xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 15/08/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - ÚLTIMAS NOTÍCIAS - Prefeito do Crato é escolhido um dos melhores prefeitos do Ceará pela PPE Eventos, em Fortaleza. ( 09-11-2017 ).
Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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15 agosto 2009

A FUNÇÃO SOCIAL DO DÍZIMO- Por Maria Otilia

A primeira vez que o dízimo aparece nas escrituras é em Gênesis 14.17-20 quando Abraão da o dízimo a Melquisedeque, rei de Salém (Jerusalém). O dízimo passa a ser um preceito da Lei de Moisés. Passa a ser um pacto entreDeus e os israelitas; Deuteronômio 12.6-17. Já no Novo Testamento , não vemos a ordenança do dízimo.
Como sabemos, muitos usam o livro de Malaquias como base para exigir o dízimo hoje na igreja, mais qual era o contexto na época de Malaquias?
No contexto de Malaquias, o dízimo tinha algumas funções vitais. Conforme a tradição oficial, o Templo era elemento importante para integrar o povo e lhe dar unidade. Aí se fazia o culto, se dava ensinamento, se ofereciam sacrifícios. O templo era o centro de purificação e banco de arrecadação. Na época da comunidade de Malaquias, o templo, além de executar tais funções, ainda era o lugar de câmbio do produto camponês em moedas persas, para pagamento de ao império. Portanto, o templo era instrumento de empobrecimento e opressão do pobre que a comunidade de Malaquias defendia. O que era para ser inclusão virou exclusão, o dízímo passou a ser um negócio lucrativo, bem parecido com que vemos hoje em dia.
Atualmente não estamos vivendo uma situação diferente da comunidade de Malaquias. A Igreja Cristã na maioria das vezes não têm utilizado a função social do Dízimo, como ele foi instituido na era antes de Cristo. Hoje constatamos que muitas Igrejas estabelecem percentuais, quase que obrigatórios, exigindo dos fiéis que cumpram estas exigências. Muitas vezes até pregando a não salvação para aqueles que não contribuem.Usando o nome de Deus, algumas instituições religiosas vem acumulando riquezas, construindo patrimônios que na maioria das vezes estão a serviços de uma minoria privilegiada. A grande massa ( pobres) não se apropriam de nenhum benefício desta riqueza.
Nestes últimos dias, algumas emissoras de Televisão , dentre elas a Rede Globo, trazem manchetes em seus telejornais sobre o desvio do dízimo para favorecimento de empresas privadas. Isto é lamentável. Aquelas pessoas que se dizem evangelizadoras, usam o seu dom para persuadir pessoas carentes, sofridas, marginalizadas oferecendo um serviço espiritual em troca de dinheiro, de bens materiais. Usando toda esta exploração como um passaporte para salvação. Como um dever obrigatório do cristão de ser dizimista. Inclusive estabelecendo percentuais e valores para cada graça a ser alcançada.
Ora, como diz Dalailama, somente a fé remove a desordem mental e devolve a clareza de espírito. Portanto não é comprando serviços religiosos que vamos manter viva a nossa fé. A igreja é o templo vivo de Jesus Cristo.É o espaço para comunhão e não para acumulação de riqueza que fique em poder de uma só pessoa.
Portanto, dízimo deve ser concebido como instrumento de inclusão, de bem comum, de ação social, de melhoria de qualidade de vida física e espiritual para aquelas pessoas que necessitam.

Texto postado por Maria Otilia

Águas do Cariri - Por: Cristiane Duarte Sebra Simões


Inserida no Cariri cearense, a cidade do Crato encontra-se num “reduto de águas”, por assim dizer, através de fontes provenientes da Chapada do Araripe. Contudo, esta não é uma realidade encontrada em quase toda a extensão do semi-árido nordestino. A escassez periódica de chuvas, em toda a região, provocava em sua circunvizinhança o fenômeno da migração. As terras mais úmidas do sertão nordestino “podiam ser ocupadas pelos grupos de sertanejos que perdiam as suas colheitas de subsistência e também pelo gado dos grandes proprietários. O Piauí e o Cariri eram as áreas mais procuradas por estas migrações periódicas” (NEVES, 2002:77). Percebe-se, portanto, que todo o processo a ser tratado neste texto, se deu numa região próspera, inserida no chamado “Polígono das Secas”, que segundo NEVES[1] foi, por muito tempo, o reduto dos flagelados das estiagens.

A água, como podemos observar, sendo um recurso escasso em todo o semi-árido, é um elemento determinante no estabelecimento das relações econômicas locais. Entender este sistema de relação de coisas sociais é entender como se deu o processo de colonização das terras no Cariri. Devido às condições climáticas, os colonizadores puderam estabelecer-se de forma sedentária, através, principalmente, do cultivo da cana-de-açúcar (OLIVEIRA, 2003).

Desta forma, a cultura da cana-de-açúcar e os engenhos de rapadura, foram as atividades que justificaram a permanência deste processo de povoamento e o desenvolvimento econômico da Região. No final do século XVIII, a Capitania do Ceará, tornara-se independente de Pernambuco, no entanto, ainda manteria fortes vínculos comerciais com esta Capitania, através da rapadura produzida no Cariri.

Inicialmente com o intuito de subsistência, o cultivo da cana sempre esteve ligado aos engenhos de rapadura. Segundo OLIVEIRA , “as engenhocas de rapadura concentravam-se, sobretudo, no Vale do Cariri, onde as terras férteis e a abundância de águas permitiam a melhor expansão da cana-de-açúcar”. Já em seu processo de colonização, se instalaram nos brejos os principais engenhos de cana-de-açúcar da cidade do Crato — por ter uma grande abundancia de água esses são os primeiros locais de plantação da cana. Por questões diversas, estes produtores passaram a plantar cana nas encostas da Chapada. Isto trouxe uma dificuldade de plantio por conta da necessidade de irrigação. Os senhores de engenho, faziam suas plantações logo abaixo das nascentes, utilizando das levadas e curvas de nível para transferir água das fontes para suas propriedades. No caso do Rio Batateira, com o excesso de levadas e curvas de nível que desviava suas águas, ocorreu certa exaustão do seu percurso natural, acabando por diminuir o fluxo de água nos antigos brejos, deixando descontentes os proprietários dos engenhos de baixo, provocando assim um grande conflito entre a elite local. Este conflito se deu em meados do século XIX. Por existirem setores influentes da economia local envolvidos nesta disputa, o problema tomou corpo, e em 17 de janeiro de 1854 o presidente da província, Dr. Joaquim Villela de Castro Tavares, aprova a lei provincial de n° 645 que estabelecia a partilha da posse da água entre essa elite. Cerca de seis meses depois, dois proprietários, um juiz e o presidenta da Comarca do Crato de então, regulamentaram a distribuição das chamadas “telhas d’água” do Rio Batateira por 14 propriedades, dando-se um fim, pelo menos neste caso, ao conflito oligárquico.

Tratar a posse da água em 1854 é procurar compreender que a partir dessa lei a maioria das terras era vendida amarrando-se as telhas de água já estabelecida cartorialmente. Vale salientar que, conforme observou LINHARES et al. (1999:55), a subdivisão através do sistema hereditário, bem como, a compra e venda das terras em diversas regiões, tanto do período colonial, quanto a do pós-colonial, não terminava com a manutenção daquele sistema fundiário.
Para corroborar KEMPER et al. (1997) descreve que: “Em 1855 14 sítios compartilhavam os direitos de água, porém nas décadas seguintes, vários sítios menores começaram a retirar água dos sítios originais. Esta divisão ocorreu principalmente devido ao sistema hereditário da Região que levou a uma subdivisão das terras e das águas em cada geração.” Visto desta perspectiva, ainda hoje, podemos observar o tratamento dado pelos donos de terras desta Região a esta questão: A água como uma propriedade privada.

E ainda BRITO (2001):
“No caso da Fonte Batateira, os proprietários dispuseram em primeiro momento, dos arranjos institucionais formais, já que existem documentos legais para a divisão das águas. Num segundo momento, os descendentes seguiram a Resolução Provincial e, fundamentados em arranjos institucionais informais, utilizam e consideram-se donos da água, fazendo transferências definitivas e temporárias, formando um mercado de águas.”

A questão da dominação das águas de que trata o título deste texto, é o ponto central das discussões da pesquisa. Em torno deste fato, serão trabalhadas as conseqüências das relações sociais e econômicas estabelecidas neste recorte histórico na manutenção de uma elite da sociedade cratense. Estabelece-se que, numa terra cuja água é de certo modo abundante em relação a toda sua imensa circunvizinhança seca, a sua posse, inevitavelmente, transformar-se-ia num instrumento de dominação econômica e consequentemente, social. Neste sentido, quem representava aqueles que decidiram pela divisão das águas no Auto de Partilha de 1855: A Elite ou uma dada elite cratense?




Por: Cristiane Duarte Sebra Simões

Identidade social - Luiz Domingos de Luna*

O Grau de concentração dos seres humanos num ponto geográfico Caracteriza o tipo de sociedade, quando: há uma abertura para a compreensão da heterogenia social, novos valores culturais são adicionados, o respeito às diferenças é base. Incluir todo um patrimônio humano diversificado na formação da identidade do agrupamento social é motor primeiro para a civilidade, progresso e a afirmação do processo interativo e afirmativo do convívio harmônico da tecelagem humana em que está inserido, a que se busca, porém, antes, faz-se necessário um padrão ético aplicado a todos os integrantes da Sociedade, indistintamente. É um grande prejuízo para a sociedade quando o contrato social é privilégio de um grupo ou agrupamento em detrimento da maioria.

A Identidade da sociedade deve ser a congruência de todas as forças afirmativas que definem o espaço maior, daí a necessidade, muitas vezes, renuncia do particular, para o bem estar da conjuntura, da totalidade, sem isso, tem um conjunto de indivíduos, uma sociedade composta de força de coesão do individual, não corresponde ao social, vez que os interesses são norteados para inúmeros vetores individuais, neste caso, o coeficiente da totalidade das partes não define o que é o ser social, pois quanto maior for à concentração do individual, maior será a força individualista na sociedade, não chegando à identidade social, pois, sem a compreensão de que a harmonia do bem estar coletivo é que define o bem estar individual, e não o contrário, é esta abertura de visão de mundo que vai definir o tipo de sociedade que se aspira paras as futuras gerações, pois, quando mais se lutar pelo bem estar da coletividade humana, mais está se fazendo para um por vir de um mundo onde todos possam ser felizes.

Por: Luiz Domingos de Luna
(* ) Professor da Escola de Ensino Fundamental e Médio Monsenhor Vicente Bezerra – Aurora.

Crato - Grandes eventos Culturais na Capital da Cultura !

Seminmário Cariri Cangaço - O maior evento de todos os tempos sobre o Cangaço.

O Seminário Cariri Cangaço, Lampião no Ceará- Verdades e Mentiras acontecerá de 22 a 26 de Setembro de 2009 nas cidades de Crato, Juazeio do Norte, Barbalha e Missão Velha. Pesquisadores, historiadores, escritores, documentaristas e cineastas discutirão um dos fenômenos mais controversos da história do nordeste brasileiro: O Cangaço de Virgulino Ferreira. O evento contará com palestras, discussões, estudo do tema, oficinas, apresentações artísticos-culturais e visitas técnicas aos principais cenários da história cangaceira no Cariri. Serão cinco dias de intensas atividades e já estão confirmadas as presenças do Pesquisador e Escritor Antônio Amaury Correa de Araújo, Escritor Anildomá Willians, Doutor Honório de Medeiros, Poeta Kidelmy Dantas, Documentarista Aderbal Nogueira, Doutor Magérbio de Lucena, Historiador e Professor Daniel Walker , Cineastas Wilton Dedê e Jackson Bantim, dentre outros.

O Seminário é uma promoção da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço - SBEC, Realização Prefeitura do Crato, Prefeitura de Juazeiro do Norte, Prefeitura de Barbalha, Prefeitura de Missão Velha e apoio da AD ASTRA PER ASPERA e Pró- Reitoria de Extensão da URCA. A Ficha de inscrição está à disposição no site www.crato.ce.gov.br Maiores informações pelo telefone (88) 3523-2365 e imail: manoelsevero@bol.com.br

Festival Cariri da Canção 2009

Estão abertas as inscrições para o Festival Cariri da Canção 2009. Este ano o Festival se estende à classe estudantil, objetivando incentivar os jovens a participarem ativamente de eventos culturais. A etapa estudantil acontecerá de o1 à 03 de outubro, as incrições estão abertas até o dia 31 de agosto de 2009 e podem participar municípios da Região Metropolitana do Cariri. A etapa Profissional acontece de 14 à 18 de 0utubro de 2009 sendo que as incrições vão até o dia 11 de setembro de 2009 e está aberta para o território nacional. O Festival Cariri da Canção é uma realização da Prefeitura do Crato através da Secretaria da Cultura, Esporte e Juventude. Edital e fichas de inscrição no site www.crato.ce.gov.br.
Maiores informações (88) 3523-2365

Fonte: Centro Cultural do Araripe

Ao grande amigo! Por Pachelly Jamacaru

Atenção - Festa DarkPlanet acontecerá agora no Café Estação no Grangeiro

HOJE - 15 de Agosto, DarkPlanet no Café Estação - No triângulo do grangeiro, em Crato.

darkplanet2a


Woodstock - 40 Anos de uma bela calamidade (Parte I)



José Teles
teles@jc.com.br
Jornal do Comércio
Recife-PE



Na sexta-feira, 15 de agosto, de 1969, o New York Times mandou o repórter Mike Jahn cobrir um evento denominado Feira de Arte e Música de Woodstock. Ele preferia cobrir o festival de jazz de Newport, mas seu editor não concordou. Mike Jahn não tinha a menor idéia do que iria encontrar no local. Quando chegou lá quase não acreditou no que via. Ligou imediatamente para a redação e pediu reforço. O NYT mandou um helicóptero com outros repórteres. O festival mais famoso dos anos 60, considerado o auge do movimento contracultural, foi iniciativa de dois advogados caretas, jovens e milionários, Joel Roberts e John Rosenman. Na conta de Roberts estavam US$4 milhões que herdou da mãe, falecida quando ele era criança. Ronsenman e Roberts tornaram-se amigos na universidade, acabaram criando uma empresa, a Challenge International Inc. Inicialmente pensaram em produzir um seriado de TV, mas desistiram. No final de 1968, eles colocaram um pequeno anúncio no New York Times: “Jovens com capital ilimitado querem participar de empreendimento interessante e legal”.

Das centenas de propostas que receberam, interessaram-se por uma enviada por dois jovens, Mike Lang e Artie Kornfeld que pretendiam montar um complexo musical em Woodstock, no interior do Estado de Nova Iorque. O lugar se tornara cult, desde que Bob Dylan resolveu morar lá. Seria um estúdio, bares e restaurantes, e um local onde compositores pudessem compor, trocar idéias com outros compositores. Depois que tudo fosse construído, produziriam um grande concerto de rock que chamasse atenção para o empreendimento. Roberts, o dono da grana, gostou da idéia, mas sugeriu que o concerto fosse um grande festival, com três dias de shows. Assim nasceu a Woodstock Ventures Incorporated.

Eles acreditavam que o festival poderia atrair 50 mil pessoas. Todos sabem quantas pessoas vieram. Entre 400 a 500 mil. Numa sexta-feira como esta, há 40 anos, a região virou um caos. Havia apenas 300 guardas para controlar o trânsito, que evidentemente não foi controlado. O engarrafamento estendia-se por quilômetros. Na fazenda de Max Yasgur, na sexta, já se espremiam mais de 200 mil pessoas. A fazenda fora alugada às pressas. Quatro semanas antes da data marcada para o festival. Com todos os 50 mil ingressos vendidos, a produção não sabia onde seria o evento. Woodstock e várias outras cidades recusaram-se a recebê-lo. Por isso o festival de Woodstock não aconteceu em Woodstock, mas na vizinha Bethel. Desde quando as cercas foram derrubadas, e se descobriu que o festival receberia dez vezes mais gente do que estava previsto, foi o caos. O governador de Nova Iorque, Nelson Rockfeller ameaçou mandar a Guarda Nacional para impedir que o festival acontecesse. Foi preciso muita diplomacia para convencêe-lo a abandonar a idéia. Como se não bastasse, o engarrafamento impedia que vários artistas chegassem ao local. Outros escalados não vieram, caso do Jeff Beck Group, que acabou antes do dia de sua apresentação. Da Moody Blues, que também teve problemas internos, e da Iron Butterfly, cujas exigências irritaram a produção, que rescindiu o contrato com o grupo, mandando-lhe um telegrama desaforado.

The Woodstock Music and Art Fair tinha tudo para ser um desastre, e foi. Primeiramente, o desastre financeiro. Os dois mecenas mauricinhos, que nem sequer assistiram ao festival, já sabiam de antemão que amargariam prejuízo. A chuva que caiu na sexta-feira, fez do trecho da fazenda de Max Yasgur um imenso lamaçal. A comida acabou. O som era precário, e temeu-se que as torres não aguentassem a tempestade. Declarada zona de calamidade pública,o governo e entidades beneficentes enviaram médicos, comida, roupas, para aquele campo de batalha, com muita música, paz e amor, mas sem guerra. Pior foi a quantidade insuficiente de banheiros químicos. Um cara chamado Harriet Schwartz, que estava na platéia, contou a Pete Fornatele, autor do livro Woodstock (lançado recentemente): “Se você tivesse que ir ao banheiro em Woodstock provavelmente seria melhor ir no mato, só que não havia mato nenhum...E assim que você chegava perto de um deles, e você tinha que ficar de pé na fila, os olhos enchiam de lágrimas e a garganta quase fechava. Foi o cheiro mais horrendo que eu já senti na vida”.

Foi um milagre que os três dias de paz e amor, como o documentário foi vendido, não acabasse numa das maiores tragédias da história. Tantos os artistas, quanto a produção e os milhares de hippies, tinham diante de si um fato incontestável: todos estavam no mesmo barco. E se alguém fizesse movimentos bruscos, o barco não aguentaria. Quem define bem o que foi o milagre Woodstock é Arlo Guthrie, que se apresentou na primeira noite: “As chances de se estar num momento histórico, que não seja um desastre são bastante raras. E as de você estar lá e com noção de que aquele é um momento histórico, astronômicas. E foi assim que aconteceu. E foi maravilhoso, emocionante, divertido” (ao citado livro de Fornatale). Deve-se dar o desconto a Arlo Guthrie por ele estar tão chapado que caiu num buraco de dois metros de altura e não sentiu nada. Antes de subir ao palco ele, que já se aditivara com tudo que lhe deram, ainda bebeu uma caixa de champanhe. Guthrie mesmo confessa que nem lembra o que tocou. Uma das canções, a que aparece no filme é Coming into Los Angeles, porém o que se ouve no filme não foi a gravação feita em Woodstock, que não ficou boa. A gravação foi tirada de um show de Guthrie, que nem ele mesmo sabe qual foi.

Arlo Guthrie parece ser o mais chapado dos artistas que aparecem no documentário, mas as drogas circularam fartamente durante os três dias do festival. Segundo Henry Gross, da Sha na na, o mais jovem artista em Woodstock (com 18 anos na época): “Foram consumidas umas 23 toneladas de maconha em Woodstock e nenhum caso de glaucoma foi registrado”. A impressão do guitarrista Alvin Lee, da Ten Years After, confirma a contabilidade de Gross: “Eu estava com o corpo meio para fora do lado aberto do helicóptero e um cara me fez botar o cinto porque eu me projetava para fora. Lá de cima de toda essa gente eu sentia um cheiro incrível de maconha, Depois pensei: como era possível aquilo acontecer se as hélices do helicóptero empurravam o ar para baixo? Mas havia muitos hectares de gente e o helicóptero sugava o ar por cima. Era aquilo mesmo. Então, antes de pousar eu já estava meio doidão”. As autoridade tiveram a prudência de sugerir que a polícia ignorasse as drogas.

Quem salvou Woodstock do fiasco financeiro e fez com que o festival se tornasse um evento histórico foi o documentário de Michael Wadleigh, perfeito, com um edição primorosa (entre os que o editaram estava o jovem Martin Scorsese). O sucesso do filme, e dos dois álbuns, transformou um prejuízo de US$ 1,3 milhão em um lucro de US$ 17 milhões, isto apenas em 1970. O escritor e crítico Bob Santelli ratifica a manipulação do documentário, comentando o show do The Who: “O que tornou a apresentação deles tão lendária foi o tratamento que recebeu no filme. o salto de Pete Townshend em câmera lenta, os moinhos, a jaqueta com tiras e o cabelo flutuante de Roger Daltrey. Cinema perfeito. Acho que o Who esteve mais bem representado no documentário do que todos os outros artistas”.

"Pandemia do... Lucro"

Duas mil pessoas contraem a gripe suína e todo mundo já quer usar máscara. E, no entanto, 25 milhões de pessoas têm AIDS e ninguém quer usar preservativo. Que interesses econômicos se movem por detrás da gripe porcina ??? No mundo, a cada ano morrem milhões de pessoas vitimas da malária, que se poderia prevenir com um simples mosquiteiro. Os noticiários, disto nada falam !!! No mundo, por ano morrem 2 milhões de crianças com diarréia que se poderia evitar com um simples soro que custa 25 centavos. Os noticiários disto nada falam !!! Sarampo, pneumonia e enfermidades curáveis com vacinas baratas provocam a morte de 10 milhões de pessoas a cada ano. Também disso os noticiários disto nada falam !!!
Mas há cerca de 10 anos, quando apareceu a famosa gripe das aves...os noticiários mundiais inundaram-se de noticias. Uma epidemia, a mais perigosa de todas, uma verdadeira “pandemia” !!! Só se falava da terrífica enfermidade das aves. Não obstante, a gripe das aves apenas causou a morte de 250 pessoas, em 10 anos, ou 25 mortos por ano. A gripe comum, mata por ano meio milhão de pessoas no mundo. Meio milhão contra 25.
Um momento, um momento. Então, por que se armou tanto escândalo com a gripe das aves ???
Porque atrás desses frangos havia um "galo", e um galo de crista grande !!! A farmacêutica transnacional Roche com o seu famoso Tamiflu vendeu milhões de doses aos países asiáticos. Ainda que o Tamiflu seja de duvidosa eficácia, o governo britânico comprou 14 milhões de doses para prevenir a sua população. Com a gripe das aves, a Roche e a Relenza, as duas maiores empresas farmacêuticas que vendem os antivirais, obtiveram milhões de dólares de lucro. Antes com os frangos e agora com os porcos. Sim, agora começou a psicose da gripe porcina. E todos os noticiários do mundo só falam disso. Já não se fala da crise econômica, nem dos torturados em Guantánamo. Só a gripe porcina, a gripe dos porcos. E eu me pergunto: se atrás dos frangos havia um "galo", atrás dos porcos... não haverá um "grande porco" ??? A empresa norte-americana Gilead Sciences tem a patente do Tamiflu. O principal acionista desta empresa é nada menos que um personagem sinistro, Donald Rumsfeld, ex-secretário da defesa de George Bush, artífice da guerra contra Iraque. Os acionistas das farmacêuticas Roche e Relenza estão esfregando as mãos, estão felizes pelas suas vendas novamente milionárias com o duvidoso Tamiflu. A verdadeira pandemia é de lucro, os enormes lucros destes mercenários da saúde !!! Não nego as necessárias medidas de precaução que estão a ser tomadas pelos países. Mas se a gripe porcina é uma pandemia tão terrível como anunciam os meios de comunicação; se a Organização Mundial de Saúde (conduzida pela chinesa Margaret Chan) se preocupa tanto com esta enfermidade, por que não a declara como um problema de saúde pública mundial e autoriza o fabrico de medicamentos genéricos para combatê-la ??? Prescindir das patentes da Roche e Relenza e distribuir medicamentos genéricos gratuitos a todos os países, especialmente os pobres. Essa seria a melhor solução.
PASSEM ESTA MENSAGEM POR TODOS OS LADOS, COMO SE TRATASSE DE UMA VACINA, PARA QUE TODOS CONHEÇAM A REALIDADE DESTA "PANDEMIA". Pois os meios de comunicação naturalmente divulgam o que interessa aos patrocinadores, não aos ouvintes e leitores.

Autor: Dr. Carlos Alberto Morales Paitán ( Peru )
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

O que é ser brega? Por: Alessandra Bandeira


Nesses útlimos dias , tenho me feito essa pergunta constantemente, desde um certo comentario feito aqui no Blog. A única conclusão que cheguei é que temos que ter cuidado ao usa-la. Fui buscar a etimologia dessa palavra no Brasil, acabei até aprendendo um pouco mais, então observem:

"A palavra brega deriva da Rua Manuel da Nóbrega, em Salvador, rua esta que ficava numa região de meretrício da capital baiana. Com o tempo, a primeira sílaba da placa com o nome da rua foi ficando corroída e as pessoas passaram a se referir aos prostíbulos dessa região como "brega". A partir disso, o termo se espalhou e, até os anos 1970, tinha também o sentido de "desordem", "confusão", através de expressões como: "isto aqui está o maior brega!", "que brega é esse?", etc, associando um ambiente, ou situação qualquer, ao caos de um "brega" . No início dos anos 1980, o compositor Eduardo Dusek, depois de uma passagem por Salvador, usou a expressão na composição "E o Vento Levou Black", mas conhecida como "Brega-Chic", porém com um sentido diferente da gíria baiana: no novo sucesso de Dusek, a palavra "brega" estava associada a tudo o que fosse "deselegante", "cafona" ou "foleiro", em uma clara referência ao estilo dos freqüentadores da "Zona do Brega". Outra origem provável para a palavra brega seria originária do Rio de Janeiro, como uma corruptela da gíria "breguete", palavra pejorativa e preconceituosa, usada pela classe média para designar empregadas domésticas e que por extensão passou a designar também seu gosto característico de origem popular."

Já para o dicionário HOUAISS:

1 relativo ou pertencente ao povo, esp. à gente comum
2 feito pelas pessoas simples
3 relativo às pessoas como um todo
4 encarado com aprovação ou afeto pelo público em geral
5 aprovado ou querido por uma ou mais pessoas
6 que prevalece junto ao grande público, esp. às massas menos instruídas ou não
7 dirigido às massas consumidoras
8 adaptado ao nível cultural ou ao gosto das massas
9 ao alcance dos não ricos; barato, ou não
10 homem do povo; anônimo

Como artistas, escritores, professores, formadores de opinião , temos e devemos ter muito cuidado ao fazer uma crítica usando essa palavra, pois o pior uso é o pejorativo e descriminar uma pessoa ou um Blog é crime, mas crime mesmo. Já vivemos numa sociedade tão preconceituosa para que continuar alimentando esse sentimento? Fica ai minha reflexão e meu desabafo.

Por: Alessandra Bandeira
Fonte: Wikipédia e HOUAISS

TRABALHO BEM REALIZADO - Por Emerson Monteiro


Considerações a propósito do álbum “A Busca da Perfeição”, de Dihelson Mendonça.

Dizer que a vida se mostra na arte representa contar da força do artista a movimentar lá fora a paixão que lhe corre nas veias e sai intensa pelas estradas dos lugares, no prumo dos outros seres, ânsia infinita de realizar o poder esplendoroso do mais perfeito de dentro de si nas praças. Expandir o senso da luz nos outros corações. Partilhar as maravilhas do instante em gestos circunstanciosos, magnânimos. Lembrar aos demais que há vertentes puras ainda inexploradas no mistério do existir da alma de cada gente. Vem nestas expressões o gosto da fala no trabalho posto a lume pelo artista caririense Dihelson Mendonça, seteinstrumentista que, assim, lavra mais um tento da história regional de trabalhos esmerados, nos moldes da contemporânea tecnologia de som e imagem, edição correta da Expressão Gráfica, de Fortaleza, em alto padrão, reunindo nomes festejados das comunicações, letras e artes visuais deste tempo de agora.

Trata-se de bloco de poesias declamadas por vozes conhecidas, próprias, coloquiais, seguidas ao piano por Dihelson e outros músicos, num livro ilustrado com belas fotografias e letras intercaladas, poemas de cunho intimista, de autores inspirados na propulsão dos acordes. Qual espetáculo que agrega, em amostra saborosa, o universo dos artistas numa proposta efetiva, na boa hora de suas caminhadas em demanda do endereço da eterna Perfeição, o Santo Graal do absoluto desejo, acercando-se do trato de amigos e peças, colhidos ao sabor das situações de procura, brotadas no enorme quebra-cabeça da existência pelos páramos da invenção de letras e acordes de natureza especial.

Nisso, Dihelson contou de perto com os préstimos bem sucedidos de Reginaldo Farias, no projeto gráfico, e Pachelly Jamacaru, na elaboração fotográfica. Na trilha sonora, os instrumentistas somam talentos e estabelecem as linhas infinitas da busca, caravana que se desloca ao ritmo dessa viagem através do território mágico da criação, de cores e tons, nave a fluir na brisa dos espaços do sonho. Espécie de novidade que alegra ao chegar em cada porto. A qualidade do produto merece destaque, vista a clareza visual, musical e literária. Nosso mundo interiorano do sertão guarda, por tudo isso, patrimônio inestimável de cultura digno de abordagem mais justa, considerada nos trabalhos do campo acadêmico, enfoque de nomes e ocasiões que aqui nascem, crescem, manifestam seus atributos, marcando o definitivo do manancial de vitalidade que alimenta o panorama do global patrimônio comum da espécie humana. Eis disso um novo exemplo neste livro musical poético. O patrocínio da obra coube ao Centro Cultural Banco do Nordeste, dentro de sua política de valorizar a cultura e desvendar possibilidades.

Por: Emerson Monteiro

CRATO - Obras de restauro preservam acervo do Museu Vicente Leite

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Artista plástica, Edilma Saraiva, está realizando a restauração das obras do Museu Vicente Leite (Foto: Antônio Vicelmo)

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Reprodução da foto de Vicente Leite, artista cratense que dá nome ao Museu

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Uma das obras que estão deterioradas e que passarão por processo de restauração

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QUADRO DO MUSEU Vicente Leite, do Crato, que já foi restaurado. Esta obra foi criada pela artista Sinhá D´Amora, que nasceu no município de Lavras da Mangabeira

Quase 70 quadros fazem parte do Museu Vicente Leite, no Crato, e, agora, estão sendo restaurados

Crato A preservação do patrimônio cultural tem importância fundamental para o desenvolvimento e enriquecimento cultural de um povo. Os bens culturais guardam informações, significados, mensagens, registros da história humana - refletem idéias, crenças, costumes, gosto estético, conhecimento tecnológico, condições sociais, econômicas e políticas de um grupo em determinada época.

É com este sentimento que a artista plástica Edilma Saraiva Rocha está restaurando as peças do Museu de Arte Vicente Leite, um patrimônio cultural valioso que foi doado ao Crato por dois artistas de renome internacional: Sinhá D´Amora, que nasceu em Lavras da Mangabeira, em 1906, e morreu no Rio de Janeiro em 2002; e Bruno Pedrosa, conterrâneo de Sinhá D´Amora, hoje morando na Itália. "Ambos conseguiram com amigos pintores e escultores um acervo de obras da melhor qualidade", afirma Edilma.

Entre as obras, estão três aquarelas do pintor cearense José Reis de Carvalho que Integrou a primeira turma de 21 alunos da Academia Imperial de Belas-Artes. Um dos quadros mostra o litoral de Fortaleza, visto de um navio, uma pintura feita, em 1860. O outro é uma vista panorâmica da cidade do Crato visto do Barro Vermelho, hoje Bairro Pinto Madeira. A terceira é um esboço da Praia da Cabedelo, Paraíba.

Deterioração

Com o passar do tempo, estas obras foram deterioradas. A gota d´água foi o inverno deste ano que danificou parte do teto do Museu, obrigando a direção a fazer uma vistoria no restante. O prédio antigo, construído no século XVIII, está sendo recuperado pela Prefeitura, enquanto o acervo cultural foi levado para um atelier, não identificado por questão de segurança, a fim de ser restaurado.

Bens culturais

"A restauração visa salvaguardar o que consideramos bens culturais, que são produtos de nossa cultura - do pensamento, do sentimento e da ação do homem. Esses bens formam o patrimônio histórico e artístico, ou seja, nosso Patrimônio Cultural", justifica Edilma Rocha, enquanto mostra o péssimo estado de conservação das obras.

Edilma que, nas horas vagas, pilota avião, tem três motivos para se entregar de corpo e alma a este trabalho. O primeiro deles é o amor à arte. Filha da artista plástica, fotógrafa e restauradora, Telma Saraiva, e do fotógrafo e pintor, Edílson Rocha, e neta do urbanista e fotógrafo, Júlio Saraiva, Edilma traz a arte no sangue. O segundo motivo é o amor ao Crato, sua cidade natal.

Gratidão

Finalmente, a restauradora apresenta como terceiro motivo: uma dívida de gratidão. Ela cursou a Escola Nacional de Belas-Artes, agraciada com uma bolsa que lhe foi oferecida por Sinhá D´Amora, de quem foi amiga. Sinhá morreu, fazendo um apelo a Edilma: "Cuide do nosso Museu". "São razões mais do que suficientes", diz a restauradora, acrescentando que só não iniciou os trabalhos antes porque não tinha acesso ao acervo. "Agora, que o prefeito Samuel Araripe abriu as portas e o coração para um do mais ricos patrimônios do Crato e do Ceará, nós assumimos a responsabilidade de restaurar as obras".

FIQUE POR DENTRO
Obras são de artistas renomados

O Museu de Arte Vicente Leite possui um acervo de nomes importantes na história da arte vivida nos anos 50, 60 e 70, no Rio de Janeiro, berço das artes no Brasil. Era a época do entrosamento entre mestres, alunos, pais, filhos, amigos e conterrâneos. Uma geração laureada de medalhas, menções honrosas e prêmios de viagens ao Brasil e ao exterior. O Museu foi fundado em 1972, na gestão do prefeito José Miguel Soares, pelo idealizador Bruno Pedrosa e Sinhá D´Amora. Seu nome deu-se em homenagem ao artista cratense de grande talento, Vicente Leite. A pintora Sinhá D´Amora e a escultora Celita Vaccani foram as primeiras benfeitoras do museu, doando com desprendimento trabalhos belíssimos. Conta com obras de artistas renomados: Sansão Pereira, Sérvulo Esmeraldo, Pedro Américo, Henrique Bernadeli, José Reis de Carvalho etc. As obras que compõem o acervo foram adquiridas por meio do idealizador Bruno Pedrosa e Sinhá D´Amora, que obtiveram total apoio de artistas colecionadores, amigos e autoridades de quem solicitaram trabalho, cooperação e ajuda financeira para a concretização do museu.

TÉCNICO-CIENTÍFICO
Trabalho exige tempo e cuidado peças

Crato O trabalho de restauração das obras, que está sendo realizado no Museu Vicente Leite, é lento, meticuloso e, também, cercado de um aparato técnico-científico que confere uma base segura para as intervenções nas obras.

De acordo com a artista plástica, Edilma Saraiva Rocha, "hoje, as restaurações buscam intervir menos nas obras e com o cuidado de utilizar materiais reversíveis". Edilma destacou, ainda, que o trabalho começa do zero. Mesmo assim, 22 quadros já estão restaurados e emoldurados, prontos par serem colocados na parede.

A execução da restauração das obras começa pela madeira, reentelação, limpeza profunda, preenchimento com pigmentação da gelatina e por último verniz de proteção. "Em momento algum se pode modificar o trabalho do artista, em cor, desenho, técnica e procedimentos empregados", adverte a artista. "Para isso é necessário um estudo de detalhes passo a passo, com toda a cautela para ter uma finalização exatamente igual à pintura original", complementa Edilma Saraiva.

Em seguida, é feita a recuperação da moldura, encaixe, proteção, suporte e, finalmente, o laudo técnico com documentação anexada. Em seis meses de trabalho, boa parte das telas já se encontra recuperada, "mas ainda tenho muito trabalho pela frente, que pretendo finalizar até o fim do ano", garante. Estes dois aspectos restauração e conservação estão interligados, atua especificamente nos valores históricos e estéticos da obra de arte, restituindo esses valores tanto quanto possível.

Este valioso acervo voltará ao Museu de Arte Vicente Leite, que funcionará no antigo prédio da Rffsa, no Centro Cultural do Araripe, com todas as condições exigidas em espaço, iluminação, segurança, para agradar a todos os amantes das artes plásticas, enquanto o Museu Histórico do Crato permanecerá no antigo prédio da Casa da Câmara, localizado na Praça da Sé, onde já funcionaram a Cadeia Pública e, também, a Prefeitura Municipal.

ANTÔNIO VICELMO
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaborador do Jornal Chapada do Araripe

Ely Aguiar pede preservação da Floresta do Araripe pelo Ibama


O deputado Ely Aguar (PSDC) anunciou nesta sexta-feira (14/08) que apresentou requerimento na Assembléia Legislativa para pedir ao Ministério do Meio Ambiente melhores condições para a preservação da Floresta Nacional do Araripe. Segundo ele, a reserva ecológica encontra-se ameaçada por absoluta falta de pessoal e equipamento no escritório local do Ibama. Isso, conforme informou, estaria pondo em risco de extinção o pássaro Soldadinho do Araripe.

O parlamentar explicou que apenas cinco funcionários do Ibama trabalham no local, para fiscalizar uma floresta com até 180 quilômetros de extensão, tendo como único meio de transporte a bicicleta. Esse pessoal, segundo ele, não possui nenhum equipamento de comunicação, que tornaria o trabalho ainda mais difícil. Ely Aguiar informou que a subseção da OAB do Cariri já apresentou ofício ao ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, pedindo a lotação de pelo menos mais 15 técnicos e pessoal de apoio, além da compra de veículos e aparelhos e rádio.

De acordo com Ely Aguiar, a Floresta Nacional do Araripe abrange 11 municípios de Pernambuco, 15 do Ceará e oito do Piauí. Com as sucessivas queimadas que ocorrem no local, sem que haja bombeiros suficientes para controlar as chamas, estão em risco flora e as fontes de águas perenes localizadas na chapada. “São 72 fontes que começam a desaparecer com o desmatamento, pondo em risco todo o ecossistema”.

O deputado revelou que por conta do abandono da floresta pelos órgãos ambientais, o local transformou-se um esconderijo de bandidos que atuam na região traficando drogas, roubando cargas e veículos. Ele lembrou que já sugeriu ao Governo do Estado a criação de um batalhão de fronteira para coibir a ação dos marginais, mas não foi atendido em seu pleito.
JS/CG

Gabinete do Deputado Ely Aguiar

Menino, mas que tanta homenagem é essa ??

Obrigado pelos Parabéns!

Gostaria de agradecer por tanto carinho, e mostras de consideração e estima que recebi dos membros, comentaristas e leitores do Blog do Crato e de outros sites também, inclusive do orkut, que não dá pra responder, pela passagem do meu aniversário, hoje, 15 de Agosto. A cada ano, eu procuro cada vez mais me esconder dessa fatídica data, mas sempre alguém revela aos demais...

No ano passado, nós comemoramos na residência da Socorro Moreira. Neste ano, as comemorações serão no dia 29 deste mês, com um show que tocarei na reabertura do OLHAR CASA DAS ARTES, um grupo de amigos que passei a admirar, conviver e até depender...rs rs rs estão todos convidados lá no Olhar, dia 29, quando transformaremos o local num barzinho para ouvir um bom JAZZ, BLUES e outras coisas mais...
Abraços fraternos a todos vocês!
Fiquei emocionado especialmente pelo belo presente do meu amigo Carlos Rafael, e da minha bela Alessandra Bandeira.

Muito obrigado, meus amigos. 43 anos de idade...
Que eu possa ser útil com minha arte, a música ou em qualquer outra atividade à humanidade. Esse é o nosso DEVER.

Dihelson Mendonça

O menino do Blog: Dihelson Mendonça!! Por:Alessandra Bandeira

Nosso Primeiro contato foi uma observação mútua, um olhava para o outro pesquisando, vendo e analisando, desde esse dia já se vão 3 anos, hoje estamos convivendo mais por causa ds projetos conjuntos.
Se pudesse escolher um dia dessa amizade escolheria hoje, primeiro porque é raro ve-lo acordado durante o dia, segundo porque hoje tive a certeza do por quê o admiro tanto, sentados no estúdio da rádio educadora , durante o programa Cariri Encantado, diga-se de passagem um excelente programa, ele falava ao Carlos Rafael sobre o começo de sua paixão pelo piano, até que ele mostrou a sensibilidade de artista ,sobre o poder da arte na vida das pessoas, pronto só quem viu seus olhos brilhando e o amor que emanava de seu ser sabe o que eu senti naquele momento.
Orgulho de ser sua amiga, de poder compartilhar de momentos ao lado dele, de aprender cada coisa nova, até mesmo nas horas em que ele teima, mas teima com uma classe, que chega ser lindo.
Meu caro amigo Dihelson, hoje no dia de seu aniversário só posso lhe dizer parabéns por existir, obrigado ao destino por fazer nossas vidas se cruzarem, obrigado pela amizade e por acreditar em meu potêncial.
Seu aniversário, mas somos nós que desfrutamos de sua amizade que ganhamos os presentes.

Que a vida continue lhe dando tudo de bom e uma vida longa para que você possa continuar nos iluminando sempre, isso é o que deseja sua família Olhar Casa das Artes.



E como eu sempre brinco que você é aquele personagem do Snoopy que toca piano , esse episódio é em sua homenagem:



Hoje é o aniversário de Dihelson: parabéns... parabéns...


Dihelson e Ninha

Por Carlos Rafael Dias

H
oje é dia de festa para Dihelson Mendonça e a todos os seus amigos.
É o seu aniversário.
Alegria, alegria!

Vida longa a Dihelson!
Vida longa à sua arte abençoada e de qualidade!
Vida longa à sua profícua militância em favor de um mundo melhor e mais justo e mais belo.
Receba, Dihelson, nossas congratulações.
Que o seu deus lhe ilumine sempre.
Que você nunca arrefeça nesta sua missão árdua, porém indispensável, de fazer o bem pela arte, pela música, pela cultura, pela cidadania.
Feliz aniversário! - é o que desejamos, nós, colaboradores e leitores do Blog do Crato

Por: Carlos Rafael Dias

O Fenômeno da Popularidade e a Estratégia Política

"Eu elejo até um poste!" ( Ou: O Fenômeno da Popularidade )

Ao longo da história, homens bons e maus têm sido revestidos pela couraça da publicidade e da popularidade. O ex-senador Antonio Carlos Magalhães chegou a pronunciar em frase histórica, que na Bahia, "elegeria até um poste". Vendo os constantes anúncios de aumento de popularidade do Presidente Lula, alguém é levado a questionar o porque de tantas divulgações, que agora adquirem aspectos semanais. A questão central é: Como eleger um poste ? A resposta simples: Com propagandas de popularidade. O mérito e a fama, na verdade, são daquele que elege, não do elegível. O senador Cristovam Buarque na semana passada declarou em entrevista, que o pré-candidato José Serra é o único que até a presente data, não tem ainda uma estratégia definida: "Não sabe se bate no Lula ou se defende alguns de seus programas". Afinal, através de um marketing cuidadosamente elaborado, o presidente tem um filme sobre sua vida e que apela para a sua origem humilde, sendo apresentado aos Brasileiros exatamente no ano eleitoral em que pretende fazer seu sucessor. Algo que inclusive já foi considerado a maior jogada de marketing da história. Além disso, tem feito inúmeras aparições na TV que estão sendo questionadas na justiça e recebendo multas. Mas para o governo, que deseja fazer seu sucessor, ter que pagar R$5.000,00 de multas, deve sair uma conta ainda muito barata frente ao enorme benefício que a extrema publicidade televisiva pode lhe proporcionar. As leis no Brasil ainda são muito leves no que diz respeito a isso.

Por outro lado, a constante divulgação de índices de popularidade cada vez maiores exatamente nesta época, promove uma espécie de blindagem do presidente contra possíveis ataques por parte da oposição, afinal de contas, os outros pré-candidatos, não possuem argumentos suficientes para atacarem a sua candidata, sendo quase uma desconhecida da política e do povo Brasileiro. Assim, o presidente Lula se cerca cada vez mais de uma couraça quase instransponível de publicidade, evitando que a estrutura toda se desmorone. Quem em sã consciência vai atacar alguém cuja popularidade beira os 80 a 90 por cento ? Apenas um louco!

Entretanto, devemos analisar que nem a verdadeira popularidade é tudo. A história nos mostra que numa Alemanha pré Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler também batia recordes de até 92 por cento, e depois verificou-se a que serviu, atribuída a Goebels. Talvez o termo mais abominado pelos Alemães ainda hoje seja "Propaganda", que diz mais por si, do que todos os institutos de pesquisa reunidos. O grande questionamento sobre a alta popularidade divulgada na mídia, é até que ponto esta é mesmo verdadeira para o presidente, considerando-se por outro lado, que o seu próprio filme "Lula, O Filho do Brasil" já se configura como um dos grandes fracassos de bilheteria de todos os tempos.

Por: Dihelson Mendonça

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