xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 20/08/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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20 agosto 2009

O Maranhão é no Brasil ? - Texto recebido por E-mail


- Para nascer, Maternidade Marly Sarney;
- Para morar, escolha uma das vilas: Sarney, Sarney Filho, Kiola Sarney ou, Roseana Sarney;
- Para estudar, há as seguintes opções de escolas: Sarney Neto, Roseana Sarney, Fernando Sarney, Marly Sarney e José Sarney;
- Para pesquisar, apanhe um táxi no Posto de Saúde Marly Sarney e vá até a Biblioteca José Sarney, que fica na maior universidade particular do Estado do Maranhão, que o povo jura que pertence a um tal de José Sarney;

- Para inteirar-se das notícias, leia o jornal O Estado do Maranhão, ou ligue a TV na TV Mirante, ou, se preferir ouvir rádio, sintonize as Rádios Mirante AM e FM, todas do tal José Sarney.

Se estiver no interior do Estado ligue para uma das 35 emissoras de rádio ou 13 repetidoras da TV Mirante, todas do mesmo proprietário;

- Para saber sobre as contas públicas, vá ao Tribunal de Contas Roseana Murad Sarney (recém batizado com esse nome, coisa proibida pela Constituição, lei que no Estado do Maranhão não tem nenhum valor);
- Para entrar ou sair da cidade, atravesse a Ponte José Sarney, pegue a Avenida José Sarney, vá até a Rodoviária Kiola Sarney. Lá, se quiser, pegue um ônibus caindo aos pedaços, ande algumas horas pelas "maravilhosas" rodovias maranhenses e aporte no município José Sarney.

Não gostou de nada disso? Então quer reclamar? Vá, então, ao Fórum José Sarney, procure a Sala de Imprensa Marly Sarney, informe-se e dirija-se à Sala de Defensoria Pública Kiola Sarney...


Texto enviado por Ítalo Almeida

Cadê os Comentaristas de Plantão ?

Ô povo sumido !

Ah! Eu gostaria de saber aonde foram parar os nossos mais ferrenhos comentaristas, que não disseram uma palavra a respeito do que está acontecendo no país, no Congresso, no Senado, e os posicionamentos dos dirigentes.

Cadê:

José Nilton Mariano
Dr. Valdetário
Darlan Reis
...
...

Comentem alguma coisa sobre as notícias, ou será que tudo faz parte de um complô do PIG - Partido da imprensa golpista ?

Abraços,

Dihelson Mendonça

Natureza - Por Emerson Monteiro


Depressão: O Transtorno mental que assombra crianças e Adolescentes - Por: Roberto Giancaterino


O termo Depressão pode significar um sintoma que faz parte de inúmeros distúrbios emocionais sem ser exclusivo de nenhum deles, pode significar uma síndrome traduzida por muitos e variável sintomas somáticos ou ainda, pode significar uma doença, caracterizada por marcantes alterações afetivas (Cass, 1999). Apesar de ser bem mais comum em adultos, estudos populacionais mostram que cerca de 20% das crianças e adolescentes com idade entre 9 e 17 anos têm algum transtorno mental diagnosticável. Em relação à depressão especificamente, estima-se que a doença atinja, nos Estados Unidos, 0,9% das crianças em idade pré-escolar, 1,9% em idade escolar e 4,7% dos adolescentes (Cândida 2005). Este mal atinge inclusive as crianças e adolescentes. A rotina que as crianças têm a cumprir pode ser um desgaste não apenas físico, mas também, mental, que começa, desde cedo, a exigir demais de si mesmos; excesso de atividades também é um dos causadores do stress na classe média e, na classe menos favorecida, também, tem situações desgastantes como: trabalhar para ajudar os pais, cuidar dos irmãos menores, ir para a escola com fome, ter que tirar boas notas sem contar com ninguém para ajudar nas tarefas escolares e vários outros fatores que acarretam o strees, que pode culminar na depressão infantil. Embora na maioria das crianças a sintomatologia da Depressão seja atípica, alguns podem apresentar sintomas clássicos de Depressão, tais como tristeza, ansiedade, expectativa pessimista, mudanças no hábito alimentar e no sono ou, por outro lado, problemas físicos, como dores inespecíficas, fraqueza, tonturas, mal estar geral que não respondem ao tratamento médico habitual (Ballone, 2005).

Na criança e adolescente a Depressão, em sua forma atípica, esconde verdadeiros sentimentos depressivos sob uma máscara de irritabilidade, de agressividade, hiperatividade e rebeldia. As crianças mais novas, devido à falta de habilidade para uma comunicação que demonstre seu verdadeiro estado emocional, também manifestam a Depressão atípica, notadamente com hiperatividade (Ballone, 2005). Apesar da grande relevância da depressão na Infância e na Adolescência às dificuldades de aprendizagem na escola, no trabalho e no ajuste pessoal, não tem sido devidamente avaliado pela família nem adequadamente diagnosticado pelos médicos.
Conforme Meleiro (2000) a depressão é um dos distúrbios psiquiátricos mais comuns na prática médica. Estima-se que cerca de 9% dos homens irão apresentar alguns de seus sintomas em algum momento ao longo de suas vidas. Entretanto estar subestimada, visto que a taxa de depressão não detectada e não tratada pode se mais elevada, especialmente em populações específicas como a de idosos (10%), a de pessoas com doenças físicas (20% a 50%) nas quais os pacientes podem atribuir, inadequadamente, os sintomas depressivos à própria doença orgânica”.

Um estudo da Organização Mundial de Saúde (OMS) demonstra que 20% das crianças e adolescentes apresentam sintomas da depressão, como irritabilidade ou apatia e desânimo. Dentro da realidade brasileira, esse número cai para 10% segundo o psiquiatra gaúcho Salvador Célia, presidente do Departamento de Saúde Mental da Sociedade Brasileira de pediatria, afirma, porém, que se não houver intervenção médica, essas crianças são fortes candidatos a tornarem-se adultos depressivos pelo resto da vida (Leite, 2002).
Ainda na visão de Meleiro (2000) a depressão é um dos maiores problemas de saúde do mundo. De uma forma ou outra, cerca de 17% da população tem um ou mais episódios de depressão suficientemente grave durante sua vida. Para a maioria das pessoas, esses episódios são relacionados a algum acontecimento adverso, como a morte de uma pessoa próxima, a perda de um emprego, a falta temporária de perspectivas, o sofrimento com doenças crônicas, etc.

Para Jeffrey (2003) a depressão é um distúrbio cíclico, com períodos de alívio ou bem-estar alternando-se com períodos apenas de depressão ou de depressão mania. Às vezes há apenas um episodio de depressão, mas na maioria dos casos, particularmente com crianças, ocorre mais de um. A depressão pode ser considerada uma doença que vem abrangendo grande parte da população, a qual precisa aprender a conviver com este mal e procurar desenvolver mecanismos para combater os problemas gerados pela mesma. Destaca-se ainda que, a doença interfere na habilidade pessoal de trabalhar, dormir, se relacionar, comer, de gostar de atividades antes consideradas prazerosas, circunstâncias estas que não ocorrem com as pessoas que não apresentam esta doença. Existem várias pesquisas que buscam encontrar algum determinante em termos de herança genética para que uma pessoa manifeste "depressão". O que se percebe através de pesquisas realizadas é que mesmo que exista uma predisposição genética, isto por si só não determina a ocorrência de uma crise depressiva. (Gasparini, 2000).
A história do indivíduo está ligada a forma como ele se constitui e desenvolve sua maneira de ser. A pessoa que apresenta um quadro depressivo, por diferentes motivos, ao longo de sua vida aprende a não perceber seus próprios limites. Deixa de lado sua capacidade de identificar suas necessidades e sentimentos, e se perde num emaranhado de introjeções. Gasta muita energia para obter um pouco de gratificação. Na relação com o mundo o indivíduo não consegue se nutrir emocionalmente de maneira adequada, o que leva gradativamente a uma falta de sentido na relação com o meio externo (Marcelo, 2005).

É importante ressaltar ainda que pessoas gravemente deprimidas podem tirar a própria vida. Enquanto a maior parte delas guarda os seus pensamentos consigo mesma até cometerem o ato, outras, na verdade, realmente falam sobre eles com amigos e familiares. Parentes e amigos precisam levar as ameaças de suicídio a sério, e não vê-las como meros subterfúgios para chamar a atenção.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

BALLONE, G. J Dificuldades de aprendizagem ou dificuldades de escolares. Disponível in: http: //www.psiqwed.med.br/infantil/aprendiza.html, 2005.
CÂNDIDA, T. O drama da depressão infantil. Disponível in: http://saude.terra.com.br/interna/0,OI124091-EI1507,00.html, 2005.
CASS, H. Erva de São João: o antidepressivo natural. Tradução: Renata Cordeiro. São Paulo: Madras, 1999.
GASPARINI, S. R. Depressão, gênero feminino. São Paulo: Ática, 2000.
JEFFREY, A. M. Depressão infantil. São Paulo: M. Book do Brasil, 2003.
LEITE, E. P. Depressão infantil. Publicado em 19 de fevereiro de 2002. Disponível in: http://www.psicopedagogia.com.br/opiniao/opiniao.asp?entrID=43.
MARCELO, Márcia. Depressão. Disponível in: http://www.marcelomarcia.na-web.net/depressaoCorpo.html, 2005.
MELEIRO, C. J. Depressão humana. Disponível in: www.medic.com.br, 2000.

Por: Roberto Giancaterino*

Pós-Doutorado em Educação, Doutor em Filosofia e Mestre em Ciências da Educação e Valores Humanos. Filósofo, Físico, Matemático e Pedagogo. Especialista em Psicopedagogia Clínica e Institucional; Valores Humanos Transdisciplinares; Tecnologia Educacional; Docência do Ensino Superior; Administração e Supervisão Educacional. Docente no Departamento de Pós-Graduação em Educação nas Faculdades Interlagos de Educação e Cultura, São Paulo. Professor de Física e Matemática da Rede Pública Estadual em São Bernardo do Campo, São Paulo. Escritor, Pesquisador, Palestrante conferencista e Seminarista na Área Educacional.

100 anos da morte de Euclides da Cunha - Homenagem


No último dia 15 de Agosto, foi lembrado em todo o Brasil, a morte de um de seus grandes escritores: Euclides da Cunha. Conheça um pouco sobre a vida e a obra desse importante escritor Brasileiro, autor do memorável livro "Os Sertões".

Euclides (na ortografia original: Euclydes) Rodrigues Pimenta da Cunha (Cantagalo, 20 de janeiro de 1866 — Rio de Janeiro, 15 de agosto de 1909) foi um escritor, sociólogo, repórter jornalístico, historiador, geógrafo e engenheiro brasileiro. Órfão de pais desde os 4 anos de idade, foi educado pelas tias na Bahia. Freqüentou conceituados colégios fluminenses e, quando precisou prosseguir seus estudos, ingressou na Escola Politécnica e, um ano depois, na Escola Militar da Praia Vermelha.

Cadete republicano

Contagiado pelo ardor republicano dos cadetes e de Benjamin Constant, professor da Escola Militar, durante uma revista às tropas atirou sua espada aos pés do Ministro da Guerra Tomás Coelho. A liderança da Escola tentou atribuir o ato à "fadiga por excesso de estudo", mas Euclides negou-se a aceitar esse veredito e reiterou suas convicções republicanas. Por esse ato de rebeldia, foi julgado pelo Conselho de Disciplina. Em 1888, desligou-se do Exército. Participou ativamente da propaganda republicana no jornal A Província de S. Paulo. Proclamada a República, foi reintegrado ao Exército recebendo promoção. Ingressou na Escola Superior de Guerra e conseguiu ser primeiro-tenente e bacharel em Matemáticas, Ciências Físicas e Naturais. Euclides casou-se com Ana Emília Ribeiro, filha do major Frederico Solon de Sampaio Ribeiro, um dos líderes da Proclamação da República.

Ciclo de Canudos

Em 1891, deixou a Escola de Guerra e foi designado coadjuvante de ensino na Escola Militar. Em 1893, praticou na Estrada de Ferro Central do Brasil. Quando surgiu a insurreição de Canudos, em 1897, Euclides escreveu dois artigos intitulados "A nossa Vendéia" que lhe valeram um convite d'O Estado de S. Paulo para presenciar o final do conflito como correspondente de guerra. Isso porque ele considerava, como muitos republicanos à época, que o movimento de Antonio Conselheiro tinha a pretensão de restaurar a monarquia e era apoiado por monarquistas residentes no País e no exterior. Em Canudos, Euclides adota um jaguncinho chamado Ludgero, a quem se refere em sua Caderneta de Campo. Fraco e doente, o menino é trazido para São Paulo, onde Euclides o entrega a seu amigo, o educador Gabriel Prestes. O menino é rebatizado de Ludgero Prestes.

"Livro vingador"

Euclides deixou Canudos 4 dias antes do final da guerra, não chegando a presenciar o desenlace final. Mas conseguiu reunir material para, durante cinco anos, elaborar Os Sertões: campanha de Canudos (1902). Os Sertões foi escrito "nos raros intervalos de folga de uma carreira fatigante", visto que Euclides se encontrava em São José do Rio Pardo liderando a construção de uma grande ponte metálica. O livro trata da campanha de Canudos (1897), no nordeste da Bahia. Nesta obra, ele rompe por completo com suas idéias anteriores e pré-concebidas, segundo as quais o movimento de Canudos seria uma tentativa de restauração da Monarquia, comandada à distância pelos monarquistas. Percebe que se trata de uma sociedade completamente diferente da litorânea. De certa forma, ele descobre o verdadeiro interior do Brasil, que mostrou ser muito diferente da representação usual que dele se tinha.

Euclides se tornou internacionalmente famoso com a publicação desta obra-prima. Divide-se em três partes: A terra, O homem e A luta. Nelas Euclides analisa, respectivamente, as características geológicas, botânicas, zoológicas e hidrográficas da região, a vida, os costumes e a religiosidade sertaneja e, enfim, narra os fatos ocorridos nas quatro expedições enviadas ao arraial liderado por Antônio Conselheiro.

Ciclo amazônico

Em agosto de 1904, Euclides foi nomeado chefe da comissão mista brasileiro-peruana de reconhecimento do Alto Purus, com o objetivo de cooperar para a demarcação de limites entre o Brasil e o Peru. Esta experiência resultou em sua obra póstuma À Margem da História, onde denunciou a exploração dos seringueiros na floresta. Ele partiu de Manaus para as nascentes do rio Purus, chegando adoentado em agosto de 1905. Dando continuidade aos estudos de limites, Euclides escreveu o ensaio Peru versus Bolívia, publicado em 1907. Escreveu, também durante esta viagem, o texto Judas-Ahsverus, considerado um dos textos mais filosófica e poeticamente aprofundados de sua autoria. Após retornar da Amazônia, Euclides proferiu a conferência Castro Alves e seu tempo, prefaciou os livros Inferno verde, de Alberto Rangel, e Poemas e canções, de Vicente de Carvalho.

Concurso de lógica

Visando uma vida mais estável, o que se mostrava impossível na carreira de engenheiro, Euclides prestou concurso para assumir a cadeira de Lógica do Colégio Pedro II. O filósofo Farias Brito foi o primeiro colocado, mas a lei previa que o presidente da república escolheria o catedrático entre os dois primeiros. Graças à intercessão de amigos, Euclides foi nomeado. Depois de sua morte, Farias Brito acabaria ocupando a cátedra em questão.

Academia Brasileira de Letras

Foi eleito em 21 de setembro de 1903 para a cadeira 7, na sucessão de Valentim Magalhães, e recebido em 18 de dezembro de 1906 pelo acadêmico Sílvio Romero.

"Tragédia da Piedade"

Sua esposa, mais conhecida como Ana de Assis, tornou-se amante de um jovem tenente, 17 anos mais novo do que ela, chamado Dilermando de Assis. Ainda casada com Euclides, teve dois filhos de Dilermando. Um deles morreu ainda bebê. O outro filho era chamado por Euclides de "a espiga de milho no meio do cafezal", por ser o único louro numa família de morenos. Aparentemente, Euclides aceitou como seu esse menino louro. A traição de Ana desencadeou uma tragédia em 1909, quando Euclides invadiu a casa de Dilermando, armado, dizendo-se disposto a matar ou morrer. Dilermando reagiu e matou-o. Foi julgado pela justiça militar e absolvido por ter agido em legítima defesa. Casou-se com Ana. O casamento durou 15 anos. O corpo de Euclides foi velado na Academia Brasileira de Letras. O médico e escritor Afrânio Peixoto, que assinou o atestado de óbito, mais tarde ocuparia sua cadeira na ABL.

Semana Euclidiana

A cidade de São José do Rio Pardo realiza todos os anos, entre 9 e 15 de agosto, a "Semana Euclidiana", em memória do escritor que ali vivia quando escreveu sua obra-prima Os Sertões. São José do Rio Pardo tornou-se uma cidade turística conhecida como "O berço de Os Sertões". Também em São Carlos celebra-se todos os anos, uma Semana Euclidiana, em homenagem ao escritor que morou na cidade entre 1901 e meados de 1903, ali terminando seu trabalho Os Sertões e o publicando em 1902.

Fonte: Wikipedia

Em 2011, produção em massa de carros elétricos


B
etter Place anunciou que dezenas de milhares desses automóveis passarão a ser produzidos anualmente.

Em parceria com a Renault, a fabricante norte-americana Better Place está desenvolvendo três modelos de carros elétricos — um sedan, um compacto e uma van — que inicialmente serão comercializados na Dinamarca e em Israel. Na Dinamarca, um carro elétrico irá custar cerca de US$ 38 mil. Segundo a filial dinamarquesa da Better Place, quem comprar um dos seus modelos terá que pagar uma assinatura mensal pelas recargas da bateria, mediante um contrato semelhante ao de uma linha de telefone celular. Cerca de 100 pontos de recarga estarão disponíveis em todo o país, com planos de expansão.

Fonte: Website Opinião e Notícia

Oficina de Rádio - Escrito por Geovany Brasil


RadioO Projeto Verde Vida, através do projeto Ações culturais para povos rurais 2009- Mídias livres do Ministério da Cultura e Petrobras Distribuidora, levou os jovens participantes da oficina de rádio para realizar a cobertura da execução do Projeto Rede de Assistência técnica e extensão rural- ATER Cariri ligado ao Ministério do Desenvolvimento Agrário-MDA em Várzea Alegre-CE.


Os jovens realizaram entrevistas no local do encontro e pesquisaram a temática da assessoria aos agricultores e agricultoras, partindo de princípios como agroecologia, economia solidária e sustentabilidade ambiental. A idéia é que realizando a cobertura destas ações, os alunos tenham subsídios para desenvolver Radio_2com mais qualidade programas de rádio e spots oficinarligados ao meio ambiente na Palmeirinha dos Vilar. Como pauta os jovens sugeriram investigar a situação atual do Rio Carás, rio que corta a comunidade. No próximo domingo os participantes da oficina de rádio coordenarão mesa redonda no rádio sobre o processo de emancipação política do Distrito de Ponta da Serra na rádio difusora da Sede.

Autor: Alex Josberto Sampaio

Projeto Verde Vida
Sitio Catingueira S/N
Crato, Ceará - Brasil
Fone Fax: (88) 3523-9262
direcao@projetoverdevida.com.br

Agenda Cultural - Banda NightLife - Sexta-feira


Local: Pop Rock da Boa

Agricultura do Crato convoca para as inscrições no Programa Garantia Safra

Convocação para o "Garantia Safra"

A Secretaria de Agricultura, Pecuária e Recursos Hídricos comunica a todos os produtores rurais do município do Crato que se enquadram no regime de Agricultura Familiar que desde a última quarta-feira, 19 até o próximo dia 03 de setembro serão iniciadas as inscrições no Programa Garantia Safra 2009/2010. O Secretário de Agricultura do Crato, Erasmo Ferreira avisa para que todos procurem em sua comunidade o presidente da associação como também o membro do conselho de base e levem a xérox do seu RG e CPF caso seja casado ou casada não esquecer xérox do parceiro ou da parceira. É importante ressaltar que se já pertence ao programa, ou seja, pagou o ano passado, (2008), levar também o comprovante do boleto para que possa se cadastrar.

O calendário por distrito seguirá da seguinte forma

* Baixio das Palmeiras e Santa Rosa – Próximo sábado, Dia 22 de agosto de 2009.
* Ponta da Serra e Bela Vista – Dias 25 e 26 de agosto de 2009.
* Dom Quintino – Dias 27 e 28 de agosto de 2009.
* Belmonte e Campo Alegre – Dias 02 e 03 de setembro de 2009.

Fonte: Assessoria de Imprensa - PMC

Confundido com ladrão, vigilante diz ter sido agredido em supermercado


“O vigilante Januário Alves de Santana, 39, acusa cinco seguranças de uma loja do supermercado Carrefour em Osasco (Grande São Paulo) de tê-lo espancado após ser confundido com um assaltante. Segundo ele, a agressão ocorreu quando tentava entrar em seu carro –um Ford EcoSport– na noite do último dia 7.

Santana, que é negro, registrou um boletim de ocorrência na ocasião, e o caso será investigado pelo 9º Distrito Policial de Osasco. Segundo o advogado dele, Dorgival Vieira do Santos, que preside uma ONG (organização não governamental) que combate o racismo no Brasil, o vigilante foi vítima de preconceito racial tanto pelos seguranças da loja quanto pelos policiais militares que atenderam a ocorrência.

“O negro com aparência humilde é o suspeito padrão. Mesmo ensanguentado, todo maltratado, ele foi tratado como suspeito até mesmo pelos policiais militares que atenderam a ocorrência, e teve que provar que o carro era seu para deixar o estacionamento”, disse o advogado à Folha Online.

Segundo o advogado, o carro está registrado no nome da mulher de Santana, que fazia compras no mercado com os dois filhos do casal no momento da suposta agressão.

Santos diz ainda que foi tratado como suspeito pelos policiais militares que atenderam a ocorrência e que eles só autorizaram sua saída do mercado após a apresentação do documento, sem prestar socorro. Ainda segundo o advogado, ele mesmo teve de se dirigir a um hospital para ser socorrido.

Diante das acusações, o advogado afirma que irá acionar na Justiça tanto o Carrefour quanto o Estado de São Paulo por danos morais.

“Eles [a polícia e os seguranças do mercado] pensaram que jamais um negro poderia dirigir um EcoSport”, disse o advogado, que afirmou que acompanhará as investigações policiais.

“Vamos acompanhar o andamento do inquérito policial. Ele passou pelos exames no IML [Instituto Médico Legal] e também vamos solicitar as imagens das câmeras de segurança da loja [para identificar os agressores."

Outro lado

O Carrefour afirmou, em nota, que "repudia toda e qualquer forma de agressão e desrespeito" e que "a empresa vai colaborar com as autoridades policiais para a rápida finalização das investigações e espera que os responsáveis [pela agressão] sejam rigorosamente punidos”.

A Polícia Militar informou, por meio de nota, que instaurou um procedimento para apurar as denúncias do vigilante contra os policiais militares. O órgão disse ainda “que não compactua com nenhum tipo de discriminação”.

(Folha Online) - Via Eliomar de Lima

Do Mundo Virtual ao Espiritual - Por: Frei Betto - Postado por: José Flávio Vieira


Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã... '. 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena - a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!' Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados. Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizi­nho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais... A palavra hoje é 'entretenimento' ; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, ­ usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba­ precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, auto-estima, ausência de estresse. Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus; se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório; mas se não pode comprar certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do McDonalds... Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático'. Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: "Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz!".

Postado por: Dr. José Flávio Vieira

Mais uma mulher é assassinada no Interior do Ceará

Mais uma mulher foi assassinada no interior cearense. O fato se registrou na cidade de Quixelô, nessa quarta-feira. Simone Maria de Oliveira foi assassinada a golpes de faca pelo ex-companheiro Jose Alves de Araújo.

Os dois haviam se separado há cerca de 20 dias, segundo familiares e, ao saber que Simone arranjara outro companheiro, José Alves não se conformou e cometeu o crime. Em seguida, ele tentou o suicídio ingerindo ácido muríático. José Alves acabou preso e encontra-se internado no hospital municipal de Iguatu, em estado grave.

Já no município de Crato, policiais conseguiram prender Janiel de Oliveira (21), que matou, também por ciúmes e a golpes de faca, no último dia 16, sua ex-companheira Edilânia Gomes Tomás.

Lula só bate tão duro porque é refém

A crise no PT não é irrelevante. Provocada pela adesão do partido à causa de José Sarney. Acho que estamos todos — refiro-me aos que escrevemos sobre política — mais ou menos equivocados sobre os motivos. O que é que se toma como dado na equação? Temeroso de prejudicar a candidatura de Dilma Rousseff, que precisa do apoio do PMDB, Lula decidiu emprestar solidariedade incondicional ao presidente do Senado porque considera que sua renúncia ou destituição da presidência da Casa prejudicaria o seu governo.

Será mesmo? Por quê? Quem é capaz de apontar os prejuízos efetivos? Como todos sabem, é uma falácia afirmar que o tucano Marconi Perillo (GO), vice-presidente, passaria a presidir o Senado. Seria assim por algum tempo. Outra eleição teria de ser feita. O governo tem a maioria necessária para fazer o novo presidente. Por que esse apoio obstinado?

Atenção! Lula já abandonou companheiros de jornada ao relento, petistas legítimos. Não se esqueçam: num dado momento, descolou-se de José Dirceu, de quem, de fato, nunca foi pessoalmente íntimo. Quando foi necessário, chamou Antonio Palocci e mandou ver: “Não posso seguir a partir daqui”. Lula sempre levou adiante a máxima de que o primerio dever de um estadista é a traição. E ele se considera, como sabem, um estadista. Estou chamando a atenção dos senhores para o fato de que o presidente está sendo mais persistentemente fiel a Sarney do que àqueles que detinham — e ainda detêm — alguns segredos do PT.

Num raciocínio que não requer grande complexidade, pode-se dizer que os benefícios que uma eventual composição com o PMDB trarão a Dilma podem ser anulados por essa proximidade com Sarney. Nada gruda em Lula, já sabemos. Mas ele tem uma imunidade única. Pode até dizer que seu Lexotan é um livro. E daí? O cara já nasceu sabendo. Ele diz isso, e alguns intelectuais aplaudem (eles também detestam leitura). Mas o partido sabe que está arcando com um desgaste que não é pequeno. Pior para uma liderança de São Paulo, como Aloizio Mercadante, que depende de uma eleição majoritária. Berzoini se reelege deputado com o voto petista. O senador, que pretende a reeleição, percebeu que Sarney passou a ser um fator de risco. Por isso tentou e tenta descolar o seu bigode do bigode do outro. Sente o as farpas (eco!) do beijo da morte.

Para o PT, Sarney é um daqueles casos em que a soma resulta menor do que o original — o sinal do homem é mesmo negativo. Quase 80% dos brasileiros gostariam de apeá-lo da presidência do Senado. Mas Lula fechou questão e, como sempre, bateu a mão na mesa e exigiu fidelidade do partido. Que se ajoelhou e até emitiu uma nota a respeito (ver posts de ontem). É bem verdade que ninguém precisa mandar Berzoniev fazer certas coisas. Ele age por gosto e vocação.

O que não conseguimos dizer até agora — nenhum de nós chegou lá — é por que Lula vive a sua mais persistente fidelidade. Até Mariza Letícia deve estar dizendo: “Gente, ele nunca foi assim”. O segredo, estou certo, está naquela reunião quase secreta de José Sarney com Dilma Rousseff enquanto Lula trocava abraços-e-beijinhos-e-carinhos-sem-ter-fim com o assassino em massa Muammar Khadaffi, na Líbia — naquele dia, num amarelo deslumbrante! Lula chamou o homicida de “amigo e irmão” — convenham: abraçar Sarney, perto disso, é pinto de bigode…

Se vocês recuperarem o noticiário, o presidente da República se preparava para deixar o peemedebista no deserto, como sempre faz um líder petista quando alguém cai em desgraça. Mas a conversa com Dilma mudou o rumo da história. E Sarney adquiriu, então, aquela face do obstinado. E passou a contar com o apoio incondicional, mesmo!, de Lula. Tudo por causa da eleição? Ora, ora, ora… Pensemos.

Caso Lula tivesse decidido (se pudesse) livrar-se de Sarney, vocês acham mesmo que os patriotas do PMDB romperiam com o governo para seguir um líder decrépito rumo, na melhor das hipóteses, ao oblívio? Sei que é difícil, mas deixem um pouco os escrúpulos de lado, escondendo de si mesmos a própria carteira, e tentem se colocar no lugar daquela gente. Lembrem-se: vocês são eles agora. O que fariam? “Ah, não! Sou Sarney até morrer! O governo que se dane! Aqui estão os meus cargos. Cansei desses ministérios, dessas estatais, dessas empreiteiras, dessa gente nos tentando com caixa de campanha… Cansei de tudo isso! Em vez de ficar com o Sarney do Brasil, vou ficar com o Sarney do Maranhão e do Amapá…” Vocês, sendo vocês, não ficariam com nenhum dos dois porque são éticos. Eles, sendo eles, ficariam com Lula porque não são burros.

Lula dorme lendo livros do Chico Buarque, mas não dorme com olhos alheios. Sempre foi um grande calculista. Ele está vendo o preço a pagar por manter o apoio a Sarney — e não é pequeno —, mas certamente sabe que o outro seria maior. E nada tem a ver com a disputa eleitoral de Dilma Rousseff. Ou alguém acha que essa lambança toda com Sarney colabora com a candidatura Dilma?

Lula não fechou com Sarney para se proteger da oposição. Lula fechou com Sarney para se proteger de Sarney!


Quem é refém de quem?

Publicado originalmente no Blog do Reinaldo Azevedo da Revista Veja
Por Walter Carvalho
( via Blog do juazeiro )

Aparição - Por Nijair Pinto



Quase nada se sabia daquele homem. O que se tinha de concreto era que ele ostentava um nariz adunco, aquilino. Vivia silenciosamente entre os vizinhos, mas as pisadas, sinais grafados ao longo da estrada carroçal, denunciavam sua passagem.

Nas últimas sete semanas formou-se um ritual ao longo das ruas. Todos os curiosos moradores o espreitavam passar, não se sabia para onde, pontualmente às sete horas da manhã, retornando, sem atrasar um segundo sequer, às dezessete horas, quando o sol já se mostrava cansado e ansioso por deitar.

Tão logo a imagem dele surgia, translúcida, mas tremida, diante de nós, o sino da única igreja da cidade soava em estridulosas badaladas. Eram exatamente 14 badaladas, nem a mais nem a menos! Quem anunciava quem? Estaria o homem a atrair os repiques? Ou ele ressurgia, metafisicamente, ao som das uníssonas badaladas provocadas pelo serventuário da capela? O homem parecia materializar-se aos arrufos do sino... O povo delirava. O tempo estava sincopado, nossas mentes estavam sincopadas e as tradições pareciam quebradas pela aparição daquele homem. Ora, os sinos sempre dobraram uma hora antes da Ave Maria!

Aquele homem pesado, gordo e de cheiro forte percorria as veredas do vilarejo, até onde nossa visão podia buscar, e depois sumia... Minha acuidade visual não era das melhores, nunca foi, mas eu o sentia, mesmo assim, sumindo como aroma de perfume Francês, deixando saudade.

Estávamos presos àquele homem. Vivíamos em função da rotina que ele, inconscientemente, criara em todos nós. A cidade girava em torno das habitualidades dele.

Se possuía algum passado, ele o deixara perdido no tempo, acorrentado, talvez, apenas às recordações que o perseguiam durante as caminhadas pendulares dos dias que se seguiam, firmes e pontuais como o respirar de cada ser humano, aceitando as interferências decorrentes dos resfriados, das tosses e do suplício dos asmáticos que respiram como se tragassem um entorpecente de efeito alucinógeno e causticante. Impossível caminhar sem refletir. Estaria ele preso a recordações? Ele nunca nos olhara diretamente. Nunca o percebi admirando a beleza do horizonte. Caminhava cabisbaixo como a sofrer o peso do fardo que o consumia a si mesmo.

Meu poder estava na insistência. Minha fraqueza, na falta de coragem. Eu e todos os outros apenas o olhávamos e observávamos... Nada de o seguirmos. Afinal, pra onde ele se dirigia todas as manhãs? O que fazia?

Quis investigá-lo. Não havia cheiro de comida. Não havia sinal de móveis. Nunca sequer tínhamos escutado qualquer sinal da descarga do banheiro da acanhada residência de apenas três cômodos!

Ninguém dava notícia da sua instalação. Se chegou de madrugada não pediu ajuda; se chegou durante o dia e não percebemos, deve ter chegado dos céus, pois suas pesadas pegadas o denunciariam acusticamente – mesmo que não o ouvíssemos chegar, os sulcos das pegadas seriam encontradas depois por qualquer morador desavisado, pois éramos tão íntimos que nos conhecíamos até pelos rastos deixados ao longo do único caminho que nos ligava ao que achávamos tratar-se de civilização.

Ele caminhava. Nenhuma saudação – nem de lá nem de cá. Temíamos dar um “Bom dia!” – e se não obtivéssemos nenhuma resposta?

Ele retornava, suado. Eram dezessete hora! A cada dia se mostrava mais carcomido pelo sol.

Eu desejava ouvir um “Boa tarde!” daquele homem; queria pelo menos isso, poder cumprimentá-lo, mas como o chamaria: de ‘Seu Zé’? Ele parecia um homem instruído, apesar das pegadas de elefante que tremiam os torrões do nosso árido chão, levantando poeira. Ele usava sempre roupas brancas, roupas parecidas ou iguais, não saberia precisar porque o que nele me atraía, além do nariz de águia, era o estrondo de cada uma de suas pisadas ao deambular.

Ele passa por mim e, mais uma vez, nenhuma saudação...

Cinco. Seis. Sete passos. Pronto, ele está em casa. Entra. Fecha a porta e nada de movimentação. Nem TV, nem fogão ligado. Nem descarga! Ele respira? Com o ouvido grudado à porta, não percebo nenhum sinal de vida – o estático parece ser a única dinâmica permitida. Silencio. Aquele lar me fez ouvir minha própria respiração, numa luta ferrenha com o cantar de um grilo que me atormenta! Pronto, pisei no desgraçado e agora posso auscultar a pulsação daquele homem. Outro grilo começa a cantar...

O dia ensaia amanhecer. O sol parece ainda cansado como se a noite tivesse sido uma deliciosa pândega.

Exatamente às seis horas, canta o galo da D. Quequé, o meu galo preferido. Sinto-me sôfrego, demasiadamente malsofrido. Naquele dia eu romperia a barreira do silêncio, já estava decidido, e dirigiria àquele homem de nariz aquilino, distante apenas sete passos da minha casa, um “Bom dia, Seu Zé!”

Sete passos... Sete horas... As janelas das casas do vilarejo se entreabrem todas ao mesmo tempo. Era o balé da bisbilhotice. Percebe-se que carinhas curiosas e fofoqueiras se escondem atrás das frestas.

O galo de D. Quequé canta. Eita galo pontual!

Sete minutos depois algumas cabeças, não satisfeitas, ultrapassam a fronteira das janelas e, parecendo galos e galinhas presos em celas, ficam todas, assustadas, olhando para os lados, na esperança de que o homem surja diante de nós. Nada, nenhum sinal.

Olhávamos todos. Observávamos também, mas nada de agirmos. Estávamos presos aos nossos próprios medos e divagações.

Passaram-se sete dias. Mudei de cidade, sentindo um alívio hercúleo – talvez minha tão desejada ataraxia não pudesse mesmo ser atingida ali, num lugar enxertado de homens e mulheres que temiam a vida com a mesma intensidade com que tememos a morte. Minha alma estava distante dos seus prazeres sensíveis e espirituais. Precisei partir sem deixar nenhuma saudade além da que carregaria comigo como uma impingem que coça em demasia, doi de forma extremada, mas causa um pouco de prazer quando nos sangra a pele.

Aos poucos, o vilarejo se esvaziou como se uma faca o tivesse atingido, dilacerando as vísceras e provocando no corpo social uma hipovolemia fatal. Onde havia esparsas moradias virou, aos poucos, o habitat de pássaros silvestres e de répteis asquerosos e tão indesejáveis como todos os que ali habitaram.

Hoje, já velho e bem mais perto do recomeço, ainda sinto o vazio da frustração de, por puro medo, não ter dito um “Bom dia!” àquele ilustre desconhecido, enquanto a vida nos permitiu coabitar. E, nos meus sonhos, ainda ouço as pegadas dele e o seu cheiro forte – cheiro que se tornou insuportável por vários dias, até que o último habitante fosse embora sem poder nos contar o que realmente aconteceu na casa que ficava a sete passos da minha. Casa que, ainda hoje, permanece fechada e silente como o fez seu mais ilustre morador.

Talvez os possíveis futuros moradores, numa redescoberta daquele vilarejo, possam, por mero acaso, encontrar os vestígios de vida que um dia ali se fez existir ou verificar que no interior daquela habitação nunca houve sinal de vida, que se tratou de edificação morta ou fruto apenas da imaginação de todo um povoado que precisava de superstições para sobreviver.

Nijair Araújo Pinto
Crato-CE, 16 de agosto de 2009.
03h44min

Infra-Estrutura do país em Sucata - Por Luiz Domingos de Luna



É muito importante para a sociedade problematizar assuntos pertinentes à política, a economia, enfim, ao dia a dia do convívio social, na interação e na busca de soluções para problemas que vão surgindo com o aprimoramento do processo democrático neste país. É na argamassa da fruição de idéias que vai se formando um Brasil com as tonalidades das aspirações do povo brasileiro.

É inquestionável que a força da democracia reside justamente no ponto da pluralidade de opiniões, com instituições saudáveis, com uma imprensa livre, onde a liberdade de expressão seja o farol para o desenvolvimento, intelectual, material, na formação do “todo orgânico” que visa o bem estar da sociedade brasileira como um todo. Gostaria também que, com o mesmo afinco com que se questiona, se problematiza os problemas existenciais no momento presente, a noticia em foco, o problema na ocorrência, também é de suma importância fazer um questionamento sobre a infra-estrutura brasileira; pois, penso que o desenvolvimento de um país passa a ser um fato real quando o estado oferece a sociedade uma infra-estrutura que contenha condições para o crescimento social em todos os seus aspectos, desta forma, compreendo que as veias básicas que irrigam o pulsar do “eu” social estão no mínimo entupidas ou sucatadas, a nossa malha rodoviária que interliga o país hoje é um cartão de visita que envergonha qualquer brasileiro, e o pior é que, a situação, além de ser raramente questionada nos meios de comunicação de massa é um ponto para o nascedouro de um tumor maligno que em qualquer tempo pode parar o país, não quero dizer que a situação da problemática da infra-estrutura foi criada no governo atual, claro que não, quem não lembra dos apagões nos governos anteriores, com certeza são problemas antigos que exigem soluções novas, versáteis, urgentes.

Por que não tratar à problemática da infra-estrutura brasileira com seriedade? Se o Estado não tem condições de solucionar a problemática da infra-estrutura, por que não terceirizar? Entendo que é urgente a necessidade de uma política voltada com determinação, garra, tenacidade, na elaboração de medidas concretas para resolver de uma vez por todas a situação da infra-estrutura no Brasil.

Creio que este problema pertence a todos brasileiros, independentemente de ideologias, pois o bem comum beneficia a todos indistintamente, do contrário, iremos repassar para as novas gerações um país apodrecido dentro de sua própria malha básica na sua própria função de servir a sociedade. E Ai quando for descoberto que o estado falhou já é muito tarde.

Por: Luiz Domingos de Luna
Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra - Aurora

BlogHumor: E no paraíso da praia sem limites das eleições...


Fonte: Tiago Viana - Rastreadores de Impurezas

Brasil registra primeiro caso de desapropriação de terras por prática de crime ambiental



Brasília - A União desapropriou hoje (20), pela primeira vez na história do país, uma fazenda por crime ambiental. A medida está prevista na Constituição Federal de 1988. A desapropriação da Fazenda Nova Alegria, localizada no município de Felisburgo (MG), região do Vale do Jequitinhonha, foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

A medida atende a uma reivindicação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “Nunca conseguimos desapropriar nenhuma área por consequência da prática de crime ambiental pelos proprietários. Esta é a primeira vez que isso acontece”, afirma o superintendente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Minas Gerais, Gilson de Souza.

Segundo ele, 90% dos imóveis que estão na fase de vistoria ou aquisição pelo Incra em Minas Gerais têm problemas ambientais. “Com essa decisão, a sociedade será beneficiada porque vislumbra a possibilidade de os proprietários de terras passarem a respeitar mais as leis que visam à preservação do meio ambiente”, avalia. “A bandeira do meio ambiente está colocada. Não podemos permitir que os crimes ambientais continuem sendo cometidos impunemente”, completa.

Apesar de ter sido a questão ambiental a que mais pesou no caso da Fazenda Nova Alegria, Souza chama a atenção para outros tipos de crimes cometidos no local e analisados durante o processo.

“O fato de a decisão ser pautada na prática de crime ambiental não torna menos relevante o massacre ocorrido na área em 2004. Cinco pessoas morreram e 13 ficaram feridas a mando do proprietário da fazenda”, argumenta o superintendente do Incra. Além de ser apontado como mandante, o dono da fazenda, Adriano Chafick, é, segundo o superintendente, acusado de ser o executor do massacre, uma vez que estava junto com os pistoleiros no momento dos assassinatos.

Essa desapropriação, afirma Souza, é uma importante inovação porque busca o cumprimento da função social do imóvel. “Desconsiderar a função social de um imóvel é um desrespeito do proprietário contra a Constituição Federal”, argumenta Souza.

Segundo a Constituição, os donos de terras podem ter suas áreas desapropriadas caso não cumpram a função social de prezar pela produtividade, pelo respeito ao meio ambiente, pelo bem estar dos trabalhadores e pela boa relação entre patrões e empregados.

A publicação da desapropriação da Fazenda Nova Alegria está, ainda, na esfera administrativa. Para criar jurisprudência é fundamental que a decisão seja contestada na justiça pelo réu.

“Pela situação, acho que o fazendeiro vai recorrer direto no Judiciário. E, dependendo da decisão, pode ser criado um precedente que resulte numa maior agilidade para o julgamento de processos desse tipo”, explica Gilson de Souza. “Mas isso só ocorrerá se a decisão tomada na esfera administrativa for acatada pelo Judiciário”, completa.

“Se tudo correr bem, em até 50 dias a posse da fazenda já deverá ser do Incra”, disse o superintendente.

O próximo passo cabe à Procuradoria do Incra, que terá 45 dias para preparar e entregar o processo a um juiz. Depois, a Justiça terá prazo de 48 horas para transferir a posse da área ao instituto.

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

Mercadante anuncia no Twitter que deixa liderança do PT de forma "irrevogável" - Por: Samuel P. Teles

Em meio à crise da bancada petista no Senado, o senador Aloizio Mercadante (SP) anunciou nesta quinta-feira (20) no microblog Twitter que deixa a liderança da legenda na Casa depois do arquivamento das representações contra José Sarney (PMDB-AP) e do estremecimento de suas relações com colegas de partido.

"Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável", escreveu Mercadante. O pronunciamento deve acontecer por volta das 15h, segundo assessores do parlamentar.

O senador, que deve disputar a reeleição em 2010, alfinetou os colegas que anunciaram saída do partido. Marina Silva (AC) pediu desfiliação na quarta-feira depois de receber convite do PV para disputar a Presidência da República.

Flávio Arns (PR) afirmou que sairá do PT porque sentiu vergonha da posição do partido de ceder às pressões do Palácio do Planalto e votar pela absolvição de Sarney no Conselho de Ética.

"Ao contrário dos que estão deixando o partido, saio da liderança para disputar, junto à militância, a concepção do PT que eu acredito", afirmou Mercadante.

Na quarta-feira, Mercadante se recusou a ler nota assinada pelo presidente do PT, Ricardo Berzoini, orientando os parlamentares do partido no Conselho de Ética do Senado a arquivar as representações contra Sarney.

O senador Delcídio Amaral (MS), que integra o órgão pelo PT junto de João Pedro (AM) e Ideli Salvatti (SC), também usou o Twitter na quarta-feira para criticar a posição de Mercadante.

Crise com o Planalto
Nas últimas semanas a posição de Mercadante pela reabertura de pelo menos uma das 11 representações contra Sarney o afastou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata à sucessão presidencial em 2010.

Em julho, uma nota assinada pelo petista dizia que gravações da PF indicaram envolvimento de Sarney na negociação da contratação do namorado da neta. "É grave, porque há indícios concretos da associação do peemedebista com atos secretos", dizia a nota.

Mercadante pedia o o afastamento temporário do presidente do Senado. Na época, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) disse que o pedido de licença de Sarney feito por Mercadante era um ato isolado de "um ou dois" senadores.

Fonte: UOL Notícias

Por: Samuel P. Teles

Mercadante decide deixar liderança do PT


U
m dia após o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) ser desautorizado pelo Planalto, ele promete anunciar em plenário às 15h desta quinta que vai deixar o cargo de líder da bancada do partido no Senado. Mercadante já anunciou sua intenção no Twitter: “Eu subo hoje à tribuna para apresentar minha renúncia da liderança do PT em caráter irrevogável.”

Isso acontece após o partido ter perdido dois senadores, Marina Silva (AC), que deve se filiar ao PV para ser candidata à presidência em 2010, e Flávio Arns (PT-PR), que disse estar envergonhado de estar no PT após a confirmação do arquivamento dos 11 pedidos de investigação contra o presidente da Casa, José Sarney. A manobra de ontem contou com o apoio dos senadores petistas no conselho.

Todo o processo da crise no Senado foi desgastate para Mercadante. Agora ele sente o racha na bancada. Ideli Salvati (PT-SC) e Delcidio Amaral (MS-PT) não compareceram a uma reunião convocada por ele após a reunião do conselho. Os dois votaram a favor do arquivamento.

Ele sente também dificuldade com o Planalto. Foi de lá, da sala do chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, que partiu a ordem para os petistas votarem em bloco a favor de Sarney.

Mercadante queria ao menos uma investigação: sobre o pedido de emprego para um namorado da neta de Sarney. O embate da última semana se deu porque Ideli e Delcídio, suplentes do conselho, queriam ser substituídos por outros aliados, para não serem obrigados a votar a favor de Sarney, já que ambos são candidatos em 2010.

Mercadante, que também é candidato, não quis tomar a incitiava de fazer a substitituição e disse aos dois que renunciassem à vaga. Diante do impasse e com o compromisso de Lula em salvar Sarney, os dois foram obrigados a votar e Mercadante ficou fragilizado, a ponto de sentir obrigado a entregar o cargo.

Fonte: G1

Programa Cariri Encantado desta sexta-feira será com Abidoral Jamacaru

Foto: Dihelson Mendonça

O programa Cariri Encantado desta sexta-feira, 21, trará uma amostra do conceituado trabalho do cantor e compositor cratense Abidoral Jamacaru, um dos mais importantes artistas da cena cultural caririense. Além disso, Abidoral participará ao vivo falando sobre sua já longa carreira musical, que teve início na década de 1970, quando foi revelado pelo Festival Regional da Canção.

As músicas de Abidoral que serão veiculadas no programa fazem parte dos três discos lançados pelo cantor e compositor: Avallon, O Peixe e Bárbara.

Abidoral Jamacaru é reconhecido como um compositor da primeira linha da MPB pelos cantores e compositores Zeca Baleiro e Chico César.

Será uma oportunidade ímpar de ouvir, pelas ondas do rádio, a música cristalina deste ícone da cultura regional.

O Programa Cariri Encantado acontece com o apoio do Centro Cultural BNB Cariri e é veiculado todas as sextas-feiras, das 14 às 15 horas, na Rádio Educadora do Cariri, 1020. É apresentado por Luiz Carlos Salatiel e Carlos Rafael Dias.

O Brasil rumo ao neoliberalismo ambiental - postado por José Sales


Um artigo de Fábio Olmos é biólogo e doutor em zoologia. Tem um pendor pela ornitologia e gosto pela relação entre ecologia, economia e antropologia.

Durante boa parte do século XIX acreditava-se que doenças eram causadas por miasmas pestilentos transportados pelo ar. Esta crença foi eventualmente deixada para trás quando Robert Koch provou que a tuberculose, em 1882, e a cólera, em 1883, são causadas por bactérias. Apesar das provas oferecidas, a teoria de que doenças são causadas por germes tinha críticos que argumentavam que Koch, Pasteur e outros cientistas haviam provado que germes existiam, mas não que estes causavam doenças, ou pelo menos que eram a causa única da doença.

Um destes críticos era Max von Pettenkofer, um cientista que fez contribuições significativas na sua área, mas advogava apaixonadamente que o consenso científico estava errado. Para provar isso, von Pettenkofer preparou diversos tubos de ensaio com culturas de bactérias da cólera e os bebeu juntamente com seus alunos. Embora dois destes tenham desenvolvido casos leves de cólera, todos sobreviveram e von Pettenkofer clamou vitória.

Em 1892, bactérias da cólera contaminaram o suprimento de água de Hamburgo e da cidade vizinha de Altona. As autoridades de Altona seguiram o consenso científico e filtraram a água, e seus habitantes escaparam de uma epidemia. Hamburgo acreditou na opinião oposta e não filtrou suas água. O resultado foram 8.606 mortos. Von Pettenkofer se tornou uma figura ridicularizada e odiada. Suicidou-se.

Seria fácil traçar um paralelo entre esta história e a disputa que vemos hoje entre cientistas que alertam para as mudanças climáticas causadas por nós ao queimarmos combustíveis fósseis e florestas, e aqueles que negam a realidade ou importância disto. Os fatos mostrarão quem está correto.

Acho mais interessante pensar nas diferenças entre os governos de Altona e de Hamburgo. Imagino os governantes das duas cidades tendo que decidir entre agir ou deixar as coisas acontecerem. As pressões feitas por quem teria que bancar o custo de filtrar a água e por quem executaria o serviço. Certamente houve quem dissesse que o custo seria proibitivo, resultaria em perda de empregos, que o dinheiro seria mais bem aplicado em outros projetos, etc., etc. Hoje sabemos quem tomou a decisão correta.

Governantes são julgados pelos seus atos, e os atos deveriam ser julgados pelas conseqüências. Infelizmente a percepção de causa e efeito, e o custo-benefício de atos presidenciais tendem a ser filtrados pela opinião pública.

Por exemplo, Juscelino Kubitschek é endeusado pela construção de Brasília, obra que merece ser avaliada pelas conseqüências. Por exemplo, ela resultou na extinção de um simpático roedor improvavelmente batizado de Juscelinomys candango. E teve conseqüências na vida política do Brasil que são muito evidentes hoje em dia.

Além da extinção, que é para sempre, e da popularização da arquitetura estilo Niemeyer, o legado mais duradouro de Juscelino é seu governo ter sido um ponto de mudança na corrupção brasileira. A construção de Brasília foi atrelada a pacotes de “bondades” (passagens grátis, auxílio-moradia, etc.) oferecidas para que nossos congressistas aceitassem se mudar do Rio de Janeiro.

Vemos hoje no que isso deu. Mais tipicamente kubitschekianos, os acordos mutuamente interessantes com as empreiteiras para viabilizar a rápida construção da nova capital resultaram na intimidade inadequada entre políticos, empreiteiras e órgãos públicos responsáveis por grandes obras, o que gera hoje boa parte dos escândalos que ocupam a Polícia Federal e o Ministério Público e explica porque temos antes listas de grandes obras desejadas por empreiteiras do que políticas dignas do nome para áreas como transportes e energia.

O imaginário brasileiro prefere olhar Brasília como um grande feito, e realmente ela o é, em termos de engenharia. Mas o legado político e ambiental de sua construção deveria nos fazer pensar melhor.Meio ambiente tem tudo a ver com política e economia. São estes fatores que determinarão o legado ambiental deste governo, que parece tão dúbio quanto o político. Para começar, Lula, o presidente que odeia pererecas, deve no mínimo, se igualar a Juscelino no quesito extinção causada por obra pública.

Mas o principal legado ambiental que Lula ameaça deixar para o futuro é resultado da grande característica dos dois governos moluscos: sua política agressiva de compra de apoio. Que é evidente no bolsa-esmola, nos financiamentos de estatais e ministérios para ongs companheiras, na domesticação de ambientalistas que viraram governo, no silêncio da UNE e dos sindicatos que já foram caras-pintadas, e no aparelhamento do Estado com companheiros dizimistas. E ululante na compra de deputados de programa e senadores de vida fácil em troca de cargos, obras ou dinheiro vivo mesmo. Compra de apoio que serviria para “garantir a governabilidade”, mas certamente não foi usada para avançar com nenhuma reforma necessária, e que agora parece servir primordialmente para que Lula eleja sua sucessora, aquela simpática senhora que falsificou o currículo acadêmico e, como seu padrinho, tem a cabeça nos anos 70.

Os votos na eleição de 2006 migraram das regiões mais urbanizadas e com melhor nível educacional, onde o eleitorado foi mais sensível ao escândalo do mensalão, para regiões menos urbanizadas e menos educadas, onde a opinião pública não liga muito para isso. O mesmo eleitorado que leva ao Congresso marimbondos de fogo, caçadores de marajás, cangaceiros de terceira e roubam-mas-fazem.

É o mesmo eleitorado que nas eleições municipais mostrou suas prioridades, ao reeleger politicos intimamente associados à industria do desmatamento, enquanto aqueles que investiram seriamente em educação acabaram chutados de seus cargos. O que nos deixa longe de ex-miseráveis como a Coréia, onde não apenas a prioridade na educação resultou em progresso social, mas políticos corruptos que só redimem quando se suicidam. Ah, se fôssemos como os coreanos...

A crescente sertanização da política nacional e poder cada vez maior que os pactos lulistas têm dado a senhores feudais e agroratas resultam em impactos ambientais diretos. Lula já deu um presentão aos grileiros de terras na Amazônia com a aprovação da MP da Grilagem. Passo importante rumo ao neoliberalismo ambiental que ruralistas e PACeiros querem impor ao país.
Neoliberalismo que se traduz por um liberou geral para que “as forças criativas do mercado liberem o potencial pleno de crescimento da economia como resultado da eliminação da regulação excessiva imposta sobre o setor produtivo”. Como reza o mantra que cansamos de ouvir até pouco tempo atrás.

Do mesmo modo que a História mostrou que o socialismo é uma roubada, as crises econômicas mundiais mostraram no que dá este tipo de abordagem. Interesses individuais sem moderação externa produzem sistemas instáveis onde a coletividade paga pela ganância privada. Como Thomas Hobbes já notou séculos atrás, é para isso que precisamos de leis e de um Estado que as imponha.Mesmo assim Lula, versão grisalha e hirsuta de Zé do Caixão, parece disposto a passar para a história como coveiro da legislação ambiental brasileira. É recorrente que nosso presidente fale em público contra o que vê como entraves ambientais a suas grandes obras. Não é apenas preocupante ver um presidente atacando a lei que jurou obedecer. É sintomático vê-lo ignorar que o entrave não é a lei nem o IBAMA, mas sim a incapacidade governamental de planejar e produzir bons projetos técnicos e orçamentos realistas.

Com o fim do recesso parlamentar e se o congresso não ficar imobilizado por mais escândalos, devem voltar à baila o aleijamento do Código Florestal, MPs isentando rodovias amazônicas de estudos ambientais e outras barbaridades para as quais não têm faltado os Von Pettenkofer da vida, conscientes ou iludidos, para lhes dar sustentação "técnica", temperados com atentados à inteligência como os que “justificaram” a MP da grilagem e ornam a retórica dos agrocrtas, para os quais 33% do país é pouco.

O que veremos nos próximos meses será decisivo para nosso meio ambiente, que é questão estrutural, mas nunca recebeu tal status nas políticas públicas. Com a insuperável capacidade brasileira de matar o futuro em troco do voto imediato, o neoliberalismo ambiental pode bem ser o mais duradouro legado de Lula ao futuro.

Publicado no O ECO. Vale a pena conferir.

Cariri - Juventude rural discute políticas públicas


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JOVENS AGRICULTORES participam do XII Encontro Regional da Juventude Rural que, neste ano, aconteceu na cidade de Barbalha (Foto: Elizângela Santos)

Cerca de 120 jovens, de 28 cidades do Cariri, se reuniram em Barbalha para discutir inclusão de políticas públicas

Barbalha Cerca de 120 jovens, de 28 municípios do Cariri, participam do XII Encontro Regional de Juventude Rural e do I Festival da Juventude Rural. O evento, iniciado ontem, prosseguirá até a próxima sexta-feira, com discussões voltadas para a inclusão de políticas públicas direcionadas ao jovem rural, além de um processo de avaliação dos projetos já implantados na região. Na ocasião, a coordenação da Juventude Regional da Federação dos Trabalhadores do Estado do Ceará (Fetraece) elaborará um documento reivindicando do ao Governo do Estado, por meio da Secretaria da Educação (Seduc0, a implantação de duas escolas famílias agrícolas na região. O tema do evento é "Sucessão Rural - Porque a Juventude está saindo do campo?".

Segundo a coordenadora da Regional da Juventude da Fetraece, Cícera Vieira da Costa, a região é pioneira para discutir temas como a agroecologia, sustentabilidade, mas ainda não tem um modelo de escola agrícola. Ela afirma que as experiências práticas são vistas apenas na cidade de Independência, a única no Estado a contar com esse tipo de escola. O projeto da primeira Cooperativa Estadual de Venda de Produção Agrícola da Juventude Rural, para inserir os 28 municípios, será apresentado no encontro. A Prefeitura de Barbalha, segundo ela, cedeu o terreno com 3 mil metros quadrados para construção do prédio, avaliado em cerca de R$ 200 mil. No Cariri, segundo ela, a idéia seria fazer escolas diferenciadas, no sentido de promover um avanço no âmbito dos estudos voltados para a juventude, segundo estabelece a Lei de Diretrizes e Bases do Campo. "Seria um regime de alternância e adequação ao tempo escolar e da comunidade, voltada para a realidade local", explica. Também será proposto, no evento, a criação da rede da Juventude Rural Dentro do Território da Cidade. Essa será a primeira experiência da rede.

A abertura do XII Encontro contou com palestras sobre organização de movimento no setor rural, sucessão e Programa Jovem Saber. Durante o evento, também estão sendo comemorados os 12 anos do Coletivo Jovens e escolha do garoto e da garota rural. Além de shows culturais, estão sendo realizadas modalidades esportivas.

Para a coordenadora, há uma necessidade de se debater as políticas públicas, no sentido de promover o engajamento e o fortalecimento dos projetos a serem executados na região, dentro do tema enfocado. A coordenadora cita a importância de se criar alternativas de geração de renda, com sustentabilidade. Ela destaca a criação da Célula Específica de Educação no Campo, por meio da Universidade Regional do Cariri (Urca), em que já foi aprovado o curso sobre Pedagogia da Terra, e cursos na área de Pedagogia, Direito e História, nas áreas de assentamento.

O coordenador Geral Regional da Fetraece no Cariri, Francisco José Alves, diz que os jovens participantes fazem parte de trabalhos desenvolvidos junto aos Sindicatos de Trabalhadores Rurais da região. O encontro será um importante balizador das ações a serem desenvolvidas. Ele destaca a proposta de fortalecimento e articulação da juventude. A idéia é aproximar o setor juvenil.

José Alves destaca os avanços e conquistas da juventude rural. Na região, ele reforça a importância de se promover mais trabalhos de qualificação, capacitação por meio de cursos de formação. Ele destaca a importância de se apostar nas potencialidades da juventude, abrir mais espaços de oportunidades. O evento é realizado com o envolvimento de várias entidades: Fetraece, Confederação da Agricultura, Agropólo, Banco do Nordeste e a Prefeitura local. A coordenadora do Coletivo Municipal de Jovens Rurais de Milagres, Maria Idelfonso da Silva, destaca a importância do encontro, como oportunidade de agregar conhecimento. "Têm muitos jovens que ficam na roça e sem oportunidades. É importante a troca de experiência e a luta por espaços de inclusão".

ENQUETE

O que você está achando do encontro?

Crisdeane Figueiredo Silva
20 ANOS
Estudante

Essa é uma oportunidade da juventude aprender a interagir no ambiente rural, como agente participativo

Maria Idelfonso da Silva
24 ANOS
Agricultora

É uma chance de se obter mais informações para passar aos jovens e de lutar por melhorias na vida do campo

Antônio dos Santos
24 ANOS
Agricultor

Vamos adquirir mais conhecimento sobre a juventude rural, meio ambiente e levar informações

Mais informações
Escritório Regional da Fetraece
Rua José Silva Santos, 04
Bairro Parque Independência, Crato (88) 3512.2426/9211.8160

ELIZÂNGELA SANTOS
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe


Madrugada sem Internet na Vilalta

Olá, Amigos,

Hoje começamos o dia mais tarde que o de costume. Acontece que a OI resolveu fazer manutenção no VELOX exatamente na madrugada, e por isso, estamos aqui sem a já tradicional previsão do Tempo, e o Almanaque, mas teremos tudo isso mais tarde. Estou escrevendo a partir de um notebook e um modem da Vivo, mas o material principal se encontra em outro computador...

Até logo mais...

Dihelson Mendonça

Notícias do Crato para o Dia 20 de Agosto de 2009


20-08-2009
Biblioteca Municipal do Crato está preparada para atender a comunidade

A Prefeitura Municipal do Crato informa que está inaugurada desde o último dia 16 de junho, juntamente com o Telecentro Comunitário, a Biblioteca Municipal do Crato, servindo a toda a comunidade. Localizada no Centro Cultural do Araripe, no Largo da RRFSA a biblioteca estará atendendo a toda população de segunda à sexta, de 8 as 20 horas e no sábado de 8 ao meio dia. Mais informações 88- 3523 23 65, na Secretaria de Cultura, Esporte e Juventude.

V Conferência considerada um sucesso em Crato

Um dia de debates e trabalhos voltados para Assistência Social no município do Crato, com a V Conferência Municipal de Assistência Social, realizada durante todo o dia de ontem, no Teatro Municipal Salviano Arraes. O Crato cumpre, assim, a sua agenda no que diz respeito aos passos necessários para realizar uma avaliação do trabalho que vem sendo desenvolvido no âmbito da ação social, os principais pontos a serem melhorados e quanto ao que foi implementado no município. Vários avanços são reconhecidos com as políticas sociais implantadas nos últimos anos, a exemplo dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), com um amplo trabalho de capacitação e fortalecimento dos serviços sociais junto às famílias de bairros em situação de vulnerabilidade social, envolvendo desde crianças, jovens e idosos. Outro ponto importante, tem sido o trabalho desenvolvido por meio do Creas, fazendo uma cobertura de atendimento importante no que diz respeito às pessoas em situação de risco, a exemplo das mulheres vítimas de violência, crianças vítimas de abuso sexual e idosos que sofrem maus tratos, com atuação importante em parceria com os Conselhos. O enfoque principal dessa conferência foi ouvir principalmente o usuário, que é o principal beneficiário desses serviços e que pode dizer realmente como está recebendo. Foi dentro dessa visão, que as atividades foram desenvolvidas, percebendo-se os pontos necessários para serem fortalecidos e até novos projetos a serem implementados no âmbito da assistência social. A secretária Liduína Andrade considerou as discussões um grande sucesso, por meio de um trabalho iniciado com as pré-conferências, em que os temas propostos foram examinados e puderam ser trabalhados durante o dia de ontem de uma forma mais amadurecida pelos participantes da conferência, que contou com a participação de várias autoridades locais, segmentos sociais e representantes da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Estado.

Prefeito entregará projeto de estrada do Distrito de Santa Fé a Cid Gomes

O Prefeito do Crato, Samuel Araripe, entregará nos próximos dias ao Governador do Estado, Cid Gomes, projeto para recuperação da estrada que liga o município do Crato ao Distrito de Santa Fé. São cerca de 15 quilômetros de estrada, que no momento encontra-se totalmente danificada. O prefeito afirma que foi realizado um estudo no local, se consolidando num projeto que inclui até ponte. Ele avalia que deverá ser gasto cerca de R$ 5 milhões, na recuperação eficiente e com qualidade de asfaltamento, devolvendo a comunidade local condições de acesso mais seguras. O prefeito ressalta que irá lutar pela verba, como vem tentando há alguns anos, já que o município não dispõe de condições financeiras para bancar sozinho o empreendimento. Ele destaca o trabalho que foi feito nas estradas que dão acesso ao Lameiro e ao Grangeiro, no município, mas afirma que ambas são CEs e, portanto, o investimento nesses locais foi do Governo do Estado, sem que houvesse intervenção do município e esclarece que em nenhum momento transferiu recursos de uma obra para outra, até porque a responsabilidade, enfatiza Samuel Araripe, foi total do Estado.

Infectologista ministra palestra hoje para profissionais de saúde do Crato

Será realizada hoje, a partir das 14 horas, dando continuidade aos trabalhos de prevenção da Gripe Influenza A H1N1, palestra para os médicos e enfermeiros do setor público, pela médica infectologista, Ângela Gimbo. A palestra acontecerá no Teatro Municipal Salviano Arraes, às 14 horas.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Governo Municipal do Crato
Fone/Fax - (88) 3521.7069
Mais informações:

http://www.crato.ce.gov.br
http://www.prefeituramunicipaldocrato.blogspot.com

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