xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 25/08/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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25 agosto 2009

Ciência e Alienação. Por Darlan Reis Jr.

Palafitas em Manaus.

No cotidiano da vida acadêmica podemos estabelecer duas condutas no que diz respeito ao nosso trabalho do dia a dia e na relação com os outros colegas, das várias disciplinas ou ciências.
Uma conduta de "isolamento" à area específica do conhecimento. Falo de "isolamento" e não de especialização, que é necessária ao aprofundamento de certas questões do conhecimento. Outra conduta é a busca pelo "diálogo" com outras areas e a percepção mais sistêmica, de totalidade. Especialização e visão de conjunto da totalidade, diálogo, são possíveis. Já o isolamento leva à uma percepção equivocada de neutralidade e cientificismo. O quadro mais agudo desse cientificismo é a visão de que a ciência é o campo da "pureza" metodológica em relação à realidade social e econômica. Uma das questões levantadas por Marx era sobre a ciência como síntese concreta, integrada à vida real. Utilizemos as explicações do Prof. István Mészáros em seu livro, A teoria da alienação em Marx. Karl Marx considerava a filosofia de então puramente "especulativa" e as ciências naturais "abstratamente materiais e idealistas". Na verdade, se opunha à uma visão fragmentada e a determinação inconsciente e alienada da ciência.
Vejamos o que nos diz Mészáros:
"A estrutura da produção científica é basicamente a mesma da atividade produtiva fundamental em geral (principalmente porque as duas se fundem em grande medida): uma falta de controle do processo produtivo como um todo; um modo de atividade 'inconsciente' e fragmentado, determinado pela inércia da estrutura institucionalizada do modo capitalista de produção; o funcionamento da ciência 'abstratamente material' como simples meio para fins predeterminados, externos alienados. Essa ciência natural alienada se encontra entre a cruz e a espada, entre a sua 'autonomia' (isto é, a idealização de seu caráter 'inconsciente' , fragmentário) e a sua subordinação como simples meio para fins externos, alheios (por exemplo, programas militares e quase militares gigantescos, como os vôos à Lua)." MESZÁROS, István. A teoria da alienação em Marx; tradução Isa Tavares. - São Paulo: Boitempo, 2006, p. 98.

Outra crítica feita pelo fundador do Materialismo Histórico era à concepção filosófica como algo abstrato, dissociado da vida cotidiana do homem. Questão também abordada por Gramsci (que abordaremos em outro tópico). Mais uma vez recorro à Mészáros que faz uma síntese esclarecedora da questão:
"A filosofia, por outro lado, expressa uma dupla alienação na esfera do pensamento especulativo: (1) em relação a toda a prática - inclusive a prática, por mais alienada, da ciência natural - e (2) em relação a outros campos teóricos, com a economia política, por exemplo. Em sua 'universalidade' especulativa, a filosofia se torna um 'fim em si mesmo' e 'para si mesmo' , oposto de modo fictício à esfera dos meios: um reflexo radical de todos os outros meios em relação aos fins. Como separação radical de todos os outros modos de atividade, a filosofia parece ser, aos seus representantes, a única forma de 'atividade da espécie', isto é, a única forma de atividade digna do homem como 'ser universal'. Assim, em vez de ser uma dimensão universal de toda atividade, integrada na prática e em seus vários reflexos, ela funciona como uma 'universalidade alienada' independente (verselbständigt), mostrando o absurdo de toda esse sistema dealienações pelo fato de ser essa 'universalidade' fictícia realizada como a mais esotérica de todas as especialidades esotéricas, rigorosamente reservada aos 'sumos sacerdotes' alienados (os Eingeweithen) desse comércio intelectual." MESZÁROS, István, op. cit, p. 99.
E quantos "filósofos" da alienação não encontramos nesse mundo acadêmico? Mercadores do comércio intelectual, mesmo que não tenham transformado (ainda) suas disciplinas em algum curso de fim de semana que tem nome pomposo (pós-graduação lato sensu autosustentável). E não falo da necessidade que todos temos de trabalhar, mas sim daqueles que se proclamam "neutros" e capazes de serem os "críticos da Crítica" e no entanto muitas vezes relegam a segundo plano a prática pedagógica em favor de um ganho pecuniário sem se preocupar com a qualidade. E se arvoram "críticos da Crítica". É o divórcio radical, diria eu, "litigioso", entre a teoria e a prática, a tal "universalidade alienada", já citada.A preocupação de Marx foi não só com a alienação do homem em relação à natureza, mas também com a alienação do homem com a sua própria natureza. A superação do paradigma atual passa pela superação da ordem social atual. A superação da alienação passa pela superação do sistema que conduz à alienação.


Hotel em Dubai - Emirados Árabes, em alguns casos a diária é Us$ 1500.

Publicado originalmente em Hstória e seus afins, com algumas adaptações para o Blog do Crato.

Padre Pedro Inácio Ribeiro, O Santo do Sertão - por Armando Lopes Rafael

Lembrança distribuída na missa de 7º Dia do falecimento do Padre Pedro Ribeiro

Existe na cidade de Brejo Santo um pequeno memorial em homenagem ao Padre Pedro Inácio Ribeiro – onde estão expostos objetos de uso pessoal deste sacerdote –vigário daquela cidade durante exatos 33 anos. Padre Pedro Ribeiro morreu com fama de santidade e muitas pessoas asseguram ter obtido graças por sua intercessão.
Nascido em Missão Velha, em 19 de maio de 1902, Pedro Inácio passou sua infância e juventude na cidade de Crato. Sentindo inclinação para o sacerdócio estudou no Seminário São José de Crato e no Seminário da Prainha, em Fortaleza, vindo a ser ordenado sacerdote no dia 17 de abril de 1927, na Catedral de Nossa Senhora da Penha de Crato, pelo primeiro bispo da diocese, Dom Quintino. Em 1º de janeiro de 1930 assumiu a Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, de Brejo Santo, onde permaneceu até a data do seu falecimento, ocorrido em 3 de janeiro de 1973.
Em Brejo Santo seu sacerdócio não foi vivido mediante obras especiais ou de caráter extraordinário, mas sim na fidelidade cotidiana do exercício do ministério que abraçou. Reside aí, provavelmente, a dimensão da santidade sacerdotal atribuída ao Padre Pedro Ribeiro. Na verdade, ele viveu seu sacerdócio na consistência do amor a Cristo e a sua Igreja; no amor aos pobres e necessitados; na compaixão pelas almas desviadas e no amor pela pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Aliado a tudo isso, a simplicidade, mansidão e humildade de que era dotado o Padre Pedro Ribeiro contribuíram para ele conquistar o afeto de adultos e crianças. Todos em Brejo Santo tinham carinho por seu pastor.
O trabalho missionário de Padre Pedro não foi feito somente no município de Brejo Santo. Durante alguns anos ele deu assistência ao povo da cidade e da zona rural de Porteiras, conforme atesta o historiador Napoleão Tavares Neves, no texto “O Padre Pedro que conheci”, escrito a partir da leitura feita por ele do opúsculo “O Santo do Sertão–Uma biografia”, publicado pela Fundação Memorial Padre Pedro Inácio Ribeiro, de Brejo Santo.
Segundo Maria Santana Leite – na monografia “Pequena História da Paróquia de Brejo Santo”: “O Padre Pedro foi sempre um pai espiritual para todos os paroquianos. Estava sempre preocupado com os agricultores sofridos, especialmente na época da seca, quando as famílias pobres da zona rural passavam necessidades. Era um entusiasta com a catequese das crianças a quem dedicava um carinho todo especial, participando das aulas de catecismo, levando-as a passear em momentos de lazer, promovendo brincadeiras, além de distribuir moedas e pequenos brindes à criançada.
“Evangelizou mais com seu desprendimento das coisas materiais, sua vida de oração, adoração e contemplação; pelo seu testemunho de vida, do que mesmo pelas pregações, embora nunca deixasse de fazer as homilias por mais simples que fosse. A tônica de suas pregações era sempre o amor, a partilha, a vida de santidade. Sua metodologia era a do perdão. Pregava um Deus Pai amoroso, misericordioso. Nunca julgava nem condenava ninguém, pelo contrário incentivava e conduzia à conversão.
“Além do Sagrado Coração de Jesus, era devotíssimo de Maria Santíssima, de Santa Teresinha do Menino Jesus e de São Geraldo”.
Nos últimos quinze anos de sua vida, Padre Pedro Inácio Ribeiro foi acometido de forte reumatismo que o deixou paralítico. Nos tempos finais perdeu também a visão. Nunca reclamou de nenhuma dessas provações.
Ele foi, enfim, um sacerdote bom, piedoso e santo, que fez um bem imenso aos seus paroquianos.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Flavio Arns, em respeito à verdade

Acompanhei a atuação política do hoje senador Flavio Arns. Atuante nos movimentos de assistência e educação especial, chegou à Câmara Federal em 1990, pelo PSDB nascente. Em 1994 se reelegeu e em 1996 foi candidato a vice-prefeito de Curitiba ao lado do radialista Carlos Simões. Eleito para o terceiro mandato em 1998, apesar de filiado ao PSDB, mostrou sintonia com a bancada do PT, votando sistematicamente com a nossa bancada. Indicado por deputados federais petistas, nós, da direção estadual do PT, filiamos o Flávio e o indicamos nosso candidato ao Senado. Na esteira da grande votação do presidente LULA, se elegeu nosso senador.
No Senado, inúmeras vezes se aproximou das posições políticas da nossa oposição. Indicado por unanimidade o nosso candidato ao Governo em 2006, não vimos na campanha uma sintonia com as bandeiras partidárias e raramente a figura do LULA apareceu nos programas eleitorais. O distanciamento do PT foi coroado com a sua ausência no comício de encerramento da campanha presidencial em Curitiba. Raramente compareceu em reuniões do Diretório Estadual e ao que me consta nunca compareceu no Diretório Nacional.
Respeito o senador Flávio Arns, mas lhe falta autoridade política para criticar o PT. Me parece que ele se aproveitou de uma crise pontual para completar o seu completo desligamento do PT. Gostaria que fosse diferente, mas muitos de nós petistas não nos orgulhamos da atuação do senador Flávio Arns.
André Vargas é deputado federal pelo PT do Paraná

Lucro do Pré-Sal irá para a Educação, Tenologia e Combate à pobreza

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (25) que a definição sobre as novas regras de exploração de petróleo na camada de pré-sal (poços profundos abaixo do oceano) será divulgada na segunda-feira que vem."Na segunda-feira, vou lançar o novo marco regulatório do pré-sal", afirmou o presidente em discurso no lançamento da pedra fundamental da Universidade Federal do ABC, em São Bernardo do Campo.Segundo o presidente, a idéia é investir os lucros do pré-sal em programas que beneficiem o conjunto da sociedade brasileira.
"Vamos investir em educação, ciência e tecnologia, e para combater a pobreza nesse país", disse Lula.

"Esse que vos fala está tentando que daqui há dez, 15 anos, a gente tenha o Brasil numa situação altamente invejável diante dos olhos do mundo. (...) Nós não vamos jogar fora, no século 21, a quantidade de oportunidades que jogamos no século 20".

Texto publicado originalmente em www.pt.org.br

Postado por Amadeu de Freitas

Resultado: trabalho, confiança e bom humor!

Nesta quarta-feira, quem assistiu ao jogo entre as seleções femininas de vôlei do Brasil e Rússia, testemunhou mais do que uma vitória suada após exaustivos cinco sets. Desfrutou de uma lição de filosofia de vida.

A equipe que vencesse avançava na fase final do Grand Prix, torneio mais importante do ano. O Brasil, esteve em desvantagem praticamente todo tempo e no final, era de 2 pontos, 14 à 12 para Rússia. O técnico José Roberto, o mesmo que liderou a equipe masculina ao primeiro ouro olímpico em 1992, pediu tempo. Num tom controlado e confiante disse: “Vamos lá pessoal, são só dois pontos! Dá pra ir buscar!”. E foi suficiente. As “meninas” fizeram 13, 14 e 15 pontos, na mesma Rússia que tirou o campeonato mundial do ano passado. Um feito quase inalcançável, incomum até pouco tempo! Uma recuperação como essa para nossa virtuosa geração de Bernardo, que inventou o saque “Jornada nas Estrelas”, William, Renan e do reserva Bernardinho, medalha de prata nos jogos de Los Angeles, seria impossível. O Brasil tinha jogadores talentosos, bem treinados, taticamente obedientes, mas os Americanos eram tão bons quanto, só que bem mais altos!

O resultado positivo da seleção brasileira frente à Rússia veio principalmente da autoconfiança, da consciência de que cada uma delas tem, de que eram capazes de não errar os saques, bloqueios, recepções e finalizações, nenhuma vez, até o fim da partida. Elas acreditaram nisso porque tem igualdade de condições no tocante a estatura e, tecnicamente, treinam (trabalharam) tanto quanto as adversárias. O trabalho planejado e bem gerido de toda equipe, desde a seleção das atletas, treinamento e conquistas anteriores, fez com elas soubessem que estavam prontas para alcançar o resultado, a vitória! Outros exemplos recentes foram os recordes mundiais estabelecidos pelos dois gigantes do esporte, Cielo e Bolt, homens mais rápidos do mundo na natação e atletismo. Estilos diferentes, mas a mesma fórmula. O primeiro, extremamente concentrado antes da prova, batia no peito com força como de dissesse aos próprios músculos: “Façam a sua parte! Treinei muito e estou pronto para vencer!”. O segundo, descontraído antes da largada, aguardava a partida demonstrando bom humor, de quem confia que seus músculos corresponderão à confiança que sua mente deposita neles.

Estes atletas, de diferentes nacionalidades, através do esporte, nos ensinam muito mais do que: “homens treinados são capazes de superar e estabelecer recordes”. Japoneses gastam quase 2/3 da duração de um empreendimento planejando. Americanos trabalham duro para alcançar seus objetivos. Ingleses e Alemães confiam no seu potencial e constantemente colhem bons frutos dessa atitude. Enfrentemos os desafios diários que a vida nos impõe como as nações, e seus atletas, que provam que homens e mulheres, podem transformar seus sonhos em resultados, usando de: planejamento, trabalho, confiança e bom humor.

Dimas de Castro e Silva Neto
Engenheiro Civil, Mestre em Gerenciamento da Construção
pela University of Birmingham e Professor do Curso de Engenharia Civil da UFC Cariri

“Perfumaria Barata”, de Quinta Categoria - Por: José Nilton Mariano Saraiva


Tenho muita estima pelo presidente José Sarney. Ele tem uma biografia. É um homem democrático. Deu várias lições aos brasileiros, dirigiu uma mudança dramática. Sempre foi cordial, civilizado, tem o respeito do povo. É um brasileiro que merecia uma boa imagem do seu país. É claro que o presidente Sarney sofre um ataque muitas vezes injusto. Tudo que acontecer com ele, comigo ou com outros senadores é questão pública. Mas se vamos cassar alguém? É claro que não. É meu amigo pessoal”.
(Sérgio Guerra, PRESIDENTE NACIONAL DO PSDB, em discurso no plenário do Senado Federal, terça-feira, 18.08.2009).

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Um velho adágio popular nos ensina que, “na política só entra quem é cara de pau e possui estômago de avestruz”, tantos e tão variados são os sapos e cururus que se tem de engolir (preferencialmente sem deglutir e nem fazer cara feia), ao tempo em que se há de, obrigatoriamente, exercitar com extrema desenvoltura e cínica desfaçatez, o sorriso de uma Mona Lisa (é claro que existe uma minoria que tem realmente espírito público, que faz do social uma prioridade, que se preocupa com o semelhante, que intimamente desgasta-se com toda safadeza existente nas arenas políticas da vida, cujo exemplo maior é o nosso atual mandatário).
A reflexão acima vem a propósito das recorrentes críticas ao presidente Lula da Silva, por conta da sua orientação à bancada do PT, visando à absolvição de um reconhecido mafioso e crápula como o Sarney que, queiramos ou não, trata-se de um aliado de primeira hora do governo (e, como sabemos, num regime democrático os poderes são autônomos, o que obriga o chefe do executivo a praticamente depender de uma heterogênea base de sustentação no legislativo para aprovar medidas que tenham como objetivo maior beneficiar o povo; e, para tanto, há que se compor, que se fazer concessões, que se conviver com inimigos íntimos que intimamente se desejaria mandar praquele lugar, sob pena de não se governar, de inviabilizar um governo (ou alguém acha mesmo que o presidente Lula da Silva sente-se confortável na companhia dos Collor, Sarney e Renan da vida ???); agora, se esse mesmo povo elegeu esses mafiosos, o que se há de fazer ? Entregar o governo, numa bandeja, à oposição ??? Deixar que tomem de conta do poder ???
Afinal, existirá mesmo alguma diferença entre um José Sarney e um Tasso Jereissati (dos jatinhos) da vida ??? Entre um Sérgio Guerra (viagem a Paris) e um Renan Calheiros ??? Entre um Arthur Virgílio (e seu assessor espanhol e o dinheiro emprestado do Agaciel) e um Almeida Lima ??? Entre um Ciro Gomes (viagem a Nova Iorque e ganhar sem trabalhar) e um Collor de Mello ??? Entre um Eduardo Azeredo (e as propinas do Marcos Valério) e um Romero Jucá ??? Entre um Marcone Perillo (e suas dezenas de processos na Justiça) e um Wellington Salgado ??? Evidentemente que não.
No Congresso Nacional brasileiro - e o mesmo povo que lá os colocou é que agora os julga da pior maneira possível - infelizmente, no varejo, contam-se nos dedos as exceções de praxe; no atacado, são todos uns pulhas, uns pilantras, que entraram na política para dela beneficiar-se (como, aliás, já vaticinara um certo metalúrgico há mais de vinte anos, quando “esteve” deputado federal; alguém lembra ???). Um exemplo ??? O falastrão Ciro Gomes, recém eleito Deputado Federal pelo Ceará, com mais de 600 mil votos, que, desfrutando das belezas do Rio de Janeiro (onde reside) desde a abertura do atual período legislativo mui raramente aparece para pelo menos “bater o ponto”, sob o incrível argumento de que tem “enfado daquilo” (da Câmara dos Deputados), embora não renuncie ao polpudo salário que religiosamente é creditado em sua conta ao final de cada mês. Isso é ou não desonestidade??? Então, por qual razão candidatou-se e mantém toda a família Ferreira Gomes “empregada” na política??? Simples: trata-se de um rentável meio de vida. O povo que se “exploda”, como diria o velho humorista Chico Anísio.
Portanto (e não somos filiados a nenhum partido político e, sim, com muito orgulho, eleitor incondicional do presidente Lula da Silva e da bancada esquerdista) a afirmação que o PT mudou, procede, sim, é correta. Evidentemente que o PT de hoje não é e não poderia ser o mesmo de vinte anos atrás (dos tempos do “Fora FMI”, estão lembrados ???). E por uma razão elementar: o partido, agora, tem a oportunidade e imensa responsabilidade de governar uma das maiores nações do mundo. E, nesses quase sete anos de governo, sob a batuta do presidente Lula da Silva, o tem feito com extrema competência, tem se mostrado à altura dos desafios que surgiram. Tanto é que, externamente, o Brasil já tem assento nos principais fóruns mundiais e o seu presidente (Lula da Silva) é recorrentemente citado e consultado como um dos grandes líderes mundiais da atualidade (para desespero de um certo sociólogo vendilhão da pátria e seu séqüito de bajuladores do PSDB e DEM, que quebraram o país três vezes, em apenas oito anos; verdade ou mentira ???). Em termos de futuro, temos aí a provada e comprovada competência da Petrobrás, JÁ EXPLORANDO os caudalosos poços petrolíferos da camada do pré-sal, o que colocará o país - já, já - como uma das maiores potencias mundiais da atualidade, com reflexos em todos os demais setores da vida nacional (e os tucanos não admitem isso; têm que voltar ao poder para transformar a Petrobrás em Petrobrax e privatizá-la, entregá-la de mão beijada aos abutres internacionais, razão primeira dessa desesperada tentativa de volta ao poder. Alguém tem alguma dúvida ??? ).
No front interno, reina a paz e a concórdia, já que em termos microeconômicos os programas sociais implementados pelo atual governo têm comprovadamente reduzido a pobreza, com o salário mínimo que era menos de cem dólares já ultrapassando os duzentos dólares e rumando célere para atingir os trezentos, a ponto de se constatar uma migração significativa das classes D para a C e da C para a B (e, conforme o prometido, o pobre já está se alimentando três vezes ao dia); enquanto isso, em termos macroeconômicos as nossas reservas já ultrapassaram com folga os duzentos bilhões de dólares e até já estamos até emprestando dinheiro ao FMI (é vero, acreditem, ó ilustres caras pálidas !!!).
E ainda assim, mesmo após os diversos e insistentes factóides fabricados diariamente por uma mídia comprovadamente corrupta, desonesta e beligerante (à frente a revista Veja e o jornal Folha de São Paulo), que (não é de hoje) desesperadamente tentam desestabilizar e desgastar o governo com denúncias vazias e inconseqüentes (já que nunca provadas), os resultados das mais diversas pesquisas teimam em apontar em uma só direção: o apoio ao governo do PT e ao presidente Lula da Silva representa a melhoria do nível de vida das pessoas, o crescimento do emprego e da renda, a melhoria do país como um todo e, enfim, o imenso orgulho de ser brasileiro.
Resumo de tudo isso ??? Não sejamos hipócritas. A briga é pelo poder, sim. E a data e objetivo já estabelecidos: 2010 e a sucessão presidencial. De um lado, uma candidata que já mostrou sua seriedade e competência por onde passou, (e que conta com o aval de um presidente que – INDISCUTIVELMENTE - mais fez pelos pobres e, por isso mesmo, o mais popular da história do Brasil, juntamente com o lendário JK), com a conseqüente e tranqüila garantia da manutenção do crescimento econômico com distribuição de renda e da (importantíssima) reafirmação da soberania nacional; de outro, a irresponsabilidade da volta das lesivas privatizações (com a Petrobrás em primeiro lugar), do arrocho salarial, do beneficiamento aos que tudo podem (vide a privatização das teles para a família Jereissati) e da subserviência aos interesses dos urubus sanguessugas do capital financeiro internacional (através do Daniel Dantas).
Fica claro, pois, que a força de Dilma Rousseff não se acha alicerçada apenas e tão somente nas alianças que obrigatoriamente terão que ser firmadas, mas, sim, na força do PT, na indiscutível liderança do presidente Lula da Silva e no incondicional apoio popular ao seu governo.
O resto é perfumaria barata, de quinta categoria.

Autoria e postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Enquanto isto em Brasília......


Policiais sul-americanos buscam padronizar procedimentos contra o tráfico de armas


Brasília - Trinta policiais de 14 estados brasileiros e 14 agentes de segurança de sete países sul-americanos concluem quinta-feira (27) o 6º Treinamento para o Controle e Fiscalização do Comércio Legal e Combate ao Tráfico de Armas de Fogo, Munições e Explosivos (6º Treinar). Além da troca de experiências, o curso realizado pela Secretaria Nacional de Segurança Pública, do Ministério da Justiça, visa à integração entre os agentes de segurança, identificação de ações eficazes de combate ao tráfico e padronização dos procedimentos adotados pelos diversos países. A iniciativa tem o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e custou cerca de R$ 400 mil, segundo seu coordenador, capitão Cláudio César Felipe. “Na prática, significa verificar quais países têm a conduta mais aplicável de combate ao tráfico internacional de armas de fogo e tomar isso como base para os demais países da América do Sul”, disse o capitão. Para ele, a venda ilegal de armas é a "mola propulsora para qualquer outro crime".

O curso, com 130 horas de duração, inclui aulas de rastreamento de armas, munições e explosivos; identificação de explosivos; grupos criminosos armados transnacionais; armamento e tiro; sobrevivência policial em situações de alto risco e coleta de provas e preservação do local do crime. Segundo o ministério, algumas das técnicas poderão ser empregadas em eventos realizados em várias cidades simultaneamente, como a Copa do Mundo de 2014. Participantes do treinamento ouvidos pela Agência Brasil destacaram a oportunidade de conhecer a realidade de outros países como algo que irá contribuir para o desempenho de suas tarefas. De acordo com o tenente do Batalhão de Operações Especiais (Bope) de Mato Grosso, Marcos Paccola, a troca de experiências evidenciou que somente a ação integrada – tanto no âmbito interno quanto com os países vizinhos – será capaz de deter o avanço das quadrilhas dedicadas ao tráfico de armas.

“Não adianta erguer um muro de uma ponta a outra da fronteira, com uma única porta de entrada. Temos é que investir em inteligência e no monitoramento para tentar quebrar as quadrilhas em suas origens”, disse Paccola. “Não adianta ficarmos aqui no Brasil secando gelo, pegando as armas que estão em mãos de traficantes, se essas armas vêm do Paraguai, da Bolívia, ou de onde quer que seja. A melhor medida é procurar identificar de onde sai esse armamento, as grandes fábricas e os grandes polos de exportação ilícita”, concluiu o tenente. Segundo o capitão Cláudio Felipe, ao fim de cada edição do Treinar, é feito um relatório com as considerações dos participantes. Além das considerações sobre o próprio curso, os policiais indicam as dificuldades que encontram no dia a dia e opinam sobre como melhorar a estratégia de combate às atividades ilícitas em regiões fronteiriças. “Normalmente, são citadas as dificuldades para maior integração entre os órgãos [dos diversos países] e a facilidade que as pessoas que mexem com tráfico de armas têm em relação às legislações locais. Essas pessoas veem as falhas e as lacunas na legislação de que podem se valer”, ressaltou Felipe. Diretora de Operações e Logística do Registro Nacional de Armas, órgão vinculado ao Ministério de Justiça da Argentina, Lucia Gomes Consolia concorda que a disparidade entre as diferentes legislações nacionais beneficia os traficantes. E cita a Tríplice Fronteira, formada pelo Brasil, a Argentina e o Paraguai.

“A Tríplice Fronteira sempre foi um problema. O Brasil e a Argentina têm normas muito parecidas, legislações similares, mas é preciso que o Paraguai também sancione leis com os mesmos critérios, algo que o país já está discutindo. Creio que com todos os países operando da mesma maneira, vamos poder combater o tráfico ilegal de armas”, disse a representante argentina. Além dos convidados da Argentina, do Paraguai, Uruguai, da Bolívia, do Peru, da Venezuela e do Suriname, participam do treinamento policiais federais, rodoviários federais e civis do Distrito Federal, Acre, Amapá, Amazonas, de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, do Pará, Paraná, de Pernambuco, do Rio de Janeiro, de Santa Catarina, Rondônia e Roraima.

Alex Rodrigues
Edição: Nádia Franco
Agência Brasil


O paradeiro de Belchior – Por Beto Fernandes

Na manhã desta terça-feira saiu nota no Jornal O Povo sobre o paradeiro de Belchior.

“O sobrinho do cantor Belchior, Pedro Belchior, disse em entrevista ao programa Mix Fone, comandado por Alexandre Lima, da rádio MIX, na tarde de ontem, que o cantor está descansando em uma casa na praia da Baleia. Segundo Pedro, a família passou um tempo sem notícias do cantor, mas que hoje sabe onde ele está.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Foto: Radio Itatiaia

Ministério da Saúde registra queda de 47,9% dos casos de dengue no país

Brasília - O número de casos de dengue registrados no país diminuiu 47,9% entre janeiro e 4 de julho deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. De acordo com o relatório parcial do Ministério da Saúde, divulgado hoje (24), foram notificados 387.158 casos da doença, em 2009, contra 743.517, em 2008. Em 20 estados e no Distrito Federal, houve redução no número de pessoas com dengue. O estado do Rio de Janeiro registrou a maior queda, 96,2%. Já o Acre, Amapá, a Bahia, o Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentaram crescimento. Os casos registrados em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul foram importados, ou seja, de pessoas que contraíram a doença fora do estado.

O boletim mostra ainda uma redução de 65,7% nas mortes em decorrência da dengue. De acordo com os dados, até o início de julho, ocorreram 156 óbitos este ano, contra 455 no mesmo período do ano passado. O ministério informa que a mobilização para evitar um agravamento do quadro de dengue em 2009 foi intensificada em outubro de 2008, meses antes do início do período de maior transmissão da doença, que vai de janeiro a maio.

Da Agência Brasil

"Quem irá se desculpar? " Postado por Darlan Reis Jr.

"QUEM MENTIU?

Elio Gaspari é um jornalista com apreço pela verdade. Como todo mundo, pode cometer erros e os comete mas, eu suponho, sua intenção é publicar a verdade, ou o que julga ser a verdade. A notícia deve ter como ponto de partida a verdade factual. Dois exemplos de erros factuais cometidos por Elio Gaspari, os dois contra o governo Lula:
No dia 7 de setembro de 2003 Gaspari divulgou uma informação chocante: o Palácio do Planalto comprava dois tipos diferente de papel higiênico, o extrafino e o interfolhado.
“É com imenso pesar que aqui se transcrevem os termos do pregão 030/2003, convocado pelo Palácio do Planalto:
Objeto:
Aquisição de papéis diversos de higienização pessoal visando suprir os estoques da Coordenação Geral de Patrimônio, Engenharia e Transporte da Presidência da República (almoxarifado) por um período estimado de quatro meses, acrescida da margem de segurança de três meses para manutenção do estoque mínimo.
Das especificações e quantidades:
1) Papel higiênico extrafino, folha dupla, neutro. Medindo dez centímetros por 30 metros, cor branca, alta qualidade, 100% puro celulose, picotado e liso (2.560 rolos).
2) Papel higiênico interfolhado, folha dupla, medindo 11 centímetros por 21 metros, 100% celulose, matéria-prima virgem, cor branca, macio, resistente, hidrossolúvel, folhas intercaladas, compatível com porta-papel higiênico marca Ideal.
São dois, portanto, os tipos de papel higiênico usados no Planalto. Admitindo-se que sirvam para a mesma coisa e sabendo-se que, nesse uso, só há um lado (o de fora), bem que o chefe da Casa Civil, comissário José Dirceu, poderia dizer como funciona o processo de seleção petista para decidir quem rola no “extrafino” e quem milita no “interfolhado”.
Felizmente não era verdade. Gaspari admitiu o erro em sua coluna seguinte, no dia 14 de setembro de 2003:
“Foi injusta a insinuação de que o Palácio do Planalto mandou comprar papel higiênico de duas qualidades diferentes. O palácio licitou dois tipos de papel porque são dois os modelos de suporte existentes em seus banheiros. Em alguns casos, usam-se rolos, e em outros, caixinhas com papel interfolhado, aquele que, puxando-se um pedaço, aparece a ponta da folha seguinte. Os dois tipos de papel não são iguais, mas são semelhantes na qualidade.”
Em sua coluna de 29 de fevereiro de 2004 na FSP ele descrevia o pífio resultado da economia do governo Lula se comparado aos governos anteriores (faz tempo), e informava que o governo brasileiro gastava “cerca de R$ 3 bilhões anuais com produtos” da Microsoft. Para quem conhecia o estímulo do governo ao uso de softwares livres, a informação era chocante.
Felizmente também não era verdade. Gaspari admitiu o erro em sua coluna seguinte, no dia 7 de março de 2004:
“O governo federal não compra R$ 3 bilhões por ano de produtos da Microsoft. No ano fiscal de 2003, todos os negócios da empresa no Brasil somaram R$ 925 milhões. Disso, apenas 6% representam vendas para os governos federal, estaduais e municipais.”
Um erro considerável: de 6 bilhões gastos pelo governo Lula a conta baixou para 55 milhões gastos por todos os governos do país, municipais, estaduais e federal.

É possível que muitos dos leitores dos erros factuais publicados em destaque por Elio Gaspari não tenham lido suas correções, bem mais discretas, uma semana depois. Como jornalista, no entanto, ele fez o que tinha que fazer: admitiu o erro, no mesmo espaço.
Em sua coluna de hoje Gaspari comete mais um erro factual, outra vez prejudicial ao governo Lula. Gaspari informa que a ex-secretária Lina Vieira, que afirma ter sido chamada pela Ministra Dilma para uma reunião na Casa Civil, “estimou que o encontro pode ter ocorrido no dia 19 de dezembro passado”. Informa também que desapareceram os dados da agenda da Ministra relativos ao dia 19. Gaspari mais do que insinua que o tal desaparecimento tenha sido intencional:
“Quem quer acreditar nessa versão é obrigado a supor que aconteceu uma enorme coincidência.”
Pois vários blogs e a revista Carta Capital, que chegou as bancas antes da edição de domingo da Folha de São Paulo, informa que o tal encontro que Lina Vieira, a Folha, O Globo e o Estadão dizem ter acontecido no dia 19 de dezembro, não pode ter acontecido no dia 19, Lina estava a caminho do Rio Grande do Norte, Dilma passou o dia em atividades públicas.
Não é o caso de afirmar que Elio Gaspari tenha com a verdade uma “relação agreste”. Acreditemos em coincidências, esperando, para a próxima semana, que ele corrija mais este erro factual que cometeu contra o governo Lula.

“A verdade não é um desejo”, ensina Todorov. Merval Pereira, Mônica Valdvoguel, Clovis Rossi, Fernando Rodrigues, Elio Gaspari, Carlos Monforte, Carlos Alberto Sardemberg e outros jornalistas afirmaram ou insinuaram que Dilma Roussef mentiu ao negar a reunião com Lina Vieira. Vamos ver, no fim desta história, quem mentiu e quem vai ter que pedir desculpas."

Jorge Furtado

Escrito por Jorge Furtado no Blog do Luís Nassif.

Sarney tenta não falar de crise, mas Suplicy lembra denúncias


Brasília - A tentativa do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de colocar o Senado em um clima mais ameno acabou não surtindo efeito na tarde de ontem (24). Depois de ter visto, na semana passada, o Conselho de Ética do Senado arquivar as denúncias que pesavam contra ele, com ajuda de senadores do PT, Sarney tentou discursar somente sobre o centenário da morte de Euclides da Cunha, comemorado no último dia 15. No entanto, ao final do discurso que durou mais de meia hora, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) voltou a pedir esclarecimentos sobre as denúncias de quebra de decoro que provocaram as representações contra o presidente do Senado.

“A situação não está bem resolvida. O arquivamento das representações não resolveu suficientemente os problemas do Senado", disse Suplicy. O petista ainda criticou o presidente Sarney dizendo que a entrevista concedida por ele à Globo News não cumpriu a função de "reconhecer os próprios erros".

“Quando Vossa Excelência observou que não cometeu qualquer falta, que não sente culpa de coisa alguma, ora presidente Sarney. Há ocasiões que, se erros cometemos, é importante reconhecermos", disse. "Se Vossa Excelência não se deu conta que alguns procedimentos não foram adequados, seria importante ouvir seus companheiros no Senado sobre algumas coisas que muitos de nós não consideramos o mais adequado e gostaríamos de transmitir isso a Vossa Excelência. O reconhecimento dos próprios erros também é importante", disse Suplicy. Sarney reagiu irritado dizendo que Suplicy não o tratou com educação ao questioná-lo em plenário, quando discursava sobre o escritor. Para Sarney, Suplicy agiu por "paixão política".

"Vossa Excelência coloca neste gesto um gesto que não é de Vossa Excelência. A não ser que tenha sido tomado por paixão política para que tenha desrespeitado as regras da educação e convivência parlamentar. Eu coloquei todas as acusações feitas à minha presidência do Senado. Se Vossa Excelência tiver alguma a apontar, coloque se é da minha primeira presidência, da segunda. Se naquela época não protestou, qual tomamos nos últimos cinco meses se não corrigir o Senado? Mas não quero arranhar a memória de Euclides da Cunha", afirmou. A reação de Sarney deu início a uma troca de farpas entre os dois senadores. "As pessoas desejam um esclarecimento mais cabal que as dúvidas sobre os conteúdos das representações sejam dirimidas. Eu ouvi discursos de Vossa Excelência, fiquei com muitas dúvidas, gostaria de vê-las esclarecidas", retrucou o petista.

Desde que o Conselho de Ética decidiu arquivar 11 processos contra Sarney, é a primeira vez que ele discursou no plenário do Senado. Além de Sarney e Suplicy, mais quatro senadores estavam em plenário no momento do debate: Mão Santa (PMDB-PI), Mozarildo Cavancalti (PTB-RR), Geraldo Mesquita (PMDB-AC) e Roberto Cavalcanti (PRB-PB).

Luciana Lima
Repórter da Agência Brasil

Arte no Cariri - Bonecas são expostas na Itália - Reportagem: Antonio Vicelmo

Bonecas da infância inspiraram a psicodramatista Elisete Garcia a utilizá-las em terapias de grupo. Elas são fabricadas por mulheres do Crato, embaixo de uma mangueira (Foto: Antônio Vicelmo)

Crato. A arte das mulheres bonequeiras estará presente no 17º Congresso Internacional de Psicoterapia de Grupo, que foi aberto ontem, em Roma, Itália, com a participação de 1.300 profissionais da área da saúde vindos de várias partes do mundo. A informação é da psicodramatista cratense Elisete Leite Garcia, que participa do encontro com uma coleção de bonecas de pano que foram fabricadas debaixo de um pé de manga, pelas bonequeiras do município do Crato. Elisete vai apresentar um tatadrama ancorado no pensamento do filósofo Platão, segundo o qual, "você pode descobrir mais sobre uma pessoa em uma hora de brincadeira do que em um ano de conversa". O tatadrama, de acordo com a psicodramatista Elisete, é um processo sócio-educacional que cria um espaço para vivência, reflexões e buscas de ações transformadoras do ser por meio do personagem representado pelas bonecas de pano.

Educação

A utilização das bonecas como instrumento educacional nasceu de um sonho de criança. Elisete saiu da cidade do Crato com menos de seis anos de idade. Em São Paulo, depois de formada, lembrou-se das bonecas de pano que embalaram seus castelos de areia e suas mais ternas memórias da meninice no Interior. A partir disso, a psicodramatista descobriu que estas bonecas poderiam ser utilizadas numa atividade lúdica, que resgatasse e despertasse a criatividade, a imaginação, a espontaneidade, a integração e a identidade nas pessoas. Elisete, então, voltou ao Crato, onde reuniu um grupo de mulheres para a fabricação de bonecas. A atividade tornou-se uma terapia de grupo. Debaixo de uma mangueira, no quintal da casa de uma das artesãs, as mulheres conversam, trocam idéias, se atualizam sobre o que acontece no mundo e na vida de cada uma, enquanto fabricam bonecas, que são vendidas na região e que também são levadas para a capital paulista.

Nos braços e nos sonhos de Elisete, as bonecas participaram de exposições no Ceará e no exterior. Agora estão na Itália, participando de um dos maiores encontros dessa linha de trabalhos terapêuticos e educacionais. "As bonecas fazem emergir o inconsciente, revelam aptidões, desejos, aspirações e necessidades", diz Elisete.

Mais informações
Bonequeiras do Crato
Avenida Perimetral, 235c, bairro São Miguel
(88) 9911.6617

ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaborador do Jornal Chapada do Araripe


Previsão do Tempo e Almanaque - 25 de Agosto de 2009

Bom dia, meus amigos do Blog do Crato, neste dia 25 de Agosto de 2009. Começa finalmente, a temporada de calor no Crato. Quem reside por esta região do cariri, sabe que sempre que termina a nossa tradicional ExpoCrato, é tempo de se preparar para o calor dos meses terminados em BRO ( setembro, outubro... ). E será assim até Dezembro mesmo, quando somente em Janeiro, as altas temperaturas começam a arrefecer. A previsão do tempo para hoje em Crato, segundo o site Climatempo, é de Sol, com poucas núvens. Dfinitivamente, Não Chove!


ALMANAQUE

No dia 25 de agosto, a Igreja Católica comemora o dia de São Luiz IX

Luís IX, rei da França, nasceu no dia 25 de abril de 1215, no castelo real de Poissy. Era filho de Luís VIII e de Branca de Castela, ambos piedosos e zelosos, que o cercaram de cuidados, especialmente após a morte do primogênito. Trataram pessoalmente da sua educação e formação religiosa. Foram tão bem sucedidos que Luís IX tornou-se um dos soberanos mais benevolentes da história, um fervoroso cristão e fiel da Igreja. Com a morte prematura do seu pai em 1226, a rainha, sua mãe, uma mulher caridosa, de grandes dotes morais, intelectuais e espirituais, tutelou o filho, que foi coroado rei Luís IX, pois ele era muito novo para dirigir uma Corte sozinho. Tomou as rédeas do poder e manteve o filho longe de uma vida de depravação e de pecado, tão comum das cortes. Mas Luís, já nessa idade, possuía as virtudes que o levaram à santidade - a piedade e a humildade -, e que o fizeram o modelo de "rei católico". Em 1235, casou-se com Margarida de Provença, uma jovem princesa, que, assim como ele, cultivava grandes virtudes. O marido reinou com justiça e solidariedade. Possuía um elevado senso de piedade, incomum aos nobres e poderosos de sua época. Tinha coração e espírito sempre voltados para as coisas de Deus, lia com freqüência a Sagrada Escritura e as obras dos santos Padres e aconselhava-as a todos os seus nobres da Corte. Com o auxilio da rainha, fundou igrejas, conventos, hospitais, abrigos para os pobres, órfãos, velhos e doentes. O casal real teve dez filhos, todos educados como eles e por eles. E o resultado dessa firme educação cristão foram reis e rainhas de muitas cortes, que governaram com sabedoria, prudência e caridade.

Depois de ter adquirido de Balduíno II, imperador de Constantinopla, a coroa de espinhos de Cristo, que, segundo a tradição, era a mesma usada na cabeça de Jesus, ele mandou erguer uma belíssima igreja para abrigá-la numa redoma de cristal. Trata-se da belíssima Sainte-Chapelle, que pode ser visitada em Paris. Acometido de uma grave doença, em 1245 Luís IX quase morreu. Então, fez uma promessa: caso sobrevivesse, empreenderia uma cruzada contra os turcos muçulmanos que ocupavam a Terra Santa. Quando recuperou a saúde, em 1248, apesar das oposições da Corte, cumpriu o que havia prometido. Preparou um grande exército e, por várias vezes, comandou as cruzadas para a Terra Santa. Mas em nenhuma delas teve êxito. Primeiro, foi preso pelos muçulmanos, que o mantiveram no cativeiro durante seis anos. Depois, numa outra investida, quando se aproximava de Tunis, foi acometido pela peste e ali morreu, no dia 25 de agosto de 1270. Os cruzados voltaram para a França trazendo o corpo do rei Luís IX, que já tinha fama e odor de santidade. O seu túmulo tornou-se um local de intensa peregrinação, onde vários milagres foram observados. Assim, em 1297 o papa Bonifácio VIII declarou santo Luís IX, rei da França, mantendo o culto já existente no dia de sua morte.

HOJE NA HISTÓRIA

A Renúncia de Jânio Quadros

Em 25/08/1961, após apenas seis meses de mandato, o Presidente Jânio Quadros renuncia ao poder e busca asilo na Austrália. O presidente da Câmara, Ranieri Mazilli, assume a presidência, uma vez que o vice, Jango, está em viagem à China.

Nascido no estado de Mato Grosso (na porção que hoje corresponde ao Mato Grosso do Sul), mas criado desde cedo na capital paulista. Em 1947 foi eleito suplente de vereador na cidade de São Paulo pelo Partido Democrata Cristão (o mesmo partido do jovem André Franco Montoro, a quem enfrentaria em uma eleição estadual 35 anos depois). Com a cassação dos mandatos dos parlamentares do Partido Comunista Brasileiro (por determinação geral do então presidente Eurico Gaspar Dutra), pôde assumir uma cadeira na Câmara Municipal, desempenhando mandato entre 1948 e 1950. Na ocasião ficou conhecido como o maior autor de proposições, projetos de lei e discursos de todas as casas legislativas do país no período, assinando ainda a grande maioria das propostas e projetos considerados favoráveis à classe trabalhadora. Na seqüência foi consagrado como o deputado estadual mais votado, com mandato entre 1951 e 1953.

Prefeito e governador

A seguir foi eleito prefeito da cidade de São Paulo, exercendo a função de 1953 a 1954, abandonando o cargo no ano seguinte à posse, com o objetivo de concorrer às eleições para governador. Seu vice, que assumiu no restante do mandato, foi José Porfírio da Paz, que também foi autor do hino do São Paulo Futebol Clube. Ganhou o pleito sobre o favorito Ademar de Barros (um de seus maiores inimigos políticos) por uma pequena margem de votos, de cerca de 1%. Sua gestão foi entre 1955 e 1959. Durante o mandato (seu único que pode ser considerado exercido por inteiro), procurou executar ações que passassem uma imagem de moralização da administração pública e de combate à corrupção (uma prática comum era a das visitas surpresa às repartições públicas, a fim de verificar a qualidade do serviço oferecido à população) aliadas a um empreendedorismo que buscava destaque e projeção, seja na criação de novos serviços e órgãos ou na construção de grandes obras, como pode se verificar, por exemplo, na criação do Complexo Penitenciário do Carandiru. Assim, angariou grande popularidade e se consagrou como um líder entre os paulistas. A presidência da República seria o passo a seguir mas, no final de 1958, para não passar um "tempo ocioso" na política, se candidatou e se elegeu deputado federal pelo estado do Paraná, com o maior números de votos, mas não assumiu o mandato. Em lugar disso, preparou sua candidatura à presidência pelo Partido Democrata Cristão, com apoio da União Democrática Nacional (UDN). Utilizou como mote da campanha o "varre, varre vassourinha, varre a corrupção", cujo jingle tinha como versos iniciais:

"varre, varre, varre, varre vassourinha / varre, varre a bandalheira / que o povo já tá cansado / de sofrer dessa maneira / Jânio Quadros é a esperança desse povo abandonado!, e também se dizia "homem do tostão contra o milhão".

Rápida ascensão política


Jânio chegou à presidência da República de forma muito veloz. Em São Paulo, exerceu sucessivamente os cargos de vereador, deputado, prefeito da capital e governador do estado. Tinha um estilo político exibicionista, dramático e demagógico. Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele cunhada: varrer toda a sujeira da administração pública. Por isso o seu símbolo de campanha era uma vassoura.

Presidente da República

Foi eleito presidente em 3 de outubro de 1960 pela extinta UDN (União Democrata Nacional), para o mandato de 1961 a 1966, com 5,6 milhões de votos - a maior votação até então obtida no Brasil - vencendo o marechal Henrique Lott de forma arrasadora, por mais de dois milhões de votos. Porém não conseguiu eleger o candidato a vice-presidente de sua chapa, Milton Campos (naquela época votava-se separadamente para presidente e vice). Quem se elegeu para vice-presidente foi João Goulart, do Partido Trabalhista Brasileiro. Os eleitos formaram a chapa conhecida como chapa Jan-Jan. Qual a razão do sucesso de Jânio Quadros? Castilho Cabral, presidente do antigo Movimento Popular Jânio Quadros, sempre se perguntava por que esse moço desajeitado conseguiu realizar, em menos de quinze anos, uma carreira política inteira - de vereador a Presidente da República - que não tem paralelo na história do Brasil. Jânio não alcançou o poder na crista de uma revolução armada, como Getúlio Vargas. Não era rico, não fazia parte de algum clã, não tinha padrinhos, não era dono de jornal, não tinha dinheiro, não era ligado a grupo econômico, não servia aos Estados Unidos nem à Rússia, não era bonito, nem simpático. O que era, então, Jânio Quadros?

Hélio Silva, em seu livro A Renúncia, tenta explicar:

Jânio trazia em si e em sua mensagem, algo que tinha que se realizar. E que excedia, até mesmo execedeu, sua capacidade de realização ... Todo um conjunto de valores e uma conjugação de interesses somavam-se em suas iniciativas e aliavam-se, nas resistências que encontrou. Analisada, a renúncia não tem explicação. Ou melhor, nenhuma das explicações que lhe foram dadas satisfaz. Jânio representava a promessa de revolução pela qual o povo ansiava. Embora Jânio fosse considerado um conservador - era declaradamente anticomunista - seu programa de governo foi um programa revolucionário. Propunha a modificação de fórmulas antiquadas, uma abertura a novos horizontes, que conduziria o Brasil a uma nova fase de progresso, sem inflação, em plena democracia. Assumiu a presidência (pela primeira vez a posse se realizava em Brasília) no dia 31 de janeiro de 1961. Embora tenha feito um governo curtíssimo - que só durou sete meses - pôde, nesse período, traçar novos rumos à política externa e e orientar, de maneira singular, os negócios internos. A posição ímpar de Cuba nas Américas após a vitória de Fidel Castro e a descoberta da África, um novo continente, mereceu sua atenção. Comenta Hélio Silva em A Renúncia: Foi em seu Governo, breve mas meteórico, que se firmaram diretrizes tão avançadas que, muitos anos passados, voltamos a elas, sem possibilidade real de desconhecer as motivações que as inspiraram. Para combater a burocracia, tomou emprestado a Winston Churchill - que usara o método durante a Guerra - o hábito de comunicar-se com ministros e assessores diretamente por meio de memorandos - apelidados pela imprensa oposicionista de os bilhetinhos de Jânio - os quais funcionário ou ministro algum ousava ignorar. Adquirira esse hábito, que causou estranheza a alguns conservadores - e era até objeto de chacotas da oposição - no governo de São Paulo. Um mestre inato da arte da comunicação, Jânio, no intuíto de se manter diariamente na "ribalta", utilizava factóides como a proibição do biquíni nos concursos de miss, a proibição das rinhas de galo, a proibição de lança-perfume em bailes de carnaval, e a tentativa de regulamentar o carteado.

Jânio condecorou, no dia 19 de agosto de 1961, com a Grã Cruz da ordem Nacional do Cruzeiro do Sul Ernesto Che Guevara, o guerrilheiro argentino que fora um dos líderes da revolução cubana - e era ministro daquele país - em agradecimento por Guevara ter atendido a seu apelo e libertado mais de vinte sacerdotes presos em Cuba, que estavam condenados ao fuzilamento, exilando-os na Espanha. Jânio fez esse pedido de clemência a Guevara por solicitação de dom Armando Lombardi, Núncio apostólico no Brasil, que o solicitou em nome do Vaticano. A outorga da condecoração foi aprovada no Conselho da Ordem por unanimidade, inclusive pelos três ministros militares. As possíveis consequências desse ato foram mal calculadas por Jânio. Sua repercussão foi a pior possível e os problemas já começaram na véspera, com a insubordinação da oficialidade do Batalhão de Guarda que, amotinada, se recusava a acatar as ordens de formar as tropas defronte ao Palácio do Planalto, para a execução dos hinos nacionais dos dois países e a revista. Só a poucas horas da cerimônia, já na manhã do dia 19, conseguiram os oficiais superiores convencer os comandantes da guarda a se enquadrar . A oposição aproveitou-se desse mero ato de cortesia, feita a um governante que havia prestado um favor ao Brasil, para transformá-lo em tempestade num copo d'água. Na imprensa e no Congresso começaram a surgir violentos protestos contra a condecoração de Guevara. Alguns militares ameaçaram devolver suas condecorações em sinal de protesto. Em represália ao que foi descrito como um apoio de Jânio ao regime ditatorial de Fidel, nesse mesmo dia, Carlos Lacerda entregou a chave do Estado da Guanabara ao líder anticastrista Manuel Verona, diretor da Frente Revolucionária Democrática Cubana, que se encontrava viajando pelo Brasil em busca de apoio à sua causa. A Política Externa Independente (PEI) , criada por San Tiago Dantas (juntamente com Afonso Arinos e Araújo Castro) e adotada por Jânio, introduziu grandes mudanças na política internacional do Brasil. O país transformou as bases da sua ação diplomática e esta mudança representou um ponto de inflexão na história contemporânea da política internacional brasileira, que passou a procurar estabelecer relações comerciais e diplomáticas com todas as nações do mundo que manifestassem interesse num intercâmbio pacífico. Inaugurada em seu governo, foi firmemente conduzida pelo chanceler Afonso Arinos de Melo Franco. A inovação não era bem vista pelos Estados Unidos da América nem por vários grupos econômicos que se beneficiavam da política anterior e nem pela direita nacional, em especial por alguns políticos da UDN, que apoiara Jânio Quadros na eleição. Enquanto o chanceler Afonso Arinos discursava no Congresso Nacional e divulgava, pela imprensa, palavras que conseguiam tranqüilizar alguns setores mais esclarecidos da opinião pública, a corrente que comandava a campanha de oposição à nova política externa, liderada por Carlos Lacerda, Roberto Marinho (rede Globo), Júlio de Mesquita Filho (O Estado de S. Paulo) e Dom Jaime de Barros Câmara (arcebispo do Rio de Janeiro), ganhava terreno entre a massa propriamente dita, a tal ponto que alguns de seus eleitores começaram a acusar Jânio de estar levando o Brasil para o comunismo. Essa inovadora política externa de Jânio também provocou algumas resistências nos meios militares. O almirante Penna Botto, que havia protagonizado a deposição de Carlos Luz no episódio do Cruzador Tamandaré, chegou a lançar, em 1961, um livro intitulado A Desastrada Política Exterior do Presidente Jânio Quadros.

Por outro lado as duras medidas internas, que visavam a combater a inflação - que foi crescente durante o governo JK - e já grassava solta após a inauguração de Brasília, bem como algumas medidas que visavam reorganizar a economia, desagradavam à esquerda. Jânio reprimia os movimentos esquerdistas, pelos quais não tinha simpatia alguma, e muitos deles eram liderados por João Goulart. Sua política de austeridade, baseada principalmente no congelamento de salários, restrição ao crédito e combate à especulação, desagradava inúmeros setores influentes. Jânio nunca teve um bom esquema de sustentação no Congresso Nacional. Sua eleição se deu ao arrepio das forças políticas que compunham esse Congresso, que fora eleito em 1958, e já não mais correspondia às necessidades e às aspirações do eleitorado, que mudara de posição. Diz Hélio Silva, em A Renúncia: O resultado do pleito em que Jânio recebeu quase 6 milhões de votos rompeu o controle das cúpulas partidárias.

A renúncia

"Ao Congresso Nacional. Nesta data, e por este instrumento, deixando com o Ministro da Justiça, as razões de meu ato, renuncio ao mandato de Presidente da República. Brasília, 25.8.61."

Carlos Lacerda, governador do estado da Guanabara, - o derrubador de presidentes - percebendo que Jânio fugia ao controle das lideranças da UDN, mais uma vez se colocou como porta-voz da campanha contra um presidente legitimamente eleito pelo povo (como havia feito com relação a Getúlio Vargas e tentado, sem sucesso, com relação a Juscelino Kubitschek). Não tendo como acusar Jânio de corrupto, tática que usou contra seus dois antecessores, decidiu impingir-lhe a pecha de golpista. Em um discurso no dia 24 de Agosto de 1961, transmitido em cadeia nacional de rádio e televisão, Lacerda denunciou uma suposta trama palaciana de Jânio e acusou seu Ministro da Justiça, Oscar Pedroso Horta, de tê-lo convidado a participar de um golpe de estado. Na tarde de 25 de agosto, Jânio Quadros, para espanto de toda a nação, anunciou sua renúncia, que foi prontamente aceita pelo Congresso Nacional. Especula-se que talvez Jânio não esperasse que sua carta-renúncia fosse efetivamente entregue ao Congresso. Pelo menos não a carta original, assinada, com valor de documento. O popular rádio jornal daquela época, o Repórter Esso, em edição extraordinária, no dia 25 de agosto, atribuiu a renúncia a "Forças ocultas", frase que Jânio não usou, mas que entrou para a história do Brasil e que muito irritava Jânio, quando perguntado sobre ela. Cláudio Lembo, que foi Secretário de Negócios Jurídicos da Prefeitura durante o segundo mandato de Jânio, recorda dois pedidos de renúncia que Jânio lhe entregou - e preferiu guardar no bolso. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo disse Lembo: Ele fazia isso em momentos de tensão ou muito cansaço, ou de "stress", como os jovens dizem hoje. Era aquele cansaço da luta política, de quem diz 'vou embora'. Mas não era para valer.

Era voz corrente, na ocasião, que os congressistas não dariam posse ao vice-presidente, João Goulart, cuja fama de "esquerdista" agravou-se após Jânio tê-lo enviado habilmente em missão comercial e diplomática à China. Essa fama de "esquerdista" fora atribuída a Jango quando ele ainda exercia o cargo de ministro do Trabalho no governo democrático de Getúlio Vargas (1951-1954), durante o qual aumentou-se o salário mínimo a 100% e promoveu-se reforma agrária – atitudes essas consideradas suficientemente "comunistas" pelos setores conservadores na época. Por outro lado especula-se que Jânio estaria certo de que surgiriam fortes manifestações populares contra sua renúncia, com o povo clamando nas ruas por sua volta ao poder - como ocorreu com Charles de Gaulle. Por isso Jânio permaneceu por horas aguardando dentro do avião que o levaria de Brasília a São Paulo. Tudo indica, entretanto, que algum tipo arranjo foi feito, nos bastidores da política, para impedir que a população soubesse em que local Jânio se encontrava nos momentos mais cruciais - imediatamente após a divulgação de sua carta de renúncia.

Jânio Quadros alegou a pressão de "forças terríveis" que o obrigavam a renunciar, forças que nunca chegou a identificar. Com sua renúncia abriu-se uma crise, pois os ministros militares vetavam o nome de Goulart. Assumiu provisoriamente Ranieri Mazzili, enquanto acontecia a Campanha da Legalidade; nesta campanha destacou-se Leonel Brizola, governador do Rio Grande do Sul e cunhado de Jango. Com a adoção do regime parlamentarista, e consequente redução dos poderes presidenciais, finalmente os militares aceitaram que Goulart assumisse. O primeiro Primeiro-Ministro do Brasil foi Tancredo Neves. A experiência parlamentarista, contudo, foi revogada por um plebiscito em 6 de janeiro de 1963, depois de também terem sido primeiros-ministros Brochado da Rocha e Hermes Lima.

Fontes: Climatempo, Wikipedia, 10emTudo, Edições Paulinas

Pensamentos do Dia - Terça-Feira, 25 de Agosto de 2009



"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando, falei muitas vezes como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da platéia que sorria."

Charles Chaplin

"Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo."

Pitágoras

Notícias do Crato para o Dia 25 de Agosto de 2009


25-08-2009
Crato realiza audiência pública dia 10 para debater projeto da Encosta do Seminário

Será realizada no próximo dia 10, em Crato, audiência pública para debater o projeto da Encosta do Seminário, uma das obras importantes contidas no Plano de Requalificação Urbana, avaliada em cerca de R$ 8 milhões. Com isso, estarão presentes segmentos representativos da sociedade, ambientalistas, técnicos, Secretaria das Cidades e Prefeitura Municipal do Crato, além dos moradores da área que serão beneficiados com a desapropriação. A obra está prevista para ser iniciada ainda este semestre. A audiência será realizada no Teatro Municipal Salviano Arraes Saraiva. Segundo o prefeito do Crato, Samuel Araripe, que desde a sua primeira administração vem lutando para concretização desse projeto para o município, esta será uma grande obra. Ele lembra que os recursos são oriundos do Banco Mundial, via Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura. Equipes do Banco Mundial, da Prefeitura, do Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades, já visitaram os locais onde serão desenvolvidos projetos de construção como a Encosta do Seminário, além das praças centrais e centro de convenções já em execução.

Para Samuel Araripe, essa vai ser uma obra muito importante porque, em primeiro lugar, recupera a vegetação da encosta e, em segundo lugar, se constrói cem casas para tirar famílias que habitam hoje área de risco. Ressalta, ainda que serão corrigidas quatro erosões que existem no morro, uma delas denominada vulcão, a outra de frente ao Seminário São José, a cinco metros do asfalto, o que o prefeito classifica como um problema gravíssimo. E duas outras que nasceram nas proximidades do campo do Esporte. Serão construídos, dentro dessa obra, quatro mirantes para fortalecer o turismo naquela área. “É um mega projeto que foi amplamente discutido e se Deus quiser, no ano de 2010 estaremos com essa obra pronta”, completa o prefeito.

Prefeito do Crato participa de reunião em Fortaleza para discutir obras do PAC

O prefeito Municipal do Crato, Samuel Araripe, esteve em Fortaleza, na última semana, para discutir projetos relacionados à infra-estrutura e saneamento a serem destinados a diversas áreas no município. O chefe do executivo cratense participou de reunião, na Secretaria das Cidades do Estado, onde se reuniu com técnicos para debater detalhes do projeto ligado ao Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, no qual o Crato está inserido. Ao todo, serão investidos cerca de R$ 8 milhões em obras de melhoria do saneamento básico no município, com recursos oriundos do PAC.

Governo do Crato convida a comunidade a participar do Plano Plurianual Participativo.

A Prefeitura Municipal do Crato convida a comunidade a participar das reuniões do Plano Plurianual Participativo.

Os encontros acontecerão na sede e nos distritos.

Próxima quarta-feira, dia 26 os encontros acontecem nos distritos e na quinta, 27 na sede do município.

Programação nos Distritos:

26 de agosto, quarta-feira - Distritos: Dom Quintino, de 8 as 11 horas; Ponta da Serra e Bela Vista- de 9 as 12 horas, no Ginásio José Bezerra de Brito; Monte Alverne, de 14 as 17 horas; Santa Fé, de 15 as 18 horas, na Escola Paulo Soares Limaverde; Santa Rosa e Baixio, de 19 as 22 horas, na Escola Rosa Ferreira de Macedo.

27 de agosto, quinta-feira - Sede e demais distritos: No Cine Teatro Salviano Arraes Saraiva, de 9 as 12 horas.

É importante que todos compareçam! O Plano Plurianual é um instrumento de planejamento governamental de médio prazo, no qual são definidos para quatro anos os objetivos, diretrizes e metas da administração pública de forma regionalizada, onde a participação da comunidade local é de total relevância com opiniões, sugestões e questionamentos.

Agricultura do Crato realiza inscrições do Garantia Safra até 3 de setembro

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Recursos Hídricos comunica a todos os produtores rurais do município do Crato que se enquadram no regime de Agricultura Familiar que até o próximo dia 03 de setembro estarão sendo feitas as inscrições no Programa Garantia Safra 2009/2010. O Secretário de Agricultura do Crato, Erasmo Ferreira avisa para que todos procurem em sua comunidade o presidente da associação como também o membro do conselho de base e levem a xérox do seu RG e CPF caso seja casado ou casada não esquecer xérox do parceiro ou da parceira. É importante ressaltar que se já pertence ao programa, ou seja, pagou o ano passado, (2008), levar também o comprovante do boleto para que possa se cadastrar.

O calendário por distrito segue dessa forma:

* Ponta da Serra e Bela Vista – hoje, dia 25 e amanhã 26.
* Dom Quintino – Dias 27, quinta-feira e 28, sexta-feira.
* Belmonte e Campo Alegre – Dias 02 e 03 de setembro.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

Enquanto isso... no Senado

Fonte: Kibeloco

Por: Samuel P. Teles

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