xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 08/09/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - CONVERSA FRANCA - O DESCASO NO CRATO - Dihelson Mendonça ( 30-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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08 setembro 2009

BlogHumor - Cenas de uma vitória - Por: Carlos Rafael



Fonte:
Kibloco

Modelo brasileira vai morar em mansão de Michael Jackson


A
propriedade é avaliada em U$ 25 milhões e ocupa um quarteirão inteiro em Beverly Hills. A mansão onde Michael Jackson passou os últimos dias de sua vida vai ter novos inquilinos. Vai ser muito em breve. As chaves do número 100 da Rua Carolwood devem ser entregues no mês que vem a um casal. Agora, vocês imaginam quem serão os novos moradores? O casal formado pelo o empresário e estilista francês Christian Audigier, fazendo 50 anos, eufórico e sua mulher, a modelo Ira Barbieri que visitou a casa pela primeira vez em março deste ano. Foi com o marido, a convite do próprio Michael Jackson.

Muito legal!!!!!

BlogHumor - A pergunta que não quer calar: quem é melhor, Pelé ou Maradona?


Texto Rodrigo Cavalcante

“Pelé, lógico.” (Tostão, curto e grosso, em entrevista a jornalistas europeus na Copa da Alemanha do ano passado). “Pelé foi o melhor que vi jogar.” (Franz Beckenbauer, ex-atacante alemão, que viu os dois jogar em carne e osso, para o site da Fifa, em 2006). “O Maradona, porque ele é singular. Nunca vi tamanho talento em um campo de futebol. Ele era simplesmente impressionante.” (Zinedine Zidane, ao escolher os 10 jogadores com quem gostaria de jogar, para o site da Fifa, em 2006). “Basta olhar os fatos, eu era nitidamente mais completo. Sabe quantos gols Diego (Maradona) fez de cabeça? Eu digo. Nenhum. Já Pelé fez 100. E com o pé direito? Eu ao todo marquei 1 281 vezes. O problema é que os argentinos não se conformam.” (Edson Arantes do Nascimento (Pelé), em entrevista à Agência Ansa em outubro de 2005). “Minha mãe acha que sou eu, e a mãe dele acha que é ele.” (Diego Maradona, após receber Pelé em seu programa de entrevistas na TV Argentina, em agosto de 2005) .

Fonte: Revista Superinteressante

Surpresas à meia-Noite ! - Voltamos à Normalidade !


A Surpresa é que deletei a maioria dos tópicos de Abobrinhas! Quem quiser continuar lendo, visite o nosso Blog: Rastreadores de Abobrinhas. Lá você encontrará tudo para fazer a sua sopa de abobrinha. Uma seleção das melhores piadas, Bom Humor, dos piores artigos da internet, e das notícias superDesinteressantes para você que gosta de se divertir com bobagens. Rastreadores de Abobrinhas ( Antigo Clube da Besteira ), foi criado em 2007, e agora, com o novo nome, volta com toda força pelo bem do Bom Humor!

Visite:

www.rastreadoresdeabobrinhas.blogspot.com

Porque abobrinha é o que não falta na Internet !

Argentino jogou duas partidas com a perna quebrada

O goleiro argentino Sebastián Blázquez, do Deportivo Cali, da Colômbia, disputou duas partidas com a perna esquerda quebrada sem saber. Por causa das dores, ele precisou tomar infiltrações para entrar em campo e acabou não aguentando durante a segunda partida. Após uma série de exames, ficou constatada uma fratura na fíbula da perna esquerda de Blázquez, que não imaginava a gravidade da contusão, ocorrida há um mês. O jogador, que pensava se tratar de uma lesão muscular, precisará fica ao menos um mês no estaleiro.


Fonte: Terra

Capitão Carlos Lamarca vai ser homenageado na Bahia


Nos próximos dias 19 e 20 de setembro, Brotas de Macaúbas (BA), pequena cidade encravada nos contrafortes da Chapada Diamantina, vai ser palco de homenagens a Carlos Lamarca, o capitão do Exército Brasileiro que se rebelou contra a ditadura militar e morreu fuzilado, em 17 de setembro de 1971, tentando iniciar a luta armada no campo. Desde 2001, a igreja católica e pastores evangélicos realizam a Celebração aos Mártires, um ato ecumênico no lugarejo chamado Pintadas, no exato local onde o militar rebelado e seu companheiro Zequinha Campos Barreto foram assassinados.

Mas, este ano tem novidade. Pela primeira vez, a celebração político/religiosa ocorre sob uma gestão municipal democrática em Brotas de Macaúbas. Em 2005 estive lá, juntamente com o hoje deputado federal Emiliano José (PT-BA). Participamos da missa campal rezada em cima da carroceria de um velho caminhão, marchamos com a população pela caatinga até o local do cerco e aniquilamento, onde hoje está fincada uma grande cruz. Neste ano, as homenagens incluem, além da Missa Campal, a inauguração do Cine Clube Carlos Lamarca, a decretação de feriado municipal no dia 17 de setembro, inauguração da sede local do Instituto Cultural Zequinha Campos Barreto e uma sessão de cinema com documentários sobre Lamarca. No dia 20 de setembro (domingo) uma caravana vai visitar Buriti Cristalino, o pequeno vilarejo invadido pelas tropas militares.

Fonte: http://www.bahiadefato.blogspot.com

FUNDAÇÃO CARIRIENSE VAI MONTAR PROJETO PARA CAPACITAR E REGULARIZAR QUILOMBOS NO CEARÁ

A Fundação SOS Chapada do Araripe dá início esta semana à montagem de um plano de trabalho junto ao Ministério do Desenvolvimento Agrário. A fundação monta assim uma parceria para um projeto de capacitação para afro-descendentes e os quilombos existentes no Ceará. A idéia do projeto é capacitar quilombolas nas áreas do meio ambiente e educação a partir das comunidades quilombolas no Cariri. A Fundação SOS Chapada do Araripe, com sede em Barbalha participa de uma reunião amanhã, 9, em Brasília e define o plano de trabalho, que inclui ainda regularização e titularização das terras dos quilombos e projetos de infraestrutura para essas comunidades. A parceria inclui a Universidade Federal do Ceará (UFC) Campus Cariri e deve envolver alunos dos variados cursos do campus da universidade na região.

Fonte: Tarso Araújo

ARTE:DESENHOS E POEMAS DE wilson bernardo!

Fugindo um pouco das abrobinhas,e ai nada contra,um pouco de ARTE não complica ninguém
politicamente correto...

Wilson Bernardo por ele mesmo(FOTOARTGRAFIA)
DIALÉTICA.
Quem tem boca
que não fala
Roma fica cada
vez mais distante.

GLOSA.
Em conflitos de prosa
mortos e feridos
salve-se a poesia.
SERTÃO!
Se der
corda
vira
cacimba.
POLICIA!
-Mãos na parede!
E a bicha politicamente correta
se nega a fazer sexo
com militares.
A QUEDA.
Um gnomo cospe
para o alto
e mela a testa.
Um peixe!
e o homem não consegue
sobreviver a fome
das iscas
e alimenta a insanidade
de que nem tudo é verdades.

WILSON BERNARDO(POEMAS E ARTE)

Elvis Presley está vivo e mora em Buenos Aires, diz revista



Segundo revista, Elvis Presley foi levado para a Argentina pelo FBI

O mito de Elvis Presley, alimentado por dezenas de vozes e suposições sobre uma "segunda vida" em qualquer lugar do mundo, foi retomado devido os 30 anos de sua morte, ocorrido em 16 de agosto. E agora há quem jure que o rei do rock n' roll esteja vivendo com um falso nome na Argentina. A última edição da versão latino-americana da revista "Rolling Stone" reabriu o caso, alegando que há em Buenos Aires anúncios pelas ruas, colados nos postes de luz no estilo "Procura-se", com foto da estrela do rock. O anúncio mostra Elvis como estaria hoje, com 72 anos, convidando qualquer um que tenha informações sobre ele para registrá-las numa página na internet. Segundo a "Rolling Stone", Jorge Daniel Garcia, que em 1977 era soldado, conta que na base militar de Palomar (província de Buenos Aires), chegou de Memphis, nos Estados Unidos, um Boeing 747. Era o primeiro avião daquele tipo que aterrissava no país e havia uma limusine à espera de um homem. A história contada pela revista é a de que, após a "morte oficial" de Elvis, um homem chamado John Burrows, com uma extraordinária semelhança com o cantor norte-americano, foi notado enquanto adquiria um bilhete aéreo para Buenos Aires. Elvis, dizem, usava aquele pseudônimo para viajar, e o teria usado para uma viagem ao Departamento Federal de Investigação (FBI) de Washington.

Foi naquela ocasião que, de acordo com diversas testemunhas, Presley encontrou em segredo o ex-presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, informando-o a respeito da conduta ilegal de outras celebridades da época e oferecendo os próprios serviços na luta contra as drogas. Após anos de colaboração com os serviços secretos, Elvis foi "desaparecido" para salvar sua vida e transferido para a Argentina. Segundo os que acreditam nessa tese, Elvis não estaria enterrado nos jardins de Graceland, sua casa em Memphis que se tornou um verdadeiro santuário do rock, como declarado oficialmente. Ele seria, na verdade, o protagonista de um dos programas para a proteção de testemunhas mais elaborados de todos os tempos.

Fonte: Folha Online

BlogHumor - Os Últimos Lançamentos da Música Popular Brasileira no Crato - Sucessos Imperdíveis !


Arqueologia Musical

Acima: Eydie Gorme e Trio Los panchos ( use máscara contra mofo )

Olá, Amigos,

Trazemos hoje uma resenha riquíssima ( olha, riquíssima mesmo ), de obras-primas de valor incalculável, que foram sucesso há pouco tempo ( nos anos 60 e 70 ) em Crato. Se você é do crato e não curtiu esses lançamentos, certamente que você tem crises de ausência, ou já anda de mãos dadas com o Alemão ( O Alzheimer ). E vamos às obras-primas de hoje, sucesso absoluto na Rádio Educadora, nas 14 mais...

Começamos nossas dicas com essa verdadeira obra-prima: Eydie Gorme e Trio los Panchos. Pra você que tem o bom gosto dos cratenses autênticos. Daqueles que não perdem um Domingo á tarde no Serrano, nem tomar o famoso Caldo do Neném. Aliás, nada melhor do que pedir ao Neném, para colocar esse disco do trio Los panchos enquanto você espera sair o caldo, porque: Bolero é o que não falta. Um disco para quem não tem alergia a mofo.

Apresentando sucessos inesquecíveis, como "Roberta", você que sempre se imaginou aí ao lado dessas duas gatas, não perca essa chance de conseguir esse verdadeiro troféu que tem mais na discoteca dos cratenses, do que imagem do coração de Jesus nas paredes. Você vai adorar curtir os grandes sucessos da "Década Explosiva Romãntica" - Só cuidado para essa bomba não explodir na sua cara!


Se você frequentrou o Internato, o Colégio Santa Teresa de Jesus, certamente que você já tem essa "maravilha" da Música Brasileira em Vinyl. Agora, em CD ! - Din Din Din, Raio de Lua...Din Din Din... Eu acho até que essa "FILÓSOFA" foi a pessoa que inventou o Sacolé ( popularmente conhecido por Din Din ), já nos anos 60, precursora das famílias pobres e desfavorecidas.


"Você cortou o "barato" do meu amor". Isso é uma obra-prima que o leitor não deve perder. Do homem que introduziu o PIANO no Samba ( ninguém havia feito essa façanha antes ), Tom Jobim nunca tocou Piano, nem Johnny Alf, e nem Dick Farney antes dele...

O Maior golpe do mundo, que eu tive em minha vida, foi quando com 9 anos eu escutei esse disco de Teixeirinha...uma "pérola" que não pode faltar na sua discoteca. É partir o coração. Só perde para "Triste Partida" com luiz Gonzaga, e "O Ébrio" de Vicente Celestino, que aliás, são ótimas pedidas também...

Esse aí é o Clássico dos Clássicos. Quem nunca ouviu Ray Conniff, o galego, tocar seu trombone junto com as vozes em BESAME MUCHO ? Se você não ouviu, não é desse planeta! Não pode faltar na sua discoteca.

Os grandes Sucessos de Paul Mauriat. Taí um disco que eu recomendo! Bom pra ouvir com a sogra no dia de domingo, quem sabe dançar aquele mambo jambo...

Se você é daquelas pessoas que não perdia uma "Tertúlia" no crato Tênis Clube, ou no Aquárius, você certamente já tem esse disco em Vinyl. Agora também em CD. Mais fino do que ponta de agulha...


"Pra cima e pra baixo eu vou...preso por um fio estou." Uma obra filosófica que nem Nietzche compreenderia. *****


Esse aí é de partir o coração:

Andei por todos os jardins
procurando uma flor pra te ofertar
em lugar algum eu encontrei
A flor perfeita pra te dar

Ninguém sabia aonde estava
essa flor, mimosa perfeição
Ela se chama flor mamãe
E só nasce nos jardins do coração !

Eita, Diabo! Essa é pra se lascar de chorar...



E quem não quer ouvir "Aquela menina em sua cadeira de rodas" ? Mais um grande sucesso desse grande MESTRE Fernando Mendes, que ao lado de Villa-Lobos, traçou os novos rumos da Música Brasileira contemporânea.



Wanderléa - Não cantava muito bem, mas todo marmanjo queria a loira da Jovem Guarda. Esse aí contém inúmeros sucessos quase desconhecidos dessa incrível musa do Brasil.


Canção de Ninar de Cearense - Álbum antológico - A triste Partida. Bom pra dormir. Você coloca 10 minutos antes de cair na cama, dorme, e ainda dá pra ouvir o final de manhã...


Se você não tem "O Ébrio", você não tem nada! Um disco riquíssimo que tem uma fantástica lição de moral. O Cantor parece cantar com uma bola de gude no canto da boca, mas isso passa à medida que a trama vai se desenrolando. Bom pra ouvir no bar da esquina da Rua Pedro II e outros botecos da cidade, com a turma de bebuns tirango o gosto com toucinho torrado e limão.

E assim, chegamos ao fim desta resenha.
Adquira esses álbuns antológicos, porque afinal de contas, não é todo dia que você tem a chance de por as mãos na cultura riquíssima da música brasileira!

ISSO É QUE É MÚSICA !

Por: Dihelson Mendonça

A volta dos Tipos Populares do Crato...É Politica ou não é Politica!por Wilson Bernardo.

É impossível passar vinte e quatro horas sem falar em politicas, se tudo que nos circunda é política, até mesmo quando se fala em pessoas, por mais comuns que elas sejam. ESTES SIM MARCARAM UM PERÍODO DA HISTORIA MARGINAL E BOÊMIA do Crato, os chamados guetos da beira da linha , o famoso GESSO, cabaré da beira da linha.CHUPETINHA, fico aqui tentando imaginar, quantos homens da sociedade cratense, não frequentou os bordeis a sua caça, até porque, ali eu nasci e me criei, e lembro muito bem quando chupetinha era nova e uma mulher bonita, o tempo passou e o capitalismo doentio e a marginalia da sociedade fez o que fez com ela e tantos outros...à margem!

Chupetinha resiste ao tempo e a todos.
VIADO! Assim como é conhecido, uma das mulheres Transcamaleoas do tranformismo homembichamulher,que também conheci quando adolescente, na rua do GESSO
o Cabaré no final da rua São Francisco, extremamente educado e respeitador com as pessoas contrárias à sua sexualidade, mulher de caráter, e muito valente, o que transcore inúmeras histórias a seu respeito, inclusive chegava a brigar nos bons tempos, com até cinco samangos(Policia) e levava vantagens, e nenhum fanfarão fala mais alto ou pinoteava mulher alguma em seu estabelecimento. Pense em um cabra Macho!

ZÉ VIADO, mulher guereira e trabalhador da carne.


Atualmente, tem um bar na beira do canal por trás do PRESÍDIO.


Wilson Bernardo(Texto,Fotografia & Fotoartgrafia)
Obs:Estou preparando material para documentário dos mesmos!

Liberdade de Expressão ! - por Alessandra Bandeira

O dia de ontem foi marcado por um protesto que realizei contra aqueles que acham que o Blog do crato só fala de política. Se quisermos ser mais um dos 300.000.000 de Blogs parecidos com Ana Maria Brega, que só falam de besteiras, também sabemos ser, e entupir nossos leitores de enchimento de Linguiça!, perfazendo um total de até 200 postagens por dia. Eu consigo fazer isso, se eu quizesse, mas eu não quero. Acho que BLOG é blog e Linguiça é Linguiça. Fica aqui meu Protesto contra esses que nada escrevem, mas querem ver notícias e sabem apenas RECLAMAR. Na verdade, nós sabemos que aqueles que reclamaram, só reclamaram porque os nossos escritores mais ativos, estavam revelando os Podres deste governo Lula.

São 03:55 agora, e tudo voltou à normalidade.

Abraços,

Dihelson Mendonça

Dorival Caymmi Canta "O que é que a Baiana tem..."


O Mito da Criatividade- Por: Claúdio Weber Abramo

Para se formar alguma opinião sobre a “criatividade” de alguém é preciso especificar o que se entende pelo termo.O conceito parece englobar a capacidade de produzir algo fora do padrão usual: resolver um problema de uma forma mais econômica (ou elegante, o que é uma forma de economia) do que anteriormente, encontrar a solução para um problema que não se conseguia resolver, inventar um novo problema, contestar uma explicação ou descrição predominante para alguma classe de fenômenos ou situações e fornecer uma explicação ou descrição alternativa e ao mesmo tempo mais abrangente e mais detalhada.Essas características da criatividade aplicam-se às ciências, à tecnologia e ao mundo prático.Há também a criatividade nas artes, que podem incluir algo da lista que se acaba de esboçar mas decerto a extrapola.Fornecer uma caracterização da criatividade nas artes é algo notoriamente espinhoso, a começar da dificuldade de se delimitar o que seja arte.Tomem-se, por exemplo, as artes plásticas. Há um mundo de diferença entre um quadro de Modigliani, digamos, e uma pintura de incêndio na floresta, dessas que se vendem na rua. Mas qual é a diferença? A capacidade de distinguir entre uma coisa e outra precisa ser aprendida. Para desenvolver a apreciação da pintura não é necessário estudar história da arte, mas decerto se deve visitar uma porção de museus, ou perlustrar livros de arte, ou ao menos visitar sítios de Internet dedicados ao assunto (embora a baixa resolução dos monitores de vídeo empobreça radicalmente a experiência).Tal exposição à arte é necessária para aprender a apreciá-la, mas decerto não é suficiente, pois tal apreciação depende também de um pano-de-fundo cultural, pois uma das características da arte é a exploração de metáforas. Para compreender uma metáfora, é imprescindível ter-se noção a respeito do quê a manifestação é uma metáfora.A formação de um pano-de-fundo cultural deve muito ao ambiente, e portanto ao mercado. Assim, é impossível a um argentino médio apreciar a música japonesa, porque praticamente nunca é exposto a ela.O fato de a delimitação das artes ser fluida dá oportunidade para que qualquer produção vagamente “artística” se apresente como “arte”. É o caso não só dos quadros de incêndio na floresta como de uma porção de peças de teatro, livros, peças musicais, filmes (vá lá, consideremos o cinema como arte, embora isso não seja de modo algum claro) etc. que aparecem continuamente.Pois bem, considerando-se as duas áreas em que a criatividade se manifesta, ou seja, nas ciências/mundo prático e nas artes, onde, exatamente, o brasileiro é particularmente “criativo”?Dize-se que “o brasileiro” é “criativo” significa dizer que uma porção de brasileiros frequentemente se mostra “criativa”.
Vejamos.

1. Ciências. Há basicamente dois critérios objetivos para se medir a criatividade nas ciências: a frquência de publicação de artigos em revistas de primeira, segunda etc. linhas e, principalmente, a frequência de citações de artigos em revistas de primeira, segunda etc. linhas. Tais estatísticas são recolhidas por diversas empresas e instituições, sendo a principal o Science Citation Index, que pertence à agência Reuters e só é acessível via convênio pago. É notória a escassez de brasileiros nesses índices. Os poucos que aparecem concentram-se na física e alguns na biologia, nenhum em posição muito elevada.
2. Tecnologia. Neste caso, a medida de criatividade é mais simples, dada pela frequência de registro de patentes. Ver, por exemplo, o grau de inovação da economia brasileira conforme medido pelo Forum Econômico Mundial. No Brasil, nada se cria e nem mesmo se copia. Como a economia brasileira se baseia na venda de commodities e como a indústria do país desapareceu para dar lugar a empresas comerciais que licenciam ou representam produtos desenvolvidos alhures, não há lugar para a inventividade. Ao contrário, a invenção é reprimida, pois balança o barco.
3. Processos gerenciais. Ignoro se existe alguma medida objetiva da inovação em processos gerenciais, mas o que se observa no Brasil é a crescente predominância de relações capital-trabalho que penalizam violentamente o trabalho em favor do capital. “Inovação” gerencial no Brasil parece significar o desenvolvimento de meios de pagar o mínimo possível pelo máximo possível de trabalho. Se é isso, então o Brasil é de fato extremamente “criativo” nessa área.
4. Artes plásticas. Desconhecem-se artistas que trabalhem no Brasil e que tenham tido algum impacto na pintura ou na escultura internacionais (que é o que conta). Artes plásticas só podem desenvolver-se na presença de um mercado comprador. Devido à brutal deigualdade de renda brasileira, o mercado comprador de arte resulta restritíssimo.
5. Literatura. Fora Machado de Assis, que ganhou traduções para o inglês a partir de coisa de dez anos atrás e, menos, para outros idiomas, mas cujo impacto na literatura internacional é inexistente, nenhum outro escritor brasileiro jamais teve qualquer espécie de influência (adianto que Paulo Coelho não faz literatura, mas outra coisa qualquer que não é literatura). Considerando-se o plano interno (o português não é exatamente uma língua global), o crescimento do mercado leitor tem dado oportunidade para que uma quantidade maior de escritores consiga viver de literatura. Isso decerto estimula a criatividade. (Esses escritores não costumam ser submetidos ao crivo da crítica literária brasileira, porque nossos críticos literários consideram que literatura contemporânea está abaixo de seu plano, preferindo escrever sobre… bem, nunca se sabe sobre o quê, exatamente, esses críticos literários escrevem).
6. Cinema. Nenhuma dessas duas atividades consegue existir sem mercado. O cinema depende muito de técnica, algo escassíssimo entre os cineastas brasileiros. Com isso, a maior parte da filmografia brasileira é composta de um lixo insuportável. Há bissextas aparições de filmes mais bem feitos, parte dos quais originada em Hollywood. Alguns desses filmes mais bnem feitos se distinguem por não serem insuportáveis, o que no entanto está longe de transformá-los em obras-primas.
7. Teatro. O teatro se concentra exclusivamente no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde há um público que parece crescente. Algumas peças ficam em cartaz por anos a fio, o que é um bom sinal. Não há teatrólogos brasileiros conhecidos internacionalmente.
8. Música. Chegamos por fim à música, território em que a influência internacional brasileira é vasta. Esse é decerto um terreno em que o Brasil influenciou o mundo. Após um breve contacto entre o grupo de choro de Pixinguinha e o jazz praticado na França por Django Reinhardt/Stéphane Grapelli, que não parece ter deizado rastros, a influência brasileira recebeu impulso a partir da Bossa Nova com o intercâmbio entre jazzistas americanos, principalmente o saxofonista Stan Getz, e alguns músicos brasileiros, como João Gilberto, Luiz Bonfá, Tom Jobim, Naná Vasconcelos, Eumir Deodato, Sérgio Mendes. A geração seguinte, de Gilberto Gil e Milton Nascimento, ganhou autonomia em relação ao jazz.

Internamente, a produção e o consumo musicais são vastíssimos — o que inclui uma quantidade imensa de porcaria, mas isso é assim mesmo. Todos os dias surge muita coisa boa.Já a música erudita brasileira teve o gênio de Villa-Lobos (cujos Estúdios e Prelúdios são obrigatórios no repertório de qualquer violonista clássico e cujas Bachianas Brasileiras aparecem com alguma frequência em programas de orquestras de primeira linha) e só.Assim, a decantada “criatividade” brasileira manifesta-se em alguns territórios do universo cultural, mas não se vê rastro dela em outros terrenos.Do que se conclui que, se o eventual leitor tende a valorizar na vida a música, a literatura, o cinema etc., tem motivos para comemorar a criatividade brasileira em ao menos alguns terrenos (mas nitidamente não todos).Mas também que, se o que valoriza é a atividade intelectual não-”cultural” e a inovação no trato das coisas do mundo material, vamos mal.

Fonte: IG

Vincent Van Gogh - Uma Biografia fora de Época


Atendendo ao pedido de Egberto Paiva, se eu iria apagar ou não esse artigo de Van Gogh, em sua homenagem, foi poupado. Um abraço, meu querido. Fique conosco aqui no Blog do Crato!

Vincent Willem van Gogh (Zundert, 30 de Março de 1853 — Auvers-sur-Oise, 29 de Julho de 1890) foi um pintor pós-impressionista neerlandês, freqüentemente considerado um dos maiores de todos os tempos. Sua vida foi marcada por fracassos. Ele falhou em todos os aspectos importantes para o seu mundo, em sua época. Foi incapaz de constituir família, custear a própria subsistência ou até mesmo manter contactos sociais. Aos 37 anos, sucumbiu a uma doença mental, suicidando-se. A sua fama póstuma cresceu especialmente após a exibição de 71 das suas telas em Paris, a 17 de Março de 1901. Somente após a sua morte sua obra foi amplamente reconhecida. Van Gogh é considerado pioneiro na ligação das tendências impressionistas com as aspirações modernistas, sendo a sua influência reconhecida em variadas frentes da arte do século XX, como por exemplo o expressionismo, o fauvismo e o abstraccionismo.

O Museu Van Gogh em Amsterdã é dedicado aos seus trabalhos e aos dos seus contemporâneos.

Primeiros anos

Vincent nasceu em Zunderrt, uma cidade próxima a Breda, na província de Brarrabante do Norte, nos Países Baixos (mais conhecidos no Brasil e em Portugal como Holanda). Era filho de Theodorus, um pastor da Igreja Reformada Neerlandesa, e de Anna Cornelia Carbentus. Recebeu o mesmo nome de seu avô paterno e também daquele que seria o primogênito da família, morto antes mesmo de nascer exatamente um ano antes de seu nascimento. Especula-se que este fato tenha influenciado profundamente certos aspectos de sua personalidade, e que determinadas características de sua pintura (como a utilização de pares de figuras masculinas) tenham sido motivadas por isso. Ao todo, Vincent teve dois irmãos: Theodorus, apelidado de Theo, e Cornelius (Cor); e três irmãs: Elisabeth, Anna e Willemina (Will). Vincent era uma criança séria, quieta e introspectiva. Desenvolveu através dos anos uma grande amizade e forte ligação com seu irmão mais novo, Theo. A vasta correspondência entre Theo e Vincent foi preservada e publicada em 1914, trazendo a público inúmeros detalhes da vida privada do pintor, bem como de sua personalidade. É através destas cartas que se sabe que foi Theo quem suportou financeiramente o irmão durante a maior parte da sua vida. Aos 16 anos, por recomendação de seu tio Vincent (ou Cent), começou a trabalhar para um comerciante de arte estabelecido na Haia, na empresa Goupil & Cie. Quatro anos depois foi transferido para Londres, e depois para Paris.

No entanto, Vincent estava cada vez mais interessado em assuntos religiosos, e acabou sendo demitido da galeria. Ele então decidiu retornar à Inglaterra para fazer um trabalho sem remuneração. Durante o Natal, Van Gogh retornou para casa e começou a trabalhar numa livraria. Ele ficou seis meses no novo emprego, onde gastava a maior parte de seu tempo traduzindo a Bíblia. Em 1877 sua família mandou-o para Amsterdam, onde morou com seu tio Jan. Vincent preparou-se para os exames de admissão da Universidade de Teologia com seu tio Johannes Stricker (teólogo), mas fracassou. Mudou-se então para a Bélgica, e novamente fracassou nos estudos da escola Missionária Protestante. Em 1879, ainda na Bélgica, começou um trabalho temporário como missionário em uma comunidade pobre de mineiros.

Estudos de arte

Em 1880, Vincent decidiu seguir a sugestão do seu irmão Theo e levar a pintura mais a sério. Ele partiu para Bruxelas para tomar aulas com Willem Roelofs, que o convenceu a tentar a Academia Royal de Artes. Lá ele estudou um pouco de anatomia e de perspectiva. Em 1881, Van Gogh mudou-se com a família para Etten, onde ficou amigo de Kee Vos-Stricker, sua prima e filha de Johannes Vicent Stricker. Ao pedi-la em casamento, ela o recusou com um energico "nunca". Porém, Van Gogh insistiu em sua idéia, o que gerou conflitos com seu pai. No final do mesmo ano, Vincent partiria para a Haia. Na Haia, ele juntou-se a seu primo, Anton Mauve, nos estudos de arte. Envolveu-se com uma prostituta grávida e já mãe de um filho, conhecida como Sien. Quando o pai de Van Gogh soube do relacionamento do filho, exigiu que ele a abandonasse. Em 1883, mudou-se para Nuenen (Holanda) onde se dedicou à pintura. Lá se apaixonou pela filha de uma vizinha, Margot Begemann. Decidiram se casar, mas suas famílias não aceitaram o casamento, o que fez com que Margot tentasse o suicídio. Em 1885, o pai de Van Gogh morreu de infarte. Neste mesmo ano ele pintou aquela que é considerada a sua primeira grande obra: Os Comedores de Batata. Em novembro do mesmo ano, muda-se para Antuérpia. Com pouco dinheiro, ele preferia mandar dinheiro para Theo em Paris, para que este lhe enviasse material de pintura, a comer uma boa refeição. Enquanto estava em Antuérpia, dedicou-se ao estudo das cores e visitou museus, apreciando trabalhos principalmente de Peter Paul Rubens, e tornou-se um bebedor freqüente de absinto. Foi nesta altura que entrou em contacto com a arte japonesa, da qual se tornou fervoroso admirador e que posteriormente o influenciaria pelas cores fortes e uso das linhas. Em 1886, matriculou-se na Ecole des Beaux-Arts de Antuérpia.

Paris

Em março de 1886, Van Gogh mudou-se para Paris, onde dividiu um apartamento em Montmartre com Theo. Depois, os dois mudaram-se para um apartamento maior na Rue Lepic, 54. Por alguns meses, Vincent trabalhou no Estúdio Cormon, onde conheceu os artistas John Peter Russell, Émile Bernard e Henri de Toulouse-Lautrec, entre outros. Este último, alcóolatra, apresenta van Gogh ao absinto, bebida popular da ocasião, que viria a ser muito consumida pelo pintor, que a retratou em Natureza Morta com Absinto. O absinto possuía como principal ingrediente uma planta alucinógena de nome Artemisia absinthium e cuja graduação alcóolica era de 68%. O absinto, também conhecida como "fada verde" devido aos efeitos alucinógenos, foi responsabilizado por alucinações, surtos psicóticos e mesmo mortes. Através de Theo, conhece Monet, Renoir, Sisley, Pissarro, Degas, Signac e Seurat. Naquela época, o impressionismo tomava conta das galerias de arte de Paris, mas Van Gogh tinha problemas em assimilar esse novo conceito de pintura. Vincent e Émile Bernard começaram o uso da técnica do pontilhismo, inspirados em Georges Seurat. A partir de sua estada em Paris, Van Gogh abandona sua temática sombria e obscura de camponeses e suas obras recebens tons mais claros. São desta época os quadros Mulher sentada no Café du Tambourin, A ponte Grande Jatte sobre o Sena, Quatro Girassóis, os Retratos de Père Tanguy, entre outros.

Em 1887, conhece Paul Gauguin, e mais para o final do ano expõe em Montmartre. No próximo ano, decide mudar-se de Paris.

Arles

Vincent van Gogh chegou em Arles, no Sul de França, no dia 21 de fevereiro de 1888. A cidade era um local que o impressionava pelas paisagens e onde esperava fundar uma colônia de artistas. Com objetivo de decorar a sua casa em Arles (conhecida como A Casa Amarela, retratada em uma de suas obras), Van Gogh pintou a série de quadros com girassóis, dos quais um se tornaria numa de suas obras mais conhecidas. Dos artistas que deixara em Paris, apenas Gauguin respondeu ao convite feito para se instalar em Arles. O Vinhedo Vermelho, único quadro vendido durante a sua vida, foi pintado nesta altura. Ele o vendeu por 400 francos. Gauguin e Van Gogh partilhavam uma admiração mútua, mas a relação entre ambos estava longe de ser pacífica e as discussões, freqüentes. Para representar as relações abaladas entre os dois, Van Gogh pinta a A Cadeira de Van Gogh e a A Cadeira de Gauguin, ambas de dezembro de 1888. As duas cadeiras estão vazias, com objetos que representam as diferenças entre os dois pintores. A cadeira de van Gogh é sem braços, simples, com assento de palha; a de Gauguin possui assento estofado e possui braços. Mediante os diversos conflitos, Gauguin pensa em deixar Arles: "Vincent e eu não podemos simplesmente viver juntos em paz, devido à incompatibilidade de temperamentos", queixou-se ele a Theo. Gauguin sentia-se incomodado com as variações de humor de Vincent pela pressão exercida pelas mesmas. Em 23 de dezembro de 1888, após a saída de Gauguin para uma caminhada, van Gogh o segue e o surpreende com uma navalha aberta. Gauguin se assusta e decide pernoitar em uma pensão. Transtornado e com remorso pelo feito, Vincent corta um pedaço de sua orelha direita, que embrulha em um lenço e leva, como presente, a uma prostituta sua amiga, Rachel. Vincent retorna à sua casa e deita-se para dormir como se nada acontecera. A polícia é avisada e encontra-o sem sentidos e ensanguentado. O artista é encaminhado ao hospital da cidade. Gauguin então manda um telegrama para Theo e volta para Paris, julgando melhor não visitar Vincent no hospital. Vincent passa 14 dias no hospital, ao final dos quais retorna à casa amarela. Em seu retorno pinta o Auto-Retrato com a Orelha Cortada. O episódio trágico convenceu van Gogh da impossibilidade de montar uma comunidade de artistas em Arles. O estilo de pintura acompanhou a mudança psicológica e Van Gogh trocou o pontilhado por pequenas pinceladas. Quatro semanas após seu retorno do hospital, van Gogh apresenta sintomas de paranóia e imagina que lhe querem envenenar. Os cidadãos de Arles, apreensivos, solicitam seu internamento definitivo. Sendo assim, van Gogh passa a viver no hospital de Arles como paciente e preso. Rejeitado pelo amigo Gauguin e pela cidade, descartados seus planos da comunidade de artistas, se agrava a depressão de van Gogh, que tinha como único amigo seu irmão Theo, que por sua vez estava por casar-se. O casamente de Theo constribui para a inquietação de Vincent, que teme pelo afastamento do irmão.

Saint-Rémy

Em 1889, aos 36 anos, pediu para ser internado no hospital psiquiátrico em Saint-Paul-de-Mausole, perto de Saint-Rémy-de-Provence, na Provença. A região do asilo possuía muitas searas de trigo, vinhas e olivais, que transformaram-se na principal fonte de inspiração para os quadros seguintes, que marcaram nova mudança de estilo: as pequenas pinceladas evoluíram para curvas espiraladas.

Auvers

Em maio de 1890, Vincent deixou a clínica e mudou-se de novo para perto de Paris (em Auvers-sur-Oise), onde podia estar mais perto do seu irmão e frequentar as consultas do doutor Paul Gachet, um especialista habituado a lidar com artistas, recomendado por Camille Pissarro. Gachet não conseguiu melhorias no estado de espírito de Vincent, mas foi a inspiração para o conhecido Retrato do Doutor Gachet. Em Auvers Van Gogh produz cerca de oitenta pinturas. Entretanto, a depressão agravou-se, e a 27 de Julho de 1890, depois de semanas de intensa atividade criativa (nesta época Van Gogh pinta, em média, um quadro por dia), Van Gogh dirige-se ao campo onde disparou um tiro contra o peito. Arrastou-se de volta à pensão onde se instalara e onde morreu dois dias depois, nos braços de Theo. As suas últimas palavras, dirigidas a Theo, teriam sido: "La tristesse durera toujours" (em francês, "A tristeza durará para sempre").

A doença

Na ocasião, o diagnóstico de Van Gogh mencionava perturbações epiléticas, ainda que o diretor do asilo, Dr. Peyron, sequer fosse especialista em psiquiatria. As crises ocorriam de tempos em tempos, precedidas por sonolência e em seguida apatia. Tinham a média de duração de duas a quatro semanas, período no qual Van Gogh não conseguia pintar. Nestas crises predonimavam a violência e as alucinações. No entanto, Van Gogh tinha consciência de sua doença e lhe era repulsivo viver com os demais doentes mentais da instituição. "Após a experiência dos ataques repetidos, convém-me a humildade. Assim pois: paciência. Sofrer sem se queixar é a única lição que se deve aprender nesta vida."

Vincent Van Gogh

A doença de Van Gogh foi analisada durante os anos posteriores e existem várias teses sobre o diagnóstico. Alguns como o doutor Dietrich Blumer, em artigo publicado no American Journal of Psychiatry, mantém o diagnóstico de epilepsia do lobo temporal, agravada pelo uso do absinto. Segundo alguns, Vincent teria sofrido de xantopsia (visão dos objetos em amarelo), por isso exagerava no amarelo em suas telas. Esta xantopsia pode ou não ter surgido pelo excesso de ingestão de absinto, que contém tujona, uma toxina. Outra teoria seria que doutor Gachet teria indicado o uso de digitalis para o tratamento de epilepsia, o que poderia ter ocasionado visão amarelada a Van Gogh. Outros documentos relatam ainda que na verdade Van Gogh seria daltônico. Há ainda diagnósticos de esquizofrenia e de transtorno bipolar do humor, sendo este último o diagnóstico mais aceito. Consta que na família de Van Gogh existiram outros casos de transtorno mental: Théo sofreu depressão e ansiedade e faleceu de "demência paralítica" (neurossífilis), no Instituto Médico para Doentes Mentais em Utrecht. Wilhelmina era esquizofrênica e viveu durante 40 anos neste mesmo instituto e Cornelius cometeu suicídio aos 33 anos de idade.

Fonte: Wikipedia

SOBRAL x JUAZEIRO do NORTE

A princesinha do Norte é prepotente, em sites oficiais somamos informações contestáveis que merecem ser debatidos afim de fornecer subsídios para o meio empresarial que deseja investir com segurança em local de retorno certo. Sobral recebe ajudas generosas e desproporcionais do governo do estado, detém força política incontestável: único fato relevante de maior destaque que Juazeiro. Sobral concedeu benefícios fiscais para grandes empresas que empregam grande parte da população com qualificação mínima e salários baixos gerando muitas riquezas e PIB elevado, sendo que a grande fatia é remetida para as sedes destas empresas fora do estado, portanto grande parte da riqueza gerada não é injetada em seu comércio bem menor que o de Juazeiro. Por outro lado a perseguição a Juazeiro determinou, salvo raras exceções, a falta de colonização pelas indústrias sobre rodas, que ao findarem as vantagens mudam-se de cidade e estado deixando levas de desempregados: o resultado foi o surgimento de grupos locais fortes e competitivos nos mais diversos setores, desde bebidas, passando pelo pólo calçadista, setor de jóias e semi-jóias, até a indústria do turismo. As consequências já são sentidas na elevação do PIB de Juazeiro e a diminuição do PIB de Sobral. Atualmente grupos se instalam em Juazeiro, onde o forte é o setor terciário: comercio e serviços, e podemos afirmar ser a cidade mais populosa, com maior concentração de cursos universitários, maior valorização imobiliária, detém aeroporto recordista em número de passageiros, possui duas emissoras de televisão, tem um Shopping Center em processo de expansão para se tornar o maior do interior nordestino e outro em projeto, tem projetos de construção cívil estando em construção o segundo maior edifício do estado, empresas estão dispostas a pagarem milhões para se instalarem em Juazeiro- a exemplo do Atacadão, que adquiriu imóvel para edificação de sua sede no valor de 5,2 milhões de reais. Como não se basta-se Juazeiro tem ainda uma economia informal forte através de artesãos e comércio popular, que não fazem parte do cálculo do PIB, e determinam sempre boas surpresas nos estudos dos que aqui se instalam superando suas expectativas iniciais, foi assim com as Lojas Americanas (com duas lojas instaladas) e o Atacadão.

Assim sendo temos a dizer aos que desejam investir em Sobral: peçam terreno, benefícios fiscais, calculem o tempo de governo restante dos Ferreira Gomes e planejem tirar seus lucros a curto prazo. Depois se quiserem venham para Juazeiro e o Padre Cícero abençoará a todos que tem fé e trabalham. Observação final: Sobral não têm aeroporto com vôos comercias, não têm Shopping Center, falam em instalar algum dia uma emissora de televisão (provavelmente aguardam incentivos do governo do estado),e não têm lojas de grupos nacionais e internacionais. Têm uma indústria de calçados em decadência e uma fábrica de cimento poluindo a cidade.

Fonte: Site: JuaNews

Paralisação da SEFAZ.

Os servidores da Secretaria da Fazenda do Ceará paralisaram as atividades desde a manhã desta terça-feira. A categoria pressiona o governo estadual pela regulamentação do plano de cargos, carreiras e salários. Com a paralisação, vários setores da Sefaz estão registrando pouca movimentação, e cargas ou liberações de produtos só se for prioritário, segundo lideranças do movimento, que vai se estender até quarta-feira.O Sintaf marcou para às 8h da próxima sexta-feira, no auditório da Sefaz, uma assembleia geral para definir os rumos da mobilização, que conta com mais de 90% de adesão, segundo lideranças.

Fonte: Eliomar

Atenção para agosto- Por Alberto Dines

Como se não bastasse a exibição de truculência dos comparsas de José Sarney no Senado, como se não bastasse a reaparição despudorada de figuras banidas como Collor de Mello e Renan Calheiros no cenáculo do sistema representativo, como se não bastasse a consagração do cinismo e da mentira numa República empurrada pela real-politik para a beira do abismo, como se não bastasse o retorno vexatório dos senadores biônicos criados pelo regime militar, como se não bastasse o clima de ruptura no início do agourento mês das bruxas, tivemos nesta sexta feira mais uma fanfarronada proferida por aquele que deveria ser o mais sensato, o mais discreto e o mais judicioso dos nossos expoentes.Gilmar Mendes, presidente do Supremo Tribunal Federal, afirmou que a proibição imposta ao jornal “O Estado de S. Paulo” de revelar informações sobre a operação da Polícia Federal que investiga o clã Sarney não constitui censura, “é decisão judicial, não é política”.Vitorioso em duas recentes polêmicas que colocaram a liberdade de expressão como cláusula pétrea do nosso ordenamento jurídico (a extinção integral da Lei de Imprensa e o fim da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo), o Meritíssimo reconheceu que “é possível fazer restrições à liberdade de expressão” e confessou que não conhecia suficientemente o caso da punição ao “Estadão”.Se Gilmar Mendes não conhece a questão sobre a qual se manifestou deveria calar-se. Uma autoridade que se pronuncia sobre algo que ignora corre o risco de ser considerada leviana ou irresponsável. Um magistrado só fala com base nos autos e se o ministro Mendes não teve acesso aos autos e, mesmo assim, proferiu um juízo prematuro, está oferecendo um lamentável exemplo a todos os magistrados do país, já que além presidir o Judiciário, também preside o Conselho Nacional de Justiça. E se admite que é possível fazer restrições à liberdade de imprensa está admitindo publicamente que os seus votos anteriores partiram de premissas erradas e, portanto, estão basicamente errados.Gilmar Mendes confunde tudo: o cerceamento da liberdade de informar do “Estadão” pelo desembargador Dácio Vieira pode não ter motivação política, porém continua valendo como um inequívoco ato censório.É autoritário e antidemocrático. E embora classificada como “decisão judicial” pode estar errada, seja sob o ponto de vista técnico como moral. Convém não esquecer que o desembargador tem notórias ligações com o clã Sarney e seus apaniguados.Certamente levado pelas melhores intenções, o ministro Gilmar Mendes, tenta envolver as decisões judiciais com uma aura de infalibilidade, divina, porém insuficiente para conferir à instituição que preside a necessária confiabilidade.O desembargador Dácio Vieira não quis punir o “Estadão” por ter vazado informações de um inquérito protegido pelo segredo de justiça, o que poderia ter algum cabimento. Inclusive no âmbito da deontologia jornalística. Sua sentença não se refere a uma ação passada, a intenção dos advogados da família Sarney era preventiva: proibia a divulgação de revelações futuras. Este tipo de recurso tem nome: censura prévia. Inspirada em compadrio ou interesse político, é um flagrante atentado à liberdade de informar. Não é censura fardada, é censura togadaNão contente com a barafunda que armou no campo da liberdade de expressão, o supremo magistrado enveredou temerariamente pela crise política desencadeada pela eleição de José Sarney para a presidência do Senado. Como cidadão, é legítima a sua preocupação com os sucessivos escândalos no Senado e também a sua angústia cívica diante da continua interrupção dos mandatos dos presidentes da Casa. Na condição de chefe do Poder Judiciário, porém, sua manifestação é impertinente e extemporânea. Não pacifica, exacerba.Em nosso país, combinam-se as fúrias, a prepotência, as ambições desmedidas e a hipocrisia de diversas formas e nas mais variadas circunstâncias. Nesta quadra do ano, o pernicioso coquetel já produziu desfechos que ficaram conhecidos como agosteiros.Plenos de desgostos.

Fonte:Último Segundo

Defesa que vem da lavoura

Cientistas descobrem substâncias antimicrobianas na cana-de-açúcar e no feijão-fradinho

Proteínas encontradas no feijão-fradinho, também conhecido como feijão-de-corda, e na cana-de-açúcar são capazes de combater fungos, bactérias e vírus causadores de doenças (fotos: Wikimedia Commons). Pode vir da lavoura a mais nova arma para defender o organismo do ataque de bactérias, fungos e vírus que causam doenças. Cientistas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) descobriram moléculas com propriedades antimicrobianas em dois alimentos largamente produzidos e consumidos no Brasil: a cana-de-açúcar (Saccharum officinarum) e o feijão-fradinho (Vigna unguiculata). As moléculas encontradas são proteínas conhecidas como beta-defensinas, cujo potencial antimicrobiano já havia sido constatado anteriormente pela equipe da UFPE. “Como nosso grupo já tinha grande conhecimento sobre o genoma da cana-de-açúcar e do feijão-fradinho, começamos a procurar os genes dessas proteínas nessas plantas”, conta o coordenador da pesquisa, o biólogo Sergio Crovella, da UFPE.

Segundo o pesquisador, essas proteínas também estão presentes em humanos e outros animais, que são atacados por microrganismos semelhantes aos que causam doenças em vegetais. O biólogo destaca a grande eficiência das plantas em reagir ao ataque de microrganismos patogênicos: além das defesas mecânicas (como espinhos e sementes resistentes), elas têm proteção bioquímica (como a produção de compostos tóxicos). Isso acontece porque, ao contrário dos animais, vegetais não têm imunidade adquirida, característica que cria uma espécie de “memória” no sistema imunológico para a defesa contra invasores.

Aplicações médicas e agrícolas

As moléculas encontradas na cana-de-açúcar e no feijão-fradinho poderão dar origem a novos medicamentos de uso externo – em forma de spray ou pomada – contra a ação de bactérias, vírus ou fungos que causam doenças nos seres humanos. As proteínas poderão ser usadas ainda na produção de pesticidas naturais, que prejudiquem menos o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores rurais. Segundo Crovella, essas moléculas também podem ajudar na luta contra a Aids. O estudo da ação das beta-defensinas humanas já mostrou o potencial dessas proteínas no combate ao HIV. “Achamos que as defensinas das plantas poderiam ter o mesmo efeito, mas ainda é preciso fazer muita pesquisa antes de comprovar essa possibilidade”, pondera. A equipe agora pretende testar as aplicações farmacológicas e terapêuticas das defensinas vegetais para comprovar seu efeito antimicrobiano em humanos e outros animais.

Raquel Oliveira Ciência Hoje On-line

Mulher é resgatada no mar 30 horas após naufrágio nas Filipinas; nove morreram

Um helicóptero da Força Aérea das Filipinas resgatou nesta segunda-feira uma mulher que ficou à deriva no mar por cerca de 30 horas, depois do naufrágio do navio em que ela estava, no qual morreram nove pessoas. Apenas uma das quase mil pessoas que estavam a bordo ainda está desaparecida. A dona de casa Lita Casumlum, 39, foi encontrada boiando com um colete salva-vidas a cerca de 13 km do local onde o Superferry 9 afundou no domingo, próximo ao litoral da Província de Zamboanga do Norte. O contra-almirante Alex Pama, que ajudou a supervisionar o resgate, disse que considerou o salvamento "um milagre".

"Ela ficou à deriva no meio de enormes ondas por um longo tempo sem comida ou água", disse Pama. Embora estivesse fraca e mal conseguisse falar devido a uma dor de garganta, a mulher resgatada parecia de bom humor e brincou com os repórteres em um hospital militar na cidade de Zamboanga do Sul, dizendo que tinha perdido dinheiro no mar, mas que havia encontrado dois pequenos caranguejos no bolso depois do resgate. "Eu só rezava. Eu pensei em minha família", disse ela. As autoridades resgataram 958 pessoas e buscam a única que continua desaparecida após o naufrágio da embarcação, que fazia a rota entre General Santos, na ilha de Mindanao, e Iloilo, na ilha de Panay, a cerca de 500 quilômetros ao sudeste de Manila.

O SuperFerry 9, transportava 968 pessoas --847 passageiros, 117 tripulantes e 4 agentes de segurança---, número que não alcançava sua capacidade, de 1.120 pessoas. A causa do acidente deste domingo não está clara. O capitão inicialmente ordenou que todos a bordo abandonassem a embarcação como uma medida de precaução, disse Jess Supan, vice-presidente da Aboitiz Tranport System, proprietária do barco, quando o navio começou a virar de lado. Houve relatos de que o navio tinha um buraco no casco, informou o Conselho Nacional de Coordenação de Desastres. A embarcação, construída em 1986 no Japão, afundou seis horas depois, segundo a guarda costeira.

PUBLIFOLHA/PUBLIFOLHA

Não houve sinais de uma ação terrorista. Militantes do grupo islâmico radical Abu Sayyaf, ligado à rede terrorista Al Qaeda, explodiram outro Superferry na baía de Manila, em 2004, em um ataque que matou 116 pessoas no segundo pior ato de terrorismo no Sudeste Asiático. O tempo na região também estava bom, disse a guarda costeira. Os ferrys são um importante meio de transporte nas Filipinas, um arquipélago com mais de 7.000 ilhas. Mas os acidentes são comuns, devido à superlotação, manutenção ruim ou tempestades tropicais. No ano passado, mais de 800 pessoas morreram quando o ferry "Princess of the Stars" afundou durante um tufão. Em dezembro de 1987, o ferry Dona Paz afundou após colidir com um navio-tanque nas Filipinas, matando mais de 4.341 pessoas, no pior desastre marítimo do mundo em tempos de paz.

Fonte: UOL

Saiu no “The New York Times”: “Padre Cícero merece respeito”

Alunos de uma escola pública de Crato conduzem andor com imagem do Padre Cícero no desfile de 7 de Setembro - Foto de Antônio Vicelmo, publicada no "Diário do Nordeste".

No sertão, brasileiros fazem um caminho pedregoso para santidade

LARRY ROHTER – correspondente no Brazil (enviado a Juazeiro do Norte, Ceará )
Em uma missa realizada aqui certo dia em 1889, uma mulher que estava recebendo a comunhão declarou que a hóstia se transformou em sangue em sua boca. Apesar da população local ter considerado aquilo um milagre, a Igreja Católica Romana não ficou contente, e eventualmente suspendeu o padre envolvido, Cícero Romão Batista, de suas funções.

Mas a fama do padre Cícero como autor de milagres continuou a se espalhar, tanto que até hoje pessoas de todas as partes do Brasil, o país com a maior população católica romana do mundo, acreditam nele como um santo. Agora, para alegria dos fiéis que se reúnem aqui todo ano, a mesma hierarquia eclesiástica que afastou e perseguiu o querido "Guia Espiritual e Intermediário" deles, está finalmente agindo para reabilitá-lo.

"O padre Cícero foi uma figura controversa cujas ações incomodaram muitas pessoas, como acontece com as ações de todos os profetas", disse Fernando Panico, o bispo católico romano daqui desde 2001. "Mas nós não podemos negar que ele sempre permaneceu fiel à Igreja apesar de seu sofrimento, nem podemos permanecer indiferentes à expressão simbólica da fé que ele representa para as pessoas." A cada ano, cerca de 2 milhões de peregrinos visitam os locais e templos associados ao padre Cícero aqui no coração do árido sertão do Nordeste do Brasil. Há a capela onde ele está enterrado, a casa onde ele morreu, a igreja onde foi o pároco, um museu e, no alto de uma colina com vista para esta cidade de 225 mil habitantes, se encontra uma estátua de alabastro de 25 metros dele, com seus característicos chapéu de aba larga e bengala na mão.

Encorajados pela mudança de postura da Igreja, os fiéis do padre Cícero estão torcendo para que ele seja rapidamente beatificado e canonizado. Panico disse que "parece existir boa vontade em Roma", mas ele também falou de um processo longo e complicado. Mas se tal processo tiver início, os fiéis do padre Cícero estão confiantes de que não haverá falta de milagres para apoiar sua causa. Na "Casa dos Milagres" daqui, o chão está lotado de modelos de madeira, plástico e cera de braços, pernas, mãos, pés, cabeças e tórax, deixados pelos peregrinos que creditam ao padre Cícero suas recuperações surpreendentes de doenças fatais e acidentes. Há também fotografias e cartas de agradecimento, muitas escritas com a caligrafia de pessoas de baixa escolaridade. Mas outros depoimentos agradecem o Padre Cícero por vitórias em processos ou pela obtenção de diplomas universitários, e um conhecido cantor popular deixou uma recordação agradecendo a intervenção do padre ao lhe permitir emplacar um hit de sucesso que marcou seu retorno e sobreviver a um acidente de automóvel.

A população local diz que até mesmo Panico se beneficiou dos poderes de cura do padre Cícero. Quando o bispo anunciou dois anos atrás que tinha câncer, os peregrinos iniciaram uma campanha de orações por sua recuperação. Agora ele está em remissão, e apesar de hesitar em falar em um milagre, outros não hesitam.

Antivírus

Um fator para a recente mudança de posição da Igreja pode ser o fato de que o exército de peregrinos simplesmente é uma força espiritual poderosa demais para ser ignorada. No momento em que as seitas protestantes fundamentalistas estão desafiando o domínio da Igreja Católica Romana por todo o Brasil, faz sentido considerar os devotos do padre Cícero como aliados, em vez de fanáticos ou cismáticos.

"Graças aos peregrinos e sua fé, as igrejas evangélicas não estão conseguindo muito progresso por aqui", disse Panico. "O padre Cícero é como um antivírus."

"A Igreja esperou 500 anos para reconhecer que cometeu um erro ao condenar Galileu", disse André Herzog Cardoso, ex-reitor da Universidade Regional do Cariri, daqui. "Eu não acho que ela cometerá o mesmo erro desta vez. É uma questão de sobrevivência."

Tradução: George El Khouri Andolfato/ (© UOL/The New York Times

Vamos lutar contra o trabalho escravo no Brasil.





Matéria sobre o projeto "Escravo, nem pensar".
"O objetivo do projeto é diminuir, através da educação e da comunicação comunitária, o número de adolescentes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste aliciados para o trabalho escravo na fronteira agrícola amazônica. Consiste em campanhas de informação para capacitar líderes populares e professores e educadores para introduzir o tema do trabalho escravo contemporâneo em sala de aula e na comunidade. O projeto teve início em 2004 (continua).


A Organização Internacional do Trabalho apóia esse projeto.
Por iniciativa e pedido da Secretaria Especial dos Direitos Humanos (SEDH), esse estud
o, realizado pela ONG Repórter Brasil, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), identificou as cadeias produtivas em que estão inseridas as fazendas do cadastro de empregadores da portaria 540/2004 do Ministério do Trabalho e Emprego (conhecido como a “lista suja” do trabalho escravo no Brasil). Seu objetivo é informar e alertar a sociedade brasileira, à indústria e aos mercados consumidor, varejista, atacadista e exportador da existência de mão-de-obra escrava na origem da cadeia de produção de muitas mercadorias que hoje são comercializadas no país. (continua)

O Pnud e a SDH apóiam esse projeto
A Repórter Brasil, desde 2001, tem sido um dos principais veículos a cobrir o tema do trabalho escravo no Brasil e a pautá-lo na mídia e nos debates da opinião pública. Atua em parceria com outros veículos de comunicação para a publicação de notícias, artigos e reportagens e realiza seminários voltados para jornalistas, sociedade civil e formadores de opinião. Com isso, a Repórter Brasil tem contribuído para o aumento da incidência do tema na mídia. A Organização Internacional do Trabalho realizou um levantamento revelando que, em 2002, o tema “trabalho escravo” apareceu na mídia em 260 matérias. Em 2003, o número saltou para 1541 e, em 2004, 1518. Baseado em sua experiência nessa cobertura, a ONG Repórter Brasil lançou, em abril de 2006, a Agência de Notícias sobre Trabalho Escravo – o primeiro veículo jornalístico voltado para o tema no Brasil. Sua função é aumentar a circulação de informações a respeito da escravidão contemporânea e de todas as formas de trabalho degradante, servindo de pauta para outros veículos de comunicação e de subsídio para ações dos três poderes e da sociedade civil. E, além de informar jornalistas, governo e sociedade, a Agência tem como um dos alvos principais as organizações sociais que atuam junto aos trabalhadores rurais e urbanos de municípios do Norte, Nordeste e Centro-Oeste com altos índices de aliciamento para o trabalho escravo.



Rotina: Mude e...Marque - Transcrição: José Nilton Mariano Saraiva


O cérebro humano mede o tempo por meio da observação dos movimentos. Se alguém colocar você dentro de uma sala branca vazia, sem nenhuma mobília, sem portas ou janelas, sem relógio... você começará a perder a noção do tempo. Por alguns dias, sua mente detectará a passagem do tempo sentindo as reações internas do seu corpo, incluindo os batimentos cardíacos, ciclos de sono, fome, sede e pressão sanguínea. Isso acontece porque nossa noção de passagem do tempo deriva do movimento dos objetos, pessoas, sinais naturais e da repetição de eventos cíclicos, como o nascer e o pôr do sol. Compreendido este ponto, há outra coisa que você tem que considerar: nosso cérebro é extremamente otimizado. Ele evita fazer duas vezes o mesmo trabalho. Um adulto médio tem entre 40 e 60 mil pensamentos por dia. Qualquer um de nós ficaria louco se o cérebro tivesse que processar conscientemente tal quantidade de informações.

Por isso, a maior parte destes pensamentos é automatizada e não aparece no índice de eventos do dia e, portanto, quando você vive uma experiência pela primeira vez, ele dedica muitos recursos para compreender o que está acontecendo. É quando você se sente mais vivo.
Conforme a mesma experiência vai se repetindo, ele vai simplesmente colocando suas reações no modo automático e “apagando/deletando” as experiências duplicadas. Se você entendeu estes dois pontos, já vai compreender porque parece que o tempo acelera quando ficamos mais velhos e porque os Natais chegam cada vez mais rapidamente. Quando começamos a dirigir automóveis, tudo parece muito complicado, nossa atenção parece ser requisitada ao máximo. Então, um dia dirigimos trocando de marcha olhando os semáforos, lendo os sinais ou até falando ao celular ao mesmo tempo. Como acontece? Simples: o cérebro já sabe o que está escrito nas placas (você não lê com os olhos, mas com a imagem anterior, na mente); O cérebro já sabe qual marcha trocar (ele simplesmente pega suas experiências passadas e usa, no lugar de repetir realmente a experiência).

Ou seja, você não vivenciou aquela experiência, pelo menos para a mente. Aqueles críticos segundos de troca de marcha, leitura de placa e tal são apagadas de sua noção de passagem do tempo. Quando você começa a repetir algo exatamente igual, a mente apaga a experiência repetida.
Conforme envelhecemos as coisas começam a se repetir - as mesmas ruas, pessoas, problemas, desafios, programas de televisão, reclamações, enfim... as experiências novas (aquelas que fazem a mente parar e pensar de verdade, fazendo com que seu dia pareça ter sido longo e cheio de novidades), vão diminuindo. Até que tanta coisa se repete que fica difícil dizer o que tivemos de novidade na semana, no ano ou, para algumas pessoas, na década. Em outras palavras, o que faz o tempo parecer que acelera é a...ROTINA.

A rotina é essencial para a vida e otimiza muita coisa, mas a maioria das pessoas ama tanto a rotina que, ao longo da vida, seu diário acaba sendo um livro de um só capítulo, repetido todos os anos. Felizmente há um antídoto para a aceleração do tempo: M & M (Mude e Marque). Mude, fazendo algo diferente e marque, fazendo um ritual, uma festa ou registros com fotos. Mude de paisagem, tire férias com a família (sugiro que você tire férias sempre e, preferencialmente, para um lugar quente, um ano, e frio no seguinte) e marque com fotos, cartões postais e cartas. Tenha filhos (eles destroem a rotina) e sempre faça festas de aniversário para eles, e para você (marcando o evento e diferenciando o dia). Use e abuse dos rituais para tornar momentos especiais diferentes de momentos usuais. Faça festas de noivado, casamento, 15 anos, bodas disso ou daquilo, bota-foras, participe do aniversário de formatura de sua turma, visite parentes distantes, entre na universidade com 60 anos, troque a cor do cabelo, deixe a barba crescer, tire a barba, compre enfeites diferentes no Natal, vá a shows, cozinhe uma receita nova, tirada de um livro novo. Escolha roupas diferentes, não pinte a casa da mesma cor, faça diferente. Beije diferente sua paixão e viva com ela momentos diferentes. Vá a mercados diferentes, leia livros diferentes, busque experiências diferentes. SEJA DIFERENTE.

Se você tiver dinheiro, especialmente se já estiver aposentado, vá com seu marido, esposa ou amigos para outras cidades ou países, veja outras culturas, visite museus estranhos, deguste pratos esquisitos, em outras palavras... VIVA !!! Porque se você viver intensamente as diferenças, o tempo vai parecer mais longo. E se tiver a sorte de estar casado(a) com alguém disposto(a) a viver e buscar coisas diferentes, seu livro será muito mais longo, muito mais interessante e muito mais v-i-v-o... do que a maioria dos livros da vida que existem por aí. Cerque-se de amigos. Amigos com gostos diferentes, vindos de lugares diferentes, com religiões diferentes e que gostam de comidas diferentes. Enfim, acho que você já entendeu o recado, não é? Boa sorte em suas experiências para expandir seu tempo, com qualidade, emoção, rituais e vida.
Escreva em TAMANHOS DiFeRenTes e em CORES DIFERENTES !

CRIE, RECORTE, PINTE, RASGUE, MOLHE, DOBRE, PICOTE, INVENTE, REINVENTE...
V I V A !!!!!!!!

Fonte: Desconhecida - Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Prefeito do Crato, Samuel Araripe concede entrevista exclusiva ao Blog do Crato


O Prefeito do Crato, Samuel Araripe, concedeu entrevista exclusiva ao Blog do Crato, onde fala sobre os novos rumos da sua administração, e os projetos em parceria com os governos estadual e federal, dentre eles a Encosta do Seminário, a Reforma das 6 praças centrais, e o projeto de ampliação e modernização do atual Parque de exposições da cidade. Samuel teceu ainda, considerações acerca da recente vinda de mais uma sessão do governo itinerante do Estado, e a previsão de entrega do metrô de superfície ( veículo leve sobre trilhos ), mais conhecido publicamente por "Trem do Cariri". Breve, no Blog do Crato...

Dihelson Mendonça

Histórias e Estórias do Crato de Antigamente - Por: Ivens Roberto de Araújo Mourão




Foto do final da década de 30 e começo da de 40 da Rua Dr. João Pessoa, no trecho atravessado pelo Senador. A casa mais à esquerda é a “dos Leões” Em frente tinha uma bomba de gasolina. O prédio à esquerda foi demolido e construído o Grande Hotel (também demolido) onde funcionou, no térreo, a Sorveteria Glória. O automóvel à direita, em primeiro plano, é o “carro de praça” do Sr. Pedro Maia (também era fotógrafo) que está de pé, ao lado. Foi nesse carro que fiz a minha primeira viagem com os meus pais. Fomos a Fortaleza, em 1947, para a formatura da minha tia Gerson, no curso de professora.


Mesmo trecho da Dr. João Pessoa, de outro ângulo.
Continuava olhando para um lado e para o outro e dizia:

- “Mas isso é só ennnnntre nós doooois!!. Não diiiiiiga pra canaaaaalha não!!!!”

Quando já ia saindo, parou, virou-se e perguntou:
- “Qual é a rua que vooooocê mooooora?
- “É a Silveira Martins”
Como o Luís sabia que ele não tinha nem idéia de onde podia ser, disse um ponto de referência conhecido:
- “É próxima ao Palácio do Catete”.
- “Esse paaaaaalácio é meeeeu!!!”.


Fachada do Palácio do Catete voltada para a Rua Silveira Martins,
de “propriedade” do Senador.

ESQUELETO

Certa vez, estando o Senador Epifânio num dos bancos da Praça Siqueira Campos, o Luís sentou-se ao seu lado e perguntou:
- “Senador, eu soube, lá no Rio, que o senhor tem um esqueleto todo de marfim. É verdade? Foram os médicos que descobriram?”
- “Foooi. O meeeeeeu esqueeeeeleeeto é tooooodo de maaarfim”.
- “Mas vale uma fortuna?!?!”
- “Vaaaale uuuuma fooortuna!!!”
E o Luís botando mais fogo na fogueira:
- “Mas como existe muito marfim de elefante, não deve valer tanto, não é?”
- “Nãããão o meeeu é essssspeeeeciaaaaal. Não tem ouuuuro 18, 14. O meeeu éééé da meeeelhoooor quaaalidaaaade que tem”
- “É todo o corpo?”
- “É. A miiiinha espiiiiiinha, os meeeuuuus braaaaçooos, tuuuudo é maaaarfimmmmm. Vaaaale uuuuuma fooortuuuunaaaa!”
- “E quando morrer?”
- “Nãããõ. Euuu nãããooo vooou mooorrrrerrr nãããão. Queeem tem osssso deee maaaarfiiiim nãããão moooorrrre nãããoooo”.

A CANALHA

O grupo que era amigo do Senador e organizava as festas em sua homenagem tinha um líder. Era o Adelmir, da Sapataria Azteca. Somente aqueles componentes tinham intimidade suficiente para brincar com o Senador. Ninguém mais na cidade se aventurava a tirar qualquer brincadeira com ele. A esse grupo o Senador se referia como a “canalha”. Todas as vezes que o Adelmir via o Senador pedia a benção:

- “A sua benção, papai”.
- “Fiiiilho oooo quêêê? A rapaaariiiigaaaa daaa tuuuua mãããe diiiz quuuue vooooce é meeeeu fiiiilho praaaa poooooder fiiiicar coooom miiiinha heraaaança!!!”.
Alguém da canalha chegou junto do Senador e disse:
- “Tem um médico novo na cidade que se apossou de uma sala sua”.
Pra quê!. De imediato ele foi até o prédio, invadiu a sala, no meio de uma consulta e protestou, colérico:
- “Quem autooooorizou vooooce invaaaaadir miiiinha saaaaala seeeem cooooombinaaaar cooooomigo o aluuuuguel”
O médico, coitado, ficou sem compreender o que estava acontecendo...

AUTORIDADE

O Senador tinha uma filha, a Maria Epifânia. Ela não gostava nem um pouco desse nome e resolveu mudar. Passou a se chamar Tália Márcia. Quando alguém a chamava pelo seu nome de batismo ela dizia: “Meu nome é Tália Márcia”. E pegou. Era ela quem trazia o pai para a Praça Siqueira Campos e o levava para casa, quando percebia que ele estava ficando muito exaltado com a “canalha”.

O Senador, a cada dia que passava ficava mais rico. Dono de quase todo o Crato, também se considerava a principal e única autoridade na cidade. Um dia o General Lott foi ao Crato, durante a campanha presidencial. Alguém da canalha chegou para o Senador e disse que o Lott ia para um comício sem a sua autorização. Ele não teve dúvidas. Foi tirar satisfações. Quando o General Lott ia subindo no palanque, tentou agarrá-lo, dizendo impropérios. O Lott não entendeu nada.

O general Lott em 1955 tinha impedido o golpe da direita que não queria a posse de JK. Mas no Crato “esqueceu” de pedir autorização ao Senador para o seu comício.

A PRÓSTATA

Um dia, um grupo da canalha estava reunido na Praça Siqueira Campos. Dentre eles, o Melito Macedo. Comentavam sobre a doença do Senador. Todo mundo preocupado com a retenção de urina que estava sofrendo, devido a problemas de próstata. A imagem de tristeza era evidente. Três do grupo estavam na casa do Senador, procurando uma forma de resolver a situação. O Melito saiu de mansinho, dirigindo-se para lá. Ao chegar encontrou, de fato, os três tentando ajudá-lo. O Senador estava em pé, sem as calças do pijama. Dois deles sustentavam-no, um de cada lado, enquanto o terceiro segurava um pinico e a pinta do Senador:


- “Vamos Senador, faça uma forcinha! Isso! Tá pingando... Melito, abre aí a torneira do banheiro. Vamos, Senador, não tenha medo que você não cai! Estamos segurando o senhor”
O Melito, então, bruscamente tomou o pinico da mão de um deles e ficou de costa para o Senador. Abriu a braguilha e ouviu-se o barulho: xoooooooo. Encheu o pinico com urina, até a borda. Em seguida, virou-se para o Senador, mostrou o pinico e disse:
- “Taí, Senador, veja como se mija!”

Fonte: Livro "Só no Crato" de Ivens Roberto de Araújo Mourão, direitos de publicação no Blog do Crato, cedidos pelo Autor. Todos os Direitos Reservados.

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