xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 13/09/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



Comunidade Cratense no Facebook - Mais de 25.000 seguidores. Clique em Curtir e adicione a sua Foto !

13 setembro 2009

Ao mestre Almir Deodato Flamengo. por Elmano Rodrigues Pinheiro





Apesar de um território flamenguista, uma casa era o berço de todas as paixões que podem preencher a alma de um cidadão de todos os credos.
A amizade, o respeito, e o carinho, marcaram profundamente a vida de um Crato tão repleto de bons sentimentos, plantados por essa figura tão frágil que carregava de todos os amigos, uma veneração tão profunda que mais parecia uma idolatria.
Hoje, ficou plantado no seio dessa cidade que tanto amamos, um momento de despedida que sabíamos não demorar muito, e que a história há de registrar como um dos mais belos exemplos das figuras que tanto marcaram e representaram, o espírito do cidadão genuinamente cratense, numa galeria de tantos nomes ilustres.
Ao seu Almir, de longe o meu muito obrigado pelas boas lembranças, pelo jeito amigo de ser, e pelas boas passagens que tanto marcaram a nossa Pedra Lavrada.
Elmano Rodrigues Pinheiro.



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Votorantim é flagrada com 98 pessoas trabalhando como escravos

Fiscais do Ministério do Trabalho encontraram 98 pessoas trabalhando como escravos em uma obra da Votorantim, entre os municípios de Caçu e Itarumã, no sudoeste de Goiás.Desde junho, os trabalhadores faziam o corte das árvores da área de 4.700 hectares do futuro reservatório da Usina Hidrelétrica de Salto do Rio Verdinho, construída pela Companhia Brasileira de Alumínio, ligada ao grupo Votorantim. O procurador do trabalho, Alpiniano do Prado Lopes, denunciou que os trabalhadores não recebiam salário há três meses, e que as condições de transporte e de alojamento eram desumanas. Durante a "seleção", realizada em Confresa (MT) e Ituiutaba (MG), os responsáveis pelo aliciamento prometiam aos trabalhadores pagamentos entre R$ 80 e R$ 120 por dia, enquanto na carteira de trabalho o valor registrado era de um salário mínimo, o que, conforme o procurador, gerava "caixa 2" com a sonegação de benefícios. A obra conta com R$ 250 milhões de financiamento do BNDES. O banco declarou ter solicitado à Votorantim explicações e que, se a empresa for condenada, terá de pagar antecipadamente e de uma só vez o valor integral do empréstimo contraído.

Fonte Tem Notícia

Jornalista que atirou sapato em Bush terá recepção de herói


A família do jornalista Montazer al-Zaidi, condenado a um ano de prisão por jogar um par de sapatos, em dezembro de 2008, no então presidente dos Estados Unidos George W. Bush, disse hoje que está preparando uma festa para recebê-lo como herói quando for libertado nos próximos dias."Os preparativos estão intensos e esperamos que Montazer seja liberado amanhã ou na próxima terça-feira", afirmou Udai, um dos irmãos de Zaidi, à Agência Efe.Em 14 de dezembro de 2008, Zaidi atirou seus sapatos contra Bush, durante uma entrevista coletiva conjunta com o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, em Bagdá."Este é o beijo de despedida, cachorro!", gritou Zaidi ao arremessar os calçados na direção do então presidente americano, cometendo duas ofensas graves no Iraque e no mundo muçulmano - jogar sapatos e chamar alguém de cachorro.Udai disse que dezenas de pessoas expressaram interesse em participar da recepção a Montazer.Em março de 2009, Zaidi foi condenado a três anos de prisão por ato hostil contra um chefe de Estado estrangeiro, um crime que consta no artigo 223 do Código Penal iraquiano, sentença que um mês depois foi reduzida para um ano.Responsável pela defesa de Zaidi, o advogado Diaa al-Saadi, adiantou à Efe, que seu cliente será libertado antes do final da pena por bom comportamento.Zaidi tem 27 anos e é repórter do canal de televisão por satélite Al-Bagdadiya. A partir do incidente é tratado, por muitos, como herói nacional e transformou-se em um símbolo da luta contra a ocupação americana do Iraque.Formado na Faculdade de Informação da Universidade de Bagdá, Zaidi começou a trabalhar em 2005.

NE - Se ele soubesse que tem adeptos dessa modalidade aqui no Crato! Quem estava no Coloquio Imago deste ano, teve a oportunidade de ver.

Fonte: UOL

A Fonte Luminosa da Praça da Sé vai Voltar. Diz o prefeito Samuel Araripe !

Uma lembrança minha e um compromisso de Samuel Araripe:

A Fonte Luminosa da Praça da Sé vai voltar !

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Naquele tempo...

Assim começa um dos mais belos trechos da Bíblia, tão lido nas inúmeras missas que assistíamos na Igreja da Sé em Crato. Meu pai, homem muito católico, nos levava à missa aos domingos quando criança, para que pudéssemos compartilhar da palavra de Deus, e como forma de se sentir pertencendo à própria comunidade, já que era um homem que se preocupava muito com o fator exclusão social, e devido à sua origem humilde de agricultor, sempre procurou fazer com que nos integrássemos mais com a nova comunidade da cidade que acabáramos de chegar: O Crato.

E como o Crato era belo e atrativo naquele tempo! Lá pelos idos de 1973, eu já tinha conhecimento dos deliciosos sorvetes e pudins da lanchonete do Bantim, assistia aos filmes no Cine Moderno, Cassino, Educadora, e já conhecia uma das sete maravilhas do mundo ( pensava eu ): A Fonte luminosa da Praça Cristo-Rei e a Fonte luminosa da praça da Sé, que enchiam nossos olhos de lágrimas, ao ver sob potentes jorros ostentados na abóbada celeste, as diferentes cores fulgurantes que hoje eu desconheço existir em praças do interior: Vermelho, Amarelo, Verde, Azul... coisas que marcaram a retina e o coração de todos os Cratenses. Infelizmente, patrimônio tão belo, essas fontes foram em épocas subsequentes, misteriosamente quebradas pela mais absoluta incompetência administrativa que o Crato já possuiu, e nos deixou apenas saudades.

Primeiro, que quebraram a fonte da praça Francisco Sá - DE GRAÇA - A fonte estava lá, prontinha, quando da noite para o dia, começaram a quebrar de marreta, e eu presenciei aquela cena grotesca. Para fazer algo ? Nada ! - na praça da Sé, não foi diferente: Derrubaram a fonte luminosa, para construir o que existe lá hoje, um coreto que 99.9% dos Cratenses detestam. Fruto de incompetentes, que sem qualquer consulta, destruíram um patrimônio público que nunca era pra ter sido tocado pelo dedo sujo deles. Aliás, falando em incompetência, outra barbárie, ou atrocidade cometida por prefeitos APEDEUTAS anteriores, foi a destruição da Casa da Heroína Bárbara de Alencar, um dos maiores marcos históricos, derrubada pela pura e simples ESTUPIDEZ de um governante que sequer sabia assinar direito o nome, que dirá valorizar o patrimônio histórico. Na verdade, como já frisamos aqui no Blog do crato inúmeras vezes, o Crato, infelizmente, passou cerca de 30 anos sendo governado ( salvo algumas excessões ), por gente que só se preocupou em destruir a cidade e se aproveitar do cargo que ocupavam.

Mas trago aqui uma notícia no mínimo, alentadora para todos nós que amamos esta cidade. de Frei Carlos Maria de Ferrara: Estive em conversa recente com o atual prefeito e amigo Samuel Araripe, e este me garantiu na entrevista, que se existe uma das coisas que ele pretende deixar para os cratenses quando terminar este seu mandato, é a volta da fonte luminosa da Praça da Sé. Não sei bem como é que os arquitetos irão conseguir resgatar a originalidade daquela fonte, e suas fulgurantes cores, talvez através de fotografias, mas hoje, como se sabe, com a tecnologia, moderna, tudo é possível. Sem dúvida, a volta dessas fontes luminosas, que um dia já foram os mais belos cartões postais do Crato, trará uma dívida de gratidão por parte de todos os Cratenses que amam esta terra, e nos faz lembrar a frase de Alexandre Arraes, impressa em alto relêvo lá na própria praça Francisco Sá, aonde existia uma das fontes:

"Sede Bem-Vindo. Nesta terra há lugar para todas as pessoas de Boa Vontade."

Por: Dihelson Mendonça
Foto: Autor Desconhecido, mas restaurada por Dihelson Mendonça

O cariri visto da cumeeira - Por: João Ludgero

cariri - cima

Acima: O Cariri visto do satélite - Google Earth - Dihelson Mendonça


As imagens de satélites, ou mesmo o Google Earth, possibilitaram a noção do conjunto, da unidade do nossos tão querido e sofrido planeta. E essa visão externa foi extraordinária, porque passamos a ter a consciência de unidade e, também, ao mesmo tempo, a percepção de que a natureza tornara-se um bem escasso.
Visto do alto o cariri apresentasse como uma mancha cinza, sem muitas cores. Más se mudarmos a escala, diminuindo-a um pouco, descobriremos um pequeno coração verde no cariri, e este coração é a nossa Floresta Nacional do Araripe. Descendo mais um pouco o Google Eart, veremos que esta pequena mancha verde não é homogênea, pois existe uma grande diversidade dentro dessa unidade, começando pela diversidade dos ecossistemas e passando pela diversidade cultural que existe na nossa região.
Sabemos que não é só a tecnologia que muda a percepção do mundo. As diversas formas de compreender o mundo variam com os interesses humanos, e são, via de regra, interesses conflitivos. Em se tratando do entendimento e exploração da nossa região não vai ser diferente.
Espero que este pequeno ensaio chame a atenção dos que fazem o cariri, pois este crescimento rápido e alavancado com dinheiro externo, ao mesmo tempo que levanta prédios, derruba matas. Quero dizer que a nossa FLONA, nos últimos anos, passou por profundas transformações. É importante reconhecermos isso, uma vez que, num processo, repleto de sangue, suor, lágrimas e muita fé, como foi o processo de ocupação do cariri. Desde a década de 1980 que vêm ocorrendo mudanças estruturais e fundamentais na nossa região, para citar só uma foi a pseuda política de industrialização promovida por Tasso, onde na verdade veio uma única indústria para o Crato que foi a Grendene, porém promoveu o macrocefalismo urbano no cariri, onde só aumentou a população favelada da mesma. Se não reconhecermos estas mudanças estruturais, não entenderemos os processos em curso e nem poderemos fazer uma reflexão para subsidiar políticas mais conseqüentes para o cariri.
Podemos citar algumas mudanças importantes, tais como a conectividade, o cariri até pouco tempo era um grande arquipélago, desligado do território nacional. A conectividade tradicional é a estabelecida pelas estradas, porém, a mais importante é a conectividade pela rede de telecomunicações, que foi vital para o cariri, permitindo a conexão do cariri com o território nacional e com o mundo todo.
Não podemos deixar de mencionar sobre outra mudança fundamental que foi a econômica. O cariri vem, nos últimos anos, redefinindo sua economia visando atender às demandas impostas pelo capital hegemônico a fim de torna-se atraente para os novos financiamentos. Tal processo ocorre impulsionado por programas de atração de investimentos privados para o Estado, sobretudo a partir de 1995, com o Plano de Desenvolvimento Sustentável do Governo Estadual e tendo continuidade até os dias atuais. Antes vivíamos basicamente de atividade do setor primário, a agricultura e o extrativismo, hoje possuímos indústrias, com impactos negativos muito conhecidos.
Outra mudança fundamental e preocupante vem ocorrendo no povoamento, que era todo no baixo curso dos rios, e hoje ocupasse as sua cabeceiras, ou seja, o crescimento horizontal de municípios como Crato, Juazeiro e Barbalha, esta indo cada vez mais de encontro com a encosta da chapada, justamente onde fica a nossa mata úmida da FLONA.
Acreditamos que a visão dessas mudanças estruturais ajuda, assim, a derrubar certos mitos sobre a nossa região, que é importante destacar, também não revela homogênea, nem na sua percepção interna, nem na sua percepção externa.
Não queremos só crescimento econômico, queremos também desenvolvimento econômico, e se possível for com desenvolvimento sustentável, pois o cariri é uma região especial não só do ponto de vista econômico, mas principalmente natural e cultural.

Saudações Geográficas!
João Ludgero

Prêmio Nobel da Paz Norman Borlaug morre aos 95

Cientista americano é considerado pai da 'revolução verde'.Borlaug morreu em sua casa, em Dallas, por complicações do câncer.O cientista americano Norman Borlaug, pai da chamada "revolução verde" que ganhou o prêmio Nobel da Paz por seu trabalho no combate à fome mundial que salvou milhões de vidas, morreu na noite deste sábado (12), no Texas, informou um porta-voz da universidade do A&M. Ele tinha 95 anos.Borlaug morreu pouco antes das 23 horas (1h do domingo em Brasília), na sua casa em Dallas por complicações do câncer, disse a porta-voz da instituição, Kathleen Phillips. Segunda a porta-voz, uma neta do cientista informou sobre sua morte. Ele era professor emérito da universidade College Station.O comitê do Nobel concedeu o prêmio a Borlaug em 1970 por suas contribuições nas pesquisas sobre variações de planta de alta produtividade e outras inovações agrícolas para o desenvolvimento mundial. Muitos especialistas creditam a ele a revolução verde que preveniu a fome global na segunda metade do século XX e salvou cerca de 1 bilhão de vidas.Graças à revolução verde, a produção mundial de alimentos mais que dobrou entre os anos 60 e 90. No Paquistão e na Índia, dois países que foram diretamente beneficiados pela descoberta de novas variedades agrícolas, as safras quadruplicaram no período.Borlaug começou o trabalho que o levou ao Nobel no México no final da Segunda Guerra Mundial. Foi no país que ele desenvolveu algumas de suas inovadoras técnicas para produzir variedades de trigo resistente a pragas e que produziam muito mais grãos que a planta tradicional.Junto a outros cientistas, ele levou as novas técnicas e outras similares voltadas para a produção de arroz e milho à Ásia, Oriente Médio, América do Sul e África.
Fonte G1

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por Ivens Roberto de Araújo Mourão

A seguir, algumas estórias que são próprias da cidade naquelas décadas tranqüilas.

Um Crato bem antigo. Em destaque a Igreja da Sé, o Seminário e parte do Colégio Diocesano. Abaixo a casa da heroína Bárbara de Alencar, absurdamente demolida.

Acima: Casa que pertenceu a Dona Bárbara de Alencar

Foto muito rara do espaço onde hoje existe a Praça da Sé. Eu ainda alcancei, pois ela foi construída para a festa do Centenário (1953). Neste espaço, segundo o Padre Gomes, citando João Brígido iniciou o aldeamento do Miranda, embrião da cidade: “A fixação (do aldeamento) foi feita em uma pequena eminência, justamente onde se encontra o Quadro da Matriz do Crato. Tudo, sob a suprema direção, espiritual e temporal, dos Capuchinhos da Penha do Recife, aqui, pessoal e superiormente chefiados por Frei Carlos Maria de Ferrara.” Também, foi palco de momentos históricos na cidade. Segundo J. Figueiredo Filho: “A 3 de maio de 1817, o Crato aderiu à revolução soprada de Pernambuco, proclamada em frente à Matriz, pelo Sub-diácono José Martiniano de Alencar (futuro pai do escritor José de Alencar), coadjuvado pela família, tendo à frente sua genitora Bárbara Pereira de Alencar, e por vários patriotas cratenses.”Aí se reuniram as tropas cratenses que foram lutar pela Independência do país contra as tropas portuguesas no Piauí e Maranhão. Antes, em 1º de setembro de 1822, do prédio da Câmara Municipal (de onde foi colhida esta foto) houve uma proclamação de independência precursora ao sete de setembro. Segundo J. Figueiredo Filho: “Em gesto de altivez, ordenou a Câmara Municipal de Crato que se procedessem as eleições que iriam votar nos representantes da Comarca para a Constituinte Brasileira.” Nesse mesmo local ficaram acantonadas as tropas enviadas pelo Governo do Estado para combater os jagunços do Floro Bartolomeu.

Praça da Sé Antiga

Praça da Sé, com o busto do primeiro bispo, Dom Quintino.

Praça da Sé atual
Outro ângulo da Praça, colhido por mim.

JORNALEIROS

No Crato, nas décadas de 40 e 50, as notícias provinham do rádio ou de jornais, que eram ansiosamente aguardados com a chegada do trem, embora com atraso de um dia. É difícil, nos dias de hoje, quando as notícias de qualquer parte do mundo são ao vivo, entendermos esta morosidade. Uma maneira de você saber que o trem havia chegado, sem ir à estação, era ouvir os jornaleiros apregoando, em altas vozes, os nomes dos jornais de Fortaleza: Correio do Ceará, Unitário e O Povo. Um desses jornaleiros, com certeza analfabeto, pronunciava o nome dos três jornais da seguinte forma:

- “Morreu, enterra o povo!!!”

JUMENTA NO CIO

A feira do Crato era setorizada. Cada quarteirão era especializado em determinado produto. Assim, havia o trecho dos cereais, das cordas, das roupas, dos calçados, das frutas, das lamparinas, das redes, das carnes etc. Os produtos de barro (quartinhas, panelas, potes etc) ficavam no trecho ao lado da Associação Caixeiral. A Igreja de São Vicente ficava próxima e à sua esquerda, “estacionavam” dezenas de jumentos. Todos amarrados aos troncos das árvores, no meio da rua, o que lhes proporcionava uma agradável sombra.


Prédio da Associação Caixeiral onde se ensinava Contabilidade. No trecho da Rua Dr. João Pessoa entre o prédio e a Praça 3 de Maio funcionava a feira das “loiças”. Os jumentos sempre achavam de correr para este setor, onde o estrago era grande... Na foto, observa-se uma lavadeira com uma trouxa de roupa na cabeça, dirigindo-se para o Rio “das Piabas”. A poluição ainda não tinha chegado...

Naquele magote de animais sempre tinha uma jumenta no cio. E também o jumento que se excitava, o que era facilmente percebido por todos... Logo a meninada tratava de facilitar aquele “encontro amoroso”. Sorrateiramente, um menino desamarrava o jumento, que se dirigia para a jumenta no cio. Um outro menino soltava a jumenta, identificada por ficar agitada, querendo fugir do “garanhão”. Logo se iniciava a perseguição. E na correria, às vezes atravessando por dentro da Igreja de São Vicente, acompanhada pela gritaria da meninada, o “casal” achava de correr justamente pela feira dos utensílios de barro. O estrago de quebrar as “loiças” era imenso...

Uma cheia do Rio Grangeiro em 1930, ainda não poluído.

Local do “estacionamento” dos jumentos. A Igreja está à esquerda. Existiam mais árvores e não eram podadas, proporcionando um maior sombreamento.

Continua..

Fonte: Livro: "Só no Crato", de Ivens Roberto de Araújo Mourão - Diretos de postagem concedidos ao Blog do Crato pelo autor - Todos os Direitos Reservados, inclusive fotográficos.

Contas de Fortaleza - TCM aponta irregularidades!


NE: PT e corrupção? irregualridades?? Nunca!! Intriga da
oposição!!

O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) julgou 51 contas de Gestão dos secretários da Prefeitura de Fortaleza referentes ao período compreendido entre 2005 e 2008. O número, apesar de aparentemente considerável, no entanto, é baixo, se for levado em conta o organograma do Executivo da Capital, que atualmente tem 36 órgãos, sem contar com os fundos municipais cujos gestores também são obrigados a prestar contas.As contas de Gestão anuais são apresentadas pelos secretários e presidentes de câmaras municipais e julgadas diretamente pelo TCM, não precisando passar pelo crivo dos legislativos das cidades, como ocorre com as contas de Governo, da responsabilidade dos prefeitos, cujos julgamentos são feitos pelos próprios vereadores, com a ajuda do Tribunal de Contas que emite um parecer prévio. O parecer pode, no entanto, ser desconsiderado por dois terços dos vereadores.ImprobidadeDas 51 contas dos secretários da Prefeitura de Fortaleza, referentes ao período de 2005 a 2008, primeiro mandato de Luizianne, os conselheiros do TCM aprovaram 33 e desaprovaram 17.

Questão que chama atenção é que apenas uma das seis secretarias executivas regionais teve conta julgada, a SER V, relativa a 2005, consideradas irregulares com nota de improbidade administrativa, conforme veiculado na edição de 27 de julho do Diário do Nordeste.Do total já apreciado por aquela Corte, 46 são processos de Contas de Gestão ou Tomadas de Contas. Das 33 contas aprovadas, a maioria é oriunda de órgãos cujos orçamentos são baixos em relação ao total de recursos da Prefeitura como a Controladoria Geral do Município (2005/06/07), Secretaria de Defesa do Consumidor (2005 e 2006) e Procuradoria Geral do Município. Já em outras consideradas estratégicas como o Gabinete da Prefeita, Guarda Municipal de Fortaleza, Secretaria de Administração, Autarquia Municipal de Trânsito (AMC), Secretaria de Infra-Estrutura (Seinf), Secretaria de Educação e Secretaria de Planejamento e Orçamento (duas das três julgadas), as contas foram consideradas irregulares.EspeciaisEntre os casos que chamam a atenção figuram as desaprovações das tomadas de contas especiais da Secretaria de Administração (SAM) e da Fundação de Cultura, Esporte e Turismo (Funcet).

A primeira foi motivada por um pedido do deputado estadual José Albuquerque (PSB), articulador político do governador Cid Gomes (PSB) na Assembléia Legislativa, sendo Cid um dos principais aliados da prefeita Luizianne Lins (PT), em relação à documentação do contrato de prestação de serviço entre a SAM com a Fundação de Cultura, Pesquisa e Cultura (Fcpc), no valor de R$ 525.000,00. A contratação, por dispensa de licitação, foi considerada irregular por aquela Corte, que ainda imputou multa de R$10.641,00 ao secretário de Administração, Alfredo Pessoa. No referido processo foi imputada nota de improbidade administrativa ao secretário.Já a tomada de contas da Funcet é relativa aos gastos do Carnaval de Fortaleza de 2007. No referido ano, a oposição à prefeita Luizianne Lins (PT) na Câmara Municipal concentrou no debate em torno de suposto super-faturamento no pagamento dos cachês dos artistas que tocaram no Réveillon 2006/2007 organizado pela Prefeitura, realizado meses antes.LicitaçõesSobre o evento Réveillon, foram encontradas 28 irregularidades como ausências de processos licitatórios para realizações de despesas como palco, passagens aéreas, veiculação aos meios de comunicação e infra estrutura. O TCM considerou as contas irregulares com nota de improbidade, aplicando multa de R$ 68.102,40 à então presidente da Funcet, Fátima Mesquita, e imputação de débito de R$ 186.465,12 para ressarcimento ao erário municipal. Dessas duas decisões ainda podem recorrer os gestores municipais que foram punidos.

Fonte Central de Notícias
Charge Jornal O Povo

Maluf pode se livrar de denúncia por lavagem de dinheiro


O tempo conta duplamente a favor do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP): graças à idade avançada (recém completou 78 anos) e à tramitação prolongada de um inquérito criminal, ele poderá livrar-se, já neste ano, de eventualmente vir a ser punido por crimes de lavagem de dinheiro, delitos que lhe são atribuídos pelo Ministério Público Federal. Maluf conta com o benefício da dúvida --a presunção de inocência-- e com a certeza de que os processos costumam ser mais demorados no Supremo Tribunal Federal, em Brasília. O inquérito subiu para o STF quando Maluf foi eleito, em 2006, pois ganhou direito a foro especial. A demora o favorece, pois aumenta a hipótese de prescrição. É quando se esgota o prazo previsto em lei para que o Estado possa exercer o direito de processar ou condenar alguém. Como tem mais de 70 anos, Maluf também é beneficiado por uma lei que reduz pela metade o tempo para a prescrição, cuja contagem começa da data do suposto crime. Pelos cálculos da Procuradoria, já neste ano ele não poderá ser condenado por eventual crime de lavagem de dinheiro na Inglaterra; a suposta prática do mesmo delito na Suíça prescreve em 2010, e, na ilha de Jersey, em 2014. Um eventual crime de formação de quadrilha estará prescrito no próximo ano. O ex-prefeito nega as acusações. Segundo seu assessor de imprensa, Adilson Laranjeira, "Paulo Maluf não tem e nunca teve conta no exterior". Em agosto de 2007, o ministro Eros Grau, do STF, arquivou inquérito em que Maluf era investigado por crime de corrupção na construção do túnel Ayrton Senna, porque o prazo para responsabilizá-lo havia se esgotado em 2004.

Desde fevereiro de 2007, está com o ministro Ricardo Lewandowski, do STF, o inquérito 2.471, em que Paulo Maluf e mais dez pessoas, entre elas sua mulher, Sylvia, os filhos Flávio, Lígia, Lina e Otavio e outros familiares foram acusados criminalmente pelos mesmos fatos que motivaram recente bloqueio de bens numa ação civil pública em São Paulo. Maluf responde a processos de natureza civil e criminal. Na área cível, o Ministério Público Estadual pretende trazer de volta para o país US$ 166 milhões. Esse dinheiro teria sido desviado de obras públicas superfaturadas quando Maluf foi prefeito (1993-1996), remetido ilegalmente ao exterior por doleiros e "laranjas", e "lavado" em investimentos na Eucatex, empresa da família. A lavagem é uma operação pela qual o dinheiro "sujo", obtido de forma ilícita (crime antecedente) retorna ao mercado como se fosse "limpo", dificultando a comprovação da origem ilícita. Na esfera criminal, Maluf é acusado de lavagem de dinheiro --por três vezes-- e de formação de quadrilha. Segundo a Procuradoria, trata-se de lavagem do dinheiro proveniente dos crimes de corrupção passiva e de organização criminosa. Lewandowski ainda deverá submeter a denúncia aos demais ministros do STF, que decidirão pelo recebimento ou não da acusação (o recebimento interrompe a contagem do tempo para prescrição).

Lewandowski não atendeu ao pedido do então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, para que o processo fosse desmembrado. Nessa hipótese, ficaria no STF só a denúncia contra Maluf; os demais acusados seriam julgados em São Paulo, na primeira instância da Justiça Federal. "Muito provavelmente o caso estaria em fase final na primeira instância", diz o procurador da República Rodrigo de Grandis, autor da denúncia. Ele diz que a jurisprudência do STF tem sido favorável ao desmembramento. Processos com muitos denunciados tendem a ser demorados. Já foram juntados ao processo mais de 60 petições. De Grandis ofereceu a denúncia em 2006, na véspera da diplomação de Maluf. O advogado do ex-prefeito, José Roberto Leal, classificou a iniciativa de "um passa-moleque no Supremo" e a assessoria do prefeito ameaçou processar o procurador. O que não aconteceu. O advogado José Roberto Leal, que defende o deputado federal e ex-prefeito Paulo Maluf no Supremo Tribunal Federal, afirma que, "se há demora [na tramitação do inquérito no STF], é o Ministério Público que a provoca". Segundo o advogado, a denúncia contra Maluf tem o mesmo andamento de outros processos semelhantes que tramitam no STF. "O motivo pelo qual o processo ainda não chegou à fase de decisão é que o Ministério Público vem apresentando, "à moda do conta-gotas", elementos que eles entendem necessários ao julgamento. Recentemente vieram para os autos 120 apensos com mais de 20 mil folhas. Isso importou, de acordo com a lei, na abertura de vista à defesa, para que pudesse manifestar-se sobre esses documentos", afirma Leal. Para ele, ao indeferir o pedido de desmembramento do processo, o ministro Ricardo Lewandowski manteve o mesmo entendimento que foi usado pelo STF para negar o desmembramento de outros processos nas mesmas condições.

"O artigo 79 do Código de Processo Penal determina que a conexão e a continência importarão unidade de processo e julgamento", afirma Leal. Ele contesta a afirmação do procurador da República Rodrigo de Grandis de que o processo estaria em fase final na primeira instância em relação aos demais acusados se tivesse havido o desmembramento. "Se o dr. Rodrigo de Grandis faz esta afirmação, o que se conclui é que ele sempre pretendeu a subversão do nosso ordenamento jurídico, contrariando o que determina a Constituição no seu art. 127, de que a função primordial do Ministério Público é justamente a defesa da ordem jurídica", afirma o advogado de Maluf. "O mesmo procurador da República declarou, antes da diplomação de Maluf, ao oferecer nova denúncia às carreiras, que agia daquela forma porque pretendia usurpar a atribuição do procurador-geral da República e a competência do Supremo.Agora pretende constranger os membros do STF", diz. A Procuradoria Geral da República não forneceu informações, porque o inquérito tramita sob segredo de Justiça. A assessoria do STF informou que Lewandowski não comenta processos em tramitação.

Fonte Folha de São Paulo

Moto Romaria chega à Canindé.

A 23ª Moto Romaria reuniu, neste domingo, cerca de dois ml motociclistas ao longo de um percurso que se estendeu do começo da avenida Mister Hull, no bairro São Gerardo, em Fortaleza, até a cidade de Canindé, terra de São Francisco das Chagas.
Os motociclistas participaram da romaria vestindo camisa branca, exigência na inscrição, depois de terem doado um quilo de alimento não perecível a ser entregue a entidades filantrópicas. Durante o percurso, vários outros motociclistas se juntaram ao grupo.
Em Canindé, eles assistiram a uma missa e suas motocicletas foram abençoadas.
A saída ocorreu por volta das 8h30min e muita gente acordou cedo para conferir a largada da sacada de prédios ou em passarelas e viadutos ao longo da avenida Mister Hull. "Pra mim, é uma grande emoção. Com minha namorada que fez a promessa de que neste ano a gente casa", disse, entre risos, um dos motorromeiros, José Francisco.
Fonte: Eliomar

Marina: melhorias começaram antes de Lula.

"Em entrevista ao jornal espanhol El País, a ex-ministra do Meio Ambiente e provável candidata do PV à presidência do País, Marina Silva, disse que é necessário reconhecer que as melhorias no Brasil tiveram inicio há 16 anos, antes da chegada de Luiz Inácio Lula da Silva a presidência do País. Quando perguntada se manteria a política econômica de Lula, Marina disse que "existe o reconhecimento de que nos últimos 16 anos, o Brasil conseguiu o equilíbrio fiscal e a estabilização da moeda, junto com a grande inovação introduzida por Lula na questão da distribuição de renda".De acordo com a ex-ministra, ela deixou o governo porque não teve o apoio necessário para aplicar as políticas de meio ambiente, tal como foram concebidas. "Em três anos conseguimos diminuir o desflorestamento em 57%, mas ao não se cumprir outras diretrizes, corria-se o risco de a Amazônia voltar a ser destruída. Tomamos medidas drásticas de cortar crédito de empresas ilegais, e prender, não só quem destruía a selva, mas também quem plantava, produzia e exportava. Isso criou uma grande tensão, tanto comigo, quanto com a minha equipe e vimos que o governo estava disposto a derrogar essas medidas", disse ela o jornal espanhol.Ela disse que os habitantes da Amazônia nunca acreditaram na preservação de um "santuário intocável". Para ela, desde quanto Chico Mendes começou sua luta, o grande desafio sempre foi integrar o meio ambiente com desenvolvimento econômico em uma equação mista, sabendo que não é possível repetir os mesmo erros cometidos com a Mata Atlântica (da qual só restam 5%).Quando perguntada se a culpa pela falha na política ambiental seria de Lula, Marina disse que "não se trata de personalizar". Para ela assumir a economia sustentável como estratégia é algo complicado, que não existe em nenhum lugar do mundo."

Fonte Eliomar

Siameses Por : J. Flávio Vieira

Damião & Gabriel. Nomes comuns, nordestinos, saltaram nestes dias nas páginas de uma imprensa , tão ávida por novidades. Pobres, provenientes das áridas terras do Brejo Grande, já congenitamente dividiriam um destino duro sem amplas perspectivas. Não bastasse isso, como irmãos siameses , vieram ao mundo fundidos num só corpo. Mesma geografia e , necessariamente, uma mesma história.
Por falar em história, os antecedentes de outros tantos gêmeos , iguais, não parecem tão promissores. A Cultura Moche, peruana, já representava irmãos unidos, em suas cerâmicas, a partir dos anos 300 dC. O primeiro caso documental, no entanto, data de 945, na Armênia. Os mais famosos siameses talvez tenham sido os irmãos Chang & Bunker, originários de Sião, na Tailândia. Viveram por mais de 60 anos, no Século XIX. Trabalhavam num circo, cantavam divinamente, falavam cinco idiomas, tocavam múltiplos instrumentos. Tornaram-se ricos e famosos e a eles se deve a denominação pela qual a deformidade ficou popularmente conhecida. Há casos curiosos, como o de Violeta & Dayse do Texas que por volta de 1915, casaram com um só marido e , com dois sistemas genitais, tiveram cinco filhos, dois por um dos sistemas e três pelo outro. Na atualidade, os mais famosos siameses, são Donnie & Ronnie de Ohio, vivos e ativos aos 58 anos. A primeira tentativa de separação por cirurgia destes gêmeos aconteceu ainda no Século XVII, mas só a partir de 1950 se começaram a obter bons resultados, com o avanço da Medicina.
O passado não parece muito favorável aos gêmeos de Santana do Cariri. A maior parte das vezes, os siameses são explorados pela mídia, apresentados como bichos de zoológico. Para sobreviverem tiveram, na sua maioria, que trabalhar em circos e se exporem à curiosidade pública. Já existem informações de que uma rede de TV se ofereceu para levar Damião & Gabriel a São Paulo, com o fito de tentar uma cirurgia para separação. Por trás do aparente gesto filantrópico, certamente, se arma, mais uma vez,o picadeiro. Alguns pontos a mais no IBOPE, com certeza, pagarão o ingresso desta empreitada. Nem todos tiveram a sorte de Chang & Bunker. Sem falar no enorme e eterno conflito de ser duas almas , duas personalidades convivendo necessariamente em um corpo inseparável. Existem ainda impasses éticos e religiosos envolvendo os atos médicos necessários à cirurgia reparadora, uma vez que, alguns vezes, se faz necessários sacrificar uma das vidas para salvar a outra, principalmente em casos que os gêmeos têm órgãos vitais comuns.
Como a possibilidade de cirurgia para separação tem um história recente, de pouco mais de cinqüenta anos , e nem sempre é viável para os dois irmãos, muitas vezes os pais optam por não interferir na deformidade. E nisso, basta refletir sobre o passado, os gêmeos têm dado uma verdadeira aula de como conviver com esse terrível destino e, ainda assim, encontrarem espaço para trabalhar, para viver e buscar a felicidade em meio a obstáculos intransponíveis à vista de qualquer pessoa que se considere aparentemente normal. E acredito que eles têm muito a nos ensinar, neste capítulo. Homem & Natureza são também irmãos siameses e inseparáveis, uma convivência pacífica e harmônica é imprescindível para a sobrevivência do par e os tempos mais que nunca têm nos dado contínuas lições disto. Queiramos ou não, homens e mulheres, de diversas etnias, culturas e religiões são xifópagos , dividem entre si um mesmo corpo que é a terra e, sem o exercício da tolerância, da convivência pacífica, do trabalho mútuo , se extinguirão sem deixar rastros. E, cada um de nós, amigos, carrega consigo , um outro irmão siamês, secreto e imperceptível. Somos um somatório de Mr. Hyde & Dr. Jeckyll. O sorridente anjo que apresentamos à sociedade cotidianamente, oculta o lobo e o chacal que existem soldados no peito de todos humanos. Somos a foz desta dualidade, a confluência desta terrível e imprevisível teratologia.

J. Flávio Vieira

Caminhos da Alegria de Aprender - Por: Francisco Djacyr Silva de Souza

Todos os dias quando andamos em nossos carros pela avenida Treze de Maio em Fortaleza , Ceará verificamos um movimento pendular que talvez não tenha significado para os insensíveis ou para os que não compreendem os milagres da educação. No meio da viagem vemos adolescentes caminhando com alegria , com orgulho e muita satisfação de ir e voltar a uma Escola onde são bem atendidos e tratados como gente. Nesta premissa do grande Paulo Freire que nos ensinou que todos que fazem a Escola são gente sentimos um quê de alegria e ao mesmo tempo de tristeza por saber como a educação , os educadores e os alunos são tratados pela sociedade.

O que faz como que esses jovens de diversas idades, sonhos e esperanças façam esta caminhada de peregrinação em meio a uma calçada como tanta alegria e orgulho de ser da Escola Pública e mesmo sem apoio caminham em direção a sua Escola? Parece – nos que há algo nesta Instituição de ensino que atrai estes jovens e lhes dá alegria de ir até ela. O nome desta fórmula é simples de decifrar: uma pitada de compromisso de seus educadores , uma direção que acredita no que faz e mobiliza a todos que estão no ambiente escolar a fazer uma educação diferente e num só instante temos aí um ambiente de milagres que mistura a alegria de crescer intelectualmente e ter vida digna. O trabalho dos professores que acontece às vezes silenciosamente na Escola de Ensino Médio Governador Adauto Bezerra e de encher o coração dos que acreditam na educação de ânimo e alegria.

Resta aos que administram o Poder Público acreditar nesta Escola, valorizar seus educadores e dar a esses jovens condições mínimas que os façam acreditar na vida e ter certeza de que há compromisso com aqueles que querem que o mundo mudem e tem esperança no novo em meio a tantas incertezas e desencorajamento para que a Educação realmente aconteça. Por que não divulgam o lado bom da Escola Pública? Por que não dão a esses jovens condições de chegar á Escola? Sabemos que muitos às vezes deixam a Escola por não ter dinheiro para pagar o transporte para se educar?O problema da educação está com certeza na Sociedade que não quer que ela aconteça e deixa tiranos administrarem as políticas de Educação Pública sem pensar em qualidade, cidadania e respeito que os que fazem nossas escolas merecem e tem de ter para gerar trabalhos como este que sabemos que é feito às duras penas e com o mínimo reconhecimento. Parabéns ao ADAUTO BEZERRA um caso concreto de denodo e amor à causa da Educação. Parabéns a esses peregrinos que nas ruas da cidade estão mostrando que o jovem tem compromisso e quando respeitado produz coisas maravilhosas de forma silenciosa porém com mensagens fortes e que certamente precisam ser mostradas, analisadas e, sobretudo reconhecidas.

FRANCISCO DJACYR SILVA DE SOUZA
Professor

Para Dihelson Mendonça!


'Aprendi que um homem só tem o direito de olhar outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se'.
(Gabriel Garcia Marques)

Lembro a primeira vez que lhe conheci,em 2007, você filmando Abidoral Jamacaru no calçadão, eu sentada tomando café no Cinelândia, o lugar mais perfeito que já houve no Crato, algumas pessoas lhe criticando , dizendo lá vai mais um filhinho de papai querendo ser cineasta, eu só observei, pensando o que será que passa naquela cabeça? Um rapaz tímido , que toca piano de uma forma que parece o piano ser extensão de seu corpo, escreve com uma paixão que da para sentir a emoção em cada palavra, ao mesmo tempo um ser de uma paciência sem igual. Um irmão, ou como brinco " papai que horas em casa?" Olha Di, sempre tive vontade de dizer isso, mas cara como me sinto honrada de ser sua amiga, de conviver com você, e só quem tem o prazer de desfrutar de sua amizade sabe seu carater. Então meu nobre amigo só posso agradecer todo carinho, toda atenção que me da e dizer-lhe continue assim coerente, honesto , integro diferente destes que insistem em querer te denegrir por não ter competência de ser como você é.
Te adoro mesmo , do fundo do coração! Uma boa semana!

Por Alessandra Bandeira

Código do consumidor completa 19 anos com necessidade de ajustes, diz coordenadora

Brasília - O Código de Defesa do Consumidor (CDC) completa 19 anos hoje (11) e, apesar dos avanços conquistados nos últimos anos, ainda há pontos nos quais são necessários ajustes, como a regulamentação setorial, avalia a coordenadora geral de Supervisão e Controle do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor do Ministério da Justiça, Laura Mendes. "Setores como o de telefonia – normas específicas sobre os direitos do consumidor de telefonia -, também seria importante avançar no setor de crédito", afirmou. "Há uma expansão do setor de crédito na América Latina e um problema é o super endividamento, problemas relacionados a insolvência. Seria importante, sim, que o Brasil avançasse em regras, em normas do consumidor super endividado", explicou.Ela citou ainda outros setores cuja regulamentação seria importante como os serviços públicos de saneamento, de energia elétrica, o setor de telefonia, crédito e serviços de transporte. Laura disse que o setor que mais recebe reclamações dos consumidores ainda é o setor de telecomunicações, em especial, o de telefonia. Segundo a coordenadora, tanto as operadoras, como as fabricantes de aparelhos ainda não cumprem as normas do Código de Defesa do Consumidor. Apesar disso, ela informou que os consumidores conquistaram uma vitória esse ano quando foi ajuizada uma ação contra duas empresas de telefonia. A ação pede que cada uma das empresas seja condenada ao pagamento de R$ 300 milhões por descumprimento às regras da Lei do Call Center. Ao contrário do setor de telecomunicações, Laura destacou que o setor bancário vem dando bom exemplo de respeito aos diretos do consumidor."[Esse setor dá uma] mostra importante de como respeitar o consumidor. Se um setor se organiza, ele não está esperando apenas a punição do Estado, ele se adianta, se auto regula e faz suas próprias normas", disse.Apesar da necessidade de mudanças sobre algumas questões, Laura disse que um dos maiores avanços obtidos pelo Código foi criar nos consumidores a consciência de que eles têm direitos ao adquirir qualquer produto. "A cada dia ele registra mais reclamações no Procon, ele demanda outros órgãos de defesa do consumidor, ele vai até as agências reguladoras. Ele tem a consciência de exigir uma reparação sobre o dano que sofreu", disse.

Fonte Agência Brasil

Ih, Lá vem greve dos Correios ? - Funcionários dos Correios ameaçam entrar em greve

Os trabalhadores dos Correios de todo o país devem entrar em greve a partir da próximo quarta-feira, dia 16. A categoria, em cada Estado, se reúne na terça (15), com representantes da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), para ver se o órgão apresenta alguma contraproposta que contemple os anseios dos funcionários. Os funcionários dos Correios de todo o país rejeitaram a proposta de Acordo Coletivo 2009/2010, que previa reajuste de 4,5%, apresentada pela ECT e até agora não houve negociação. O Sindicato dos Trabalhadores em Correios, Telégrafos e Similares do Estado do Ceará (SINTECT-CE) reivindica reajuste salarial no patamar dos 41% e melhores condições de trabalho.


10ª Romaria das Comunidades ao Caldeirão do Beato Zé Lourenço.


Com o tema "Vida e Cidadania no Semiárido" será realizada neste domingo (20/9) a 10ª Romaria das Comuniades ao Caldeirão do Beato Zé Lourenço. "São dez anos de caminhada, com o objetivo de resgatar a memória da comuniade do Caldeirão, destacando a experiência camponesa de reforma agrária popular e a memória do Beato José Lourenço como afilhado do Padre Cícero."(Trecho do panfleto de divulgação do evento).

A caminhada, com a presença de representantes de várias paróquias da Diocese, sairá nas primeiras horas da manhã da sede do Crato e distritos até a Capela de Santo Inácio de Loyola, na área do Caldeirão. Ali, a concelebração eucarística que anualmente é presidida pelo bispo diocesano d. Fernando Panico, terá início às 7h30min. Este ano será presidida pelo pe. Vileci Basílio Vidal pároco da paróquia de nsa. sra. das Dores de Assaré com a presença de váios padres da Região do Cariri. É que nesta data, o Bispo Romeiro, que batizou o local com a denominação de "Satuário das Comuindades" estará em Roma para uma visita ao Papa Bento XVI.

O Sítio Caldeirão fica no distrito de Ponta da Serra, a 22 quilômetros do centro do Crato. Quem sair da cidade com destino a Farias Brito, 10 quilômetros após o distrito de Ponta da Serra, na CE-386, encontrará a placa indicativa do Caldeirão à margem esquerda da rodovia.

Após sair do asfalto, são 12 quilômetros em estrada corroçável em boas condições de tráfego. Durante todo o percurso haverá placas indicativas para facilitar o acesso ao sítio. A capela de Santo Inácio de Loyola é a única edificação que sobrou ao massacre ao Caldeirão em 1936 pelas forças repressoras do governo de Francisco de Menezes Pimentel com autorização do ditadura Varguista.

A Coordenação da Romaria lembra aos participantes que organizem sua comunidade, preparem alimentos para a partilhar no grupo e não esqueçam de providenciar água e chapéu. Apesar de serem instaladas tendas no local, sempre é bom que todos(as) estejam protegidos(as) dos efeitos do sol durante toda a caminhada.

A Romaria das Comunidades ao Caldeirão do Beato Zé Lourenço é organizada pela Comissão pastoral da Terra (CPT) da Diocese do Crato, Cáritas Diocesana, Eixo Ação da Diocese e Comissão Diocesana das Comunidades Eclesiais de Base. Tem o apoio do Fórum Araripense Contra a Desertificação, Unversidade Regional do Cariri (URCA) e Administração Municipal de Crato/Secretaria de Cultura do Município.

Contatos: Padre Vileci (88)3535-1075 e (88) 9914-1598

Por: Geraldo Sales - Blog do Juazeiro - Rede Blogs do Cariri

A arte de se Fazer Milagres:Wilson Bernardo!

O BANCO DAS ALMAS ESTÁ EM JUROS COM A CÚRIA...



BOXE 16 DO MERCADO CENTRAL.
O milagre de Juazeiro
é bem
mais
comercial...

UM COMÉRCIO PROFANO.
Padim Cicero
faz milagres
no
Juazeiro
a Geladeira
é na sala
de visitas.

Wilson Bernardo(Poemas & Fotografia)

Porque Vários Medíocres Têm Sucesso e os Gênios Fracassam? - Por: Sandra Regina da Luz Inácio


Este texto foi retirado a pedido do Sr. Rodolfo Araújo, que nos enviou o seguinte comentário:

++ Rodolfo Araújo ++ deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Porque Vários Medíocres Têm Sucesso e os Gênios Fr...":

Senhores, esse texto é um plágio. Ver http://rodolfo.typepad.com/no_posso_evitar/2009/06/liderando-genios.html Peço que seja retirado. Grato, Rodolfo.


Nota do Blog do Crato:

Prezado Rodolfo,

Acatamos o seu pedido de retirada do texto no Blog após analisar o conteúdo do seu site, e constatar que os textos são mesmo muito semelhantes. Quero lhe dizer que o texto que foi publicado no Blog do Crato foi pego do site "Melhores Artigos", onde diversos escritores postam artigos lá, e creio que você deveria dar uma olhada lá também, pois este texto ainda deve se encontrar por lá.

Desde já pedimos nossas sinceras desculpas se isso lhe causou algum constrangimento, pois fomos enganados. Não sabíamos que esse texto era seu. Agora, muito nos honraria se pudéssemos postar, portanto o seu texto original, e colocaríamos todos os seus créditos.

Um forte abraço,

Dihelson Mendonça
Administrador do Blog do Crato

A história de uma favela. De Gilson Caroni Filho

"O extermínio como medida profilática é o projeto dos que defendem um mínimo de Estado e um máximo de barbárie. É o "pós-lulismo" da direita vestida com figurino modernizante. É bom examinar com atenção o que se desenha para 2010. Heliópolis dá excelentes pistas.
Heliópolis, palco recente de uma seqüência de protestos gerados pelo assassinato de Ana Cristina Macedo, uma adolescente de 17 anos, não é apenas uma megafavela encravada na divisa entre São Paulo e São Caetano do Sul. Mais que isso, é um conto reescrito pelo Poder Público em periferias urbanas. O cenário privilegiado para o estudo de um contexto que caracteriza o modo de existência das classes populares. Suas lutas para se constituírem como sujeitos políticos e a desenvoltura com que age um aparelho policial que jamais se deixou permear pela democratização de seus métodos.
Os 120 mil moradores de Heliópolis, a maioria oriunda do Nordeste, não têm acesso aos serviços básicos de infra-estrutura, moradias dignas, espaços de lazer comunitários, serviços de saúde e educação. O que está presente no cotidiano desse contingente é o desejo de mudar de vida aliado à concepção que se está vivendo uma situação transitória.
Quando a nordestina Antonia Cleide Alves presidente da União de Núcleos, Associações e Sociedades de Moradores de Heliópolis e São João Clímaco diz que “a comunidade exige ser tratada com dignidade" estamos diante de uma prática discursiva que expressa a crença de que para mudar de vida talvez seja preciso mudar a vida e que esta tarefa cabe a novos atores que antevêem, na negação diária da cidadania, um poder provável dos sem-poder. É contra isso que se volta a política de segurança de José Serra.É para reproduzir essa violência estrutural, cotidiana, que aparece nas "páginas de cidade" da grande imprensa, que nasce e morre sem que os responsáveis sejam definidos ou apontados, que as polícias Civil e Militar do provável candidato tucano nas próximas eleições presidenciais estão” dando um duro danado". Menor não tem sido o esforço da grande mídia que o apóia. Mesmo em períodos de plenas garantias constitucionais o descaso com a proteção aos indivíduos de classe subalternas deve ser compreendido como um esforço higienizador de um desejável controle social dos setores populares.
Heliópolis é ainda uma aula de história. Deixa evidente uma concepção de poder em que a questão social ainda é tratada com os mesmos métodos da Primeira República. A revolta da periferia paulistana não revela a existência de dois Brasis. O que é preciso manter intacto é o discurso que assegura que a violência é sempre externa à estrutura social brasileira. Pura anomia provocada por vândalos que insistem em macular a história de um país apresentado como produto limpo, enxuto, paraíso da conciliação e da cordialidade.Heliópolis é também uma advertência aos movimentos sociais. Ônibus incendiados, pedradas, rojões, balas de borracha e bombas de efeito moral não são, como destaca o jornal Folha de S. Paulo, "cenas cada vez mais comuns em conflitos nas comunidades carentes de São Paulo". Ao contrário da banalização almejada por repórteres e editorialistas, a violência contra a população pobre e trabalhadora é uma prática sistemática.
É a força bruta requerida pelos defensores de uma democracia limitada. De uma forma de pensar a polis sob uma equação em que parece ser possível a existência de paz sem justiça social. São os mesmos que sempre vêem manifestações políticas de multidões urbanas como resultado da ação de “agitadores profissionais" ou dos " interesses dos traficantes". Assim, nada mais resta às autoridades senão se livrarem deles (os “desviantes”) para que a harmonia da cidade volte a imperar. O extermínio como medida profilática é o projeto dos que defendem um mínimo de Estado e um máximo de barbárie. É o "pós-lulismo" da direita vestida com figurino modernizante. É bom examinar com atenção o que se desenha para 2010. Heliópolis dá excelentes pistas."

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Jornal do Brasil.

Produção de vacina para gripe suína começa em janeiro

O governador do Estado de São Paulo, José Serra, anunciou hoje que o Instituto Butantan iniciará a produção da vacina contra gripe suína em janeiro de 2010. "Serão produzidas 18 milhões de unidades até abril, conforme solicitação do Ministério da Saúde", afirmou o governador, que participou hoje de evento em São Paulo, no Parque Ibirapuera, sobre epidemias.

"O Brasil estará mais preparado no próximo ano, uma vez que a gripe passou a ser conhecida", disse ele em sua apresentação. O governador não quis dar entrevista à imprensa. De acordo com Serra, uma nova fase de proliferação da gripe suína deve ocorrer a partir do segundo trimestre de 2010, o que exigirá ações de controle à transmissão da doença, além da vacinação da população. Segundo o secretário estadual de Saúde, Luís Roberto Barradas, a vacinação deve ocorrer ao final de abril e início de maio do ano que vem. Como a encomenda foi feita pelo Ministério da Saúde, que comprará as vacinas, caberá ao governo federal decidir sobre sua distribuição entre os Estados e os critérios de vacinação, definindo em quais casos a vacina será aplicada. O Ministério também decidirá se a fábrica do instituto produzirá o novo medicamento ou continuará a produzir a vacina para a gripe tradicional. "A fábrica não permite a produção dos dois medicamentos, se o governo federal optar pela gripe suína, terá que comprar no exterior a vacina para gripe comum", disse Barradas. O Instituto Butantan é o único no hemisfério sul com conhecimento para produção de vacinas para gripe.

Segundo o secretário, a expectativa de aumento dos casos da doença ocorre porque é nesse período que a temperatura começa a cair no País. "O frio começa e as pessoas tendem a se aglomerar, o que facilita a transmissão da doença", disse. Barradas afirmou que a cepa do vírus H1N1, nome científico da gripe suína, já foi enviada ao Instituto Butantan pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. A partir de outubro o instituto deverá iniciar os testes com camundongos e posteriormente com seres humanos. O secretário explicou que um dos maiores desafios para a nova vacina está na definição da quantidade de doses necessárias para imunizar a população. Estudo do laboratório francês sinaliza que são necessárias duas doses para garantir a imunização, enquanto na gripe tradicional basta apenas uma aplicação. "Isso é ruim para o controle da doença, mas o Butantan desenvolveu uma solução que permite a eficácia da vacina com apenas uma dose. Mas isso ainda precisa ser testado", disse.

Até o final de agosto, de acordo com os últimos dados disponíveis no Ministério da Saúde, o Brasil registrou 7.569 casos graves de gripe, dos quais 6.592 (87,1%) relacionados à gripe suína, que causou 657 mortes.

Fonte: UOL

Previsão do Tempo e Almanaque - 13 de Setembro de 2009


Bom Domingo, 13 de Setembro para todos os leitores do Blog do Crato!

Pois é, pessoal, logo logo o ano termina. 13 de Setembro. Em pouco tempo já será Dezembro novamente, e cá estaremos nós a comemorar mais um ano novo. Mas até parece que foi ontem a festa de ano novo. O tempo está passando muito rápido ? Só o calor é que é mesmo quase insuportável nesta época do ano aqui em Crato...

Previsão do Tempo

E vamos para a previsão do tempo para este Domingo, 13 de Dezembro, segundo o site Climatempo:


ALMANAQUE

No Dia 13 de setembro, A Igreja Católica comemora o Dia de São João Crisóstomo.

João Crisóstomo foi um grande orador do seu tempo. Todos os escritos dizem que multidões se juntavam ao redor do púlpito onde estivesse discursando. Tinha o dom da oratória e muita cultura, uma soma muito valiosa para a pregação do cristianismo. João nasceu no ano 309, em Antioquia, na Síria, Ásia Menor, procedente de família muito rica considerada pela sociedade e pelo Estado. Seu pai era comandante de tropas imperiais no Oriente, um cargo que cedo causou sua morte. Mas a sua mãe, Antusa, piedosa e caridosa, agora santa, providenciou para o filho ser educado pelos maiores mestres do seu tempo, tanto científicos quanto religiosos, não prejudicando sua formação.

O menino, desde pequeno, já demonstrava a vocação religiosa, grande inteligência e dons especias. Só não se tornou eremita no deserto por insistência da mãe. Mas, depois que ela morreu, já conhecido pela sabedoria, prudência e pela oratória eloqüente, foi viver na companhia de um monge no deserto durante quatro anos. Passou mais dois retirado numa gruta sozinho, estudando as Sagradas Escrituras e, então, considerou-se pronto. Voltou para Antioquia e ordenou-se sacerdote. Sua cidade vivia a efervescência de uma revolta contra o imperador Teodósio I. O povo quebrava estátuas do imperador e de membros de sua família. Teodósio, em troca, agia ferozmente contra tudo e contra todos. Membros do senado estavam presos, famílias inteiras tinham fugido e o povo só encontrava consolo nos discursos e pregações de João, chamado por eles de Crisóstomo, isto é,: "boca de ouro". Tanto que foi o incumbido de dar à população a notícia do perdão imperial.

Alguns anos se passaram, a fama do santo só crescia e, quando morreu o bispo de Constantinopla, João foi eleito para sucedê-lo. Constantinopla era a grande capital do Império Romano, que havia transferido o centro da economia e cultura do mundo de então para a Ásia Menor. Entretanto para João era apenas um local onde o clero estava mais preocupado com os poderes e luxos terrenos do que os espirituais. Lá reinavam a ambição, a avareza, a política e a corrupção moral. Como bispo, abandonou, então, os discursos e dispôs-se a enfrentar a luta e, como conseqüência, a perseguição. Arrumou inimigos tanto entre o clero quanto na Corte. Todos, liderados pela imperatriz Eudóxia, conseguiram tirar João Crisóstomo do cargo, que foi condenado ao exílio. Mas essa expulsão da cidade provocou revolta tão intensa na população que o bispo foi trazido de volta para reassumir seu cargo. Entretanto, dois meses depois, foi exilado pela segunda vez. Agora, já com a saúde muito debilitada, ele não resistiu e morreu. Era 14 de setembro de 407.

Sua honra só foi limpa quando morreu a família imperial e voltou a paz entre o clero na Igreja. O papa ordenou o restabelecimento de sua memória. O corpo de João Crisóstomo foi trazido de volta a Constantinopla em 438, num longo cortejo em procissão solene. Mais tarde, suas relíquias foram trasladadas para Roma, onde repousam no Vaticano. Dos seus numerosos escritos destacasse o pequeno livro "Sobre o sacerdócio", um clássico da espiritualidade monástica. São João Crisóstomo é venerado um dia antes da data de sua morte, em 13 de setembro, com o título de doutor da Igreja, sendo considerado um modelo para os oradores clérigos.

Eventos históricos:

* 1765 - Tremor de terra em Lisboa, de menor intensidade que o verificado no dia 1 de Janeiro.
* 1906 - Primeiro vôo do 14 Bis de Santos Dumont em Paris (v. História da aviação).
* 1923 - Primo de Rivera encabeça golpe de estado na Espanha, inciando período ditatorial.
* 1987 - O Acidente radioativo em Goiânia, contaminou dezenas de pessoas que morreram acidentalmente pelas radiações emitidas por uma cápsula do radioisótopo Cloreto de césio, de número 137, sendo chamado de Césio-137. Foi o maior acidente radioativo do Brasil e o maior radiológico do Planeta.
* 1991 - Última ação do Exército Guerrilheiro do Povo Galego Ceive.

Nascimentos:

* 1819 - Clara Schumann, pianista e compositora alemã (m. 1896).
* 1825 - Rudolf Henneberg, pintor alemão (m. 1876).
* 1851 - Walter Reed, biólogo e físico estadunidense (m. 1902).
* 1857
o Milton S. Hershey, empresário do ramo de chocolates e fundador da Hershey Chocolate Company (m. 1945).
o Michał Drzymała, famoso camponês polonês, que lutou contra burocracia alemã (m. 1937).
* 1860
1934 (m. 1935).
* 1874 - Arnold Schoenberg, compositor (m. 1951).
* 1876 - Sherwood Anderson, escritor (m. 1941).
* 1923
o Aurelio Fierro, cantor italiano (m. 2005).
o Édouard Boubat, fotógrafo francês.
o Natália Correia, ativista social, escritora e poeta açoriana (m. 1993).
* 1924 - Maurice Jarre, compositor francês (m. 2009).
* 1925
o Mel Tormé, cantor (m. 1999).
o Amilcar Salomón Zorilla, pintor peruano.
o Don Bluth, animador norte-americano.
o Joel Nascimento, músico brasileiro.
* 1938 - Judith Martin ("Miss Manners"), escritora de etiqueta norte-americana.
* 1939 - Richard Kiel, ator estadunidense.
o Peter Cetera, cantor norte-americano (ex-integrante da banda Chicago).
* 1949 - Itamar Assumpção, músico brasileiro (m. 2003).
* 1950 - Wlodzimierz Cimoszewicz, político polonês.
* 1952
* 1982 - Nenê Hilário, jogador brasileiro de basquete.

Falecimentos:

* 81 - Imperador Romano Tito (n. 39).
* 1321 - Dante Alighieri, escritor (La Divina Commedia) (n. 1265).
* 1438 - Rei Duarte de Portugal (n. 1391).
* 1592 - Michel de Montaigne, filósofo francês (n. 1533).
* 1598 - Rei Filipe II de Espanha, I de Portugal (n. 1527).
* 1632 - Arquiduque Leopoldo V da Aústria, Regente de Tirol (n. 1586).
* 1881 - Ambrose Burnside, general da Guerra Civil Americana e político (n. 1824).
* 1885 - Friedrich Kiel, compositor romântico austríaco (n. 1821).
* 1894 - Emmanuel Chabrier, compositor francês(n. 1841).
* 1899 - Henry Bliss, homem de negócios e primeira vítima de um acidente automobilístico nos EUA (n. 1831).
* 2001 - Dorothy McGuire, atriz (n. 1918).
* 2003 - Frank O'Bannon, governador de Indiana (n. 1930).
* 2005 - Hans-Joachim Koellreutter, compositor alemão radicado no Brasil (n. 1915).
* 2007 - Pedro de Lara, comediante e radialista (n. 1925)

Feriados e eventos cíclicos:

* Dia do Programador (exceto em anos bissextos)


HOJE NA HISTÓRIA

Em 1906 - Primeiro vôo do 14 Bis de Santos Dumont em Paris

Alberto Santos Dumont (Palmira, 20 de julho de 1873 — Guarujá, 23 de julho de 1932) foi um aeronauta, inventor e engenheiro brasileiro, considerado um dos pioneiros da aviação. Herdeiro de uma família de cafeicultores prósperos na cidade de Ribeirão Preto, interior de São Paulo; pôde se dedicar aos estudos da ciência e da mecânica vivendo em Paris. Ao contrário de outros aeronautas da época, deixava suas pesquisas como domínio público e sem registrar patentes. Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis guiados. Ao fazer isso ele se tornou a primeira pessoa a demonstrar que o vôo controlado era possível. Esta conquista lhe rendeu o Prêmio Deutsch em 19 de outubro de 1901, quando em em um vôo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX.

Além do seu trabalho pioneiro com dirigíveis, Santos Dumont foi o primeiro a decolar a bordo de um avião, impulsionado por um motor aeronáutico e o primeiro a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares. Em 23 de outubro de 1906, ele voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com seu 14 Bis ou Oiseau de proie' (francês para "ave de rapina"), no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos de um mês depois, em 12 de novembro, repetiu o feito e, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros. O vôo do 14-Bis foi o primeiro verificado pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar na Europa, e possivelmente a primeira demonstração pública de um veículo levantando vôo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.

Apesar de a maioria dos países do mundo considerar os Irmãos Wright como os inventores do avião, por uma decolagem ocorrida em 17 de dezembro de 1903, com o uso de uma catapulta, o 14-Bis teve uma decolagem auto-propulsada, e por isso, Santos Dumont é considerado em seu país de origem, o Brasil e em alguns países, como a França, como o "Pai da Aviação".

Infância

Alberto Santos Dumont foi o sexto filho de Henrique Dumont, engenheiro formado pela Escola Central de Artes e Manufaturas de Paris, e Francisca de Paula Santos. O casal teve ao todo oito descendentes, três homens e cinco mulheres: Henrique dos Santos Dumont, Maria Rosalina Dumont Vilares, Virgínia Dumont Vilares, Luís dos Santos Dumont, Gabriela, Alberto Santos Dumont, Sofia e Francisca. Em 1874 a família se mudou da Fazenda de Cabangu, localizada em Palmira, Minas Gerais, onde vivia, para Valença, no Rio de Janeiro. Aí adquiriu a Fazenda do Casal, junto à estação ferroviária de mesmo nome. Foi nesse lugar que Santos Dumont começou a dar mostras, por assim dizer, dos trabalhos aeronáuticos que tanto destaque lhe trariam, pois, conforme declarações dos seus pais, com apenas um ano de idade ele costumava furar balõezinhos de borracha para ver o que tinham dentro. E foi em Valença que ocorreu o batismo de Santos Dumont, na Matriz de Santa Teresa, em 20 de fevereiro de 1877, pelo padre Teodoro Teotônio da Silva Carolina. Em 1879 os Dumont venderam a Fazenda do Casal e se estabelecerem no Sítio do Cascavel, em Ribeirão Preto, onde compraram a Fazenda Arindeúva, de José Bento Junqueira, de mil e duzentos alqueires. A propriedade, que logo ganhou o nome de Fazenda Dumont, em poucos anos se transformaria no maior estabelecimento agrícola do Brasil.

Santos Dumont lembraria com saudosismo os tempos passados na fazenda paterna, onde desfrutava da mais ampla liberdade: Vivi ali uma vida livre, indispensável para formar o temperamento e o gosto pela aventura. Desde a infância eu tinha uma grande queda por coisas mecânicas e, como todos os que possuem ou pensam possuir uma vocação, eu cultivava a minha com cuidado e paixão. Eu sempre brincava de imaginar e construir pequenos engenhos mecânicos, que me distraíam e me valiam grande consideração na família. Minha maior alegria era me ocupar das instalações mecânicas de meu pai. Esse era o meu departamento, o que me deixava muito orgulhoso.”

Com apenas sete anos Santos Dumont já guiava os locomóveis da fazenda, e aos doze se divertia como maquinista das locomotivas, capazes de fatigar um homem com o triplo da sua idade; mas a velocidade realizável em terra não lhe bastava. Ao ler as obras do escritor francês Júlio Verne, nasceu em Santos Dumont o desejo de conquistar o ar. Os submarinos, os balões, os transatlânticos e todos os outros meios de transporte que o fértil romancista previu com tanta felicidade exerceram uma profunda impressão na mente do rapaz. Anos depois, já adulto, ele ainda lembrava com emoção as aventuras vividas em imaginação: Com o Capitão Nemo e seus convidados explorei as profundidades do oceano, nesse precursor do submarino, o Nautilus. Com Fileas Fogg fiz em oitenta dias a volta ao mundo. Na Ilha a hélice e na Casa a vapor, minha credulidade de menino saudou com entusiástico acolhimento o triunfo definitivo do automobilismo, que nessa ocasião não tinha ainda nome. Com Heitor Servadoc naveguei pelo espaço.” A tecnologia o fascinava. Começou a construir pipas e pequenos aeroplanos movidos por uma hélice acionada por molas de borracha torcida. E todos os anos, no dia 24 de junho, ele enchia frotas inteiras de diminutos balões de seda sobre as fogueiras de São João, para assistir em êxtase a sua ascensão aos céus. Pelos livros de Camille Flammarion e Wilfrid de Fonvielle ele conheceu a história da navegação aérea. Aprendeu que fora na França que o balão a hidrogênio havia sido inventado, que os primeiros vôos haviam sido efetuados e que as maiores aeronaves haviam sido construídas. Sentiu-se atraído por esse país de grandeza e progresso.

A fama internacional

Com a conquista do Prêmio Deutsch, Santos Dumont passou a receber cartas de diversos países, em diferentes línguas, cumprimentando-o; revistas publicaram edições luxuosas, ricamente ilustradas, para reproduzir-lhe a imagem e perpetuar o feito; homenagens não lhe faltaram na França, no Brasil, na Inglaterra e em vários outros países: ainda em 1901, o presidente do Brasil, Campos Salles enviou-lhe um prêmio em dinheiro no mesmo valor do Prêmio Deutsch, bem como uma medalha de ouro com sua efígie e uma alusão a Camões: “Por céus nunca dantes navegados.”; em janeiro de 1902, Alberto I, o entusiasta príncipe de Mônaco, lhe fez o convite irrecusável para que continuasse suas experiências no Principado. Oferecia-lhe um novo hangar na praia de La Condamine, e tudo mais que Alberto julgasse necessário para o seu conforto e segurança; em abril desse ano, a convite, Santos Dumont viajou aos Estados Unidos, onde visitou os laboratórios de Thomas Edison, em Nova Iorque, e foi recebido na Casa Branca, em Washington, DC, pelo presidente Theodore Roosevelt.

O ingresso na aviação

Em outubro de 1904 três prêmios de aviação foram fundados na França: o Prêmio Archdeacon, o Prêmio do Aeroclube da França e o Prêmio Deutsch-Archdeacon. O primeiro, promovido pelo milionário Ernest Archdeacon, concederia 3.000 francos (600 dólares) para quem voasse 25 metros; o segundo, instituído pelo aeroclube francês, concederia 1.500 francos (300 dólares) para quem voasse 100 metros; e o terceiro, patrocinado por Henri Deutsch de la Meurthe e Ernest Archdeacon, concederia 50.000 francos (10.000 dólares) para quem voasse 1.000 metros em circuito fechado, isto é, retornando ao ponto de partida. Com exceção do Prêmio Deustch-Archdeacon, que não admitia que o aparelho concorrente se valesse em momento algum de balão para a sustentação, os outros prêmios deixavam aberta a questão da decolagem. O vôo podia se dar em terreno plano ou desnivelado, em tempo calmo ou sob vento – o Prêmio do Aeroclube de França exigia que o vôo fosse contra o vento –, e o uso de motor não era obrigatório. Isso conferia passe livre para que planadores e ornitópteros movidos pela força humana também pudessem concorrer. Era expressamente exigido por todos os prêmios, porém, que a prova ocorresse na França e sob a supervisão de uma comissão aeronáutica convocada no mais tardar na noite da véspera.

Pouca coisa do que era pedido era inédita. Inventores, em outros países, já haviam cumprido ou até mesmo superado algumas das metas requeridas. Na Alemanha, Otto Lilienthal efetuou no início da década de 1890 milhares de vôos planados descendentes, atingindo com freqüência distâncias bem maiores que os 25 metros estipulados pelo Prêmio Archdeacon. E nos Estados Unidos, os irmãos Wright faziam desde 1903 vôos cada vez mais longos em planadores motorizados, valendo-se para decolar ora de ventanias, ora de um engenhoso sistema de catapultagem, mas sempre sem qualquer controle oficial.

Os prêmios instigaram Alberto Santos Dumont, um abastado e experiente balonista brasileiro desde 1897 residente na França, a se dedicar ao mais pesado.

O Oiseau de Proie ou 14-bis

Construiu então uma máquina híbrida, o 14-bis, um avião unido a um balão de hidrogênio para reduzir o peso e facilitar a decolagem. Apresentou o exótico aeródino pela primeira vez no dia 19 de julho, em Bagatelle, onde fez algumas corridas, obtendo saltos apreciáveis. Animado, decidiu se inscrever para os prêmios Archdeacon e Aeroclube da França no dia seguinte, data do seu aniversário – completaria 33 anos –, mas foi imediatamente desestimulado pelo capitão Ferdinand Ferber, outro entusiasta da aviação. Ferber havia assistido às demonstrações e não gostara da solução apresentada por Dumont; considerava o híbrido uma máquina impura. “A aviação deve ser resolvida pela aviação!”, declarou. Santos Dumont resolveu ouvir as críticas do colega. Não concorreria aos prêmios com o misto, mas mesmo assim em 20 de julho inscreveu-se para as provas e nos três dias seguintes continuou a testar o avião acoplado ao balão, a fim de praticar a direção. Ao longo dos testes percebeu que, embora o balão favorecesse a decolagem, dificultava o vôo. O arrasto gerado era muito grande. Desfez-se do aeróstato, e o biplano, enfim liberto do seu leve companheiro, recebeu da imprensa o nome de Oiseau de Proie (“Ave de rapina”).

O Oiseau de Proie havia sido nitidamente inspirado no hidroplanador testado por Voisin. À semelhança do planador aquático, o invento também consistia num biplano celular baseado na estrutura criada em 1893 pelo pesquisador australiano Lawrence Hargraves, que oferecia boa sustentação e rigidez. Cada asa era formada por três células cúbicas de 1,2 metro de aresta, dispostas em V, de modo a garantir a estabilidade lateral. Foi sem dúvida Ferber quem aconselhou Dumont a adotar o diedro positivo, mas enquanto o francês havia se contentado com 3 graus no 6-bis - um planador motorizado de sua invenção experimentado no ano anterior -, o brasileiro se valeu de 10. 14 bis puxado por um asno durante testes.

O avião tinha 4 metros de altura, 10 de comprimento e 12 de envergadura, com superfície alar de 50 metros quadrados. A massa da aeronave era de 205 quilogramas, sem piloto. As asas ficavam fixas a uma viga, na frente da qual jazia o leme, constituído por uma célula idêntica às das asas. Na extremidade posterior ficava a hélice, movida por um motor Levavasseur de 24 cavalos. O trem de pouso possuía duas rodas. O aeronauta ia em pé, em uma cesta situada entre as asas, clara influência da tradição de Dumont como balonista e resquício da configuração original da máquina.

Em 29 de julho, utilizando a força de um asno, Santos Dumont içou o Oiseau de Proie por meio de um sistema de cabos até o alto de uma torre de 13 metros de altura (2 metros ficavam fincados no chão), instalada há alguns dias em sua propriedade em Neuilly. Essa armação era muito semelhante à que Ferber havia utilizado em Chalais-Meudon para os experimentos de maio de 1905 com o 6-bis. O avião, suspenso por um gancho móvel conectado a um fio de aço inclinado, deslizou sem a hélice 60 metros do topo da torre até outra menor, de apenas 6 metros, fincada no Boulevard de la Seine. O metódico inventor procurava sentir como seria voar em aeroplano e ao mesmo tempo estudar o centro de gravidade do aparelho. Em agosto Santos Dumont alterou o trem de pouso com a colocação de uma pequena roda traseira. No dia 21 tirou o avião do hangar e deslocou-se para o campo de provas de Bagatelle, onde experimentou a hélice em marcha. O eixo motor não resistiu e se quebrou. No dia seguinte uma hélice nova forneceu 1.400 rotações por minuto. No dia 23 o aeroplano fez 25 km/h sobre a relva, sem decolar.

Era preciso aumentar a potência. Em 3 de setembro Santos Dumont substituiu o motor de que estava se valendo, de 24 cavalos-vapor, por um de 50, emprestado por Louis Bréguet. Nos dias 4 e 7 desenvolveu velocidades de 35 km/h e percebeu que a decolagem era iminente. Marcou a prova para o dia 13. Na primeira tentativa não decolou, e na segunda saltou somente. No pouso a hélice e a parte traseira do aeroplano ficaram danificadas. A despeito disso, a experiência foi julgada importante e uma ata foi lavrada.

Homenagens e aposentadoria

Em 25 de julho de 1909, Louis Blériot atravessou o Canal da Mancha, tornando-se um herói na França. Guilherme II, Imperador da Alemanha, disse então uma frase que apareceu estampada em vários jornais: "A Inglaterra não é mais uma ilha." Santos Dumont, em carta, parabenizou Blériot, seu amigo, com as seguintes palavras: "Esta transformação da geografia é uma vitória da navegação aérea sobre a navegação marítima. Um dia, talvez, graças a você, o avião atravessará o Atlântico" (o primeiro aviador das Américas a cruzar o Oceano Atlântico sem auxílio de navios de apoio e sem fazer escalas foi o brasileiro João Ribeiro de Barros em 1927). Blériot, então, respondeu: "Eu não fiz mais do que segui-lo e imitá-lo. Seu nome para os aviadores é uma bandeira. Você é o nosso líder."

Santos-Dumont começou a sofrer de esclerose múltipla. Envelheceu na aparência e sentiu-se cansado demais para continuar competindo com novos inventores nas diversas provas. Encerrou as atividades de sua oficina em 1910 e retirou-se do convívio social.

Em reconhecimento às suas conquistas, o Aeroclube da França o homenageou com a construção de dois monumentos: o primeiro, em 1910, erguido no Campo de Bagatelle, onde realizara o voo com o 14-Bis, e o segundo, em 1912, em Saint-Cloud, em comemoração do vôo do dirigível nº 6, ocorrido em 1901.

Últimos anos de vida

Em agosto de 1914, a França foi invadida pelas tropas do Império Alemão. Era o início da Primeira Guerra Mundial. Aeroplanos começaram a ser usados na guerra, primeiro para observação de tropas inimigas e, depois, em combates aéreos. Os combates aéreos ficavam mais violentos, com o uso de metralhadoras e disparo de bombas. Santos Dumont viu, de uma hora para a outra, seu sonho se transformar em pesadelo. Daí começava a guerra de nervos do "Pai da Aviação". Santos Dumont agora se dedicava ao estudo da astronomia, residindo em Trouville, perto do mar. Para isso usava diversos aparelhos de observação, que os vizinhos julgaram ser aparelhos de espionagem, para colaborar com os alemães. Foi preso sob essa acusação. Após o incidente ser esclarecido, o governo francês pediu desculpas formalmente.

Em 1915, sua saúde piorava e decidiu retornar ao Brasil. No mesmo ano, participou do 11º Congresso Científico Pan-Americano nos Estados Unidos, tratando do tema da utilização do avião como forma de facilitar o relacionamento entre os países da América. No entanto, mesmo nas Américas o avião era utilizado para fins militares: nos Estados Unidos eram produzidos 16 aviões militares por dia. Chalé "A Encantada", onde Santos Dumont morou, em Petrópolis, Rio de Janeiro.

Já com a depressão que ia acompanhá-lo nos seus últimos dias, encontrou refúgio em Petrópolis, onde projetou e construiu seu chalé "A Encantada": uma casa com diversas criações próprias, como uma mesa de refeições de grande altura, um chuveiro de água quente e uma escada diferente, onde só se pode pisar primeiro com o pé direito. A casa atualmente funciona como um museu. Permaneceu lá até 1922, quando visitou a França chamado por amigos. Não estabeleceu mais um local fixo. Permanecia algum tempo em Paris, São Paulo, Rio de Janeiro, Petrópolis e na Fazenda Cabangu, em sua cidade natal.

Em 1922, condecorou Anésia Pinheiro Machado, que durante as comemorações do centenário da independência do Brasil, fizera o percurso Rio de Janeiro-São Paulo num avião. Nesse mesmo ano, mandou erguer um túmulo para seus pais e para si mesmo, no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. O túmulo é uma réplica do Ícaro de Saint-Cloud.

Em janeiro de 1926, apelou à Liga das Nações para que se impedisse a utilização de aviões como armas de guerra. Chegou a oferecer dez mil francos para quem escrevesse a melhor obra contra a utilização de aviões na guerra. Nesse mesmo ano, inventou um motor portátil para esquiadores, que facilitava a subida nas montanhas. Foi experimentado pela campeã de esqui da França, Srta. Porgés. Interna-se no sanatório Valmont-sur-Territet, na Suíça.

Em maio de 1927, chegou a ser convidado pelo Aeroclube da França para presidir o banquete em homenagem a Charles Lindberg, pela travessia do Atlântico, feita por ele próprio, mas declinou do convite devido a seu estado de saúde. Passou algum tempo em convalescença em Glion, na Suíça e depois retorna à França.

Retornou ao Brasil, de navio Cap. Arcona, em 1928. A cidade do Rio de Janeiro recebê-lo-ia festivamente. Mas o hidroavião que ia fazer a recepção, sobrevoando o navio onde estava, da empresa Condor Syndikat, e que fora batizado com seu nome, sofreu um acidente, sem sobreviventes. O avião levava pessoas de projeção — grandes nomes da engenharia. Abatido, suspende as festividades e retorna a Paris.

Em junho de 1930, é condecorado pelo Aeroclube da França com o título de Grande Oficial da Legião de Honra da França.

Morte

Em 1931, esteve internado em casas de saúde em Biarritz, e em Ortez no sul da França. Antônio Prado Júnior, ex-prefeito do Rio de Janeiro (então capital do Brasil), havia sido exilado pela revolução de 1930 e fora para a França. Encontrou Santos Dumont em delicado estado de saúde, o que o levou a entrar em contato com sua família e a pedir ao seu sobrinho Jorge Dumont Vilares que o fosse buscar a França. De volta ao Brasil, passam por Araxá, em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e finalmente instalam-se no Hotel La Plage, no Guarujá, onde se instalou em maio de 1932. Antes, em junho de 1931 tinha sido eleito imortal da Academia Brasileira de Letras, para a cadeira 38, mas não chegou a tomar posse.

Em 1932 ocorreu a revolução constitucionalista, em que o estado de São Paulo se levantou contra o governo revolucionário de Getúlio Vargas. Mas o conflito aconteceu e aviões atacaram o campo de Marte, em São Paulo, no dia 23 de julho. Possivelmente, sobrevoaram o Guarujá, e a visão de aviões em combate pode ter causado uma angústia profunda em Santos Dumont que, nesse dia, aproveitando-se da ausência de seu sobrinho, suícidou-se, aos 59 anos de idade. Não deixou descendência ou nota de suicídio. Seu corpo está enterrado no Cemitério São João Batista, no Rio de Janeiro. O médico Walther Haberfield removeu secretamente seu coração e o preservou em formol. Depois de manter segredo sobre isto durante doze anos, quis devolver o coração à família Dumont que não o aceitou. O médico então doou o coração de Santos Dumont ao governo brasileiro. Hoje o coração está exposto no museu da Força Aérea no Campo dos Afonsos.

Fontes: Climatempo, Edições paulinas, 10emtudo, Wikipedia.


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