xmlns:fb='http://www.facebook.com/2008/fbml' xmlns:og="http://opengraphprotocol.org/schema/"> 09/08/2009 | Blog do Crato
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VÍDEO - Estamos de volta com as transmissões da TV Chapada do Araripe ( E agora, com alguns programas ao vivo ). Serão vários programas abordando temas diversos, como a realidade da nossa região, do Ceará e do mundo; Programas científicos, atualidade, entrevistas, e transmissão de eventos ao vivo. ( Veja o vídeo e compartilhe ). www.tvchapadadoararipe.com



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09 agosto 2009

A Evolução do Salário Mínimo Brasileiro no Últimos 15 Anos. Por Dr. Valdetário.



Como o pedido do Dihelson não foi totalmente atendido e ambos os lados não abandonaram as suas trincheiras, resolvi fazer um apanhado da variação do salário mínino nos últimos 15 anos. Para tornar mais fácil o entendimento e também buscando amenizar os efeitos inflacionários do período, achei interessante utilizar o dólar americano como parâmetro. Tomei o salário mínimo como exemplo porque entendo ser este um bom termômetro para se aferir a distribuição de renda de um país. Sugiro que outros leitores do Blog do Crato façam outras pesquisas, como por exemplo, comportamento da dívida externa brasileira em um determinado período, ou a implantação de Universidades Federais num determinado período, o comportamento da produção agrícola brasileira, o montante emprestado pelos bancos estatais, como se comportou a inadimplência nos empréstimos tomados aos bancos estatais, o número de casas populares construídas, como evoluiu a questão do saneamento básico em nosso país... e muitos outros setores da sociedade, e que estas pesquisas sejam postadas aqui no Blog do Crato. Assim estaremos prestando um interessante serviço aos nossos leitores. Deixemos as “paixões” de lado e sejamos mais “técnicos”.

Vejamos os números:

Data Valor do SM em Reais Valor do Dólar Valor do SM em Dólar
29.12.1994 70,00 0,848 82,54
01.05.1995 100,00 0,913 109,52
01.05.1996 112,00 0,992 112,90
01.05.1997 120,00 1,063 112,88
01.05.1998 130,00 1,144 113,63
01.05.1999 136,00 1,660 81,92
03.04.2000 151,00 1,740 86,78
01.04.2001 180,00 2,161 83,29
01.04.2002 200,00 2,322 86,13
31.12.2002 200,00 3,541 56,48
01.04.2003 240,00 2,889 83,07
01.05.2004 260,00 2,944 88,31
01.05.2005 300,00 2,530 118,57
01.04.2006 350,00 2,172 161,14
01.04.2007 380,00 2,050 185,36
01.03.2008 415,00 1.682 246,73
07.08.2009 465,00 1.822 255,21

Fontes: financeoner.com.br
Portal Tributário Editora

Posto isso, cada um pode fazer suas análises. Eu cheguei a algumas conclusões:

- Quando os tucanos assumiram o comando do país, no dia 01.01.1995, o SM era equivalente a 82,54 dólares, após 8 anos de governo eles entregaram o país com o SM valendo apenas 56,48 dólares, ou seja, patrocinaram um arrocho (em algo que já era sufocante) de 31%. Assim quem ganhava um SM perdeu durante todo o governo FHC praticamente um terço da sua renda.

- O salário mínimo médio nos 8 anos do FHC foi de apenas 98,38 dólares.

- O salário mínimo médio nos primeiros 7 anos do governo Lula é de 162,62 dólares.

- O salário mínimo hoje, em dólares, corresponde a quatro vezes e meia o salário mínimo de quando o FHC deixou seu governo.

- Importante também observar a variação do dólar nos primeiros 4 anos do governo FHC. Subia, mas subia de forma aceitável, de forma “domada”. Passada a re-eleição em 2008, o dólar imediatamente deu um salto monstruoso. Todos nós sabemos os danos que esta manobra tucana de segurar o câmbio, única e exclusivamente para tirar proveitos eleitoreiros, causou à economia nacional.

- Acredito que os números acima são um dos fatores responsáveis pelos resultados nas pesquisas de opinião pública realizadas nos últimos anos em nosso país. Afinal, a parte mais sensível do corpo humano continua sendo o bolso.

Por: Dr. Valdetário Siebra

Esperança: A Verdade e A Mentira! - por : Sebastião Antônio Baracho.

Dedico esse poema a Valdetario, Armando Rafael, Carlos Rafael, José Vale e principalmente ao Dihelson, obrigado pela força.

Por caminhos tortuosos
A verdade se desgasta,
Por alamedas suntuosas
A mentira se alastra!

Gotejando, a verdade flui,
Em percalços de maldade,
Nesse ínterim, a mentira,
Jorra com intensidade!

A mentira é fiadora
De toda a falsidade,
Enquanto a verdade...
Sufoca-se na iniqüidade!

A mentira e a verdade
Mesclam-se pela vida,
A primeira é aceita,
A segunda... Esquecida!

Com o “exterior” mandando
No ego da humanidade vã,
A mentira, em combate...
Derrotará a verdade sã!

O egoísmo e o orgulho
Do ser humano atual
Faz da mentira um anjo
E, da verdade... Chacal!

A infâmia segue a mentira
Que vai se aderindo à difamação.
A honra, pobre e esquecida,
Medra, com a verdade no chão!

Nem Jesus, o salvador!
Da mentira se escapou,
Sua verdade límpida...
Ao calvário o levou!

No paraíso da ventura
Não haverá miscigenação.
A verdade é água pura,
A mentira: vil dejeção!

Sebastião Antônio Baracho.

conanbaracho@uol.com.br
fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=29341

Aos Nossos Filhos - Elis Regina - Homenagem ao Dia dos Pais

Um dos grandes clássicos da Música Popular Brasileira: Aos nossos Filhos, música de Ivans Lins e letra de Vítor Martins. Um verdadeiro testemunho da arte em todas as suas inúmeras manifestações, e um alerta para o que fazemos hoje com o nosso planeta, e que as gerações futuras herdarão:





Aos Nossos Filhos
Gravação: Elis Regina
Composição: Ivan Lins/Vitor Martins

Perdoem a cara amarrada,
Perdoem a falta de abraço,
Perdoem a falta de espaço,
Os dias eram assim...

Perdoem por tantos perigos,
Perdoem a falta de abrigo,
Perdoem a falta de amigos,
Os dias eram assim...

Perdoem a falta de folhas,
Perdoem a falta de ar
Perdoem a falta de escolha,
Os dias eram assim...

E quando passarem a limpo,
E quando cortarem os laços,
E quando soltarem os cintos,
Façam a festa por mim...

E quando lavarem a mágoa,
E quando lavarem a alma
E quando lavarem a água,
Lavem os olhos por mim...

Quando brotarem as flores,
Quando crescerem as matas,
Quando colherem os frutos,
Digam o gosto pra mim...

Digam o gosto pra mim...

Bibo Pai e Bobby Filho - Para relembrar...

Homenagem ao dia dos Pais.
Esse desenho animado famoso de Hanna Barbera, para nossos amigos:





Dihelson Mendonça

O Setor de Serviços e O Desenvolvimento de Crato e Juazeiro - Por: Wellington Ribeiro Justo

Com este artigo Finalizo a série de três artigos expondo o papel da agropecuária, indústria e serviços na diferença das trajetórias de crescimento entre Crato e Juazeiro nas últimas décadas.
É no setor de serviços, até por representar o maior percentual do PIB dos dois municípios (78,5% no Crato e 82,87% em Juazeiro em 2005) que se explica a maior parte da diferença no crescimento entre estes municípios.

Uma das diferenças no perfil entre os dois referidos municípios é na formação histórica. No Crato “prevaleceu” durante décadas a aristocracia rural diferentemente de Juazeiro. O fato da formação populacional de Juazeiro ser cosmopolita e, portanto, “desligadas” das “tradições familiares” deixou esta população “solta” para praticar quaisquer atividades sem preconceitos. Os Comerciantes e consumidores juazeirenses não se envergonham, por exemplo, de vender e comprar produtos em feiras livres e isto fez com que os juazeirenses dominassem este tipo de comércio em toda a região do Cariri e em outras regiões do Norte e Nordeste alavancando o comercio local haja vista que os lucros destas atividades eram investidos em Juazeiro. Durante algumas décadas este tipo de atividade juntamente com a venda de produtos para atender a demanda dos romeiros do Padre Cícero permitiram o crescimento do setor de serviços em Juazeiro. Some-se a isto, embora alguns não queiram aceitar mais a história comprova, foi o “apoio” que as forcas políticas de Juazeiro tiveram nesta atividade. Enquanto Juazeiro mantinha prestígio político em nível estadual a força da máquina de arrecadação do estado não exercia em toda sua plenitude lá como agia no Crato. Os comerciantes mais antigos que confirmem esta hipótese. Isso permitiu que os alguns comerciantes juazeirenses se capitalizassem e ganhassem dimensão para sobreviver e crescer em períodos de maior rigor fiscal.

Quando o “governo das mudanças” assumiu a política do Ceará em que um dos pilares era o aumento real na arrecadação de impostos, o comercio de Juazeiro sentiu muito mais fortemente que no Crato. Isto porque lá, como dito anteriormente havia uma “proteção” coisa que deixou de existir naquele período. Pôde-se ver, por exemplo, dezenas de prédios comerciais fechados em plena Rua São Pedro e demais artérias tradicionais do comércio de Juazeiro. Como Juazeiro tinha uma participação relativa maior de comércio informal e a política do então governador Tasso buscava combater este tipo de prática, foi um baque no comercio de Juazeiro. No Crato, como já “sofria” de forma mais contínua o peso da máquina de arrecadação do estado não sentiu de forma tão dolorosa naquele primeiro mandato do então governador. Muitos comerciantes que vendiam produtos populares em Juazeiro mudaram para estados vizinhos para fugir da fiscalização que agia muitas vezes até com falta de bom senso. Muitas são as historias contadas nesse sentido.
A história tem mostrado que em regiões de “tradição aristocrática” uma das poucas contribuições para o desenvolvimento foi a formação escolar dos seus descendentes e com isto a criação de boas escolas. No Crato não foi diferente. No entanto, isto atuou de forma ambígua para o nosso desenvolvimento. À medida que criávamos boas escolas públicas e privadas não somente dava oportunidade para os cratenses como para estudantes de toda região nos destacando regionalmente. Isso contribuía para o crescimento do Crato. O lado negativo era o grande “vazamento” de renda que ocorria no Crato quando os Cratenses em uma proporção muito maior que Juazeiro deixava a região para estudar nas capitais especialmente: Recife e Fortaleza. Uma parcela significativa da poupança local era deslocada para a manutenção dos estudantes cratenses nas capitais. Inclusive Houve muitos investimentos na compra de apartamentos exaurindo muito da nossa riqueza. O grande problema que isto trazia para a economia do Crato e em menor escala inicial para Juazeiro era que por falta de mercado poucos eram os profissionais formados fruto da poupança local que voltava para o Crato, é o que chamamos de “Fuga de Cérebros”. Voltavam quando muito os médicos que fizeram com que o Crato fosse vanguarda nessa área por um bom tempo. Muitos caririenses se destacaram e destacam em suas atividades no Brasil e no exterior. Com o fortalecimento da economia de Juazeiro e o aumento de famílias de classe média e alta naquele município o mesmo fenômeno passou acontecer lá também em maior magnitude. Com a criação de diversos cursos universitários no Cariri este problema tende a arrefecer mais ainda longe de acabar. Somente com a criação de novos cursos e a expansão do mercado para absorver profissionais dos cursos aqui criados e de outras áreas profissionais que não tem cursos aqui, mas que têm cratenses e juazeirenses se profissionalizando é que haverá a diminuição significativa da fuga de nossa mão-de-obra mais qualificada.

O setor educacional explica, portanto, parte da diferença na trajetória econômica entre Crato e Juazeiro nas últimas décadas. O Crato por ter “tradição aristocrática” bem enfraquecida ultimamente mais com peso forte em décadas passadas soube valorizar a educação e com isto o teve papel importante na construção de boas e tradicionais escolas públicas e privadas atraindo muitos estudantes de outros municípios e até de Juazeiro. Isso aconteceu por varias décadas e culminou com a criação dos primeiros cursos superiores e posteriormente a criação da URCA. Vale destacar aqui o papel importantíssimo da Diocese do Crato através de Bispos com espírito empreendedor e de grande prestígio político. Assim o Crato se destacava regionalmente e conquistou o titulo “de cidade da cultura”. Paralelamente, também pelo prestígio político da velha aristocracia cratense foi criada outra unidade de ensino que ajudou a atrair muitos estudantes para o Crato, que foi a Escola Agrotécnica Federal.

Vale, no entanto, fazer uma breve análise de como este setor que tinha uma forte dinâmica no Crato no passado perdeu seu espaço para Juazeiro contribuindo para que o vizinho município ultrapassasse o Crato e tenha atualmente nesse setor uma das molas propulsoras do atual crescimento. A antiga Escola Agrotécnica Federal de Crato não soube aproveitar os espaços criados com a lei de diretrizes da educação e não avançou na criação de cursos superiores no potencial que tinha e foi necessária a vinda da UFC para criar o curso de Agronomia inviabilizando esta unidade de ensino a criar este curso. Talvez ainda haja tempo da “Nossa Agrotécnica” acordar e avançar com a criação de outros cursos na sua área de atuação.
A Diocese do Crato teve papel extremamente importante nesse setor e justamente por dominar as escolas particulares do Crato, é preciso resgatar o seu papel e avançar rapidamente na criação de cursos superiores de maior representatividade para não ver suas possibilidades serem perdidas e seus espaços ser ocupados por outras instituições como está acontecendo atualmente. Destaca-aqui que tanto em juazeiro como em vários municípios a grande maioria das faculdades particulares foram criadas a partir de escolas particulares. Como dito anteriormente, um percentual significativo de alunos do ensino médio do nosso município é oriundo de escolas ligadas à diocese. Faltou também aos demais empresários cratenses desse setor um espírito empreendedor ou falta de assessoria adequada que permitisse a criação de faculdades privadas no nosso município.

Embora alguns não concordem, o efeito das forças políticas foi essencial nesse processo. O curso de Medicina em Juazeiro, um dos pioneiros de medicina pagos no interior do Nordeste, foi aprovado com a forte força política de Juazeiro bem como vários outros cursos superiores. Mais uma vez lamenta-se a falta de visão dos políticos cratenses que, inclusive rejeitaram a vinda de uma destas maiores faculdades regionais para o nosso município, fato este conhecido da população. O atual prefeito tem atuado no sentido de possibilitar a vinda de cursos superiores pra o Crato, mas não tem tido força suficiente para barrar a força política de Juazeiro. A URCA, por exemplo, precisa rapidamente de investimentos para criar novos cursos de mestrado e Doutorado bem como aumentar o leque de cursos de graduação. Assim como outros cursos da UFC devem ser criados no Crato. Também há espaço para a criação de outra unidade de ensino tecnológico federal. É evidente que existem outros fatores mesmo no setor de serviços que juntamente com estes argumentos, hipóteses aqui relatadas dão destaque ao setor de serviços na explicação diferença de crescimento de Crato e Juazeiro. Como dito no primeiro artigo não dá para abordar todos os fatores em pequenos artigos, mas pelo menos tentativa foi de focar nos principais.

Wellington Ribeiro Justo
Doutor em Economia e Professor da URCA

Aos nossos filhos Por: J. Flávio Vieira


Amanhã haveremos de comemorar aquilo que a sociedade de consumo resolveu denominar de Dia dos Pais. Claro que esse data nunca poderá ter o “Glamour” que sempre acompanhou a que celebra nossas queridas mamães, mesmo porque somos meros coadjuvantes, ou figurantes no sagrado ato da criação. Não bastasse nosso papel de “ponta”, no grande teatro da maternidade , nosso script já não é mais o mesmo dos velhos tempos - já se fazem bebês de proveta , já se clonam animais e em breve seres humanos; até mesmo quando contribuímos um pouco ,como aconteceu com nosso colega Luciano Schafir , nos negam totalmente a importância da nossa atuação , como se fôssemos meros depositários de sêmen, sem alma, sem sensibilidade, sem ter mais o que passar para os filhos e netos. Definitivamente, parece terminarão por riscar essa data do mapa, como já fizeram com o nosso script. Nós ,pais, nos sentimos um pouco como uma televisão a válvula , um computador XT , uma vitrola ou um disco de vinil , não temos mais nenhuma aplicabilidade prática e somos mantidos por simples critérios históricos ou de tradição.
Tudo bem ! Não pretendemos mudar a marcha inexorável do tempo! Mas gostaríamos de lembrar algumas poucas utilidades que ainda restam , nesses bichinhos de estimação que existem em algumas residências e que, se não me esqueci, chamavam de PAIS. Os franceses dizem que o pai é um banco proporcionado pela natureza - vejam só ! Temos ainda conosco - cada vez menos é certo, nesses tempos bicudos- temos ainda conosco a possibilidade de fazer empréstimos facilitados a fundo perdido, aproveitem garotos!!!! Sabemos que o nosso papel consultivo é coisa do passado, quem mais acredita em e segue Conselhos paternos? Quando , porém, vocês tomarem o caminho que imaginaram ser o melhor, a despeito do nosso parecer, e começarem a levar os tombos nos buracos , cá estaremos nós, de barbas brancas, prontos para pôr gelo nas machucaduras e prepará-los para enfrentarem os novos desafios. Não queremos mais que vocês se realizem , tentando compensar nossas frustrações, buscando viver os sonhos que nós, pais, não vivenciamos por fraqueza, medo ou pura inércia. Que vocês ganhem os céus , com rota de vôo própria e alcancem dimensões que nós nem sequer imaginamos um dia que existiria. Vocês, meus filhos, são nossa única perspectiva de imortalidade!
Não, já não mais esperamos ser compreendidos , esse quimera impossível. Até mesmo o Cristo, no Calvário, reclamou do pai , perguntando porque Ele O tinha abandonado. A simples existência de vocês é suficiente para justificar a nossa permanência na terra. Se por acaso vocês nos trouxerem algumas lembrancinhas , ficaremos felizes e gratos , mas capricharemos para que nossa alegria não estremeça o tênue castelo de areia em que vocês depositaram todas as ilusões da vida. Vivam esse sonho dourado,por nós ! Cá ficaremos quietos, tranqüilos e esperançosos , como vocês, crianças, quando ouviam o indefectível som do Cavaco-Chinês!

Por: Dr. José Flávio Vieira

Aos Pais da Mata! Por Pachelly Jamacaru

Ofereço estas imagens com a mais profunda admiração, a todos os Pais da Mata! Sim, aqueles destemidos, apaixonados, ecologistas, amantes da natureza, que a protegem por que pensam em seus filhos e nos filhotes da Floresta!
Em especial, Sr. Mundô, este é o pai que homenageio em nomes de todos os pais! Ele cuidava da Floresta como uma filha querida, amada, mimada! Parabéns seu Mundô!









Fotos: Pachelly Jamacaru
"Direitos reservados"

HOMENAGEM AOS PAIS - Por Maria Otilia

MEU VELHO - Altemar Dutra

É um bom tipo meu velho
Que anda só e carregando
Sua tristeza infinita
De tanto seguir andando

Eu o estudo desde longe
Porque somos diferentes
Ele cresceu com os tempos
Do respeito e dos mais crentes

Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e o teu tempo

Seus olhos são tão serenos
Sua figura é cansada
Pela idade foi vencido
Mas caminha sua estrada

Eu vivo os dias de hoje
Em ti o passado lembra
Só a dor e o sofrimento
Tem sua história sem tempo

Velho, meu querido velho
Agora caminha lento
Como perdoando o vento
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo

Velho, meu querido velho
Eu sou teu sangue meu velho
Teu silêncio e teu tempo
Velho, meu querido velho

Música de Altemar Dutra -postado por Maria Otilia


FILHOS - Por João Marni de Figueiredo


Filhos são tudo para nós. Quando pequenos, não dormem sem um balanço ou sem uma história. Pela manhã, ao acordarem, abraçam-nos com aquele cheirinho maravilhoso, típico deles, e já nos pedem algo. Adiante, crescidos, não dormimos nós enquanto não chegam! Preocupam-nos se não comem, se não estudam, com quem andam, o que fazem; interferimos como se vestem, reclamamos quando falam alto, se não escovam os dentes, se borram as roupas de baixo- as quais lavamos-, se escutam as músicas deles, se falam entre o grave e o agudo... Quando namoram, queremos saber de seus pares, para dar-lhes notas. Não damos chance nem que aprendam e protestamos sobre seus odores, sem valorizarmos suas dores. O fato é que, a partir deles, quase perdemos nossa identidade, não sabendo mais quem verdadeiramente somos, sem tempo para introspecção. Dói em nossas consciências se compramos um par de meias que seja sem que pensemos neles. Melhor usássemos só alpargatas...

Chutaríamos nossos filhos crescidos dos ninhos se plumas ou penas tivéssemos. Mas não as temos. Tirou-nos Deus as penas, pondo-as em nossos corações, recanto dos nossos ais. Talvez isso explique porque choramos quando vão e nos alegramos quando chegam. A casa de sempre são nossos corações. Se adoecem, adoecemos mais ainda. Ao recuperarem-se, ficamos em oceanos de paz. Mas se um dia a vida nos reservá-los mortos, invocaremos ao Misericordioso que os acompanhemos também.

A vida é um legado tão extraordinário que somos impelidos a homenagear e agradecer àqueles que nos antecedem e a proteger a estes que nos sucedem, a todo o custo. Pelos filhos, o discípulo Pedro não teria ouvido o canto do galo. Dirá três vezes!

A grande indagação é sobre a melhor maneira de educá-los, discipliná-los. Não há uma fórmula única, mas o diálogo e a paciência predominam em todas as culturas. Seria como a teia da aranha na tensão certa: nem demasiadamente frouxa, nem tão esticada. Por “reconhecimento”, de presente, dão-nos netos. Não é um grande momento?

Cuida, senhor,
... para que tenhamos filhos e que os beijemos até quase desbotá-los;
...para que nossas mãos os soltem somente quando puderem andar por si próprios;
...que não percebam nossas dores e nossas lágrimas, garantindo-lhes o sorriso;
...que se preciso for, enganemos a nossa fome, para que lhes sobre o alimento.

Proteja, senhor, a nossa família num grande abraço. Todavia, seríamos indignos de tamanha bênção, se pedíssemos apenas pela nossa. Então que abrace a todas.

Por: João Marni de Figueiredo

Ricardo Peixoto ministra oficina de "caixa mágica" na periferia do Crato

Coletivo Camaradas realiza parceria com artista de renome nacional para ministrar oficina na Comunidade do Gesso.

A comunidade do Gesso, na cidade do Crato receberá nos dias 13 e 14 o arte-educador, fotógrafo, jornalista, curador e produtor cultural, Ricardo Peixoto. O artista multimídia ministrará a oficina “Caixa Mágica” que abordará princípios da fotografia e proporcionará um exercício sensorial. A oficina será realizada no Projeto Nova Vida. Um dos fatores que motivou o artista foi interesse em conhecer a realidade da antiga zona de prostituição do Crato, o qual tomou conhecimento, através da Exposição Cabaré que foi realizada no Centro Cultural do BNB. Coincidentemente Peixoto realiza em João Pessoa, o Dia Internacional da Prostituta, juntamente com a Associação das Profissionais do Sexo da Paraíba.
Para Ricardo Peixoto que tem um trabalho ligado aos grupos excluídos e marginalizados “o artista não pode ficar fazendo arte pela arte”. Ele acredita que o artista pode e deve contribuir socialmente com o seu fazer artístico.
Peixoto é um dos fundadores do Grupo Traficantes de Imagens na década de 1990 na Paraíba. Fundador do Movimento Conspiração Cultural, curador do Museu da Imaginação. Tem participação em salões e festivais nacionais e internacionais, seu trabalho integra importantes acervos e coleções de museus, instituições, universidades, fundações e galerias do Brasil, Argentina, França e Áustria.
O artista também estará ministrando no Centro Cultural do Banco do Nordeste CCBNB Cariri, em Juazeiro do Norte a oficina: Laboratório de Multimeios – Experimentações para a Comunicação Visual-Sonora-Escrita-Corporal.
Para viabilizar a oficina no Comunidade, O Coletivo Camaradas realizou parcerias com a Universidade Regional do Cariri – URCA, através da Pró-reitoria de Extensão e o Projeto Nova Vida.

BlogHumor: O que seria a "Charge" da semana...


- E aí, não vai apertar a mão do papai, Sarney?

Fonte: Via Blog do Eliomar de Lima

Tivemos problemas com um Artigo, porque um dos nossos autores não colocou o crédito...

Como sempre peço insistentemente:

Sigam as regras do Blog!
Sigam as regras do Blog!
Sigam as regras do Blog!

Hoje, fui surpreendido por uma notificação de um autor ( o verdadeiro autor do artigo sobre o Padre Pedófilo ), pedindo para serem colocados os seus merecidos créditos na postagem. Fi-lo.

Mas é com grande tristeza que venho novamente reclamar aos nossos escritores que sempre que tomem algum texto da Internet, coloquem os créditos do autor, e do website de onde retiraram. Hoje em dia, existem sistemas de buscas que descobrem em fração de segundos quando alguém copia um texto de um site e posta em outro sem dar o crédito. Apenas, alguns não tomam providências imediatas.

Por isso, peço que sempre que forem postar um texto de outro site, coloquem os créditos. Não queremos ficar conhecidos como Ali baba e os Quarenta... No referido texto, a pedido do autor, ja publiquei os devidos créditos, para nossa "saúde" e "segurança".

Aqui está o link do artigo que causou esse problema:
http://blogdocrato.blogspot.com/2009/08/padre-de-assinou-o-estatuto-da-crianca.html


"São demais os perigos dessa vida"...

Abraços,

Dihelson Mendonça

Domingo com Missa, semana com Deus

(Reflexão para os leitores que professam a religião católica)

Quanta gente troca a Missa por um programa de televisão, por um jogo de futebol ou por uma “soneca” depois do almoço? Se todos compreendessem o valor infinito da Celebração da Eucaristia, as igrejas voltariam a se encher, e todos poderíamos dizer com inteira propriedade: “Domingo com missa, semana com Deus”. A missa tem um valor tão grande e nos aproxima tanto de Deus, que o simples fato de participarmos dela aos domingos, deveria encher a nossa alma de uma alegria verdadeiramente divina, durante toda a semana.
Entretanto, muitas vezes nós participamos de um modo quase mecânico, sem dar-nos conta do que estamos presenciando e com o pensamento distante... Poucas vezes nos damos conta de todos os frutos e benefícios que recebemos ao participar de apenas uma missa. Porque a Missa tem um valor infinito, por causa da condição de quem se oferece em sacrifício e se imola na hóstia sagrada: o próprio Jesus Cristo. Nas nossas orações particulares nós nos dirigimos a Deus por intermédio dos santos, de Nossa Senhora e de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Na Missa é o próprio Jesus Cristo quem se oferece ao Pai. Ali Ele é o Sumo e Eterno Sacerdote que, sem derramamento de sangue, renova o oferecimento da Cruz. Jesus é o ministro que aplica a nós os méritos de Seu Sacrifício.
Texto: Boletim dos Arautos do Evangelho
Postagem: Armando Lopes Rafael

Dia dos Pais - Uma homenagem tocante ao "velho"

Como hoje é domingo - e domingo comemorativo do dia dos pais - prá desanuviar um pouco o clima aqui no blog nada mais apropriado que essa verdadeira “declaração de amor” do jornalista Luis Nassif ao seu querido “velho”, Oscar Nassif, já falecido.
José Nilton Mariano Saraiva
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O OLHAR DE MEU PAI
Antes dos 13 anos, declarei guerra a meu pai. Eu passara para o terceiro ano do ginásio, mudou o “irmão Marista” titular da classe, e tive a oportunidade de tirar o primeiro lugar, algo que não conseguira nos dois anos anteriores. Fui para casa de boletim na mala e peito estufado, e o velho nem ligou. À noite, no encontro de pais e alunos no Marista, um pai chegou perto de nós, saudou o meu feito e indagou se manteria a colocação. Seu Oscar respondeu irritado: “Problema dele”. Anos depois, Chafik, seu melhor amigo, me contou que ele não se conformara com minha decisão de, aos 12 anos, me tornar jornalista, e não seu sucessor na Farmácia Central.
Desde aquela noite de 1963 um muro ergueu-se entre nós. No mês seguinte caí para 7º da classe, no terceiro mês para 15º, do quarto mês em diante fui o último para o todo e sempre. Puni o seu Oscar a cada prova mal feita, a cada gazeta engendrada, a cada rebelião contra os irmãos. Mas nos momentos cruciais, consegui o seu apoio, especialmente no dia em que o reitor Lino Teódulo foi à minha casa com acusações falsas, em represália à minha militância estudantil. Disse-lhe na cara que ele estava mentindo, e meu pai me apoiou.
Nem isso quebrou as nossas barreiras. Eu chegava em casa antes de meu pai chegar, refugiava-me na tia Rosita na hora do jantar, depois, quando ele descia de novo para fechar a farmácia corria para casa, para dormir antes que ele voltasse de vez. Mas de manhã bebia cada som que ele emitia, cada gesto de ansiedade, andando para lá e para cá no corredor de casa, os gemidos de quem carrega os fardos do mundo. E me punia por não poder ajudá-lo.
Ao longo da vida, guardei em frascos de cristal os poucos momentos de emoção que consegui compartilhar com ele, como o garimpeiro que procura a pepita na bateia. Registrei seu choro na morte da tia Marta, as lágrimas na missa de sétimo dia do "vô" Issa, seu sogro, a última ida a Poços de Caldas, para ser comunicado da morte de seu melhor amigo, e seu olhar quando divisou a cidade ao longe. Mais tarde, acompanhei seu silêncio quando tia Rosita morreu. Não contamos nada para ele, e ele nunca mais perguntou dela, para não ouvir a resposta que temia.
E me lembrei para sempre do dia em que o critiquei na casa do "vô" Issa por ter comprado um bilhete de loteria enquanto estávamos acampados por lá, procurando casa para alugar em São Paulo. Ele saiu para a rua, fui atrás e pedi a Deus as palavras que me permitissem explicar o que sentia. Abracei-o, aquele homem alto, chorando, e falei, falei e falei, disse-lhe que ele continuava o centro da família e que minha preocupação era apenas para que não demonstrasse desespero indo atrás de miragens. E só serenei quando ele se acalmou e me olhou com olhar de pai agradecido.
O segundo derrame chegou doze anos depois do primeiro. Só depois de morto e enterrado comecei minha longa caminhada atrás de meu pai. Passei a buscá-lo em cada contemporâneo, em cada amigo. Com as velhas senhoras de Poços descobri o galanteador, com os fregueses mais humildes da farmácia, uma generosidade que nunca pressenti. Com os amigos, a pessoa aberta e alegre que submergiu com a crise da farmácia, mas que continuou sendo o mais gentil dos poçoscaldenses.
E quanto mais o buscava passava a descobrir o inverso, a busca que ele fazia de mim. Diariamente meu pai levava minhas irmãs ao Colégio São Domingos, e, na volta, pegava um amigo meu para almoçar e saber notícias minhas de São Paulo. Antonio Cândido me falou do orgulho com que ele relatava minhas primeiras reportagens. O padre Trajano me contava das notas que levava ao “Diário de Poços” relatando cada vitória em festival, em concurso literário. E minha mãe me contou que, no auge da minha crise de adolescência, ela perdeu a fé no meu futuro, e ele acreditou.
Às vezes sinto o travo da última conversa que não houve, dos beijos que não lhe dei. Mas em algumas noites o sinto ao meu lado, daquele modo silencioso com que ficava com a tia Rosita, sem nada falar, porque palavras eram desnecessárias. Apenas me olhando com aquele olhar de quem finalmente se fez entender.

Autor: Luis Nassif
Postagem: José Nilton Mariano Saraiva

Previsão do Tempo e Almanaque - 09 de Agosto de 2009

Bom Dia, amigos e Amigas do Blog do Crato. Hoje, Domingo, dia 09 de Agosto de 2009. Dia dos Pais. Temos já várias homenagens e reportagens especiais. A previsão do tempo para hoje é de Dia com Sol com algumas núvens. Não são previstas chuvas, segundo o site Climatempo:


ALMANAQUE

No dia 9 de agosto, a Igreja Católica comemora o dia de Santa Edith Stein (Tereza Benedita da Cruz).

Edith Stein nasceu na cidade de Breslau, Alemanha, no dia 12 de outubro de 1891, em uma próspera família de judeus. Aos dois anos, ficou órfã do pai. A mãe e os irmãos mantiveram a situação financeira estável e a educaram dentro da religião judaica. Desde menina, Edith era brilhante nos estudos e mostrou forte determinação, caráter inabalável e muita obstinação. Na adolescência, viveu uma crise: abandonou a escola, as práticas religiosas e a crença consciente em Deus. Depois, terminou os estudos com graduação máxima, recebendo o título de doutora em fenomenologia, em 1916. A Alemanha só concedeu esse título a doze mulheres na última metade do século XX. Em 1921, ela leu a autobiografia de santa Teresa d'Ávila. Tocada pela luz da fé, converteu-se e foi batizada em 1922. Mas a mãe e os irmãos nunca compreenderam ou aceitaram sua adesão ao catolicismo. A exceção foi sua irmã Rosa, que se converteu e foi batizada no seio da Igreja, após a morte da mãe, em 1936. Edith Stein começou a servir a Deus com seus talentos acadêmicos. Lecionou numa escola dominicana, foi conferencista em instituições católicas e finalizou como catedrática numa universidade alemã. Em 1933, chegavam ao poder: Hitler e o partido nazista. Todos os professores não-arianos foram demitidos. Por recusar-se a sair do país, os superiores da Ordem do Carmelo a aceitaram como noviça. Em 1934, tomou o hábito das carmelitas e o nome religioso de Teresa Benedita da Cruz. A sua família não compareceu à cerimônia.

Quatro anos depois, realizou sua profissão solene e perpétua, recebendo o definitivo hábito marrom das carmelitas. A perseguição nazista aos judeus alemães intensificou-se e Edith foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Um ano depois, sua irmã Rosa foi juntar-se a ela nesse Carmelo holandês, pois desejava seguir a vida religiosa. Foi aceita no convento, mas permaneceu como irmã leiga carmelita, não podendo professar os votos religiosos. O momento era desfavorável aos judeus, mesmo para os convertidos cristãos.

A Segunda Guerra Mundial começou e a expansão nazista alastrou-se pela Europa e pelo mundo. A Holanda foi invadida e anexada ao Reich Alemão em 1941. A família de Edith Stein dispersou-se, alguns emigraram e outros desapareceram nos campos de concentração. Os superiores do Carmelo de Echt tentaram transferir Edith e Rosa para um outro, na Suíça, mas as autoridades civis de lá não facilitaram e a burocracia arrastou-se indefinidamente.

Em julho de 1942, publicamente, os bispos holandeses emitiram sua posição formal contra os nazistas e em favor dos judeus. Hitler considerou uma agressão da Igreja Católica local e revidou. Em agosto, dois oficiais nazistas levaram Edith e sua irmã do Carmelo de Echt. No mesmo dia, outros duzentos e quarenta e dois judeus católicos foram deportados para os campos de concentração, como represália do regime nazista à mensagem dos bispos holandeses. As duas irmãs foram levadas em um comboio de carga, junto com outras centenas de judeus e dezenas de convertidos, ao norte da Holanda, para o campo de Westerbork. Lá, Edith Stein, ou a "freira alemã", como a identificaram os sobreviventes, diferenciou-se muito dos outros prisioneiros que se entregaram ao desespero, lamentações ou prostração total. Ela procurava consolar os mais aflitos, levantar o ânimo dos abatidos e cuidar, do melhor modo possível, das crianças. Assim ela viveu alguns dias, suportando com doçura, paciência e conformidade a vontade de Deus, seu intenso sofrimento, e dos demais.

No dia 7 de agosto de 1942, Edith Stein, Rosa e centenas de homens, mulheres e crianças foram de trem para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Dois dias depois, em 9 de agosto, foram mortas na câmara de gás e tiveram seus corpos queimados.

A irmã carmelita Teresa Benedita da Cruz foi canonizada em Roma, em 1998, pelo papa João Paulo II, que indicou sua festa para o dia de sua morte. A solenidade contou com a presença de personalidades ilustres, civis e religiosas, da Alemanha e da Holanda, além de alguns sobreviventes dos campos de concentração que a conheceram e de vários membros da família Stein. No ano seguinte, o mesmo sumo pontífice declarou santa Edith Stein, "co-Padroeira da Europa", junto com santa Brígida e santa Catarina de Sena.

HOJE NA HISTÓRIA

Em 1997, morria o Betinho

Nesta data, em 1997, Morria o Betinho, sociólogo que se dedicou a causas humanas como a luta contra a miséria, a fome e o direito à cidadania. Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, (Bocaiúva, 3 de novembro de 1935 — 9 de agosto de 1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro. Concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Miséria e Pela Vida.

Biografia

Betinho nasceu no norte de Minas Gerais e, como seus irmãos Henfil e Chico Mário, herdou da mãe a hemofilia, e desde a infância sofreu com outros problemas, como a tuberculose. Eu nasci para o desastre, porém com sorte - costumava dizer.

Foi criado em ambientes inusitados: a penitenciária e a funerária, onde o pai trabalhava. Mas sua formação teve grande influência dos padres dominicanos, com os quais travou contato na década de 1950. Integrou a JEC (Juventude Estudantil Católica), a JUC (Juventude Universitária Católica) e, em 1962, fundou a AP (Ação Popular), da qual foi o primeiro coordenador.

Concluiu seus estudos universitários em Sociologia, no ano de 1962). Durante o governo de João Goulart assessorou o MEC - chefiou a Assessoria do Ministro Paulo de Tarso Santos - e defendeu as "reformas de base", sobretudo a reforma agrária.

Com o golpe militar, em 1964, mobilizou-se contra a ditadura, sem nunca esquecer as causas sociais, porém. Com o aumento da repressão, foi obrigado a se exilar no Chile, em 1971. Lá assessorou Salvador Allende, até sua deposição, em 1973. Conseguiu escapar do golpe de Pinochet refugiando-se na embaixada panamenha. Posteriormente morou no Canadá e no México. Durante esse período foram reforçadas as suas convicções sobre a democracia - que ele julgava ser incompatível com o sistema capitalista.

Foi citado como "o irmão do Henfil", que se encontrava no exílio, na canção "O bêbado e a equilibrista", de João Bosco e Aldir Blanc, gravada por Elis Regina à época da Campanha pela Anistia aos presos e exilados políticos. Anistiado em 1979, voltou ao Brasil, onde passou a se dedicar à luta pela reforma agrária, sendo um de seus principais articuladores. Nesse sentido conseguiu reunir, em 1990, milhares de pessoas no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, em manifestação pela causa.

Em 1981, junto com os economistas Carlos Afonso e Marcos Arruda, fundou o IBASE - Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas.

Em 1986 Betinho descobriu ter contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Em sua vida pública esse fato repercutiu na criação de movimentos de defesa dos direitos dos portadores do vírus. Junto com outros membros da sociedade civil, fundou e presidiu até a sua morte a Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS. Dois dos seus irmãos, Henfil e Chico Mário, morreram em 1988 por conseqüência da mesma doença. Betinho também integrou as forças que resultaram no impeachment do Presidente da República Fernando Collor. Mas o projeto pelo qual se imortalizou foi, provavelmente, a Ação da Cidadania contra a Miséria e Pela Vida, movimento em favor dos pobres e excluídos. Morreu em 1997, já bastante debilitado pela AIDS. Deixou dois filhos: Daniel, filho do seu primeiro casamento com Irles Carvalho, e Henrique, filho do segundo casamento com Maria Nakano, com quem viveu 27 anos.

Fontes: Edições Paulinas, Wikipédia, 10emtudo.

Hoje é o primeiro dia do resto da sua Vida. Viva o HOJE !


Não penses para amanhã. Não lembres o que foi de ontem. A memória teve o seu tempo quando foi tempo de alguma coisa durar. Mas tudo hoje é tão efémero. Mesmo o que se pensa para amanhã é para já ter sido, que é o que desejamos que seja logo que for. É o tempo de Deus que não tem futuro nem passado. Foi o que dele nós escolhemos no sonho do nosso absoluto. Não penses para amanhã na urgência de seres agora. Mesmo logo à tarde é muito tarde. Tudo o que és em ti para seres, vê se o és neste instante. Porque antes e depois tudo é morte e insensatez. Não esperes, sê agora. Lê os jornais. O futuro é o embrulho que fizeres com eles ou o papel urgente da retrete quando não houver outro.

Vergílio Ferreira, in "Escrever"

Parabéns pelo Dia dos Pais - Mônica e Samuel Araripe


Gostaríamos de cumprimentar a todos os Pais por ocasião desta data. Enviar a todos aqueles que se dedicaram tanto à criação dos seus filhos, dando-lhes uma educação salutar e uma perspectiva de um futuro melhor, as nossas melhores saudações, e especialmente do município do Crato. É no abrigo do lar, no seio de uma família equilibrada, feliz e bem orientada, que podem ser geradas as melhores expectativas para nossos filhos. E cabe a este grande responsável, a figura paterna, a tarefa de incutir nobres e reais valores nas mentes ainda em formação, pois é o primeiro mestre. A estes incansáveis guardiães, que por sua extrema decicação, zêlo e amor, se doam aos seus filhos de corpo e alma, nada mais natural, portanto, de nesta data receberem as devidas e sinceras homenagens. Parabéns a todos os papais do Crato. Vida plena de felicidades, reconhecimento e conquistas.

Por: Mônica e Samuel Araripe

Arte & Cultura - Menino recria vida sertaneja com talento - Reportagem: Elizângela Santos


Falta de brinquedos fez com que o menino Igor se transformasse num artista da brincadeira (Foto: Kid Júnior)Igor Félix transforma lata e papelão em belos brinquedos, que ganharam destaque em exposição temática. Caririaçu. A inventividade dos meninos do sertão vem de longe, e sem pressa de chegar a lugar nenhum. O mundo lúdico abraça formas diversas. Nas brincadeiras e nos brinquedos que cada um escolhe, já estão contidos traços de personalidade e uma tradição histórica. Quem um dia não foi capaz de imaginar ou até sonhar com o brinquedo predileto, aquele que só estava presente nos seus próprios sonhos? Há quem possa transformar em realidade. E isso depende da capacidade de transformar o que se tem num ato de brincar, num brinquedo.

Em Caririaçu, o menino Pedro Igor Félix da Silva, de 12 anos, desde cedo aprendeu a fazer seus próprios brinquedos. Tudo por conta da vontade de brincar. A mãe não tinha recursos para custear-lhe os brinquedinhos, e os que estavam ao alcance de sua visão pertenciam aos meninos da rua. As pequenas mãos começaram a juntar o que estava ao alcance do seu pensamento. Papelão era o que tinha. Madeira, lata, borracha de velhos chinelos. Carros velhos assumem novas roupagens. Velhos motores trazem movimento inovador. Tudo movido pela natural certeza de que a alegria de uma criança não tem preço e nem precisa de luxo. Igor faz do quintal de casa sua fábrica de brinquedos. No início, tinha vergonha de ir à rua mostrar suas invencionices. Era o novo aos olhos dos outros. De que forma as pessoas poderiam ver aquilo, que não fazia parte de um mundo em que os brinquedos são muito iguais e nem todos têm acesso?

Um barquinho foi o primeiro brinquedo produzido por Igor. A vontade era mostrar para todos, mas a sensação era de que as pessoas iriam rir do que fazia em casa. “Via os meus amigos com brinquedo de lata comprados e ficava querendo e aí fui fazer o meu”, afirma. Mas o problema é que o próprio inventor achava sua obra feia. Mas isso não impediu que viessem os caracóis, rodas gigantes, que funcionam de verdade, além de bicicletas de arame.

Conselho materno

A mãe, Maria Félix da Silva, já se tornou quase uma parceria do seu quinto filho. Ela opina na criação dos brinquedos. “Quando ela diz que não vai dar certo fazer daquele jeito é melhor não ir para frente”, diz ele, ao acrescentar que fez e não deu certo. O carrinho que ele montou foi uma grande peleja. Foi necessária ajuda dos amigos.

O que antes era motivo de vergonha hoje é razão de admiração dos colegas. Depois de participar duas vezes de exposição no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, em Fortaleza, Igor diz que não tem mais vergonha de mostrar para as pessoas suas artes de brincar. Nos primeiros seis meses do ano, seu trabalho esteve no “Brincadeiros e Brincadeiras”, exposição do pesquisador e artista Gandhy Piorsky, que viajou pelo Interior e litoral do Ceará para conhecer o que ainda está vivo na infância, a arte de brincar com o que está associado ao mundo em volta.

O pesquisador conheceu Igor por meio de uma amiga socióloga. Nasceu uma amizade. Para Gandhy, nele há traços de genialidade. Em pouco tempo, produziu de 40 a 50 brinquedos para expor no Dragão do Mar. “As peças dele têm um design interessante e de maneira muito própria, que traduz traços próprios no brincar”.

Agora Igor pensa em ser músico. O gosto pelas aulas de arte desperta sua capacidade criativa. Fez uma bateria de papelão e lata. O barulho não incomoda tanto. Retira os aparelhos na hora dos ensaios e a paciente Maria, sua mãe, simplesmente assiste ao filho dando os primeiros acordes desafinados em sua guitarra e experimentando a nova bateria adquirida em Juazeiro. O novo sonho nasce. Nas asas do pensamento, a construção de um avião que ele viu passar pelos ares de Caririaçu. “Vou fazer com isopor”. A intenção é fazê-lo voar como um pássaro.

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

Arte & Cultura - Sol na Macambira - Banda alia ritmos com diversificação musical - Reportagem: Elizângela Santos


Integrantes do Sol na Macambira aliam o clássico com as tradições musicais da região (Foto: Elizângela Santos).

Único grupo do interior a divulgar o maracatu, a Banda Sol na Macambira começa a ganhar espaço no cenário nacional

Juazeiro do Norte. A região do Cariri se destaca pela diversidade musical. Nos últimos anos, vários artistas e grupos vêm ganhando espaço no cenário nacional. O Maracatu Sol na Macambira é o único grupo que trabalha com esse estilo de música na região e participará, de 12 a 16 agosto, de apresentações e oficinas na capital paulista. Também participa do Projeto Viola, Causos e Crendices, em Votorantim. Também acontecerá apresentação da banda no Sesc de Sorocaba.

O Maracatu Sol na Macambira é o único grupo musical do Ceará que participará deste evento. Para o músico Jean Alex, coordenador do grupo, esse evento demonstra o quanto a música produzida no Interior do Ceará vem ganhando espaço no cenário nacional, além de confirmar a qualidade técnica da produção local.

Jean Alex enfatiza que um dos principais desafios é conseguir apoio financeiro para garantir a participação de todos os integrantes no evento. Atualmente, Maracatu Sol na Macambira é composto por sete integrantes e mais duas pessoas na produção. A banda participa e recebe influência direta da Orquestra Sesc de Rabeca Cego Oliveira, uma experiência pioneira desenvolvida pela instituição que tem a coordenação do artista, artesão e músico Francisco di Freitas Filho.

Origem da banda

A Banda Sol na Macambira nasceu no ano de 2005, na cidade de Juazeiro do Norte, terra onde bebeu da fonte de suas inspirações musicais. Traz em suas canções toda a mistura da música nordestina, hora em um clima de essência Armorial e logo em seguida com o mais forte sotaque cabaçal. Além de estar fincada nas raízes caririenses, a banda tem um propósito mais amplo musicalmente. Ela faz de suas canções um instrumento de estudo, divulgação e crítica à exploração do homem do sertão, por tal motivo não leva nas malas apenas o carimbo e o nome “Cariri”, e sim, a história de seu povo, suas crenças e toda a garra dessa gente.

Encharcado de regionalidade, brinca de reisado, canta cirandas, recita poemas, conta histórias de seus antepassados e ainda trata de temas corriqueiros e atuais, muitas vezes abordados de maneira cômica e em outras vezes comovente.

Sua rítmica configura-se na fusão entre a música cabaçal, o baião e as batidas de maracatu, ritmo que há pouco mais de meio século perdeu seu espaço no cotidiano da região. Por este motivo além de seus objetivos profissionais, a Sol na Macambira assume a responsabilidade de levar tais manifestações de cunho afro-brasileiro e indígena por onde passa, realizando a, cada show, debates, oficinas e mini-cursos de percussão, construção e também prática instrumental.

A base de tudo isso não está apenas na influência ou na convivência com todos esses aspectos, mas também da necessidade de divulgação do nordeste Cariri, este relicário tão precioso e tão desconhecido. Os instrumentos que compõem o show não poderiam ser diferentes, pois encantam com os pífanos, rabecas e tambores, sempre ritmados pelas batidas do maracatu, pela levada das cirandas e pelo calor do baião.

Atualmente, a banda trabalha na divulgação do seu repertório de músicas autorais por meio de shows e oficinas e participando de festivais de música. Em 2006, teve uma das suas composições premiada na mostra Sesc da música cearense e, em 2008, no Festival Cariri da Canção, em que uma de suas canções (Oração de Sidha) fora selecionada entre as principais bandas do Cariri e classificando-se para um DVD.

Reportagem: Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste

Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

Cariri - Pesquisador resgata as artes do brincar - Reportagem: Elizângela Santos

Nota do Editor:
A nossa colaboradora e repórter do Jornal Diário do Nordeste, Elizângela Santos traz essa bela reportagem sobre Gandhy Piorsky, pesquisador e artista plástico que investiga as práticas de brincar no Estado do Ceará."

Gandhy Piorsky pesquisa há dez anos as diferentes práticas de brincar no Estado do Ceará (Foto: Silvana Tarelho). O pesquisador e artista plástico Gandhy Piorsky, por cerca de dois anos, viajou pelas várias regiões do Estado.

Juazeiro do Norte. O pesquisador e artista plástico Gandhy Piorsky, por cerca de dois anos, viajou pelas várias regiões do Estado para pesquisar os tipos de brincadeiras produzidas pelas próprias crianças, com materiais encontrados no cotidiano de cada local. Um tipo de diversão que praticamente não existe na Capital, mas que ainda sobrevive no Interior. O seu trabalho resultou na conquista do Prêmio Edital das Artes, por meio da Secretaria da Cultura do Estado (Secult) e na exposição “Brincadeiros e Brincadeiras”, que esteve em cartaz no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. No entanto, este trabalho é bem anterior, com mais de 10 anos de pesquisas.

O objetivo da pesquisa feita entre os anos de 2007 e 2008 foi conhecer e registrar as práticas lúdicas encontradas no Interior cearense. São as histórias do brincar no Ceará. O pesquisador, que agora empreende um novo projeto de registrar em livro o seu trabalho, afirma que essas práticas lúdicas que encontrou durante a pesquisa remontam há mais de 100 anos, já que entre os seus entrevistados havia pessoas com idade acima de 90 anos. Mas, segundo ele, é possível perceber também um caráter universal nessas artes de brincar, sem limites históricos para as brincadeiras e objetos de infância.

Do Litoral Leste, Oeste, além das regiões Norte, Cariri, Sertão Central, Serra Grande e Serra de Baturité estão entre os locais pesquisados. Em cada um deles, semelhanças no modo de brincar das crianças, bem como nas tipologias de brinquedos. Mas também há especificidades, a exemplo dos barquinhos produzidos por crianças que residem nas zonas litorâneas e para as que vivem próximas aos rios das cidades do Interior. “São trabalhos diferenciados. No litoral, por exemplo, os meninos dão um acabamento melhor aos barcos, são feitas embarcações. Já no Interior, a maneira de produzir é mais precária”, explica ele.

Nas regiões serranas do Estado, por exemplo, os brinquedos são confeccionados pelas crianças a partir de materiais como palha de bananeira, bola de papo de peru, bexiga de porco. Gandhy destaca como são interessantes os brinquedos produzidos na região do Cariri. Um exemplo deles é o badoque, que remonta a tradição árabe, chegou à Península Ibérica e foi trazida pelos colonizadores portugueses para o Brasil.

Essa realidade de brinquedos produzidos pelas próprias crianças ainda é muito viva no Interior. “Isso traz uma outra dimensão do imaginar. É uma propriedade do espírito e desenvolve vários aspectos na criança, como a investigação, além de proporcionar o relacionamento com a natureza, em que dialoga com a fauna e a flora e também com o trabalho dos próprios pais”, diz ele, ao ressaltar que muitos brinquedos estão associados às atividades profissionais dos pais.

Para ele, o ato de brincar tem múltiplas faces, em que podem ser feitas variadas leituras. Gandhy resgata história do brincar nos municípios.

Elizângela Santos
Repórter do Jornal Diário do Nordeste
Colaboradora do Jornal Chapada do Araripe

Das Rosas - Por: Zilberto Cardoso


Uma das mais belas melodias da música popular Brasileira é sem duvida “Das Rosas”. Sua letra é de uma profundidade inigualável, mas, como toda grande obra artística, adquire esta profundidade através da simplicidade, pureza e leveza com que identifica as mulheres e as rosas. Não poderia ser diferente, visto que foi composta por um dos ícones da Música Popular Brasileira: Dorival Caymmi.

Gostaria de ofertá-la à “minha Rosa”, Rosália, mas estendo a homenagem a todas as demais colaboradoras e leitoras do Blog do Crato. Justa homenagem a essas mulheres/rosas maravilhosas que conosco, seus Cravos, dividem suas vidas. O que seria de nós não fossem essas “Rosas de mim, Rosas de ti e de todos nós! Um pouco de Caymmi para o nosso deleite.

Clique no player abaixo ( para evitar ouvir dois sons ao mesmo tempo, pare antes o player da Rádio Chapada do Araripe, na entrada do Blog, canto superior direito )







Zilberto Cardoso

A Culpa é da Imprensa ? - Hildeberto Aquino

Senado Politiqueiro

Testemunhamos uma das piores fases do Senado. Em detrimento de problemas relevantes para a Nação, não se tem feito outra coisa que não troca de insultos e guerra partidária. Baixarias, tão somente! As possíveis últimas “reservas morais” caem, uma por uma, a cada troca de insultos quando os seus pobres vêm à tona. São acusações fortes como: peculato, falsidade ideológica, desvios de dinheiro públicos, apadrinhamentos espúrios e toda sorte de procedimentos antiéticos que não só ferem o decoro parlamentar como são crimes que só seguem impunes em vista da distorcida “Impunidade Parlamentar”. Mais grave, um Conselho de Ética indolente que a tudo cala ou consente e arquiva. Invocando ética (logo ele), Renan Calheiros representa contra Artur Virgílio acusando-o dessas práticas e quando aparteado agride nominando Tasso Jereissati de “Coronel cangaceiro de terceira categoria”. A tudo assistem outras figuras suspeitas como Collor de Melo e o próprio alvo maior das acusações o Presidente Sarney. E ainda atribuem culpa à Imprensa que acusam de desestabilizar o Senado. Esse é que se tem feito decadente e sem serventia!

Hildeberto AQUINO
(Corretor de Imóveis)
Russas (CE)

Dia dos Pais: Gratidão de um filho - Por: Samuel P. Teles



Meu Pai...


Pela amizade que você me vota,
por meus defeitos que você nem nota...

Por meus valores que você aumenta,
por minha fé que você alimenta...

Por esta paz que nós nos transmitimos,
por este pão de amor que repartimos...

Pelo silêncio que diz quase tudo,
por este olhar que me reprova mudo...

Pela pureza dos seus sentimentos,
pela presença em todos os momentos...

Por ser presente, mesmo quando ausente,
por ser feliz quando me vê contente...

Por este olhar que diz:
"meu Filho, vá em frente!"

Por ficar triste, quando estou tristonho,
por rir comigo quando estou risonho...

Por repreender-me, quando estou errado,
ou pelo meu segredo, sempre bem guardado...

Por seu segredo, que só eu conheço,
e por achar que apenas eu mereço...

Por me apontar pra DEUS a todo o instante,
por esse amor paterno tão constante...

Por tudo isso e muito mais eu digo:


"DEUS TE ABENÇOE, MEU QUERIDO PAI"

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Homenagem a todos os pais, em especial ao meu pai Francisco P. Teles, a quem eu agradeço a Deus todos os dias por ser essa pessoa maravilhosa e por tornar minha vida sempre melhor a cada dia. TE AMO, Pai.

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Por: Samuel P. Teles

Chega de Sujeira ! - Por: Dr. Valdetário


Nota do Editor:
"Um texto atualíssimo, que reflete bem o panorama da política Brasileira, escrito há muito tempo, e já postado aqui no Blog do Crato pelo Dr. valdetário."

A nossa história é construída no dia-a-dia. Ninguém se toma uma grande pessoa num curto espaço de tempo. O mundo nos molda. Como numa construção, tijolo por tijolo, vamos edificando o nosso ser. A firmeza do nosso caráter é fruto do tipo de material utilizado na nossa construção. Se estamos embasados em alicerce sólido, se usamos concreto e ferragem adequados teremos como resultado, invariavelmente, algo firme, seguro e confiável.

Desde criança interagimos com o meio. Sofremos influência do mesmo e emitimos os primeiros sinais do nosso futuro ser. Se o meio nos influencia; é inegável que o gene é quem nos direciona no caminhar da vida. E como o genoma é único, exclusivo para cada pessoa; resulta nos mais distintos tipos de seres. Há os que aprendem a voar e os que rastejam por toda a vida. Existem os que verdadeiramente engrandecem o mundo e os que tentam destruí-lo. Os que se dedicam às causas coletivas e os que colocam seus interesses pessoais à frente de tudo. Há os que sonham, criam, realizam...e os que só tiram proveito do trabalho alheio. E há aqueles que se fingem faroleiros, mesmo desprovidos de luz própria. Incomodam – se com o sucesso do próximo e
temem ser ofuscados.

O mundo seria melhor se cada um fizesse a sua parte. Se não houvesse tantos querendo levar só o banquinho, quando é preciso transportar o piano. Mas o destino é imutável: ninguém colherá rosas se plantou manjericão. E quem começou a vida como palhaço nunca será o dono do
circo...quase sempre acaba limpando a jaula. Chega de sujeira!

Por: Dr. Valdetário Siebra

A Verdadeira Herança - Por: Mauro Oliveira Albuquerque


Nota do Editor:
Esta mensagem, é uma espécie de complemento ao artigo "Entre Pães, Limonadas e Lembranças de um velho Padeiro - De: João Carlos Holanda Cardoso", em homenagem a Antonio Correia de Oliveira (Antonio Cirilo).

"Primo João Carlos,

Li e reli o seu texto em homenagem ao nosso avô, Antônio Correia de Oliveira, e lembrei que, este ano, fez trinta anos que nossa avó, Inês Cardoso de Oliveira, se foi (30.06.79). De nosso avô Antônio, praticamente não tenho nenhuma lembrança, guardo apenas uma imagem quando, deitado em uma rede, pediu um copo d’água a Márcio, meu irmão; mas confesso que esta lembrança pode trata-se apenas de uma imaginação. Dele herdei uma forte paixão por padarias, mas, por se tratar, como dizem, de um ramo de negócio de excessivo trabalho, tal paixão fica apenas no pensamento... na vontade...

Imagino nosso avô, em quantas e sucessivas madrugadas, feriados, sábados e domingos, DEDICADOS à padaria, tendo de saltar da cama, cedo, nas horas mais frias e aconchegantes da madrugada, a contemplar a família dormindo e a pensar, não somente na buscar do pão de cada dia mas sobretudo de suprir com este mesmo pão a sua freguesia! Isto se chama RESPONSABILIDADE e SACRIFÍCIO. Sempre citado com muito respeito por aqueles que o conheceram, entendo que RESPEITO é algo recíproco.

De Mainha, nossa avó, são inúmeras as lembranças: olhos claros, cabelos longos e grisalhos, sempre vestida com um robe, gestos SIMPLES e um pequeno vício (cigarro Continental). Posição FIRME mas de apelido CORAÇÃO. Como não ter um coração grande para amar tantos filhos? Casa sempre cheia de amigos e parentes, portas sempre abertas! No jantar, sentava-se ao lado de uma porta que ficava na sala, no alinhamento do corredor. Eu gostava dos “capitães” que ela fazia em seu prato: arroz, feijão, carne bem picadinha e um pouquinho de farinha, amassados e moldados. Sempre havia um “capitão” para os netos, nem mesmo o último nos era negado, isso se chama PARTILHA. Lembrando sua limonada, vemos quão grande se tornam os pequenos gestos! Já pensou no que nosso avô sentiu quando ficou viúvo com dois filhos pequenos? Não sei; mas sei que ele construiu nossa família e isso se chama RECOMEÇAR, e nossa avó, casar com um viúvo há oitenta anos atrás, ninguém pode dizer que não teve CORAGEM. Fica evidente que nossos avós plantaram uma árvore de raízes muito profundas que, ao longo destes anos, foi cultivada com DEDICAÇÃO, RESPONSABILIDADE, SACRIFÍCIO, RESPEITO, SIMPLICIDADE, AMOR, PARTILHA, RECOMEÇOS E CORAGEM. Parece simples não é? Faltou citar a FIRMEZA, tão necessária para sovar o pão, moldar o “capitão”, ”trabalhar e educar seus filhos”.

Primo, muito obrigado, pois reler o seu texto me fez voltar a escrever e como está sendo maravilhoso buscar sentir na saudade o sabor dos “capitães” que eram amassados e moldados pelas mãos de nossa avó.

Mauro Oliveira Albuquerque
Fortaleza, 02 de agosto de 2009."

Texto enviado por: Marcel Oliveira Albuquerque

Uma História Real, em Fotos, que merece ser contada...


Para darmos valor a vida que temos enquanto a temos.‏..

A moça da foto se chama Katie Kirkpatrick, tem 21 anos. Ao lado está seu noivo, Nick, de 23. Essa foto foi tirada um pouco antes da cerimônia de casamento deles, realizada em 11 de janeiro de 2005 nos Estados Unidos. Katie tem câncer em estado terminal e passa horas por dia recebendo medicação. Na foto Nick aguarda o fim de mais uma de suas sessões.

Apesar de sentir muita dor, pois vários órgãos estão apresentando falência e ela ter que recorrer à morfina, Katie levou adiante o casamento e cuidou ao máximo dos detalhes.O vestido teve que ser ajustado várias vezes, pois Katie perde peso todos os dias por causa do câncer.


Um acessório inusitado na festa foi o tubo de oxigênio usado por Katie. Ele acompanhou a noiva em toda a cerimônia e na festa também. O outro casal da foto são os pais de Nick, emocionados com o casamento do filho com a mulher por quem é apaixonado desde a adolescência.

Katie, sentada em uma cadeira de rodas e com o tubo de oxigênio, escutando o marido e amigos cantando para ela.

No meio da festa Katie descansa um pouco. A dor não a deixa ficar de pé por muito tempo.


Katie morreu 5 dias depois do casamento. Ver uma mulher tão debilitada vestida de noiva e com um sorriso nos lábios nos faz pensar... A felicidade sempre está ao nosso alcance, dure quanto durar e vamos parar de complicar nossas vidas. A vida é curta, trabalhe como se fosse seu primeiro dia, perdoe rapidamente, beije demoradamente, ame verdadeiramente , ria incontrolavelmente e nunca deixe de sorrir por mais estranho que seja o motivo. A vida pode não ser a festa que esperávamos, mas enquanto estamos aqui, devemos sorrir e agradecer sempre...



Texto enviado por Jales Botelho

Minas Gerais apresenta o maior complexo cultural do Brasil



Exposição Circuito Cultural Praça da Liberdade antecipa detalhes das instalações que ocuparão prédios históricos de Belo Horizonte.

Cenário de importantes momentos públicos e inúmeras historias de cidadãos mineiros, a Praça da Liberdade, localizada no centro de Belo Horizonte, receberá um dos maiores complexos culturais do pais. O circuito inclui todo o conjunto arquitetônico da região (ruas Tomé de Souza, Guajajaras, Bahia e Sergipe), além de prédios públicos da Avenida João Pinheiro. Para apresentar detalhes do projeto, já em sua reta final, o Governo de Minas Gerais inaugurou a Exposição “Praça da Liberdade: Circuito Cultural – Arte e Conhecimento”, localizada na Alameda Travessia, com entrada gratuita, aberta até o dia 09 de setembro, das 09 às 17h. Durante os 70 metros do percursso, com o acompanhamento de monitores, o público conhecerá por meio de projeções de imagens em 3D a proposta de cada um dos espaços culturais de ocuparão os prédios onde hoje funcionam orgãos puúblicos. Já estes, serão transferidos para o novo Centro Administrativo do Governo de Minas. Em parceria com o a iniciativa privada serão inaugurados o “Espaço do Conhecimento”, patrocinado pela TIM e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); “Museu das Minas e do Metal”, pela EBX Investimentos, o “Memorial de Minas Gerais”, pela Vale, o “Centro de Arte Popular”, pela Cemig, e o “Centro Cultural Banco do Brasil”. Ainda fazem parte o Palácio da Liberdade, o Arquivo Público Mineiro, o Museu Mineiro e a Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa.

Além disso, a exposição traz fotos, vídeos e textos que contam a história da Praça da Liberdade, palco de grandes momentos políticos e culturais do estado. Também integram a instalação exemplos de projetos que seguem a mesma proposta – de transformar prédios tombados em espaços que reúnem arte, tecnologia, ciência, história e conhecimento – como o Museu do Louvre, Museu Reina Sofia, a Tate Modern e a Pinacoteca de São Paulo. Vale destacar que o projeto museográfico do designer e curador de exposições Marcello Dantas, assim como o projeto arquitetônico de Jô Vasconcellos, respeitam todos os padrões e normas de tombamento.

Serviço

Praça da Liberdade: Circuito Cultural – Arte e Conhecimento
Local: Alameda Travessia, Praça da Liberdade, Belo Horizonte (MG)
Quando: Até 09 de setembro
Quanto: Entrada franca
Horário de funcionamento: Diariamente, das 9 às 17 horas

Thamires Andrade - Colaboradora

Galvão do Juazeiro, o contador de histórias e estórias do nosso Cariri. - Por: José Cícero

Uma figura aparentemente excêntrica para os que não estão acostumados a vê-lo amiúde no seu verdadeiro peregrinar em busca de apóio cultural para desenvolver a contento a sua arte e o seu talento. Da sua busca incessante dependerá quase que a sobrevivência das grandes histórias que ele tem sempre para contar às novas gerações. Este é o popular Galvão do Juazeiro. Que na verdade é filho da Caririaçu da serra de São Pedro, portanto vizinho da nossa Aurora. Como ele próprio diz, nasceu na cidadezinha do Cariri, mas foi criado no oco do mundo. Na sua bagagem, além de muitos contos e causos, Galvão do Juazeiro, carrega também a coragem e a ousadia de nunca desistir do seu ofício de preservação do que há de mais nobre e autêntico na nossa cultura popular. Sua vida tem se confundido com o próprio ato de resistir a quase tudo que a modernidade possui de deletério em relação a verdadeira manifestação da cultura popular do Cariri. Neste aspecto em particular, podemos dizer que Galvão do Juazeiro é uma enciclopédia ambulante, a se perder na poeira das estradas dos nossos sertões, agora quase coberto de asfalto, argamassa e cimento armado.

Galvão do Juazeiro é o senhor da memória a travar cotidianamente sempre o bom-combate contra o fantasma do esquecimento total. Quase sempre Alegre, e sisudo quando necessário, sobretudo ao criticar em público o péssimo tratamento dos poderes e dos poderosos conferido aos movimentos culturais e seus ativistas(como ele próprio). Sempre vestido num roupão colorido incomum para os padrões, é visto por muitos como uma figura extravagante, mas para outros, o seu modo de vestir representa a sua marca registrada, seu cartão de visita adentrando todos os ambientes onde seja possível a cultura respirar e se despir da soberba elitista-burguesa. Dando esperança, sob os alicerces de um futuro melhor e de dignidade para os que as fazem e vivenciam no dia a dia. Gente do tipo de Galvão do Juazeiro e tantos outros quase sempre de pires nas mãos juntos aos governos da insensibilidades e da burocracia.

Por tudo isso, mais parece um gaúcho que um sertanejo tradicional... Chapéu sobre os olhos sombreando uma barba branca e farta. Outros apetrechos compõem o leque dos variados adereços a se espalhar pela indumentária bela, esquisita, estranha e elegante daquele homem admirável, alegre e comunicativo, cuja opção que fez pela cultura e pela história dos sertões o tornara simplesmente espetacular. Aonde ele chega todas as atenções se voltam para a sua presença. De modo que já é uma figura constante em todos os encontros culturais do Estado e região. Uma bandeira de luta sempre desfraldada em favor da preservação e de melhorias para as nossas mais importantes manifestações socioculturais e folclóricas. O passado, assim como os costumes de toda uma geração,diria que resisti na força da ousadia que impulsiona o nosso Galvão.

Por algumas vezes conversei com Galvão do Juazeiro. Nos encontros culturais onde quer que aconteçam ele estar lá. O conheci por ocasião da primeira visita do professor Auto Filho à URCA logo que assumiu a SECULT e, ultimamente em Juazeiro, por ocasião do governo itinerante de Cid Gomes em 04 de agosto. Sua disposição e alegria em falar do que acreditar e defende me impressiona. Tanto quanto a maneira altiva como se posta em relação a tudo que está a sua volta. Seu velho pé-de-cabra, o lenço ao pescoço, as longas botas... tudo no Galvão exprime novidade. Porém, uma novidade que resgata ao tempo que também nos remete as coisas boas do nosso passado. Seus causos são simplesmente, fascinantes, arrebatadores. Uma longa narrativa que quase não tem fim. Conta seus causos e estórias como se vivesse ele próprio dentro delas. Mas, no fundo, é como se ele fosse de fato o protagonista maior de tudo que descreve com força, entusiasmo e absoluta riqueza de detalhe.

História e estórias como a de Vicente Finim – o homem do Caririaçu que nos anos 50/60 começou a virar bicho(lobisomem) nos engenhos de cana de Barbalha. História que de boca em boca, ajudada que foi pela força da oralidade popular e a superstição da nossa gente, passou a ser conhecida em toda região e muito além dela. Estórias como a do chamado “Cão da Valença”, isto é, do homem que pela força de uma praga jogada pela mãe incorporou de corpo e alma a figura do capeta e, que certa feita teve que ser dominado(amarrado) pelo Padre Cícero no troco de uma carnaúba com ajuda de um cordão de São Francisco. Rodou tanto, segundo dizem que afinou consideravelmente o tronco de tal árvore. Um causo que igualmente correu mundo afora.

Enfim, é demasiadamente longo todo o corolário de causos, crenças, fatos e histórias mirabolantes e fantásticas contadas pela verve alucinante e inventiva deste notável senhor, memorialista, viajante dos sertões nordestinos. Agente cultural. Um sonhador. Um admirador de Conselheiro, José Lourenço, Lampião e padre Cícero querendo com seu otimismo aplacar todas as lonjuras, as fraquezas assim como as dores do mundo. Um visionário para o qual, o próprio sertão ainda vai virar mar... Por fim, é possível dizer até que Galvão do Juazeiro, já é uma boa história fascinante, a partir de si mesmo.

José Cícero
Prof. Escritor e Poeta
Secretário de Cultura de Aurora-CE.
Fotos: JC e Galvão do Juazeiro

Cariri Cangaço - Ficha de Inscrição - Por: Manoel Severo


NORMAS PARA APRESENTAÇÂO DE TRABALHO ACADEMICO

1. INSCRIÇÕES E APRESENTAÇÂO DE TRABALHO

a) O período de inscrições para apresentação de trabalhos no “Cariri Cangaço” será de 31 de Julho à 31 de Agosto de 2009. (Vagas limitadas!!!)
b) Os trabalhos serão avaliados de 01 a 15 de Setembro de 2009.
c) Os trabalhos aceitos serão divulgados em 16 de Setembro de 2009 através de seu e-mail e relação nos sites autorizados.
d) Os autores terão 15 minutos para apresentação do trabalho e 5 minutos de tolerância.
e) Os trabalhos serão apresentados simultaneamente no dia 26 de Setembro de 2009 (Sábado) das 15 às 17horas na URCA - Universidade Regional do Cariri na cidade do Crato – CE, para os Pesquisadores e Público em Geral distribuídos pela temática definida.

2. COMUNICAÇÃO ORAL

a) Será considerada Comunicação Oral, Ensaios, Estudos e Resultados de Pesquisa abordando temáticas novas ou já estabelecidos na área do estudo sobre o Cangaço.
b) Só serão aceitos para sessão de Comunicação Oral trabalhos completos, que deverão ser encaminhados na ocasião da inscrição.
c) O Texto para Sessão de Comunicação Oral deverá ter formato de artigo, com problemática anunciada e desenvolvida, conclusões e referências bibliográficas, estruturado em torno de 8 (oito) a 12 (doze) páginas. A digitação e a formatação do texto devem seguir as orientações abaixo.
d) O Resumo da Comunicação Oral deverá conter em torno de 8 (oito) a 12 (doze) linhas no máximo, em espaço simples. Conter no final três palavras-chave.
e) As citações e as notas devem seguir as normas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.
f) As referências devem ficar localizadas ao final do texto, contendo exclusivamente as obras citadas.
g) Os quadros, tabelas, gráficos, figuras (fotografias ou desenhos) devem vir após as referências, com indicação de fonte e créditos (quando for o caso).
h) Digitação e Formatação das Comunicações Orais:
• Formato de arquivo: "doc" ou "pdf";
• Fonte: Times New Roman, tamanho 12;
• Papel tamanho A4;
• Margem superior e inferior com 2,5 cm;
• Margem esquerda e direita com 3 cm;
• Espaçamento entre linhas: 1,5 cm;
• Alinhamento: Justificado;
• Páginas numeradas a partir da segunda (no alto, à direita);
• Nome do arquivo com o texto a ser anexado na submissão, deve conter as primeiras palavras do título do texto;
• Título em maiúsculo/negrito com alinhamento centralizado;
• A identificação da autoria principal seguirá após o título do artigo alinhado à direita.
i) O material aceito para apresentação e/ou publicação será utilizado em sua versão original, ou seja, os arquivos enviados não são passíveis de substituição e/ou modificações posteriores. A revisão do(s) trabalho(s) é de responsabilidade do(s) autor (es).
j) Exigir-se-á a presença do autor principal do trabalho para a sua apresentação.
l) Cada autor poderá inscrever apenas 1 (um) trabalho (Comunicação Oral) autor principal e 1 (um) em co-autoria.
m) Não haverá taxa de inscrição.
n) Os autores no ato da Inscrição de suas Comunicações Orais autorizam à Organização do Cariri Cangaço a incluí-las em CD-ROM, para que sejam distribuídas pelos meios definidos pela curadoria, como também autoriza a divulgação e publicação dos referidos trabalhos pelo Cariri Cangaço em outros meios que a organização definir.

Observação l: Seguirá em nota de rodapé o nome do Projeto/Pesquisa, Grupo de Pesquisa, co-autores, etc.
Observação II: Os trabalhos que não atenderem às normas de formatação serão automaticamente eliminados.
Observação III: Os autores deverão fazer as inscrições de seus trabalhos a partir das Temáticas a seguir, encaminhando as referidas inscrições com referencia direta ao GT correspondente.

LISTA DOS GTs

GT1. Cangaço e Cangaceiros: História e Memória
GT2. Cangaço e Caatinga
GT3. Cangaço e Gênero
GT4. Gangaço e Religiosidade
GT5. O Cangaço na musicalidade brasileira
GT6. O Cangaço nos múltiplos olhares
GT7. Lampião: Mito e Realidade

Ex: Inscrição de Trabalho
Nome do Proponente: José Lopes
GT 2 Cangaço e Caatinga
Trabalho: ”A relação espacial dos cangaceiros
com o seu habitat natural”
o) A Curadoria do Cariri Cangaço definiu Grupo de Trabalho Acadêmico; formado por pesquisadores da SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço e professores da Universidade Regional do Cariri-URCA, para a devida análise dos Trabalhos Inscritos.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS E DÚVIDAS ENTRAR EM CONTATO COM: COORDENADOR DO GT ACADÊMICO PROFESSOR HUGO RODRIGUES
E-MAIL: academicoscariricang@hotmail.com

Texto enviado por Manoel Severo

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