xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 07/09/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Em breve, estaremos de volta com as novas transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, alguns programas ao vivo ). O modelo será mais ou menos como no vídeo de lançamento abaixo, em que há uma pequena retrospectiva de alguns trabalhos, reportagens já feitas ao longo dos muitos anos em que fazemos reportagens. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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07 setembro 2009

7 de Setembro: O Crato em festa, lembrando os bons tempos! - Por Wilson Bernardo.


Cobertura Fotográfica - Wilson Bernardo

S
audosismo não faz mal a ninguém, e já fazia bastante tempo que o povo não descia do morro, vilas, distritos e festejava com uma boa dose de civismo, o que o Crato sempre teve de bom...O POVO!
Um palco de civismo.


Comandante Hermann,como sempre elegante e sua Senhora esposa.


Senhor Prefeito e sua esposa Mônica Araripe.

O Vice Prefeito Raimundo Filho e filhos...

Dr.Nivaldo estava fora de ordem e vai ficar de castigo no colégio...


O desfile conciliou o erudito assim falando e o popular.


Liceu do Crato Raimundo Coelho Bezerra de Farias.


Grande Prof.João(BALA)Lopes o "Pai"Colégio Polivalente.

Civismo e bandeiras.

Olha ai os meninos da rabada...Quem nunca passou por lá em...

Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Alguma coisa mudou desde que essa letra foi feita ?


Hoje você é quem manda
Falou, tá falado
Não tem discussão, não.
A minha gente hoje anda
Falando de lado e olhando pro chão.
Viu?
Você que inventou esse Estado
Inventou de inventar
Toda escuridão
Você que inventou o pecado
Esqueceu-se de inventar o perdão.

(Coro) Apesar de você
amanhã há de ser outro dia.
Eu pergunto a você onde vai se esconder
Da enorme euforia?
Como vai proibir
Quando o galo insistir em cantar?
Água nova brotando
E a gente se amando sem parar.

Quando chegar o momento
Esse meu sofrimento
Vou cobrar com juros. Juro!
Todo esse amor reprimido,
Esse grito contido,
Esse samba no escuro.

Você que inventou a tristeza
Ora tenha a fineza
de “desinventar”.
Você vai pagar, e é dobrado,
Cada lágrima rolada
Nesse meu penar.

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Ainda pago pra ver
O jardim florescer
Qual você não queria.

Você vai se amargar
Vendo o dia raiar
Sem lhe pedir licença.

E eu vou morrer de rir
E esse dia há de vir
antes do que você pensa.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai ter que ver
A manhã renascer
E esbanjar poesia.

Como vai se explicar
Vendo o céu clarear, de repente,
Impunemente?
Como vai abafar
Nosso coro a cantar,
Na sua frente.
Apesar de você

Apesar de você
Amanhã há de ser outro dia.
Você vai se dar mal, etc e tal,
La, laiá, la laiá, la laiá…….

Apesar De Você
Composição: Chico Buarque de Hollanda

Pra quem reclama que o Blog do Crato fala demais do Lula, aí vai uma receitinha - Por: Samuel Teles


Qualquer semelhança com o momento atual é mera coincidência...

Ingredientes:

MASSA
1 quilo de farinha de trigo (sem fermento) e mais um
tantinho para jogar sobre o local onde a pizza será aberta.
1 pacotinho de fermento biológico seco
1 lata de cerveja
2 ou 3 ovos inteiros
sal a gosto
água mineral (em média 2 copos tipo americano)

Para o recheio da Pizza, utilize os ingredientes de sua preferência.

Modo de preparo

Misture numa tija grande o quilo da farinha de trigo com o
fermento. Coloque os ovos um a um e vá misturando com as mãos. Em
seguida coloque a cerveja misture mais e depois a água (que deve
estar na temperatura ambiente). A massa vai ficar meio grudenta,
mas ainda não precisa sovar. Depois de misturado deixe na tijela
com um pano de prato por cima enquanto você prepara o molho,
rala a muzzarela, acendo o forno (de preferência à lenha) e corta
os demais ingredientes pra pizza.
Quanto terminar, pegue o outro pacote de farinha, jogue um pouco
no local onde você vai abrir a massa. Jogue um pouco também na
tijela, pra ajudar a tirar a massa (que ainda vai estar
grudenta). Comece a sovar a massa, acrescentando farinha sempre
que achar necessário. Termina quando a massa estiver homogênea.
Corte em 8 pedaços. Cada um fará uma pizza deliciosa pra uma
forma tamanho padrão (daquelas que cabem dentro do forno de um
fogão de quatro bocas). Se quiser uma pizza mais grossa, junte 2
porções de massa ou abra menos a porção única, utilizando uma
forma pequena.

Por: Samuel Teles

Explorados na História. Por Darlan Reis Jr.

No desenrolar do processo histórico em que vive a humanidade, o advento da desigualdade social provocou o surgimento das classes sociais. Isso, se pensarmos em classes sociais enquanto uma relação entre pessoas. Não é prudente confundir diferença com desigualdades. São condições que não se equivalem. Diferenças entre os seres humanos são várias. Existem diferenças culturais e naturais. Alguns nascem com a cor de pele clara, olhos azuis, cabelos loiros, outros tem uma pele mais escura, olhos e cabelos negros e uma infinidade de matizes na pele e outras partes do corpo. Observe estas imagens e não obstante todas as gritantes diferenças políticas, culturais,
humanísticas, tente reparar apenas nos traços físicos:



Diante da observação dessas personalidades, percebemos rapidamente as diferenças físicas. Eu poderia usar imagens de pessoas desconhecidas, mas propositadamente escolhi as imagens dessas pessoas. Mesmo com trajetórias diferenciadas quero marcar apenas as diferenças físicas.
E as diferenças entre as pessoas não param. Existem inúmeras diferenças. Existem aqueles que se intitulam sertanejos, outros que se dizem metaleiros. Existem os que gostam de cachaça e outros que não bebem nem licor. São pessoas com gostos diferentes, hábitos diferentes.
Culturalmente não existe uma sociedade melhor do que a outra. Existem sociedades diferentes. Em algumas se come arroz, feijão, uma carne e verduras na hora do almoço, em outras, esse é um prato estranho... E as diferenças não param por aí. Existem ateus e crentes, esportistas e sedentários, heterossexuais e homossexuais, homens e mulheres, professores, jogadores de futebol, médicos, motoristas, bailarinas etc. Enfim, toda uma série de diferenças nos imprime a feição humana, o que nos torna ao mesmo tempo, singulares e universais. E todo o discurso em defesa da diversidade é considerado válido nos dias atuais.
Quando falamos de desigualdade estamos nos referindo a outro aspecto da existência humana. No caso da desigualdade social, nos remetemos à exploração. E isso não é um caso de diferença. Com certeza, um defensor da manutenção do status quo tentará vender a ideia de que a desigualdade social é apenas mais uma "diferença". Com certeza, existirão aqueles como eu que refutarão essa "hipótese". A desigualdade social como dissemos provocou o advento das classes sociais na História. E as formas de exploração variaram historicamente. Temos exemplos de escravos explorados no passado e proletários explorados hoje em dia.

Morris Albert, o Homem de uma música Só...


Quem não ouviu a música "Feelings" ?

Nesta data, em 1951, nascia um cantor e compositor brasileiro que provocaria uma grande polêmica no mundo: Maurício Alberto Kaisermann, mais conhecido no mundo artístico por Morris Albert, o homem que compôs a música "Feelings". ( Ah, compôs She´s my Girl também ). De modo que Morris Albert veio mesmo para provar que para matar um monstro, você não precisa de 300 balas, mas apenas de uma bala certeira. A composição feelings, mesmo acusada de plágio, rendeu apenas em uma versão, 13 milhões de cópias.

Morris Albert, nome artístico de Maurício Alberto Kaisermann, (São Paulo, 7 de setembro de 1951) é um cantor e compositor brasileiro, famoso por seu sucesso de 1975 "Feelings" e "She's my girl" bem como outras canções que compôs em inglês. Atualmente vive na Itália. Com o sucesso como cantor, participou de alguns programas de Os trapalhões na fase da TV Tupi, quando eram colocados quadros musicais intercalados com os quadros cômicos. Outro cantor que teve participação na mesma época foi Ronnie Von. Um dos quadros mais hilários foi a "tradução" para o português de Renato Aragão para a canção Feelings, chamada por ele de "Filho".

Curiosidades

* Versão punk da música Feelings pela banda punk The Offspring. A música foi incluída no álbum mais conhecido da banda, Americana (álbum), que vendeu aproximadamente 13 milhões de cópias
* Músicas nas paradas de sucesso: Feelings, She´s my girl, Conversation, Woman, Gonna Love You More, Memories, Sweet Loving Man, Heaven, Lady, Father, Paradise
* Autor, compositor e intérprete de canções e temas musicais que fazem parte de mais de 100 filmes, seriados de TV, novelas e comerciais. Suas obras superam em 160 milhões de discos vendidos em mais de 50 países.

O Plágio

Em 22 de dezembro de 1988, a música "Feelings" foi oficialmente declarada pela Suprema Corte da California [5] nos EUA como plágio da música de 1956 "Pour Toi" composta pelo frances Loulou Gasté para o cantor Line Renaud.

Fontes adicionais: Wikipedia

"Lei Seca” absolve quem rejeita bafômetro !


“Ao tentar ser mais rigorosa com motoristas que bebem e dirigem, a lei seca aprovada pelo Congresso em 2008 abriu caminho para a impunidade. Levantamento realizado na Justiça estadual do país inteiro mostra que 80% dos motoristas que se recusaram a se submeter ao teste do bafômetro ou a tirar sangue para a verificação do grau etílico acabaram absolvidos por falta de provas.

A avaliação que tem predominado no Judiciário é a de que a lei seca criou um limite numérico (de seis decigramas de álcool por litro de sangue, equivalente a dois chopes) que precisa ser obrigatoriamente comprovado para constatar a infração penal passível de detenção. Antes, a redação do artigo 306 do Código de Trânsito se limitava a dizer que é crime “conduzir veículo automotor sob influência de álcool”. A nova legislação foi aprovada no Congresso após negociações no Ministério da Justiça -que, procurado pela reportagem, não quis se manifestar.

“A redação [da lei seca] é favorável aos acusados porque passou a exigir a constatação de uma concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a seis decigramas. Com isso, o teste de alcoolemia passou a ser imprescindível”, afirma uma decisão do TJ (Tribunal de Justiça) de São Paulo. “Não basta que se constate clinicamente a embriaguez. É preciso, porque assim está na lei, que se comprove o grau de alcoolemia mínimo”, relata uma outra decisão, do TJ-DF.

PROVA CONTRA SI

E por que os motoristas não são punidos por se recusar a passar pelo teste do bafômetro ou a tirar sangue? “Ninguém está obrigado a produzir prova contra si mesmo. É o principio da autoincriminação, consagrado pelo STF [Supremo Tribunal Federal]. Ninguém pode ser compelido, portanto, a se submeter a qualquer um dos testes existentes para informar o nível de alcoolemia”, entenderam os desembargadores do Paraná.

O levantamento foi preparado pelo advogado Aldo de Campos Costa, doutorando pela Universidade de Barcelona –para onde os dados foram enviados na semana passada. Ele foi realizado na segunda instância de todos os tribunais de Justiça do país entre os meses de junho de 2008 e maio de 2009. Foram encontradas 159 decisões em tribunais de todas as regiões do país –em 97% houve entendimento unânime.
A pesquisa se refere à infração penal, e não a punições administrativas que são aplicadas pela autoridade de trânsito.

A lei seca prevê pena de seis meses a três anos de detenção (ao motorista flagrado a partir de 6 dg/l de álcool no sangue), além de multa de R$ 955 e suspensão do direito de dirigir por um ano (nesse caso, inclusive para quem tiver de 2 dg/l a 5,99 dg/l de álcool no sangue).”

(Folha Online )

Dia do juizo final - Por Mundim do Vale


No ano de 1932 além da grande seca, surgiu um boato em Várzea Alegre, de que São Raimundo tinha aparecido a uma beata dizendo que o mundo ia se acabar ás 05 horas da tarde do dia 13 de Agosto. Dizia ainda, que o sinal seria: Três estrondos semelhantes a trovão. O primeiro ás 15 horas, o segundo ás 16 horas e o terceiro e último ás 17 horas.
A pequena população ficou em polvorosa. No dia marcado algumas famílias resolveram reunir-se na usina de Vicente Primo, para rezarem e morrerem juntas. Entre as famílias estava a do escultor de São Raimundo Nonato, Zé de Toim, a sua família era composta do casal e sete filhos. Um desses filhos era Valdomiro ainda garoto. Na usina as famílias reunidas começaram as rezas: Ave Maria – Salve Rainha – Pai nosso.
Nesse momento a mãe notou a ausência de Valdomiro e muito preocupada falou: - Oh meu Deus, cadê Valdomiro? Onde se socou esse menino? Porque não está aqui para morrer junto com a gente? Ou Zé! Vá cassar o bichim vá! Enquanto isso Valdomiro já estava na Betânia acompanhado de outras crianças. Chegaram na casa de Vicente Cassundé, encontraram vazia porque os moradores também estavam rezando na usina. Daí começaram a malinar em tudo que encontravam. Tinha na dispensa um tubo de guardar legumes que estava vazio e no canto da parede um pau de bater arroz. Quando Valdomiro viu o pau falou: Eu vou já fazer o primeiro sinal. Deu uma pancada tão violenta naquele tubo, que com o silêncio que havia naquele momento, toda a cidade escutou. Lá na usina começou o chororou; Valei-me São Raimundo. Valei-me meu Padim Ciço! Foi o primeiro sinal! Uma hora depois Valdomiro disse: Tá na hora do segundo sinal. Deu uma pancada mais forte do que a primeira, de tão forte que foi, fez calos nas mãos. Lá em baixo na usina nessa hora do segundo aviso já caiu uns quatro ou cinco idosos com ataques. Depois da arrumação Valdomiro desceu para a usina, onde a mãe chorava pensando não ver mais o filho. Nessa hora já tinha mais de dez com a vela na mão, foi quando o Mestre Horácio perguntou: E o último sinal que hora é que vai ser? Zé de Toim olhou no relógio de algibeira e falou: já passa 15 minutos eu acho que não vai ter mais sinal não. Valdomiro falou: Vai não pai! Eu não vou mais bater naquele tubo não, porque eu já tou com as mãos toda imbatocada. – Pois tu vai ficar também com o espinhaço imbatocado depois das lapadas que eu vou lhe dar.
Aquele não foi o dia do juízo final, mas Jorge Siebra foi chamado para atender Valdomiro e mais de quarenta idosos. Dedico este causo ao meu grande amigo Zé Haroldo, neto do escultor de São Raimundo, Zé de Toim.

Por Mundim do Vale - Via Blog do Sanharol - A. Morais

MEU PAÍS - Por Maria Otilia

Neste dia 07 de setembro observamos no decorrer do desfile cívico-militar, muitas frases e cartazes sobre cidadania, direitos e deveres dos brasileiros e outras temáticas. . Será que o nosso papel de educador e cidadão se resume apenas numa manhã de 7 de setembro? Façamos uma reflexão sobre o nosso país, lendo a letra da música intitulada O Meu País:

O Meu País

Zé Ramalho

Composição: Livardo Alves - Orlando Tejo - Gilvan Chaves

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que crianças elimina
Que não ouve o clamor dos esquecidos
Onde nunca os humildes são ouvidos
E uma elite sem deus é quem domina
Que permite um estupro em cada esquina
E a certeza da dúvida infeliz
Onde quem tem razão baixa a cerviz
E massacram - se o negro e a mulher
Pode ser o país de quem quiser
Mas não é, com certeza, o meu país

Um país onde as leis são descartáveis
Por ausência de códigos corretos
Com quarenta milhões de analfabetos
E maior multidão de miseráveis
Um país onde os homens confiáveis
Não têm voz, não têm vez, nem diretriz
Mas corruptos têm voz e vez e bis
E o respaldo de estímulo incomum
Pode ser o país de qualquer um
Mas não é com certeza o meu país

Um país que perdeu a identidade
Sepultou o idioma português
Aprendeu a falar pornofonês
Aderindo à global vulgaridade
Um país que não tem capacidade
De saber o que pensa e o que diz
Que não pode esconder a cicatriz
De um povo de bem que vive mal
Pode ser o país do carnaval
Mas não é com certeza o meu país

Um país que seus índios discrimina
E as ciências e as artes não respeita
Um país que ainda morre de maleita
Por atraso geral da medicina
Um país onde escola não ensina
E hospital não dispõe de raio - x
Onde a gente dos morros é feliz
Se tem água de chuva e luz do sol
Pode ser o país do futebol
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Um país que é doente e não se cura
Quer ficar sempre no terceiro mundo
Que do poço fatal chegou ao fundo
Sem saber emergir da noite escura
Um país que engoliu a compostura
Atendendo a políticos sutis
Que dividem o brasil em mil brasis
Pra melhor assaltar de ponta a ponta
Pode ser o país do faz-de-conta
Mas não é com certeza o meu país

Tô vendo tudo, tô vendo tudo
Mas, bico calado, faz de conta que sou mudo

Postado por Maria Otilia

" O REDUCIONISMO NA ARTE DA CURA" - Por: Nilo Sérgio Monteiro

CARO DIHELSON.

Uma breve resposta às suas indagações em seu oportuno e bem argumentado comentario no meu artigo anterior. A extensão do modelo biomédico ao tratamento de disturbios mentais,ou não, tem sido, em seu todo, muito lamentável. Embora a abordagem biológica tenha sido útil para o tratamento de alguns distúrbios com uma nítida origem orgânica, ela é inteiramente inadequada para muitos outros, para os quais os modelos psicologicos são de fundamental importância e significado. De uma perspectiva holística de saúde, a doença "mental" pode ser vista como resultante de uma falha na avaliaçao e na integrção da experiência. De acordo com esse ponto de vista, os sintomas de um distúrbio refletem a tentativa do organismo de "curar-se" e atingir um novo nível de integração. A prática corrente interfere nesse processo de cura espontânea ao suprimir os sintomas. A meu ver e faço como prática, a verdadeira terapia consiste em facilitar a cura fornecendo ao paciente uma atmosfera de apoio emocional e familiar.

Por: Nilo Sérgio Monteiro

Quando um artista perde a motivação, Por : Alessandra Bandeira

"A motivação é uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida, onde direciona e intensifica os objetivos de um indivíduo. Dessa forma, quando dizemos que a motivação é algo interior, ou seja, que está dentro de cada pessoa de forma particular erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva, pois ninguém é capaz de fazê-lo.Porém podemos concordar que o interior é diariamente influenciado pelo meio externo. isso inclui pessoas e coisas. Podemos nos sentir influenciados pelo entusiasmo de alguém que nos motiva a fazer algo. Já em determinadas situações e dependendo do temperamento da pessoa, ou mesmo da sua personalidade geral, pode oferecer certa independência ao meio externo. Ou seja, sua força interior de motivação é alta e "não precisa" de ajuda ou baixa e "precisa de apoio".O nível de motivação é influenciado por diversos fatores como a personalidade da pessoa, suas percepções do meio ambiente, interações humanas e emoções."Como ir adiante sem motivação, como continuar a ter esperança, quando o mundo que vivemos so nos mostra a sua mais cruel face?Quando conheci a Gaby e o Olhar entendi que tudo que ela queria era proporcionar aos artistas dos mais diversos segmentos,como a arte pode ser um diferencial na vida das pessoas.Eu que nunca soube desenhar, nunca pintei um quadro, nunca cantei, nem toquei, apenas gostava de fotografias e de teatro, me identifiquei com o projeto, vi a grandeza que poucos tiveram oportunidade de ver.Hoje vejo a motivação que a leva a seguir, mesmo diante das enchentes, abaixo assinado, invasão truculenta da policia, até mesmo da policial ambiental, da grandeza de seu sentimento em continuar acreditando ser possivel democratizar a arte.E a minha pergunta: O que uma estrangeira vê, que os cratenses nativos não conseguem enxergar?Crato a capital da cultura, mas de que tipo de cultura?Hoje ande pelas ruas a noite, olhe para os jovens que não tem mais onde ir, que não sabem como expressar suas emoções e tinham lá um lugar certo de soltar toda repressão de uma cidade doente.Não a culpa não é do Dr.Nivaldo , nem muito menos da prefeitura, mas a culpa é nossa por não ter nunca ido lá e ter ouvido o projeto dela.O mais irônico nisso tudo é que o maior algoz de Gabriella , era uma das pessoas mais festivas do Crato e hoje bloqueia todos aqueles que gritam : "Quero Viver"Mas o Olhar caros blogueiros e blogueiras é como a Fênix, renasce das cinzas.Motivação é o que não falta!Forza e lucce , Gaby!!Como diz Marcelo D2: "...Quando o tempo fecha o melhor às vezes e sentar e espera passar.Mas nada como levantar e ir à luta, porque a vida e curta e fácil bobear...Pensei mais de uma vez tentando encontrar, às vezes falta o chão isso não vai me derrubar, são pedras no caminho em prol da evolução, a tempestade passa e tudo volta ao seu lugar.É a gente não sabe do jeito que vai se julgado.Se ajoelha e se arrepende e acha que não vai sercobrado.Penso que a gente tem uma missão a cumprir...." ( Minha Missão-Marcelo D2-) Por : Alessandra Bandeira

Zé Brasil - Por: Monteiro Lobato

Zé Brasil era um pobre coitado. Nasceu e sempre viveu em casebres de sapé e barro, desses de chão batido e sem mobília nenhuma _ só a mesa encardida, o banco duro, o mocho de três pernas, os caixões, as cuias... Nem cama tinha. Zé Brasil sempre dormiu em esteira de tábua. Que mais na casa? A espingardinha, o pote d’água, o caco de cela, o rabo de tatu, a arca, o facão, um santinho na parede. Livros, só folhinhas - para ver as luas e se vai chover ou não, e aquele livrinho na Fontoura com a história do Jeca Tatu.

A vida de Zé Brasil era a mais simples. Levantar de madrugada, tomar um cafezinho ralo ("escolha" com rapadura) , com farinha de milho (quando tinha) e ir para a roça pegar no cabo da enxada. O almoço ele o comia lá mesmo, levado pela mulher; arroz com feijão e farinha de mandioca, as vezes um torresmo ou um pedacinho de carne seca para enfeitar. Depois, cabo da enxada outra vez, até a hora do café do meio dia. E novamente a enxada, quando não a foice ou o machado. A luta com a terra sempre foi brava. O mato não para nunca de crescer e é preciso derrubando as capoeiras e os capoeirões porque não há que se entregue tão depressa com as terras de plantação.

Na frente da casa, o terreirinho, o mastro de Santo Antônio. Nos fundos, o chiqueirinho com capadete engordando, a árvore onde dormem as galinhas e a "horta" - umas latas velhas num jirauzinho, com um pé de cebola, outro de arruda e mais remédios - hortelã, cidreira e etc.
No jirau, por causa da formiga.

A gente da cidade _ como são cegas as gentes da cidades !... Esses doutores, esses escrevedores nos jornais, esses deputados, paravam ali e era só critica: vadio, indolente, sem ambição, imprestável... não havia o que não dissessem do Zé Brasil.

Por que, Zé ?

Igreja Universal pede boicote dos fiéis à Rede Globo. Por: Luan Borges


Não assistam a Rede Globo, bloqueem esse canal da sua TV!”, foi assim que ontem o “Fala Que Eu Te Escuto”, produzido pela Igreja Universal do Reino de Deus e transmitido durante as madrugadas da Rede Record iniciou a chamada “Vigília da Resposta à perseguição da TV Globo”. Links com templos de todos os estados, chamados de “Templo Maior”, com depoimentos de pessoas que, segundo eles, tiveram suas vidas salvas graças à Universal.As histórias, indiferente a região do Brasil, eram sempre as mesmas: casais que brigavam muito, maridos que tinham vicios e, principalmente, eram pobres. Enquanto a esposa chorava durante uma madrugada, ligou a televisão na Record e viu um pastor falando e decidiu ir para a Igreja Universal. Quando ingressaram na Universal, suas vidas mudaram: os maridos deixaram os vícios, as portas se abriram e, o mais importante, ficaram ricos.

No final dos depoimentos, as pessoas dizem que não assistem mais a Rede Globo.“Só voltarei a assistir a Globo quando ela reconhecer o Senhor Jesus como único Senhor e Salvador”, disse uma fiel de Salvador. E os depoimentos de repúdio a Rede Globo por parte dos fieis da Universal se repetiram por todo o Brasil, acompanhados por aplausos de uma plateia de fiéis.No final do programa, o apresentador do programa rezou pelos donos da Rede Globo. Depois do programa, continuou a maratona de programas religiosos regularmente.A vigília e o boicote mostra que a Universal está desesperada com o medo dos fiéis se revoltarem contra a igreja, já que, apesar da Record e da Universal falarem que a Globo está atacando os fiéis, a emissora apenas noticia as denúncias do Ministério Público contra Edir Macedo e sua “quadrilha” formada por outros nove membros da igreja.Ah, curiosamente, o programa “Fala Que Eu Te Escuto” marcou 2 pontos, contra 4 do SBT e 7 da Globo.

Fonte: Blog da Credibilidade
Por:Luan Borges

Considerações sobre esse caso: Seria bom se o boicote fosse a todos os canais e a todas as religiões , que oprimem e alienam! ( Alessandra Bandeira)

CRATO - O GRITO! - Gladiadores do PT espancam militantes do PSTU - 7 de Setembro! - Por Wilson Bernardo.


Esquerda não se Entente...

O GRITO DOS EXCLUIDOS EM CRATO NO DIA 7 de Setembro, é marcado pela falta de adesão das classes políticas e muita confusão entre integrantes partidários a LULASarney versus a caça às bruxas, os expurgadores de Sanguessugas do PSTU! É isso mesmo, o PSTU E O PT se degladiaram nas ruas do Crato por questões políticas na feitura de bonecos que caracterizam os dois mais importantes presidentes do País!

O que era previsível aconteceu, a esquerda não se entende, quando o assunto é o presidente Lula Chavez da Silva. Segundo alguns integrantes da cúpula do PT do Crato, bonecos podem, se for o de Sarney, o de LULA não PODE!!! Qual é a diferença entre um e outro, falar em corrupção, desvios de verbas, nepotismos e miopias de governabilidades, sem falar no mentor principal que é o presidente LULA que brinda o presidente Sarney com a impunidade dos poderes da casa da DINDA aos velhos e bons tempos dos cara pintadas COLLOR de MELLO.

O manto negro da impunidade das cuecas e ETC...

O PODER AINDA É UMA UTOPIA partidária.
O povo e a manipulação de interesses.

A luta e os Gladiadores da partilha de poderes

( foto retirada a pedido de leitor que participou )

COBRA que pica cobra, Lula Chavez cada vez mais intocável.

( foto retirada a pedido de leitor que participou )


A busca do moralismo nas cuecas que ZORBA DE Nois.

( foto retirada a pedido de leitor que participou )

A causa, o BONECO QUE É lula OU DE lula!


WILSON BERNARDO (Texto & Fotografia)

Crise? - Por: José Flávio Vieira


07/09/2009 - 06h31


Crise fortaleceu papel do Brasil no mundo, dizem analistas

BBC Brasil
O Brasil está saindo da atual crise econômica mundial fortalecido em relação aos países desenvolvidos, na avaliação de especialistas ouvidos pela BBC Brasil. A análise da situação da economia brasileira foi feita a pedido da BBC Brasil, que publica a partir desta segunda-feira até o dia 24 de setembro a série "Depois da Tempestade", um especial de toda a BBC com um balanço de um ano de crise econômica. Segundo os especialistas, neste último ano, o Brasil não foi poupado da crise, como esperavam os defensores da teoria do "descolamento", mas se prepara para sair da recessão com indicadores relativamente saudáveis quando comparados aos das principais economias do mundo.

Instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) preveem que o país, ao lado de outros emergentes, se recupere da crise mais rapidamente e também amplie a margem de vantagem em relação ao crescimento dos países ricos. No entanto, mesmo com o crescimento econômico relativamente acelerado, o Brasil e outros emergentes ainda lutam para ter mais voz política em organismos e grupos internacionais como o FMI e o G8.

VantagemO FMI prevê que as economias emergentes crescerão 1,5% neste ano, enquanto os países desenvolvidos terão retração de 3,8%. Em 2010, quando as economias avançadas devem crescer 0,6%, segundo o FMI, os países emergentes estarão crescendo quase oito vezes mais rápido: a 4,7%. Antes da crise, os países emergentes já vinham crescendo mais rapidamente do que o mundo desenvolvido, mas em uma escala menor. Em 2007, os países emergentes registraram aumento de 8,3% - três vezes mais acelerado do que o crescimento de 2,3% das economias avançadas. O Brasil se encaixa nessas previsões. Segundo o FMI, a economia do país deve cair 1,3% em 2009 - menos da metade do ritmo das economias avançadas. No próximo ano, a economia nacional cresceria 2,5% - mais de quatro vezes o ritmo dos países ricos.

As projeções do FMI são bem menos otimistas do que as do governo brasileiro que prevê crescimento de cerca de 1% para 2009 e de 4,5% para 2010. EndividamentoPara o analista de América Latina do Deutsche Bank, Gustavo Cañonero, a região foi fortemente afetada pela crise econômica mundial, mas o Brasil e alguns países latino-americanos apresentam duas características que os tornam menos vulneráveis do que as economias ricas.

"Em primeiro lugar, a região tem menos dívidas no setor público e privado", afirma Cañonero. Os países ricos aumentaram muito o seu endividamento público com pacotes fiscais e de estímulo à economia, mas na América Latina e em outros países emergentes o endividamento é baixo.
"Hoje o Brasil tem um histórico muito bom em comparação com as economias desenvolvidas", diz Cañonero. Segundo um relatório recente da OCDE sobre o Brasil, "a relação dívida pública/PIB deve manter-se próxima de 40% do PIB em 2009 - e depois deve cair gradualmente para 35% no médio prazo". Enquanto no Brasil a perspectiva é de queda, nos Estados Unidos, que desembolsaram bilhões de dólares para ajudar o setor financeiro a sair da crise, a tendência é de aumento. Os americanos viram sua dívida pública aumentar de 65% do PIB no final de 2006 para 70% em 2008. A previsão da Casa Branca é que a dívida pública atinja 90% este ano e passe de 100% em 2011.

No Reino Unido, outro país que gastou muito com pacotes para o setor financeiro, a dívida pública aumentou de 43% do PIB, no final de 2008, para 56% em julho passado. Um instituto independente prevê que o índice chegue a 83% até 2012. Commodities. O segundo fator, segundo Cañonero, é que os países emergentes são grandes produtores de commodities, vistas como investimentos seguros no longo prazo. No começo da crise, o preço de muitas commodities caiu drasticamente, afetando também grandes exportadores como o Brasil. No entanto, alguns preços já voltaram a subir. De dezembro até junho, o preço da soja subiu 60%. Segundo a Economist Intelligence Unit (EIU), o preço geral das commodities comercializadas pelo Brasil está crescendo no segundo semestre deste ano, graças à China, que está aumentando suas importações.

"Países emergentes são vistos como produtores de commodities e com baixo nível de endividamento, em um mundo em que os países ricos estão aumentando suas dívidas exponencialmente. Também são associados a contas externas saudáveis, com altos níveis de investimentos diretos estrangeiros", diz o analista do Deutsche Bank. Além das commodities e do baixo endividamento, a Economist Intelligence Unit, que, recentemente revisou de 2,7% para 3,3% o crescimento do Brasil em 2010, aponta um terceiro fator: o sólido sistema financeiro brasileiro. "O sistema financeiro [brasileiro] é muito mais dominado por capital brasileiro do que por capital estrangeiro, e isso se provou uma vantagem já que sistemas dominados por bancos estrangeiros estão diminuindo severamente", diz Justine Thody, diretora regional de América Latina da consultoria.

Perigos para o BrasilPara o professor de Relações Internacionais Andrew Hurrell, especialista em Brasil da universidade britânica de Oxford, a crise econômica criou desafios e oportunidades para que o país aumente sua participação nos centros de decisão do poder. "Recentes análises do papel do Brasil no mundo são cada vez mais otimistas - e com bom motivo. O Brasil de fato estabeleceu-se como um 'player' importante e influente na política mundial", escreveu o professor em um recente artigo sobre o papel do país no mundo. No entanto, ele alerta que uma recuperação muito acelerada da economia mundial diante da crise poderia prejudicar as ambições brasileiras, já que os países ricos poderiam voltar à normalidade, sem promover reformas que ampliem a voz de países emergentes nos centros internacionais de decisão.

"O Brasil seria prejudicado no caso de a economia mundial não conseguir se recuperar. Mas suas opções também seriam restringidas em um cenário no qual as principais economias se recuperassem sem uma reforma séria. Em um cenário assim, as ortodoxias liberais de mercado se manteriam dominantes", escreve o professor. "Depois de uma corrente inicial de pedidos por regulamentações mais profundas e firmes, já há sinais de uma atitude de 'volta à normalidade' tanto nos Estados Unidos como no Reino Unido." Justine Thody, da EIU, também alerta para o fato de que mesmo tendo se fortalecido diante da crise em relação aos demais países, o Brasil ainda não é um "grande tigre". "O Brasil ainda tem problemas enormes em várias áreas, como terrível infra-estrutura, um enrolado sistema tributário que não é atraente para investidores, baixos níveis de educação dos trabalhadores em geral - apesar de alguns bolsões de excelência - e serviços públicos muito pobres."

Por: José Flávio Vieira

As drogas ganharam a guerra. E daí? Por: Clóvis Rossi



"The Observer", que vem a ser a edição dominical do "Guardian", publicou belo editorial sobre as drogas. Suas duas primeiras frases bastam para definir todo o espírito da coisa: "Em junho de 1971, o presidente norte-americano Richard Nixon declarou uma guerra às drogas. As drogas ganharam".É significativo que idêntico espírito tome a edição julho/agosto da revista "Nueva Sociedad", editada pela Fundação Friedrich Ebbert, da social-democracia alemã, e dedicada essencialmente a temas latino-americanos (www.nuso.org).O tema central é "Drogas na América Latina - Depois da guerra perdida, o que [fazer]"?Que a guerra foi perdida parece evidente. A tese é reforçada, no "Observer", em artigo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que basicamente reproduz a argumentação da comissão que ele integra ao lado de dois outros ex-presidentes (o colombiano César Gavíria e o mexicano Ernesto Zedillo).Assim: "Depois de décadas de sobre-vôos, interdições e ataques às fábricas de drogas na selva, a América Latina permanece o maior exportador mundial de cocaína e maconha. Está produzindo mais e mais ópio e heroína. Está desenvolvendo a capacidade de produzir drogas sintéticas em massa".

Fica claro pois que o enfoque militar/policial não produz resultados significativos - ou, pior, só tornou mais grave o problema.Para complicar as coisas, há o fato de que toda a legislação internacional que buscou fornecer o marco legal para controlar as drogas tem um século de vida (desde a Comissão sobre o Ópio de Xangai, de 1909). O documento mais recente e mais abrangente, a Convenção Única sobre Estupefacientes, já vai fazer meio século (é de 1961).É natural, nesse cenário, que cresçam as vozes propondo a legalização das drogas, tão audíveis como as que as que insistem no proibicionismo.É um erro, diz Juan Gabriel Tokatlian, talvez o maior especialista latino-americano no assunto, professor da Universidade argentina de San Andrés."Depois de muito tempo creio que é essencial superar em primeiro lugar o debate, estéril e ideológico, entre proibição e legalização".Reforça, em recente artigo para a Folha de S. Paulo, o dinamarquês Bo Mathiasen, representante para o Brasil e o Cone Sul do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime:"A aparente contradição entre legalização ou não legalização tende a tirar a discussão do foco realmente fundamental e que, em última análise, revela muito mais convergências do que divergências: a busca por uma abordagem equilibrada entre as ações de prevenção, de tratamento e de repressão ao crime organizado".Tokatlian é mais específico: "O razoável é colocar a discussão em termos do estabelecimento de regimes regulatórios modulados.

Regimes porque devem cobrir o amplo espectro de atividades e fases do fenômeno da droga (desde a demanda até a oferta, além de outros componentes direta e indiretamente ligados ao fenômeno).Regulatório porque se requer uma forte intervenção dos Estados em geral, para fixar as regras, os procedimentos, os mecanismos e as normas para lidar melhor com essa questão. E modulado porque é preciso desagregar cada droga de acordo com seu prejuízo ou perigo e estabelecer o regime regulatório específico, em vez de genérico como se se tratasse de produtos idênticos".De fato, há uma desproporção colossal entre usuários de cocaína e de maconha, de acordo com os dados apresentados em "Nueva Sociedad" pela pesquisadora chilena Lucía Dammert: seriam 165 milhões os consumidores de maconha no mundo todo, 10 vezes mais que os 16 milhões que usam cocaína. Vinte e quatro milhões consomem anfetaminas.Luiz Eduardo Soares, que foi secretário nacional de Segurança, no início do primeiro governo Lula, apresenta outros números, sempre em "Nueva Sociedad", sobre a diferença de riscos para a vida envolvidos na questão das drogas. Informa que, no Rio de Janeiro, morrem por ano menos de 100 pessoas por consumo excessivo de cocaína.Mas cerca de 65% dos mais de 6 mil crimes letais que ocorrem todos os anos no Estado "têm relação direta ou indireta com o tráfico de drogas".

Dá, portanto, 4 mil mortes/ano pela violência associada ao narcotráfico.Parece evidente, pois, que o ponto principal do debate está voltado para a violência relacionada ao tráfico, por sua vez associada ao proibicionismo, como acreditam os defensores da legalização"Nosso problema não são as drogas; é o tráfico - e só existe por causa da penalização", acha Luiz Eduardo Soares.A tese é tentadora, admito. Mas o texto de Lucía Dammert apresenta uma comparação que abalou minha crença nela: no mundo todo, os mortos por uso de drogas são 200 mil. As vítimas do tabaco - legalizado há muito tempo- são cinco milhões ou 25 vezes mais.Legalizar as drogas, como é legalizado o tabaco (e, de quebra, o álcool), não levaria a uma explosão de consumo?Se a guerra está perdida, parece longe, no entanto, o desenho de uma estratégia capaz de recuperar a iniciativa e vencê-la.

Fonte : Folha Online
- Por: Clóvis Rossi

Destaque demais a Lula no Blog do Crato ? é nada...

Nosso colega de Blog e amigo Dedê alerta em mensagem no mural ao lado, que estamos dando muita atenção ao Presidente Lula. Ele escreveu:

"Amigos do Blog " do Crato". Aviso que o Blog do Planalto continua congestionado. No entanto, se quiserem saber ou falar de Luis Inacio da Silva procurem o BlogdoCrato. Há muito ele se dedica exclusivamente ao nosso Presidente."

É verdade. Talvez estejamos dando muito destaque ao "Filho do Brasil", quando há muito mais gente interessante para falarmos. Que tal abordarmos exemplos edificantes, pessoas idôneas e deixar de lado os péssimos exemplos desta República ? Sabemos que isso tem arrasado uma parte dos leitores que amam o Lula de qualquer forma, mesmo sabendo da corrupção no governo. Quem adora o Lula, adora o Lula independente da corrupção. Isso já ficou provado. Querem ver ? Vou colocar uma nova enquete no ar, questionando sobre a idoneidade do Lula, e vocês verão o resultado. Eu desconfio que o pensamento geral é que:

E se a justiça condenar o Lula por corrupção algum dia ?
"Mesmo assim eu voto nele. A justiça é que está errada."
Mas e se ele for corrupto mesmo ?
"Mesmo assim eu voto nele, pois mesmo corrupto, eu prefiro votar na corrupção do Lula, do que na corrupção dos outros."

Enfim, não há o que se discutir quando as pessoas são empedernidas.

Dihelson Mendonça

Independência de Lula é bobagem – por Gilberto Dimenstein


Embalado pelo clima pré-eleitoral, o presidente Lula disse que o pré-sal é a segunda independência do Brasil. É uma enorme bobagem. Se recursos naturais garantissem civilidade, não haveria tantos países tão autoritários e corruptos nadando em petróleo, a começar de nossa vizinha Venezuela. Há muita gente, aliás, que diz o contrário - o excesso de recursos naturais não estimula investimentos em ciência e tecnologia.
Daí que toda essa euforia em relação ao pré-sal ainda não conseguiu me animar, até porque vejo que querem dar mais poder ao Estado, que, no Brasil, muitas vezes é privatizado por interesses corporativos, políticos e empresariais. Sem contar que o petróleo é um produto que polui.
Por isso, o que mais me interessa nesse debate é se, com esse dinheiro do petróleo, haverá mesmo um fundo de estímulo à geração e disseminação de conhecimento, com gastos em educação, ciência e tecnologia. A segunda independência do Brasil (ou talvez até seja a primeira) pode ser comemorada, de fato, quando tivermos educação pública de qualidade para todos. É a educação que garante autonomia e independência dos indivíduos. Não me sinto comemorando nossa independência nem com petróleo nem com parada militar. Muito menos nesse ano, quando se comemora o fechamento de um negócio. A presença do presidente francês sela o acordo de compra de bilhões em armamentos para o Brasil.
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Gilberto Dimenstein é jornalista da Folha de S.Paulo
Postagem: Armando Lopes Rafael

Royalties não livram Macaé da “maldição do petróleo”. Por : Isabela Vieira


Macaé (RJ) - O orçamento milionário dos royalties não livrou a cidade de Macaé, no norte fluminense, da chamada “maldição do petróleo” [manutenção da pobreza em países com grande produção]. Sede da Petrobras, na Bacia de Campos, e referência em qualidade de vida, a cidade acompanha, nos últimos 40 anos, um inchaço populacional que trouxe inúmeros problemas sociais e impactos ao meio ambiente.“O município de Macaé tem um custeio alto, e os royalties cobrem cerca de 40% dele”, informa o prefeito Riverton Mussi. “Temos uma rede escolar grande, com 4 mil novos alunos a mais por ano só na rede municipal. Sobrecarga no serviço médico. E como tivemos várias áreas invadidas e favelizadas nos últimos 30 anos. Temos o custo da recuperação”, explicou.Quando a Petrobras se instalou em Macaé, na década de 1970, a cidade tinha cerca de 30 mil moradores vivendo basicamente da agricultura e pesca. Com a indústria do petróleo, hoje são 200 mil, além das 40 mil pessoas que vão à cidade todos os dias para trabalhar. Segundo a prefeitura, é quase impossível atender a todo esse contingente.

“A cidade não estava preparada para esse salto”, diz o prefeito. “Temos um crescimento populacional 20% acima da média nacional. Com o petróleo, vieram os empregos, os royalties, mas também os nós no trânsito, problemas de infraestrutura urbana, poluição de lagoas com esgoto sem tratamento. Muita coisa."A violência é um desses problemas provocados pelo petróleo, acredita o prefeito. De acordo com a pesquisa Mapa da Violência dos Municípios Brasileiros 2008, a cidade de Macaé é a mais violenta do Rio - com a maior taxa de homicídio por cem mil habitantes - e aparece ainda em 15º lugar na comparação com o restante do país.“Na verdade, a violência é um problema de todas as grandes cidades. Mas aqui revela um pouco desse problema do crescimento desordenado, da falta de distribuição de renda”, avaliou. “Há 30 anos, não estávamos preparados para essa invasão. Depois de 17 anos de exploração, inventaram os royalties, mas esqueceram que tínhamos de recuperar todos esses anos com esse dinheiro”, acrescentou Mussi.Segundo o prefeito, os royalties, que este ano somam R$ 146 milhões, são investidos em urbanização, na construção de postos de saúde e escolas.

Fonte : Agência Brasil - Por : Isabela Vieira

Inglês promove banquete com comidas tiradas do lixo- Por: Tatiana Rezende

Quase 7 milhões de toneladas de comida vão para o lixo todos os anos na Inglaterra. São três milhões de tomates, cinco milhões de batatas, 4,5 milhões de maçãs, sete milhões de fatias de pão e um milhão de embutidos. Baseado nesses números, na semana passada, o apresentador de TV inglês Jonathan Maitland teve a ideia do “From Bin to Banquet” (“Da Lata do Lixo ao Banquete”).O objetivo era preparar uma farta refeição só com alimentos descartados num espaço de 48 horas e servi-la para cinco mil pessoas no Mercado de Borough, em Londres.Jonathan contou com a ajuda de quatro “freegans” – aqueles que apesar de não serem mendigos, reviram lixos à procura de alimentos em condições de consumo.À noite, após duas horas percorrendo latões de vários supermercados – como “Tesco”, “Sainsbury”, “Asda” e “Waitrose” – o carro voltou lotado de bananas, pães, tomates, bolos, batatas, cebolas e várias frutas e verduras que não couberam no carro.

Fonte : Minha Notícia

Por : Tatiana Rezende

Moradia e fim do preconceito serão destaques do Grito dos Excluídos em São Paulo


São Paulo - A defesa de políticas públicas para a compra da casa própria para os sem-teto e o fim da discriminação contra os afrodescendentes estão entre as principais bandeiras da 15ª edição do Grito dos Excluídos, marcha que será realizada hoje (7), em São Paulo. A marcha é realizada paralelamente ao desfile oficial da comemoração do Dia da Independência. Nesse ano, o tema do evento será A Força da Transformação Está na Organização Popular. Segundo Rosilene Wancetto, da coordenação nacional do Grito dos Excluídos, o objetivo é chamar a atenção da sociedade para a importância da participação dos excluídos nas grandes decisões do país.

Ela informou que grupos engajados na manifestação iniciaram uma caminhada no último dia 5, na Paróquia de Perus, e vão percorrer várias comunidades que atendem a população pobre em espaços da igreja católica. Ontem, os integrantes da marcha almoçaram no Convento dos Franciscanos, no Largo São Francisco, depois seguiram para o Pateo do Colégio, marco da fundação da cidade, na região da Praça da Sé, e para a Casa de Oração, na Estação da Luz, local dedicado ao atendimento dos moradores de rua.

Hoje (7), eles se juntam aos demais participantes do Grito dos Excluídos, na celebração da missa marcada para começar às 8h, na Catedral da Sé. A grande romaria rumo ao Parque da Independência, no Ipiranga, deve ter início às 10h.

Na cidade de Aparecida, no Vale do Paraíba, junto com a 15ª Marcha do Grito dos Excluídos, será realizada a 22ª Romaria dos Trabalhadores, com o tema A sabedoria dos Pobres Derrota as Armas dos Poderosos. Os manifestantes pretendem destacar a luta contra o desemprego, enfocando, principalmente, as demissões ocorridas como efeito da crise financeira internacional, além de outras bandeirantes dos movimentos sociais.

Fonte: Agência Brasil

Indenpedência ou ... Fraude? - Por : Alessandra Bandeira


Hoje, a maioria dos brasileiros e brasileiras estão acompanhando as paradas de 07 de setembro, com uma alegria e orgulho, mas de fato, orgulho de que? Uma independência totalmente forjada, de conveniência? A história brasileira não nos dá muitos motivos de orgulho, e ultimamente é que não temos mesmo do que nos orgulharmos. O Brasil conheceu a independência real, mas ela durou pouco tempo, além de ser totalmente esquecida ou ignorada pelos historiadores positivistas e bairristas. Tiradentes nem sequer chegou perto do que os insurreitos pernambucanos de 1817 conseguiram, a independência de fato, real. O Crato é um dos poucos lugares do Brasil que poderia se orgulhar de ter feito parte desse momento, mas a própria população prefere ignorar esse fato. O 07 de setembro não deveria ser comemorado , deveria ser um dia de reflexão , um dia de pensarmos se realmente somos independentes? E nada melhor do que refletir sobre isso vendo essa foto, deste que um dia combateu a corrupção, desse que um dia foi uma esperança, mas a esperança foi vencida pela decepção.

Dedico essa reflexão à aqueles que realmente merecem o meu respeito: Dona Bárbara de Alencar, Tristão Gonçalves, Joaquina San José, Padre Carlos, Padre Miguel, José Martiniano. Dia 03 de maio de 1817; Um dia em que soubemos o que era independência...

Por: Alessandra Bandeira

Blog Humor : Lula pré sal.



Fonte: Eliomar de Lima

E o destino desfolhou... - Por: Jorge Carvalho


Título de uma canção da época de ouro da musica popular brasileira. A minha cidade natal (Crato) alcançou, em épocas passadas, seu “apogeu”, referência em vários setores. A educação foi seu “carro chefe”, sua identidade geográfica. Quantos e quantos de vários locais do nosso Nordeste procuravam o Crato para estudar, tanto em nível médio, como superior. Realidade comprovada por hoje a cidade sediar a reitoria e maior parte dos cursos da nossa Universidade Regional. Até os anos 80 realizávamos a mais famosa feira do interior; aconteceu em nossas ruas, nossos clubes sociais o mais festejado carnaval do interior nordestino. A saúde foi referência para todo o Nordeste com seus hospitais pioneiros, casas de saúde (hoje Barbalha nos ultrapassou); o futebol revelou craques e foi respeitadíssimo em toda região Nordeste, tanto o de salão quanto association (campo) – a liga cratense de desportos mudou até de nome. Tínhamos industrias de “peso” e um comércio de impacto, de uma pujança enorme. Fomos pioneiros na comunicação radiofônica (Rádio Araripe), no jornal escrito, no cinema, no teatro. Nossas praças eram de beleza ímpar (saudosa fonte luminosa), nosso patrimônio arquitetônico era exuberante. Nossa juventude exibia vigor, civismo, criatividade (festivais da canção, jogos intercolegiais, carnaval, futebol, volei, movimentos culturais...). Nossa festa da Padroeira, comandada pela liderança carismática do Monsenhor Rubens era só alegria, confraternização, devoção religiosa, leilões... (alô, alô, Bantim!). Nossa festa do Centenário foi de uma realização e empolgação jamais vista em nosso meio. Patrimônio arquitetônico dilapidado, antigo aeroporto abandonado há décadas, ao léu, antigo matadouro em ruínas, praças sucateadas (O Cristo Rei há quase 8 anos em estado de abandono, relógio sem funcionar) favelamento acelerado (ausência de políticas públicas no setor habitacional). Em quase cinco anos da atual gestão, nenhuma escola foi construída (nossa evasão escolar é altíssima), nosso estádio, construído há 27 anos, não concluído. Nosso carnaval acabou, nossa feira semanal perdeu a sua identidade... A saudade de tempos empolgantes, felizes para nosso povo nos remete a pensar no marasmo, no pessimismo que percebemos presente nos olhos de tantos cratenses enganados, humilhados, traídos por gestores descomprometidos com o social, com o bem estar, com um melhor nível de vida para uma população ordeira, trabalhadora, honrada. Representantes estaduais que só pensam em si, em projeção pessoal, melhor vida para meia dúzia de amigos. Uma classe política e empresarial egoísta, excludente. “Nossa gente hoje anda de lado e olhando pro chão” – diz a canção do Chico – espelho fiel de uma enorme população. Nos tiraram a “ALMA”. Como lembra a música acima citada como título desse artigo, somos bem semelhantes a uma árvore em pleno sertão nordestino, em meio um bravo verão: só os galhos (E o destino, infelizmente, desfolhou...).

Jorge Carvalho
Professor e Radialista
Postado por - João Ludgero

Supremo julga na quarta-feira pedido de extradição de Battisti


Brasília - Está marcado para a próxima quarta-feira (9), no Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento do pedido de extradição do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua na Itália por quatro assassinatos ocorridos entre 1977 e 1979. O relator do caso é o ministro Cezar Peluso. O governo italiano pediu a extradição de Battisti depois que ele foi preso no Brasil em março de 2007. Desde então, ele está na Penitenciária de Brasília, onde aguarda a decisão do STF. Em janeiro deste ano, o ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu status de refugiado político ao italiano, sob a alegação de que ele não teve direito a ampla defesa no seu país de origem e de que um eventual retorno colocaria em risco a sua integridade física.

A decisão de Tarso, que contrariou o entendimento do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), foi duramente criticada por autoridades italianas, que definem Battisti como “terrorista”. Hoje (7), a coordenadora da Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia, Ana Luiza de Souza, fará uma visita ao italiano na Penitenciária de Brasília, para fortalecer a posição do conselho que defende que o STF mantenha a condição de refugiado político do italiano.

Fonte: Agência Brasil

O verdadeiro Grito dos Excluídos...CHUPETINHA!Por Wilson Bernardo.

VIVA CHUPETINHA E A REPUBLICA...

Esta é, e sempre foi uma excluída, tanto em sua profissão,como ainda hoje ao remar contra a maré nos afirmar perante a hipocrisia de alguns partidos de esquerda e entidades classistas, a verdade nua e crua de quem brinca de Ideologismo da fome e as suas funções de Sociabilidades Politicas. É incoerente e vergonhoso BRINCAREM DE EXCLUSÕES! Ao terminar o famoso GRITO! , todos irão voltar á velha teoria do capitalismo de consumo e as verdades da inclusão que é sua casa confortável,comida farta e bebidas ao sopé da chapada. Chupetinha ai está em seu Grito solitário e nos determinado com sua rebeldia despolitizada de interesses , de uma sociedade classista, insolente e os mesmos, a sociedade que irão ao grito são os responsáveis pela situação que presenciamos...Fabricadores da fome e da marginalização da mesma sociedade.

7 de Setembro de 2009,este sim é o verdadeiro Grito dos Excluídos!

VIVA! A REPÚBLICA DE TANTAS CHUPETINHAS!

Em seu habitat no final da rua da VALA...
Muitas historias e casos na noite boêmia do GESSO!


Contra uma sociedade classista de bens de consumos.


A realidade crua e nua de quem não brinca de exclusão


Wilson Bernardo (Texto & Fotografia)

Juazeiro centenário – por Ivonete Maia

Juazeiro do Norte visto da Colina do Horto

Boa parte de uma manhã da semana passada, na Reitoria da Universidade Federal, tive a oportunidade, preciosa oportunidade, de participar de uma reunião, que, ao final, só deu compensações, pelo conteúdo das discussões ocorridas.

Refiro-me a encontro da comissão responsável pelas comemorações do centenário de Juazeiro do Norte, no período de 20l0 a 22 de julho de 20ll, data da independência do Município. Ao anfitrião, reitor Jesualdo Farias, e ao prefeito Manoel Santana, a todos, enfim, mostrou-se um rol de atividades, de ações e de empreendimentos já concebidos, sem dispensar sugestões que contribuam para dar dimensão e repercussão a um acontecimento que agrega fortes razões para se tornar inesquecível. Na verdade, o que está projetado dará ao Juazeiro e ao Cariri a chance de incorporar ao seu potencial econômico, social, religioso e cultural um conjunto de valores e de conquistas que a região exige e merece.

A campanha de divulgação do centenário, em pleno curso, não tem como foco apenas as instituições e entidades que naturalmente estão incluídas no esforço de tornar marcante o fato, como Governo do Estado, universidades, núcleos culturais e movimentos sociais. Há, no sentimento da comissão, uma alentadora disposição e empenho para inclusão de tantos quantos se vinculam ao Juazeiro, seja por laços antigos e familiares, seja por afeição ao seu patriarca, o Padre Cícero. Sem dúvida, o motor de toda essa mobilização, desde agora, é a própria história do Juazeiro, rica para avaliações relevantes, rica para estudos perspicazes. Em suma, Juazeiro é fonte de inspiração permanente e há muito o que beber nessa fonte.

Ivonete Maia - Jornalista / ivonetemaia@hotmail.com
Fonte: jornal O POVO
Postado por Armando Lopes Rafael

As voltas que o mundo dá...


Maluf declara apoio ao petista Antonio Palocci ao
governo de São Paulo

Conservador extremado, Maluf disse que, perto do PT de hoje, considera-se um “comunista” e acrescentou: “Estou à esquerda do PT e apoio o Palocci”.

Enquanto espera por uma definição de Lula, Antonio Palocci (PT-SP) ganhou uma adesão inusitada: Paulo Maluf (PP-SP). Velho adversário do petismo, Maluf é agora um tenaz apoiador do governo Lula na Câmara. E deseja estreitar ainda mais a ex-inimizade. Manifesta o anseio de participar de uma coligação partidária de apoio à eventual candidatura de Palocci ao governo de São Paulo.

Maluf expressou o desejo há cinco dias. Deu-se durante uma feijoada que ofereceu aos amigos, para festejar a passagem do seu 78º aniversário. Conservador extremado, Maluf disse que, perto do PT de hoje, considera-se um “comunista”. Declarou: “Estou à esquerda do PT e apoio o Palocci”. Atribui ao ex-czar da economia o feito de ter modificado Lula, guiando-o pelas trilhas do livre mercado. “Lula ia ser o Fidel do Brasil, mas ele mudou, graças a Deus”.

Maluf faz coro com a Velhinha de Taubaté e com o STF. Para ele, Palocci não ordenou a violação do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Protagonista de inúmeros casos de corrupção, Maluf afirmou que a imprensa precisa aprender que a Justiça não existe apenas para condenar. “É também para inocentar. E Palocci foi inocentado. Não interessa se por 5 a 4, 6 a 3 ou 9 a 0. O que interessa é que ele foi absolvido”.

Na última sexta (4), Palocci reuniu-se em São Paulo com o grão-petista José Dirceu, articulador informal de Dilma Rousseff. Conversaram sobre 2010. Em relação a São Paulo, concluíram o óbvio: a disputa será “dificílima” para o PT. Palocci encomendou uma pesquisa para medir as suas chances. Por ora, um pedaço do petismo ainda acalenta a expectativa de que Ciro Gomes (PSB) aceite trocar o palanque presidencial pelo paulista.

Ciro faz pose de presidenciável. Mas Lula e o PT aguardam pelo final do mês, quando expira o prazo para a mudança de domicílio eleitoral. Se Ciro transferir o seu título de eleitor do Ceará para São Paulo, manterá na prateleira de opções a hipótese de disputar a sucessão de José Serra. Caso contrário, o caminho estará aberto para Palocci. E para Maluf, até aqui o seu mais vistoso aliado.

Fonte: Blog do Josias (Folha on line)
Postado por Armando Lopes Rafael

Internautas farão ato de protesto contra Sarney no 7 de Setembro


“Passado o aumento da temperatura no Senado, os protestos pelo afastamento do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), seguem crescentes na internet. A próxima grande manifestação organizada por internautas acontece neste feriado de sete de setembro. O protesto nacional, previsto em 13 cidades, vem sendo divulgado há mais de um mês pela rede mundial de computadores, principalmente pelo microblog Twitter, e promete ser uma resposta à sensação de que a crise está superada, conforme sustentam alguns parlamentares.

Embora o clima seja de ressaca no plenário, ainda há disposição de uma minoria em cobrar explicações de Sarney. Pivô da última investida contra o peemedebista, o petista Eduardo Suplicy, que causou rebuliço ao apresentar um cartão vermelho ao peemedebista, também resolveu enveredar para as marchas cibernéticas. Em sua página pessoal, lançou uma enquete sobre a necessidade do afastamento temporário de Sarney. Em menos de uma semana, obteve 3.175 registros. Desses, 90,32% se mostraram favoráveis à saída do presidente do Senado.

“Essas mobilizações na internet confirmam a insatisfação das pessoas com a crise. O assunto não está encerrado com o arquivamento das representações contra Sarney no Conselho de Ética”, argumenta Suplicy. “Muitos, inclusive dentro do PT, são a favor do afastamento de Sarney. O levantamento feito por minha equipe mostra que 17,7% dos internautas filiados também defendem essa posição”, completa.

A concentração do protesto nacional está marcada para o início da manhã. Em Brasília, ela irá ocorrer na rodoviária da cidade. A previsão é que os manifestantes, munidos de apitos, panelas e cartazes compareçam ao desfile oficial na Esplanada dos Ministérios, onde as autoridades acompanham a cerimônia juntamente com o presidente Lula.

Ferramenta de protesto

Criado há dois meses, pouco depois das denúncias dos atos secretos, o site Fora Sarney tornou-se uma das referências nos protestos disseminados na internet contra o presidente do Senado. De acordo com seu idealizador, Moah Sousa, a página já registra 48 mil mensagens postadas desde o lançamento oficial do site. No Twitter, já reúne mais de 12 mil seguidores, que espalham em progressão geométrica os protestos na rede.

A ideia teve como inspiração e pano de fundo o futebol. Após uma ampla campanha de um site para o afastamento do então técnico do Palmeiras Wanderley Luxemburgo, Moah percebeu que teria o mesmo poder de mobilização na política. “Foram registradas mais de 150 mil mensagens pedindo a saída do técnico. Acabou dando certo. Sempre tive lucidez para saber que na política é diferente, mas o episódio serviu de incentivo”, conta o criador.

Inicialmente, o site contava com apenas três pessoas. Mas em menos de cinco dias caiu na simpatia dos internautas. Passou então a contar com a colaboração de novos internautas com o envio de textos, charges e vídeo, como o postado no site na última semana.”

(Congresso em Foco)

Blog do Crato fará cobertura das comemorações de 7 de Setembro em Crato


O Blog do Crato, como principal veículo de divulgação da cidade do Crato na internet, comunica que hoje, 7 de Setembro, estará realizando a cobertura completa das comemorações cívicas desta data. As fotos, áudio e vídeo estarão disponíveis logo em seguida, aqui mesmo no Blog do Crato, para os nossos inúmeros leitores.

Dihelson Mendonça
Administrador
Alessandra Bandeira
Co-Administradora

Blog do Crato - O crato na Internet

www.blogdocrato.com

Previsão do Tempo e Almanaque - 07 de Setembro de 2009

Bom dia para todos os leitores do Blog do Crato, no Dia da Pátria.

Dia da Independência ? De quem ?

Hoje, 7 de Setembro de 2009. Dia da Pátria. Dia de refletirmos sobre o que representou para nosso povo esta data, de declaração de independência da Coroa Portuguesa, cuja história oficial aponta para o dia 07 de Setembro de 1822, quando hoje em dia, alguns historiadores começam a questionar até se tal ato teria mesmo existido às márgens plácidas do Rio Ipiranga, onde há um monumento dedicado a Dom Pedro I. De qualquer forma, o certo é que o Brasil se independeu de Portugal, e até bem pouco tempo, a data era sempre lembrada por questionar essa "independência" pelo fato do país ser ainda bastante dependente dos Estados Unidos. O Blog do Crato faz esse questionamento, e certamente, ao longo do dia, nós iremos ler um verdadeiro desfile de artigos relativos às comemorações no Crato e no Brasil, além dos diversos questionamentos de historiadores e cronistas.

Previsão do Tempo


ALMANAQUE

7 de setembro, Dia de Santa Regina

Regina ou Reine, seu nome no idioma natal, viveu no século III, em Alise, antiga Gália, França. Seu nascimento foi marcado por uma tragédia familiar, especialmente para ela, porque sua mãe morreu durante o parto. Por essa razão a criança precisou de uma ama de leite, no caso uma cristã. Foi ela que a inspirou nos caminhos da verdadeira fé e da virtude. Na adolescência, a própria Regina pediu para ser batizada no cristianismo, embora o ambiente em sua casa fosse pagão. A cada dia, tornava-se mais piedosa e tinha a convicção de que queria ser esposa de Cristo. Nunca aceitava o cortejo dos rapazes que queriam desposá-la, tanto por sua beleza física como por suas virtudes e atitudes, que sempre eram exemplares. Ela simplesmente se afastava de todos, preferindo passar a maior parte do seu tempo reclusa em seu quarto, em oração e penitência. Entretanto o real martírio de Regina começou muito cedo, e em sua própria casa. O seu pai, um servidor do Império Romano chamado Olíbrio, passou a insistir para que ela aprendesse a reverenciar os deuses. Até que um dia recebeu a denuncia de que Regina era uma cristã. No início não acreditou, mas decidiu que iria averiguar bem o assunto. Quando Olíbrio percebeu que era verdade, denunciou a própria filha ao imperador Décio, que seduziu-a com promessas vantajosas caso renegasse Cristo. Ao perceber que nada conseguiria com a bela jovem, muito menos demovê-la de sua fé, ele friamente a mandou para o suplício. Regina sofreu todos os tipos de torturas e foi decapitada.

O culto a santa Regina difundiu-se por todo o mundo cristão, sendo que suas relíquias foram várias vezes transladadas para várias igrejas. Até que, no local onde foi encontrada a sua sepultura, foi construída uma capela, que atraiu grande número de fiéis que pediam por sua intercessão na cura e proteção. Logo em seguida surgiu a construção de um mosteiro e, ao longo do tempo, grande número de casas. Foi assim que nasceu a charmosa vila Sainte-Reine, isto é, Santa Rainha, na França. Esta festa secular ocorre, tradicionalmente, em todo o mundo cristão, no dia 7 de setembro.

Eventos históricos:

* 1159 - É eleito o Papa Alexandre III.
* 1764 - Stanislas Poniatowski, o protegido da Rússia, é eleito rei da Polónia.
* 1822 - É declarada a Independência do Brasil em relação ao domínio de Portugal.
* 1822 - O Príncipe Regente é saudado em São Paulo como o primeiro Imperador do Brasil e executa o Hino da Independência.
* 1875 - Helena Petrovna Blavatsky funda a Sociedade Teosófica.
* 1884 - São libertados em Porto Alegre os últimos escravos da cidade.
* 1895 - Inauguração extra-oficial do Museu Paulista.
* 1907 - Viagem inaugural do transatlântico Lusitania.
* 1911 - Fundação do Grêmio Esportivo Brasil, mais conhecido como Xavante, em Pelotas, no Rio Grande do Sul.
o O poeta francês Guillaume Apollinaire foi preso e posto na cadeia sob suspeita de roubo da Mona Lisa.
* 1922 - Emancipação política da cidade mineira de Itabirito.
* 1922 - Primeira transmissão de rádio no Brasil, com discurso do presidente Epitácio Pessoa.
* 1936 - Benjamin, o último lobo-da-tasmânia, morre, e a espécie se extingue, no zoológico de Hobart.
* 1946 - Fundação da Igreja do Avivamento Bíblico.
* 1949 - Fundação oficial da República Federal da Alemanha.
* 1953 - Nikita Khrushchev é eleito secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética.
* 1961 - Toma posse o presidente brasileiro João Goulart e inicia-se o primeiro regime parlamentarista no país.
* 1963 - She Loves You, a canção dos Beatles que mais vendeu até hoje no Reino Unido, chega ao "top 1" nas paradas de sucesso britânicas.
* 1969 - Libertado o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick e os 15 presos políticos (v. Anos de chumbo).
o É criada a Federação Internacional das Associações Vexilológicas no Terceiro Congresso Internacional de Vexilologia.
* 1974 - Celebrados os Acordos de Lusaka entre o governo português e a FRELIMO, que terminaram a Luta Armada de Libertação e que levaram à Independência de Moçambique.
* 1977 - Assinado o Tratado Torrijos-Carter sobre o Canal do Panamá.
* 1979 - Início das transmissões da emissora norte-americana ESPN.
* 1996 - Inaugurado o monumento em memórias às vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás.
* 1998 - Criado o site de pesquisas Google.

Nascimentos:

* 1533 - Elizabeth I, rainha da Inglaterra (m. 1603).
* 1683 - Maria Ana, arquiduquesa da Áustria (m. 1754).
* 1709 - Samuel Johnson, escritor e lexicógrafo inglês ( m. 1784).
* 1726 - Philidor, enxadrista francês (m. 1795).
* 1867 - Camilo Pessanha, poeta português (m. 1926).
* 1872 - Carlos Magalhães de Azeredo, diplomata e escritor brasileiro (m. 1963).
* 1889 - Octávio Tarquínio de Sousa, advogado, jornalista e escritor brasileiro (m. 1959).
* 1896 - Iwar Beckman, geneticista sueco, radicado no Brasil (m. 1971).
* 1905 - Eric John Underwood, cientista australiano (m. 1980).
* 1909 - Elia Kazan, cineasta turco (m. 2003).
* 1911 - Todor Zhivkov, ditador búlgaro (m. 1998).
* 1922 - Paulo Autran, ator brasileiro (m.2007).
* 1927 - Riad Salamuni, geólogo brasileiro (m. 2002).
* 1930 - Julio Abbadie, ex-futebolista uruguaio.
* 1936 - Buddy Holly, músico, cantor e compositor estadunidense.
* 1940 - Dario Argento, produtor e argumentista de cinema italiano.
* 1942 - Gabriele Veneziano, físico italiano.
* 1944
o José Roberto Wright, ex-árbitro brasileiro.
o Bora Milutinović, treinador de futebol sérvio.
* 1946 - Francisco Varela, biólogo e filósofo chileno (m. 2001).
* 1949 - Gloria Gaynor, cantora estadunidense.
* 1950 - Julie Kavner, atriz estadunidense de origem judia.
* 1951
o Chrissie Hynde, vocalista e guitarrista do The Pretenders.
o Morris Albert, cantor e compositor brasileiro.
* 1952
o Ricardo Tormo, motociclista espanhol (m. 1998).
o Paulo Markun, jornalista e escritor brasileiro.
* 1954 - Shirley Carvalhaes, cantora brasileira.
* 1955 - Mira Furlan, atriz e cantora croata.
* 1958 - Goran Hadžić, político sérvio.
* 1961 - Leroi Moore, saxofonista estadunidense (m. 2008).
* 1963
o Toni Garrido, cantor e ator brasileiro.
o Éric Di Meco, ex-futebolista francês.
* 1964
o João Paulo, ex-futebolista brasileiro.
o Andy Hug, carateca suíço (m. 2000).
* 1965
o Darko Pančev, ex-futebolista macedônio.
o Tomáš Skuhravý, ex-futebolista tcheco.
* 1967 - Kelvin Burt, piloto inglês de corridas.
* 1968
o Marcel Desailly, ex-futebolista e treinador francês.
o Kakhaber Tskhadadze, ex-futebolista georgiano.
* 1970
o Tom Everett Scott, ator norte-americano.
o Giovane Gavio, ex-jogador brasileiro de vôlei.
* 1972 - Jean-Jacques Tizié, goleiro marfinense.
* 1973 - Shannon Elizabeth, atriz norte-americana.
* 1974
o Mario Frick, futebolista liechtensteinense.
o Stéphane Henchoz, ex-futebolista suíço.
* 1975
o Norifumi Abe, motociclista japonês (m. 2007).
o Harold Wallace, futebolista costarriquenho.
* 1978 - Wellington Monteiro, futebolista brasileiro.
* 1980
o Emre Belözoğlu, futebolista turco.
o Gabriel Milito, futebolista argentino.
o Javad Nekounam, futebolista iraniano.
* 1981 - Gökhan Zan, futebolista turco.
* 1984
o Vera Zvonareva, tenista russa.
o Miranda, futebolista brasileiro.
* 1985
o Luiza Valdetaro, atriz brasileira.
o Adam James Eckersley, futebolista inglês.
o Rafinha, futebolista brasileiro.
* 1986 - Brian Brendell, futebolista namibiano.
* 1987
o Bruno Fornaroli, futebolista uruguaio.
o Aleksandra Wozniak, tenista canadense.
o Evan Rachel Wood, atriz estadunidense.
* 1988
o Craig Lindfield, futebolista inglês.
o Arnar Smárason, futebolista islandês.

Falecimentos:

* 1151 - Geoffrey Plantageneta, Conde de Anjou. (n. 1129).
* 1559 - Robert Estienne, tipógrafo real francês (n. 1503).
* 1910 - William Holman Hunt, um dos fundadores da Irmandade Pré-Rafaelita (n. 1827).
* 1915 - Saturnino Arouck, militar brasileiro (n. 1862).
* 1949 - José Orozco, pintor mexicano (n. 1883).
* 1956 - António dos Santos Graça, etnógrafo, jornalista e político português (n. 1882).
* 1962 - Karen Blixen, escritora dinamarquesa, também conhecida pelo pseudônimo de Isak Dinesen (n. 1885)
* 1978 - Keith Moon, ex-baterista da banda de rock The Who - (n. 1946).
* 1985 - Rodney Robert Porter, médico britânico (n. 1917).
* 1997
o Mobuto Sese Seko, ditador do Zaire (hoje República Democrática do Congo) por 32 anos (n. 1930).
o Gino Malvestio, bispo católico (n. 1938).
* 2002 - Uziel Gal, desenhador de armas e inventor da pistola-metralhadora Uzi (n. 1923)
* 2004 - Míriam Pires, atriz brasileira (n. 1927).
* 2008 - Nagi Noda, realizadora e artista pop japonesa (n. 1973).

Feriados e eventos cíclicos:

* Dia internacional da aviação civil
* Dia da Independência do Brasil ou Dia da Pátria.


HOJE NA HISTÓRIA

O Dia da Pátria - 07 de Setembro de 1822

Denomina-se Independência do Brasil o processo que culminou com a emancipação política desse país do reino de Portugal, no início do século XIX. Oficialmente, a data comemorada é a de 7 de setembro de 1822, quando ocorreu o episódio do chamado "Grito do Ipiranga". De acordo com a história oficial, nesta data, às margens do riacho Ipiranga (atual cidade de São Paulo), o Príncipe Regente D. Pedro bradou perante a sua comitiva: Independência ou Morte!. Determinados aspectos dessa versão, no entanto, são contestados por alguns historiadores. A moderna historiografia em História do Brasil remete o início do processo de independência à Transferência da corte portuguesa para o Brasil (1808-1821), no contexto da Guerra Peninsular, a partir de 1808.

A transferência da Família Real Portuguesa para o Brasil (1807)

A partir de 15 de Julho de 1799, o Príncipe do Brasil, D. João, tornou-se Príncipe Regente de Portugal. Os acontecimentos na Europa, onde Napoleão Bonaparte se afirmava, sucederam-se com velocidade crescente. Desde 1801 que se considerava a idéia da transferência da Corte Portuguesa para o Brasil. As facções no governo português, entretanto, se dividiam:

* a facção anglófila, partidária de uma política de preservação do Império Colonial Português e do próprio Reino, através do mar, apoiados na antiga aliança Luso-Britânica; e
* a facção francófila, que considerava que a neutralidade só poderia ser obtida através de uma política de aproximação com a França.

Ambas eram apoiadas pelas lojas maçônicas quer de origem inglesa, quer de origem francesa. Considere-se ainda que as idéias iluministas francesas circulavam clandestinamente em livros, cada vez mais abundantes. A decretação do Bloqueio Continental em Berlim (1806) tornou mais difícil a neutralidade Portuguesa. Em 1807, o Tratado de Fontainebleau dividiu arbitráriamente Portugal em três reinos. Desde Outubro desse ano, Jean-Andoche Junot, antigo embaixador francês em Lisboa, preparava-se para invadir Portugal. Foi nesse contexto que D. João pactuou com a Grã-Bretanha a transferência do governo para o Rio de Janeiro, sob a protecção dos últimos.

Com a invasão francesa de Portugal em progresso, a 29 de Novembro iniciou-se a viagem da Família Real e da Corte Portuguesa para o Brasil. Dezoito navios de guerra portugueses e treze ingleses escoltaram mais de vinte e cinco navios mercantes de Lisboa até à costa do Brasil. A bordo seguiam mais de quinze mil portugueses. O Reino ficava a ser governado por uma Junta de Regência que Junot logo dissolveu. Com a presença da Família Real Portuguesa no Brasil a partir de 1808, registrou-se o que alguns historiadores brasileiros denominam de "inversão metropolitana", ou seja, o aparelho de Estado Português passou a operar a partir do Brasil, que desse modo deixou de ser uma "colônia" e assumiu efetivamente as funções de metrópole.

As divergências

Não se pode compreender o processo de independência sem pensar no projeto recolonizador das Cortes portuguesas, a verdadeira origem da definição dos diversos grupos no Brasil. Embora o rompimento político com Portugal fosse o desejo da maioria dos brasileiros, havia muitas divergências. No movimento emancipacionista havia grupos sociais distintos: a aristocracia rural do Sudeste brasileiro, as camadas populares urbanas liberais radicais, e, por fim, a aristocracia rural do Norte e Nordeste, que defendiam o federalismo e até o separatismo. A aristocracia rural do Sudeste, a mais poderosa, era conservadora, lutando pela independência, defendendo a unidade territorial, a escravidão e seus privilégios de classe. Os liberais radicais queriam a independência e a democratização da sociedade, mas seus chefes, Joaquim Gonçalves Ledo e José Clemente Pereira, permaneceram atrelados à aristocracia rural, sem revelar vocação revolucionária. A aristocracia rural do norte e nordeste enfrentava a forte resistência dos comerciantes e militares portugueses, Josué fortes no Pará, Maranhão e Bahia. Além disso, desconfiavam da política centralizadora de José Bonifácio.

O partido português no Brasil chamado por vezes de "os pés de chumbo", estava do lado das Cortes; o partido brasileiro e os liberais radicais eram contra elas, mas divergiam quanto aos objetivos. Para o partido brasileiro, o ideal era a criação de uma monarquia dual (Brasil e Portugal) para preservar a autonomia administrativa e a liberdade de comércio. Mas a intransigência das Cortes Portuguesas, que nada tinham de liberais, fez o partido inclinar-se pela emancipação, sem alterar a ordem social vigente e os seus privilégios adquiridos. Já os liberais radicais formavam um agrupamento quase revolucionário, bem próximo das camadas populares urbanas, sendo alguns de seus membros republicanos. No conjunto, tratava-se do grupo mais receptivo às mudanças mais profundas e democráticas da sociedade. A concretização das aspirações de cada um desses agrupamentos era distinta. Os grandes proprietários rurais ligados ao partido brasileiro dispunham dos meios efetivos para a realização de seus objetivos. O anseio por um comércio livre de entraves mercantilistas encontrava apoio em forças internacionais, lideradas pela burguesia britânica. A sólida base econômica e social escravista garantia ainda os recursos materiais para resistir com êxito à provável ameaça recolonizadora de Lisboa.

Na disputa contra os conservadores, os radicais cometeram o erro de reduzir a questão à luta pela influência sobre o Príncipe Regente. Era inevitável que este preferisse os conservadores. Ademais, os conservadores encontraram em José Bonifácio de Andrada e Silva um líder bem preparado para dar à independência a forma que convinha às camadas dominantes.

O "Fico" e o "Cumpra-se"

A situação do Brasil permaneceu indefinida durante o ano de 1821. Em 9 de dezembro, chegaram ao Rio de Janeiro os decretos das Cortes que determinavam a abolição da Regência e o imediato retorno de D. Pedro de Alcântara a Portugal, a obediência das províncias a Lisboa (e não mais ao Rio de Janeiro), a extinção dos tribunais do Rio de Janeiro. O Príncipe Regente começou a fazer os preparativos para o seu regresso, mas estava instaurada uma enorme inquietação. O partido brasileiro ficou alarmado com a recolonização e com a possibilidade de uma explosão revolucionária. A nova conjuntura favoreceu a polarização: de um lado o partido português e do outro, o partido brasileiro com os liberais radicais, que passaram a agir pela independência. Sondado, o Príncipe Regente mostrou-se receptivo. Foram então enviados emissários às Províncias de Minas Gerais e de São Paulo para obter a adesão à causa emancipacionista, com resultados positivos.

A decisão do príncipe de desafiar as Cortes decorreu de um amplo movimento, no qual se destacou José Bonifácio. Membro do governo provisório de São Paulo, escrevera em 24 de dezembro de 1821 uma carta a D. Pedro, na qual criticava a decisão das Cortes de Lisboa e chamava a atenção para o papel reservado ao Príncipe na crise. D. Pedro divulgou a carta, publicada na Gazeta do Rio de Janeiro de 8 de janeiro de 1822 com grande repercussão. Dez dias depois, chegou ao Rio uma comitiva paulista, integrada pelo próprio José Bonifácio, para entregar ao Príncipe a representação paulista. No mesmo dia, D. Pedro nomeou José Bonifácio ministro do Reino e dos Estrangeiros, cargo de forte significado simbólico: pela primeira vez na História o cargo era ocupado por um brasileiro. No Rio de Janeiro também havia sido elaborada uma representação (com coleta de assinaturas) em que se pedia a permanência de D. Pedro de Alcântara no Brasil. O documento foi entregue ao Príncipe a 9 de janeiro de 1822 pelo Senado da Câmara do Rio de Janeiro. Em resposta, o Príncipe Regente decidiu desobedecer às ordens das Cortes e permanecer no Brasil, pronunciando a célebre frase "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto. Digam ao povo que fico!". O episódio tornou-se conhecido como "Dia do Fico".

D. Pedro ganhou forte apoio popular com a decisão do "Fico". Para resistir às ameaças de recolonização foi decretada, em 16 de fevereiro de 1822, a convocação de um Conselho de Procuradores Gerais das Províncias do Brasil. Teoricamente, este órgão tinha por finalidade auxiliar o Príncipe mas, na prática, tratava-se de uma manobra dos conservadores, liderados por José Bonifácio, contra os radicais, representados por Joaquim Gonçalves Ledo, um funcionário público para quem a preservação da unidade político-territorial do Brasil deveria ser feita convocando-se uma Assembléia Constituinte eleita pelo povo. A finalidade do Conselho era, na prática, a de manter a unidade sob controle do poder central e dos conservadores.

Em maio, a cisão entre D. Pedro e as Cortes aprofundou-se: o Regente determinou que qualquer decreto das Cortes só poderia ser executado mediante o "Cumpra-se" assinado por ele, o que equivalia a conferir plena soberania ao Brasil. A medida teve imediato apoio: quando dos festejos pelo aniversário de João VI de Portugal, a 13 de maio, o Senado da Câmara do Rio de Janeiro pediu ao Príncipe Regente que aceitasse para si e para seus descendentes o título de "Defensor Perpétuo do Brasil". Neste contexto, houve uma investida militar da Divisão Auxiliadora, estacionada no Rio de Janeiro, sob o comando do Tenente-general Jorge de Avilez, que acabou sendo expulso do Brasil com as suas tropas. Os liberais radicais mantinham-se ativos: por iniciativa de Gonçalves Ledo, uma representação foi dirigida a D. Pedro para expor a conveniência de se convocar uma Assembléia Constituinte. O Príncipe decretou a convocação em 13 de junho de 1822. A pressão popular levaria a convocação adiante, dando continuidade ao processo.

José Bonifácio resistiu à idéia de convocar a Constituinte, mas foi obrigado a aceitá-la. Procurou descaracterizá-la, propondo a eleição indireta, que acabou prevalecendo contra a vontade dos liberais radicais, que defendiam a eleição direta. Embora os conservadores tenham obtido o controle da situação e o texto da convocação da Constituinte apresentasse declarações favoráveis à permanência da união entre Brasil e Portugal, as Cortes de Lisboa insistiam: o Príncipe Regente deveria retornar imediatamente.

A declaração de Independência

Independência do Brasil: óleo sobre tela por François-René Moreaux (Museu Imperial de Petrópolis). Foi executado em 1844, a pedido do Senado Imperial. No final de agosto de 1822, D. Pedro deslocou-se à província de São Paulo para acalmar a situação depois de uma rebelião contra José Bonifácio. Apesar de ter servido de instrumento dos interesses da aristocracia rural, à qual convinha a solução monárquica para a independência, não se deve desprezar os seus próprios interesses. O Príncipe tinha formação absolutista e por isso se opusera à Revolução do Porto, de caráter liberal. Da mesma forma, a política recolonizadora das Cortes desagradou à opinião pública brasileira. E foi nisso que se baseou a aliança entre D. Pedro e o "partido brasileiro". Assim, embora a independência do Brasil possa ser vista, objetivamente, como obra da aristocracia rural, é preciso considerar que teve início como compromisso entre o conservadorismo da aristocracia rural e o absolutismo do Príncipe.

Em 7 de Setembro, ao voltar de Santos, parado às margens do riacho Ipiranga, D. Pedro recebeu uma carta com ordens de seu pai para que voltasse para Portugal, se submetendo ao rei e às Cortes. Vieram juntas outras duas cartas, uma de José Bonifácio, que aconselhava D. Pedro a romper com Portugal, e a outra da esposa, Maria Leopoldina de Áustria, apoiando a decisão do ministro e advertindo: "O pomo está maduro, colhe-o já, senão apodrece". Impelido pelas circunstâncias, D. Pedro pronunciou a famosa frase "Independência ou Morte!", rompendo os laços de união política com Portugal. Culminando o longo processo da emancipação, a 12 de outubro de 1822, o Príncipe foi aclamado Imperador com o título de D. Pedro I, sendo coroado em 1 de dezembro na Capital. Consolidado o processo na região Sudeste do Brasil, a independência das demais regiões da América Portuguesa foi conquistada com relativa rapidez. Contribuiu para isso o apoio diplomático e financeiro da Grã-Bretanha. Sem um Exército e sem uma Marinha de Guerra, tornou-se necessário recrutar mercenários e oficiais estrangeiros para comandá-los, do mesmo modo que adquirir meios.

Desse modo, foi sufocada a resistência portuguesa na Província da Bahia, na do Maranhão, na do Piauí e na do Pará. O processo militar estava concluído já em 1823, restando encaminhar a negociação diplomática do reconhecimento da independência com as monarquias européias.

Consequências

À semelhança do processo de independência de outros países latino-americanos, o de independência do Brasil preservou o "status" das elites agro-exportadoras, que conservaram e ampliaram os seus privilégios políticos, econômicos e sociais. Ao contrário do ideário do Iluminismo, e do que desejava, por exemplo, José Bonifácio de Andrada e Silva, a escravidão foi mantida, assim como os latifúndios, a produção de gêneros primários voltada para a exportação e o modelo de governo monárquico. Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil negociou com a Grã-Bretanha e aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. A Grã-Bretanha saiu lucrando, tendo início o endividamento externo do Brasil. Quando D. João VI retornou a Lisboa, por ordem das Cortes, levou todo o dinheiro que podia — calcula-se que 50 milhões de cruzados, apesar de ter deixado no Brasil a sua prataria e a enorme biblioteca, com obras raras que compõem hoje o acervo da Biblioteca Nacional. Em conseqüência da leva deste dinheiro para Portugal, o Banco do Brasil, fundado por D. João ainda 1808, veio a falir em 1829.

Considerações historiográficas

A data comemorada oficialmente é 7 de setembro de 1822, uma vez que nesse dia, às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, o Príncipe Regente D. Pedro, ao receber a correspondência da Corte, teria proclamado o chamado "grito da Independência", à frente da sua escolta: "Independência ou Morte!" - Outras datas consideradas historiograficamente para a Independência, embora menos populares são a data da coroação do Imperador (1 de dezembro de 1822) ou mesmo a do reconhecimento da Independência por Portugal e pela Grã-Bretanha (29 de agosto de 1825).

Fontes: Climatempo, Edições Paulinas, Wikipedia, 10emtudo, SuperInteressante

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