xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 16/08/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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16 agosto 2009

As Entranhas da Mídia. - Por: Valton de Miranda Leitão


Mídia é a pronúncia inglesa que sintetiza mass media. A enorme importância que os meios de comunicação adquiriram na contemporaneidade não pode ser compreendida fora da conjunção entre sua inserção histórico-sócio-cultural por um lado e psicológico-subjetivo por outro. A mídia faz parte ao mesmo tempo do mercado político e da mentalidade individual e coletiva na atualidade. Enquanto poder político, se diz independente e neutra na busca da justiça social e da transparência dos atos governamentais, mas noutra perspectiva mergulha fundo no psiquismo individual e coletivo para reduzi-lo ao consumo compulsivo de toda espécie, inclusive da própria notícia. O campo midiático é na verdade um sistema ideológico da classe dominante capitalista que Habermas na sua vacilação filosófica não definiu claramente, colocando-o no espaço potencial do argumento democrático. A sua atuação se dá no jargão do simbólico da superfície dos fatos socioculturais porque a profundidade da mentalidade grupal é anulada pela indução do prazer imediatista sem reflexão.

O homem contemporâneo que não deve pensar, mas simplesmente consumir, é igualmente impedido de desenvolver sentimentos sociocomunitários pelo semelhante porque o conjunto do sistema comunicacional integrado socioculturalmente privilegia o individualismo narcísico do consumidor compulsivo. A pretensão dos ideólogos midiáticos de neutralidade para o sistema comunicacional é completamente desmentida pelos fatos, enquanto que, facilmente se pode demonstrar sua ação danosa sobre a mentalidade coletiva. Evidentemente que existem aspectos positivos tanto na mídia convencional quanto na comunicação eletrônica e informacional (internet). A elite do Capital Global controla as organizações midiáticas em todos os países do mundo ocidental, enquanto o sistema eletrônico-informacional está sob o domínio do Governo dos EUA. Atualmente, não é possível prescindir dessa engrenagem que penetra todas as dimensões da vida humana, desde a indústria, o comércio, os serviços, chegando ao psiquismo individual e inconsciente grupal.

A teia comunicacional e informacional-eletrônica penetrou de tal forma no corpo do homem, a ponto de poder dispor, tanto da sua dimensão sensual quanto efetiva (amor-ódio), podendo instrumentalizar a política como mercadoria numa extensão jamais imaginada há cinqüenta anos. A sociedade civil-política iludida com a suposta neutralidade midiática não percebe o perigo da democracia unidimensional que, na essência é antidemocrática. A BBC de Londres, por exemplo, consegue na sua programação aparentar equanimidade de opiniões ao centro, direita e esquerda, mas no horário nobre predomina o pensamento conservador, enquanto na internet o domínio do grande capital em organizações tais como o Google é absoluto. Qualquer tentativa de democratizar o sistema comunicacional ou por limites às infovias computadorizadas esbarra imediatamente na denúncia “atentado contra a liberdade de imprensa” ou “aprisionamento antidemocrático do mercado livre”. O Governo de Cingapura, por exemplo, está tentando barrar os sites pornográficos e o Orkut, mas sofre grandes represálias na Organização Mundial do Comércio.

A competitividade destrutiva adquire no sistema comunicacional dimensão virótica, estimulando todas as formas de perversão. Não se trata de concorrer, mas destruir, não se trata de amar, mas possuir, não se trata de pensar, mas consumir, não se trata de falar, mas simplesmente gozar. A política midiática parte do princípio de que “na panela do pobre tudo é tempero”, por isso mantém certo controle sobre o sistema comunicacional dos países ricos, enquanto no Brasil, por exemplo, toda sorte de porcaria pode ser veiculada (o Big Brother não deixa dúvida). O paredão que agora é roça se exprime no auge da estupidez aos domingos. Todo esse sistema quer impor ao País sua agenda moral e ética. É urgente construir alternativas midiáticas como a TV Brasil e TELESUR na América Latina, mas principalmente introduzir legislação que favoreça o controle do povo sobre a comunicação.

Postado por: Dr. Valdetário

Dom Fernando Saburrido toma posse


Era de mudanças em Olinda e Recife

Publicado em 16.08.2009

Com apoio do clero e dos leigos, Dom Fernando Saburido assume a diocese que ganhou fama internacional com dom Helder e foi palco de polêmicas sob o comando de dom José . Depois de 24 anos de um comando centralizador, a Arquidiocese de Olinda e Recife volta a ser administrada por um religioso de linha mais participativa, que gosta de evangelizar com o povo, ouvir opiniões antes de tomar decisões e não se incomoda em lidar com pessoas de ideias divergentes. Dom Antônio Fernando Saburido, 62 anos, monge beneditino, toma posse às 16h de hoje com o desafio de dar unidade à igreja que se fragmentou após a aposentadoria de dom Helder Camara, afastando-se de movimentos sociais, e, ao mesmo tempo, ganhou novas características, como a ascensão de grupos de oração.Embora seja esperança de retomada de uma igreja mais preocupada com problemas sociais que a gestão de dom José Cardoso Sobrinho, o novo arcebispo não tem a pretensão de ser um Helder Camara. “Não esperem que dom Fernando seja um dom Helder. Ele vem para somar e catalizar, mas as mudanças ocorrem a partir de Deus. Não joguem no arcebispo uma responsabilidade que é de todos, não só dele”, analisa o abade do Mosteiro de São Bento, dom Felipe Silva, superior da ordem religiosa de Saburido.

Ele acredita que um novo tempo será iniciado na igreja católica de Pernambuco e que a formação no espírito de São Bento ajudará dom Fernando na missão de conciliar os sentimentos da instituição e do povo. Os monges se dedicam à oração, a ouvir as pessoas, ao silêncio e ao zelo pela Igreja e o evangelho. Pela primeira vez no Estado um representante da ordem assume a diocese metropolitana. Dom Fernando é o oitavo arcebispo desde 1901 e irá comandar 102 paróquias, administrar ainda 82 imóveis e supervisionar irmandades, como a Santa Casa de Misericórdia, comunidades e associações. Padre desde 1983, organizou paróquias em Olinda e participou da gestão de dom José, como bispo auxiliar entre 2000 e 2005, época em que tentou ativar o movimento pastoral e atrair sacerdotes que tinham se afastado das reuniões regulares com a cúpula da igreja. Tem experiência administrativa anterior, no Mosteiro e Colégio de São Bento.

Por: Dr. josé Flávio Vieira

Frases garimpadas do Blog do Crato - José Milton Arraes

Amigo Dihelson,

Pelos motivos hoje explicados, gostaria de ver publicado meu comentário a respeito do que acabo de ler. Antecipo-lhe meus agradecimentos. Sensibilizado mesmo, acabo de ler uma página de um grande significado, e por mim tão esperada no blog de todos nós, diria. Impressionante a simplicidade e a força que cada citação expressa, pelo mais puro sentimento de quem as externou. Apenas pinçei algumas delas.

-"A tribo é uma só. Pontes nos ligarão sempre!" - ( Lindíssimo! )
-"Muitas vezes somos também crianças esperando colo" ( Não se pode contestar a pureza de uma criança. Acrescentaria eu... )
-"Eis-me pois, acolhida nesse espaço "tribal" que somos" (... e a D. Ana Preta aguarda-te para torares uns "refotes" qdo. voltares ao Crato!)

-"Somos um só povo. Uma só Terra. Uma nação".
-"Somos irmãos de sangue e de berço".

Eis aí um belo exemplo de fraternidade que dignifica a raça humana. Apossou-me uma grande emoção, esta iniciativa que me pareceu tão espontânea. Estamos de parabéns.
Abração a todos.

Jose Milton Arraes

Pedido de desculpa - por Temístocles de Castro e Silva


Confesso aos senhores que, analisando o tal bate-boca entre os senadores Renan Calheiros e Tasso Jereissati, não encontrei razão para o ex-governador ir à tribuna pedir desculpas, nem pela postura, nem pelo que disse. Ao contrário, diante do insulto recebido, sua reação poderia ter sido outra, ferindo os princípios da educação recebida do berço. O senador Calheiros, sim, é que deveria ter ido desculpar-se de sua conduta, fazendo da tribuna do Senado uma espécie de cabaré, onde são comuns os termos de baixo nível ou mesmo indecentes.
Três vezes governador do Estado, nunca se teve notícia de qualquer explosão verbal de Tasso Jereissati. Isso não existe entre os seus defeitos como cidadão e homem público. Sob esse aspecto, é a figura do pai, que conheci bem. Era incapaz de uma grosseria com alguém.
Não conheço o senador Renan Calheiros. Seu comportamento como presidente do Senado, fazendo de seu gabinete local para encontros amorosos, e o termo que usou na discussão com o senador cearense, dizem tudo.
Pedir desculpas por quê? Porque reagiu a um insulto baixo? O senador Tasso só deveria pedir desculpas se não tivesse reagido, principalmente porque quem o insultou não tem condições morais para fazê-lo. Renan Calheiros foi simplesmente enxotado da cadeira de presidente do Senado, só escapando da cassação do mandato porque a ela renunciou. E o pior é que, graças a Lula, um ano e pouco depois o homem expulso da presidência do Senado volta como líder da tal “base aliada” do governo, tentando atingir quem foi governador de seu Estado três vezes sem que ninguém, até hoje, tentasse atingir-lhe a dignidade pessoal e política.
Tasso não é “coronel” no sentido pejorativo que Renan deu à palavra. Ele é apenas um líder autêntico, sem filhos por fora e sem propinas de empreiteiras, e que ainda hoje dispõe de força moral e eleitoral para ser governador pela quarta vez ou senador pela reeleição.
Quem vos fala foi adversário de Tasso desde sua primeira eleição. Sofri nos seus governos, com a redução de meu salário, mas a Justiça reparou os equívocos legais de sua área jurídica. Isso, todavia, não me leva à insensatez de negar o valor pessoal e político do senador Jereissati, principalmente se consideradas as condições morais de quem pretendeu atingí-lo.
Fonte: jornal O POVO, 16-08-2009
Postado por Armando Lopes Rafael

"Parabéns pelo Aniversário do maior Ativista Cultural" - Por: Luiz Domingos de Luna


Luiz Domingos de Luna
www.livrodigitalartigosdeluizdomingos.blogspot.com

Nota: Gostaria de parabenizar pela passagem do aniversário do maior ativista cultural do cariri, no seu testemunho diário, na Rádio Chapada do Araripe, no blog do Crato, no jornal Chapada do Ararirpe, e na sua valiosissima assessoria de imprensa que, muito tem feito para a divulgação dos valores culturais da cidade motora do desenvolvimento do cariri, Crato - e ao seu filho de coração, que, com certeza estou espiritualmente participando deste momento de glória, daquele que, fez de sua vida um apostolado a música, a musica do Crato, a cultura do Crato e respira o ar cultural do Crato e se confunde com o próprio Crato - Pianista Dihelson Mendonça. Duas histórias, duas vidas untadas e betumadas em palavras "O Crato de Dihelson Mendoça é o começo de uma nova historia que pulsa viva nas veias de todos que amam a cidade de Frei Carlos.

Meus sinceros parabéns!!!
Luiz Domingos de Luna

Em Resposta:

Meu Prezado Luiz Domingos de Luna, suas palavras são comoventes, reconfortantes e eu diria até exageradas, dado a nossa mínima contribuição para a história dessa cidade. Pelo menos eu vejo dessa forma. Há tanto por fazer, tenho inúmeros projetos para essa cidade, para essa região que todos nós amamos, e que repousa tão bem ao sopé da verde Chapada do Araripe. Precisamos construir o Museu da Imagem e do Som. Precisamos dar seguimento ao projeto de construção do núcleo de produção de audio-visual, o estúdio de que tanto falo, para registrar os fatos importantes e as personalidades do nosso tempo. Preservar nossa identidade. Minha maior preocupação hoje é tentar preservar os frutos da geração atual e a que imediatamente nos antecede. E para isso, precisamos de pessoas que se engajem nessas árduas tarefas e compartilhem dos nossos ideais. A vida é muito breve. Não sei quanto tempo ainda tenho a percorrer, mas quero deixar a minha pequena contribuição para fornecer dados importantes que ficarão registrados na memória do nosso povo e do pensamento caririense. Além, claro, da minha parcela como artista, em desenvolver trabalhos no sentido regional, como o meu Poema Sinfônico "Chapada do Araripe", para piano e orquestra, dentre outras coisas, que um dia, bem longe, talvez, daqui uns 100 anos, alguma orquestra sinfônica do Cariri possa executá-la num por-de-sol lá no topo da nossa querida Chapada do Araripe, não esencialmente para os ouvidos humanos, mas uma retribuição aos nossos pássaros, a todos os animais e as plantas da floresta, como um presente por sermos todos irmãos neste grande universo que é nosso pequeno e amado LAR.

Um grande abraço, e muito obrigado pelas suas palavras.

Dihelson Mendonça

Estado sem Cruz - Luiz Domingos de Luna*

O Estado Laico

De quando em vez, aparecem defensores de: já que o estado brasileiro é laico não há necessidade de símbolos cristãos em suas repartições. E uma posição muito simplista e descaracterizada da força da cruz na história do Brasil. Pois, senão vejamos: as caravelas que aqui aportaram já continham nas suas velas as cruzes estampadas nos mares bravios. Com a Chegada dos portugueses o maior acontecimento histórico e cultural foi a missa, e a cruz sempre presente, as localidades de uma forma geral receberam denominações de Santos ou símbolos do cristianismo, valendo também a regra para os primeiros educadores do Brasil, os jesuítas.

O estado brasileiro sempre conviveu pacificamente com os símbolos cristão, presentes em bandeiras, escudos, hinos (.....) o reconhecimento de feriados de fé cristã. Enfim a laicidade do Estado nunca foi prejudicada por uma maioria que professa uma fé religiosas, vez que as nossas cartas magnas são, via de regra, deis tas sem prejuízo para o estado laico. Muitas cidades brasileiras têm buscado subsídios na religião para formar a sua unidade social e cultural, a regiliosidade do povo brasileiro está bastante amadurecida para o discernimento entre um ato de fé e uma decisão jurídica de um estado laico que forma a unidade da nossa nação. A Presença de símbolos cristãos nas repartições públicas no Brasil é somente o reconhecimento de um estado laico que convive pacificamente com um povo religioso. Creio que os símbolos presentes nas repartições publicas do Brasil estão mais direcionados a cultura religiosa entranhada na história do povo brasileiro do que uma apologia a qualquer credo, do contrário teremos que negar ou apagar toda simbologia cristã presente na formação heterogênica do Brasil, ou da identidade do povo brasileiro. Ao se fazer a mudança o primeiro a ser ferido nessa historia não é a religião, ou o credo que se professa, mas a própria história brasileira que foi construída com tanta luta pelos desbravadores e continuadores e dos que, ainda estão para servir ao meu Querido Brasil.

Luiz Domingos de Luna (*) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora

Difícil diagnóstico da Esclerose Múltipla impede tratamento adequado da doença



É preciso não confundir a Esclerose Múltipla, com o Mal de Alzheimer !

Brasília - Uma forte cãibra nas pernas e formigamento nas pontas dos dedos das mãos e dos pés. Foram esses os primeiros sintomas da esclerose múltipla, que começou a se manifestar, há sete anos, a dona de casa Maria das Graças Ferreira. “Fiquei um ano tratando com ortopedista e as cãibras sempre aumentando”, lembra. A dona de casa só tomou o conhecimento de que era portadora da doença depois que a irmã a levou a um neurologista. “A doutora mandou fazer mapeamento cerebral e foi assim que eu soube”, relata Maria das Graças. A doença do sistema nervoso é de difícil diagnóstico e esse é o principal motivo que leva ao baixo índice de pessoas que são tratadas adequadamente no Brasil. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem), dos 30 mil portadores da doença no país, apenas 5 mil fazem o tratamento corretamente. “É uma doença que não se descobre em pouco tempo. É preciso que vários exames sejam feitos. Depende de cada pessoa e dos sintomas dela. Não tem um dado como que dia, que hora, que momento que a doença aparece. O sintoma surge até no escuro. A gente fala que ele pode aparecer até de noite e você estar dormindo”, diz a presidente da Sociedade de Esclerose Múltipla de Brasília (Semb), Elizabeth Tozetti.

A esclerose múltipla ativa o sistema imunológico da pessoa contra suas próprias estruturas neurológicas. Dentre os sintomas da doença estão: visão borrada ou dupla, fadiga, fraqueza, formigamento, dormência nos braços ou pernas, incontinência fecal ou urinária, dificuldade para falar, relatos de apatia, desatenção, euforia e choro súbito. O mal não tem cura, mas os medicamentos inibem os surtos de seus sintomas e permitem que o portador tenha uma vida praticamente normal. “A única coisa que ainda me dá é falta de equilíbrio, de coordenação motora e, às vezes, confundo a voz na hora que vou falar, ela fica enrolada”, conta Maria das Graças, que se submete três vezes por semana à aplicação de remédios. Ainda não se sabe muito sobre a doença. As causas que levam uma pessoa a desenvolver a esclerose múltipla são quase que desconhecidas. Fatores genéticos ainda foram descartados pela medicina. “Não se fala nisso ainda. Tem muito estudo para fazer. Mas, hoje em dia, ainda não se diz que é hereditário, de jeito nenhum”, explica a presidente da Semb. A falta de avanços nos estudos sobre a esclerose é um dos fatos que motivou a Federação Internacional de Esclerose Múltipla (MSIF) a instituir, neste ano, 27 de maio como o Dia Mundial da Esclerose Múltipla.

Fonte: Agência Brasil

Marina diz que vai passar fim de semana recolhida para decidir sobre mudança de partido


"NE - Uma saída honrada ?"

Brasília - A senadora Marina Silva (PT) afirmou no último dia 15, que não vai prolongar por muito tempo o anúncio de sua decisão sobre a possibilidade de mudar de partido. Marina foi convidada a se filiar ao Partido Verde (PV). Ela disse que praticamente terminou o ciclo de conversas com lideranças do PT, pessoas do Acre e amigos, e agora está se “recolhendo” neste fim de semana e início da próxima para tomar a decisão. “Não coloquei prazo, nem dia. Mas não quero prolongar esse anúncio porque não quero transformar isso em uma novela. Em respeito ao meu partido, que é o PT, ao PV e a mim mesma. Foi um processo difícil. Eu me expus a muitos argumentos, afetos de relações de 30 anos [com o PT]”, afirmou, após participar de debate sobre clima e meio ambiente para integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), acampados em Brasília.

Apesar de aliados afirmarem que Marina já tomou a decisão de trocar de partido, a senadora argumentou que não falou “com nenhuma pessoa” a respeito de qual é a sua decisão. “Então não posso dá crédito ao que foi dito [de que já estaria tomada a decisão]”. Marina também disse que a ação dos trabalhadores no evento, de pedir autógrafos e tirar fotos com ela, não indica um clima de campanha política para a Presidência da República. “Em todos os lugares que ao longo dos dez anos que ando pelo Brasil, as pessoas sempre me tratam com muito carinho. Não tem nada a ver com campanha. É o respeito que as pessoas têm pela luta, pela causa. É até uma forma de dizer que está junto da luta”, afirmou. A senadora voltou a manifestar que desvincula a possibilidade de condicionar sua filiação ao PV a uma candidatura à Presidência da República em 2010.

“Não estamos falando de Presidência da República. A decisão que estou tomando é sair ou não do PT. O PV me fez um convite honroso e eu disse que não iria subordinar a minha decisão às duas coisas”, disse. Para Marina, “ninguém sai de um partido para ser candidato”, mas avalia a possibilidade de mudança por um compromisso programático. Ela enfatizou que o PV “está se propondo a fazer uma discussão programática de colocar o desenvolvimento sustentável como estratégico”. Segundo Marina, “foi por essa construção que eu militei durante 30 anos no PT e hoje vejo os frutos que ela tem dado na área social, em vários aspectos na própria luta pela reforma agrária". A senadora acrescentou que nenhum partido vai “hegemonizar” a questão do desenvolvimento sustentável. “Mas aqueles que se dispõem a iniciar já é um bom começo”. A senadora disse ainda que não existe voto a ser dividido entre ela, se for candidata, e a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deve disputar as eleições presidenciais em 2010. “A luta ambiental não atrapalha ninguém nesse país. Não exite voto a ser dividido. O voto é do cidadão. A nossa visão patrimonialista é que acha que o voto já é alguém. O voto está livre para se dado para quem o cidadão entende que deseja dar”, afirmou.

Fonte: Agência Brasil

Previsão do Tempo e Almanaque - 16 de Agosto de 2009


Boa tarde, meus amigos e amigas do Blog do Crato!


Após um dia de inúmeras comemorações, compromissos, que foi o dia de ontem, cá estamos nós de novo ao Blog do Crato, trazendo mais uma vez a previsão do tempo para as próximas horas e o nosso ALMANAQUE. Aliás, esse almanaque tem sido motivo de controvérias. Um dos membros do Blog do Crato acha que não deveríamos colocar os santos da Igreja Católica, e sim outras coisas pois segundo ele, estaríamos de uma certa forma, a fazer publicidade da organização do Papa Bento XVI... Bem, não temos qualquer patrocínio da Igreja Católica, aliás, patrocínio aqui no Blog do Crato tá é difícil, viu neguin... Estamos aqui no Blog vivendo de promessas, igual a santo. Muita gente promete que irá nos patrocinar, desde que mundo é mundo, mas esse patrocínio nunca chega. Temos inúmeras despesas todo mês, em torno de 800 reais, e gora mesmo, estamos precisando de móveis e custeio da produção dos cenários para a TV Chapada do Araripe ( antiga TV Crato ), que irá finalmente ter um Jornal televisivo Semnal, além de programas de variedades. Isso não sai de graça. Mas gente, eu conheço muito bem os empresários do Crato! Outro dia, fui pedir um patrocínio a um grande empresário, cuja empresa está muito bem financeiramente, gente de família tradicional na cidade. A resposta foi tipo: "Ok, Dihelson, seu trabalho é muito importante para a cidade, mas estamos num período difícil agora. E quando melhorar, eu te procuro".... Só por aí eu vi qual o dia em que este irá nos procurar: NO DIA DE SÃO NUNCA, DE TARDE..

Mas deixando esses contratempos de lado, ainda bem que estamos vivos. Ontem, completei 43 anos de existência e até prova em contrário, estou me sentindo muito bem, porque descobri que a quantidade de pessoas amigas que eu tenho é muito grande. Eu passei o dia de ontem quase a responder mensagens, atendendo telefonemas, e recebendo lembranças. Considero-me uma pessoa de muita sorte, por ter toda uma gama de pessoas que se preocupam com meu bem-estar, com minha arte musical, e eu sou muito grato a essas pessoas. Eu não mereço tanto carinho e afeto, pois se eu ajo bem, ESSA é minha obrigação como ser humano. Quem age errado, já está em completo desacordo com a naturea. Nossa vida é muito breve para perdermos tanto tempo com brigas, com inimizades e com coisas improdutivas. Eu acredito no Homem que produz. No que tenta deixar uma obra para a posteridade. Fico feliz quando vejo pessoas tentanto se aperfeiçoarem, quando eu vejo que há uma luz no fim deste túnel de trevas a que chegou a raça humana.

A previsão do tempo para hoje, como qualquer cratense pode comprovar à partir da sua própria janela, é de tempo bom. Sol, com poucas núvens e não chove. A temperatura máxima ficará em torno de 26 graus, e a mínima de 16, segundo nos informa o site Climatempo:




ALMANAQUE

No dia 16 de agosto, a Igreja Católica comemora o dia de Santo Estevão da Hungria

No final do primeiro milênio, a Europa foi invadida pelos bárbaros nômades vindos da Ásia, que acabaram dominados pelos reis da Alemanha e da França. As tribos magiares, como eram chamadas, instalaram-se na região da Panônia, atual Hungria, e lá conheceram o cristianismo. A partir desse contato, aos poucos foram se convertendo e abraçaram a religião católica. O duque Gesa, casando com uma princesa cristã, permitiu que os filhos fossem educados no seguimento de Cristo. O seu primogênito, Vaik, que nascera em 969, ao completar dez de idade, foi batizado e recebeu o nome Estêvão. Na cerimônia, o futuro herdeiro do trono teve a felicidade de ver seu pai, convertido, recebendo o mesmo sacramento. Mas o velho rei morreu sem conseguir o que mais desejava, unir seu povo numa única nação cristã. Esse mérito ficou para seu filho Estêvão I, que passou para a história da humanidade como um excelente estadista, pois unificou as trinta e nove tribos, até então hostis entre si, fundando o povo húngaro. Ele também consolidou o cristianismo como única religião deste povo e ingressou para o elenco dos "reis apostólicos". Casou-se com a piedosa e culta princesa Gisela, irmã do imperador da Baviera, Henrique II, agora todos venerados pela Igreja. Tendo como orientador espiritual e conselheiro o bispo de Praga, Adalberto, confiou aos monges beneditinos de Cluny a missão de ensinar ao povo a doutrina cristã. Depois, conseguiu do papa Silvestre II a fundação de uma hierarquia autônoma para a Igreja húngara. Para tanto, enviou a Roma o monge Astric, que o papa consagrou bispo com a função de consagrar outros bispos húngaros.

Com o auxílio da rainha Gisela, Estêvão I fundou muitos mosteiros e espalhou inúmeras igrejas pelas dioceses que foram surgindo. Caridoso e generoso, fundou hospitais, asilos e creches para a população pobre, atendendo, especialmente, os abandonados e marginalizados. Humilde, fazia questão de tratar pessoalmente dos doentes, tendo adquirido o dom da cura. Corajoso e diplomático, soube consolidar as relações com os países vizinhos, mesmo mantendo vínculos com o imperador de Bizâncio, adquirindo também o dom da sabedoria. Assim, transformou a nação próspera e o povo húngaro num dos mais fervorosos seguidores da Igreja Católica. No dia da Assunção de Maria, em 15 de agosto de 1038, o rei Estêvão I morreu. Logo passou a ser venerado pelo povo húngaro, que fez do seu túmulo local de intensa peregrinação de fiéis, que iam agradecer ou pedir sua intercessão para graças e milagres. A fama de sua santidade ganhou força no mundo cristão, sendo incluído no livro dos santos, em 1083, pelo papa Gregório VII. A festa de santo Estêvão da Hungria, após a reforma do calendário da Igreja de Roma, passou as ser celebrada no dia 16 de agosto, um dia após a sua morte.

HOJE NA HISTÓRIA

Em 1977, morria o Rei do Rock, Elvis Presley

Nesta data, em 1977 Elvis Presley morria na Mansão Graceland, em Memphis, no Tennessee, aos 42 anos de idade. Uma perda lastimável para o mundo da música, foi sem dúvidas o desparecimento do ídolo do Rock Elvis Presley. Um ícone, como poucos, que mudou para sempre os rumos da história da música e do próprio comportamento humano.

Elvis Aaron Presley (East Tupelo, Mississippi, 8 de janeiro de 1935 - Memphis, 16 de agosto de 1977) foi um famoso músico e ator, nascido nos Estados Unidos da América, sendo mundialmente denominado O Rei do Rock, também conhecido pela alcunha de Elvis The Pelvis, apelido pelo qual ficou conhecido na década de 50 por sua maneira extravagante e ousada de dançar. Uma de suas maiores virtudes era a sua voz, devido ao seu alcance vocal, que atingia, segundo especialistas, notas musicais de difícil alcance para um cantor popular. A crítica especializada reconhece seu expressivo ganho, em extensão, com a maturidade; além de virtuoso senso rítmico, força interpretativa e um timbre de voz que o destacava entre os cantores populares, sendo avaliado como um dos maiores e por outros como o melhor cantor popular do século 20.

Elvis tornou-se um dos maiores ícones da cultura popular mundial do século XX. Entre seus sucessos musicais podemos destacar "Hound Dog", "Don't Be Cruel", "Love me Tender", "All Shook up", "Teddy Bear", "Jailhouse Rock", "It's Now Or Never", "Can´t Help Falling In Love", "Surrender", "Crying In The Chapel", "Mystery Train", "In The Ghetto", "Suspicious Minds", "Don't Cry Daddy", "The Wonder Of You", "An American Trilogy", "Burning Love", "My Boy" e "Moody Blue". Na Europa, canções como "Wooden Heart", "You Don't Have To Say You Love Me", "My Boy" e "Moody Blue" fizeram sucesso. Particulamente no Brasil, foram bem-sucedidas as canções "Kiss Me Quick", "Bossa Nova Baby", "Bridge Over Troubled Water".

Após sua morte, novos sucessos advieram, como "Way Down" (logo após seu falecimento), "Always On My Mind", "Guitar Man", "A Little Less Conversation" e "Rubberneckin". Trinta anos depois de morrer, Presley ainda é o artista solo detentor do maior número de "hits" nas paradas mundiais e também é o maior recordista mundial em vendas de discos em todos os tempos com mais de 1 bilhão de discos vendidos em todo o mundo.

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Em 1900, morria Eça de Queiroz


Nesta data também, em 16 de Agosto de 1900, morria o renomado escritor português José Maria de Eça de Queirós. José Maria de Eça de Queirós nasceu em Novembro de 1845, numa casa da Praça do Almada na Póvoa de Varzim, no centro da cidade; foi baptizado na Igreja Matriz de Vila do Conde. Filho de José Maria Teixeira de Queirós, nascido no Rio de Janeiro em 1820, e de Carolina Augusta Pereira d'Eça, nascida em Monção em 1826. O pai de Eça de Queirós, magistrado e par do reino, convivia regularmente com Camilo Castelo Branco, quando este vinha à Póvoa para se divertir no Largo do Café Chinês. Eça de Queirós foi batizado como "filho natural de José Maria d'Almeida de Teixeira de Queiroz e de Mãe incógnita", fórmula com um que traduzia a solução usada em caso similares nos registos de batismo quando a mãe pertencia a estratos sociais elevados. Uma das teses para tentar justificar o facto dos pais do escritor não se terem casado antes do nascimento deste sustenta que Carolina Augusta Pereira de Eça não teria obtido o necessário consentimento da parte de sua mãe, já viúva do coronel José Pereira de Eça. De facto, seis dias após a morte da avó que a isso se oporia, casaram-se os pais de Eça de Queirós, quando o menino tinha quase quatro anos. Por via dessas contingências foi entregue a uma ama, aos cuidados de quem ficou até passar para a casa de Verdemilho em Aradas, Aveiro, a casa da sua avó paterna que em 1855 morreu. Nessa altura, foi internado no Colégio da Lapa, no Porto, de onde saiu em 1861, com dezasseis anos, para a Universidade de Coimbra onde estudou direito. Além do escritor, o casal teria mais seis filhos. O pai era magistrado, formado em Direito por Coimbra. Foi juiz instrutor do célebre processo de Camilo Castelo Branco, juiz da Relação e do Supremo Tribunal de Lisboa, presidente do Tribunal do Comércio, deputado por Aveiro, fidalgo cavaleiro da Casa Real, par do Reino e do Conselho de Sua Majestade. Foi ainda escritor e poeta.

Em Coimbra, Eça foi amigo de Antero de Quental. Os seus primeiros trabalhos, publicados avulso na revista "Gazeta de Portugal", foram depois coligidos em livro, publicado depois da sua morte sob o título Prosas Bárbaras.

Em 1869 e 1870, Eça de Queirós fez uma viagem de seis semanas ao Oriente (de 23 de Outubro de 1869 a 3 de Janeiro de 1870), em companhia de D. Luís de Castro, 5.º Conde de Resende, irmão da sua futura mulher, Emília de Castro, tendo assistido no Egipto à inauguração do canal do Suez: os jornais do Cairo referem «Le Comte de Rezende, grand amiral de Portugal et chevalier de Queiroz. Visitaram, igualmente, a Palestina Aproveitou as notas de viagem para alguns dos seus trabalhos, o mais notável dos quais o O mistério da estrada de Sintra, em 1870, e A relíquia, publicado em 1887. Em 1871, foi um dos participantes das chamadas Conferências do Casino. Quando foi despachado mais tarde como administrador municipal de Leiria, escreveu a sua primeira novela realista, O Crime do Padre Amaro, que apareceu em 1875. Tendo entrado na carreira diplomática, Eça de Queirós passou os anos mais produtivos de sua vida em Inglaterra, como cônsul de Portugal em Newcastle e em Bristol. Escreveu então alguns dos seus trabalhos mais importantes, A Capital, escrito numa prosa hábil, plena de realismo. Suas obras mais conhecidas, Os Maias e O Mandarim, foram escritas em Bristol e Paris, respectivamente.

Seu último livro foi A Ilustre Casa de Ramires, sobre um fidalgo do séc XIX com problemas para se reconciliar com a grandeza de sua linhagem. É um romance imaginativo, entremeado com capítulos de uma aventura de vingança bárbara que se passa no século XII, escrita por Gonçalo Mendes Ramires, o protagonista. Trata-se de uma novela chamada A Torre de D. Ramires, em que antepassados de Gonçalo são retratados como torres de honra sanguínea, que contrastam com a lassidão moral e intelectual do rapaz. Morreu em 16 de Agosto de 1900 em Paris. Teve funerais nacionais. Está sepultado em Santa Cruz do Douro.

Fontes: Climatempo, Edições Paulinas, 10emtudo, Wikipedia

Depois da ExpoCrato, a SEMAC Relaxou na coibição dos abusos da Poluição Sonora ?


O Eterno problema da Poluição Sonora no Crato

Pois é, meus Amigos.

Pleno domingo, que seria um dia de Paz, e estamos aqui na Vilalta sem conseguir nem redigir direito, porque um imbecil está ali próximo, com um som altíssimo na Rua paulo Elpídio, num bar, tocando som de DJay, Tum Tum Tum... Aliás diga-se de passagem, que depois de um quarto cheio de marimbondos, a única coisa que pode perturbar tanto um ser humano é música de Djay. Às vezes, penso que o mundo está explodindo, pois não se escuta música, apenas explosões. Alguém já tentou dormir com um Bate-estacas próximo à sua cama ? pois a coisa é mais ou menos por aí.

Só que...
Só que nós temos leis para coibir tudo isso. Isso não precisava ser assim. É preciso campanhas educativas e punitivas. Eu já percebi que depois da ExpoCrato, parece que a excelente campanha instrutiva e punitiva que estava sendo levado a cabo pelo Dr. Nivaldo e a sua Secretaria de Meio Ambiente, relaxou mais. Já vejo motoqueiros passeando com escapamentos barulhentos no Crato, sem qualquer intervenção. parece uma cidade que se abandonou...

Aonde está o DEMUTRAN também ?

Aliás, aonde estão as autoridades que não cumprem o seu papel perante a sociedade?
Não podemos regredir e permitir que esses cabeças de macaco dominem a cidade, com seus carros com som altíssimo. Taca MULTA em todos eles!!! Coloquemos 1.000 reais para cada veículo que estiver com som muito alto, perturbando a população, que haveremos de resolver.

Esta observação aqui está muito leve!
Na proxima vez, cobraremos uma participação mais ativa das autoridades, antes que o Problema se Agrave ainda mais.

Dihelson Mendonça

Comissão Científica do Império descobriu os sertões


Há 150 anos, cientistas da época do Império viajaram ao Ceará com o objetivo de conhecer os sertões do Brasil

Fortaleza "Vieram os senhores a este nosso Brasil". No registro do diário do botânico Francisco Freire Alemão, assim fala um homem da então Vila de Aracati sobre um dos projetos mais ambiciosos do Brasil Imperial. Há 150 anos, os principais representantes da elite intelectual brasileira empreenderam viagem exploratória de dois anos e cinco meses à província do Ceará. Era a Comissão Científica de Exploração, designada oficialmente como Imperial Comissão Científica e Comissão Exploradora das Províncias do Norte. Com metas grandiosas e produtora de ampla pesquisa em diversas áreas sobre o Estado do Ceará, uma série de constrangimentos de ordem política, cultural e de financiamento fez com que o projeto não tivesse a continuidade e a abrangência esperadas. Apesar disso, a viagem pelos rincões cearenses é relevante para entender a história do pensamento social vigente, além de aspectos naturais e humanos do Ceará naquele período.

Viagens exploratórias

A realização de expedições e o interesse em colher informações sobre recursos naturais e populações indígenas permeiam a ocupação do "novo mundo". No Brasil, a chegada da Família Real portuguesa abriu caminho para a realização de expedições estrangeiras, apoiadas pelo Estado. "Com a vinda de D. João VI e da Corte Portuguesa para o Brasil, em 1808, houve a liberação do acesso de naturalistas ao amplo e desconhecido território brasileiro, após séculos de repressão e segredo das autoridades coloniais, desejosas de resguardar os seus recursos naturais da cobiça dos países mais desenvolvidos", aponta o pesquisador cearense Melquíades Pinto Paiva, autor do livro "Os Naturalistas e o Ceará".

A primazia da razão e a possibilidade do conhecimento do outro, defendidas pelo Iluminismo, animavam a formação de instituições de cultivo das ciências, da cultura e das artes nos principais centros europeus, tendência seguida pelo Brasil para se inserir na comunidade internacional. Em 1856, foi a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), então a principal instituição científica do Brasil, que surgiu a ideia de enviar às províncias do Norte a primeira expedição formada apenas por brasileiros. Defendia-se que muitas das impressões dos estrangeiros eram baseadas em visões pré-concebidas de uma "terra exótica". Procurava-se, assim, sair da posição de fornecedor de exemplares a serem pesquisados para a de produtor de conhecimento. "Com a criação da Comissão Científica, o governo imperial tentou alcançar os seguintes objetivos: provar a capacidade de organizar e manter em ação uma expedição científica constituída somente por naturalistas brasileiros; mostrar ao mundo, dito civilizado, o apreço institucional e oficial pelo desenvolvimento das ciências; direcionar esforços no sentido de melhor conhecer regiões do Brasil de pouco interesse dos naturalistas estrangeiros que nos visitavam e conduziam suas expedições; melhor conhecer a natureza e os recursos das províncias do Nordeste do Brasil, a começar pelo Ceará", comenta Melquíades Pinto Paiva.


Patrocinada pelo imperador Dom Pedro II, a Comissão tinha uma meta ambiciosa: ao colher informações sobre fauna, flora, minerais, geografia, além dos usos e costumes, a ideia da Comissão era promover a integração regional do País e a promoção de uma identidade nacional, além de buscar potenciais recursos naturais que pudessem ser explorados, como metais preciosos. A Comissão Científica era dividida em cinco seções, cada uma chefiada por um associado do IHGB: seção Botânica, comandada pelo botânico Francisco Freire Alemão (presidente da Comissão); seção Geológica e Mineralógica, com o físico Guilherme Schüch de Capanema; seção Zoológica, com o naturalista Manoel Ferreira Lagos; seção Astronômica e Geográfica, chefiada pelo matemático Giacomo Raja Gabaglia; e a seção Etnográfica e de Narrativa de Viagem, a cargo do romancista e historiador Antônio Gonçalves Dias. Acompanhava a viagem o tenente da Marinha, José dos Reis Carvalho. Discípulo do pintor francês Jean Baptiste Debret, era o desenhista oficial da expedição, tendo produzido desenhos e aquarelas (fotos) da natureza e da arquitetura da província.

Somente os preparativos para a expedição duraram três anos. Gonçalves Dias e Raja Gabaglia viajaram à Europa para adquirir equipamentos para a viagem, como material de acampamento, medicamentos, equipamentos de precisão, microscópios e até câmeras fotográficas. A Comissão foi a primeira no Brasil a fazer registros fotográficos, mas que se perderam no naufrágio do Iate Palpite. Foi adquirida uma biblioteca de cerca de mil volumes inéditos no País para servir de pesquisa aos "científicos", como eram chamados os membros da Comissão imperial.

Percalços e críticas

A iniciativa, no entanto, ficou limitada ao Ceará. A passagem da Comissão Científica pela província foi marcada por tensões e conflitos. A imprensa da época apelidou o empreendimento de nomes como "Comissão das Borboletas" ou "Comissão Defloradora". Incidentes envolvendo ajudantes da Comissão, problemas ligados às especificidades da região e até a tentativa frustrada de aclimatação de 14 camelos para realizar a travessia eram muito noticiados. As mudanças políticas nos gabinetes imperiais e a Guerra do Paraguai, na qual o Brasil se envolveu militarmente, implicaram na diminuição dos orçamentos e da atenção dispensada à Comissão Científica. A viagem gerou uma vasta documentação, como relatórios, diário de viagem, apontamentos sobre a seca, estudos botânicos e vários outros temas, além de objetos coletados no local. O legado concentra-se em instituições do Rio de Janeiro, como o IHGB e o Museu Histórico Nacional (MHN). No Ceará, algumas das aquarelas de Reis Carvalho podem ser vistas no Museu do Crato. O Museu do Ceará lançou, recentemente, documentação inédita sobre a expedição, com escritos de alguns dos membros da Comissão Científica.

Mais informações
Departamento de História da Universidade Federal do Ceará (UFC) - (85) 3366.7741

KAROLINE VIANA
REPÓRTER

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

Leão de Da Vinci volta à vida 500 anos depois - Por Estelle Shirbon


AMBOISE, França (Reuters) - Um leão mecânico inventado por Leonardo da Vinci para entreter o rei da França voltou à vida quase meio milênio depois da morte do gênio renascentista. O autômato original de Da Vinci se perdeu, mas o animal foi recriado no castelo de Clos Luce, na localidade francesa de Amboise, no vale do Loire, onde Da Vinci viveu durante três anos, até sua morte, em 1519. "Adoramos a ideia de que Leonardo era não só um artista e engenheiro, mas também um fabuloso diretor de palco, um mestre dos efeitos especiais", disse François Saint Bris, diretor desse castelo particular, que é aberto ao público. "Ele sabia como satisfazer uma plateia com criações incríveis. Ele era o (produtor de cinema) George Lucas da época," disse Saint Bris à Reuters. Famoso pelas telas Mona Lisa e A Última Ceia, Da Vinci foi também um inventor prolífico, que chegou a projetar uma máquina precursora do helicóptero.

Testemunhas da época deixaram relatos de que o leão de Da Vinci foi presenteado em 1515 ao rei François 1. pela comunidade florentina da cidade francesa de Lyon, para celebrar uma aliança entre França e Florença. O símbolo de Florença era um leão, e quando o rei dava três chicotadas na máquina, o autômato abria seu peito para revelar uma flor de lis, símbolo da monarquia francesa. Um leão semelhante - não se sabe se o mesmo ou uma nova versão - voltou a aparecer numa suntuosa festa em homenagem ao rio, em 1517. Da Vinci não deixou esboços do leão, mas fez desenhos detalhados de mecanismos que podem dar pistas sobre o autômato. Com base nesses desenhos e em descrições por escrito, Renato Boaretto, que também se dedica à criação dessas máquinas, reconstruiu o animal para o castelo de Clos Luce, para uma exposição que ficará em cartaz até o final de janeiro. O leão de Boaretto, em tamanho natural, funciona a corda manual. Dá dez passos para frente, balança a cabeça, abre e fecha a boca e abana o rabo. Um mecanismo oculto na juba faz com que, a um toque em determinado ponto, uma portinhola se abra, soltando várias flores de lis.

"É grandioso que há tanto tempo ele tenha conseguido fazer objetos excepcionais como este, totalmente automáticos. É realmente incrível", disse a turista francesa chamada Benedicte, que visitou a exposição com o marido e os filhos. Convidado à França pelo rei François 1o, grande admirador da sua obra, Da Vinci projetou palácios e canais, desenhou plantas e animais e organizou festividades reais. Em 1518, para o cenário de uma peça encenada para o monarca, ele maravilhou a plateia ao recriar o céu noturno sobre o palco, reproduzindo as constelações e planetas então conhecidos.

Fonte : Reuters
Por Estelle Shirbon com reportagem adicional Antony Paone

Há 150 anos a Comissão Científica de Exploração visitava o Crato – por Armando Lopes Rafael


Paisagem da cidade de Crato - aquarela de José Reis pertencente ao Museu de Artes Vicente Leite - Foto de Jackson Bantim

Em 1859, uma comissão de engenheiros e naturalistas brasileiros visitou o Cariri. Esta comissão, criada por sugestão do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro – IHGB, contou, desde o lançamento da idéia, com a simpatia do Imperador Dom Pedro II. Este, como é sabido, passou à história não só por suas qualidades de grande estadista – provavelmente o maior entre todos os Chefes de Estado que o Brasil possuiu – mas, também, por ter sido um dos mais valorosos intelectuais brasileiros, na sua época.
Conhecida como “Commissão Scientífica de Exploração” (segundo a grafia da época), era composta por: Francisco Freire Alemão (Botânica); Guilherme Schüch de Capanema (Geológica e Mineralógica); Manoel Ferreira Lagos (Zoológica); Giacomo Raja Gabaglia (Astronômica e Geográfica) e – o famoso poeta – Antônio Gonçalves Dias (Etnográfica e Narrativa da Viagem). Objetivo da Comissão: “ explorar o interior de algumas Províncias, devendo fazer coleções de produtos naturais para o Museu Nacional e para os das Províncias”. Os membros da Comissão chegaram a Crato, no dia 8 de dezembro de 1859, e aqui permaneceram até abril de 1860.
Quanto à receptividade dos cratenses para com os membros da Comissão Científica de Exploração, arrimamo-nos no que escreveu Renato Braga:


“Os viajantes (que compunham a comissão científica) foram bem acolhidos no Crato e demais localidades do Cariri. A todos (os cratenses) causou estranheza, para não dizer espanto, a simplicidade de maneiras dos “doutores” (membros da Comissão) a contrastar violentamente com a arrogância dos donos de engenho e autoridades (do Crato). João Brígido, que ensinava e terçava as armas do jornalismo nessa cidade, ficou encantado com a presença da ilustre companhia e serviu-lhe de cicerone. (...) Gonçalves Dias ficou de tal jeito enamorado da terra (caririense) que projetou comprar um sítio de águas soluçantes e árvores acolhedoras, retiro que lhe permitisse, de quando em quando, esconder-se do mundo. Não concretizou o seu projeto; sonhou-o apenas.”


Bom ressaltar que em 1859, o nível de civilidade da população de Crato já tinha tido início, consoante escreveu o historiador cratense, Irineu Pinheiro, no livro “O Cariri” (1ª edição, 1950, à página, 89):

(Somente) no meado do século XIX, começou a ascender o estalão moral da sociedade de Crato, que podemos considerar padrão de toda a zona caririense. Até então era inferior o nível de moralidade do lugar. Um dos motivos de aperfeiçoamento dos costumes foi a emigração para ali de famílias, especialmente de Icó, cujo esplendor principiava a declinar. Fixaram-se na nova terra fértil, menos sujeita às crises climáticas, enriquecendo-a com seu labor e, portanto, civilizando-a, os Alves Pequenos, os Candeias, os Bilhares, os Garridos, os Linhares, os Gomes de Matos e outros cujas descendências se prolongaram até nós. Frutificaram os bons hábitos familiares dos recém vindos”.
Texto e postagem de Armando Lopes Rafael

Blog-VITROLA : Homenagem a Nelson Gonçalves - Hoje quem Paga sou eu.

O intérprete Brasileiro do Tango.

NE
- O "BlogVitrola" foi um quadro que lançamos no Blog do Crato em 2007. E essa edição, vale a pena ouvir de novo. Para evitar ouvir 2 sons ao mesmo tempo, pare antes o player da Rádio Chapada do Araripe.



O BlogVitrola de hoje homenageia um dos grandes ícones da história da interpretação da Música Popular Brasileira. O cantor Nélson Gonçalves.

Antônio Gonçalves Sobral, mais conhecido como Nélson Gonçalves, (Santana do Livramento, 21 de junho de 1919 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1998) foi um cantor brasileiro. Segundo maior vendedor de discos da história do Brasil, com 65 milhões de unidades, fica atrás apenas de Roberto Carlos, com oitenta milhões. Seu maior sucesso foi a canção A volta do boêmio. Nascido no Rio Grande do Sul, mudou-se com os seus pais portugueses São Paulo, no Brás. Quando criança, era levado, para praças e feiras pelo seu pai, que fazendo-se de cego, tocava violino, enquanto ele cantava. Foi jornaleiro, mecânico, engraxate, polidor e tamanqueiro. Foi também lutador de boxe na categoria peso-médio, recebendo aos dezesseis anos o título de campeão paulista.

Mesmo com o apelido de "Metralha", por causa da gagueira, decidiu ser cantor. Em uma de suas primeiras bandas, teve como baterista Joaquim Silva Torres. Foi reprovado duas vezes no programa de calouros de Aurélio Campos. Finalmente foi admitido na rádio PRA-5, mas dispensado logo depois. Nesta época, casou-se com Elvira Molla e com ela teve dois filhos. Sem emprego, trabalhou como garçom, no bar do seu irmão, na avenida São João. Seguiu para o Rio de Janeiro em 1939, onde trilhou mais uma vez o caminho dos programas de calouros. Foi reprovado novamente na maioria deles, inclusive no de Ary Barroso, que o aconselhou a desistir. Finalmente, em 1941, conseguiu gravar um disco de 78 rotações, que foi bem recebido pelo público. Passou a crooner do Cassino Copacabana Palace e assinou contrato com a Rádio Mayrink Veiga, iniciando uma carreira de ídolo do rádio nas décadas de 40 e 50, da escola dos grandes, discípulo de Orlando Silva e Francisco Alves.

Alguns de seus grandes sucessos dos anos 40 foram Maria Bethânia (Capiba), Normalista (Benedito Lacerda / Davi Nasser), Caminhemos (Herivelto Martins), Renúncia (Roberto Martins / Mário Rossi) e muitos outros. Maiores ainda foram os êxitos na década de 50, que incluem Última Seresta (Adelino Moreira / Sebastião Santana), Meu Vício É Você e a emblemática A Volta do Boêmio (ambas de Adelino Moreira). Na década de 50, além de shows em todo o Brasil, chegou a se apresentar em paises como Uruguai, Argentina e Estados Unidos, no Radio City Music Hall. Em 1952, casou-se com Lourdinha Bittencourt, substituta de Dalva de Oliveira no Trio de Ouro. O casamento durou até 1959. Em 1965, casa-se de novo, COM Maria Luiza da Silva Ramos, com quem teve dois filhos, Ricardo da Silva Ramos Gonçalves e Maria das Graças da Silva Ramos Gonçalves. A caçula tem seu apelido no refrão da música Até 2001. (É no gogo gugu).

No entanto, o seu envolvimento com a cocaína, em 1958, tendo, inclusive, sido preso em flagrante em 1965 e passado um mês na Casa de Detenção, o que lhe trouxe problemas pessoais e profissionais. Superada a crise, lançou o disco A Volta do Boêmio nº1, um grande sucesso. Após abandonar o vício com o apoio de sua mulher, retomou uma carreira bem sucedida. Continuou gravando regularmente nos anos 70, 80 e 90, reafirmado a posição entre os recordistas nacionais de vendas de discos. Além dos eternos antigos sucessos, Nelson Gonçalves sempre se manteve atento a novos compositores, e chegou a gravar canções de Ângela Rô Rô (Simples Carinho), Kid Abelha (Nada por Mim), Legião Urbana (Ainda É Cedo) e Lulu Santos (Como uma Onda). Ganhador de um prêmio Nipper da RCA, dado aos que permanecem muito tempo na gravadora, sendo somente Elvis Presley outro agraciado. Durante sua carreira, gravou mais de duas mil canções, 183 discos em 78 rpm, 128 álbuns, vendeu cerca de 78 milhões de discos, ganhou 38 discos de ouro e 20 de platina.

Morreu de parada cardíaca no apartamento de sua filha Margareth, no Rio de Janeiro.


Fonte: Wikipedia.

Nossa Homenagem:
Hoje Quem Paga Sou Eu

Clique no player para escutar e relembrar:




Nelson Gonçalves

Composição: Herivelton Martins e David Nasser

Antigamente nos meus tempos de ventura
Quando eu voltava do trabalho para o lar
Deste bar alguém gritava com ironia:
"Entra mano, o fulano vai pagar"
Havia sempre alguém pagando um trago
Pelo simples direito de falar
Havia sempre uma tragédia entre dois copos
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar
Eu sabia que era um estranho desse meio
Um estrangeiro na fronteira desse bar
Mas bebia, outros pagavam e eu partia
Para o mundo abençoado do meu lar

Hoje, faço deste bar a sucursal
Do meu lar que atualmente não existe
Tenho minha história pra contar
Uma história que é igual, amarga e triste
Sou apenas uma sombra que mergulha
No oceano de bebida, o seu passado
Faço parte dessa estranha confraria
Do vermuth, do conhaque e do traçado
Mas se passa pela rua algum amigo
Em cuja porta a desgraça não bateu
Grito que entre neste bar beba comigo
Hoje quem paga sou eu!


Só No Crato Mesmo - Dr. José Flávio Vieira



O PATÉTICO E O PERIPATÉTICO


Rui Pincel chegou esbaforido na Siqueira Campos e acercou-se do banco de praça ,onde já se digladiavam inúmeras opiniões sobre assuntos que se estendiam do plantio do catolé até a chegada do astronauta brasileiro na estação espacial.Todo mundo entendia de tudo naquele universo esdrúxulo e peripatético. O consenso , a unanimidade faziam-se artigos raros e inalcançáveis por aquelas bandas. Os ânimos muitas vezes acirravam-se , máxime quando se tocavam em pontos sensíveis como política, futebol e religião.O furdunço , a encrenca – havia um tácito acordo sobre isto—não extrapolavam, no entanto, o sagrado espaço da praça. Inimizade duradoura, ressentimentos perpétuos sempre se tinham como coisa de iniciantes, de aprendizes, até porque acabavam por prejudicar o fluxo de discussão normal do dia a dia . Rodinha de potoca, conversa de banco sabia-se totalmente incompatível com caras trombudas, com espíritos armados e esgrima de indiretas. Pincel, já meio truviscado, aproximou-se com calma daquele tribunal ao ar livre e pôs-se a observar atentamente as opiniões diversas e díspares .

Não meteu a sua colher de pau no sarapatel servido em nenhum momento e, para os amigos mais antigos e próximos , aquilo era sinal inequívoco de que trazia consigo uma tese filosófica das mais elaboradas para defender na praça. Aguardou, com paciência, o arrefecimento das questões mais polêmicas e , só então, passou a explanar suas elucubrações com o ar sério e contrito de quem apresenta trabalho em banca de doutorado.
Lembram vocês da renhida luta das feministas pela igualdade dos gêneros? Pois bem, amigos, como vocês bem sabem toda solução de um problema cria invariavelmente pelo menos mais três. Houve um tempo em que homem ser sustentado por mulher era coisa inaceitável. Terminava por perder a identidade e não ser mais conhecido pelo nome, mas por : “Joca da Professora”, “Julim da Juíza”, “Tetéu da Doutora”.Pois o avanço feminino resolveu esta pendência para o nosso lado, afirma Pincel, como os direitos são iguais, já não existe nenhum problema em marido viver às custas da mulher. Depois do Gianechinni ,então, a coisa pegou, criou jurisprudência, qualquer “drome sujo” hoje canta de galo :

-- Quem quer ter galã em casa tem que pagar por isso ! Os mais tímidos , então, forjaram inclusive um álibi para levar todos os dias no bem-bom, na sombra e água fresca : --Por enquanto não estou trabalhando não, não existe emprego com salário justo para mim, resolvi estudar para concurso! Pronto! Aí não há necessidade de qualquer explicação mais detalhada, o malaca entrou numa categoria de elite e cada vez com maior contingente, o famoso “estudante pra concurso”. Criou-se o álibi perfeito, pois concurso tem todo tempo, com concorrência sempre expressiva , não se tornando nenhum desdouro levar pau. É só iniciar , imediatamente, os estudos para uma outra prova.Enquanto isto, a patroa vai pagando as continhas de final de mês.
A platéia abancada ouvia a tese de Pincel sem piscar, sem nenhum aparte, sem nenhuma questão de ordem. A partir daquele momento nosso narrador passou à parábola: -- Vocês lembram de Zacarias de Sofia ? Casou com a professora que hoje figura no seu sobrenome e até hoje nunca deu um prego numa barra de sabão.Acorda no meio dia,toma uma cachaça danada e quenga até o dia 25 de cada mês.

A partir daí, vira um santo até o dia 5, quando compra uma cervejinha, bota um disco de Roberto Carlos, veste a melhor roupa e espera a amaríssima Sofia que vem do BEC com o dinheiro do salário. Dançam rostinho colado os “Detalhes tão pequenos de nós dois” e até acabar o dinheiro fazem o mais feliz casal da cidade. Pois bem, não é que a turma deu pra encher o saco de Zacarias dizendo que ele era um parasito, não fazia porra nenhuma e morreria de fome se não fosse a mulher! Aí ele pegou ar na bomba, como Mercedes velho, cansado de ouvir os colegas dizerem que sua profissão era de “marido”, Zacarias usou o álibi universal do preguiçoso. Passou a informar para todo mundo que estava estudando para concurso. Já ia levando uns cinco anos nesta atividade estafante, quando finalmente resolveu se inscrever para o concurso de bombeiro. Todos os colegas se admiraram com a brusca coragem de Zacarias. O trabalho todos imaginavam ser de uma dureza tremenda: toque de recolher e despertar, treinamento militar para socorrer acidentados, apagar fogo na floresta e salvar velhinhas no meio das labaredas.

Dias depois os amigos foram surpreendidos com uma notícia terrível: Zacarias tentara suicídio e estava interno em estado crítico. D. Sofia não soube explicar o gesto tresloucado do marido. Após a alta da UTI, os colegas se acercaram de Zacarias ,com a consciência pesada de tê-lo pressionado a estudar e praticamente exigirem dele passar no teste. Isto, certamente, poderia ter levado o estudante ao desespero, na busca desesperada por uma profissão.Penalizados , junto do leito, desculparam-se:
--- Olha, Zacarias, nos perdoe, concurso é difícil mesmo, a concorrência é enorme e não é nenhum desdouro a pessoa não passar. Você vai ter oportunidade de fazer muitos outros e logo, logo vai ser contemplado... Tire estas besteiras da cabeça,descanse, tudo vai dar certinho...
Segundo Pincel, Zacarias soprou por entre as gazes que cobriam seu rosto quase que por inteiro:
---- O problema não é esse não rapaz , vejam que azar do fio de uma égua, pois não é que eu passei no diabo do concurso de bombeiro...


Por: J. Flávio Vieira

Quando se toca, é melhor calar ! - Letra de Paulo Cesar Pinheiro



Tocar

Um samba eu vou lhe dizer

É sempre bom de fazer,

E faz a gente querer cantar.

O canto, quando ele vem,

garanto que é bom também
,
porque não deixa ninguém chorar


Tocar é sentir a presença de Deus pelo som;
tocar é ouvir a batida de um só coração

Nenhum poeta vai definir,
quando se toca, é melhor calar!

Não dá pra dizer o prazer que há.
Só quem sabe, é quem sabe tocar!



Paulo César Pinheiro

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