado.A implantação do novo salário foi questionada em ação direta de inconstitucionalidade (Adin 4167) movida pelos governadores do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de Mato Grosso do Sul e do Ceará no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Roraima, do Tocantins e Distrito Federal. Eles alegam falta de recursos para arcar com as despesas. A reivindicação da CNTE é de que o Supremo julgue o mais rápido possível a Adin 4.167 para garantir o cumprimento do piso a partir de 1º de janeiro de 2010.A manifestação será às 14 horas, em frente ao STF. Após o protesto, os educadores marcharão até o Ministério da Educação para novo ato público. A diretoria da CNTE tem audiência marcada às 17h com o ministro Fernando Haddad."
Fonte Eliomar

Aniversários Meu amiguinho

do Blog "Casa Harmônica"


BONS AMIGOS

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Machado de Assis

A Luta de Zé Gobira...Ele Venceu! Por Wilson Bernardo.

MEU TESTEMUNHO! DO MENINO DE RUA DE ONTEM PARA
PARA O HOMEM DA RUA DE HOJE.



Eu, José Gonçalves da Silva, natural de Crato, Ceará, nasci no Baixio das Palmeiras. Com apenas quatro anos de idade perdi minha mãe e aos sete anos perdi Meu pai. Um ano depois de perder meu pai abandonei meu local de nascimento e vim Para o Crato onde passei a dormir na porta da igreja São Francisco, sendo expulso por Varias vezes apenas para dormir em outros lugares. Nesta época ganhei o apelido de “já morreu” por ser franzino e muito sujo. Eu dormi No cemitério por um bom período. Por várias noites saia pelas casas pedindo Restos de comida. Ás vezes recebia ás vezes não, ficando sem almoço e janta, comendo Apenas bananas quando recebia. Quando conseguia algo para comer eu vinha á praça São Vicente lavava o rosto e dormia nos bancos da praça ou nos arredores. Eu passei A recolher-me também na feira da rapadura onde dormia enrolado numa esteira ou Ainda numa barbearia onde havia muitas baratas. Nesta época eu conhecido como “Zé Gobira”.

Depois fui trabalhar na Prefeitura Municipal do Crato, dormindo á noite dentro Do caminhão de trabalho, eu acordava com as baratas formigando pelas partes Intimas do corpo. Quando saía deste trabalho, eu ia lavar carros, trabalhar como chapeado ou vendedor de picolé e pirolitos. Depois, voltava á prefeitura continuando a trabalhar Como gari. Em seguida novamente menino de rua sendo preso várias vezes na delegacia do Crato. Nos idos de 1971 recebi um convite para trabalhar na Transamazônica como servente De pedreiro, passando apenas seis meses na firma. Voltei ao Crato continuando com a vida De menino de rua. Nesta época eu possuía apenas uma cueca, uma camisa e uma bermuda. Eu ficava apenas de cueca para lavar as peças de roupa e as deixava secar vestidas no meu corpo. Fui convidado novamente para a Bahia para construir a ponte do Rio Salgadinho, fui e voltei Continuando a viver como menino de rua. Fui ainda a Recife trabalhar como galego. Mais uma vez voltei ao Crato continuando com as mesmas funções de anteriormente. Ainda trabalhei na Cidade de Fortaleza como babá permanecendo três meses nesta profissão.

Meu intuito era ter algo. Ao voltar mais uma vez á esta cidade, fui trabalhar no Hotel Itaitera e depois no Hotel da falecida Dona Maria na rua da vala. Nesta época alistei-me no Exército servindo no tiro de guerra do Crato. Eram os idos de 1976. Foi um dos momentos em que passei mais fome, pois o horário em que servia me tirava o horário de trabalho. Terminando o serviço militar fui trabalhar no Crato Hotel. Logo depois fui convidado por um amigo, seu José Wellington de Miranda para trabalhar como cobrador de Ónibus em Fortaleza. Durante o dia eu trabalhava e á noite comecei a estudar, cursando a parti da quarta série primaria.Eu tinha pouco tempo, pois ia ao colégio com meu próprio dinheiro arrecado no dia e só podia prestar contas á meia-noite. Ao chegar à capital. Fiquei em algumas empresas. Até que no ano de 1979 resolvi fazer O concurso para Policia Militar onde galguei a função de soldado. Depois fiz curso para cabo. Com o passar do tempo fui promovido a terceiro Sargento, segundo Sargento e primeiro Sargento. Cheguei a ser promovido a subtenente. Hoje sou primeiro tenente da Policia Militar. Durante a vida policial trabalhei em vários postos da corporação. Hoje, trabalho no Colégio da Policia Militar em Fortaleza exercendo a honrada função de coordenador de disciplina do ensino fundamental um. Estou ainda matriculado na Universidade Vale do Acaraú Também nesta capital onde concluo a faculdade de História no colégio da Policia Militar.

Quando eu ainda dormia nas coxias da das calçadas ou nos bancos de praças, eles me acordavam com um balde de água fria. Eu era criança. Não reagia a nada. Para mim aquilo era um infortúnio. Mas eu era digno de Deus. Mesmo diante de tanta dificuldade, afirmo que nunca usei drogas e nunca assaltei alguém. Mesmo assim fui acusado de roubos que não cometi, pois o verdadeiro culpado apareceu. Eu cheguei a ser preso e espancado na delegacia.

Descrevo meu passado com os olhos cheios d’água. O sofrimento fortalece o caráter das pessoas. A dor ensina agente a gemer. De volta ao amado Crato não esqueci as pessoas que fizeram parte da minha vida como Antonio Cazuza, Zé Remendo, Chapeado 90, Geraldo Buzina, André, Gilberto Giriméia, De Apito, Pavão, Neire, Biquim, Feim, Seu Matias, Geraldo Guindão, Juarez, Hermano, Peixoto, Zé Ailton, Borgonha, Zé Dragão, Zé Pé-de-Pano e Correinha. Eu cheguei ainda a ter o prazer de conviver com seu Lunga, Patativa do Assaré, Frei Damião, e Luiz Gonzaga. Dos mais conhecidos no Crato, temos ainda vivo Antonio Cirilo, Compensado, Anchieta, Joel Santana, Chico Alagoano, Manga, Mundeza, Primo Norões, Neném do Guanabara, Zé do Gaibu, Francisquinha da Merenda, Dona Meire da Pousada, o jogador de futebol Briba, o deputado estadual Ely Aguiar, bem como seu pai, Chico Engenheiro e muitos outros.

Ao reviver o passado marcado por tanto preconceitos, diferenças e calúnias não demonstram nenhum ressentimento. Quero mostrar aos menores abandonados de hoje que o caminho para vencer nesta vida é o trabalho e o estudo. Este é o meu desabafo. Não tenho vergonha do passado. Não cometi nenhum ato de desonestidade. Apenas lamento a falta De política pública dos governantes para os jovens carentes. Espero que nossos lideres possam um dia rever esta situação. Eu rezo de todo coração para que nossos meninos de rua tenham oportunidades melhores do que as que eu tive,e que também acima de tudo tenham a mesma coragem e determinação Para melhorar suas vidas e a daqueles que o cercam.


José Gonçalves da Silva (Zé Gobira)
Tenente da Policia Militar do Ceará

Foto: Wilson Bernardo

Em cinco meses, “Minha Casa, Minha Vida” só controi 4,1% das moradias prometidas



“Lançado em março com o objetivo de construir 1 milhão de casas, dos quais 40% se destinam a famílias de baixa renda, o programa Minha Casa, Minha Vida ainda enfrenta o desafio de se consolidar. Até 28 de agosto, 41,4 mil unidades, o que equivale a 4,1% das unidades previstas, tiveram as obras iniciadas, segundo o balanço mais recente divulgado pela Caixa Econômica Federal. O programa é a principal aposta para estimular a economia no médio prazo, depois que as reduções de impostos deixarem de vigorar. Apesar de aprovado pelo Congresso Nacional no fim de junho e de ter sido sancionado pelo vice-presidente José Alencar no início de julho, o Minha Casa, Minha Vida ainda não conseguiu ser incluído no orçamento de 2009.

Enquanto não conta com verba própria, o programa está sendo operado com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e do Fundo de Arrendamento Residencial (FAR). No lançamento do plano habitacional, o governo comprometeu-se apenas com o número de moradias, mas não anunciou um prazo para a conclusão das obras. Para 2010, o governo reservou R$ 10 bilhões no projeto do Orçamento Geral da União, quantia suficiente para construir cerca de 250 mil moradias de baixa renda. Reservado a fundo perdido (gastos que não serão recuperados pelo governo), o dinheiro financiará as prestações mensais, que irão de R$ 50 a 10% da renda familiar, dependendo do caso.

Para amenizar os efeitos das demissões nos primeiros meses da crise, o governo também agiu no mercado de trabalho. Em janeiro, a Receita Federal passou a obrigar as empresas a pagar integralmente o adicional de um terço de férias aos funcionários demitidos sem descontar Imposto de Renda. A medida, na prática, encareceu as demissões. Além disso, o governo ampliou o pagamento do seguro-desemprego para trabalhadores dispensados em dezembro e janeiro, meses em que a indústria mais demitiu. Ao todo, 320 mil pessoas receberam sete parcelas do seguro, em vez das cinco prestações previstas. A medida consumiu R$ 390 milhões do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que custeia o pagamento do benefício.”

Fonte: Agência Brasil

CNPq ganha poder para autorizar acesso a patrimônio genético


Atribuição, que era do Ibama, inclui 'ok' para envio de amostras ao exterior.Ministros do Meio Ambiente e de Ciência e Tecnologia assinaram acordo.O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) tem a partir desta terça-feira (15) autorização para credenciar o acesso de instituições ao patrimônio genético brasileiro. Isso significa que a agência de fomento, ligada ao Ministério da Ciência e Tecnologia, poderá autorizar instituições nacionais, públicas ou privadas, a acessar amostras e componentes do patrimônio genético para pesquisa científica, além de autorizar a remessa dessas amostras a instituição sediada no exterior (desde que para fins de pesquisa científica). Essa atribuição era, até hoje, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama).Autorização foi concedida pelo Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN). O acordo de cooperação técnica foi assinado pelos ministros da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende, e do Meio Ambiente, Carlos Minc. Rezende e Minc assinaram também a exposição de motivos de um novo projeto de lei sobre a biodiversidade brasileira. O PL que tramita no Congresso há anos conseguiu desagradar os dois ministérios. "A nossa proposta é uma tentativa de simplificação", afirmou Rezende, por meio de nota. "O projeto que está no Congresso tem cerca de 170 artigos, e o que levamos para a apreciação da Casa Civil, somente 70, e voltados exclusivamente para a questão da pesquisa em ciência e tecnologia." "O meio ambiente está ganhando mais proteção, pois a melhor defesa é o bom uso dos recursos naturais. Garantir a celeridade das pesquisas é o único meio de garantir nosso patrimônio natural e genético", disse Minc, na nota. "A defesa do meio ambiente depende do conhecimento e o conhecimento depende da pesquisa."

Fonte G1

Você sabe o que custa quase R$ 14.000,00 o litro ?



VEJAM O ABSURDO...
O que é que custa quase R$ 14.000,00 o litro ?
Resposta: TINTA DE IMPRESSORA!
VOCÊ JÁ TINHA FEITO O CÁLCULO?

Veja o que estão fazendo conosco.

Já nos acostumamos aos roubos e furtos, e ninguém reclama mais. Há não muito tempo atrás, as impressoras eram caras e barulhentas. Com as impressoras a jatos de tinta, as impressoras matriciais domésticas foram descartadas, pois todos foram seduzidos pela qualidade, velocidade e facilidade das novas impressoras. Aí, veio a "Grande Sacada" dos fabricantes: oferecer impressoras cada vez mais e mais baratas, e cartuchos cada vez mais e mais caros. Nos casos dos modelos mais baratos, o conjunto de cartuchos pode custar mais do que a própria impressora. Olhe só o cúmulo: pode acontecer de compensar mais trocar a impressora do que fazer a reposição de cartuchos.

VEJA ESTE EXEMPLO:

Uma HP DJ3845 é vendida, nas principais lojas, por aproximadamente R$ 170,00.
A reposição dos dois cartuchos (10 ml o preto e 8 ml o colorido), fica em torno de R$ 130,00.
Daí, você vende a sua impressora semi-nova, sem os cartuchos, por uns R$ 90,00 (para vender rápido). Junta mais R$ 80,00, e compra uma nova impressora e com cartuchos originais de fábrica.. Os fabricantes fingem que nem é com eles; dizem que é caro por ser "tecnologia de ponta". Para piorar, de uns tempos para cá passaram a DIMINUIR a quantidade de tinta (mantendo o preço).Um cartucho HP, com míseros 10 ml de tinta, custa R$ 55,99. Isso dá R$
5,59 por mililitro. Só para comparação, a Champagne Veuve Clicquot City Travelle custa, por mililitro, R$ 1,29.

Só acrescentando: as impressoras HP 1410,
HP J3680 e HP 3920, que usam os cartuchos HP 21 e 22, estão vindo somente com 5 ml de tinta!

A Lexmark vende um cartucho para a linha de impressoras X, o cartucho 26, com 5,5 ml de tinta colorida, por R$ 75,00.Fazendo as contas: 1.000 ml / 5.5 ml = 181 cartuchos R$ 75,00 = R$ 13..575,00.

Veja só: R$ 13.575,00, por um litro de tinta colorida. Com este valor, podemos comprar, aproximadamente:

- 300 gr de OURO;
- 3 TVs de Plasma de 42';
- 1 UNO Mille 2003;
- 45 impressoras que utilizam este cartucho;
- 4 notebooks;
- 8 Micros Intel com 256 MB.

Ou seja, um assalto!
Está indignado? Então, repasse este e-mail adiante, pois os fabricantes alegam que o povo não reclama de nada, que perdeu a capacidade de se indignar

Texto enviado por: Samuel Teles
Dando o Crédito Correto: Autoria do texto ( descoberto depois ) - TARSO ARAÚJO

Previsão do Tempo e Almanaque - 16 de Setembro de 2009

Bom Dia! Boa Quarta-feira, 16 de Setembro de 2009. Estamos mantendo uma média de 900 a 1000 acessos diários, o que talvez nesse mês possamos atingir a meta de 30.000 acessos, ou mesmo, quebrar esse recorde.

Previsão do Tempo

A previsão do tempo para hoje, segundo o site Climatempo, é de Dia de Sol, com algumas núvens e amigos, parece que não chove mais nessa região do planeta. Quase todo dia, é essa mesma previsão. Dá até pra copiar de um dia para o outro. Ó Deus, peço pra chover de mansinho... Temperatura máxima de 27 graus e a mínima de 18 graus ( só se for na geladeira ). Informações do Climatempo.

ALMANAQUE

16 de setembro. Dia de São Cornélio

Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado, depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o sucessor, martirizado por aquele cruel tirano. Assim, Novaciano consagrou-se bispo e proclamou-se papa, isto é, antipapa. Nessa condição, criou-se o primeiro cisma da Igreja. A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adotada em relação a um dos seus maiores problemas da época, referente aos "lapsos", nome dado aos sacerdotes e fiéis que renegavam a fé e separavam-se da Igreja durante as perseguições que se impunham aos cristãos.

Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adotado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas a toda essa oposição contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África. Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Cività-Vecchia, em Roma.

No exílio, o papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Onde encontrava um pouco de alegria era nas cartas que recebia do bispo Cipriano, seu admirador e amigo de fé, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo. Morreu em junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem daquele imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto. A festa litúrgica do santo papa Cornélio foi colocada, no calendário da Igreja, no dia 16 de setembro, junto com a de são Cipriano, que depois também foi martirizado pela fé em Cristo.

Eventos históricos:

* 1782 - O Brasão de Armas dos Estados Unidos da América é usado pela primeira vez.
* 1810 - Início da Guerra da Independência do México.
* 1824 - Frei Caneca se refugia na cidade de Abreu e Lima, derrotado na Confederação do Equador.
* 1854 - Desembarque de tropas aliadas na Guerra da Criméia.
* 1908 - General Motors é fundada por William Durant.
* 1941 - A cidade de Odessa é ocupada pelas tropas alemãs.
* 1944 - Tropas brasileiras da FEB ocupam Massarosa, Monte Canunale e Il Monte, na Itália.
* 1947 - Oswaldo Aranha é eleito presidente da Assembléia Geral da ONU.
* 1955 - Golpe militar na Argentina depõe o Presidente Juan Perón
* 1969 - A Junta militar brasileira emite nota oficial comunicando o afastamento definitivo de Costa e Silva e a constituição de uma junta de três generais para encaminhar a questão sucessória (v. AI-15).
* 1969 - É proibida no Brasil a música "Je t'aime, moi non plus".
* 1982 - 2 mil palestinos são massacrados nos acampamentos de Sabra e Chatila, nos subúrbios de Beirute Ocidental, por forças direitistas do exército libanês articuladas com militares israelenses. (v. Invasão do Líbano).
* 1984 - O primeiro transplante de coração animal (babuíno) para ser humano.
* 1987 - Assinado o Protocolo de Montreal para a redução da emissão de gases nocivos à camada de ozônio. Em comemoração, a ONU declarou a data como Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio.
* 1993 - Primeira transmissão (original) nos EUA, na NBC, da série de televisão Frasier.
* 2004 - Furacão Ivan atinge a Flórida.
* 2004 - Parlamento Pan-africano é aberto na África do Sul.

Nascimentos:

* 1098 - Hildegarda de Bingen, compositora e religiosa alemã (m. 1179)
* 1745 - Mikhail Golenishchev-Kutuzov, militar russo.
* 1837 - Rei Pedro V de Portugal (m. 1861)
* 1846 - Anna Bonus Kingsford, médica e escritora britânica (m. 1888)
* 1853 - Albrecht Kossel, médico alemão (m. 1927)
* 1853 - Ilya Ilyich Mechnikov, médica francesa (m. 1927)
* 1891 - Karl Dönitz, almirante alemão (m. 1980).
* 1897 - Cândido Motta Filho, jornalista, escritor e intelectual brasileiro.
* 1910 - Karl Kling, piloto alemão de F-1 (m. 2003).
* 1914 - Lupicínio Rodrigues, cantor e compositor brasileiro. (m. 1974)
* 1926 - Plinio Barbosa Martins, advogado e político brasileiro. (m. 1998)
* 1924 - Lauren Bacall, atriz americana.
* 1925
o B. B. King, músico norte-americano.
o Dom Frei Lucas Cardeal Moreira Neves, cardeal brasileiro (m. 2002).
* 1942 - Elói Roggia, bispo brasileiro.
* 1951
o René van de Kerkhof, ex-futebolista holandês.
o Willy van de Kerkhof, ex-futebolista holandês.
* 1953 - Manuel Pellegrini, treinador de futebol chileno.
* 1955 - Renan Calheiros, político brasileiro.
* 1956
o David Copperfield, mágico e ilusionista norte-americano.
o Mickey Rourke, ator norte-americano.
* 1957 - Falcão, músico brasileiro.
* 1958 - Jennifer Tilly, atriz norte-americana.
* 1960 - Mike Mignola, autor norte-americano de Banda Desenhada.
* 1963
o Richard Marx, cantor e ator norte-americano.
o Andréa Beltrão, atriz brasileira.
* 1965 - Karl-Heinz Riedle, ex-futebolista alemão.
* 1967 - Daniele Balli, goleiro italiano.
* 1968 - Rafael Alkorta, ex-futebolista espanhol.
* 1969 - Marc Anthony, cantor e compositor norte-americano.
* 1970 - Yuriy Nykyforov, ex-futebolista russo.
* 1973 - Marcelo Aguiar, cantor e ator brasileiro.
* 1974
o Tariq Saleh, jornalista brasileiro.
o Fricson George, futebolista equatoriano.
o Frédéric Da Rocha, futebolista francês.
* 1975 - Carlos Pardo, automobilista mexicano (m. 2009).
* 1976 - Adel Chedli, futebolista tunisiano.
* 1978
o Rakhmatullo Fuzaylov, futebolista tadjique.
o Carolina Dieckmann, atriz brasileira.
o Ebrahim Mirzapour, goleiro iraniano.
* 1979
o Keisuke Tsuboi, futebolista japonês.
o Ricardo Esteves, futebolista português.
* 1980 - Gaia Bermani Amaral, modelo e apresentadora brasileira.
* 1981 - Alexis Bledel, atriz estadunidense.
* 1982 - Keoagetse Radipotsane, futebolista botsuanês.
* 1984 - Katie Melua, cantora anglo-georgiana.
* 1985
o Madeleine Zima, atriz norte-americana.
o Fábio Santos, futebolista brasileiro.
* 1987 - Daren Kagasoff, ator norte-americano.
* 1988 - Teddy Geiger, cantor e ator norte-americano.
* 1990 - Joe Esoi, futebolista guamês.
* 1991 - Jéssica Esteves, apresentadora brasileira.
* 1992 - Nick Jonas, cantor norte-americano da banda Jonas Brothers.
* 1994 - Stéfano de Gregorio, ator argentino.

Falecimentos:

* 96 - Domiciano,Imperador romano (n. 51)
* 827 - Papa Valentino,papa (n. 780)
* 1380 - Rei Carlos V de França (n. 1338)
* 1394 - Clemente VII, antipapa do Grande Cisma do Ocidente (n. 1342)
* 1701 - Rei Jaime II de Inglaterra (n. 1633)
* 1896 - Carlos Gomes, compositor brasileiro (n. 1836)
* 1911 - Edward Whymper, alpinista britânico (n. 1840).
* 1925 - Alexander Friedmann, matemático e cosmólogo russo (n. 1888)
* 1973 - Victor Jara, cantor e compositor do Chile, assassinado.
* 1977 - Maria Callas, cantora lírica estadunidense de origem grega (n. 1923)
* 1980 - Jean Piaget, biólogo e psicólogo suiço (n. 1896)
* 2006 - Mário Teixeira Gurgel, bispo católico (n. 1921)
* 2008 - Lourenço Diaferia, contista, cronista e jornalista brasileiro (n. 1933)

Feriados e eventos cíclicos:

* Dia da Independência do México
* Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio, a Ozonosfera
* Festival de Dana (3 dias) em honra da Mãe tríplice ou Tríplice Deusa (Mitologia celta).

* São Cornélio, Papa e mártir.
* São Cipriano, Bispo de Cartago e mártir.


HOJE NA HISTÓRIA

Em 1896, nesta data, falecia talvez o maior compositor Brasileiro: Carlos Gomes

Antônio Carlos Gomes (Campinas, 11 de julho de 1836 — Belém do Pará, 16 de setembro de 1896) foi o mais importante compositor de ópera brasileiro. Destacou-se pelo estilo romântico, com o qual obteve carreira de destaque na Europa. Foi o primeiro compositor brasileiro a ter suas obras apresentadas no Teatro alla Scala. É o autor da ópera O Guarani. Carlos Gomes nasceu em Campinas e ficou conhecido por Nhô Tonico, nome com que assinava, até, suas dedicatórias. Nasceu numa segunda-feira numa humilde casa da rua da Matriz Nova, na "cidade das andorinhas". Foram seus pais Manuel José Gomes (Maneco Músico) e dona Fabiana Jaguari Gomes. A vida de Antônio Carlos Gomes foi, sempre, marcada pela dor. Muito criança ainda, perdeu a mãe, tragicamente. Seu pai vivia em dificuldades, com diversos filhos para sustentar. Com eles, formou uma banda musical, onde Carlos Gomes iniciou seus passos artísticos. Desde cedo, revelou seus pendores musicais, incentivado pelo pai e depois por seu irmão, José Pedro de Sant'Anna Gomes, fiel companheiro das horas amargas.

É na banda do pai que ele vai fazer, em conjunto com seus irmãos, as primeiras apresentações em bailes em concertos. Nessa época, Antônio Carlos Gomes alternava o tempo entre o trabalho numa alfaiataria costurando calças e paletós, e o aperfeiçoamento dos seus estudos musicais. Aos quinze anos de idade, compõe valsas, quadrilhas e polcas. Aos dezoito anos, em 1854, compõe a primeira Missa, Missa de São Sebastião, dedicada ao pai e repleta de misticismo. Na execução cantou alguns solos. A emoção que lhe embargava a voz comoveu a todos os presentes, especialmente ao irmão mais velho, que lhe previa os triunfos. Em 1857, compõe a modinha Suspiro d'Alma com versos do poeta romântico português Almeida Garrett.

Ao completar 23 anos, já apresentara vários concertos, com o pai. Moço ainda, lecionava piano e canto, dedicando-se, sempre, com afinco, ao estudo das óperas, demonstrando preferência por Giuseppe Verdi. Era conhecido também em São Paulo, onde realizava, freqüentemente, concertos, e onde compôs o Hino Acadêmico, ainda hoje cantado pela mocidade da Faculdade de Direito. Aqui, recebeu os mais amplos estímulos e todos, sem discrepância, apontavam-lhe o rumo da Corte, em cujo conservatório poderia aperfeiçoar-se. Todavia, Carlos Gomes não podia viajar porque não tinha recursos.

A primeira ópera

Em 4 de setembro de 1861, foi cantada, no Teatro da Ópera Nacional, A Noite do Castelo, o primeiro trabalho de fôlego de Antônio Carlos Gomes, baseado na obra de Antônio Feliciano de Castilho. Constituiu uma grande revelação e um êxito sem precedentes, nos meios musicais do País. Carlos Gomes foi levado para casa em triunfo por uma entusiástica multidão, que o aclamava sem cessar. O Imperador, também entusiasmado com o sucesso do jovem compositor, agraciou-o com a Imperial Ordem da Rosa. Carlos Gomes conquistou logo a Corte. Tornou-se uma figura querida e popular. Seus cabelos compridos eram motivo de comentários, e até ele ria das piadas. Certa vez, viu um anúncio, que fora emendado: de "Tônico para cabelos", fizeram "Tonico, apara os cabelos!". Virou-se para seu inseparável amigo Salvador de Mendonça e disse, sorrindo: - Será comigo? Francisco Manuel costumava dizer, a respeito do jovem musicista: "O que ele é, só a Deus e a si o deve!" A saudade de sua querida Campinas e de seu velho pai atormentava-lhe o coração. Pensando também na sua amada Ambrosina, com quem namorava, moça da família Correia do Lago, Carlos Gomes escreveu essa jóia que se chama Quem sabe?, de uma poesia de Bittencourt Sampaio, cujos versos "Tão longe, de mim distante... " ainda são cantados pela nossa geração.

Dois anos depois desse memorável triunfo, Carlos Gomes apresenta sua segunda ópera, Joana de Flandres, com libreto de Salvador de Mendonça, levada à cena em 15 de setembro de 1863. Como corolário do êxito, na Congregação da Academia Imperial de Belas Artes, foi lido um ofício do diretor do Conservatório de Música, comunicando ter sido escolhido o aluno Antônio Carlos Gomes para ir à Europa, às expensas da Empresa de Ópera Lírica Nacional, conforme contrato com o Governo Imperial. Estava, assim, concretizada a velha aspiração do moço campineiro, que, mesmo comovido, ao ir agradecer ao Imperador a magnanimidade, ainda se lembrou do seu velho pai e solicitou para este o lugar de mestre da Capela Imperial. Dom Pedro II, enternecido ante aquele gesto de amor filial, acedeu.

Europa

O Imperador preferia que Carlos Gomes fosse para a Alemanha, onde pontificava o grande Wagner, mas a Imperatriz, Dona Teresa Cristina, napolitana, sugeriu-lhe a Itália. A 8 de novembro de 1863, o estudante partiu, a bordo do navio inglês Paraná, entre calorosos aplausos dos amigos e admiradores, que se comprimiam no cais. Levava consigo recomendações de Dom Pedro II para o Rei Fernando, de Portugal, pedindo que apresentasse Carlos Gomes ao diretor do Conservatório de Milão, Lauro Rossi. O jovem compositor passou por Paris, onde assistiu a alguns espetáculos líricos, mas seguiu logo para Milão. Lauro Rossi, encantado com o talento do jovem aluno, passou a protegê-lo e a recomendá-lo aos amigos. Em 1866, Carlos Gomes recebia o diploma de mestre e compositor e os maiores elogios de todos os críticos e professores. A partir dessa data, passou a compor. Sua primeira peça musicada foi Se sa minga, em dialeto milanês, com libreto de Antonio Scalvini, estreada, em 1 de janeiro de 1867, no Teatro Fossetti. Um ano depois, surgia Nella Luna, com libreto do mesmo autor, levada à cena no Teatro Carcano.

Carlos Gomes já gozava de merecido renome na cidade de Milão, grande centro artístico, mas continuava saudoso da pátria e procurava um argumento que o projetasse definitivamente. Certa tarde, em 1867, passeando pela Praça do Duomo, ouviu um garoto apregoando: "Il Guarany! Il Guarany! Storia interessante dei selvaggi del Brasile!" Tratava-se de uma péssima tradução do romance de José de Alencar, mas aquilo interessou de súbito o maestro, que comprou o folheto e procurou logo Scalvini, que também se impressionou pela originalidade da história. E, assim, surgiu O Guarani, que apesar de não ser a sua maior nem a melhor obra, foi aquela que o imortalizou. A noite de estréia da nova ópera foi 19 de março de 1870. Não há quem não conheça os maravilhosos acordes de sua estupenda abertura. A ópera ganhou logo enorme projeção, pois se tratava de música agradável, com sabor bem brasileiro, onde os índios tinham papel de primeiro plano. Foi representada em toda a Europa e na América do Norte.

O grande Verdi, já glorioso e consagrado, teria dito de Carlos Gomes, nessa noite memorável: "Questo giovane comincia dove finisco io!" ("Este jovem começa de onde eu termino!"). E, na noite de 2 de dezembro de 1870, aniversário do Imperador D. Pedro II, em grande gala, foi estreada a ópera no Teatro Lírico Provisório, no Rio de Janeiro. Os principais trechos foram cantados por amadores da Sociedade Filarmônica. O maestro viveu horas de intensa consagração e emoção. Depois, O Guarani foi levado à cena nos dias 3 e 7 de dezembro, sendo que, nesta última noite, em benefício do autor. Nesta data, o maestro ficou conhecendo André Rebouças. Após o espetáculo, houve uma alegre marche au flambeaux, com música, até ao Largo da Carioca, onde estava hospedado Carlos Gomes, em casa de seu amigo Júlio de Freitas. Por intermédio de André Rebouças, o compositor foi apresentado ao ministro do Império, João Alfredo Correia de Oliveira, em sua casa, nas Laranjeiras. Em 1871, a 1º de janeiro, Carlos Gomes vai a Campinas, visitar seu irmão e protetor José Pedro Santana Gomes. Em 18 de fevereiro, com André Rebouças, despede-se do Imperador, em São Cristóvão. E, no dia 23, segue para a Europa novamente.

Outras óperas, outros triunfos

Na Itália, Carlos Gomes casou-se com Adelina Péri, que devotou toda sua vida ao maestro. Desse consórcio, nasceram cinco filhos, muito amados pelo compositor. Todavia, um a um foram morrendo em tenra idade, tendo restado somente Ítala Gomes Vaz de Carvalho, que escreveu um livro, em que honrou a memória do seu glorioso pai. Na península, Carlos Gomes escreveu, a seguir, Fosca, considerada por ele sua melhor obra, Salvador Rosa e Maria Tudor. Em 1866, recebeu Carlos Gomes, de novo no Brasil, uma justa consagração na Bahia, onde, a pedido do grande pianista português, Artur Napoleão, compôs o Hino a Camões, para o Quarto Centenário Camoniano, executado simultaneamente ali e na Corte, com grande sucesso. Carlos Gomes, porém, não mais perseguia somente a glória. Abalado por seguidos e profundos desgostos, doente, desiludido, procurava uma situação que lhe permitisse viver em sua pátria e ser-lhe útil. Seu estado, contudo, era mais grave do que supunha. De volta à Itália, compôs a grande ópera Lo Schiavo, que entretanto, por vários motivos, não pôde ser representada ali. Foi levada à cena, pela primeira vez, em 27 de setembro de 1887, no Rio de Janeiro, em homenagem à Princesa Isabel, a Redentora, com esplêndido sucesso.

Os últimos anos

Em 3 de fevereiro, outra vez na Itália, Carlos Gomes estréia, no Scala de Milão, a ópera Condor, com grande êxito, pois, nessa peça, apresentara uma nova forma, muito mais próxima do recitativo moderno. O mal que o levaria ao túmulo, nessa época, fazia-o sofrer dolorosamente. Todavia, as desilusões, as decepções, a ingratidão de seus compatriotas e as dores físicas ainda não lhe haviam quebrado a resistência. Ainda estava à espera de sua nomeação para o cargo de diretor do Conservatório de Música, no Brasil. Nesse tempo, infelizmente, foi proclamada a República, e seu grande amigo e protetor, Dom Pedro II, é exilado, com grande mágoa de Carlos Gomes. Compôs, ainda, Colombo, poema sinfônico que, incompreendido pelo grande público, não obteve êxito. Finalmente, após tanto sofrimento, chegou-lhe um convite. Lauro Sodré, então presidente do Pará, pediu-lhe para organizar e dirigir o Conservatório daquele Estado. Carlos Gomes volta para a Itália, a fim de pôr em ordem suas coisas, despedir-se dos filhos e reunir elementos para uma obra grandiosa que, apesar de seu estado, sempre mais grave, ainda conseguiu realizar. Amigos aconselharam-no a fazer uma estação em Salso Maggiore, mas ele desejava partir, quanto antes, para sua pátria. Chegou a Lisboa, por estrada de ferro, e recebeu comovedora homenagem. A 8 de abril de 1895, nessa mesma cidade, sofre a primeira intervenção cirúrgica na língua, sem resultados animadores. Embarca, no vapor Óbidos, para o Brasil. De passagem por Funchal, tem o prazer de reabraçar seu velho amigo André Rebouças, ali exilado. Em 14 de maio, foi recebido pelo povo paraense com enternecedoras manifestações de apreço. No entanto os últimos dias de Carlos Gomes em Belém foram de grande sofrimento. Seu mal era muito grave, e os esforços médicos não conseguiam diminuir as dores.Uma única vez ele saiu de casa, quando foi ao Conservatório de Música, que não chegou a dirigir. No dia 11 de julho, data de seu aniversário, as homenagens tributadas ao compositor davam a medida da afetividade que inspirava. Em vários pontos da cidade ouviam-se os acordes da protofonia de O Guarani, e os jornais alimentavam a dor pública com o relatório constante do agravamento do estado geral do compositor. Estava montado o cenário onde aconteceria a representação final do pathos do artista genial, do brasileiro ilustre, do consagrado testa di leone (cabeça de leão, devido à farta cabeleira), como algumas publicações italianas o chamavam. Cercado por autoridades e amigos, com o governador Lauro Sodré à cabeceira, Carlos Gomes morreu às 22 horas e 20 minutos de 16 de setembro de 1896. Seu corpo foi embalsamado, fotografado e, em seguida, exposto à visitação pública, cercado de flores e objetos como partituras e instrumentos, bem de acordo com a idealizada "morte bela" do Romantismo. Descrevendo os cenários da morte, os jornais tratavam com solenidade o acontecimento, destacando o repouso, o sono intérmino, o triunfo silente do grande artista. Diziam os jornais, o maestro não morrera; antes, cruzara os umbrais da Fama!

Dois dias depois do falecimento, o corpo do maestro foi transferido para o Conservatório de Música. O cortejo varou a noite de Belém. Desatrelado das parelhas de animais, o carro funerário era conduzido pelo povo, numa insólita romaria colonial anunciada pelos acordes de O Guarani e iluminado pelas velas e archotes levados no préstito ou dispostos nas varandas das casas. De 18 a 20 de setembro de 1896, o corpo ficou exposto em câmara ardente nos salões do Conservatório de Música, que se transformou em santuário cívico e espaço para as representações do afeto coletivo pelo compositor, como registram as imagens de época. Em seguida, foi levado para o Cemitério da Soledade, um misto de panteão e cemitério-jardim, onde estavam sepultados heróis da guerra do Paraguai, como o general Henrique Gurjão, acompanhado por aproximadamente 70 mil pessoas, que levavam andores, quadros, alegorias e guirlandas. Numa Belém cujos círculos letrados eram fortemente influenciados pelo positivismo, o cortejo fúnebre tornou-se uma verdadeira procissão cívica, em grande parte por iniciativa também do governo do Pará, que instrumentalizou a morte de Carlos Gomes.

O maestro porém, não foi sepultado em Belém. A pedido do presidente do Estado de São Paulo, Campos Sales, o compositor foi levado para lá, com honras e transporte militares, a bordo do vapor Itaipu. Antes, na setecentista Catedral da Sé no Pará, foi celebrada uma missa de réquiem entoando-se uma Elegia a Carlos Gomes. Seu ataúde dominava o centro de um monumento funerário de quatorze metros de altura, em um catafalco encomendado por Lauro Sodré. O culto aos grandes homens dava forma à religião cívica do positivismo e exaltava os nomes reconhecidos pela Humanidade. Ao final das cerimônias litúrgicas e ao deixar o porto de Belém rumo a Santos, o Itaipu não transportava apenas os restos de Carlos Gomes. Também conduzia o corpo de um mito que alimentara a imaginação de um Brasil singular até mesmo em suas representações.

Diante de seu estado, pouco antes de morrer o governo de São Paulo autorizou uma pensão mensal de dois contos de réis, enquanto ele vivesse e, por sua morte, de quinhentos mil réis, aos seus filhos, até completarem a idade de 25 anos. Nessa ocasião, existiam somente dois filhos do glorioso maestro.

Dias antes de sua morte, Carlos Gomes diria, fatalista: "Qual, o mano Juca não chega... eu sou mesmo o mais caipora dos caipiras..."

Os gloriosos despojos do maestro, se encontram hoje no magnífico monumento-túmulo, em Campinas, sua terra natal, na Praça Antônio Pompeu. A duas quadras dali está o Museu Carlos Gomes, que reúne objetos e partituras do compositor. Em 1936, em todo o País, foi comemorado o centenário de seu nascimento, com grandes solenidades.

Epílogo

Carlos Gomes faz jus também ao nosso reconhecimento pelo seu grande espírito de brasilidade, que sempre conservou, mesmo no estrangeiro. Quando da estréia O Guarani, em Milão, o famoso tenor italiano Villani, escolhido para o papel de Peri, criou um problema: ele usava barbas, e recusava-se a raspá-las. Carlos Gomes protestou: "Onde se vira índio brasileiro barbado?" mas, afinal, tudo se acomodou. O tenor era um dos grandes cartazes da época e não podia ser dispensado. Assim, acabou cantando, após disfarçar os pelos, com pomadas e outros ingredientes. A procura de instrumentos indígenas foi outro tormento para o maestro. Em certos trechos de música bárbara e nativa, eram necessários borés, tembis, maracás ou inúbias. Andou por toda a Itália, mas não os encontrou, e foi preciso mandar fazê-los, sob sua direção, numa afamada fábrica de órgãos, em Bérgamo.

Fontes: Climatempo, 10emTudo, Edições Paulinas, Wikipedia

Pensamentos do Dia - 16 de Setembro de 2009


"Os ideais que iluminaram o meu caminho são a bondade, a beleza e a verdade."

Albert Einstein

"O homem é um animal racional que perde sempre a cabeça quando é chamado a agir pelos ditames da razão."

Oscar Wilde

"Aqueles que não fazem nada estão sempre dispostos a criticar os que fazem algo."

Oscar Wilde

"Não há ninguém, mesmo sem cultura, que não se torne poeta quando o Amor toma conta dele."

Platão

E agora Senador Renan Calheiros?


Renan Calheiros, líder do PMDB no Senado, pediu a cassação do mandato do colega Arthur Virgílio, PSDB-AM, acusado de ter autorizado a permanência de um assessor na Espanha com tudo pago pelo Senado. O assessor de Virgílio estudou cinema em Barcelona. O blog do jornalista Fábio Pannuzio revelou que um assessor de Renan estudou inglês durante três meses na Austrália com tudo pago pelo Senado.

Nem Arthur pediu a cassação do mandato de Renan nem Renan viu nada demais no que fez. “Não sou porteiro do Senado”, esquivou-se Renan. Arthur esta devolvendo ao Senado o que foi gasto com seu assessor na Espanha. Não passa nem remotamente pela cabeça de Renan fazer algo parecido.

Fonte: Blog do Noblat.

Comentário do blogueiro José Sales: Para os "esquecidos" de plantão, o Senador Calheiros faz parte das chamadas "tropas de choque" existentes desde o Governo Fernando Collor de Melo, reeditadas recentemente em defesa da posição indefensável do Senador José Sarney, na Presidencia do Senado Federal.

CRATO - Fundação reedita obras sobre o Cariri

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HUBERTO CABRAL, secretário do Instituto Cultural do Cariri, destaca o valor das obras que serão lançadas, especialmente para pesquisadores e interessados na história da região (Foto: Antônio Vicelmo)

Crato A Fundação Waldemar Alcântara lança, no Cariri, novos títulos da coleção "Biblioteca Básica do Ceará", entre os quais "O Cariri", de Irineu Pinheiro, sobre o descobrimento, povoamento e costumes da região. A edição estava esgotada. A solenidade de lançamento será realizada amanhã, às 17h, no auditório do Instituto Cultural do Cariri, com a presença do ex-governador Lúcio Alcântara.

Além de "O Cariri", serão lançados mais dez livros, entre os quais, "Algumas Origens do Ceará", de Antônio Bezerra, um trabalho de investigação documental sobre as origens do Ceará; "Fortaleza - Revista literária, filosófica, científica e comercial", um vasto material que dá subsídios à pesquisa em diversas áreas do conhecimento; e "Índice Alfabético da Legislação Provincial do Ceará".

Para o secretário do Instituto Cultural do Cariri, Huberto Cabral, a reedição do livro "O Cariri" é o resgate da história regional e, sobretudo, o reconhecimento de um dos mais importantes escritores da região.

Irineu Pinheiro escreveu três livros: "Juazeiro do Pe. Cícero e a Revolução de 1914", em 1938; "O Cariri" (1930), e "Efemérides do Cariri" (1963), considerado pelo próprio autor a sua melhor obra. Todos eles foram esgotados. "Com a reedição de "O Cariri", o Ceará ganha uma importante fonte de pesquisa, uma vez que o livro abrange todos os setores da origem da região", afirma Cabral.

"O Cariri" foi aclamado até pelo escritor José Lins do Rego, que definiu o livro como "uma obra de fôlego, feita com seriedade e o tom de narração viva dos melhores escritores do gênero". Irineu Pinheiro, segundo Lins do Rego, foi um escritor de primeira qualidade, colocando-se entre os melhores do País.

O sul do Ceará, segundo Irineu Pinheiro, era uma aldeia habitada pelos índios Cariri, um povo pacato, característica que os batizou com esse nome porque no falar de Porto Seguro, "kiriri" significa calado, tristonho, sincero. Irineu Pinheiro, no "O Cariri", diz que a palavra "cariri" é oriunda de "caa" (mato) e "ira" (mel), ou "cai" (queimado), "ira" (mel) ou "rirê" (depois que).

A tribo subdividia-se em grupos de diversas denominações, de acordo com os dialetos falados: Quixeréu, Curianêse, Calabaça, Cariú, Tremembé, Pacajus, Icó, Cariri, Cariré, Jucá, Jenipapo, Jandaia, Sucuru, Garanhuns, Choco, Fulniê, Acena e Romaria. Qualquer índio da região era conhecido como Cariús, por ser a maior tribo existente na época.

Graduação em Medicina

Irineu Pinheiro nasceu no Crato, em 6 de Janeiro de 1881, e faleceu aos 21 de Maio de 1954. Foi filho de Manoel Rodrigues Nogueira Pinheiro e Irinéia Pinto Nogueira Pinheiro. Cursou o primário no Seminário São José e graduou-se em Medicina na Faculdade Nacional do Rio de Janeiro em 1910.

De volta ao Crato, clinicou durante muitos anos e foi um dedicado estudioso da história da região, no qual foi mestre. Exerceu grandes funções na cidade. Faleceu em 1954 acometido por um ataque cardíaco fulminante enquanto escrevia uma carta.

Mais informações
Instituto Cultural do Cariri
Rua Maildes Siqueira,
(88) 3523.4410
3523.3108

Fonte: DN

O Triste fim para o rádio cearense - Por: Francisco Djacyr de Souza

MÍDIA RADIOFÔNICA
Triste fim para o rádio cearense

O rádio cearense, infelizmente, está tendo um fim rápido, provocado exclusivamente pela falta de organização dos que deles fazem parte. Os ouvintes não se organizam em prol de uma programação de qualidade, os radialistas não se conscientizam do que é classe e quais os mecanismos da luta de classes e os políticos só querem rádio para satisfazer seus interesses e propaganda do que não fazem. O rádio é um instrumento unicamente de poder nas mãos de políticos, pastores e padres que esquecem completamente os objetivos da educação e utilizam esse meio para vender fé e transformar sua programação em instrumentos de alienação e lavagem cerebral para manter no poder quem aí está.

Não se promove ação nenhuma em nome do rádio e ele continua, assim, sucumbindo diante do entreguismo e da ganância. Falar em concessão pública é crime hediondo, pois esta sequer existe no pensamento de nossa sociedade, que continua a esquecer que a comunicação é um direito humano fundamental.

Nosso rádio está povoado de situações que mostram o desrespeito que se tem pelo usuário. Em vários momentos vemos radialistas proferirem agressões verbais que certamente não conduzem a lugar nenhum a não ser ao fim de um meio que já tem muitos anos e hoje vem sendo destruído de forma criminosa pelos donos do poder. Certo dia, ao ouvir rádio, um radialista falava abertamente como tinha se masturbado para colher material para uma inseminação artificial. Isso é fazer rádio? O problema é que tem quem goste e dá audiência para este tipo de verborragia. Em outro momento, um radialista agredia verbalmente um ouvinte que criticava seu programa. Isso é fazer rádio? Em outro momento ainda, um radialista desfila "alôs" para todos os "doutores" e "empresários" sem sequer lembrar do ouvinte pobre que está ouvindo e também queria ser lembrado. Isso é rádio?

Para que radialista local?

No nosso rádio, temos invasão cultural onde somos obrigados a saber o que se passa não na nossa cidade, mas na cidade dos outros ouvindo claramente todo o linguajar sulista. Isso é rádio? Por outro lado, estas redes nacionais acabam promovendo repetição de notícias e atrapalhando até mesmo entrevistas importantes em função do compromisso com a rede em questão. Isso é rádio? Não podemos aceitar que o rádio seja destruído por interesses políticos e acabe sendo defenestrado pela ação desregrada do processo de concessões e pela completa falta de atitudes sérias dos órgãos responsáveis que insistem em deixar o rádio ser destruído e ser agredido por mensagens nunca a serviço de nosso povo.

A grande questão é a seguinte: o que querem fazer do rádio? Por que querem destruí-lo desta forma? O que vai acontecer ao rádio? Certamente, o seu fim é cada vez mais próximo e resulta de um processo contínuo de agressões e invasões que povoam as emissões radiofônicas sem nenhum tipo de ação da nossa sociedade. Por outro lado, onde estão os radialistas nesse momento? Talvez nem saibam da história e da importância do rádio e acabam desprezando oportunidades de se organizarem e promoverem sua recuperação. Seria o fim do rádio? A situação é gravíssima e é urgente que os radialistas vejam que em breve sua profissão será uma atividade em extinção. Nos rádios FM já eliminaram os operadores e nos rádios AM as vítimas poderão ser os radialistas, pois com programas produzidos por grandes redes, para que radialista local? O problema é que nossos radialistas só se preocupam com o agora, descem o malho em seu Sindicato e geralmente não participam do mesmo. Como poder criticar.

Todos querem o caos

Vimos em um blog denominado Gente de Mídia que a Ceará Rádio Clube, a pioneira, vai eliminar todos os programas locais, o que significa desemprego para radialistas e talvez para os que fazem o rádio. O problema é que já denunciamos este feito e infelizmente ninguém acreditou no que dissemos – em muitos casos até fomos passíveis de críticas e de descrédito. Nossa profecia aconteceu, adeus Ceará Rádio Clube, e agora, adeus emprego...

A cultura do egoísmo ainda predomina no nosso rádio e sabemos claramente que cada um dos radialistas só se movimenta quando é prejudicado e simplesmente ao adquirir novo prefixo comprando horários de outros radialistas tudo é esquecido. Nosso rádio carece, sim, de mensagens. Há momentos em que alguns radialistas promovem espetáculos de palavrões e outros radialistas acham tudo isso bonito e perfeito, o que faz com que acreditemos que todos querem o caos. Nessa situação, o rádio com certeza já acabou e morreu e somente uma ação organizativa de seus agentes poderá ressuscitá-lo para o bem da comunicação e da cidadania.

Por Francisco Djacyr S. de Souza em 15/9/2009
Observatório da Imprensa

Raimundão se diz satisfeito no PMDB


Em entrevista concedida à Imprensa local, o ex-prefeito de Juazeiro do Norte, Raimundo Macedo, revelou que tem se sentido bem no âmbito do PMDB partido ao qual se filiou no último dia 7 de abril. Disse que, ainda hoje, recebe cumprimentos pela sua decisão em ter deixado o PSDB, partido que lhe negou legenda para disputar reeleição ao cargo de Prefeito de Juazeiro. Ele tem visitado diversos municípios da região do Cariri na busca de fortalecer a agremiação visando às eleições do próximo ano.

Raimundão já não esconde mais o desejo de disputar um mandato de deputado federal e os contatos preliminares, também, são neste sentido. Sobre o PMDB, insiste no fato de estar feliz no partido e que foi bem recebido a partir do seu presidente regional, Eunício Oliveira. A sua filiação, há cinco meses, foi das mais concorridas no auditório do Verdes Vales Lazer Hotel e o líder político caririense teve sua ficha abonada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer.

Via Beto Fernandes

A Internet e as Eleições - Saiba o que Muda !


O Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira, por meio de acordo entre lideranças partidárias, a retirada de restrições de cobertura para portais e sites, acabando com a lista de propostas que censuravam a atuação de páginas da web em campanhas eleitorais. Em uma emenda apresentada durante os debates feitos pelo colegiado, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) optou por mudar novamente de versão e estabelecer apenas que esteja garantido o direito de resposta em caso de eventuais ofensas durante o processo eleitoral. Com a conclusão da votação da matéria no Senado, ela volta para a Câmara devido às alterações e, para ter validade ainda no pleito de 2010, precisa ser sancionada pelo presidente Lula até o dia 3 de outubro, data que marca um ano antes do primeiro turno.

A sugestão do parlamentar tucano acaba com sua própria tese de que, por exemplo, aos portais não seriam permitidas opiniões em relação a um candidato específico. Em meio aos debates, Azeredo encaminhou nova proposta sobre a atuação da web, resumindo o projeto na premissa de que "é livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio da rede mundial de computadores, assegurado o direito de resposta".

Também pelas emendas apresentadas pelos senadores Alvaro Dias (PSDB-PR) e Aloizio Mercadante (PT-SP), a internet não pode ser equiparada às emissoras de rádio e televisão, concessionárias de serviço público, como chegaram a defender diversos senadores, inclusive o próprio Azeredo. Na avaliação do parlamentar petista, "a história da internet é a história da liberdade".

"A internet é o grande espaço da democracia contemporânea, direta e representativa. Por ser o espaço da liberdade, é onde se reúne o maior volume de conhecimento que a humanidade produziu. Não vejo como a gente possa tentar controlar o incontrolável, tentar restringir o irrestrito. Não é dado ao Congresso Nacional dispor sobre a extensão à Internet de restrições legais impostas à imprensa, gênero em que se incluem os rádios e as TVs", disse Mercadante.

"A internet é uma forma de comunicação que não admite a censura. Tentar fazer isso é um completo equívoco, em todos os sentidos. O texto proposto (previamente pelos senadores Eduardo Azeredo e Marco Maciel) configura censura prévia e se constitui atraso imperdoável", comentou Alvaro Dias.

"Defendo a liberdade na internet e sou contra a censura desse meio de comunicação que surgiu há poucos anos. Não me coloco e nunca me coloquei contra a internet", rebateu o senador Eduardo Azeredo, argumentando, no entanto, que a completa falta de regulamentação para a atividade na web representaria "a prevalência da insegurança e da omissão".

"A Internet é uma tecnologia que veio para ficar e deve ser totalmente aberta, não sofrendo nenhum tipo de restrição", disse o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Em discussão nas comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado, os parlamentares chegaram a aprovar restrições à cobertura de campanhas eleitorais feitas por portais de internet. Emenda inicial dos senadores Marco Maciel (DEM-PE) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) dispôs que ao portal não seriam permitidas opiniões em relação a um candidato específico, além de todos os candidatos alvo de cobertura pelos websites terem obrigatoriamente de ter o mesmo espaço de destaque, a não ser que houvesse "motivo jornalístico que o justifique". No texto aprovado pelas comissões, os portais também não poderiam apoiar candidatos via web e seria responsabilidade deles, a partir do início de julho do ano da eleição, não divulgar propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido ou coligação. Os sites também não poderiam veicular imagens de realização de pesquisa ou qualquer outro tipo de consulta popular de natureza eleitoral em que seja possível identificar o entrevistado. Todas essas restrições foram retiradas a partir de um acordo feito nesta terça em Plenário.

Propaganda paga na web

Pela proposta confirmada nesta terça pelo Plenário, sites de notícia e de busca estão autorizados a publicar propaganda paga apenas de candidatos à Presidência da República, com limite de 24 inserções para cada um. A nova regra não constava da proposta de minirreforma eleitoral aprovada pela Câmara dos Deputados em meados de julho.

Em todo caso, ressaltam os senadores, o espaço dedicado à propaganda eleitoral na web não poderá ser reservado exclusivamente a um único partido ou candidato. A propaganda eleitoral na internet hoje só é permitida na página do candidato destinada exclusivamente à campanha eleitoral e na do partido político.

Sites de candidatos

Emenda aprovada pelo Senado acaba com o artigo que estabelece a retirada das páginas dos candidatos do ar dois dias antes das eleições (48 horas) até 24 horas depois da eleição. Atualmente, uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que os candidatos devem retirar sua página do ar dois dias antes das eleições até 24 horas depois do pleito.

Os candidatos também terão liberdade total na internet ao utilizarem blogs, mensagens instantâneas e sites de redes sociais. Pela proposta, fica permitida ainda a propaganda de candidato, partido político ou coligação e fica autorizado também o chamado tratamento "privilegiado" ou "diferencial" em blogs ou páginas semelhantes que sejam assinadas por pessoa física.

Atualmente uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite que os candidatos façam campanha apenas por meio de um site destinado para as eleições, sob o domínio ".can.br".

Políticos cassados

Os senadores definiram que a escolha dos substitutos de prefeitos e governadores cassados por crimes eleitorais deverá ser feita por meio de eleições diretas, independentemente de quando ocorra a cassação. Atualmente, o TSE estabelece que, quando o político cassado foi eleito em primeiro turno, se faz eleição direta. No entanto, se estiver no fim do mandato (dois últimos anos), se realiza eleição indireta.

Quando o político cassado não teve mais da metade dos votos (geralmente em caso de segundo turno), se anula os votos do cassado e se faz um cálculo dos votos válidos, se o segundo colocado obtiver mais da metade dos votos, ele assume.
Debates

O projeto aprovado nesta terça pelo Plenário do Senado prevê que os veículos de comunicação - inclusive os portais de internet - não são obrigados a convidar para debate todos os postulantes a determinado cargo público, mas tenham de encaminhar convite a todos os partidos que tenham um mínimo de dez deputados federais em seus quadros, além de terem de realizar o debate com pelo menos dois terços dos candidatos a um cargo específico.

Se mantida pela Câmara dos Deputados, que terá de dar a palavra final sobre a questão, a regra irá banir candidatos de pequenos partidos e, em tese, poderia excluir até a vereadora e ex-senadora Heloisa Helena (Psol) de um eventual debate com postulantes à Presidência da República. Atualmente, é assegurada a participação de candidatos dos partidos com representação na Câmara dos Deputados nos debates, sem número mínimo de parlamentares.

Doações online

O Senado autorizou a doação eleitoral via internet ou telefone. As transações poderão ser feitas online com cartões de crédito ou débito e por telefone, por meio de boleto bancário ou de cobrança na conta telefônica. Até as últimas eleições, as doações só poderiam ser feitas por meio de depósitos em dinheiro identificados, cheques nominais ou transferência eletrônica de depósitos.
"Doação oculta"

Ao rejeitar emendas, o Senado permitiu que pessoas físicas e jurídicas façam repasses sem se identificarem a partidos políticos, para que essas agremiações, por sua vez, encaminhem para os candidatos. A prática da doação oculta já funciona como praxe em campanhas políticas, emnbora não fosse regulamentada.
Pesquisas

Emenda do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) obriga os institutos de pesquisas eleitorais a utilizar os dados populacionais levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Crivella, essa é uma forma de dificultar a manipulação de pesquisas.

Pela Lei 9.504/97, que estabelece normas para as eleições, as entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos candidatos, para conhecimento público, são obrigadas, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça Eleitoral, até cinco dias antes da divulgação, todas essas informações. A emenda de Crivella especificou, no entanto, que os dados utilizados deverão ser fornecidos pelo IBGE.
Voto impresso

O Plenário do Senado rejeitou emenda defendida pelo PDT segundo a qual pelo menos 2% dos votos deveriam ser impressos para garantir a conferência dos dados registrados na urna eletrônica. A questão havia sido aprovada na Câmara dos Deputados, Casa que terá de dar a palavra final do Parlamento sobre o assunto.

Outdoor

Uma emenda do senador Alvaro Dias (PSDB-PR) que restabelecia o uso de outdoors, banidos em 2006, nas campanhas eleitorais foi rejeitada pela maioria do Plenário. A proposta do tucano tinha por objetivo "reduzir os cursos da campanha". "(É para) Evitar o abuso do poder econômico, manter a cidade limpa e evitar a poluição nas cidades, porque placas, cartazes, pirulitos, estandartes e outras peças utilizadas na campanha proporcionam o abuso do poder econômico", defendeu o parlamentar, sem, contudo, conseguir convencer os demais colegas a aprovar o retorno de outdoors.

Fonte: Website Terra


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